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Cap.

4
Geometria Analítica

Noções sobre cônicas


1.1 Introdução

O
termo cônica refere-se a qualquer figura plana obtida por meio da intersecção de um plano com
uma superfície cônica de duas folhas (Fig. 1) ou de uma folha (Fig. 2).

Fig. 1 Fig. 2

Dependendo da posição do plano em relação a essa superfície cônica, a intersecção pode ser uma
circunferência, uma parábola, uma hipérbole, uma elipse, um ponto, uma reta ou duas retas concor-
rentes.
No entanto o termo cônica é mais comumente associado a circunferência (Fig. 1), elipse (Fig. 2)
parábola (Fig. 3) e hipérbole (Fig. 4). No caso da circunferência, essa associação ocorre com menor
frequência.

Desse modo, ao usarmos o termo cônica, estaremos nos referindo a uma dessas quatro últimas figuras.
Como já estudamos as noções sobre circunferência, passemos, então, às noções sobre as demais cônicas
(elipse, hipérbole e parábola).

1.2 Elipse

A
 principal característica geométrica de todo e qualquer ponto de uma elipse é que a soma de
suas distâncias até dois pontos fixos (preestabelecidos) é constante. É nessa característica que se
baseia o estudo analítico dessa figura.

Noções sobre cônicas


53
 Definição
Fixados dois pontos, F1 e F2, de um plano, tais que F1F2 = 2c, com c > 0, (Fig. 1) chama-se elipse de
focos F1 e F2 o conjunto dos pontos P desse plano, cuja soma das distâncias PF1 e PF2 é uma constante 2a,
com 2a > 2c (Fig. 2).
Fig. 1 Fig. 2 P

A1 A2
F1 2c F2 F1 2c F2

2a > 2c e PF1 + PF2 = 2a

 Elementos
Tomemos a elipse a seguir, na qual indicamos seus principais elementos.
B2

b
F1 F2
A1 A2
c O c
b

B1
a a
Nessa figura, temos que:
O é o centro.
F1 e F2 são os focos. Notemos que F1 e F2 não pertencem à elipse.
F1F2 é a distância focal, que mede 2c.
A1, A2, B1 e B2 são os vértices. Notemos que esses vértices pertencem à elipse.
A1 A2 é o eixo maior, que mede 2a.
B1 B2 é o eixo menor, que mede 2b.
Os eixos da elipse são também chamados de diâmetros.

 Relação Fundamental
Consideremos a elipse (E) a seguir, cujos eixos medem A1A2 = 2a, B1B2 = 2b e a distância focal é
F1F2 = 2c.

B1
E
a b a

A1 A2
F1 c O c F2

B2

Para essa elipse, demonstra-se que a2 = b2 + c2.

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54 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


 Excentricidade
Para uma elipse de diâmetros 2a e 2b e distância focal 2c, definimos excentricidade e por meio do quo-
ciente entre 2c e 2a. Assim:
e = 2c ⇒ e = c
2a a
Notemos, a partir dessa relação, que 0 < e < 1, pois 0 < c < a. Desse modo, se considerarmos a relação
fundamental (a2 = b2 + c2 ) e também um valor fixo para a, notaremos que, aumentando o valor de c, o
valor de b deve aumentar. Assim, quanto menor a excentricidade da elipse, mais “arredondada” ela será,
AA
ou seja, seu formato será mais próximo do de uma circunferência de centro O e raio medindo 1 2 .
2
Por ouro lado, quanto maior a excentricidade da elipse, mais “achatada” ela será, ou seja, seu formato será
mais próximo ao do segmento A1A2 .

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 Equação reduzida
Uma elipse pode ocupar qualquer posição no plano. No entanto estudaremos somente aquelas cujos
eixos maior 2a e menor 2b não sejam oblíquos (inclinados) aos eixos coordenados, conforme os quatro
casos a seguir, acompanhados das respectivas equações reduzidas:
→ → → →
A1A2 ⊂ Ox A1A2 ⊂ Oy A1A2 // Ox A1A2 // Oy
1o: 2o: 3o: 4o:
centro (0, 0) centro (0, 0) com centro (x0, y0) com centro (x0, y0)

y y y y A1
A1
B1 F1 B1
A1 A2 y0 B1
A1 F2 x B1 y0 B2
F1 O A2 O B2 x
B2
B2 F2
A2
A2 x0 x x0 x

x2 y2 y2 x2 (x – x0)2 (y – y0)2 (y – y0)2 (x – x0)2


+ =1 + =1 + =1 + =1
a2 b 2 a2 b2 a2 b2 a2 b2

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É importante ressaltarmos que, após desenvolver a expressão da equação reduzia da elipse, obtemos a
sua equação geral.

Noções sobre cônicas


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Exercícios resolvidos
1 Considere a elipse de focos F1 e F2 representada na figura a seguir, na qual A1A2 é seu diâmetro maior, B1B2
é seu diâmetro menor, com B1(0, 3) e F1(–4, 0).
y
B1
3
A1 F1 F2
–4 A2 x

B2
Se P é um de seus pontos com abscissa 4, obtenha
a) a medida de A1A2 .  b) a equação reduzida.  c) a equação geral.  d) as coordenadas de P.

Resolução:
Essas equações são obtidas como se vê a seguir:
a) B1(0, 3) ⇒ b = 3
F1(– 4, 0) ⇒ c = 4
a2 = b2 + c2 ⇒ a2 = 32 + 42
a2 = 9 + 16 ⇒ a = 5
\ A1A2 mede 10.
2 y2
b) A1A2 ⊂ Ox e C(0, 0) ⇒ x2 + 2 = 1
2
a b
2 y2 2 y
x + x
=1⇒ + = 1 (equação reduzida).
52 32 25 9
2 y2
\ A equação reduzida é x + = 1.
25 9
c) Desenvolvendo a equação reduzida, temos:
9x2 + 25y2 225
= ⇒ 9x2 + 25y2 – 225 = 0 (Equação geral)
225 225
\ A equação geral é 9x2 + 25y2 – 225 = 0.

d) 9(4)2 + 25y2 = 225 ⇒ 25y2 = 81
81
y2 = ⇒y=± 9
25 5
\ São P1 4, – 9 e P2 4, 9 .
5 5

2 Obtenha a equação geral da elipse de centro (6, 5), eixo principal paralelo a Ox medindo 2a = 10 e eixo
secundário medindo 2b = 6.

Resolução: (x – 6)2 (y – 5)2


A1A2 // Ox e C(6, 5) ⇒ + =1
2a = 10 ⇒ a = 5 a2 b2
2b = 6 ⇒ b = 3
(x – 6)2 (y – 5)2 (x – 6)2 (y – 5)2
+ = 1 ⇒ + = 1 (equação reduzida)
52 32 25 9
Desenvolvendo a equação reduzida, temos:
9(x2 –12x + 36) + 25(y2 – 10y + 25) 225
= ⇒ 9x2 – 108x + 324 + 25y2 – 250y + 625 = 225
225 225
9x2 – 108x + 25y2 – 250y + 724 = 0 ⇒ 9x2 + 25y2 – 108x – 250y + 724 = 0

\ 9x2 + 25y2 – 108x – 250y + 724 = 0 é a equação geral.

56 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


3 Obtenha o centro O, as medidas 2a e 2b dos eixos, a distância focal 2c e a excentricidade e da elipse de
equação 9x2 + 5y2 + 54x – 40y – 19 = 0.

Resolução:
Agrupemos, inicialmente, os termos em x e os termos em y e, em seguida, fatoremos convenientemente:
9x2 + 54x + 5y2 – 40y = 19 ⇒ 9(x2 + 6x) + 5(y2 – 8y) = 19
Modif iquemos os parênteses para obtermos quadrados perfeitos:
9(x2 + 6x + 9 – 9) + 5 (y2 – 8y + 16 – 16) = 19 ⇒ 9 [(x + 3)2 – 9] + 5 [(y– 4)2 – 16] = 19
9(x + 3)2 – 81 + 5 (y – 4)2 – 80 = 19 ⇒ 9(x + 3)2 + 5(y – 4)2 = 180
Dividindo ambos os membros por 180, obtemos:
9(x + 3)2 5(y – 4)2 180 (y – 4)2 (x + 3)2
+ = ⇒ + =1
180 180 180 36 20
(y – y0)2 (x – x0)2
Comparando a equação obtida com a equação conveniente, + = 1, temos:
Centro: O (–3, 4) a2 b2
a2 = 36 ⇒ a = 6
b2 = 20 ⇒ b = 2 5
Aplicando a relação notável, temos:
a2 = b2 + c2 ⇒ 62 = (2 5 )2 + c2
36 = 20 + c2 ⇒ c = 4
c 2
e= ⇒e=
a 3 \ O(–3, 4); 2a = 12; 2b = 4 5 ; 2c = 8 e e = 2
3

Exercícios de sala
4 Obtenha o centro, as medidas dos eixos, a distância focal e a excentricidade da elipse de equação mostra-
da a seguir:
2 y2
a) x + = 1 b) 4x2 + 2y2 = 8
16 9

5 Qual a equação reduzida de cada elipse de eixos A1A2 e B1B2 e focos F1 e F2 das figuras a seguir?
a) b) c) d)
y y y y
A1 A1
4
3 B1 3 F1 B1
B1 B2
F2 A2 B1 5
5 F1 x
A1 5 x B2 3 A1 A2
F2
–3
–3 B2 B2 A2
O 5 x O 2 4 x
–4 A2

Noções sobre cônicas


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6 Considere a elipse de equação geral dada por 4x2 + 9y2 – 16x – 18y – 11 = 0. Para essa cônica, forneça
a) o centro.   b) as medidas dos semieixos.   c) a distância focal.   d) a excentricidade.

7 Uma elipse passa pelo ponto (9, 16) e tem focos nos pontos (–21, 0) e (21, 0). Qual é a sua equação reduzida?

8 Um determinado tanque para armazenamento de combustíveis (Fig. 1) tem secção transversal elíptica
com largura de 300 cm e altura de 180 cm (Fig. 2).


Num dado instante, em que o tanque está disposto horizontalmente, o nível de combustível é de
162 cm em relação ao seu fundo. Nesse momento, qual a largura da superfície livre atingida pelo combustível?

1.3 Hipérbole

A
principal característica geométrica de todo e qualquer ponto de uma hipérbole é que o módulo
(valor absoluto) da diferença entre suas distâncias até dois pontos fixos é constante.
A partir dessa característica, podemos estudar analiticamente essa figura.

58 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


 Definição
Fixados dois pontos F1 e F2 de um plano, tais que F1F2 = 2c, com c > 0 (Fig. 1), chama-se hipérbole de
focos F1 e F2 o conjunto dos pontos P desse plano, cujas diferenças, em módulo, das distâncias PF1 e PF2
são iguais a uma constante 2a, com 0 < 2a < 2c (Fig. 2).
Fig. 1 Fig. 2
P’ P

F1 2c F2 F1 A1 A2 F2

0 < 2a < 2c e |PF1 – PF2| = 2a

Observando as figuras, notamos que os pontos P do plano, tais que PF1 – PF2 = 2a, determinam um
ramo da hipérbole, e os pontos P’ desse plano, tais que P’F2 – P’F1 = 2a, determinam o outro ramo.

 Elementos
Tomemos a hipérbole a seguir, na qual indicamos seus principais elementos:

M B1 N
b
F1 a a F2
A1 O A2
b

Q B2 P
c c

Nessa figura, temos que:


O é o centro.
F1 e F2 são os focos. Notemos que F1 e F2 não pertencem à hipérbole.
F1F2 é a distância focal que mede 2c.
A1 e A2 são vértices reais. Notemos que A1 e A2 pertencem à hipérbole.
A1A2 é o eixo real, que mede 2a.
B1 e B2 são vértices imaginários. Notemos que B1 e B2 não pertencem à hipérbole.
B1B2 é o eixo imaginário, que mede 2b. O valor de b deve satisfazer a relação a2 + b2 = c2.
MNPQ é denominado retângulo referencial, cujos lados medem 2a e 2b.
Os eixos de uma hipérbole são, também, chamados de diâmetros.

 Equação reduzida
Uma hipérbole pode ocupar qualquer posição no plano. No entanto estudaremos somente aquelas
cujos eixos real 2a e imaginário 2b sejam paralelos aos eixos coordenados, conforme os quatro casos a
seguir, acompanhados das respectivas equações reduzidas.

Noções sobre cônicas


59
→ → → →
A1A2 ⊂ Ox A1A2 ⊂ Oy A1A2 // Ox A1A2 // Oy
1o: 2o: 3o: 4o:
centro (0, 0) centro (0, 0) com centro (x0, y0) com centro (x0, y0)
y y y y
F1 B1 F1
B1 A1

b A1 b a
a A1 a A2 y0 B1 b O
F1 a O A2 F2 B1 b b x y0
F1 O a F2 b B2
A1 a x O B2 a
a b A2
b
A2
B2 F2
B2 F2
x0 x x0 x
x2 y2 y2 x2 (x – x0 )2 (y – y0 )2 (y – y0 )2 (x – x0 )2
– =1 – =1 – =1 – =1
a2 b2 a2 b2 a2 b2 a2 b2

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É importante ressaltarmos que, ao desenvolver a equação reduzida da hipérbole, obtemos sua equação geral.

 Relação Fundamental
Numa hipérbole de distância focal 2c, de eixo real 2a, o eixo imaginário 2b é tal que:

c2 = a2 + b2

 Excentricidade
Para uma hipérbole de diâmetro 2a e 2b e distância focal 2c, define-se excentricidade (e) por meio do
quociente entre 2c e 2a. Assim:
2c c
e= ⇒e=
2a a
Notemos que e > 1, pois c > a. Desse modo, considerando a relação fundamental (c2 = a2 + b2) e
também um valor fixo para a, notaremos que, diminuindo o valor de c, o valor de b irá diminuir. Assim,
quanto maior a excentricidade da hipérbole, mais próximo do formato de duas retas paralelas (em que cada
uma passa por um dos vértices reais) será seu formato. Por outro lado, quanto menor a excentricidade da
hipérbole, mais próximo do formato de duas semirretas (em que cada uma tem origem em um dos vértices
reais) será seu formato.

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Exercícios resolvidos
9 Obtenha as equações reduzida e geral da hipérbole de focos F1(0, 4) e F2(0, – 4), cujo eixo real A1A2
mede 6.

60 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


Resolução: y2 2
Os focos pertencem ao eixo Oy , indicando que a equação é do tipo 2 – x 2 = 1. O centro é o ponto
a b
médio de F1F2 que é a origem (0, 0). Um esboço dessa hipérbole é mostrado a seguir:

F1 4
A1

x
A2

F2 –4

Da figura e do enunciado, temos:


2c = 8 ⇒ c = 4 2a = 6 ⇒ a = 3

Aplicando a relação fundamental:


c2 = a2 + b2 ⇒ 42 = 32 + b2
b2 = 7 ⇒ b = 7
y2 x2 y2 x2 = 1 (equação reduzida)
– 2 = 1 ⇒ –
a2 b 32 ( 7 )2
y2 x2 7y2 – 9x2 63
– =1⇒ =
9 7 63 63
7y2 – 9x2 = 63 ⇒ 9x2 – 7y2 + 63 = 0 (equação Geral)

y2 x2
\ A equação reduzida é – = 1, e a equação geral é 9x2 – 7y2 + 63 = 0.
9 7

10 Obtenha as medidas do eixo real (2a), do eixo imaginário (2b) e da distância focal (2c) da hipérbole de
equação 9x2 – 16y2 = 144.

Resolução:
Primeiramente, vamos escrever a equação dada, na forma reduzida, dividindo ambos os membros por 144.
9x2 16y2 144 2 y2
– = ⇒ x – =1
144 144 144 16 9

2 2
Comparando com a equação conveniente x2 – y 2 = 1 e usando a relação fundamental, temos:
a b
a2 = 16 ⇒ a = 4 b2 = 9 ⇒ b = 3

Aplicando a relação fundamental:


c2 = a2 + b2 ⇒ c2 = 42 + 32
c2 = 25 ⇒ c = 5

Percebemos, nesse caso, que os vértices e os focos estão no eixo das abscissas.

\ As medidas são 2a = 8, 2b = 6 e 2c = 10.

Noções sobre cônicas


61
Exercícios de sala

11 Obtenha a equação geral de cada hipérbole de eixo real A1A2 e focos F1 e F2 a seguir:
a) b)
y y
F1

A1
F1 A1 A2 F2 B1
–5 O 4 x –2 3 O B2 x
A2 –2

F2

12 Chama-se hipérbole equilátera aquela que apresenta eixo real e eixo imaginário com mesma medida.
Nessas condições, considere a hipérbole equilátera que tem a distância focal 2c = 8, centro na origem e
eixo real contido em Ox .
Para essa cônica, responda:
a) Quais são as medidas de seus eixos? b) Qual a sua excentricidade? c) Qual a sua equação reduzida?

13 Obtenha o centro, a distância focal e a excentricidade da hipérbole da equação x2 – 9y2 – 4x – 5 = 0.

62 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


 Assíntota de uma hipérbole
Chama-se assíntota de uma hipérbole a reta que passa pelo centro dessa curva e tende a tangenciá-la
num ponto do infinito (ponto impróprio).
Demonstra-se que as assíntotas de uma hipérbole são as retas suportes das diagonais do retângulo refe-
rencial dessa curva.
Assim, nas figuras a seguir, as assíntotas são as retas r e s.

y r s y y y

B1 B1 r s
A1 A1
b a
A1 b 180°− θ a 180°− θ
θ A2 A1 θ B1 b θ B1 θ
a a x a a A2 x b B2 x b a b B2 x
b b a
A2 A2
B2 B2

Sendo (x0, y0) o centro dessa cônica, suas equações podem ser obtidas como se vê a seguir.
mr = tg q ⇒ mr = b ms = tg(180° – q) ⇒ ms = – b
a a

(r) y – y0 = b (x – x0) (s) y – y0 = – b (x – x0)


a a

Exercício resolvido
2 y2
14 Obtenha as equações das assíntotas da hipérbole de eixos A1A2 e B1B2 cuja equação é x – = 1.
9 16
Resolução:
Primeiramente, notemos que a = 3, b = 4 e representemos graficamente essa curva (Fig. 1). Construindo
seu retângulo referencial, as assíntotas são as retas r e s, suportes das diagonais desse retângulo (Fig. 2).

Fig. 1 Fig. 2 s y r
y
B1 M B1 N
4 4
A1 A1 α
O 3 A2 x O 3 A2 x

B2 B2

O centro da hipérbole é o ponto (0, 0). Assim:


(r): y – 0 = mr (x – 0) ⇒ y = mr . x (s): y – 0 = ms (x – 0) ⇒ y = ms . x
mr = tg a ⇒ ms = – tg a
OA1 M:

mr = 4
4
tg a = ⇒ 3
3 ms = – 4
3

\ As assíntotas têm equações dadas por (r) y = 4 x e (s) y = – 4 x.


3 3

Noções sobre cônicas


63
Exercícios de sala
15 Obtenha as equações das assíntotas de cada hipérbole a seguir:
a) b)
y y

A1 B1
3 2
A1 A2
5 5 3
O B2 x 3 3
B1 2
3 B2
A2
O 5 x

16 Uma determinada peça ornamental (Fig. 1) tem, por secção meridiana, o formato de parte de uma hipér-
bole equilátera (Fig. 2).
Fig. 1 O1 Fig. 2 O1
A B A B

D O2 C O2
D C

Se a largura na parte central da peça é de 20 cm e em cada parte extrema (base) é de 40 cm, qual a
altura dessa peça?

1.4 Parábola

A
característica geométrica mais importante dos pontos de uma parábola é que eles são equidistan-
tes de um ponto fixo e de uma reta fixa.
  A partir dessa característica, é possível estudar analiticamente essa figura.

64 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


 Definição
Fixados um ponto F e uma reta δ de um plano, com F ∉ δ (Fig. 1), chama-se parábola de foco F e
diretriz d o conjunto dos pontos P, desse plano, equidistantes de F e de δ (Fig. 2).
Fig. 1 Fig. 2
P
F F

d P’ d

PF = d(P, δ), ou seja, PF = PP’ (P’ é projeção ortogonal de P sobre δ)

 Elementos
Tomemos a parábola a seguir, na qual indicamos os principais elementos:

F
p
2
p
V p
2
d
e

Nessa figura, temos que:


F é o foco. Notemos que o foco não pertence à parábola.
d é a diretriz.
e é o eixo de simetria.
V é o vértice. Notemos que o vértice pertence à parábola.
p é o parâmetro (distância do foco até a diretriz).
É importante notarmos que a distância entre o vértice V e o foco F é metade do parâmetro p, pois V
pertence à parábola. Assim:
p
d(F, d) = p ⇒ VF =
2

 Equação reduzida
Uma parábola pode ocupar qualquer posição no plano. No entanto estudaremos somente aquelas que
têm a diretriz d e o eixo de simetria e paralelos aos eixos coordenados, conforme os oito casos a seguir,
acompanhados das respectivas equações reduzidas.
concavidade concavidade concavidade concavidade
1o: d // Ox 2o: d // Ox 3o: d // Oy 4o: d // Oy
V(0, 0) V(0, 0) V(0, 0) V(0, 0)
y y d y y d

F d
p e V F e F V
V V 2 O x O x
p O x O x
2
F p p
d
2 2
e e
x2 = 2py x2 = –2py y2 = 2px y2 = –2px

Noções sobre cônicas


65
concavidade concavidade concavidade concavidade
5o: d // Ox 6o: d // Oy 7o: d // Ox 8o: d // Oy
V(x0, y0) V(x0, y0) V(x0, y0) V(x0, y0)
y e y e y d y d
d
p x0 x
O x 2
x0 y0 e V F O
V y0 y0 e
F x F V
F
O x0
y0 p
V
2 p p
d O x0 x 2 2

(x – x0 )2 = 2p . (y – y0) (x – x0 )2 = –2p . (y – y0) (y – y0 )2 = 2p . (x – x0) (y – y0 )2 = –2p . (x – x0)

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É importante ressaltarmos que, após desenvolver a expressão da equação reduzida da parábola, obte-
mos a sua equação geral.

Exercícios resolvidos
17 Obtenha as equações reduzida e geral da parábola a seguir, sendo e, F, V, δ e p o eixo de simetria, o foco,
o vértice, a diretriz e o parâmetro respectivamente.
y e
F
12
p V
2
9 d

O 15 x

Resolução:
O vértice da parábola é o ponto V(15, 12). A distância do foco F à diretriz δ é o parâmetro p, ou seja,
d(F, δ) = p. Como a distância do vértice V à diretriz é metade do parâmetro, temos:

p p
d(V, δ) = ⇒ (12 – 9) =
2 2
p
3= ⇒p=6
2
A diretriz é paralela ao eixo Ox , e a concavidade da parábola é voltada para cima. Assim, a equação da
parábola é dada por (x – x0)2 = 2p(y – y0), em que x0 = 15, y0 = 12 e p = 6. Daí, temos:
(x – 15)2 = 2 . 6(y – 12) ⇒ (x – 15)2 = 12(y – 12) (equação reduzida)
Desenvolvendo, temos:
x2 – 30x + 225 = 12y – 144 ⇒ x2 – 30x – 12y + 369 = 0 (Equação geral)
\ A equação reduzida é (x – 15)2 = 12(y – 12) e a equação geral é x2 – 30x – 12y + 369 = 0

66 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


18 Determine o parâmetro (p), as coordenadas do vértice (V), as coordenadas do foco (F) e a equação da
diretriz (d) da parábola de equação x2 + 2x + 4y – 15 = 0.

Resolução:
Isolando os termos em x, no primeiro membro, e completando o quadrado perfeito, temos:
x2 + 2x + 4y – 15 = 0 ⇒ x2 + 2x + 1 = – 4y + 15 + 1
(x + 1)2 = –4y + 16 ⇒ (x + 1)2 = – 4(y – 4)
Comparando com a equação conveniente (x – x0)2 = – 2p (y – y0), na qual V(x0, y0), temos p = 2; V( –1, 4).
Agora, esbocemos o gráfico dessa cônica para obtermos a diretriz e o foco.

Da figura, temos que (δ) y – 5 = 0; F( –1, 3).

\ O parâmetro é p = 2, o vértice é V(–1, 4), o foco é F(–1, 3) e a diretriz é (d) y – 5 = 0.

Exercícios de sala
19 Determine as equações reduzida e geral de cada parábola de diretriz d, vértice V e foco F a seguir:
a) b)
d y y
F(0, 4)

V
O F(3, 0) x OV x
(d) x = –3

d (d) y = –4

20 Para cada parábola a seguir, obtenha as coordenadas do vértice e do foco, bem como a equação da diretriz.
2
a) y2 = –16x      b) y = x + x + 2      c) (y – 1) = 4(x – 2)2
4

Noções sobre cônicas


67
21 Sabe-se, da Física, que qualquer raio luminoso ou qualquer onda mecânica que incide numa superfície
refletora interna parabólica, paralelamente ao eixo de simetria, reflete passando pelo foco (Fig. 1). Por
outro lado, todo raio luminoso (ou onda) que é emitido pelo foco reflete paralelamente ao eixo de sime-
tria (Fig. 2). Essa propriedade é muito usada em holofotes e faróis em geral.
 Considere um holofote (Fig. 3) cuja superfície refletora tem o perfil da parábola. O filamento luminoso
F da lâmpada está situado no eixo do holofote, no limite da superfície refletora (Fig. 4).
Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4
y

r r F
F F x

S S

 Se o perfil desse holofote pode ser modelado pela equação y2 = 40x, pede-se
a) as coordenadas do filamento luminoso do holofote. b) a largura do holofote.

1.5 Posições relativas de reta e cônica e de duas cônicas

S
e considerarmos duas figuras quaisquer no plano, elas podem ou não apresentar pontos em co-
mum. A obtenção desses pontos (caso haja) e a interpretação dos resultados serão vistos a seguir,
para uma reta e uma cônica e, também, para duas cônicas.

 Reta e cônica
φ φ φ conjunto vazio,
De modo geral, a intersecção de uma reta (s) com uma cônica (j) pode resultar em um
φ φ φ
em um único ponto ou em dois pontos, conforme se vê nestas figuras. s
φ φ s φ s
s∩j=∅ s s ∩ j = {T} B B}
s ∩ j = {A,
s T s A B s
φ φ φ
T s A
s B
T A s
s s B s
φ φ φ B
φ
T
φ s φA B
s
s T s φ s
φ φ A B
s T
s A
φ s
φ s φT B
A
s
s B φ
φ T φ
A B φ
φ φ
T
B φ
φ T φ
A
T BA φ
φ φ
s s s A
T
s s s
s Aφ s
s φ s s φ s
φ s φ s φ s
s B
s φ s φ s φ s
B

φ s
Tφ s φB s
A
T
A
B
T
A
68 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2
T
A
Algebricamente, a intersecção entre uma reta (s) e uma cônica (j) pode ser obtida por meio da resolução
do sistema não linear formado pelas equações cartesianas dessas curvas.
A resolução desse sistema pode resultar numa equação de segundo grau, para a qual a análise do
discriminante (D) fornece a posição relativa entre essas curvas. São três casos a considerar:
1a) Se D < 0, o sistema não admitirá solução. Por esse motivo, s e j serão externas.

2a) S D = 0, o sistema irá admitir solução única. Por esse motivo, s e j serão tangentes.

3a) Se D > 0, o sistema irá admitir duas soluções. Por esse motivo, s e j serão secantes.
Os casos em que a cônica é uma circunferência já foram analisados no capítulo sobre circunferência.
Assim, daremos ênfase aos casos das demais cônicas.

Exercícios resolvidos
22 Verifique a posição relativa entre a reta x – y = 0 e a elipse x2 + 4y2 = 4.

Resolução:
x–y=0
Vamos resolver o sistema 2 formado pelas equações das duas curvas.
x + 4y2 = 4
Isolando y na equação da reta e substituindo na equação da cônica, temos:
x – y = 0 ⇒ y = x
x2 + 4x2 = 4 ⇒ 5x2 = 4
4
x2 = ⇒x = ± 2 5
5 5

x= 2 5 ⇒y= 2 5
5 5

x=–2 5 ⇒y=–2 5
5 5

∴ A intersecção se dá nos pontos A 2 5 , 2 5 e B – 2 5 , – 2 5 , indicando secância.


5 5 5 5

23 Calcule k, de modo que a reta x – y + k = 0 seja tangente à parábola y = x2 + 1.

Resolução:
O sistema formado é:
x –y+k=0 y= x+k
2 ⇒
y=x +1 y = x2 + 1
Por comparação, temos:
x + k = x2 + 1 ⇒ x2 – x + 1 – k = 0
Calculemos ∆:
∆ = (–1)2 – 4(1) (1 – k) ⇒ ∆ = 4k – 3
Para que a reta seja tangente à parábola, a equação obtida deve ter solução única, ou seja, D = 0. Assim:
3
4k – 3 = 0 ⇒ k =
4
3
∴k=
4

Noções sobre cônicas


69
 Duas cônicas
De modo geral, a intersecção entre duas cônicas distintas, j1 e j2 , pode resultar em um conjunto vazio,
num único ponto, em dois pontos, em três pontos ou, no máximo, em quatro pontos, como mostram as
figuras a seguir:
ϕ1 ϕ1 ϕ2
ϕ1
ϕ2
ϕ1
ϕ2
ϕ2

ϕ2 ϕ1
ϕ1 φ1
φ2
A B
T
ϕ2
T

φ1 φ2 φ2
B A B
φ2 A B
A φ1
φ1
C D C D C

Conhecendo a quantidade de pontos em comum entre essas cônicas, podemos indicar a posição rela-
tiva entre elas. São três casos a considerar:
1o) Se a intersecção for vazia, as cônicas podem ser externas ou, então, uma pode ser interior à outra.
2o) Caso a intersecção seja um único ponto, as cônicas são tangentes.
3o) Se a intersecção for dois ou mais pontos, as cônicas são secantes.

Os casos em que as cônicas são duas circunferências já foram analisados no capítulo sobre circunferên-
cias. Assim, daremos ênfase aos demais casos.

Exercícios resolvidos
24 Verifique a posição relativa entre a parábola y = x2 e a hipérbole y2 – x2 = 2.

Resolução:
Vamos resolver o sistema formado pelas equações:
y = x2 x2 = y

y2 – x2 = 2 x2 = y2 – 2
Por comparação, temos:
y = y2 – 2 ⇒ y2 – y – 2 = 0
y = 2 ou y = –1
Para y = 2, temos:
2
x = 2 ⇒ x = ± 2
Para y = –1, temos:
x2 = –1 ⇒ $ x ∈ 
\ Os pontos comuns são (– 2 , 2) e ( 2 , 2), indicando que as cônicas são secantes.

70 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


25 Obtenha a intersecção entre a circunferência de equação x2 + y2 = 9 e a hipérbole de equação x2 – y2 = 1.

Resolução:
Vamos, primeiramente, resolver o sistema formado pelas equações das cônicas:
x2 + y2 = 9
x2 – y2 = 1 ⇒ x2 = y2 + 1
Para resolvermos o sistema, basta substituir o valor de x2 da equação da hipérbole na equação da cir-
cunferência, obtendo:
(y2 + 1) + y2 = 9 ⇒ y = ±2
x2 = (±2)2 + 1 ⇒ x = ± 5
\ A intersecção se dá nos pontos A(2, 5 ), A’(–2, – 5 ), B(–2, 5 ) e B’(2, – 5 ).

26 Se a parábola 4y = x2 + k e a elipse x2 + 2y2 = 1 são tangentes, então, calcule o valor de k.

Resolução:
Resolvendo o sistema formado, temos:
4y = x2 + k ⇒ x2 = 4y – k

x2 + 2y2 = 1
(4y – k) + 2y2 = 1 ⇒ 2y2 + 4y – k – 1 = 0
Da condição de tangência, temos que essa equação de 2o grau deverá ter solução única, ou seja, seu
discriminante deve ser nulo. Assim:
D = 0 ⇒ 42 – 4 . 2 (– k – 1) = 0
16 – 8(–k – 1) = 0 ⇒ 16 = 8(–k – 1)
2 = – k – 1 ⇒ k = –3
\ O valor de k é –3

Exercícios de sala
27 Qual a posição relativa entre a reta 2x + y + 1 = 0 e a hipérbole x2 – y2 = 1?

28 Qual a equação da reta, paralela à reta y = 2x + 6, que tangencia a parábola y = x2 – 4?

Noções sobre cônicas


71
29 Qual é a equação da reta, paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares, que tangencia a elipse de equação
16x2 + 25y2 = 400?

30 Obtenha a intersecção das cônicas indicadas em cada caso a seguir:


a) y = x2 e x = y2 b) 4x2 – 16y = 23 e x2 + y2 = 1

31 Obtenha o valor de k, de modo que a parábola x2 – ky = 2 seja tangente à circunferência x2 + y2 = 1.

32 Um arquiteto, amante da Geometria, projetou a fachada de uma biblioteca, usando dois arcos de uma
hipérbole e um arco parabólico (Fig. 1). Ele fez um esboço matemático dessa situação e, em cada ponto de
intersecção desses arcos, ele projetou uma luminária (Fig. 2).

 Supondo desprezíveis as espessuras dos arcos e considerando que os pontos F1( 11, 0) e F2( 11, 0) são os
focos dos arcos hiperbólicos, calcule a altura das luminárias, em relação ao solo, representado pelo eixo Ox .

72 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


1.6 Reconhecimento de equações de cônicas

J
á estudamos algumas das principais figuras planas por meio de suas equações cartesianas ortogo-
nais. Vamos, agora, estudar as condições para que uma equação dada, nas variáveis x e y, represente
uma ou outra dessas figuras.
  De modo geral, como já dissemos, uma secção cônica pode ser um par de retas ou uma circun-
ferência ou uma elipse ou uma hipérbole ou uma parábola ou um ponto ou, até mesmo, um conjunto vazio.
Em todos esses casos, existe uma equação de 2o grau nas variáveis x e y, associada a essas figuras.
Assim, para reconhecermos uma equação cartesiana nas variáveis x e y devemos, basicamente, estabelecer
condições para comparar essa equação (ou outra equivalente a ela) com as equações já estudadas.

Exercícios resolvidos
33 Reconheça a figura cuja equação cartesiana é dada em cada caso a seguir:
x = sen q
a)     c) x2 + y2 – 8x + 6y = 0   e) x2 + y2 = 0
y = cos q
b) 9x2 + 16y2 – 18x – 32y – 119 = 0    d) x2 – y2 – 2x – 2y = 0    f) x2 – y2 = 0

Resolução:
a) Inicialmente, vamos quadrar ambos os membros das duas equações dadas:
x2 = (sen q)2 x2 = sen2 q

y2 = (cos q)2 y2 = cos2 q
Somando membro a membro, temos:
x2 + y2 = sen2 q + cos2 q ⇒ x2 + y2 = 1

Essa equação pode ser comparada com a equação (x – a)2 + (y – b)2 = r2, que é uma circunferência de
centro (a, b) e raio r.

∴ A equação dada é de uma circunferência de centro (0, 0) e raio 1.

b) Vamos reescrever a equação convenientemente e, em seguida, fatorá-la:


9x2 – 18x + 16y2 – 32y = 119 ⇒ 3(x2 – 2x) + 16(y2 – 2y) = 119
Formemos, dentro dos parênteses, quadrados perfeitos:
9(x2 – 2x + 1 – 1) + 16(y2 – 2y + 1 – 1) = 119 ⇒ 9[(x2 – 2x + 1) – 1] + 16[(y2 – 2y + 1) – 1 = 119
9[(x – 1)2 – 1] + 16[(y – 1)2 – 1] = 119 ⇒ 9(x – 1)2 – 9 + 16(y – 1)2 – 16 = 119
9(x – 1)2 + 16(y – 1)2 – 25 = 119 ⇒ 9(x – 1)2 + 16(y – 1)2 = 144
Dividamos todos os termos por 144:
9(x – 1)2 16(y – 1)2 144 (x – 1)2 (y – 1)2
+
144
= ⇒ +
9
=1
144 144 16
(x – x0)2 (y – y0)2
 A equação obtida identifica-se com a equação + = 1, que representa uma elipse
de centro (x , y ) e semieixos a e b. a2 b2
0 0

\ A figura é uma elipse de centro (1, 1) e semieixos medindo 4 e 3.

c) Reescrevamos convenientemente:
x2 + y2 – 8x + 6y = 0 ⇒ (x2 – 8x) + (y2 – 6y) = 0
Formemos quadrados dentro dos parênteses:
(x2 – 8x + 16 – 16) + (y2 – 6y + 9 – 9) = 0 ⇒ [(x – 8x + 16) – 16] + [(y2 – 6y + 9) – 9] = 0
[(x – 4)2 – 16] + [(y – 3) – 9] = 0 ⇒ (x – 4)2 + (y – 3)2 = 25
A equação obtida identifica-se com a equação (x – a)2 + (y – b)2 = r2 que representa uma circunferência de
centro (a, b) e raio r.

\ A figura é uma circunferência de centro (4, 3) e raio 5.

Noções sobre cônicas


73
d) Reescrevendo a equação, temos:
x2 – 2x – y2 – 2y = 0 ⇒ (x2 – 2x) – (y2 + 2y) = 0
Formando quadrados dentro dos parênteses:
(x2 – 2x + 1 – 1) – (y2 + 2y + 1 – 1) = 0 ⇒ (x – 1)2 – (y + 1)2 = 0
(x – 1)2 = (y + 1)2 ⇒ x – 1 = ±(y + 1)
x–1=y+1⇒x–y–2=0
ou
x – 1 = – (y + 1) ⇒ x + y = 0

\ A equação representa o par de retas cujas equações são x + y = 0 e x – y – 2 = 0.

e) x2 é um número nulo ou, então, positivo. Assim como y2. Então, a soma desses números só será igual a
zero se ambos forem nulos.
\ A equação representa o ponto (0, 0).

f) A equação pode ser fatorada (diferença de quadrados) da seguinte forma:


x2 – y2 = 0 ⇒ (x + y) (x – y) = 0
Daí, temos que:
x + y = 0 ou x – y = 0

\ A equação representa um par de retas cujas equações são x + y = 0 e x – y = 0.

Exercícios de sala
34 Descreva a figura plana associada a cada equação a seguir:
a) x = 2 + 4 cos q (q ∈ ) b) x = 3 sen q (q ∈ ) c) x2 + y2 – 2x + 1 = 0 d) x2 + 4y2 + 25 = 0
y = 3 + 4 sen q y = 4 cos q

35 Descreva o Lugar Geométrico dos pontos P(x, y), tais que:


a) 4x2 + 32x – y + 65 = 0 b) x2 – y2 – 2x + 2y – 1 = 0 c) (x – y)2 = 1

1.7 Inequações associadas a cônicas

N
este tópico, analisaremos problemas de desigualdades (inequações), nas variáveis x e y, que só
podem ser resolvidos graficamente, pois apresentam infinitos pares ordenados (x, y) que as
verificam.

74 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


  Nesse sentido, apresentaremos um método genérico (válido para quaisquer desigualdades nas variáveis x
e y) para obter as soluções gráficas dessas desigualdades. No entanto concentraremos nos casos em que as
inequações são associadas a uma elipse, a uma hipérbole ou a uma parábola, visto que os casos das retas e
das circunferências já foram estudados.
De modo geral, demonstra-se que o gráfico da curva plana representativa da equação f(x, y) = 0 “deter-
mina” duas regiões planas distintas, sendo que uma contém os pontos (x, y), tais que f(x, y) > 0, e a outra
contém os pontos (x, y), tais que f(x, y) < 0.
Para obter a representação gráfica de cada uma dessas regiões planas, podemos proceder conforme o
processo a seguir:

1o passo:
Construímos o gráfico de f(x, y) = 0.

2o passo:
Tomamos um ponto P(xP , yP) qualquer de uma das regiões determinadas e obtemos o sinal para
f(xP , yP). Substituindo essas coordenadas na equação f(x, y) = 0, sempre que possível, escolheremos a
origem (0, 0), por comodidade. Assim fazendo, todos os pontos da região escolhida verificarão a mesma
desigualdade do ponto P(xP , yP).

3o passo:
Escolhemos a região conveniente.

Exercícios resolvidos
36 Resolva, graficamente, a inequação x2 < y.

Resolução:
x2 < y ⇒ x2 – y < 0
Temos, então, que f(x, y) = x2 – y. Para f(x, y) = 0, temos x2 – y = 0 e verificamos que o gráfico é de uma
parábola.
Destaquemos o ponto (0, –1) situado na região “abaixo” da parábola (Fig. 1).
Tomando o ponto destacado (0, –1), temos:
f(0, –1) = 02 – (–1) ⇒ f(0, –1) = 1
Como f(0, –1) é positivo (> 0), então todos os pontos abaixo da parábola verificam f(x, y) > 0, e os pon-
tos acima da parábola verificam f(x, y) < 0. Assim, a região procurada é composta pela reunião dos pontos
da parábola com os pontos “acima” dela (Fig. 2).
Fig. 1 y Fig. 2 y

x x
–1 –1

x2 – y2 > 1
37 Resolva, graficamente, o sistema de inequações x2 y2 .
+ <1
16 9
Resolução:
Inicialmente, façamos o seguinte:
De x2 – y2 > 1, resulta f(x, y) = x2 – y2 – 1
x2 y2 x2 y2
De + < 1, resulta g(x, y) = + –1
16 9 16 9

Noções sobre cônicas


75
A expressão f(x, y) = 0 é representada por uma hipérbole. Para f(0, 0), temos:
f(0, 0) = 02 – 02 – 1 ⇒ f(0, 0) < 0
Como f(0, 0) < 0, todos os pontos situados na mesma região de (0, 0) satisfazem a condição f(x, y) < 0.
Desse modo, os demais pontos satisfazem a condição f(x, y) > 0. Assim, a região procurada é a reunião da
hipérbole com as suas duas regiões convexas (Fig. 1).
A expressão g(x, y) = 0 é representada por uma elipse.
02 02
g(0, 0) = + – 1 ⇒ g(0, 0) < 0
16 9
Como g(0, 0) < 0, os pontos situados na mesma região de (0, 0) satisfazem a condição g(x, y) < 0.
Desse modo, os demais pontos satisfazem a condição g(x, y) > 0. Assim, a região procurada é a reunião da
elipse com o seu interior (Fig. 2).
A região determinada pelo sistema de inequações é composta pelos pontos de intersecção das solu-
ções parciais (Fig. 3).
Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3
y y y
+ –– –
– ++ + ++++
+ – +
+ – +
+ + +– – – – – – – – +
+
–+ ++
––
+– –+ +–– –++
+– –+ + – +
+ –– –
+ – – + + –
+ – –+
O + –– x O x
+–
+ – – + x O + ––
+ –
+– –+ ++ – –
+ –
+ + +– – – –
++ – –
+ – – + ++–
+++

+ – – + + + –+ –+
+ +– – – ++

Exercícios de sala
38 Resolva, graficamente, cada inequação a seguir:
x2 y2
a) + < 1 b) x2 – y2 > 16 c) y < x2 + 4 d) y2 < 2x
16 9

39 Resolva cada sistema de inequações a seguir:


x2 < y x2 + y2 < 1 y<x+2
a) b) 2 2 c)
y<x x –y >1 y2 – x2 < 1

76 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


Exercícios propostos
40 (ENEM) A figura representa a vista superior de uma bola de futebol americano, cuja forma é um elipsoide
obtido pela rotação de uma elipse em torno do eixo das abscissas. Os valores a e b são, respectivamente,
a metade do seu comprimento horizontal e a metade do seu comprimento vertical. Para essa bola, a dife-
rença entre os comprimentos horizontal e vertical é igual à metade do comprimento vertical.
y
b

–a a
0 x

–b
Considere que o volume aproximado dessa bola é dado por V = 4ab2.
O volume dessa bola, em função apenas de b, é dado por
a) 8b3 b) 6b3 c) 5b3 d) 4b3 e) 2b3

41 (UEM-PR) Baseado em conhecimentos sobre cônicas, assinale o que for correto.


01) Elipse é o lugar geométrico dos pontos equidistantes de dois pontos distintos fixos chamados focos.
02) A equação 4x2 – 9y2 – 25 = 0 determina uma hipérbole de focos no eixo x.
04) Seja r uma reta e P um ponto fora dela, ambos no mesmo plano. O lugar geométrico dos pontos equi-
distantes a r e a P será uma parábola.
08) A elipse de focos (–1, 0) e (1, 0), com seu eixo maior de extremidades em (–3, 0) e (3, 0), tem equação
x2 + y2 = 1.
9 8 2 y2
16) O eixo maior da elipse x + 36 = 1 tem extremidades (7, 0) e (–7, 0).
49
42 (UNIFOR-CE) O arco de uma pequena ponte tem a forma de uma semielipse com um vão horizontal de 8 m
e com 3 m de altura no centro.
A altura do arco (em metros) a 2 m à esquerda ou à direita do centro é de
a)  3 b)  3 c)  3 d)  3 e)  3 3
6 3 2 2

43 (UNIFOR-CE) Joahanes Kepler (1571-1630) determinou que as órbitas dos planetas do sistema solar não
são circunferências perfeitas, mas sim elípticas, tendo o sol em um dos focos, exceto por pequenas per-
turbações devido às influências de outros planetas no sistema solar. Assim posto, suponha que a órbita
elíptica de um planeta tem o comprimento do eixo maior de 500 milhões de quilômetros e a distância
entre os focos de 400 milhões de quilômetros.
A equação da órbita desse planeta é (em milhões de quilômetros):
2 y2 2 y2 2 y2
a)  x + 10 000 = 1    c)  x + 20 500 = 1    e)  x + 20 500 = 1
15 000 50 000 50 500
2 y 2 2 y2
b)  x + = 1    d)  x + =1
25 000 20 000 62 500 22 500

44 (UEM-PR) Considere um sistema cartesiano ortogonal de origem O = (0, 0). Um ponto nesse sistema é
representado por um par ordenado P = (x, y) , onde a coordenada x é chamada de abscissa e a coordenada
y, de ordenada. Assinale o que for correto.
01) A parábola de reta diretriz x = –2 e foco (2, 0) tem equação y2 = 2x.
02) A equação da elipse com centro na origem, extremidades do eixo maior nos pontos A1 = (–1, 0) e
A2 = (1, 0) e extremidades do eixo menor nos pontos B1 = 0, 1 e B2 = 0, – 1 , é x2 + 4y2 = 1.
2 2
2 y2
04) Os pontos F1 = (3, 0) e F2 = (–3, 0) são focos da elipse da equação x + 16 = 1.
25
08) A hipérbole de equação 4x2 – 25y2 = 100 tem seus focos sobre o eixo y.
2 y2
16) A excentricidade da elipse de equação x + 4 = 1 é e = 21 .
25 5

Noções sobre cônicas


77
45 (UNIMONTES-MG) Considere a e b dois números reais positivos. Se os pontos (2, 0) e (1, 2) pertencem à
x2 y2
elipse de equação + = 1, então essa elipse também pode ser representada pela equação
a2 b2
a) 4x2 + 3y2 = 16.    b) 3x2 + 4y2 = 16.    c) x2 + 3y2 = 16.    d) 4x2 + y2 = 16.

2
46 (USP) A parábola de equação y = 5 + 4x – x e a reta dada por y = –x + 11 interceptam-se em dois pontos
3 3
distintos A e B, sendo A = (a1, a2) e B = (b1, b2). O valor absoluto de b2 – a2 é igual a
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

47 (FGV) No plano cartesiano, há dois pontos R e S pertencentes à parábola de equação y = x2 e que estão
alinhados com os pontos A(0, 3) e B(4, 0).
A soma das abscissas dos pontos R e S é:
a) – 0,45 b) – 0,55 c) – 0,65 d) – 0,75 e) – 0,85

48 (MACKENZIE-SP) Dadas as cônicas de equações (I) x2 + y2 – 2x + 8y + 8 = 0 e (II) 4x2 + y2 – 8x + 8y + 16 = 0,


assinale a alternativa incorreta.
a) Os gráficos de (I) e (II) são, respectivamente, uma circunferência e uma elipse.
b) As duas cônicas têm centro no mesmo ponto.
c) As duas cônicas se interceptam em dois pontos distintos.
d) O gráfico da equação (I) é uma circunferência de raio 3.
e) O gráfico da equação (II) é uma elipse com centro C = (1, – 4).

49 (UEM-PR) Um aluno desenhou, em um plano cartesiano, duas cônicas (elipse ou hipérbole), uma de ex-
centricidade 0,8 e outra de excentricidade 2,4, tendo ambas como foco o par de pontos (–12, 0) e (12, 0) .
Assinale o que for correto.
01) A cônica de excentricidade 0,8 é uma hipérbole.
02) A cônica de excentricidade 2,4 passa pelo ponto (5, 0).
04) As cônicas descritas possuem quatro pontos em comum.
2 y2
08)  x + 81 = 1 é uma equação para a cônica de excentricidade 0,8.
225
16) A cônica de excentricidade 0,8 passa pelo ponto (0, 9).

2 2
y
50 (UNIMONTES-MG) Considere um ponto P(x, y) sobre a elipse de equação x + = 1. Sabe-se que P dista
3 5
2 de um dos focos da elipse. Então, é correto afirmar que a abscissa do ponto P deve obedecer à relação:
a) 4x2 + 36x + 45 = 0.    c) 4x2 + 36x – 45 = 0.
2
b) 4x – 36x – 45 = 0.       d) 4x2 – 36x + 45 = 0.

51 (UEM-PR) Sobre a cônica de equação x2 + 4y2 = 9, assinale o que for correto.


01) Trata-se de uma elipse.
02) A cônica intercepta o eixo das abscissas em (3, 0) e (–3, 0).
04) Se A e B são pontos da cônica que não são colineares com os focos D e E da cônica, os triângulos ADE
e BDE possuem o mesmo perímetro.
08) A circunferência centrada na origem e de raio 2 tangencia essa cônica.
16) O ponto 2 2, 1 pertence à cônica.
2

52 (UFPE) Para cada número real a, analise as proposições a seguir, referentes à representação geométrica da
equação x2 + ay2 + 2x – 2ay = 0 em um sistema de coordenadas cartesianas xOy.
00) Se a = 1, a equação representa uma circunferência.
01) Se a = 0, a equação representa uma reta.
02) Se a = 3, a equação representa uma hipérbole.
03) Se a = –2, a equação representa uma elipse.
04) Se a = –1, a equação representa a união de duas retas.

78 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 2


53 (UFRN) Um arquiteto projetou, para um salão de dimensões 22 m por 18 m, um teto de gesso em formato
de elipse com o eixo maior medindo 20 m e o eixo menor, 16 m, conforme ilustra a figura a seguir.

F1 F2
18 m

22 m
O aplicador do gesso afirmou que saberia desenhar a elipse, desde que o arquiteto informasse as posi-
ções dos focos.
Para orientar o aplicador do gesso, o arquiteto informou que, na direção do eixo maior, a distância entre
cada foco e a parede mais próxima é de
a) 3 m. b) 4 m. c) 5 m. d) 6 m.

54 (IFGO)
4
3
A B
2
1
C
–1 0 1 2 3 4 5 6 7
–1
A equação da elipse com focos em A e B que descreve o gráfico anterior é:
a) x2 + 2y2 – 6x – 8y = 9 c) x2 + 2y2 – 6x + 8Vy = –9 e) 2x2 + y2 – 8x – 6y = 9
2 2
b) x + 2y – 6x – 8y = –9 2 2
d) x + 2y + 6x – 8y = –9

55 (UEM-PR) Acerca dos lugares geométricos do plano cartesiano dados pelas equações x2 + y2 = 1 e x2 – y2 = 1,
assinale o que for correto.
01) A primeira equação representa uma parábola.
02) A segunda equação representa uma hipérbole.
04) Os pontos de interseção dessas curvas pertencem ao eixo das ordenadas.
08) Os focos da cônica dada pela equação x2 – y2 = 1 pertencem ao eixo das abscissas.
16) A reta de equação x – y + 2 = 0 tangencia a curva dada por x2 + y2 = 1.
2 y2 2 y2
56 (UEPB) Sendo e1 e e2 as respectivas excentricidades das elipses de equações x + 4 = 1 e x + 16 = 1, o
25 25
quociente entre e1 e e2 é:
a)  21 b)  21 c)  21 d)  21 e)  21
5 3 15 45

57 (UEL-PR) Determine a equação da circunferência centrada no vértice da parábola y = x2 – 6x + 8 e que


passa pelos pontos em que a parábola corta o eixo x.
a) (x – 2)2 + (y − 4)2 = 4     c) (x – 1)2 + (y – 3)2 = 9    e) (x – 2)2 + (y – 3)2 = 4
b) (x – 3)2 + (y + 1)2 = 2     d) (x + 1)2 + (y – 3)2 = 2

58 (UFG-GO) No plano cartesiano, a curva de equação y = x2 – 2x + 1 intercepta o círculo de raio 1 e centro
(1, 1) em três pontos, A, B e C. Então, a área do triângulo ABC é:
a) 0,5 b) 1 c) 1,5 d) 2 e) 2,5

59 (FGV) A equação de uma hipérbole equilátera cujas assíntotas são paralelas aos eixos x e y pode ser expressa na
forma: (x−h) (y−k) = C, em que (k, h) é o centro da hipérbole, e as retas x = h e y = k são as assíntotas.
As assíntotas vertical e horizontal da hipérbole de equação xy + x − 3y − 2 = 0 são, respectivamente:
a) x = −1 e y = 3  b) x = −3 e y = −1  c) x = 3 e y = −1  d) x = −3 e y = 1  e) x = 3 e y = 1

60 (UNIMONTES-MG) As cônicas representadas pelas equações x2 + 2y2 = 1 e x2 + y2 = 2


a) interceptam-se em dois pontos. c) interceptam-se em quatro pontos.
b) não se interceptam. d) interceptam-se em três pontos.

Noções sobre cônicas


79
61 (FGV) Na parte sombreada da figura, as extremidades dos segmentos de reta paralelos ao eixo y são pon-
tos das representações gráficas das funções definidas por f(x) = x2 e g(x) = x + 6, conforme indicado.
y
f g

0 x

A medida do comprimento do maior desses segmentos localizado na região indicada na figura é


a) 6. b) 6,25. c) 6,5. d) 6,75. e) 7.

Exercícios de aprofundamento
62 (IME-RJ) Considere uma haste AB de comprimento 10 m. Seja um ponto P localizado nesta haste a 7 m da
extremidade A. A posição inicial desta haste é horizontal sobre o semieixo x positivo, com a extremidade
A localizada na origem do plano cartesiano. A haste se desloca de forma que a extremidade A percorra o
eixo y, no sentido positivo, e a extremidade B percorra o eixo x, no sentido negativo, até que a extremida-
de B esteja sobre a origem do plano cartesiano. A equação do lugar geométrico, no primeiro quadrante,
traçado pelo ponto P ao ocorrer o deslocamento descrito é
a) 49x2 + 9y2 – 280x + 120y – 441 = 0  c) 9x2 + 49y2 – 441 = 0 e) 9x2 – 49y2 – 441 = 0
2 2 2 2
b) 49x – 406x – 49y + 441 = 0     d) 9x + 9y + 120y – 441 = 0

63 (ITA-SP) Considere as afirmações a seguir:
I) O lugar geométrico do ponto médio de um segmento AB, com comprimento l fixado, cujos extremos se
deslocam livremente sobre os eixos coordenados é uma circunferência.
II) O lugar geométrico dos pontos (x; y) tais que 6x3 + x2y – xy2 – 4x2 – 2xy = 0 é um conjunto finito no plano
cartesiano R2.
III) Os pontos (2; 3), (4; –1) e (3; 1) pertencem a uma circunferência.
Destas, é (são) verdadeira(s)
a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) I e II. e) I e III.

64 (IME-RJ) A equação da reta tangente à curva de equação x2 + 4y2 – 100 = 0 no ponto P(8, 3) é:
a) 2x + 3y – 25 = 0  b) x + y – 11 = 0  c) 3x – 2y – 18 = 0  d) x + 2y – 14 = 0  e) 3x + 2y – 30 = 0

65 (IME-RJ) Os triângulos ABC e DEF são equiláteros com lados iguais a m. A área da figura FHCG é igual à
metade da área da figura ABHFG. Determine a equação da elipse de centro na origem e eixos formados
pelos segmentos FC e GH.
A y D

G
F C
x
H

B E

a) 48x2 + 36y2 – 2m2 = 0   c) 16x2 + 48y2 – 3m2 = 0    e) 16x2 – 24y2 – m2 = 0
b) 8x2 + 16y2 – 3 m2 = 0    d) 8x2 + 24y2 – m2 = 0

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