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Matemática

Álgebra II

I. Noções gerais sobre Sequências e Somatórios


1. Introdução
A ideia de sequência está associada à ideia de sucessão ordenada de elementos (termos da
sequência). Existem vários tipos de sequências cujos elementos podem ser letras, símbolos,
números, figuras etc.
Em algumas sequências, a disposição de seus elementos obedece a um determinado padrão.
Uma simples observação desse padrão indica sugestões de como obter um determinado elemento
(termo) dessa sequência. Em muitos casos, esse padrão é de fácil percepção, em outros, essa
percepção pode oferecer alguma dificuldade ou o padrão pode não existir.

Exemplos:
• O padrão da sequência (A, E, _ , O, U) sugere que o terceiro elemento seja a letra I.
• O padrão da sequência (_, , , ) sugere que o primeiro termo seja o símbolo .
• O padrão da sequência (3, 6, 9, _, _) sugere que o 4o e o 5o termos sejam 12 e 15, respectivamente.
• O padrão da sequência (2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, _), embora de modo não muito explícito, sugere
que o próximo termo seja o número 200, pois os nomes de todos os elementos anteriores se
iniciam pela consoante D.
• A sequência (3, 7, 17, 20, 25, _) não obedece a um padrão, impossibilitando a obtenção do
próximo termo.
Neste capítulo, iremos estudar as sequências cujos elementos são dispostos segundo um
padrão característico.

Situação-problema
Considere uma tábua retangular de espessura constante de 2 cm. Essa tábua será dividida em
várias partes do seguinte modo:
Primeiramente, a tábua é dividida em duas partes iguais.
Depois, cada uma dessas duas partes é dividida em três partes iguais. Em seguida, cada uma
dessas três partes é dividida em quatro partes iguais. Esse processo continua por mais duas divisões.
Considerando que o comprimento da tábua original seja suficientemente grande, responda:
a) Quantas partes serão obtidas ao final dos procedimentos?
b) Qual é uma possível Lei de Formação para a sequência cujos termos são as quantidades de
partes em cada etapa?
c) Se essas partes forem empilhadas, qual será a altura da pilha?

2. Definição
F ormalmente, dizemos que sequência é toda sucessão ordenada de elementos, os quais são
chamados de termos da sequência.
Uma sequência pode ser finita, caso tenha uma quantidade limitada de termos, ou infinita,
caso tenha infinitos termos.
Em geral, os termos de uma sequência são apresentados dentro de parênteses e separados
por vírgulas.
No caso de ser infinita, é comum o uso de reticências (...) após o último termo apresentado.

1ª série do Ensino Médio - Vol. 2 101


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Exemplos:
• A sequência dos meses do ano possui 12 elementos, sendo, portanto, finita e indicada por
(janeiro, fevereiro, março, ..., novembro, dezembro).
• A sequência de todos os polígonos regulares é uma sequência com infinitos termos, sendo,
portanto, infinita e indicada por (triângulo equilátero, quadrado, pentágono regular, ...).

  Ordem dos termos


Numa sequência, o primeiro termo é chamado de a1 (lê-se a índice 1), que é o termo de ordem 1.
O segundo termo é chamado de a2, que é o termo de ordem 2; o terceiro, de a3, que é o termo
de ordem 3 e, assim por diante, até o n-ésimo termo an, que é o termo de ordem n.
Assim:
(a1, a2, a3, ..., an, ...)
n-ésimo termo (termo de ordem n).
3o termo (termo de ordem 3).
2o termo (termo de ordem 2).
o
1 termo (termo de ordem 1).

Vale dizer que alguns autores adotam o primeiro termo como a0, o segundo como a1, o
terceiro como a2 e assim sucessivamente. Nesse nosso estudo sobre sequências, não adotaremos
essa nomenclatura.

Exemplo:
• Na sequência (1, 10, 101, 1010), o primeiro termo é 1 (a1 = 1), o segundo é 10 (a2 = 10), o terceiro
é 101 (a3 = 101) e o quarto é 1010 (a4 = 1010).

Exercícios resolvidos
1 Qual é o próximo termo da sequência (B, D, G, L, _)?

Resolução:
  O padrão apresentado sugere que cada letra da sequência, a partir da segunda, é obtida saltando-se,
respectivamente, 1, 2, 3, ... letras em ordem alfabética. Assim, a sequência é:
(B, C, D, E, F, G, H, I, J, L, M, N, O, P, Q).

\ O próximo elemento é a letra Q.

2 Qual é o 4o termo de cada sequência de figuras a seguir?


a) b)

1 13

... 5 5 9 9 ...
, , , , , ,

Resolução:
a) O padrão determinado pelos termos dessa sequência sugere a inscrição de polígonos regulares e a
delimitação de uma região. No 1o termo, a área é interna ao triângulo; no 2o termo, a área é externa
ao quadrado e interna à circunferência circunscrita. No 3o termo, a área é interna ao pentágono
regular.
  Desse modo, no 4o termo, a área será externa ao hexágono regular e interna à circunferência
circunscrita.

\ O 4o termo é

102 1ª série do Ensino Médio


Definição

b) Considerando o padrão, percebemos que geometricamente cada termo é obtido a partir de um giro
de 90°, no sentido horário, no termo anterior. Em cada termo, o dígito destacado na cor laranja é obtido,
acrescentando-se 4 unidades ao 1o dígito.
\ O 4o termo é 13 17 .

  Sequências numéricas
Uma sequência, cujos elementos são números, é chamada de sequência numérica. Uma
sequência numérica pode ser crescente, se cada termo, a partir do segundo, for maior que o termo
anterior, ou decrescente, se cada termo, a partir do segundo, for menor que o termo anterior.
Caso os termos sejam todos iguais, a sequência é constante e, caso os sinais dos termos se
alternem, a sequência é alternada.

Exemplos:
• A sequência (–1, 3, 7, 11, 15, ...) é crescente e infinita.
• A sequência –8, –4, –2, –1, – 1 é crescente e finita.
2
• A sequência 8, 4, 2, 1, 1 , ... é decrescente e infinita.
2
• A sequência (–1, –3, –5, –7) é decrescente e finita.
• A sequência (2, 2, 2, 2, ...) é constante e infinita.
• A sequência (5, –8, 6, –3, 10) é alternada e finita.

  Lei de Formação
Uma sequência, cujos elementos seguem a um determinado padrão, pode ser apresentada
explicitamente, por meio de seus elementos, ou implicitamente, por meio de uma lei de formação.
No caso das sequências numéricas, temos, basicamente, três tipos de Lei de Formação:

1o tipo (Fórmula de recorrência):


Cada termo an, a partir do segundo, é dado em função do termo anterior an- 1.

Exemplos:
a =2 a1 = 3
• a1 = 2 . a (n ∈ N e 2 < n < 4) •  , com n > 2
n n-1 an = 5 + an-1

a1 = 2 a1 = 3
a2 = 2 . a2-1 ⇒ a2 = 2 . a1 a2 = 5 + a1 ⇒ a2 = 8
a2 = 2 . 2 ⇒ a2 = 4 a3 = 5 + a2 ⇒ a3 = 13
a3 = 2 . a3-1 ⇒ a3 = 2 . a2 a4 = 5 + a3 ⇒ a4 = 18
a3 = 2 . 4 ⇒ a3 = 8 a5 = 5 + a4 ⇒ a5 = 23
a4 = 2 . a3 ⇒ a4 = 16 a6 = 5 + a5 ⇒ a6 = 28

\ A sequência é (2, 4, 8, 16). \ A sequência é (3, 8, 13, 18, 23, 28, ...).

2o tipo (Fórmula do termo geral):


Cada termo an é dado em função de sua posição n na sequência.

Exemplos:
• Para a sequência de termo geral an = 2n – 4 com 1 < n < 4, temos:
n = 1: a1 = 2(1) – 4 ⇒ a1 = –2 n = 3: a3 = 2(3) – 4 ⇒ a3 = 2
n = 2: a2 = 2(2) – 4 ⇒ a2 = 0 n = 4: a4 = 2(4) – 4 ⇒ a4 = 4
\ A sequência é (–2, 0, 2, 4)

Volume 2 103
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• Para a sequência de termo geral an = 2n – 4 com n > 1, temos:


n = 1: a1 = 21 – 4 ⇒ a1 = –2 n = 3: a3 = 23 – 4 ⇒ a3 = 4
n = 2: a2 = 2 – 4 ⇒ a2 = 0
2 n = 4: a4 = 24 – 4 ⇒ a4 = 12

\ A sequência é (–2, 0, 4, 12, ...).

3o tipo (Propriedade comum):


Os termos relacionam-se através de uma propriedade comum.

Exemplos:
• A sequência crescente dos números primos menores que 10 é (2, 3, 5, 7).

• A sequência dos números quadrados perfeitos é (0, 1, 4, 9, 16, ...).

Daremos maior ênfase aos dois primeiros tipos de Lei de Formação.


Nesse sentido, considerando a Lei de Formação da sequência (a1, a2, a3, ..., an), podemos
estabelecer a seguinte definição:
Sequência é uma função f(n) que associa cada elemento do conjunto {1, 2, 3, ..., n} a um único
elemento do conjunto {a1, a2, a3, ... an}, correspondentemente, como mostram estes diagramas.

Desse modo, o domínio dessa função é o conjunto {1, 2, 3, ..., n} e a imagem é o conjunto
{ 1 a2, a3, ..., an}.
a ,
Funções com essa característica são denominadas funções discretas.

Exercícios resolvidos
b1 = 2
3 Considere as sequências cujos termos an e bm são dados por an = 3n com n > 1 e ,
bm = 2m . am-1
com m > 2. Para essas sequências, obtenha o terceiro termo.

Resolução:
  No caso da sequência an = 3n, é possível obter o terceiro termo diretamente. Para tanto, basta
notarmos que esse termo (a3) é obtido para n = 3. Assim:
a3 = 33 ⇒ a3 = 27

b1 = 2
  No caso da sequência , não é possível obter o terceiro termo diretamente. Dessa
bm = 2m . am-1
forma, devemos obter todos os termos anteriores a ele. Assim:
b1 = 2
b2 = 22 . b2-1 ⇒ b2 = 4 . b1
b2 = 4 . 2 ⇒ b2 = 8
b3 = 23 . b3-1 ⇒ b3 = 8 . b2
b3 = 8 . 8 ⇒ b3 = 64
\ Os termos são 27 e 64.

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Definição

4 Obtenha uma Lei de Formação para cada uma das sequências a seguir:
a) (2, –2, 2, –2, ...) b) (3, 6, 12, 24, ...)

Resolução:
a) Notemos que, de um termo para o próximo, ocorre apenas uma troca de sinal. Assim, podemos usar

a1 = 2
a fórmula de recorrência , com n > 2.
an = –an-1
  Por outro lado, considerando um termo geral, podemos escrever an = (–1)n . (–2), com n > 1.

a1 = 2
\ Duas possíveis leis podem ser com n > 2 ou an = (–1)n . (–2) com n > 1.
an = –an-1

b) Notemos que cada termo é o dobro do termo anterior. Assim, uma fórmula de recorrência pode

a1 = 3
ser com n > 2.
an = 2 . an-1
  Por outro lado, podemos perceber o seguinte padrão:
a1 = 3 que pode ser escrito como a1 = 21-1 . 3. a3 = 12 que pode ser escrito como a3 = 23-1 . 3.
2-1
a2 = 6 que pode ser escrito como a2 = 2 . 3. a4 = 24 que pode ser escrito como a4 = 24-1 . 3.
  Desse modo, considerando um termo geral, podemos escrever an = 2n-1 . 3 com n > 1.

a1 = 3
\ Duas possíveis leis podem ser com n > 2 ou an = 2n-1 . 3, com n > 1.
an = 2 . an-1

Vamos resolver a situação-problema proposta na introdução.

Situação-problema 1
Considere uma tábua retangular de espessura constante de 2 cm. Essa tábua será dividida em
várias partes do seguinte modo:
Primeiramente, a tábua é dividida em duas partes iguais.
Depois, cada uma dessas duas partes é dividida em três partes iguais. Em seguida, cada uma
dessas três partes é dividida em quatro partes iguais. Esse processo continua por mais duas divisões.
Considerando que o comprimento da tábua original seja suficientemente grande, responda:
a) Quantas partes serão obtidas ao final dos procedimentos?
b) Qual é uma possível Lei de Formação para a sequência cujos termos são as quantidades de
partes em cada etapa?
c) Se essas partes forem empilhadas, qual será a altura da pilha?

Resolução:
a) Consideremos os três primeiros procedimentos indicados a seguir:

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A partir daí, cada uma das 6 partes será dividida em 4 partes, gerando 24 partes. Cada uma
dessas 24 partes será dividida em 5 partes, gerando 120 partes e assim por diante, gerando a
sequência (1, 2, 6, 24, 120, 720).
\ Ao final serão obtidas 720 partes.
b) Observando a sequência, podemos estabelecer uma fórmula de recorrência na qual o primeiro
termo é 1 e os demais são, respectivamente, o dobro, o triplo, o quádruplo, ... do termo anterior.
a1 = 1
\ Uma lei pode ser com 2 < n < 6.
an = n . an-1

c) Serão 720 tábuas de 2 cm cada uma, resultando numa pilha de 1 440 cm ou 14,4 m.

\ A altura da pilha será de 14,4 m.

Exercícios de sala
5 Obtenha os 4 primeiros termos de cada sequência a seguir:

a1 = 3
a) , n > 2 b) bn = 1 + 4n, n > 1
an = 4 + an-1

6 Obtenha uma Lei de Formação para cada sequência a seguir:


a) (2, 3, 4, 5, ...) b) (1, 8, 27, 64)

7 Considere a sequência destas figuras:


Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4 ...

...

  Elabore uma expressão que represente o padrão dessa sequência e calcule a quantidade de pontos
da 10a figura.

8 Considere a sequência a seguir:

5 30

10 10 30 120 120 600


, , , , ...

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Somatório

  Qual é o próximo termo dessa sequência?

9 (ENEM) Ronaldo é um garoto que adora brincar com números. Numa dessas brincadeiras, empilhou
caixas numeradas de acordo com a sequência conforme mostrada no esquema a seguir.

1 2 1

1 2 3 2 1

1 2 3 4 3 2 1
...
  Ele percebeu que a soma dos números em cada linha tinha uma propriedade e que, por meio dessa
propriedade, era possível prever a soma de qualquer linha posterior às já construídas.
  A partir dessa propriedade, qual será a soma da 9a linha da sequência de caixas empilhadas por
Ronaldo?
a) 9 b) 107 c) 64 d) 81 e) 285

3. Somatório
É  comum depararmo-nos com situações que envolvem somas de várias parcelas.
Em algumas dessas situações, as parcelas seguem um determinado padrão. Como vimos,
esse padrão permite representar cada parcela por meio de um termo geral.

Exemplos:
• S1 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8
Os três primeiros termos são a1 = 1, a2 = 2 e a3 = 3 (cada termo é igual ao seu índice). Como
o padrão se mantém, podemos dizer que o termo geral é an = n para 1 < n < 8.

• S2 = 1 + 1 + 1 + ... + 1
3 4 5 9
Os três primeiros termos são:
1
b1 = ⇒ b1 = 1 b2 =
1
⇒ b2 = 1 b3 =
1
⇒ b3 = 1
3 1+2 4 2+2 5 3+2
1
Como o padrão se mantém, podemos dizer que o termo geral é bn = para 1 < n < 7.
n+2
• S3 = 1 + 4 + 9 + ... + 36
Os três primeiros termos são:
c1 = 1 ⇒ c1 = 12 c2 = 4 ⇒ c2 = 22 c3 = 9 ⇒ c3 = 32
Como o padrão se mantém, podemos dizer que o termo geral é cn = n2 para 1 < n < 6.
De modo geral, esse procedimento permitirá obter a Lei de Formação desse tipo de soma,
representada por seu termo geral.

 Representação
De modo genérico, conhecendo o termo geral de uma soma, podemos representá-la de
n
maneira mais sintética usando esse termo precedido do símbolo S.
n=p

Volume 2 107
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Essa representação indica que as parcelas a serem somadas vão desde aquela de índice p até
aquela de índice n. Nos exemplos propostos anteriormente, temos:
8
• S1 =
n=1
S n (lê-se: somatório de todas as parcelas n com n variando de 1 a 8.)

7
1
• S2 = S n+2
(lê-se: somatório de todas as parcelas 1 com n variando de 1 a 7.)
n=1 n+2
Alternativamente, poderíamos ter:
9
1
S2 = S
n=3 n
(lê-se: somatório de todas as parcelas 1 com n variando de 3 a 9.)
n
15
• S3 =
n=1
S n2 (lê-se: somatório de todas as parcelas n2 com n variando de 1 a 15.)

Exercícios resolvidos
10 Calcule o valor de cada expressão a seguir:
6 7
a) E = S 2n
n=1
b) E = S n3
n=2

Resolução:
a) A primeira parcela apresenta índice n = 1, e a última, índice n = 6. Assim:
n = 1: 2n = 21 ⇒ 2n = 2 n = 4: 2n = 24 ⇒ 2n = 16
n = 2: 2n = 22 ⇒ 2n = 4 n = 5: 2n = 25 ⇒ 2n = 32
n = 3: 2 = 2 ⇒ 2 = 8
n 3 n n = 6: 2n = 26 ⇒ 2n = 64
  Desse modo, temos:
6 6
S 2n = 2 + 4 + 8 + 16 + 32 + 64 ⇒ nS= 1 2n = 126
n=1

\ E = 126

b) Analogamente, para n variando de 2 a 7, temos:


7 7
S n3 = 23 + 33 + 43 + 53 + 63 + 73 ⇒ nS= 2 n3 = 783
n=2

\ E = 783

Exercício resolvido
11 Represente, sob forma de somatório, as seguintes expressões:
a) E = 1 + 2 + 4 + 8 + ... + 1024 b) E = 0 + 2 + 4 + 6 + ... + 24

Resolução:
a) A expressão dada pode ser escrita como E = 20 + 21 + 22 + 23 + ... + 210.
  Dessa forma, observando o padrão, temos:
10
\E= S
n=0
2n

b) Equivalentemente, podemos escrever E = 2 . 0 + 2 . 1 + 2 . 2 + 2 . 3 + ... + 2 . 12.


  Assim, temos: 12
\E= 2n S
n=0

108 1ª série do Ensino Médio


Somatório

Exercícios de sala
12 Obtenha o valor de S em cada item a seguir:
4 5 5
a) S = S 1 + 3n
n=1
b) S = S
n=2
n c) S =
n–1
S 2n
n=1

13 Escreva cada soma a seguir na forma de somatório.

a) S = –1 + 2 – 3 + 4 – 5 c) S = 2 + 3 + 4 + 5 + 6
3 4 5 6 7
b) S = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 d) S = 1 . 2 + 2 . 3 + 3 . 4 + 4 . 5 + 5 . 6 + 6 . 7
2 4 8 16 32 64

Enunciado para a questão 14.

  Sabe-se que a média aritmética simples (x ) entre os n valores de uma variável x é dada pela expressão:
n
xi
x = S n
i=1
  Considere que um professor queira saber a média das notas de 6 alunos de uma certa classe. Ao
relacionar essas notas, obteve este quadro:

Nome Nota

Carlos 8,3

Evelyn 7,2

Helena 9,4

Tales 9,5

Vinícius 6,2

Zélia 7,4

Volume 2 109
Matemática Álgebra II

14 Depois de fazer os cálculos, ele obteve um valor para essa média. Qual o valor obtido pelo professor?

Exercícios propostos
15 Considerando que o padrão apresentado se mantém, qual é o próximo termo de cada sequência a
seguir?
a) (8, 6, 4, 2, ...) b) (1, –4, 9, –16, ...) c) (2, 4, 8, 16, ...) d) (1, 10, 11, 100, 111, 1 000, ...)

16 Obtenha os três primeiros termos de cada sequência a seguir:


a =2 b =1
a) 1 (n > 2) b) 1 (n > 2) c) an = 2 + n2 (n > 1) d) dn = nn, n > 1
an = 3 . an-1 bn = 2n – an-1

17 Elabore uma Lei de Formação para cada sequência a seguir:


a) (2, 3, 4, 5, ...) b) 1 , 1 , 1 , 1 , ... c) (2, –3, 4, –5, ...)
2 4 6 8

18 Calcule o valor de S em cada item a seguir:


3 5 6 7
a) S = S n(n – 1)
n=1
b) S = S (–1)n . n2
n=1
c) S = S 2n + 3n
n=3
d) S = S
n=2
n+1
n–8

19 Escreva, sob a forma de somatório, cada soma a seguir:


a) S = 1 + (–2) + 3 + (–4) + 5 + (–6)
b) S = 2 + 8 + 32 + 128 + 572 + 2 048

c) S = 4 + 5 + 6 + 7 + 8
7 8 9 10 11
20 Considerando o padrão da sequência (A, E, I, ...), obtenha os próximos dois termos.

21 Considere a figura mostrada em cada item a seguir:


a) b) c)

  Em cada caso, qual é o número que completa a lacuna convenientemente?

110 1ª série do Ensino Médio


Somatório

22 Observe esta sequência de figuras formadas por quadradinhos:

  Considerando que o padrão de construção das figuras se mantenha indefinidamente, responda:


a)  Qual é a expressão geral da sequência?
b) Quantos quadradinhos terá o desenho do décimo termo?

23 Qual é o próximo termo destas sequências?


a) b)

Exercícios de aprofundamento
24 O triângulo ABC da figura a seguir é retângulo em A (Fig. 1), e os triângulos T1, T2, T3, ..., são
equiláteros (Fig. 2).

 Se AC mede 30 2 cm, qual o comprimento da poligonal aberta BADEFGH...?

25 A sequência dos números inteiros positivos pode ser arranjada seguindo um padrão que é apresentado
abaixo, formando "quadrados numéricos".
1 2 3 10 11 12 19 20 21 ...
4 5 6 13 14 15 22 23 24 ...
7 8 9 16 17 18 25 26 27 ...

  Observa-se que o número 22, por exemplo, encontra-se na segunda linha e na primeira coluna de
um dos quadrados. Em que linha e em que coluna estará o número 500?

Volume 2 111
Matemática Álgebra II

Texto e contexto
FIBONACCI E A REPRODUÇÃO DE COELHOS

  Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci (filho de Bonacci), foi um matemático italiano que viveu de
1180 a 1250, aproximadamente.

...
Fibonacci

  Alguns historiadores contam que, por volta do ano de 1200, Fibonacci foi visitar uma fazenda, onde havia
uma criação de coelhos. Observando os comentários do fazendeiro sobre a rápida reprodução desses animais
(e a forma curiosa como ocorria), Fibonacci formulou o seguinte problema:
  Admitindo-se que cada casal de coelhos só procrie dois meses após o seu nascimento e que, a partir de
então, gere um casal a cada mês, quantos casais haverá ao fim de cada mês, partindo-se de um único casal de
coelhos recém-nascidos?
  Esse problema deu origem à famosa sequência que ficou conhecida como sequência de Fibonacci.
  Na tentativa de obter respostas para esse problema, podemos construir o seguinte raciocínio:
• No 1o mês, havia um único casal, que não podia reproduzir-se, pois era de recém-nascidos e foi chamado de C1.
• No 2o mês, continuava o mesmo casal C1, visto que este ainda não se reproduzia.
• No 3o mês, havia o casal C1 e o 1o casal descendente de C1, que foi chamado de C2.
• No 4o mês, havia os casais C1, C2 e o 2o casal descendente de C1, que foi chamado de C3, e assim por diante.
  Com base nesse raciocínio, é possível construir a seguinte tabela:

Número de Casais
Mês Casais
casais que procriam

1 C1 1 –

2 C1 1 –

3 C1, C2 2 C1

4 C1, C2, C3 3 C1, C2

5 C1, C2, C3, C4 5 C1, C2, C3

6 C1, C2, C3, C4, C5 8 C1, C2, C3, C4

7 C1, C2, C3, C4, C5, C6 13 C1, C2, C3, C4, C5

8 C1, C2, C3, C4, C5, C6, C7 21 C1, C2, C3, C4, C5, C6

  Essa tabela gera, na coluna do número de casais, a famosa sequência de Fibonacci cujos termos são (1, 1, 2,
3, 5, 8, 13, 21, ...). a1 = 1
  A fórmula de recorrência para essa sequência é a2 = 1 para n > 3.
an = an-1 + an-2
  A sequência de Fibonacci é associada a vários fenômenos naturais.

  Ao leitor interessado em mais detalhes da sequência de Fibonacci, recomendamos acessar o link:


http://
http://cnec.lk/0676.

112 1ª série do Ensino Médio


Introdução

II. Noções sobre Progressão Aritmética (P.A.)


1. Introdução
C omo vimos, existem sequências numéricas cujos termos podem ser obtidos segundo um
padrão ou uma lei de formação.
Dentre essas sequências, existe um tipo especial chamado de progressão aritmética (P.A.),
que é objeto de nosso estudo neste capítulo.

Situação-problema 1
De acordo com os cientistas, o cometa Halley passa próximo à Terra de 76 em 76 anos.

Sabendo que, em 1986, esse fenômeno ocorreu, em qual ano, após o ano de 2 500, esse
fenômeno se repetirá?

Situação-problema 2
No jardim de uma casa, será construído um canteiro em forma de triângulo. Nele, serão
plantadas mudas de flores da seguinte maneira: na 1a fila, uma muda; na 2a fila, três mudas; na
3a fila, cinco mudas e assim por diante, até a última fila, na qual serão plantadas noventa e uma
mudas.
Nessas condições, responda:
a) Quantas serão as filas? b) Quantas mudas serão necessárias?

2. Definição
F ormalmente, definimos Progressão Aritmética (P.A.) como sendo toda sequência de números
em que a diferença entre cada termo (a partir do segundo) e o termo anterior é um número
constante denominado razão e indicado por r = an – an-1; para n > 1.

Exemplos:
• A sequência (2, 4, 6, 8, ...) é uma P.A. crescente, infinita e de razão 2.
• A sequência (20, 10, 0, –10, –20) é uma P.A. decrescente, finita e de razão –10.
• A sequência (5, 5, 5, 5) é uma P.A. constante, finita e de razão nula.

Exercícios resolvidos
1 A sequência (x, x + 4, 2x) é uma progressão aritmética. Qual é a razão dessa P.A.?

Resolução:
  Por se tratar de uma P.A., a diferença ordenada entre dois termos consecutivos deve ser constante,
ou seja, a2 – a1 = a3 – a2. Assim:
(x + 4) – x = 2x – (x + 4) ⇒ 4 = 2x – x – 4
4+4=x⇒x=8
  Fazendo x = 8, teremos a sequência (8, 8 + 4, 2 . 8) = (8, 12, 16), cuja razão é 4.
\ A razão é 4.

Volume 2 113
Matemática Álgebra II

2 Considere três termos consecutivos de uma progressão aritmética. Se a soma e o produto desses
termos são, respectivamente, 30 e 750, obtenha a sequência desses termos.

Resolução:
  Os três termos constituem uma P.A. Se considerarmos que o segundo termo é x e que a razão é r, a
sequência pode ser escrita na foma (x – r, x, x + r). Desse modo, usando a soma, temos:
(x – r) + x + (x + r) = 30 ⇒ 3x = 30
x = 30 ⇒ x = 10
3
  Agora, usando o produto, temos:
(x – r)x (x + r) = 750 ⇒ (10 – r) . 10 . (10 + r) = 750
(10 – r) . (10 + r) = 75 ⇒ 102 – r2 = 75
100 – r2 = 75 ⇒ r2 = 25
r = ± 25 ⇒ r = ±5
  Para x = 10 e r = –5, temos a sequência (10 –(–5), 10, 10 + (–5)) = (15, 10, 5).
  Para x = 10 e r = 5, temos a sequência (10 – 5, 10, 10 + 5) = (5, 10, 15).

\ As possíveis sequências são (15, 10, 5) e (5, 10, 15).

3. Termo Geral
C onsideremos a Progressão Aritmética (a1, a2, a3, ..., an-1, an, ...) de razão r.
Pela definição, temos que:
an – an-1 = r ⇒ an = an-1 + r
Desse modo, usando essa última igualdade, temos:
a2 = a1 + r ⇒ a2 = a1 + 1r
a3 = a2 + r ⇒ a3 = (a1 + r) + r. Daí, tiramos que a3 = a1 + 2r
a4 = a3 + r ⇒ a4 = (a1 + 2r) + r. Daí, tiramos que a4 = a1 + 3r
a5 = a4 + r ⇒ a5 = (a1 + 3r) + r. Daí, tiramos que a5 = a1 + 4r
Segundo esse padrão, teremos, para o termo geral an, a seguinte expressão:

an = a1 + (n – 1) . r

Exercícios resolvidos
3 Considere a Progressão Aritmética cujo primeiro termo é 10 e a razão é 2. Para essa sequência, calcule:
a) o oitavo termo. b) o termo de menor ordem que seja maior que 100.

Resolução:
a) O oitavo termo (a8) é obtido fazendo n = 8, r = 2 e a1 = 10 na expressão do termo geral an = a1 + (n – 1)r.
Assim:
a8 = 10 + (8 – 1) . 2 ⇒ a8 = 24
\ O oitavo termo é 24.

b) Precisamos conhecer o valor de n. O termo procurado é maior que 100, ou seja, an > 100. Desse
modo, temos:
a1 + (n – 1)r > 100 ⇒ 10 + (n – 1) . 2 > 100
10 + 2n – 2 > 100 ⇒ 2n + 8 > 100
2n > 92 ⇒ n > 46
  Todos os termos de índice maior que 46 são números maiores que 100. Como queremos o primeiro
deles, devemos fazer n = 47. Assim:
a47 = 10 + (47 – 1) . 2 ⇒ a47 = 102
\ O termo procurado é 102.

114 1ª série do Ensino Médio


Termo Geral

4 Qual é a P.A. em que o 5o e o 18o termos são, respectivamente, 5 e 31?

Resolução:
  Para determinar uma P.A., podemos obter o primeiro termo (a1) e a razão (r). Para tanto, usemos o
termo geral:
5o termo ⇒ n = 5
a5 = a1 + (5 – 1)r ⇒ 5 = a1 + 4r (I)
18o termo ⇒ n = 18
a18 = a1 + (18 – 1)r ⇒ 31 = a1 + 17r (II)
  Fazendo II – I, temos:
31 – 5 = (a1 – a1) + (17r – 4r) ⇒ 26 = 13r
r = 26 ⇒ r = 2
13
  Voltando em I, temos:
5 = a1 + 4(2) ⇒ 5 = a1 + 8
a1 = 5 – 8 ⇒ a1 = –3
\ A P.A. é (–3, –1, 1, 3, 5, ..., 31, ...)

  Representação cartesiana
Considerando a fórmula do termo geral de uma P.A. e formando os pares ordenados (n, an),
temos:
n = 1:
(1, a1) = (1, a1 + 0r)
n = 2:
(2, a2) = (2, a1 + r)
n = 3:
(3, a3) = (3, a1 + 2r)
n = 4:
(4, a4) = (4, a1 + 3r)
n = n:
(n, an) = [n, a1 + (n – 1)r]
Observando as variações de n e de an, notamos que a lei de formação da função que associa
os valores de n aos valores de an é do tipo an = a1 + (n – 1)r, indicando que essa é uma função
afim de domínio discreto, pois n ∈ N *.
Marcando esses pares no Plano Cartesiano, vamos obter sua representação gráfica (Fig. 1),
na qual os pares ordenados que a compõem estão alinhados. Isso confirma que esses pares
ordenados estão associados a uma função afim, com domínio N * (Fig. 2).

Fig. 1 an Fig. 2 an
a4 a4
a3 a3

a2 a2

a1 a1

O 1 2 3 4 n O 1 2 3 4 n

Volume 2 115
Matemática Álgebra II

Exemplos:
• A P.A. (1, 3, 5, 7, ...) cujo Termo Geral pode ser escrito na forma an = 2n – 1, (n > 1), está associada
a um gráfico de uma função crescente (Fig. 1).
A P.A. (7, 4, 1, –2, ...) cujo Termo Geral pode ser escrito na forma an = –3n + 10, (n > 1), está
associada ao gráfico de uma função decrescente (Fig. 2).

Fig. 1 an Fig. 2 an
an = 2n – 1
7 7

5
4
3

1 1
4
1 2 3 4 n 1 2 3 n
–2
an = –3n + 10

Vamos resolver a situação-problema 1, proposta na introdução.

De acordo com os cientistas, o cometa Halley passa próximo à Terra de 76 em 76 anos.

Sabendo que, em 1986, esse fenômeno ocorreu, em qual ano, após o ano de 2500, esse
fenômeno se repetirá?

Resolução:
Os anos de ocorrência do fenômeno, a partir de 1986, são termos da sequência (1986, 2062,
2138, ...), constituindo uma P.A. de razão 76. Desse modo, o Termo Geral an = a1 + (n – 1) . 2 pode
ser obtido como segue:
an = 1986 + (n – 1) . 76 ⇒ an = 1910 + 76n
Do enunciado, temos que an > 2500. Assim:
1910 + 76n > 2500 ⇒ 76n > 590

n > 590 ⇒ n > 7,763...


76
Para obtermos o primeiro termo que satisfaz a condição proposta, devemos usar n = 8. Assim:
a8 = 1910 + 76 . 8 ⇒ a8 = 2518

\ O fenômeno se repetirá no ano de 2518.

Exercícios de sala
5 Verifique quais das sequências a seguir são progressões aritméticas e classifique-as quanto ao
crescimento e ao número de termos.

116 1ª série do Ensino Médio


Termo Geral

a) (2, 0, –2, –4, ...) c) (5, 7, 10, 14, 19, ...) e) 2 , 1, 1 – 2 , 3 – 2 g) (5, –7, 10, –14, 19, ...)
2 2 2
b) (–8, –5, –2, 1, 4) d) ( 3 , 2 3 , 3 3 , ...) f) (8, 8, 8, 8, ...) h) ( 2, 3 2, 9 2, 27 2, ...)

6 Para a Progressão Aritmética (1, 4, 7, ...), forneça


a) a razão.    b) o Termo Geral.    c) o 15o termo.    d) uma representação cartesiana.

7 Numa P.A. finita de 30 termos, o primeiro é –32 e o quinto é –24. Para essa sequência, determine
a) a razão. b) o último termo.

8 Considere a P.A. (382, 378, 374, ...) e obtenha o primeiro termo negativo.

9 Se a sequência (x + 2, x – 4, –4x, ...) é uma P.A., determine


a) o valor de x. b) a razão. c) o 20o termo.

10 Considere a sequência de figuras a seguir:

  Considerando que o padrão apresentado se mantém indefinidamente, verifique se alguma das


figuras terá
a) 35 pontos. b) 64 pontos. c) 103 pontos.

Volume 2 117
Matemática Álgebra II

11 Carlos esqueceu-se de pagar um certo imposto municipal. Verificou, então, no site da Prefeitura, que
haveria multa pelo atraso. Essa multa poderia ser paga, no dia da consulta, com o valor de R$ 40,00. Se
não fosse paga, seriam acrescidos, a cada dia de atraso, a partir do dia da consulta, R$ 5,00 ao valor do
dia anterior. Nessas condições, responda:
a) Se o atraso for de 20 dias, após a consulta, qual será o valor da multa?
b) Considere que, no dia da consulta, Carlos tivesse R$ 10 000,00. Verifique se é vantagem para ele
aplicar o dinheiro nesse dia a juros de 2% ao mês e deixar para pagar essa multa 30 dias (1 mês) depois.

  Interpolação aritmética
Em muitos casos, são conhecidos os termos extremos de uma P.A. e, também, a quantidade
de termos intermediários. Nesses casos, ao obter a P.A., estamos fazendo uma interpolação
aritmética.
Assim, interpolar m meios (termos) aritméticos entre os números a e b implica obter uma P.A., de
modo que o primeiro termo é a, ou seja, a1 = a, o último termo é b, ou seja, an = b e a quantidade
de termos é m + 2, ou seja, n = m + 2

Exemplo:
• Se inserirmos 5 termos aritméticos (ou meios aritméticos) entre os números 12 e 32, teremos
uma P.A. na qual a1 = 12, n = 5 + 2 = 7 e a7 = 32.

Exercício resolvido
12 Interpolando 6 meios aritméticos entre 3 e 31, qual será o 4o termo?

Resolução:
  Interpolando 6 meios aritméticos, entre os 2 já existentes, formaremos uma P.A. com 8 termos, em
que a1 = 3 e a8 = 31. Assim, usando o termo geral, temos:
a8 = a1 + (8 – 1)r ⇒ 31 = 3 + 7r
28 = 7r ⇒ r = 4
  Queremos o 4o termo. Então:
a4 = a1 + (4 – 1)r ⇒ a4 = 3 + 3 . (4) a4 = 3 + 12 ⇒ a4 = 15

\ O 4 o termo é 15.

Exercícios de sala
13 Se interpolarmos 5 meios aritméticos entre –2 e 22, qual será o 3o termo?

118 1ª série do Ensino Médio


Termo Geral

14 Um gerente de uma certa loja promete a um funcionário, recém-contratado, um salário inicial de R$ 1 200,00,
sobre o qual incidirão aumentos mensais.
  Suponha que, uniformemente, o salário desse funcionário sofra aumentos mensais de modo que, num
certo mês, a partir da contratação, chegue a R$ 2 000,00.
  Considerando que o número que expressa, em reais, esse aumento é maior do que 50 e a quantidade
de meses é múltiplo de 4, calcule esse número.

  Propriedades dos termos de uma P.A.


Consideremos as sequências (a1, a2, a3, a4, a5, a6) e (b1, b2, b3, b4, b5, b6, b7).
Na primeira, os termos a1 e a6 são chamados de extremos, enquanto os pares a2 e a5, a3 e a4
são denominados equidistantes dos extremos (Fig. 1).
Na segunda, os extremos são b1 e b7, os pares b2 e b6, b3 e b5 são equidistantes dos extremos
e b4 é o termo médio (Fig. 2).

Nos casos em que as sequências são progressões aritméticas finitas, é possível demonstrar as
seguintes propriedades:
P1: A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
P2: O termo médio (quando há) é igual à semissoma dos extremos.

Exemplos:
• Na P.A. (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16), 2 e 16 são os extremos, cuja soma é 18. Os termos 4 e 14 são
equidistantes de 2 e 16, respectivamente, e apresentam soma 18. O mesmo ocorre com 6 e 12 e
8 e 10, confirmando a propriedade.
• (2, 5, 8, 11, 14, 17, 20) o termo médio é 11 e os extremos são 2 e 20, cuja soma é 22. Nesse caso,
11 = 2 + 20 confirmando a propriedade.
2

  O leitor interessado nas demonstrações pode acessar o link: http://cnec.lk/0677


http://

Exercícios resolvidos
15 A sequência (8, y, x, z, – 4) é uma P.A. Calcule os valores de
a) x. b) y. c) z.

Resolução:
a) Considerando todos os termos, x é o termo médio, enquanto 8 e –4 são extremos. Assim:

8 + (–4)
x = ⇒x=2
2
\x=2

Volume 2 119
Matemática Álgebra II

b) Considerando os três primeiros termos (8, y, x), y é o termo médio, enquanto 8 e x são os
extremos. Assim:

8+x
y = ⇒ 8 + 2 y = 10 ⇒ y = 5
2 2 2
\y=5
c) Considerando (y, x, z) = (5, 2, z), temos

5+z
2 = ⇒ 4 = 5 + z z = 4 – 5 ⇒ z = –1
2
\ z = –1.

16 Obtenha uma P.A. de três termos, de modo que sua soma seja 15 e o produto dos extremos seja –24.

Resolução:
 Considerando x o termo médio e r a razão, os termos extremos serão (x – r) e (x + r). Assim, a
sequência será (x – r, x, x + r).

(x – r) + x + (x + r) = 15 ⇒ x = 5   Para x = 5 e r = 7, temos:
(x – r) . (x + r) = –24 ⇒ (5 – r) . (5 + r) = –24 x – r = –2; x + r = 12
25 – r2 = –24 ⇒ r2 = 49   Para x = 5 e r = –7, temos:
r = ± 49 ⇒ r = ±7 (x – r) = 12 e x + r = –2

\ As possíveis soluções são (–2, 5, 12) e (12, 5, –2).

Exercícios de sala
17 Considere que cada sequência a seguir seja uma Progressão Aritmética e calcule os valores incógnitos.
a) (8, x2, 32)     b) (y, 5, 3y)     c) (5, n, m, p, 25)

18 Obtenha, uma Progressão Aritmética crescente de três termos na qual a soma dos termos e o produto
dos termos extremos sejam, respectivamente, 48 e 560.

19 Sabe-se, da Geometria Plana, que a soma (Si) dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados,
em graus, é dada pela expressão Si = (n – 2) . 180°. Então, qual é a medida do menor ângulo de um
pentágono convexo, cujos ângulos têm medidas que formam uma Progressão Aritmética em que o
último termo é o dobro do primeiro?

120 1ª série do Ensino Médio


Soma dos n primeiros termos

4. Soma dos n primeiros termos


A ntes da formalização, acompanhemos este texto histórico:
  Karl Friedrich Gauss foi um matemático que viveu de 1777 a 1855. Há registros históricos
que relatam que, um certo dia, quando Gauss ainda era um estudante (com 8 ou 9 anos de idade),
seu professor, querendo manter o silêncio em sala de aula por um bom tempo, pediu que os alunos
somassem todos os números inteiros de 1 a 100, isto é, 1 + 2 + 3 + 4 + ... + 99 + 100. Depois de
alguns minutos, Gauss deu a resposta correta ao professor.
O raciocínio usado por ele foi:
Expressou a mesma soma de duas maneiras distintas, sendo que, em uma delas, as parcelas
estavam em ordem crescente e, na outra, em ordem decrescente. Em seguida, somou membro
a membro essas duas operações, como se vê a seguir:

Soma = 1 + 2 + 3 + ... + 51 + 52 + ... + 99 + 100


+ + + + + +
Soma = 100 + 99 + 98 + ... + 50 + 49 + ... + 2 + 1
2 . Soma = 101 + 101 + 101 + ... + 101 + 101 + ... + 101 + 101

Como eram 100 parcelas em cada soma, o resultado apresentou 100 parcelas iguais a (101),
ou seja, 100 . (101). Mas como ele usou cada número de 1 a 100 duas vezes (uma na ordem
crescente e a outra na ordem decrescente), dividiu o resultado por 2, obtendo:
100 . (101)
Soma = ⇒ Soma = 5 050
2
Esse raciocínio deixou o professor de Gauss admirado, pois o garoto, na época, deveria ter,
aproximadamente, 9 anos de idade.
De modo formal, numa P.A. finita, de n na qual os extremos são a1 e an termos, a soma Sn dos
temos é dada por:

n(a1 + an)
Sn =
2
Demonstração:
Para demonstrar essa fórmula, usaremos um raciocínio parecido com aquele usado por
Gauss.
Consideremos, genericamente, a P.A. finita (a1; a2; a3; ...; an-2; an-1; an). Indiquemos por Sn a
soma de seus n termos, na ordem crescente dos índices e, também, na ordem decrescente.
Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an-2 + an-1 + an
Sn = an + an – 1 + an – 2 + ... + a3 + a2 + a1

Fazendo, convenientemente, a soma membro a membro, teremos:

2Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + (a3 + an-2) + ... + (an + a1)

As parcelas entre parênteses, no segundo membro, são somas de extremos e, também, de


termos equidistantes dos extremos.
Lembrando que a soma de dois termos equidistantes dos extremos da P.A. é igual à soma dos
extremos, teremos n parcelas iguais a (a1 + an). Assim:

2Sn = (a1 + an) + (a1 + an) + (a1 + an) + ... + (a1 + an) ⇒ 2Sn = (a1 + an) . n

n(a1 + an)
\ Sn =
2

Volume 2 121
Matemática Álgebra II

Exercícios resolvidos

20 Calcule a soma dos 50 primeiros termos da sequência (2; 8; 14; ...).

Resolução:
  É fácil percebermos que se trata de uma P.A. de 1o termo igual a 2 e de razão igual a 6. Dessa
P.A., queremos a soma (S50) dos 50 primeiros termos. Assim, usemos a fórmula da soma, que é Sn =
n(a1 + an)
:
2
50(a1 + a50)
S50 = ⇒ S50 = 25(2 + a50)
2
Precisamos do 50o termo, que pode ser obtido pelo termo geral an = a1 + (n – 1) . r:
a50 = 2 + (50 – 1) . 6 ⇒ a50 = 296
Daí:
S50 = 25(2 + 296) ⇒ S50 = 7 450
\ A soma é 7 450.

21 No mínimo, quantos termos da sequência (36, 33, 30, ...) devem ser somados de modo a resultar em
um número negativo?

Resolução:
  Percebe-se que se trata de uma P.A. de razão –3, primeiro termo (a1) igual a 36 e com infinitos
termos. Devemos somar n desses termos indicado que o último a ser somado é an (desconhecido).
Usando a fórmula da soma, temos:
n(a1 + an) n 36 + an)
Sn = ⇒ Sn = (
2 2
  Usando o Termo Geral, temos:
an = a1 + (n – 1)r ⇒ an = 36 + (n – 1) (–3)
an = 36 – 3n + 3 ⇒ an = 39 – 3n
 Daí:

Sn = n(36 + 39 – 3n) ⇒ Sn = n(75 – 3n)


2 2
  Como a soma é negativa (Sn < 0), temos:

n(75 – 3n) < 0 ⇒ –3n2 + 75n < 0


2
  As raízes dessa equação são obtidas fazendo-se –3n2 + 75n = 0, ou seja:
–3n(n – 25) = 0 ⇒ n = 0 ou n = 25
  Estudando os sinais, temos:

n < 0 (não convém) ou n > 25 (convém)

  Concluímos, então, que o menor valor de n é 26.

\ Devem ser somados, no mínimo, 26 termos.

122 1ª série do Ensino Médio


Soma dos n primeiros termos

22 A soma Sn dos n primeiros termos de uma certa Progressão Aritmética é 3n2, qualquer que seja n
natural e não nulo. Calcule
a) o segundo termo da P.A. b) a razão da P.A.

Resolução:
  Notemos que, se usarmos n = 3, estaremos somando os três primeiros termos (S3 = a1 + a2 + a3).
Se usarmos n = 2, estaremos somando os dois primeiros termos (S2 = a1 + a2). Assim, se usarmos n = 1,
teremos (S1 = a1). Desse modo, temos:
a) a1 = S1 ⇒ a1 = 3(1)2
a1 = 3 . 1 ⇒ a1 = 3
a1 + a2 = S2 ⇒ 3 + a2 = 3(2)2
3 + a2 = 12 ⇒ a2 = 9
\ O segundo termo é a2 = 9.

b) A razão pode ser obtida fazendo-se a2 – a1. Assim:


r=9–3⇒r=6
\ A razão é 6.

Vamos resolver a situação-problema 2 proposta na introdução.

No jardim de uma casa, será construído um canteiro em forma de triângulo. Nele, serão
plantadas mudas de flores da seguinte maneira: na 1a fila, uma muda; na 2a fila, três mudas; na
3a fila, cinco mudas e assim por diante, até a última fila, na qual serão plantadas noventa e uma
mudas.
Nessas condições, responda:
a) Quantas serão as filas? b) Quantas mudas serão necessárias?

Resolução:
A sequência das quantidades de mudas é (1, 3, 5, ..., 91), que é uma P.A. de razão 2.
a) Para obter a quantidade de filas n, podemos usar o Termo Geral an = a1 + (n – 1)r. Assim:
91 = 1 + (n – 1) . 2 ⇒ 90 = (n – 1) . 2
45 = n – 1 ⇒ n = 46
\ São 46 filas.

b) Para obtermos a quantidade total de mudas, que é a soma das quantidades de mudas em cada
n a + an)
fila, devemos usar a expressão da soma Sn = ( 1 . Daí:
2
46(1 + 91)
S46 = ⇒ S46 = 2 116
2
\ São necessárias 2 116 mudas.

Exercícios de sala
23 Calcule a soma dos 20 primeiros termos da Progressão Aritmética (3, 5, 7, ...).

Volume 2 123
Matemática Álgebra II

24 Obtenha o valor incógnito em cada expressão a seguir:


a) x = 2 + 4 2 + 7 2 + ... + 22 2 b) x + 5x + 9x + ... + 45x = 920

25 A soma dos 30 primeiros termos de uma determinada progressão aritmética é 750. Se o primeiro
termo é –4, calcule a razão dessa sequência.

26 Até qual termo da P.A. (3, 8, 13, ...) deve ser feita a soma dos termos de modo que o resultado seja maior
que 328?

27 Numa determinada P.A., a soma dos n primeiros termos é dada pela expressão Sn = n2 + n. Para essa
sequência, determine
a) a soma dos 10 primeiros termos. c) a razão.
b) o primeiro termo. d) o 10o termo, usando somente a fórmula da soma.

28 Um preparador físico sugeriu a um nadador que adotasse, durante 10 dias, um programa de


condicionamento físico.
  Esse programa exige que o atleta execute, a cada dia, o estilo livre e o estilo de costas, conforme se
vê nesta tabela:
Período Estilo livre Estilo costas

1o dia 600 m 200 m

2o dia 800 m 350 m

3o dia 1 000 m 500 m


.. .. ..
. . .
  Considere que esse padrão seja mantido e responda quantos quilômetros
a) serão nadados no 10o dia. b) terá totalizado o nadador ao final dos 10 dias.

124 1ª série do Ensino Médio


Soma dos n primeiros termos

29 Um estacionamento adota a seguinte regra de pagamento:


1a hora: R$ 4,00 2a hora: R$ 3,50
  A partir daí, o preço das horas diminui R$ 0,30 a cada hora, mantendo-se sempre esse padrão.
  Nessas condições,
a) quanto pagará o proprietário de um veículo estacionado por oito horas?
b) verifique se a regra adotada pelo estacionamento prevê o valor pago pelo proprietário de um carro
estacionado por vinte horas. Justifique sua resposta.

30 Um ciclista exercita-se 6 horas por dia, percorrendo 40 km na primeira hora, 37 km na segunda


hora, 34 km na terceira e assim por diante. Nessas condições, quantos quilômetros
a) percorrerá na sexta hora? b) terá percorrido, no total, ao final da 6a hora?

31 Numa determinada hidrelétrica, existe um departamento que se encarrega dos problemas


ambientais causados pela barragem da usina. Um desses problemas refere-se à população
de uma determinada espécie de peixe. Estudos feitos mostraram que, para que a população
desse peixe se torne suficientemente grande para garantir sua sobrevivência, um mínimo de
7 500 alevinos criados em cativeiro deveriam ser soltos no rio. O procedimento escolhido
pela equipe encarregada de resolver esse problema consistia em soltar 300 alevinos
numa determinada semana e, a partir daí, soltar, a cada semana, 100 alevinos a mais do que os soltos
na semana anterior. Nas condições citadas, em quantas semanas o problema será resolvido, caso não
haja óbitos nem nascimentos entre os alevinos soltos?

32 (ENEM) Durante alguns dias, um ciclista treinará da seguinte maneira: no primeiro dia, pedalará 60
km; no segundo dia, a mesma distância do primeiro mais r km; no terceiro dia, a mesma distância do
segundo mais r km, e assim sucessivamente, sempre pedalando a mesma distância do dia anterior
mais r km. No último dia, ele deverá percorrer 180 km, completando o treinamento com um total de
1 560 km.
  A distância r que o ciclista deverá pedalar a mais a cada dia, em km, é:
a) 3 b) 7 c) 10 d) 13 e) 20

Volume 2 125
Matemática Álgebra II

33 (ENEM) Para um principiante em corrida, foi estipulado o seguinte plano de treinamento diário: correr
300 metros no primeiro dia e aumentar 200 metros por dia, a partir do segundo. Para contabilizar seu
rendimento, ele utilizará um chip, preso ao seu tênis, para medir a distância percorrida nos treinos.
Considere que esse chip armazene, em sua memória, no máximo 9,5 km de corrida/caminhada,
devendo ser colocado no momento do início do treino e descartado após esgotar o espaço para
reserva de dados.
  Se esse atleta utilizar o chip desde o primeiro dia de treinamento, por quantos dias consecutivos esse
chip poderá armazenar a quilometragem desse plano de treino diário?
a) 7 b) 8 c) 9 d) 12 e) 13

Exercícios propostos
34 Analise as sequências a seguir e classifique as Progressões Aritméticas quanto ao número de termos e
quanto ao crescimento.
a) (3, 6, 9, ...) d) ( 3 , 3 , 3 , 3 )

b) (–3, –6, –9, –12) e) 1 , 5 , 7 , ...


2 6 6

1– 3 1–2 3 1–3 3
c) (5, –1, –7, ...) f) 1 , , ,
3 3 3 3

35 A sequência (x, 2x – 5, 22 – x, ...) é uma Progressão Aritmética. Determine o 10o termo.

36 O primeiro termo de uma certa P.A. é 3 e o último, 9. Nessas condições, pede-se:


a) Escreva a P.A., sabendo que o número de termos é igual à razão.
b) Represente no Plano Cartesiano a função associada a essa sequência.

37 Os lados de um triângulo retângulo formam uma P.A. de razão 2. Para esse triângulo, determine:
a) o perímetro b) a área c) o cosseno do menor ângulo

38 Quantos termos tem a progressão aritmética cujo terceiro termo é 8, o oitavo termo é 33 e o último
é 45?

39 Seja a o último termo, pertencente à sequência (–5, –3, –1, ...), que supera 37. Calcule a.

40 Considere a sequência (2, 5, 8, ...). Verifique se os números a seguir fazem parte dessa sequência.
a) 37. b) 44 c) 65 d) 98

41 Qual é a razão de uma P.A. em que o 8o termo é o dobro do 2o, e o 10o termo é 14?

42 A soma do 4o com o 8o termo de uma P.A. é 10. A diferença, nessa ordem, entre o 12o e o 5o termo é 14.
Qual é o 1o termo dessa sequência?

43 Insira seis meios aritméticos entre 3 e – 15 e calcule a soma dos termos da sequência obtida.
4 4
44 Na P.A. (4; x; 10; y), calcule x e y.

126 1ª série do Ensino Médio


Soma dos n primeiros termos

45 Uma P.A. crescente de n termos é tal que a soma e o produto dos termos extremos são, respectivamente,
12 e 32. Obtenha essa P.A., nos casos em que:
a) n = 3 b) n = 5 c) n = 6

46 Quantos termos da P.A. (–120, –117, –114, ...) devem ser somados, a partir do primeiro, no mínimo, para
que a soma seja:
a) positiva? b) maior do que 2 650?

47 A soma dos n primeiros termos de uma certa P.A. é Sn = n2 – 4n, n ∈ N *. Obtenha:


a) A soma dos 8 primeiros termos.
b) O primeiro termo.
c) O termo geral (lei de formação) dessa P.A.

48 Inserindo k meios aritméticos entre 18 e 138, obtemos uma P.A. de razão 5. Calcule a soma dos termos
dessa sequência.
x
49 Resolva a equação S (3i – 2) = 92, com i ∈ N*.
i=1

50 Numa P.A., o 10o termo e a soma dos 30 primeiros termos valem, respectivamente, 26 e 1 440. Obtenha
essa sequência.

51 Considere a sequência de figuras a seguir:

...

  Supondo que o padrão apresentado se mantenha, responda:


a) Quantos quadradinhos terá a 15a figura?
b) Quantos quadradinhos terá a sequência formada pelas 15 primeiras figuras?

52 Um engenheiro florestal deseja plantar 15 árvores alinhadas com duas árvores já existentes. A distância
entre as árvores existentes é de 80 m. Se a distância entre duas árvores consecutivas deve ser
constante, qual deverá ser essa distância?

53 João é um homem de meia idade que tem um comportamento sedentário (não pratica atividades
físicas). Após uma consulta feita com seu cardiologista, João viu a necessidade de “mudar de vida” e
resolveu submeter-se a um programa progressivo de caminhada.
  Esse programa consistia no seguinte:
• no 1o dia, ele deveria caminhar por 15 minutos;
• no 2o dia, por 20 minutos;
• no 3o dia, por 25 minutos.
  Esse procedimento, de acrescentar 5 minutos de caminhada a cada dia, deverá ser seguido até que
chegue o dia em que João caminhará por duas horas. Após quantos dias isso ocorrerá?

54 Com o intuito de recuperar a mata ciliar de um determinado rio, um grupo de ambientalistas elaborou
um programa de plantio de mudas de árvores nativas às margens desse rio. No 1o mês, serão plantadas
1 000 mudas e, a cada mês, daí em diante, serão plantadas 200 mudas a mais do que no mês anterior,
até o mês em que forem plantadas 10 000 mudas. Após quantos meses essa cota será atingida?

55 Um cinema possui 10 poltronas na primeira fila; 12, na segunda; e 14, na terceira; e as demais fileiras
compõem-se na mesma sequência. Quantas fileiras são necessárias para que o cinema tenha um total
de 580 poltronas?

Volume 2 127
Matemática Álgebra II

56 Um certo agricultor colhe laranjas durante doze dias. No primeiro dia, são colhidas dez dúzias; no
segundo, 16 dúzias; no terceiro, 22 dúzias; e assim por diante.
  Quantas laranjas ele colherá ao final dos doze dias?

57 Ao comprar um determinado terreno, uma pessoa paga R$ 1 750,00 de entrada e o restante em


prestações mensais consecutivas e de valores crescentes, durante três anos. Se a primeira prestação
é de R$ 650,00, a segunda de R$ 700,00, a terceira de R$ 750,00, e, assim por diante, qual é o total pago
pelo terreno?

58 (ENEM) O trabalho em empresas exige dos profissionais conhecimentos de diferentes áreas. Na semana
passada, todos os funcionários de uma dessas empresas estavam envolvidos na tarefa de determinar a
quantidade de estrelas que seriam utilizadas na confecção de um painel de Natal.
  Um dos funcionários apresentou um esboço das primeiras cinco linhas do painel, que terá, no total,
150 linhas.

  Após avaliar o esboço, cada um dos funcionários esboçou sua resposta:


Funcionário I: aproximadamente 200 estrelas. Funcionário IV: aproximadamente 22 500 estrelas.
Funcionário II: aproximadamente 6 000 estrelas. Funcionário V: aproximadamente 22 800 estrelas.
Funcionário III: aproximadamente 12 000 estrelas.
  Qual funcionário apresentou um resultado mais próximo da quantidade de estrelas necessária?
a) I b) II c) III d) IV e) V

59 (ENEM) Nos últimos anos, a corrida de rua cresce no Brasil. Nunca se falou tanto no assunto como
hoje, e a quantidade de adeptos aumenta progressivamente, afinal, correr traz inúmeros benefícios
para a saúde física e mental, além de ser um esporte que não exige um alto investimento financeiro.
Disponível em: <www.sebrun.com.br> Acesso em 28 abr. 2010.

  Um corredor estipulou um plano de treinamento diário, correndo 3 quilômetros no primeiro dia e


aumentando 500 metros por dia, a partir do segundo. Contudo, seu médico cardiologista autorizou
essa atividade até que o corredor atingisse, no máximo, 10 km de corrida em um mesmo dia de treino.
Se o atleta cumprir a recomendação médica e praticar o treinamento estipulado corretamente em
dias consecutivos, pode-se afirmar que esse planejamento de treino só poderá ser executado em,
exatamente,
a) 12 dias b) 13 dias c) 14 dias d) 15 dias e) 16 dias

60 (ENEM) O número mensal de passagens de uma determinada empresa aérea aumentou no ano
passado nas seguintes condições: em janeiro foram vendidas 33 000 passagens; em fevereiro, 34 500;
em março, 36 000. Esse padrão de crescimento se mantém para os meses subsequentes.
  Quantas passagens foram vendidas por essa empresa em julho do ano passado?
a) 38 000 b) 40 500 c) 41 000 d) 42 000 e) 48 000

61 (ENEM) As projeções para a produção de arroz no período de 2012 – 2021, em uma determinada


região produtora, apontam para uma perspectiva de crescimento constante da produção anual. O
quadro apresenta a quantidade de arroz, em toneladas, que será produzida nos primeiros anos desse
período, de acordo com essa projeção.
Ano Projeção da produção (t)
2012 50,25
2013 51,50
2014 52,75
2015 54,00

128 1ª série do Ensino Médio


Soma dos n primeiros termos

  A quantidade total de arroz, em toneladas, que deverá ser produzida no período de 2012 a 2021 será de
a) 497,25 b) 500,85 c) 502,87 d) 558,75 e) 563,25

Exercícios de aprofundamento
62 A média aritmética dos n primeiros termos de uma determinada progressão aritmética é 30. Se essa
P.A. tem quantidade ímpar de termos, obtenha seu termo médio.

63 Quantos são os termos comuns às P.As (2, 5, 8, ..., 332) e (7, 12, 17, ..., 157)?

64 Os números 4, 139 e 409 são termos de uma P.A. de razão máxima. Calcule o termo seguinte a 409.

65 Considere a sequência (1, 3, 7, 13, 21, ...), cujo padrão dos elementos se mantém, e obtenha o 31° termo.
(Sugestão: Faça an – an-1, para n > 2).

Saiba mais
UMA FÓRMULA ALTERNATIVA PARA O TERMO GERAL
  No desenvolvimento do nosso estudo sobre progressões aritméticas vimos que o termo geral pode ser obtido em
função do primeiro termo, do número de termos e da razão dessa sequência, por meio da expressão an = a1 + (n – 1)r.
No entanto podemos expressar o termo geral em função de qualquer outro termo. Vejamos:
  Seja an = a1 + (n – 1)r, o termo geral. Então o termo am será dado por am = a1 + (m – 1)r.
  Fazendo an – am, teremos:
an – am = [a1 + (n – 1)r] – [a1 + (m – 1)r] ⇒ an – am = (n – 1)r – (m – 1)r
an – am = r[(n – 1) – (m – 1)] ⇒ an – am = (n – m – 1 + 1)r

Exemplos:
• a8 = a2 + (8 – 2)r ⇒ a8 = a2 + 6r • a10 = a6 + (10 – 6)r ⇒ a10 = a6 + 4r

O ALGORITMO DA DIVISÃO E A P.A.

  Como sabemos, o algoritmo da divisão estabelece o seguinte:


a b ⇒ a = b . q + r, com {a, b, q, r} ⊂ N, b ≠ 0 e 0 < r < b.
r q
  No caso da divisão ser exata, teremos r = 0, indicado que a = b . q.
 Fazendo q variar em N , teremos:
q = 0 ⇒ a = 0     q = 1 ⇒ a = b     q = 2 ⇒ a = 2b     q = 3 ⇒ a = 3b, assim por diante.

  Desse modo, os possíveis valores de a formam uma P.A. de razão b, cuja representação é (0, b, 2b, 3b, ...). Esses
termos são os múltiplos naturais de b.

Exemplo:
• Os números naturais divisíveis por 3 formam a P.A. (0, 3, 6, 9, 12, ...), de razão 3.
• Os números naturais divisíveis por 7 formam a P.A. (0, 7, 14, 21, ...) de razão 7.
  No caso da divisão não ser exata, teremos r ≠ 0.
 Fazendo q variar em N , teremos:
q = 0 ⇒ a = r     q = 1 ⇒ a = b + r     q = 2 ⇒ a = 2b + r     q = 3 ⇒ a = 3b + r, assim por diante.
  Desse modo, os possíveis valores de a formam uma P.A. de razão b, cuja representação é (r, b + r, 2b + r, 3b + r,...).
Esses termos são os números naturais que divididos por b deixam resto r.

Exemplos:
• Os números naturais que deixam resto igual a 5 na divisão por 7 constituem a P.A. (5, 12, 19, 26, ...), de razão 7.
• Os números naturais que deixam resto igual a 3 na divisão por 6 constituem a P.A. (3, 9, 15, 21, ...), de razão 6.

Volume 2 129
Matemática Álgebra II

III. Noções sobre Progressão Geométrica (P.G.)


1. Introdução
N o capítulo anterior, estudamos as Progressões Aritméticas caracterizadas pela diferença
constante entre um termo e o termo anterior.
Neste capítulo, iremos estudar outro tipo especial de sequência denominada Progressão
Geométrica (P.G).

Situação-Problema 1
Um determinado micro-organismo, nocivo à saúde humana, se reproduz por subdivisões,
de modo a dobrar a sua população ao fim de cada hora. Cada descendente apresenta o mesmo
comportamento. Segundo pesquisadores, uma população de 2 048 indivíduos desse micro-
organismo é suficiente para provocar efeitos em uma pessoa contaminada. Nessas condições,
considerando que uma pessoa se contamine com 8 indivíduos, após quantas horas essa pessoa
passa a sentir os efeitos dessa contaminação?

Situação-Problema 2
Uma certa indústria fabricou, em 2009, 10 000 unidades de um determinado produto. A
meta dessa indústria é aumentar a produção anual em 10% até que, no mínimo, 160 000 unidades
tenham sido fabricadas no total (desde 2009). Usando a aproximação (1,1)10 = 2,6 , calcule a
quantidade mínima de anos necessária para atingir a meta.

Situação-Problema 3
Numa experiência feita em um laboratório, foi usado um conta-gotas. Nessa experiência, o
conta-gotas foi pressionado de modo que uma gota foi desprendida do frasco e, após 64 segundos,
a 2a gota se desprendeu. O pressionamento continua de modo que a 3a gota se desprende 32
segundos após a 2a, a 4a se desprende 16 segundos após a 3a, e assim sucessivamente. Se esse
procedimento se repetir indefinidamente, após quanto tempo se formará um fio contínuo do
líquido contido no frasco?

2. Definição
F ormalmente, definimos Progressão Geométrica (P.G.) como sendo a sequência de números
reais não nulos, em que o quociente entre um termo qualquer (a partir do segundo) e o termo
an
anterior é um número constante q, denominado razão e indicado por q = , para n > 1.
an-1
Exemplos:
• (2, 6, 18, 54, ...) é uma P.G. infinita, crescente de razão 3.

• (128, 64, 32, 16) é uma P.G. finita, decrescente de razão 1 .


2
• (–5, –20, –80, –320) é uma P.G. finita, decrescente de razão 4.

• (–81, –27, –9, –3, ...) é uma P.G. infinita, crescente de razão 1 .
3
• (8, 8, 8, 8, ...) é uma P.G. infinita, constante.

• (8, –4, 2, –1, ...) é uma P.G. infinita, oscilante de razão – 1 .


2
• (3, –6, 12, –24) é uma P.G. finita, oscilante de razão –2.

130 1ª série do Ensino Médio


Termo Geral

Exercício resolvido
1 A sequência (x, 3x – 3, 15 – x) é uma Progressão Geométrica.
a) Quais os possíveis valores de x?
b) Qual é o produto dos termos dessa sequência, no caso de ela ser crescente?

Resolução:
a) Por ser P.G., o quociente entre dois termos consecutivos é constante. Logo:
3x – 3 = 15 – x ⇒ (3x – 3)2 = x(15 – x)
x 3x – 3
9x2 – 18x + 9 = 15x – x2 ⇒ 10x2 – 33x + 9 = 0

33 ± 1089 – 360 33 ± 729


x= ⇒x=
20 20
33 ± 27
x= ⇒ x = 30 ou x = 3
20 10
\ Os possíveis valores de x são 3 e 3 .
10
b) Considerando x = 3, temos:
a1 = 3
a2 = 3(3) – 3 ⇒ a2 = 6

a3 = 15 – (3) ⇒ a3 = 12

  Considerando x = 3 , temos a1 = 3
10 10
a2 = 3 3 – 3 ⇒ a2 = – 21
10 10
a3 = 15 – 3 ⇒ a3 = 147
10 10

  Para x = 3, a P.G é crescente e para x = 3 ela é decrescente.


10
  Desse modo, a sequência é (3, 6, 12), cujo produto é 216.

\ O produto dos termos é 216.

3. Termo Geral
C onsideremos a Progressão Geométrica (a1, a2, a3, ..., an, ...) de razão q. Para essa sequência,
temos, pela definição, que:
an
an-1 = q ⇒ an = (an-1) . q
Desse modo, usando a última igualdade, temos:
a2 = a1 . q
a3 = a2 . q ⇒ a3 = a1 . q2
a4 = a3 . q ⇒ a4 = a1 . q3

Mantendo esse padrão, teremos, para o termo geral an, que:

an = a1 . qn-1

Volume 2 131
Matemática Álgebra II

Exercícios resolvidos
2 Considere a Progressão Geométrica (–20, 10, –5, ...) e obtenha:
a) a razão. b) o oitavo termo.

Resolução:
a) Notemos que: b) Considerando o termo geral an = a1 . qn-1, temos:
a1 = –20 e a2 = 10. Da definição, temos: 7
a8 = a1 . q7 ⇒ a8 = –20 . – 1
10 2
q= ⇒q=–1
–20 2
a8 = –20 . –
1
⇒ a8 = 20
128 128

\ A razão é – 1 . \ O 8o termo é 5 .
2 32

3 Numa P.G. em que o primeiro termo é igual a 50 2 e o sexto termo é 400, obtenha o vigésimo termo.

Resolução:
  Nessa P.G., temos:
a1 = 50 2 e a6 = 400
  Usando o termo geral an = a1 . qn-1, temos: 5
3- 1
a6 = a1 . q5 ⇒ 400 = 50 2 . q5 q5 = 2 2 ⇒ q5 = 2 2
1 1 1 5
8 = 2 . q5 ⇒ 23 = 22 . q5 q5 = (25) 2 ⇒ q5 = 2 2
1
3
q5 = 8 ⇒ q5 = 21 q = 22 ⇒q= 2
2 2
2

  Usando novamente o termo geral, temos:


a20 = a1 . q19 ⇒ a20 = 50 2 . ( 2 )19
a20 = 50( 2 )20 ⇒ a20 = 50 . 210
a20 = 50(1 024) ⇒ a20 = 51 200
\ O vigésimo termo é 51 200.

4 Em uma P.G., a soma do 3o termo com o 5o é igual a 40, e a soma do 4o com o 6o é igual a (– 80).
Determine essa P.G..

Resolução:
  Vamos usar o termo geral:
a3 + a5 = 40 ⇒ a1 . q2 + a1 . q4 = 40 a4 + a6 = –80 ⇒ a1 . q3 + a1 . q5 = –80
a1 . q2(1 + q2) = 40 (I)
 Fatorando:
a1 . q3(1 + q2) = –80 (II)
  Fazendo (I) ÷ (II):
a1 . q2 (1 + q2) 40 1 1
= q =– 2 ⇒ q = –2
a1 . q3 (1 + )
q2 – 80
  Voltando em I, temos:
a1(–2)2 . [1 + (– 2)2] = 40 ⇒ 4a1 (1 + 4) = 40
20a1 = 40 ⇒ a1 = 2
\ A P.G. é (2, –4, 8, –16, ...).

132 1ª série do Ensino Médio


Representação gráfica

Vamos resolver a situação-problema 1, proposta na introdução:

Um determinado micro-organismo, nocivo à saúde humana, se reproduz por subdivisões,


de modo a dobrar a sua população ao fim de cada hora. Cada descendente apresenta o mesmo
comportamento. Segundo pesquisadores, uma população de 2 048 indivíduos desse micro-
organismo é suficiente para provocar efeitos em uma pessoa contaminada. Nessas condições,
considerando que uma pessoa se contamine com 8 indivíduos, após quantas horas essa pessoa
passa a sentir os efeitos dessa contaminação?

Resolução:
De acordo com o enunciado, as populações, a partir da inicial igual a 8, irão formar uma P.G.
de razão 2. O intervalo de tempo entre dois valores consecutivos é de uma hora. Assim:
(8, 16, 32, 64, ..., an-1, an) ⇒ (8 1 hora  16 1 hora  32 1 hora  64, ..., an-1 1 hora  an)
Notemos que a quantidade de horas é uma unidade menor do que a quantidade de termos.
Desse modo, podemos dizer que o termo geral dessa sequência é an = 8 . 2n-1, sendo que n é o
número de termos, e n – 1 é a quantidade de horas.
Fazendo an = 2 048, temos:
2 048 = 8 . 2n-1 ⇒ 211 = 23 . 2n-1
28 = 2n-1 ⇒ n – 1 = 8
\ A pessoa passa a sentir os sintomas após 8 horas.

4. Representação gráfica
N otemos que a lei de formação da função que associa os valores de n aos valores de an é do
tipo an = a1 . qn-1, para n ∈ N *
Marcando esses pares no Plano Cartesiano, vamos obter uma representação gráfica (Fig. 1).
Notemos que os pares ordenados que correspondem a essa função estão sobre uma curva
(Fig. 2). Essa curva é conhecida como curva exponencial.
Fig. 1 an Fig. 2 an
a4 a4

a3 a3

a2 a2
a1 a1
O 1 2 3 4 n O 1 2 3 4 n

Exemplos:
• A P.G. (1, 2, 4, 8, ...), cujo termo geral é an = 2n, está associada ao gráfico de uma curva crescente

(Fig. 1), enquanto a P.G. 9, 3, 1, 1 , ... , cujo termo geral é bn = 33-n, está associada a uma curva
3
decrescente (Fig. 2).
Fig. 1 Fig. 2
an an = 2n an
9
8

4
3
2
1 1 an = 33-n
1/3
1 2 3 4 n 1 2 3 4 n

Volume 2 133
Matemática Álgebra II

Exercícios de sala
5 Analise cada sequência a seguir e classifique as que forem Progressões Geométricas quanto ao
crescimento.
a) (5, 15, 45, ...) d) (3, 3, 3, ...) g) ( 3 , 2 3 , 3 3 , ...)
b) (–1, 3, –9, ...) e) (5, –5, –5, ...) h) (22, 23, 25, ...)
c) (20, 10, 5, ...) f) (– 2, –2, –2 2, ...) i) (–210, –29, –28, ...)

6 A sequência (x, x + 2, 4x, ...) é uma Progressão Geométrica. Qual é o seu 8o termo?

7 Qual é o número que se deve somar a cada termo da sequência (2, 12, 42) de modo a se obter uma
Progressão Geométrica crescente?

8 Os termos de ordem 4 e 11 de uma P.G. são, respectivamente, 4 e 512. Qual é a sua razão?

9 Considere a P.G. (9, 27, 81, ..., 315) e responda:


a) Quantos são os seu termos? b) Qual é o produto desses termos?

10 Qual é a razão de uma P.G. de termos an, na qual a2 + a4 = 30 e a3 + a5 = 60?

134 1ª série do Ensino Médio


Representação gráfica

11 Ao observar uma bactéria com o auxílio de um microscópio, um técnico nota que ela se subdivide
em duas ao fim de uma hora, e que cada nova bactéria tem o mesmo comportamento.
  Nessas condições, responda:
a) Qual é o termo geral da sequência formada pelas quantidades de bactérias após cada subdivisão?
b) Quantas bactérias resultarão desse processo ao final de 8 horas?
c) Após quantas horas a população de bactérias será maior que 1 024 indivíduos?

12 Uma certa indústria produz 1 000 unidades de um determinado bem de consumo em janeiro, com
uma projeção de aumento mensal de produção de 10%. Qual será, aproximadamente, a produção em
dezembro do mesmo ano, caso a projeção se confirme? (Use: 100,0414 = 1,1 e 100,4554 = 2,853).

13 (ENEM) O padrão internacional ISO 216 define os tamanhos de papel utilizados em quase todos os
países. O formato-base é uma folha retangular de papel chamada de A0, cujas dimensões estão na
razão 1 : 2. A partir de então, dobra-se a folha ao meio, sempre no lado maior, definindo os demais
formatos, conforme o número da dobradura. Por exemplo, A1 é a folha A0 dobrada ao meio uma vez,
A2 é a folha A0 dobrada ao meio duas vezes, e assim sucessivamente, conforme a figura.

  Um tamanho de papel bastante comum em escritórios brasileiros é o A4, cujas dimensões são
21,0 cm por 29,7 cm.
  Quais são as dimensões, em centímetros, da folha A0?
a) 21,0 x 118,8   b) 84,0 x 29,7   c) 84,0 x 118,8   d) 168,0 x 237,6   e) 336,0 x 475,2

  Interpolação Geométrica
Interpolar m meios (termos) geométricos entre os números a e b implica obter uma P.G. de
modo que o primeiro termo é a, ou seja, a1 = a, o último termo é b, ou seja, an = b, e a quantidade
de termos é m + 2, ou seja, n = m + 2.

Exemplo:
• Inserindo 6 meios geométricos entre 100 e 10, teremos uma P.G. em que a1 = 100, n = 6 + 2 = 8
e a8 = 10.

Volume 2 135
Matemática Álgebra II

Exercício resolvido
14 Interpole 5 meios geométricos, todos positivos, entre 3 e 8 3 e obtenha o 3o termo.

Resolução:
  Nesse caso, teremos uma P.G. formada por 7 termos (2 fornecidos e 5 interpolados), indicando n = 7.
O 1o termo é 3 ⇒ a1 = 3 O 7o termo é 8 3 ⇒ a7 = 8 3
  Para encontrarmos a P.G., basta acharmos sua razão e, para tanto, basta usarmos a fórmula do termo
geral.
an = a1 . qn-1 ⇒ a7 = a1 . q7-1 q = 2 ou q = – 2 (não convém, pois os termos são positivos).
8 3 = 3 . q6 ⇒ 8 = q6 Para q = 2, temos:
23 = q6 ⇒q=± 2 a3 = 3 . ( 2)2 ⇒ a3 = 2 3

\ O 3o termo é 2 3 .

  Propriedades dos termos de uma P.G.


Considerando a definição de P.G., podemos demonstrar as seguintes propriedades:
P1: O produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual ao produto dos extremos;
P2: Numa P.G. finita, de quantidade ímpar de termos, o termo central (médio) é a medida geométrica
dos extremos.

Exemplos:
Na P.G. (2, 4, 8, 16, 32, 64), os termos 2 e 64 são os extremos, cujo produto é 128. 4 e 32 são
equidistantes de 2 e 64, respectivamente, e tem produto igual a 128. O mesmo ocorre com 8 e 16.

• Na P.G. (4, 8, 16, 32, 64), o termo médio = 16


16 = 4 . 64 e 16 = 8 . 32

http://   Ao leitor interessado nas demonstrações, recomendamos acessar o link: http://cnec.lk/0678.

5. Soma dos n primeiros termos


S eja a P.G. (a1, a2, a3, ..., an-2, an-1, an) de razão q. Para se obter a soma Sn dos n primeiros termos
dessa P.G., devemos considerar dois casos:

1o caso: A P.G. é constante (q = 1).


Nesse caso, temos que:
Sn = n . a1

Demonstração:
Se q = 1, temos: a1 = a2 = a3 = ... = an-1 = an, indicando que a P.G. é (a1, a1, a1, ..., a1).

Assim, a soma dos n primeiros termos é imediata:

Sn = n . a1

2o caso: A P.G. não é constante (q ≠ 1).


Nesse caso, temos que:
a . q – a1 a (qn – 1)
Sn = n ou Sn = 1
q–1 q–1

136 1ª série do Ensino Médio


Soma dos n primeiros termos

Demonstração:
Se q ≠ 1, a soma será dada por Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an. Multiplicando ambos os membros
por q, teremos:
q . Sn = a1 . q + a2 . q + a3 . q + ... + an . q ⇒ q . Sn = a2 + a3 + a4 + ... + an . q
Fazendo q . Sn – Sn, teremos:
q . Sn – Sn = a2 + a3 + a4 + ... + an . q – (a1 + a2 + a3 + ... + an) ⇒ Sn(1 – q) = an . q – a1
an . q – a1 (a . qn-1) . q – a1 a . qn – a1 a (qn – 1)
Sn = ⇒ Sn = 1 ⇒ Sn = 1 ⇒ Sn = 1
q–1 q–1 q–1 q–1

a1 (qn – 1)
\ Sn =
q–1

Exercícios resolvidos
15 Calcule a soma dos 10 primeiros termos da P.G. (5, 10, 20, ...).

Resolução:
  Primeiramente, vamos obter a razão e, em seguida, obter a soma S10.

10
q= ⇒q=2
5
a (qn – 1) 5(210 – 1)
Sn = 1 ⇒ S10 =
q–1 2–1

S10 = 5(1 024 – 1) ⇒ S10 = 5 . (1 023)

\ S10 = 5 115

16 Seja a soma 10x + 20x + ... + 1 280x = 2 550. Sabendo que os termos do 1o membro formam uma P.G.,
calcule:
a) a razão b) o número de termos c) o valor de x

Resolução:
a) Nessa P.G., temos (10x, 20x, 40x, ..., 1 280x)
20x
q= ⇒q=2
10x

\ A razão é 2.

b) an = a1 . qn-1 ⇒ 1 280x = 10x . 2n-1


128 = 2n-1 ⇒ 27 = 2n-1
7=n–1⇒n=8

\ O número de termos é 8.

c) Aplicando a fórmula da soma, temos:


a1 . (qn – 1) 10x . (28 – 1)
Sn = ⇒ 2 550 =
q–1 2–1

255 = x . (256 – 1) ⇒ 255 = 255 . x

\x=1

Volume 2 137
Matemática Álgebra II

Vamos resolver a situação-problema 2, proposta na introdução.

Uma certa indústria fabricou, em 2009, 10 000 unidades de um determinado produto. A


meta dessa indústria é aumentar a produção anual em 10% até que, no mínimo, 160 000 unidades
tenham sido fabricadas no total (desde 2009). Usando a aproximação (1,1)10 = 2,6 , calcule a
quantidade mínima de anos necessária para atingir a meta.

Resolução:
Como o aumento na produção é de 10%, então, a cada ano, a produção será obtida
multiplicando-se a produção do ano anterior por 1,1. Desse modo, as quantidades anuais
produzidas vão formar uma P.G. de razão 1,1. Para essa sequência, queremos obter a soma.
Como o primeiro termo é 10 000, e a soma é 160 000, temos:
a1 (qn – 1)
⇒ 160 000 = 10 000[(1,1) – 1]
n
Sn =
q–1 1,1 – 1
(1,1)n – 1
16 = ⇒ 16 . 0,1 = (1,1)n – 1
0,1
1,6 = (1,1)n – 1 ⇒ 2,6 = (1,1)n
(1,1)10 = (1,1)n ⇒ n = 10
\ Serão necessários 10 anos, no mínimo.

Exercícios de sala
17 Interpolando-se 7 meios geométricos entre 1 e 6 561, obtém-se uma sequência. Para essa sequência,
obtenha:
a) a razão b) o quinto termo c) a soma dos termos

18 Quantos meios geométricos devem ser inseridos entre 2 e 1 024 de modo que a razão seja 2 ?

19 Sabendo que x + x + x + ... + 81x = 1 093, calcule o valor de x.


9 3

n
20 Calcule n, de modo que S 3n-1 = 3280.
n=1

138 1ª série do Ensino Médio


Soma dos termos de uma P.G. infinita de razão –1 < q < 1 e q ≠ 0

Enunciado para as questões 21 e 22.

  Considere a sequência dos 5 círculos a seguir.

Sabendo que o raio de cada um mede 2 do raio do anterior, responda:


3
21 Qual é a soma dos perímetros das circunferências desses círculos?

22 Qual é a soma das áreas desses círculos?

23 A soma dos n primeiros termos de uma progressão geométrica (P.G.) é dada por Sn = 4 – 22-n, com
n ∈ {1, 2, 3, ...}. Para essa sequência, obtenha:
a) a soma dos 6 primeiros termos b) o primeiro termo c) a razão

6. Soma dos termos de uma P.G. infinita de razão –1 < q < 1


eq≠0
nicialmente, consideremos a seguinte P.G. decrescente 1, 1 , 1 , 1 , ... .
I

3 9 27
Chamando de Sn a soma de seus n primeiros termos, temos:

S1 = 1

S2 = 1 + 1 ⇒ S2 = 1,333...
3

S3 = 1 + 1 + 1 ⇒ S3 = 1,444...
3 9
S4 = 1 + 1 + 1 + 1 ⇒ S4 = 1,481...
3 9 27
S5 = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 ⇒ S5 = 1,493...
3 9 27 81
S6 = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 ⇒ S6 = 1,497...
3 9 27 81 243

Volume 2 139
Matemática Álgebra II

Se calcularmos as demais somas, verificaremos que S 6 é mais próximo de 1,5 do que S 5.


O mesmo ocorre com S7, S8 ... etc. Assim, Sn vai se aproximando de 1,5 à medida que n vai tomando
valores suficientemente grandes.
Dizemos, então, que a soma 1 + 1 + 1 + 1 + ... converge para o valor 1,5. Em outras palavras,
3 9 27
dizemos que essa soma tende a 1,5.

Retornemos à sequência 1 + 1 + 1 + 1 + ... e consideremos o termo geral an = a1 . qn-1, que


3 9 27
n-1
resulta em an = 1 . Desse modo, temos:
3
a1 = 1;
a2 = 1 . 1 ⇒ a2 = 1
3 3
a3 = 1 . 1 ⇒ a3 = 1
2
3 9
a4 = 1 . 1 ⇒ a4 = 1
3
3 27
a10 = 1 . 1 9
⇒ a10 = 1
3 19 683
a15 = 1 . 1 14
⇒ a15 = 1
3 4 782 969
a30 = 1 . 1 1
29
⇒ a30 =
3 68 630 377 364 883
Notemos que, à medida que n aumenta, an se torna cada vez menor. Assim, para valores
muito grandes de n, o termo an será muito próximo de zero. Se considerarmos n tendendo ao
infinito (n → ∞), o termo an tornar-se-á tão próximo de zero a ponto de ser desprezível para a
soma desses infinitos termos.
a (qn – 1)
A soma Sn dos n primeiros termos de uma P.G. é dada por Sn = 1 . Desse modo, para
q–1
n → ∞, teremos:
1 ∞
1 –1
3 0–1
S∞ = ⇒ S∞ =
1 1–3
–1
3 3
3
S∞ = – ⇒ S∞ = 1,5
–2

De modo geral, toda P.G. de termos reais (a1, a2, a3, a4, ...) e com razão q não nula e compreendida
entre –1 e 1(–1 < q < 1) apresenta os termos tendendo a zero (an → 0). Nesse caso, a soma Sn dos
infinitos termos tende ao número S∞ dado por:
a1
S∞ =
1–q
Isso se justifica pelo fato de que, nesses casos, qn tende a zero (qn → 0) e, na fórmula da soma
dos termos de uma P.G., isso implica:
a1(qn – 1) a (0 – 1) a a1
Sn = ⇒ S∞ = 1 ⇒ S∞ = – 1 ⇒ S∞ =
q–1 q–1 q–1 1–q

140 1ª série do Ensino Médio


Soma dos termos de uma P.G. infinita de razão –1 < q < 1e q ≠ 0

Exemplos:
9
• (16, 8, 4, 2, ...) • 4, 3, , ... • (–128, –32, –8, ...)
4
16 16 4 4 –128 –128
S∞ = ⇒ S∞ = S∞ = ⇒ S∞ = S∞ = ⇒ S∞ =
1 2–1 3 4–3 1 4–1
1– 1– 1–
2 2 4 4 4 4
16 4 –128
S∞ = ⇒ S∞ = 32 S∞ = ⇒ S∞ = 16 S∞ = ⇒ S∞ = – 512
1 1 3 3
2 4 4

Texto e contexto
A SOMA LIMITE E O PARADOXO “AQUILES E A TARTARUGA”
  Zeno foi um sábio grego que viveu, segundo alguns historiadores, por volta de 450 a.C., na ilha de Elea, no
Mediterrâneo. Ele destacou-se por seus quatro paradoxos (proposição aparentemente verdadeira, mas que
leva a contradições lógicas ou a conclusões absurdas, e vice-versa), sendo “Aquiles e a tartaruga” um dos mais
conhecidos.
  Esse paradoxo faz referência a uma corrida fictícia a ser disputada entre o herói grego Aquiles e uma simples
tartaruga. Com esse paradoxo, Zeno afirmava que se Aquiles desse alguma vantagem para a tartaruga, então
ele não poderia vencê-la.
  Para entendermos o raciocínio de Zeno, consideremos as seguintes hipóteses:
• Ganharia a corrida aquele que primeiro completasse, por exemplo, 200 m.
• Aquiles daria uma vantagem de 100 m à tartaruga.
• A velocidade da tartaruga é, exageradamente, a metade da de Aquiles.
  Agora, tentemos ilustrar esse evento:
  Estando a tartaruga a 100 m da largada, Aquiles inicia seu movimento (Fig. 1). Quando Aquiles completar
100 m (posição inicial da tartaruga), a tartaruga terá percorrido mais 50 m, ficando a 150 m da largada (Fig. 2).
Quando Aquiles completar os 150 m, a tartaruga terá percorrido mais 25 m, ficando a 175 m da largada (Fig. 3).

  Segundo esse raciocínio, a tartaruga sempre estaria à frente de Aquiles, de modo que o herói jamais ganharia
a corrida.
  Evidentemente, em uma disputa real, Aquiles venceria a tartaruga facilmente.
  Então, o que estaria errado no raciocínio de Zeno?
  Ocorre que esse raciocínio não se aplica a fenômenos do mundo real, no qual os objetos envolvidos (Aquiles,
a tartaruga, a distância entre eles, as velocidades, os deslocamentos) influenciam no resultado final.
  Se considerarmos o mundo abstrato, no qual haja apenas pontos, retas e segmentos de reta, esse raciocínio
poderia ser encarado como segue.
• Seja A o ponto de uma reta o qual indica a partida e seja B o ponto dessa reta o qual indica a chegada.
• O ponto que representaria Aquiles partiria do ponto A, e o ponto que representaria a tartaruga partiria do
ponto M, médio de AB.
• Quando Aquiles chegasse a M, a tartaruga teria chegado ao ponto N, médio de MB.
• Quando Aquiles chegasse a N, a tartaruga teria chegado ao ponto O, médio de NB, e assim sucessivamente.
  Como entre dois pontos de uma reta há infinitos pontos, isso se repetiria indefinidamente, pois sempre
haveria um “novo ponto médio” para ser atingido.
  Desse modo, a tartaruga estaria sempre “um ponto médio” à frente de Aquiles, impossibilitando que o herói
a ultrapassasse.

Volume 2 141
Matemática Álgebra II

  Em outro raciocínio, parecido com esse, Zeno lança um outro paradoxo, que é o da impossibilidade do
movimento. Esse paradoxo consiste no seguinte:
  Uma flecha disparada por Aquiles a qualquer distância do alvo jamais atingirá esse alvo.
  É claro que, no mundo real, se o alvo estiver suficientemente perto, a flecha poderá atingi-lo.
  Vejamos no mundo abstrato dos pontos e das retas.
• Seja A o ponto de uma reta de onde será disparada a flecha e seja B o ponto dessa reta onde se situa o alvo.
• Para atingir o alvo partindo de A, o ponto que representaria a flecha deveria passar pelo ponto M, médio de AB.
• No entanto, para atingir M, ela deveria passar pelo ponto N, médio de AM.
• Para passar por N, ela deveria passar pelo ponto O, médio de AN, e assim sucessivamente.
  Isso se repetiria indefinidamente, pois sempre haveria um ponto médio anterior a ser atingido. Desse modo,
a flecha estaria impossibilitada de se mover, pois não atingiria sequer o primeiro ponto médio.

Exercícios resolvidos
4 8 16
24 Determine a soma S = + + + ... .
3 9 27

Resolução:
  As parcelas formam uma P.G. infinita em que a1 =
4 eq= 2.
3 3
Como q = 2 é uma razão menor do que 1, podemos fazer:
3
4 4 4
a1 3 3 3
S∞ = ⇒ S∞ = 2
S∞ = ⇒ S∞ =
1–q 1– 3 – 2 1
3 3 3

\S=4

25 Obtenha a fração geratriz da dízima 1,777... = 1,7.

Resolução:
  A dízima em questão pode ser escrita como a soma S = 1 + 0,7 0,07 + 0,007 + ..., sendo que, a partir

da segunda parcela, a soma é de uma P.G. infinita de razão 1 . Assim:


10
7 7
a1 0,7 10 10
S=1+ ⇒S=1+ S=1+ ⇒S=1+
1–q
1– 1 10 – 1 9
10 10 10

S = 1 + 7 . 10 ⇒ S = 1 + 7 S = 9 + 7 ⇒ S = 16
10 9 9 9 9

\ A fração geratriz da dízima 1,7 é 16 .


9
26 Considere a figura a seguir na qual círculos consecutivos são tangentes entre si e à reta t.

142 1ª série do Ensino Médio


Soma dos termos de uma P.G. infinita de razão –1 < q < 1e q ≠ 0

  Se a sequência é composta por infinitos círculos, e o raio de cada círculo é 2 do raio do círculo
3
anterior, calcule:
a) a soma dos perímetros das circunferências desses círculos;
b) a soma das áreas desses círculos.

Resolução:
  Considerando que o raio do maior tenha medida R, então os raios dos círculos formarão a sequência

R, 2 R, 4 R, ... .
3 9
a) O perímetro de uma circunferência de raio R é igual a 2pR. Assim, a sequência dos perímetros será

2pR, 4 pR, 8 pR, ... cuja razão é 2 . Como –1 < 2 < 1, a soma desses perímetros é dada por:
3 3 3 3
2pR
S= ⇒ S = 2pR
1– 2 3–2
3 3
2pR
S= ⇒ S = 6pR
1
3
\ A soma dos perímetros é 6pR.

2 2
b) A área de um círculo de raio R é pR2. Assim, a sequência das áreas será pR2, p 2 R , p 4 R , ...,
3 9
que resulta em pR2, 4 pR2, 16 pR2, ... cuja razão é 4 . Como –1 < 4 < 1, a soma das áreas é dada por:
9 81 9 9

S=
pR2 ⇒S= pR2
1– 4 9–4
9 9
S=
pR ⇒ S = 9
2
pR2
5 5
9
\ A soma das áreas é 9 pR2.
5
Vamos resolver a situação-problema 3 proposta na introdução.

Numa experiência em um laboratório, foi usado um conta-gotas. Nessa experiência, o conta-


gotas foi pressionado de modo que uma gota foi desprendida do frasco e, após 64 segundos,
a 2a gota se desprendeu. O pressionamento continua de modo que a 3a, gota se desprende 32
segundos após a 2a, a 4a se desprende 16 segundos após a 3a e assim sucessivamente. Se esse
fenômeno se repetir indefinidamente, após quanto tempo se formará um fio contínuo do líquido
contido no frasco?

Resolução:
Considerando a sequência formada pelos intervalos de tempo entre uma gota e outra, temos
(64s, 32s, 16s, 8s, ...). Percebemos que o tempo entre uma gota e outra se reduz à metade de
modo que o intervalo de tempo entre a primeira e a suposta última gota, nas condições do
problema, é igual à soma dos intervalos indicados. Trata-se, então, do limite da soma de uma P.G.,
para a qual se tem:
64 64
Dt = 64 + 32 + 16 + 8 + ... ⇒ Dt = ⇒ Dt = ⇒ Dt = 128
1– 1 1
2 2
\ O fio contínuo se formará após 128 segundos (ou 2 minutos e 8 segundos).

Volume 2 143
Matemática Álgebra II

Exercícios de sala
27 Calcule o valor de S em cada item a seguir.
∞ n
a) S = 100 + 10 + 1 + ... b) S = 1 – 1 – 1 – ... c) S =
10 100
S
n=1
4
5

28 Obtenha a fração geratriz de cada dízima a seguir.


a) 0,5 b) 1,23

29 Obtenha uma P.G. infinita de razão 1 cuja soma dos termos é –18.
3

30 A medida do lado de um triângulo equilátero é 10 (Fig. 1). Unindo-se os pontos médios de seus lados,
obtém-se um segundo triângulo equilátero (Fig. 2). Unindo-se os pontos médios dos lados desse novo
triângulo equilátero, obtém-se um terceiro triângulo equilátero (Fig. 3), e assim por diante (Fig. 4),
indefinidamente.
Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4
A A A A

10 10 M N M Q N M Q N

... ...
R S R S

B 10 C B P C B P C B P C

144 1ª série do Ensino Médio


Soma dos termos de uma P.G. infinita de razão –1 < q < 1e q ≠ 0

  Para esses infinitos triângulos, calcule:


a) a soma dos perímetros b) a soma das áreas

Exercícios propostos
31 Considere as sequências a seguir, assinale aquelas que representam P.G. e classifique-as quanto ao
crescimento.
a) (4, 12, 36, ...) c) (2, 2, 2, ...) e) ( 3 , 2 3 , 3 3 , ...)
b) (–2, 8, –32,...) d) (310, 38, 36, ...) f) ( 5, 5, 5 5, ...)

32 Qual é o nono termo de cada sequência a seguir?


a) 10, 5, 5 , ... b) 2 , 4 , 8, ... c) (– 3 , 3, –3 3 , ...)
2 9 3

33 Qual é o número que se deve somar aos termos de cada sequência a seguir, de modo a obter uma
Progressão Geométrica?
a) (–3, 9, –15) b) (0, 10, 40)

34 A sequência (x, x + y, 4x, ...) é uma Progressão Aritmética, e a sequência (x, xy, 18, ...) é uma Progressão
Geométrica. Calcule o sétimo termo de cada uma dessas sequências.

35 O quinto e o décimo termos de uma Progressão Geométrica são, respectivamente, 1 e 32. Qual é o seu
décimo segundo termo?

36 A soma de três termos em P.G. é 21, e o produto é 216. Qual é essa sequência?

37 Considere a sequência (1 024, 256, 64, ...) e, nela, determine o maior termo que seja menor que 0,25.
n2 - qn
38 Um termo da sequência ( k , k, k k , ...) é da foma k 2
. Calcule n.

39 Calcule o produto de todos os termos de cada P.G. a seguir.


a) (4, 8, 16, ..., 256) b) (1 280, 640, 320, ..., 5)

40 Interpole 10 meios geométricos entre –1 e 1.

41 Quantos termos devem ser inseridos entre 3 e 3072, de modo a constituir uma razão 2?

42 Calcule a soma dos 7 primeiros termos da P.G. (–3, 6, –12, ...).

43 A soma dos seis termos iniciais de uma P.G. é 1 456. Sabendo que a razão dessa P.G. é 3, calcule o
primeiro termo dessa sequência.

44 Quantos termos da P.G. (2, – 6, 18, ...) devemos considerar, a fim de que a soma resulte em 9 842?

Volume 2 145
Matemática Álgebra II

45 A soma dos n primeiros termos de uma determinada P.G. é dada por Sn = 2n+1 – 2. Para essa sequência,
obtenha:
a) o 1o termo b) a razão

46 Obtenha o valor de cada soma a seguir:


∞ ∞
S
a) S = n = 1 2
2-n
S
b) S = n = 1 22-n – 3-n
5
n-1 n-1
47 Calcule o limite da soma S = 1 + 2 + 1 + 2 + 1 + 2 + ... 1 +2. 1 + ... .
3 5 9 25 3 5
48 Calcule a fração geratriz de cada dízima a seguir.
a) 5,333 ... = 5,3 b) 0,323232... = 0,32 c) 1,0333... = 1,03

49 Considere uma sequência de círculos cujos raios são tais que a medida de cada um é igual a 75% da
medida do anterior. Se o raio do primeiro mede 32 cm, calcule:
a) a soma das medidas dos infinitos raios;
b) a soma dos perímetros das circunferências desses infinitos círculos;
c) a soma das áreas desses infinitos círculos.

50 Considere um móvel que percorre um segmento AB da seguinte forma:


• Parte de A, com velocidade constante, até chegar a B, gastando 20s.
• Chegando a B, ele aumenta sua velocidade em 100%, retornando ao ponto médio M de AB .
• No ponto médio, ele aumenta sua velocidade em 100% e retorna ao ponto médio N de MB .
• Esse procedimento se repete indefinidamente.

  Nessas condições, responda:


a) Qual é o limite da soma de todas as distâncias percorridas nos trajetos AB , BM , MN, ...?
b) Qual é a soma limite dos tempos gastos nos trajetos AB , BM , MN, ...?

51 Inicialmente, constrói-se o triângulo retângulo ABC de catetos AB e AC medindo, respectivamente, 6


cm e 8 cm (Fig. 1). Unindo os pontos M e N, médios de AB e AC, respectivamente, construímos o
triângulo retângulo AMN (Fig. 2). Pelos pontos R e S, médios de AM e AN, respectivamente, construímos
o retângulo ARTS (Fig. 3). Esse processo repete-se indefinidamente (Fig. 4).

  Determine a soma das áreas de todos os triângulos retângulos assim construídos.

52 O lado de um quadrado mede L unidades de comprimento. Unindo-se os pontos médios dos


lados opostos, obtêm-se quatro novos quadrados. Desses quatro quadrados, destaquemos um.
Repitamos o procedimento para o quadrado destacado e destaquemos um dos quadrados resultantes.
Esse processo se repete indefinidamente, conforme figura a seguir.

...

146 1ª série do Ensino Médio


Soma dos termos de uma P.G. infinita de razão –1 < q < 1e q ≠ 0

a) Determine a soma dos perímetros de todos os quadrados destacados.


b) Calcule a soma das medidas das diagonais de todos os quadrados destacados.

53 Partindo de um quadrado Q1, cujo lado mede a, consideremos os quadrados Q2, Q3, Q4, ...,
tais que os vértices de cada um sejam os pontos médios dos lados do quadrado anterior, conforme a
figura a seguir.

  Nessas condições, determine:


a) a soma dos perímetros de todos esses infinitos quadrados;
b) a soma das áreas de todos esses infinitos quadrados.

54 Uma bola é atirada ao chão de uma altura de 200 m. Ao atingir o solo, pela primeira vez, ela sobe até
uma altura de 100 m, cai e atinge o solo pela segunda vez, subindo até uma altura de 50 m e assim por
diante, até perder energia e cessar o movimento, conforme este esquema:

  Qual é o limite de quantidade de metros que a bola percorre em queda, ao longo do tempo, nesse
trajeto?

55 Suponha que você aplique R$ 1.000,00 no banco e tenha um rendimento de 10% ao ano. Nessas
condições, quanto você terá ao final de 5 anos? (Use 115 = 161 051)

56 Numa certa cidade, 4 000 jovens alistaram-se para o serviço militar e foram convocados para exame
médico da seguinte forma: 3 jovens no primeiro dia, 6, no segundo, 12, no terceiro, e assim por diante.
Quantos jovens devem ainda ser convocados para o exame após o décimo dia de convocações?

57 Considere uma partícula, de dimensões desprezíveis, percorrendo um trecho retilíneo nas seguintes
condições:
• inicia-se com uma velocidade V e move-se durante 2 s, percorrendo 20 m;
• após esses 2s, reduz sua velocidade à metade e move-se durante outros 2 s;
• repete, indefinidamente, esse procedimento.
  Qual será a distância total percorrida pela partícula?

58 Uma certa criação de coelhos é afetada por uma infecção que, após esterilizar toda a população de
295 245 indivíduos, começa a gerar vítimas fatais. A quantidade de vítimas fatais evolui, de modo que,
no 1o dia, ocorrem 5 vítimas, no 2o dia, 10 novas vítimas, no 3o dia, 30 novas vítimas, no 4o dia, 90
novas vítimas, e assim por diante. Suponha que o padrão numérico estabelecido pelas quantidades
acumuladas diariamente de vítimas se mantenha e calcule em quantos dias a população desses
coelhos será dizimada.

Volume 2 147
Matemática Álgebra II

59 Numa pequena cidade, um boato é espalhado da seguinte maneira: no 1o dia, 5 pessoas ficam sabendo;
no 2o, 15; no 3o, 45; e assim por diante. Quantas pessoas ficarão sabendo do boato no 10o dia?

Exercícios de aprofundamento

60 Seja um segmento de reta AB . Divide-se AB em três partes congruentes e desprezam-se duas dessas
partes (Fig. 1). Divide-se a parte restante em três partes congruentes e desprezam-se duas dessas
partes (Fig. 2).

Fig. 1 Fig. 2 M P Q N
A M N B
P Q
M N

  Esse processo é repetido mais quatro vezes. Qual é, em função da medida de AB , a soma das medidas
de todas as partes desprezadas nesse processo?

61 É dada uma sequência infinita de quadriláteros, cada um a partir do segundo, tendo por vértices os
pontos médios dos lados do anterior. Obtenha a soma das áreas dos quadriláteros em função da
área A do primeiro.

62 Usando a fórmula do termo geral de uma P.G., obtenha uma fórmula que forneça o produto Pn dos n
primeiros termos dessa sequência, em função do primeiro termo (a1), da razão (q) e da quantidade (n)
de termos.

63 Considere a seguinte construção:


  Toma-se um triângulo equilátero de lado 4L. Com vértices nos pontos médios de seus lados, constrói-
se um outro triângulo equilátero o qual é retirado, restando outros três triângulos também equiláteros.
Repete-se este procedimento para os triângulos restantes.
  Suponha que esse procedimento continue indefinidamente, como mostram as figuras a seguir.

a) Qual é a soma das áreas dos triângulos destacados?


b) Qual é a soma dos perímetros dos triângulos destacados no 10o passo?

1 2 3 4 2 1 1
64 Se S = + + + + ..., calcule seu valor numérico. Sugestão: faça = + ;
5 25 125 625 25 25 25
3 = 1 + 1 + 1 ; e assim por diante .
125 125 125 125

65 Os lados de um triângulo retângulo formam uma Progressão Geométrica. Qual deve ser a razão dessa
P.G.?

148 1ª série do Ensino Médio

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