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Jacob Palis

Euclides Roxo

David Hilbert

George F. B. Riemann

George Boole

Niels Henrik Abel

Karl Friedrich Gauss

René Descartes

Gottfried Wilhelm von Leibniz

Nicolaus Bernoulli II

213
Sumário do Volume
Matemática

Geometria Plana..............................................................................................................217
1. Noções primitivas e conceitos básicos................................................................................... 217
1.1 Introdução................................................................................................................................. 217
1.2 Conceitos primitivos.................................................................................................................. 217
1.3 A reta e suas partes................................................................................................................... 218
1.4 O plano e suas partes................................................................................................................ 221
1.5 Figuras planas............................................................................................................................ 221
1.6 Retas no plano........................................................................................................................... 224
1.7 Transformação isométrica no plano.......................................................................................... 226
2. Noções sobre triângulos....................................................................................................... 236
2.1 Introdução................................................................................................................................ 236
2.2 Definição................................................................................................................................... 236
2.3 Classificação.............................................................................................................................. 236
2.4 Congruência de triângulos......................................................................................................... 238
2.5 Desigualdade angular num triângulo.................................................................................. 241
2.6 Condição de existência de um triângulo................................................................................... 242
2.7 Semelhança de triângulos......................................................................................................... 248
2.8 Relações métricas no triângulo retângulo................................................................................ 251
2.9 Relações métricas num triângulo qualquer............................................................................... 261
3. Noções sobre quadriláteros.................................................................................................. 272
3.1 Introdução................................................................................................................................ 272
3.2 Definição................................................................................................................................... 272
3.3 Soma dos ângulos internos....................................................................................................... 272
3.4 Quadriláteros notáveis.............................................................................................................. 272
4. Noções gerais sobre polígonos.............................................................................................. 282
4.1 Introdução................................................................................................................................ 282
4.2 Definição................................................................................................................................... 282
4.3 Polígono regular........................................................................................................................ 284
4.4 Polígonos semelhantes.............................................................................................................. 289

214 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Sumário Completo
Volume 1
Geometria Plana
• Noções básicas e conceitos primitivos
• Noções gerais sobre triângulos
• Noções gerais sobre quadriláteros
• Noções gerais sobre polígonos

Volume 2
Geometria Plana
• Noções sobre circunferência e círculo
• Pontos notáveis de um triângulo
• Áreas das principais figuras planas


215
216 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1
Cap.

1
Geometria Plana

Noções primitivas e
conceitos básicos
1.1 Introdução

A
Geometria Elementar, também chamada Geometria Euclidiana, pode ser dividida em Geometria
Plana e Geometria Espacial. Neste capítulo, estudaremos a Geometria Plana, que se refere ao
estudo das figuras planas.

1.2 Conceitos primitivos

O
estudo que faremos fundamenta-se em três conceitos primitivos, os quais não são definidos.
São primitivos os conceitos de ponto, reta e plano.
Um ponto não tem dimensão, isto é, não tem comprimento, nem largura, nem espessura.
É, geralmente, representado por uma letra maiúscula do nosso alfabeto (Fig. 1). Uma reta, em
termos de dimensão, apresenta apenas comprimento, que, aliás, é infinito em seus dois sentidos. É, geral-
mente, representada por uma letra minúscula do nosso alfabeto (Fig. 2). Os pontos que pertencem a uma
mesma reta são ditos colineares (Fig. 3). Um plano não tem espessura, no entanto é infinito em todas as
direções de sua superfície. É, geralmente, representado por uma letra minúscula do alfabeto grego. (Fig. 4)
Os pontos e as retas contidas num mesmo plano são ditos coplanares (Fig. 5). Uma figura cujos pontos
não pertencem, todos, a um mesmo plano, é chamada de figura não plana ou figura espacial. (Fig. 6)

Fig. 1 Fig. 2
r
A

Fig. 3 Fig. 4
D
C
B
A α

Fig. 5 Fig. 6
r
B
α A

Estudaremos, aqui, as figuras planas, que são conjuntos de pontos de um plano.


No estudo de Geometria, são muito comuns dois tipos de proposições, a saber:
1o: Postulado
É toda proposição (afirmação) verdadeira aceita sem demonstração.

2o: Teorema
É toda proposição verdadeira aceita mediante demonstração.
As demonstrações dos teoremas serão apresentadas em links indicados.

Noções primitivas e conceitos básicos


217
1.3 A reta e suas partes

E
mbora não possa ser definida (por ser um conceito primitivo), a reta pode ser determinada e, tam-
bém, subdividida por meio de seus pontos.

 Postulado da determinação de reta

Dados dois pontos distintos, existe uma e somente uma reta que os contém. Isso significa que, por dois
pontos distintos A e B (Fig. 1), é possível conduzir uma única reta r (Fig. 2).

Fig. 1 Fig.
Fig.
22
B r
B B r

A
A A
reta r ou reta AB

 Semirreta

Qualquer ponto O de uma reta r (Fig. 1) a divide em duas partes, as quais são chamadas de semirretas
com origem nesse ponto (Fig. 2). Esse fato é conhecido como postulado da separação dos pontos de uma
reta.

Fig. 1 r Fig. 2 r
a OA
e m irret A
O s
B
i r reta O O
sem
B

 Segmento de reta

Se considerarmos dois pontos distintos A e B de uma reta r, dizemos que eles são extremidades de um
segmento de reta AB (Fig. 1), sendo r a reta suporte desse segmento.
A medida de um segmento AB indicada por AB ou por med(AB) é a distância, tomada em uma
certa unidade, entre as extremidades A e B do segmento, de modo que dois segmentos que têm medidas
iguais (=) são ditos congruentes (≡).
Dois segmentos contidos numa mesma reta são ditos colineares, podendo ser consecutivos, caso te-
nham uma extremidade comum (Fig. 2) ou não (Fig. 3). Dois segmentos consecutivos que não têm pontos
internos em comum são ditos adjacentes, podendo ser colineares (Fig. 4) ou não (Fig. 5).
Ponto médio de um segmento de reta é o ponto desse segmento que o divide em dois outros segmentos
congruentes entre si (Fig. 6).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


r C r r
B B
B
C D
A A A

AB e AC, AB e BC, AC e BC AB e CD

218 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Fig. 4 Fig. 5 Fig. 6
C r B B
B
M
A A C A

AB e BC AB e BC AM = MB

Exercícios resolvidos
1 Considere os pontos colineares A, B e C, tais que AB = 35 cm e BC = 15 cm. Calcule a medida de AC .

Resolução
Sendo x a medida de AC , temos dois casos a considerar:
1o caso: AB e BC não têm pontos internos em comum (Fig. 1).
2o caso: AB e BC têm pontos internos em comum (Fig. 2).

Fig. 1 35 15 Fig. 2 x 15
A C A C B
B
x 35
No 1o caso: x = 35 + 15 ⇒ x = 50 cm        No 2o caso: x = 35 – 15 ⇒ x = 20 cm

∴ As possíveis medidas são 50 cm e 20 cm.

2 Considere os pontos A, B e C, alinhados, de modo que AC = BC e C seja interno a AB . Se AC = K . AB,


calcule o valor de K. AB AC

Resolução:

Seja x a medida de AB e y a medida de AC (Fig. 1). Então, a medida de BC será x – y (Fig. 2).
Fig. 1 x Fig. 2 x-y
A C B A C B

y = x – y ⇒ y2 = x2 – xy
x y
y + xy – x2 = 0 ⇒ y2 + xy2 – x2 = 0
2 2
2
x x x
y 2
+ y –1 = 0 ⇒ y = –1 ± 1 + 4
x x x 2

y = –1 ± 5 ⇒ y = 5 –1
x 2 x 2

AC = 5 –1 ⇒ AC = 5 –1 · AB
AB 2 2

∴ k = 5 –1
2

Noções primitivas e conceitos básicos


219
Exercícios de sala

3 Sabe-se que P, Q e R são três pontos distintos de uma reta. Se PQ é igual ao triplo de QR e PR = 32 cm,
determine as medidas dos segmentos PQ e QR, respectivamente.

4 Seja AB um segmento de reta que mede 20 cm e M o seu ponto médio. Consideremos um ponto P entre
os pontos M e B, tal que PB mede 4 cm. Calcule a medida de MP.

5 Dizemos que dois segmentos de reta são comensuráveis quando há um segmento que os divide simulta-
neamente em quantidades inteiras de partes. Isso equivale a dizer que o quociente entre suas medidas
resulta em um número racional. Além disso, se dois segmentos não são comensuráveis, eles são ditos
incomensuráveis.
Nessas condições, classifique os pares de segmentos de medidas AB e CD a seguir:
a) AB = 20 cm e CD = 8 cm b) AB = 12 5 cm e CD = 9 cm

6 Considere um segmento AB (Fig. 1) e um de seus pontos M, tal que AM > MB e AM = MB (Fig. 2).
AB AM
Fig. 1 Fig. 2
M
A B A B

Nessas condições, dizemos que AM é o segmento áureo de AB e que AM divide AB na razão áurea.
Diante disso:
a) obtenha AM em função de AB .   b) classifique os segmentos AM e AB quanto à comensurabilidade.

220 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


1.4 O plano e suas partes

E
mbora não possa ser definido, um plano pode ser determinado e subdivido por meio de seus pon-
tos.

 Postulado da determinação de um plano

Dados três pontos desalinhados, existe um único plano que os contém. Isso significa que, por três
pontos desalinhados A, B e C, é possível conduzir um único plano a (Fig. 2).

Fig. 1 B Fig. 2
B
A C A C
α
Plano α ou Plano (A, B, C)

 Semi-plano

Qualquer reta r de um plano a (Fig. 1) o divide em duas partes, as quais são chamadas de semiplanos
com origem nessa reta (Fig. 2). Esse fato é conhecido como postulado da separação dos pontos de um
plano.

Fig. 1 r Fig. 2 semiplano (r, A) r


B

α α A
semiplano (r, B)

1.5 Figuras planas

C
omo já foi dito, uma figura é plana quando todos os seus pontos pertencem a um mesmo plano.
Já estudamos as figuras planas retilíneas (retas, semirretas e segmentos de reta). No entanto
existem as figuras planas curvilíneas (Fig. 1), poligonais (Fig. 2) e mistilíneas (Fig. 3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3

Figuras curvilíneas abertas Figuras poligonais abertas Figuras mistilíneas abertas

Figuras curvilíneas fechadas Figuras poligonais fechadas Figuras mistilíneas fechadas

Daremos maior ênfase às figuras fechadas. As figuras poligonais fechadas são também conhecidas
como polígonos.
Uma figura fechada delimita uma região plana a qual pode ser convexa, caso quaisquer dois pontos des-
sa região determinem um segmento nela contido (Fig. 1). Se isso não se verificar, a região delimitada será
dita côncava (Fig. 2).

Noções primitivas e conceitos básicos


221
Fig. 1 Fig. 2

Regiões convexas Regiões côncavas


A grandeza que quantifica a superfície dessas regiões é denominada área da figura. Esse assunto será
abordado oportunamente.

 Ângulo

Ângulo é a região do plano limitada por duas semirretas de mesma origem. A origem comum é denomi-
nada vértice, e as semirretas são denominadas lados do ângulo. Construindo a figura relativa a essa
definição, podemos visualizar um ângulo convexo (Fig. 1) e um ângulo côncavo (Fig. 2).
Se nada for mencionado em contrário, consideraremos o ângulo convexo.
Se os lados do ângulo coincidirem, o ângulo é nulo (Fig. 3), e se forem opostos, o ângulo é raso (Fig. 4).
Dois ângulos que apresentam um lado em comum são ditos consecutivos (Fig. 5); e, se além disso não
apresentarem pontos internos em comum, são ditos adjacentes (Fig. 6).
A medida de um ângulo representa a abertura existente entre seus lados, de modo que dois ângulos de
medidas iguais (=) são ditos congruentes (≡).
A bissetriz de um ângulo é a semirreta que tem origem no vértice do ângulo, dividindo-o internamente
em dois ângulos de medidas iguais (Fig. 7).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


A A
O A B

O O Fig. 4
A B
B B O

Fig. 5 Fig. 6 Fig. 7


A A A
B B Bissetriz
C

C C B
O O O
AÔB e BÔC, AÔB e AÔC, AÔC e BÔC AÔB e BÔC AÔC = BÔC

 Unidades de medida de ângulo e classificação

As três unidades de medida de ângulo mais importantes são o grau, o radiano e o grado. A princípio,
daremos ênfase apenas ao grau ( ° ), que pode ser definido como sendo a centésima octagésima parte de
um ângulo raso.
É importante citarmos os submúltiplos do grau, que são o minuto (’) e o segundo (’’), sendo que: um
minuto (1’) é igual a 1 do grau e um segundo (1”) é igual a 1 do minuto.
60 60

1’ = 1 ⇒ 1o = 60’       1’’ = 1’ ⇒ 1’ = 60’’


o

60 60

222 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Desse modo, um ângulo raso mede 180° (Fig. 1), um ângulo nulo mede 0° (Fig. 2), um ângulo reto
mede 90° e é representado pelo símbolo (Fig. 3), um ângulo agudo tem medida situada entre 0° e 90°
(Fig. 4) e um ângulo obtuso tem medida situada entre 90° e 180° (Fig. 5).

Fig. 1 Fig. 3 B
A B
O
AÔB = 180°
Fig. 2
O A=B A
O
AÔB = 0° AÔB = 90°
Fig. 4 A Fig. 5 A

B
O B O
0° < AÔB < 90° 90° < AÔB < 180°

Dois ângulos cuja soma das medidas é igual a 90o são ditos complementares. Desse modo, o comple-
mento de uma ângulo é o que lhe falta para compor um ângulo reto. Então, o complemento (C) de um
ângulo de medida a é C = 90° – a.

Exemplos:

• 30° e 60° • 75° e 15° • 85° e 5°

Dois ângulos cuja soma das medidas é igual a 180° são ditos suplementares. Desse modo, o suplemento
de um ângulo é o que lhe falta para compor um ângulo raso. Então, o suplemento (S) de um ângulo de
medida a é S = 180° – a.

Exemplos:

• 10° e 170° • 85° e 95° • 110° e 70°

Exercícios resolvidos
7 Efetue as seguintes operações:
a) 120o 15'30'' + 30o 12'40'' b) 180o – 53o 30'42''

Resolução:
a) b) 180o = 179o60' ⇒ 180o = 179o59'60''

120o15'30'' 179o59'60''
+ 30o12'40'' _ 53o30'42''
 150o27'70''   126o29'18''

Notemos que 70'' > 60'' ⇒ 70" = 1'10'' ∴ 180o – 53o30'42'' = 126o 29'18''

∴ 120o15'30'' + 30o12'40'' = 150o28''10''

Noções primitivas e conceitos básicos


223
8 Obtenha a medida de um ângulo de modo que ela seja igual à:
a) metade da medida de seu complemento. b) medida do complemento de sua metade.

Resolução:

Seja a a medida do ângulo procurado. Então, a medida de seu complemento é 90° – a, e a do comple-
mento de sua metade é 90o – a . Assim
2
a) a = 1 (90° – a) ⇒ 2a = 90o –a b) a = 90o – a ⇒ a + a = 90o
2 2 2
3a = 90o ⇒ a = 30o 2a + a = 90o ⇒ a = 60o
2
∴ O ângulo mede 30o. ∴ O ângulo mede 60o.

1.6 Retas no plano

D
uas retas coplanares (contidas num mesmo plano) e distintas podem ocupar duas posições rela-
tivas:

1a: Retas concorrentes


Duas retas que tenham um único ponto em comum são chamadas de retas concorrentes. Indicamos
isso com r s (Fig. 1). Duas retas concorrentes formam entre si dois pares de ângulos opostos pelo vértice
(Fig. 2).
Particularmente, se os ângulos entre as retas for de 90°, as retas são ditas perpendiculares. Indicamos
isso por r s (Fig. 3). A reta perpendicular a um segmento, conduzida pelo seu ponto médio, é a media-
triz desse segmento (Fig. 4).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 r Fig. 4 r


r r
γ
α β A B
s M
A
θ
s s
r∩s = {A} ⇒ rxs r s r é a meidatriz de AB

Demonstra-se que dois ângulos opostos pelo vértice são congruentes.

Navegar é preciso
http://

Ao leitor interessado nessa demonstração, recomendamos acessar o link: http://cnec.lk/07sw

2a: Retas paralelas


Duas retas coplanares que não tenham ponto em comum são chamadas de retas paralelas distintas.
Indicamos isso por r//s (Fig. 1). Muitos autores consideram que duas retas coplanares que tenham todos
os seus pontos em comum sejam chamadas de retas paralelas coincidentes (Fig. 2). No entanto isso só traz
complicações desnecessárias e não será dada ênfase a esse caso.
Uma das proposições mais importantes da Geometria Euclidiana é o Postulado de Euclides (300 a.C.),
que pode ser assim enunciado:
Por um ponto P fora de uma reta r, passa uma única reta s paralela a r (Fig. 3).

224 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3
P s
r=s
r s α α r
r ⊂ α , s ⊂ α , r ∩ s = ∅ ⇒ r // s

A unicidade da reta paralela a uma reta dada, citada no Postulado de Euclides (conhecido como postu-
lado das paralelas), caracteriza a geometria que desenvolvemos (Geometria Euclidiana).

 Distâncias

Considerando pontos e retas, são três as distâncias a serem definidas:

1a: Distância entre dois pontos distintos

A distância entre dois pontos distintos é a medida do segmento determinado por eles (Fig. 1)

2a: Distância de ponto a reta

A distância d de um ponto P a uma reta s é dada pela medida do segmento perpendicular com uma
extremidade em P e a outra em s. (Fig. 2)

3a: Distância entre retas paralelas distintas

A distância d entre duas retas paralelas, r e s, é dada pela distância de um ponto P de uma delas até a
outra. (Fig. 3)

Fig. 1 Fig. 2 P Fig. 3 P r


B
, B) d (P,s) d (r,s)
d (A
A s s
P’ P’
d (A, B) = AB d = PP’ d = PP’

Notas:
Se o ponto pertencer à reta, a distância entre ele e a reta é nula (igual a zero).
A distância entre duas retas concorrentes é nula.

 Simetria em relação a uma reta

Dizemos que dois pontos são simétricos em relação a uma reta quando essa reta é a mediatriz do seg-
mento com extremidades nesses pontos (Fig. 1). Dizemos ainda que duas figuras são simétricas em relação
a uma reta quando os pontos de uma forem simétricos dos pontos da outra em relação a essa reta (Fig. 2 e
Fig. 3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


r A A’ A E r E’ A’
P M

M B B’
B B’
N C C’
P’ D D’

Noções primitivas e conceitos básicos


225
1.7 Transformação isométrica no plano

D
izemos que uma figura sofre uma transformação isométrica quando ocorre apenas uma mudan-
ça posicional da figura, mantendo as medidas lineares e angulares.
Basicamente, são três as transformações isométricas (ou isometrias).

1a: Translação:
Transladar uma figura implica em deslocá-la segundo uma direção, um sentido e uma amplitu-
de, ou seja, segundo um vetor dado. Desse modo, a translação de um ponto P resulta em um ponto P'
(Fig. 1), a translação de um segmento de reta AB resulta em um segmento de reta A'B' congruente a AB
(Fig. 2) e a translação de uma figura f resulta em uma figura f' congruente a f (Fig. 3).

Fig. 1 P’ Fig. 2 O Fig. 3 A O


B
V V
B’ A’
V D
P ƒ C
A D’
B C’
ƒ’
O A’ B’ ≡ AB A’ ƒ’ ≡ ƒ B’

2a: Rotação:
Rotacionar uma figura implica em deslocá-la segundo um ângulo dado, um sentido dado e um centro
de rotação dado. O centro de rotação é um ponto do plano; desse modo, a rotação de um ponto P resulta
em um ponto P' (Fig. 1), a rotação de um segmento de reta AB resulta em um segmento de reta A'B' con-
gruente a AB (Fig. 2) e a rotação de uma figura f resulta em uma figura f' congruente a f (Fig. 3).

Fig. 1 P Fig. 2 A’ Fig. 3 B


A C ƒ
α B A
O α α
B’
α A’ α
P’ O B’ ƒ’
α
α O
C’

3a: Reflexão
Refletir uma figura em relação a um eixo de reflexão (que é uma reta) implica em deslocá-la de modo
que cada um de seus pontos passe a ocupar a posição de seu simétrico em relação ao citado eixo. Desse
modo, considerando um eixo de reflexão, o reflexo de um ponto P é um ponto P' (Fig. 1), o reflexo de um
segmento AB é um segmento A'B' congruente a AB (Fig. 2) e o reflexo de uma figura f é uma figura f'
congruente a f (Fig. 3).

r r r
A A’ A A’

P P’ D D’
B ƒ ƒ’ B’
B B’ C C’

Podem ocorrer combinações de duas ou mais transformações.

226 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Saiba mais

Pesquise sobre Escher e suas figuras.

Exercícios de sala
9 Considere os pares de figuras fi e f'i a seguir:

A’ ƒ3 A
Aƒ B A B D’ E’
1 ƒ2 A ƒ’2 A’ ƒ4
ƒ’3 FC ƒ’4
ƒ’1 C D A’ B’
D’ B’ G B B’ G’
C’ F’
F E
C B C’ B’ C’ D’
D C E D
C’ F’ E’ A’

Sabendo que f'i é a imagem de fi obtida por meio de transformações isométricas, indique, em cada
caso, essa(s) transformação(ões).

10 Exitem figuras planas que podem ser divididas, por meio de uma reta, a qual é chamada de eixo de sime-
tria, em duas partes simétricas. Observe as figuras fi, com 1 < i < 10, a seguir:

ƒ1 ƒ2 ƒ3 ƒ4 ƒ5

ƒ6 ƒ8 ƒ10
ƒ7 ƒ9
ƒ7

Quantos são os eixos de simetria que podem ser sugeridos para cada uma?

Noções primitivas e conceitos básicos


227
11 Considere cada figura fi a seguir, para as quais as retas são eixos de simetria (ou eixos de reflexão)

r ƒ2 r ƒ3 r ƒ4 r
A ƒ1

a) Obtenha, na malha quadriculada, a figura f' simétrica de f em relação a r.


b) Considere a composição das figuras f e f' e indique a quantidade de eixos de simetria dessa composi-
ção.

 Ângulos entre duas paralelas e uma transversal


Sejam r e s duas retas paralelas (Fig. 1) e t uma reta transversal, determinando os ângulos assinalados
(Fig. 2):
Fig. 1 Fig. 2 b t
Região externa r a r
c
d
Região interna

f e
s s
Região externa g
h

Os ângulos assinalados são definidos convenientemente aos pares da seguinte forma:

1o: Alternos internos
São os situados em lados opostos da transversal, ambos na região interna. No caso, (c; e) e (d; f).

2o: Alternos externos
São os situados em lados opostos da transversal, ambos na região externa. No caso, (a; g) e (b; h).

3o: Colaterais internos


São os situados do mesmo lado da transversal, ambos na região interna. No caso, (d; e) e (c; f).

4o: Colaterais externos


São os situados do mesmo lado da transversal, ambos na região externa. No caso, (a; h) e (b; g).

5o: Correspondentes
São os situados um na região interna e outro na externa, ambos de um mesmo lado da transversal. No
caso, (a; e), (b; f), (d; h) e (c; g).

Aplicando convenientemente uma translação ao conjunto das retas r e t, até que r coincida com s,
notaremos que os pares de ângulos correspondentes são congruentes, os pares de ângulos alternos são
convenientemente congruentes e os pares de ângulos colaterais são convenientemente suplementares. No
caso, temos:
a= e, b =f, d = h e c = g (correspondentes)
a = g e b = h (alternos externos)
c = e e d = f (alternos internos)
a + h = 180o e b + g = 180o (colaterais externos)
d + e = 180o e c + f = 180 (colaterais internos)

228 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Exercícios resolvidos

12 Em cada caso a seguir, obtenha as medidas a e b dos ângulos assinalados, considerando que r // s.

a) b)
t
r r
α
α

β s 98° β
s
130°

Resolução:
a) a e b são alternos internos, o que indica que a = b.
130° e b são suplementares adjacentes, o que indica que 130° + b = 180°.
Assim:
b = 180° – 130° ⇒ b = 50°
\ a = b = 50o

b) Vamos construir, por meio de uma translação, uma reta u paralela às retas r e s (Fig. 1) dividindo o ân-
gulo de 90° em duas partes q e 90° – q (Fig. 2)

Fig. 1 Fig. 2
r r
α α
u u 90° - θ
θ
98° β 98° β
s s

98° + b = 180o ⇒ (suplementares adjacentes) b = 82°


q = b (alternos internos em relação a u e s) ⇒ q = 82°

a + (90° – q) = 180° (colaterais internos em relação a u e s) ⇒ a + (90° – 82°) = 180°


a + 8o = 180o ⇒ a = 172°
∴ a = 172° e b = 82°

Exercícios de sala
13 Classifique cada proposição a seguir em verdadeira (V) ou falsa (F).
a) Os ângulos de medida 10°, 20° e 60° são complementares ( ).
b) Se os ângulos de medida 30° e (30° + a) são suplementares, então a mede 150°( ).
c) O complemento de 35°20’30” é 54°39’20”( ).
d) O suplemento de 70’00’25” é 109°59’35”( ).
e) O suplemento da metade de um ângulo de medida x mede 180o – x ( ).
2
f) A metade do suplemento de um ângulo de medida x mede 90o – x ( )
2
g) Duas retas coplanares que não se intersectam são paralelas( ).
h) Dois segmentos de reta coplanares que não se intersectam são paralelos( ).
i) Toda reta que passa pelo ponto médio de um segmento é, certamente, sua mediatriz( ).

Noções primitivas e conceitos básicos


229
j) Se duas retas são perpendiculares, então, no plano que as contém, qualquer reta perpendicular a uma
será perpendicular à outra( ).
k) Dois segmentos de reta contidos em retas concorrentes são concorrentes( ).
l) Dois segmentos de reta contidos em retas paralelas distintas são paralelos( ).
m) Ângulos opostos pelo vértice têm seus lados contidos em retas concorrentes( ).

14 Dado um ângulo de medida x, indique a expressão que fornece:


a) o dobro do seu suplemento; c) a sétima parte do seu complemento;
b) o suplemento do seu triplo; d) o complemento da sua terça parte.

15 Resolva as seguintes operações:


a) 17o 20'42'' + 12o30'28'' b) 37o 42'17'' – 20o12'10'' c) 80o – 40'18'25''

16 O suplemento do triplo de um ângulo tem medida igual à metade do complemento desse ângulo. Qual é
a medida desse ângulo?

17 Em cada caso a seguir, as retas r e s são paralelas. Calcule as medidas dos ângulos indicados por a, b e g
a) b)
a b 80° c
α
γ r 50° r
120°

β β γ
60° α
s s

230 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


18 Nas figuras a seguir, os segmentos AE e CF são paralelos entre si. Obtenha, em cada caso, a medida do
ângulo agudo de vértice B.
a) b) c)
A C C
E 35° F 50° F 30°
D 68°
B B B
140°
38° E 50° E
C
F A A

19 De um ponto O de um plano, traçam-se três semirretas que determinam três ângulos que cobrem todo o
plano. Se as medidas desses ângulos são proporcionais a 2, 3 e 4, calcule a medida do menor deles.

20 Dois ângulos consecutivos medem 20o e 60o. Qual a medida do ângulo formado por suas bissetrizes nos
casos em que
a) os ângulos são adjacentes. b) os ângulos não são adjacentes.

21 As bissetrizes de dois ângulos adjacentes formam um ângulo de 38o. Um dos ângulos mede 41o. Calcular
a medida do outro.

Noções primitivas e conceitos básicos


231
Exercícios propostos

22 (ENEM) Simetrias são encontradas, frequentemente, em nosso dia a dia. Elas estão nas asas de uma bor-
boleta, nas pétalas de uma flor ou em uma concha do mar. Em linguagem informal, uma figura no plano
é simétrica quando for possível dobrá-la em duas partes, de modo que essas partes coincidam completa-
mente.
De acordo com a descrição acima, qual das figuras a seguir é simétrica?
a)            b)       c)       d)       e)

       

23 (ENEM) Um decorador utilizou um único tipo de transformação geométrica para compor pares de cerâmi-
cas em uma parede. Uma das composições está representada pelas cerâmicas indicadas por I e II.

I II III

Utilizando a mesma transformação, qual é a figura que compõe par com a cerâmica indicada por III?
a)        b)        c)        d)        e)

                     

24 (ENEM)

Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br. Acesso em: 28 abr. 2010.


O polígono que dá forma a essa calçada é invariante por rotações, em torno de seu centro, de
a) 45°. b) 60°. c) 90° d) 120°. e) 180°.

25 (ENEM) Um programa de edição de imagens possibilita transformar figuras em outras mais complexas.
Deseja-se construir uma nova figura a partir da original. A nova figura deve apresentar simetria em relação
ao ponto O.

Figura original O

A imagem que representa a nova figura é:

232 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


a)        b)       c)       d)        e)

F
O O i O
O O

    g    
u
r
a
26 (ENEM) As figuras a seguir exibem um trecho de um quebra-cabeças que está sendo montado. Observe
que as peças são quadradas e há 8 peças no tabuleiro da A figura A e 8 peças no tabuleiro da figura B. As
peças são retiradas do tabuleiro da figura B e colocadas no tabuleiro da figura A na posição correta, isto é,
de modo a completar os desenhos.

F F
i i
g g
u u
r r
a a

A B

Peça 1 Peça 2

F Disponível em: http://pt.eternityii.com. Acesso em: 14 jul. 2009.
i
É possível preencher g corretamente o espaço indicado pela seta no tabuleiro da figura A colocando a
peça u
a) 1 após girá-la 90° no
r sentido horário. d) 2 após girá-la 180° no sentido horário.
b) 1 após girá-la 180° ano sentido anti-horário. e) 2 após girá-la 270° no sentido anti-horário.
c) 2 após girá-la 90° no sentido anti-horário.
B
27 (FUVEST) No segmento AC , toma-se um ponto B de forma que AB = 2 BC . Então, o valor de BC é:
AC AB AB
Peça 1 Peça 2
a) 1 .     b) 3 – 1 .     c) 5 – 1.     d) 5 – 1 .     e) 5 – 1 .
2 2 2 3

28 (UERJ) O segmento XY, indicado na reta numérica abaixo, está dividido em dez segmentos congruentes
pelos pontos A, B, C, D, E, F, G, H e I.

A B C D E F G H I
X Y

Admita que X e Y representem, respectivamente, os números 1 e 3 .
6 2
O ponto D representa o seguinte número:
a)  1 b)  8 c)  17 d)  7
5 15 30 10
^
29 (UNIFOR-CE) A medida em graus do ângulo A é igual ao triplo da medida de seu complemento. O ângulo
^
A mede:
a) 90°.     b) 67°30’.     c) 60°.     d) 48°30’.     e) 45°.

30 (UECE) Considere 5 semirretas, todas partindo do mesmo ponto P num certo plano, formando 5 ângulos
contíguos que cobrem todo o plano, cujas medidas são proporcionais aos números 2, 3, 4, 5 e 6. Determi-
ne a diferença entre o maior e o menor ângulo.
a) 22°          b) 34°          c) 56°          d) 72°

Noções primitivas e conceitos básicos


233
31 (ESPM-SP) A medida de um ângulo cujo suplemento tem 100° a mais que a metade do seu complemento
é igual a:
a) 40° b) 50° c) 60° d) 70° e) 80°

32 (UNIMONTES-MG) Se r // s , então o valor de x, na figura a seguir, é


r
40°

112°

x
s

a) 52°. b) 68°. c) 72°. d) 58°.

33 (UEG-GO) Considere as informações a seguir.

A V
θ1
B
θ2
V

A figura anterior representa o disparo de um projétil de arma de fogo a partir de dois pontos distintos, A
e B. Em ambos os casos, eles colidem com um anteparo rígido e são ricocheteados em um ângulo q1 de 7°.
Esse projétil, de 120g, é posteriormente recolhido em um recipiente contendo 20 mL de água, provocando
um deslocamento de 10 mL.
O valor do ângulo q2, em graus, é:
a) 173 b) 83 c) 28 d) 7

34 (UNIFOR-CE) Na figura a seguir têm-se as retas r e s, paralelas entre si, e os ângulos assinalados, em graus.

α r

30°

β
70°
s
Nessas condições, a + b é igual a
a) 50° b) 70° c) 100° d) 110° e) 130°

35 (UFPE) Dada a peça a seguir, representada em isometria, qual ou quais figuras numeradas de I a III corres-
ponde(m) a uma rotação da peça dada?

(III)
(I)
(II)

00) apenas I e III correspondem a uma rotação da peça dada.


11) apenas I corresponde a uma rotação da peça dada.
22) apenas II corresponde a uma rotação da peça dada.
33) apenas III corresponde a uma rotação da peça dada.
44) apenas II e III correspondem a uma rotação da peça dada.

234 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


36 (UERJ) Considerando o conceito de simetria, observe o desenho a seguir:
s

A B

Os pontos A e B são simétricos em relação à reta s, quando s é a mediatriz do segmento AB. Observe
este novo desenho:

r
s

Em relação à reta s, a imagem simétrica da letra R apresentada no desenho é:

a)       b)        c)       d)
r r
r              r      
37 (PUC-Campinas) Os pontos P e Q são simétricos em relação a uma reta a, se e somente se: (med = medida).
a) PQ ∩ a = {M} e med PM ≠ med MQ    d) PQ ∩ a = {M} e med PM = med MQ
b) PQ ^ a e med PM ≠ med MQ, com PQ ∩ a = {M}    e) nenhuma das respostas anteriores é correta
c) PQ ^ a e med PM = med MQ, com PQ ∩ a = {M}

Exercícios de aprofundamento
38 (UFES) Na figura a seguir, as retas r e s são paralelas. A soma das medidas dos ângulos indicados na figura
é:
r
α
β
γ

s

a) 180° b) 270° c) 360° d) 480° e) 540º

39 (FUVEST) Três cidades A, B e C situam-se ao longo de uma estrada reta; B situa-se entre A e C, e a distân-
cia de B e C é igual a dois terços da distância de A a B. Um encontro foi marcado por 3 moradores, um de
cada cidade, em um ponto P da estrada, localizado entre as cidades B e C e à distância de 210 km de A.
Sabendo-se que P está a 20 km mais próximo de C do que de B, determinar a distância que o morador de
B deverá percorrer até o ponto de encontro.

40 Considere um segmento fixo AB, contido numa reta r e um ponto P dessa reta. Se M é ponto médio de AP
e N é ponto médio de BP, pede-se:
a) Os possíveis valores de AP em relação a AB e BP.
b) As possíveis medidas de MN .

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Ao leitor interessado em mais exercícios relacionados a este capitulo, recomendamos acessar o link: http://cnec.lk/07sx

Noções primitivas e conceitos básicos


235
Cap.

2 Noções sobre triângulos

2.1 Introdução

O
triângulo é, dentre os polígonos, o mais elementar. Neste capítulo, serão apresentados alguns de
seus elementos e propriedades importantes para o estudo da Geometria.

2.2 Definição

P
odemos definir triângulo como sendo todo polígono de três lados. Consequentemente, um triân-
gulo tem três vértices A, B e C (Fig. 1), os quais nomearemos, convencionalmente, em corres-
^
pondência com os lados, ou seja: o vértice A, do ângulo A , oposto ao lado BC de^medida a, o
^
vértice B, do ângulo B, oposto ao lado AC de medida b e o vértice C, do ângulo C , oposto ao
lado AB de medida c. (Fig. 2)

Fig. 1 A Fig. 2 A

^
A
c b

^
B C^
B C B C
a

O perímetro de um triângulo, indicado por 2p, é igual à soma das medidas dos seus lados. Assim, para
um triângulo ABC, temos:
2p = BC + AC + AB ⇒ 2p = a + b + c

2.3 Classificação

O
s triângulos podem ser classificados quanto aos lados e quanto aos ângulos. São seis as possibili-
dades: três para os lados e três para os ângulos.

1a: Triângulo isósceles
É aquele que tem dois lados congruentes (de mesma medida). (Fig. 1)
Num triângulo isósceles, os lados de mesma medida formam o que se chama ângulo do vértice do triân-
gulo e o lado oposto ao ângulo do vértice denomina-se base do triângulo.

2a: Triângulo equilátero
É aquele que tem os três lados congruentes, ou seja, com a mesma medida. (Fig. 2)

3a: Triângulo escaleno
É aquele que não apresenta dois lados de mesma medida. (Fig. 3)

4a: Triângulo acutângulo
É aquele que tem os três ângulos agudos. (Fig. 4)

236 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


5a: Triângulo retângulo
É aquele que tem um ângulo reto. (Fig. 5)
Num triângulo retângulo, os lados que formam o ângulo reto são chamados de catetos e o lado oposto
ao ângulo reto é chamado de hipotenusa.

6a: Triângulo obtusângulo
É aquele que tem um ângulo obtuso. (Fig. 6)

Fig. 1 A Fig. 2 A Fig. 3 A

c b c b c b

B C B C B C
a a a
AC = AB AB = AC = BC BC ≠ AC ≠ AB
b=c ⇒ ∆ ABC é isósceles. a=b=c ⇒ ∆ ABC é equilátero. a≠b≠c ⇒ ∆ ABC é escaleno.

Fig. 4 A Fig. 5 A Fig. 6 A

B C B C B C
^ < 90°
0° < A
^ < 90°
0° < B ⇒ ∆ ABC é acutângulo.
^ < 90°
0° < C ^B = 90° ⇒ ∆ ABC é retângulo em B.
^ ^ < 180° ⇒ ∆ ABC é obtusângulo em B.
90°< B ^

 Ceviana de um triângulo

Tomemos um vértice de um triângulo e um ponto qualquer da reta suporte do lado oposto.


O segmento determinado por esses pontos recebe o nome de ceviana (em homenagem ao matemático
italiano Giovanni Ceva, que fez estudos sobre esses elementos).
Assim, considerando o vértice A de um triângulo ABC (Fig. 1) e os pontos M, N e P da reta suporte
do lado BC (Fig. 2), os segmentos AM, AN e AP são cevianas do triângulo ABC (Fig. 3).

Fig. 1 A Fig. 2 A Fig. 3 A

B C M B N C P M B N C P

  Cevianas notáveis

Existem três cevianas que merecem destaque e, por isso, são chamados de cevianas notáveis:

1a: Altura
É a ceviana perpendicular à reta suporte do lado oposto.
A altura de um triângulo pode ser interna ao triângulo (Fig. 1), coincidente com um de seus lados
(Fig. 2) ou externa a ele (Fig. 3).

2a: Mediana
É a ceviana que une um vértice ao ponto médio do lado oposto (Fig. 4).

Noções sobre triângulos


237
3a: Bissetriz interna
É a ceviana que divide o ângulo interno do triângulo em dois outros congruentes (Fig. 5).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4 Fig. 5


A A A A A

B Ha C B = Ha C Ha B C B Ma C B Sa C

2.4 Congruência de triângulos

D
ois triângulos são congruentes se somente os lados e os ângulos de um deles são, ordenadamen-
te, congruentes aos lados e aos ângulos do outro (Fig. 1). Os lados e os ângulos que se corres-
pondem pela congruência são ditos homólogos.
Deste modo, dois triângulos são congruentes quando puderem ser sobrepostos de modo
que elementos homólogos coincidam (Fig. 2). A sobreposição pode ser feita por meio de translação, rota-
ção, reflexão (simetrias) ou uma combinação de duas ou mais dessas transformações.

Fig. 1 A D − − Fig. 2 A≡D


AB ≡ DE
− −
BC ≡ EF
− −
AC ≡ DF ∆ ABC ≡ ∆ DEF
C^ ≡ F^
A^≡D ^
B C E ^
F B≡E ^ B≡E C≡F

A definição de congruência de triângulos apresenta todas as condições que devem ser satisfeitas para
que dois triângulos sejam congruentes.
Essas condições (seis congruências: três entre lados e três entre ângulos) são totais.
Existem, porém, condições mínimas para que dois triângulos sejam congruentes. Tais condições são
chamadas de casos ou critérios de congruência.

1o caso: LAL – (Lado, Ângulo, Lado)


Esta proposição será, neste texto, considerada um postulado e indica que, se dois triângulos têm or-
denadamente congruentes dois lados e o ângulo compreendido por eles, então o lado restante e os dois
ângulos restantes também são ordenadamente congruentes (Fig. 1).

2o caso: ALA (Ângulo, Lado, Ângulo)


Demonstra-se, por meio de construção e com o uso do caso LAL, que, se dois triângulos têm ordena-
damente congruentes um lado e os dois ângulos a ele adjacentes, então esses triângulos são congruentes
(Fig. 2).

3o caso: LLL (Lado, Lado, Lado)


Demonstra-se, por meio de construção e com uso do caso LAL, que, se dois triângulos têm ordenada-
mente congruentes os três lados, então esses triângulos são congruentes (Fig. 3).

4o caso: LAA0
Demonstra-se, usando o caso LAL, que, se dois triângulos têm ordenadamente congruentes um lado,
um ângulo adjacente e o ângulo oposto a esse lado, então esses triângulos são congruentes (Fig. 4).

5o caso: (Especial para triângulos retângulos)


Demonstra-se, por construção e usando o caso LAL, que, se dois triângulos retângulos têm ordenada-
mente congruentes um cateto e a hipotenusa, então esses triângulos são congruentes (Fig 5).

238 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Fig. 1 A A’ Fig. 2 A A’

B C B’ C’ B C B’ C’
− − ^ ^
AB ≡ A’B’ LAL B ≡ B’ (A) ALA
^ ≡ A’
^ ⇒ ∆ ABC ≡ ∆ A’B’C’ − −
A BC ≡ B’C’ (L) ⇒ ∆ ABC ≡ ∆ A’B’C’
− −
AC ≡ A’C’ C^ ≡ C’
^ (A)

Fig. 3 C C’ Fig. 4 A A’

A B A’ B’ B C B’ C’
− − − −
AB ≡ A’B’ LLL BC ≡ B’C’ (L) LAA0
− − ⇒ ∆ ABC ≡ ∆ A’B’C’
AC ≡ A’C’ B^ ≡ B’
^ (A) ⇒ ∆ ABC ≡ ∆ A’B’C’
− − ^ ≡ A’
^ (A )
BC ≡ B’C’ A 0

Fig. 5 B B’

C A C’ A’
caso
− −
BC ≡ B’C’ (Hipotenusa) especial
⇒ ∆ ABC ≡ ∆ A’B’C’
− −
AB ≡ A’B’ (Cateto) (A0)

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 Consequências

Dentre as várias consequências da congruência de triângulos, convém destacarmos as seguintes:

1a: Qualquer ponto da mediatriz de um segmento de reta equidista das extremidades desse segmento.
(Fig. 1).

2a: Os ângulos da base de um triângulo isósceles são congruentes e, além disso, a mediana e altura relativas
a essa base coincidem com a bissetriz do ângulo do vértice (Fig. 2).

3a: Qualquer ponto pertencente à bissetriz de um ângulo é equidistante dos lados desse ângulo (Fig. 3).

4a: Cada ângulo externo de um triângulo é maior do que os dois ângulos internos não adjacentes (Fig. 4).

5a: O segmento determinado pelos pontos médios de dois lados de um triângulo é paralelo ao terceiro lado
e tem medida igual à metade desse lado (Fig. 5). Esse segmento é conhecido como base média do triângulo.
Fig. 1 Fig. 2 A A Fig. 3
P N

A B P
M
Q B C B C
  ^B ≡ C^ M O M
PA ≡ PB QA ≡ QB

Noções sobre triângulos


239
Fig. 4 Fig. 5
A A

M N

B C D B C
^ > ABC
^    
ADC MN // BC e MN = BC
^ ^ -
ADC > BAC 2

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Exercícios resolvidos
1 Para cada figura a seguir, indique os pares de triângulos congruentes e cite o caso de congruência.

T Z
A B M N
S X

D C P O Y
Q R U V

Resolução:

^ ≡ DAC (A)
ACB ^ QT ≡ QR (L)
AC é comum (L) ⇒ ABC ≡ CDA, caso A,L,A. ^ ≡ RQS
TQS ^ (A) ⇒ QTS ≡ QRS, caso L,A,L.
A^ ^
CD ≡ CAB (A) SQ é comum (L)

MN ≡ OP (L) ^ ≡ VUX (A)


YUZ ^
MP ≡ ON (L) ⇒ MNO ≡ OPM, caso L,L,L. UY ≡ UV (L) ⇒ UYZ ≡ UVX, caso A,L,A.
MO é comum (L)
UY^ Z ≡ UVX
^ (A)

2 Considere uma reta r e o segmento AB (Fig. 1), bem como o triângulo PQR (Fig. 2).

Fig. 1 Fig. 2 P

r
A B
Q R

Descreva um procedimento gráfico para


a) obter em r um ponto P equidistante de A e B.
b) obter em PR um ponto S equidistante de PQ e QR .

240 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Resolução:
a) Basta traçar a mediatriz de AB , a qual interceptará r no ponto C procurado (Fig. 1), pois os pontos da
mediatriz equidistam dos extremos do segmento.
^ , a qual interceptará PR no ponto S procurado (Fig. 2), pois
b) Basta traçar a bissetriz do ângulo interno Q
os pontos da bissetriz equidistam dos lados do ângulo.
Fig. 1 Fig. 2
P
P S

r
A B
M Q R

2.5 Desigualdade angular num triângulo

D
emonstra-se que, num triângulo qualquer, ao maior lado opõe-se o maior ângulo e vice-versa.
Sem perda da generalidade, consideremos, nesta figura, que BC > AC > AB .
A
^
A
c b

^ ^
B B C C
a

Desse modo, é válida a seguinte sentença:


BC > AC > AB ^ ^ ^
⇒A>B >C
a>b>c

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Exercícios resolvidos
3 ^>B
Considere um triângulo ABC, no qual A ^, B ^, AB = 25 cm e BC = 30 cm. Quais são as possíveis medidas de AC?
^>C

Resolução:
Consideremos o triângulo ABC da figura a seguir:
A

25

B C
30

^ > B^ ⇒ BC > AC     


A
BC = 30 ⇒ 30 > AC (ou, equivalentemente, AC < 30)
^ > C^ ⇒ AC > AB
B
AB = 25 ⇒ AC > 25
∴ 25 cm < AC < 30 cm

Noções sobre triângulos


241
2.6 Condição de existência de um triângulo

D
emonstra-se que, em qualquer triângulo, cada lado tem medida menor que a soma das medidas
dos outros dois lados.

c b

B C
a

a < b + c    b < a + c    c < a + b

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Considerando essas desigualdades, temos que:


de b < a + c tira-se que a > b – c ⇒ a > |b – c|
de c < a + b tira-se que a > c – b

Considerando esses resultados, podemos dizer que, em todo triângulo, a medida de cada lado é menor
que a soma das medidas dos outros dois lados e maior que a diferença positiva entre eles.
Portanto, no triângulo ABC, devemos ter:
a<b+c
⇒ |b – c| < a < b + c
a > |b – c|
b<a+c
⇒ |a – c| < b < a + c
b > |a – c|
c<a+b
⇒ |a – b| < c < a + b
c > |a – b|

É importante ressaltarmos que, para verificar a condição de existência de um triângulo, basta tomarmos
as desigualdades relativas a um dos lados (qualquer um deles).

Exemplos:

• Não existe triângulo de lados medindo 5 cm, 2 cm e 3 cm, pois:


|2 – 3| < 5 < 2 + 3 ⇒ 1 < 5 < 5 (Falso, pois 5 = 5)

• Não existe triângulo de lados medindo 8 cm, 4 cm e 2 cm, pois:


|4 – 2| < 8 < 4 + 2 ⇒ 2 < 8 < 6 (Falso, pois 8 > 6)

• Existe triângulo de lados medindo 10 cm, 8 cm e 6 cm, pois:


|8 – 6| < 10 < 8 + 6 ⇒ 2 < 10 < 14 (Verdadeiro)

242 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Exercícios de sala

4 Indique, nas figuras a seguir, os triângulos congruentes, citando o caso de congruência.


a) b) c) d)
B D B     E
D AC ≡ DF ; AB ≡ DE

C C D
A C
A F

B A E A B C D
E
     

5 Considere a reta r e também o segmento AB, que é a base de um triângulo isósceles ABC.

A B

Descreva um processo gráfico de obtenção do vértice C sabendo que esse vértice pertence a r.

6 Considere um triângulo isósceles cuja base média relativa à sua base mede 20 cm. Se seu perímetro mede
100 cm, qual é a medida de cada um de seus lados?

7 Verifique se existe triângulo com lados a, b e c medindo, respectivamente:


a) 2 cm, 2 cm e 10 cm.  b) 3 cm, 4 cm, 7 cm.  c) 2 cm, 8 cm e 9 cm.  d) 2 cm, 10 cm, 10 cm.

Noções sobre triângulos


243
8 Se dois lados de um triângulo isósceles medem 50 cm e 24 cm, qual poderá ser a medida da base média
relativa ao terceiro lado?

9 Seja o triângulo ABC de lados AB e BC medindo 20 cm e 60 cm, respectivamente. Se AC é expresso por um


múltiplo de 10, qual é a sua medida máxima nos casos em que:
a) não se conhece a relação entre as medidas dos ângulos.
b) os ângulos A^, B
^ e C^ são tais que A
^>B
^ > C^ .

10 A figura a seguir é o esboço de um trecho de uma fazenda. Os pontos C e M representam os centros de um


curral e de um mangueiro, e a reta r representa a margem de um rio.

O fazendeiro deseja colocar no rio uma bomba para recalcar água até os pontos citados, de modo a
gastar uma mesma quantidade de tubulação lingando o rio a cada um desses pontos. Indique, geometri-
camente, como obter o local da instalação da bomba, justificando-se.

11 A figura a seguir mostra o esboço do mapa de parte de uma fazenda, no qual o segmento AB representa
parte da cerca de arame que delimita a propriedade.

A figura no formato de "Y" representa um rio que se ramifica em dois "braços" praticamente retilíneos
a partir do ponto P.

244 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


O proprietário deseja instalar junto à cerca representada um reservatório de água, de modo que este
equidiste dos braços do rio. Descreva um processo gráfico (geométrico) para obter o ponto de instalação
do reservatório.

 Ângulos no triângulo

Demonstra-se que a soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180° (Fig. 1) e que o ângulo
externo relativo a um dos vértices tem medida igual a soma dos dois ângulos internos adjacentes ao lado
oposto (Fig. 2).
Fig. 1 A Fig. 2 A
^
A ^
A

^
B C^ ^
B
B B
C C D
^ + ^B + C^ = 180°
A ^ =A
^+B
^
ACD

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Exercícios resolvidos
12 Calcule as medidas dos ângulos internos de um triângulo nos seguintes casos:
a) Os ângulos são proporcionais a 1, 2 e 6.
b) Os ângulos têm medidas em progressão aritmética (P.A.) de razão 10o.

Resolução:
Considerando a proporção, podemos dizer que os ângulos A^, B
^ e C^ têm medidas dadas por α, 2α e 6α,
respectivamente.
Como a soma é igual a 180°, temos:
α + 2α + 6α = 180° ⇒ 9a = 180°

α = 180° ⇒ α = 20o
9
Daí, temos que A^ = 20°, B
^ = 40° e C^ = 120°

∴ Os ângulos medem 20°, 40° e 120°.

b) Considerando a P.A, os ângulos A^, B^ e C^ medem, respectivamente, (α, α + 10°, α + 20°). Assim:
α + (α + 10°) + (α + 20°) = 180° ⇒ 3α + 30° = 180°
3a = 150° ⇒ α = 50°
Daí, temos que A ^ = 60° e C^ = 70°
^ = 50°, B

∴ Os ângulos medem 50°, 60°e 70°.

Noções sobre triângulos


245
13 A bissetriz de um ângulo externo de um triângulo é paralela ao lado oposto ao vértice desse ângulo. Se o
ângulo citado mede 80°, quais as medidas dos ângulos do triângulo?

Resolução:
Seja ABC o triângulo cujo ângulo externo em C mede 80°. Então, C^ mede 100° (Fig. 1).
A bissetriz desse ângulo o divide em dois ângulos de 40° e é paralela ao lado AB. Considerando o para-
^ e 40° são correspondentes (Fig. 3).
^ e 40° são alternos internos (Fig. 2) e os ângulos B
lelismo, os ângulos A

Fig. 1 A Fig. 2 A Fig. 3 A

^
A

40°
100° 80° ^B 40°
B C B C B C

^=B
Desse modo, A ^ = 40o
∴ Os ângulos medem 40o, 40o e 100o.

14 Num triângulo isósceles o menor ângulo mede 50°. Quais as medidas dos ângulos desse triângulo?

Resolução:
Temos duas possibilidades para analisar:
1a: O ângulo dado é um dos ângulos da base (Fig. 1). 2a: O ângulo dado é o ângulo do vértice (Fig. 2).

Fig. 1 A Fig. 2 A

^
A 10°

B 50° C^ C B
^B C^ C

Em ambos os casos, temos que B^ = C^ e A


^ ^ ^
+ B + C = 180°. Assim:
1 possibilidade: 2a possibilidade:
a

B^ = 50° ⇒ C^ = 50° 50° + B^ + B^ = 180° ⇒ 2B^ = 130°


^
A + 50° + 50° = 180° ⇒ A = 80° B^ = 65° ⇒ C^ = 65°

\ As medidas são 80°, 50° e 50° ou 50°, 65° e 65°.

Exercícios de sala
15 As medidas dos ângulos internos de um triângulo são proporcionais aos números 1, 2 e 5. Qual a menor
dessas medidas?

246 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


16 Um dos ângulos internos de um triângulo isósceles mede 80o. Quais as possíveis medidas dos três ângulos
internos desse triângulo? (Existem duas possibilidades.)

17 Em cada figura a seguir, obtenha as medidas α e b dos ângulos indicados.


a) b)
Fig. 1 Fig. 2 E
B
C
β
30

55°

°
°

28
β
α 40°
30° α 50°
D A E C
A B D

18 Em cada figura a seguir, os segmentos AP e BP estão contidos nas bissetrizes dos ângulos internos em A e
B. Calcule, em cada caso, a medida do ângulo interno em C.
a) b) c)
C C C

P P
P
130°
30° 25° 40°
A B A B A B

Noções sobre triângulos


247
19 Topógrafo é o profissional que atua nas áreas de construção e agrimensura em geral. Um dos
instrumentos usados pelo topógrafo é o teodolito (Fig.1), que, dentre outras funções, é utilizado para
obter ângulos.
Com esse aparelho, é possível, a partir do ponto P, obter o ângulo de visada RP^ Q relativo a dois pontos
R e Q conhecidos (Fig. 2).

Fig. 2 Q

P R

Suponha que, num determinado trabalho de campo, um topógrafo obtenha os ângulos de visada
^ B = 90°, sendo que A, B e C, nessa ordem, estão alinhados. Assim sendo, ele obteve a me-
^ D = 40° e AD
BA
dida do ângulo CB^D. Qual o valor encontrado?

2.7 Semelhança de triângulos

D
ois triângulos ABC e A'B'C' são semelhantes se, e somente se, possuírem os três ângulos orde-
nadamente congruentes e os lados correspondentes (homólogos) proporcionais. Consideremos
os triângulos semelhantes das figuras a seguir:

C
C’ A^ = A’
^
b a ^B = B’
^
∆ ABC ∼ ∆ A’B’C’ ⇒
A
c
B
b’ a’ C^ = C’
^
a = b = c =k
c’ a’ b’ c’
A’ B’

Nessa expressão, k é a razão de semelhança ou constante de proporcionalidade.


A razão de semelhança pode ser obtida por meio do quociente entre dois lados homólogos, ou dois
perímetros homólogos, ou duas alturas homólogas, ou duas medianas homólogas, ou duas bissetrizes ho-
mólogas, ou dois elementos lineares homólogos quaisquer.
Existem condições mínimas para que dois triângulos sejam semelhantes. Essas condições são chama-
das de casos de semelhança. Existem três casos de semelhança, mas estudaremos apenas o caso ângulo,
ângulo (A, A) a seguir:
Demonstra-se, que, se dois ângulos de um triângulo são congruentes a dois ângulos de outro triângulo,
esses triângulos apresentam elementos lineares homólogos proporcionais, sendo, pois, semelhantes.
A

B C
R Q

^ ^ ^ ^
B ≡Q e C ≡R ⇒ ABC ~ PQR

248 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


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Exercícios resolvidos
20 Considere os triângulos ABC e PQR da figura a seguir:

A P6
20 S
m

cm
c
15

M N α 16
25 cm 8
α
B C
MN // BC Q T 24 R

Calcule as medidas dos lados de cada um deles.

Resolução:
Se MN // BC, então AC^ B ≡ AN
^ ^
M e MA N (Fig. 1) é comum. Desse modo, ABC ~ AMN pelo caso A, A
(Fig. 2).
Se PQR ≡ TSR e PRQ é comum (Fig. 3), desse modo, PQR @ TSR pelo caso A, A (Fig. 4).
^ ^ ^ ^ ^

Fig. 1 Fig. 2 A
Fig. 3 Fig. 4 P
20 α 16
15
P 8
A
M 25
N S
20 A T
15

M α P 24 R
N
25 q=
12

b α r 22
27

B C Q T R
Q
α p R
B a C

Dessas semelhanças, temos:

b = 27 = a e p = r = 22
20 15 25 16 8 24
b = 27 ⇒ b = 36 p = 22 ⇒ p = 44
20 15 16 24 3
a = 27 ⇒ c = 45 r = 22 ⇒ r = 22
25 15 8 24 3
\ Os lados do triângulo ABC medem AP = 27 cm, AC = 36 cm e BC = 45 cm. Os lados do triângulo PQR
medem PR = 22 cm, PQ = 22 cm e QR = 44 cm.
3 33
21 Nas figuras a seguir, AB // CD e ST ^ PR.

Fig. 1 A 20 cm B
P
m
N 36 c
36 cm

S
8 cm
R Q
D
17 cm T 28 cm
40 cm C

Noções sobre triângulos


249
a) Calcule a medida da altura do triângulo CND relativa ao lado CD.
b) Calcule a medida de RS.

Resolução:
Sejam h e x as medidas procuradas.
Devido ao paralelismo, ABD = BDC (alternos internos) e ANB ≡ CND (opostos pelo vértice), isso indica
^ ^ ^ ^

que ANB ~ CND pelo caso A, A (Fig. 1). Como ST ^ PR, então TS R = 90°. Assim, TSR ≡ PQR e TRS é
^ ^ ^ ^

comum, indicando que PQR ~ TSR (Fig. 2).

Fig. 1 A 20 B Fig. 2 S
36 – h P
x
N R x
17 cm T 36 +

36
h
R Q
45 cm
D 40 C

a) h = 40 ⇒ h = 2 b) x = 17 ⇒ 36x + x2 = 765
36 – h 20 36 – h 1 45 36 + x
h = 72 – 2h ⇒ h = 24 cm x2 + 36x – 765 = 0 ⇒ x = 15 ou x = –51
\ A medida da altura é 24 cm. \ RS mede 15 cm.

Exercícios de sala
22 Um triângulo ABC tem os lados medindo AB = 12 cm, AC = 18 cm e BC = 15 cm. O segmento de reta DE
(D ∈ AB e E ∈ AC), paralelo ao lado BC do triângulo, determina um triângulo ADE, em que DE = 5 cm.
Calcule as medidas de AD e AE.

23 Em cada figura a seguir, considere que PQ // BC.

Fig. 1 A Fig. 2 A
3c
m
P Q 40 cm P Q3
25 cm 3c
m
C B B C
60 cm 2 3 cm

Calcule a medida de PQ.

250 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


24 Considere o triângulo ABC de base AB medindo 40 cm e de altura medindo 30 cm. Uma reta paralela ao
lado AB e distante 20 cm desse lado intersecta os outros dois lados nos pontos M e N. Qual é a medida
de MN ?

25 Nas figuras a seguir, são dados ^S = A


^ (Fig. 1) e ^S = B
^ (Fig. 2), AB = 10 cm,BC = 8 cm, AC = 14 cm e AS = 5 cm.

Fig. 1 A Fig. 2 A
α
S S α
α
R
C B C α B
R

Nessas condições, calcule:


a) as medidas de CR e RS (Fig. 1). b) as medidas de AR e RS (Fig. 2).

26 Dois segmentos paralelos entre si, AB e CD, distam 6 m um do outro e, respectivamente, medem 18 m e
45 m. Qual a medida da altura do triângulo obtido quando traçamos as retas suportes de AD e BC?

2.8 Relações métricas no triângulo retângulo

C
onsideremos o triângulo retângulo ABC (Fig. 1) no qual foi traçada a altura AD relativa à hipote-
nusa BC (Fig. 2). Essa altura divide o triângulo ABC nos triângulos DBA (Fig. 3) e DAC (Fig. 4).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 A Fig. 4


A A A
α
b b c b

c c h h h
90°

B α 90° - α C B m n C α 90°- α
a D B m D D n C
a

Noções sobre triângulos


251
Nessas figuras, temos:
BC = a (hipotenusa do triângulo ABC).
AC = b (cateto do triângulo ABC e hipotenusa do triângulo DAC).
AB = c (cateto do triângulo ABC e hipotenusa do triângulo DBA)
BD = m (projeção do cateto c sobre a hipotenusa BC )
CD = n (projeção do cateto b sobre a hipotenusa BC )
AD = h (altura relativa à hipotenusa BC )

Podemos perceber que, tomados dois a dois, esses triângulos são semelhantes.
Dessas semelhanças, podemos tirar as seguintes relações:

a = b ⇒ b2 = a . n a = b ⇒b.c=a.h
b n c h
a = c ⇒b.c=a.h a = c ⇒ c2 = a . m
ABC ~ DAC: b h ABC ~ DBA: c m
b = c ⇒b.h=c.n b
n h = c ⇒c.h=b.m
h m

c = h ⇒b.h=c.n
b n
c = m ⇒c.h=b.m
DBA ~ DAC: b h
h = m ⇒ h2 = m . n
n h

Essas relações podem ser enunciadas do seguinte modo:


Cada cateto é média proporcional (ou média geométrica) entre sua projeção sobre a hipotenusa e essa
hipotenusa.

b2 = a . n c2 = a . m

A altura relativa à hipotenusa é média proporcional (ou média geométrica) entre as projeções dos catetos
sobre essa hipotenusa.

h2 = m . n

O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa a ela.

b. c = a . h

O produto de um cateto pela altura relativa à hipotenusa é igual ao produto do outro cateto pela proje-
ção do primeiro sobre essa hipotenusa.

b. h = c . n c. h = b . m

 Teorema de Pitágoras

Dentre as relações métricas obtidas, consideremos as relações b2 = a . n e c2 = a . m.


Somando essas relações membro a membro, temos:
b2 + c2 = a . m + a . n ⇒ b2 + c2 = a(m + n)
b2 + c2 = a . a ⇒ b2 + c2 = a2 (Teorema de Pitágoras)

Esse teorema pode ser enunciado do seguinte modo:


O quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos.

252 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Saiba mais

Alguns triângulos retângulos, cujos lados são dados por números inteiros, são chamados de triângulos pitagóricos. A
seguir, mostramos alguns deles na forma (b, c, a) sendo a a medida da hipotenusa e b e c as medidas dos catetos.
(3, 4, 5), (6, 8, 10), (9, 12, 15), (12, 16, 20)..., (3 k, 4 k, 5 k) são semelhantes entre si.
(5, 12, 13), (10, 24, 26), (15, 36, 39), ..., (5 k, 12 k, 13 k)
(8, 15, 17), (16, 30, 34), (24, 45, 51), ..., (8 k, 15 k, 17 k)

Exercícios resolvidos
27 Num certo triângulo retângulo, a hipotenusa mede 20 cm e a medida da altura relativa a essa hipotenusa é
4 6 cm. Qual é a medida do menor segmento que essa altura determina na hipotenusa?

Resolução:
As figuras a seguir representam o problema, sendo m a medida procurada.

Fig. 1 A Fig. 2 A

4 6

B C B m (20 - m) C
20 cm D

Da teoria, temos:
(4 6)2 = m(20 – m) ⇒ 96 = 20m – m2
m2 – 20m + 96 = 0 ⇒ m = 8 ou m = 12

\ A medida é 8 cm.

28 Os segmentos AC e BD são perpendiculares ao segmento AB (Fig. 1). Toma-se um ponto E entre A e B, de


modo que AE > BE e CE ^ DE (Fig. 2).

Fig. 1 C Fig. 2 C

D D
12 cm 12 cm
8 cm
A B A B
22 cm E

Nessas condições, calcule:


a) as medidas de AE e BE. b) a medida de CD.

Resolução:

a) Sejam a e b as medidas dos ângulos internos do triângulo ACE e sejam q e g as medidas dos ângulos
internos do triângulo BED (Fig. 1).
Nessas condições, temos que a + b = 90° e q + g = 90°.
Observando o ponto E, notamos que a + q = 90°, indicando que q = b e g = a (Fig. 2).

Noções sobre triângulos


253
Fig. 1 C Fig. 2 C
β β
D D
12 cm 12 cm
γ 8 cm α 8 cm
α θ B α β
A A B
E E

Desse modo, os triângulos ACE e BED são semelhantes. Dessa semelhança, temos:

AE = AC ⇒ AE = 12
BD BE 8 (22 – AE)
AE(22 – AE) = 96 ⇒ (AE)2 – 22(AE) + 96 = 0

Resolvendo a equação de segundo grau, temos:

AE = 16 ⇒ BE = 6 ou AE = 6 ⇒ BE = 16 (Não convém)
\ AE mede 16 cm e BE mede 6 cm.

b) Consideremos apenas os segmentos AB, AC, BD e CD (Fig. 1) e apliquemos uma translação, de amplitu-
de BD, ao segmento AB, obtendo A'C = 4 cm (Fig. 2).

Fig. 1 C Fig. 2 C
4 cm
D A’ D
12 cm 22 cm
8 cm 8 cm 8 cm
A B A B
22 cm 22 cm

Aplicando o Teorema de Pitágoras ao triângulo retângulo A'CD, temos:


(CD)2 = 42 + 222 ⇒ (CD)2 = 500
CD = 500 ⇒ CD = 10 2
\ CD mede 10 2 cm

Exercícios de sala
29 Considere o triângulo retângulo ABC da figura a seguir:

12 cm
9 cm

B H C

Para esse triângulo, calcule a medida:


a) BC da hipotenusa BC .  b) BH da projeção de AB.  c) projeção de AC sobre BC .  d) da altura AH.

254 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


30 Calcule a medida da altura do triângulo ABC, relativa ao lado BC, sabendo que AB = 10 cm, AC = 17 cm e
BC = 21 cm.

31 Considere um segmento AB de 40 cm. Construa os segmentos AC e BD , ambos perpendiculares a AB tais


^ ^
que AC = 8 cm e BD = 24 cm. Em AB, tome um ponto P tal que AP = 10 cm e APC = BPD. Se C e D estão de
um mesmo lado em relação a AB, calcule a medida de:

a) PB b) PC c) PD d) CD

32 Dado um conjunto de vetores, podemos obter graficamente o vetor resultante desse conjunto do seguinte
modo:
• Primeiramente, construímos um vetor do conjunto.
• Em seguida, com origem na extremidade do vetor construído, criamos um outro vetor do conjunto.
• Repete-se o procedimento anterior até que o último vetor seja construído.
• O vetor resultante será aquele com origem na origem do primeiro e com extremidade na extremidade
do último vetor construído.
 Nessas condições, considere a malha quadriculada e o conjunto de vetores a seguir:

1 O
1
Qual é o módulo da resultante desse conjunto? (Adote O como origem do primeiro vetor).

Noções sobre triângulos


255
33 Um sistema de cabos foi projetado para ajudar a manter na vertical uma torre de transmissão de sinais de
rádio (Fig. 1). Por questões de segurança, os dois cabos AB e AC do sistema devem ser perpendiculares,
e seus pontos de fixação no solo (B e C) devem distar, respectivamente, 72 dm e 128 dm do centro D da
base da torre (Fig. 2).

Nessas condições, se o metro linear do cabo utilizado custa R$ 200,00, instalado, responda:
a) Qual a altura da torre?
b) Qual o custo total do sistema de cabos? (desconsidere as curvaturas do cabo, devidas à ação da gravidade.)

 Razões trigonométricas no triângulo retângulo


Por meio de uma série de semelhanças de triângulos retângulos, podemos estabelecer algumas relações
entre os lados e os ângulos desses triângulos. Tais relações permitem obter as chamadas razões trigonomé-
tricas dos ângulos agudos desses triângulos.
Nessas condições, consideremos um triângulo retângulo ABC (Fig. 1), denotemos por a a medida de
^ ^
ABC (Fig. 2) e por (90° – a) a medida de AC B (Fig. 3).

Fig. 1 C Fig. 2 C Fig. 3 C


α

a a a
°-

b b b
90

B A B α A B A
c c c

De modo geral, dizemos que o ângulo agudo oposto a um cateto é adjacente ao outro cateto e vice-ver-
sa. Nesse sentido, para cada um desses ângulos, definimos as razões seno, cosseno e tangente, como segue:

medida do cateto oposto a a


Seno de a = ⇒ sen a = b
hipotenusa a
medida do cateto adjacente a a
Cosseno de a = ⇒ cos a = c
hipotenusa a
medida do cateto oposto a a
Tangente de a = ⇒ tg a = b
medida do cateto adjacente a a c

256 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


medida do cateto oposto a (90o – a)
Seno de (90o – a) = ⇒ sen(90o – a) = c
hipotenusa a
medida do cateto adjacente a (90o – a)
Cosseno de (90o – a) = ⇒ cos(90o – a) = b
hipotenusa a
medida do cateto oposto a (90o – a)
tangente de (90o – a) = ⇒ tg(90o – a) = c
medida do cateto adjacente a (90o – a) b
Notemos que:
b c
sen a = a ⇒ sen a = b e sen(90° – a) = a ⇒ sen(90° – a) = c
cos a c cos a c cos(90° – a) b cos(90° – a) b
a a
Daí, temos que:
sen(90° – a)
tg a = sen a e tg(90o – a) =
cos a cos(90° – a)

De modo conveniente, é possível demonstrar os valores da tabela a seguir, a qual é de muita utilidade.
Medida de a sen a cos a tg a

30° 1 3 3
2 2 3
2 2 1
45° 2 2
60° 3 1 3
2 2

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Exercícios resolvidos
34 Um homem de 1,86 m de altura está parado em um ponto A, de onde vê o topo de uma árvore sob um
ângulo de 22°30’ com a horizontal. Esse homem se aproxima 20 m da árvore (até o ponto B) e passa a ob-
servá-la sob um ângulo de 45° também com a horizontal.
Qual a altura da árvore?

Resolução:
Com base no enunciado, podemos representar esse problema num primeiro momento (Fig. 1) e num
segundo momento (Fig. 2), sendo H a altura da árvore.

Fig. 1 T Fig. 2 T

H – 1,86
H
A 45°
22°30’ 22°30’
D A 20 m B D

Noções sobre triângulos


257
^ ^
O ângulo DB T = 45° é externo do triângulo ABT, indicando que AT B mede 22°30’. Assim, ATB é um triân-
gulo isósceles e BT = 20 m.
Assim, no triângulo BDT, temos:
DT
sen 45° = ⇒ 2 = H – 1,86
BT 2 20
H – 1,86 = 10 2 ⇒ H – 1,86 @ 14,14
H = 14,14 + 1,86 ⇒ H @ 16,00 m
\ A altura da árvore é 16 m, aproximadamente.

35 Um observador vê um prédio construído em terreno plano, sob um ângulo de 60° em relação a um nível
horizontal. Afastando-se do edifício mais 30 m, passa a vê-lo sob ângulo de 45°, com o mesmo nível. Cal-
cule a medida da altura do prédio, desprezando a altura do observador e usando 3 = 1,8.)

Resolução:
Seja h a medida procurada. Podemos representar os dois momentos do problema, como segue:

45° 60°
A 30 m B C

• ACD: • BCD:
h h
tg 45° = ⇒ h = BC + 30 (I) tg 60° = h ⇒ BC = (II)
BC + 30 BC 3

Substituindo (II) em (I), temos:


h h + 30 3
h= + 30 ⇒ h = ⇒
3 3
h 3 = h + 30 3 ⇒ h 3 – h = 30 3
30 3
h ( 3 – 1) = 30 3 ⇒ h = m
3 –1
30 . 1,8
h@ m ⇒ h @ 67,5 m
1,8 –1

\ A altura do prédio é de, aproximadamente, 67,5 m.

 Relação fundamental

Consideremos o ângulo agudo de medida a do triângulo ABC a seguir:


C

a b

B α A
c
Para esse triângulo, temos:

sen a = b ⇒ b = a sen a cos a = c ⇒ c = a cos a


a a

258 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


^
Como o triângulo ABC é retângulo em A, vale o Teorema de Pitágoras:

a2 = b2 + c2 ⇒ a2 = (a sen a)2 + (a cos a)2

a2 = a2(sen a)2 + a2(cos a)2 ⇒ sen2 a + cos2 a = 1 (relação fundamental)

Exercícios resolvidos
36 Num triângulo retângulo, seja a a medida de um ângulo agudo oposto ao cateto de medida 15 cm, cujo
seno é 3 .
5
Calcule a medida do outro cateto.

Resolução:
15
Seja x a medida do cateto procurado, então, tg a =
x
Para o cálculo do valor da tangente de a, temos, primeiramente, que obter o cosseno de a. Para tanto,
usaremos a relação fundamental:
2
3
sen2 a + cos2 a = 1 ⇒ + cos2 a = 1
5

9 4
+ cos2 a = 1 ⇒ cos a = ±
25 5
Como a é um ângulo agudo de triângulo retângulo, temos que:
4
cos a > 0 ⇒ cos a =
5

3
sen a 15 5
tg a = cos a ⇒ = 4
x
5

15 3
= ⇒ x = 20
x 4
\ O outro cateto mede 20 cm.

Exercícios de sala
37 Num triângulo retângulo, um dos catetos mede 20 cm e o ângulo oposto a esse cateto mede 30°. Calcule
a medida:
a) da hipotenusa. b) do outro cateto.

Noções sobre triângulos


259
38 Em cada triângulo ABC das figuras a seguir, calcule a medida do lado BC e da altura relativa a esse lado.

a) b)
A A

75°
m

6
6c

cm
45° 30° 60°
B C B C

39 Para determinar a altura de uma antena de transmissão, um topógrafo coloca o teodolito a 100 m do cen-
tro da base da antena e obtém um ângulo de 30° com a horizontal. Se a luneta do teodolito está a 1,30 m
do solo, qual é, aproximadamente, a altura da antena? (Use, ao final da resolução, 3 = 1,731).

40 Uma torre foi construída sobre um terreno plano e horizontal. Para medir a altura dessa torre, um topó-
grafo posicionou-se num ponto qualquer desse terreno e observou o topo da torre sob um ângulo de 60°
com a horizontal. A seguir, afastou-se 20 m e observou o topo da torre sob um ângulo de 45° também com
a horizontal.
 Qual a altura h da torre? (Despreze a altura do topógrafo e, caso seja necessário, use 3 = 1,8 e 2 = 1,4).

41 Do alto de uma torre de observação é possível ver um objeto pequeno no solo, distante 100 m do centro
da base da torre, sob um ângulo de 60° com a horizontal.
Qual é a altura da torre? (Use, se necessário, 3 = 1,8).

260 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


2.9 Relações métricas num triângulo qualquer

C
om o auxílio do Teorema de Pitágoras e de algumas razões trigonométricas, podemos estabelecer
relações entre os lados de qualquer triângulo e os respectivos ângulos opostos. Vamos estudar, a
seguir, duas dessas relações.

 Teorema dos senos (Lei dos senos)

A razão entre um lado qualquer de um triângulo qualquer e o seno do ângulo oposto a esse lado é constante.
Considerando, convenientemente, os valores dos senos dos ângulos, esse teorema se aplica a triângulos
acutângulos (Fig. 1), retângulos (Fig. 2) ou obtusângulos (Fig. 3).

A A A ^
(180° - A)
^
A ^
A
c b

^
B ^
C ^
B ^
C
B C B C B C
a ^=1 ^ = sen(180°
^ - A)
sen A sen A

a b c
^ = ^ = ^
sen A sen B sen C

Nota: Em nosso estudo, usaremos o fato de que sen (180o – a) = sen a, o qual será comprovado no
estudo da trigonometria circular.

Teorema dos Cossenos (Lei dos cossenos)

Em todo triângulo, o quadrado da medida de um dos lados é igual à soma dos quadrados das medidas
dos outros dois lados, menos duas vezes o produto das medidas desses dois lados, pelo cosseno do ângulo
por eles formado.
Considerando, convenientemente, os valores dos cossenos dos ângulos, esse Teorema se aplica aos
triângulos acutângulos (Fig. 1), retângulos (Fig. 2) ou obtusângulos (Fig. 3).

A A A ^
(180° − A)
^
A ^
A
c b c b c b

^
B ^
C ^
B ^
C ^
B ^
C
B C B C B C
a a ^=0 a
cos A ^ = − cos (180° − A)
cos A ^

^ ^ ^
a2 = b2 + c2 – 2bc . cos A b2 = a2 + c2 – 2ac . cos B c2 = a2 + b2 – 2ab . cos C

Nota: Nesse nosso estudo, usaremos o fato de que cos(180o – a) = –cos =a, o qual será comprovado
no estudo da trigonometria circular.

Navegar é preciso
http://

Ao leitor interessado nessas demonstrações, recomendamos acessar o link: http://cnec.lk/07t5

Noções sobre triângulos


261
Exercícios resolvidos

42 Considere os triângulos representados a seguir:

A P M
30 40

20
2c 2c

6c
m m

cm
10
45° 30° 45° 15° 45° ^
N
B C Q R O N
^ é agudo
N

Nas condições mostradas, obtenha:


^
a) a medida de AB.        b) a medida de QR.        c) a medida de N.

Resolução:
a) Aplicando a Lei dos Senos, temos:

AB = 30 2 ⇒ AB = 30 2
sen 30° sen 45° 1 2
2 2
2AB = 60 ⇒ AB = 30 cm

\ AB mede 30 cm.
^ ^
b) P + 45° + 15° = 180° ⇒ P = 120°
Aplicando a Lei dos Senos e usando o fato de que sen 120o = sen 60o, temos:

QR = 40 2 ⇒ QR = 40 2
sen 120° sen 45° 3 2
2 2
QR
= 40 ⇒ QR = 40 3 cm
3
\ QR mede 40 3 cm.

c) Aplicando a Lei dos Senos, temos:


10 6 20 ^ 2
^ = 2 ⇒ 20 sen N = 10 6 . 2
sen N
2
^ 10 12
= 20 3
^
20 sen N = ⇒ 20 sen N
2 2
^
sen N = 3 ^ ^
⇒ N = 60° ou N = 120° (Não convém)
2
^
\ N mede 60°.

43 Considere os triângulos representados a seguir:

A A A
20 30
3c
cm

^ ^
cm

cm
cm

A m A
40

30

20

B 60° C B 20° 10° C C B


50 cm 10 19 cm

Nas condições mostradas, obtenha:


^
a) a medida de AC. b) a medida de BC. c) a medida de A .

262 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Resolução:

a) Aplicando a Lei dos Cossenos, temos:

AC2 = 402 + 502 – 2 . 40 . 50 cos 60° ⇒ AC2 = 1 600 + 2 500 – 4 000 1


2
AC2 = 4 100 – 2 000 ⇒ AC2 = 2 100
AC = 2 100 ⇒ AC = 10 21 cm
\ AC mede 10 21 cm.
^ ^
b) A + 20° + 10° = 180° ⇒ A = 150°
Aplicando a Lei dos Cossenos e usado o fato de que cos 150o = – cos 30o, temos:

BC2 = 302 + (20 3)2 – 2 . 30 . 20 3 . cos 150° ⇒ BC2 = 900 + 1 200 – 1 200 3 – 3
BC2 = 2 100 + 1 800 ⇒ BC2 = 3 900 2

BC = 3 900 ⇒ BC = 10 39 cm

\ BC mede 10 39 cm.

c) Aplicando a Lei dos Cossenos, temos:


^
(10 19 )2 = 202 + 302 – 2 . 20 . 30 cos A ⇒ 1 900 = 400 + 900 – 1 200 cos A^
^ ^
1 900 = 1 300 – 1 200 cos A ⇒ 1 200 cos A = –600
^
cos A = – 600 ⇒ cos A
^
=– 1
1 200 2
^
Como cos A < 0, temos:

^
cos(180° – A ) = 1 ⇒ (180° – A
^
) = 60°
2
^ ^
A = 180° – 60° ⇒ A = 120°

\ A^ mede 120°.

 Natureza de um triângulo

Considerando que a seja a medida do maior lado do triângulo ABC, então  será seu maior ângulo.
Conhecendo o cosseno desse ângulo, poderemos classificar o triângulo quanto aos seus ângulos (o que
indicará sua natureza).
Desse modo, com base no Teorema dos Cossenos, temos três possibilidades:
^ ^
1a: Se  for agudo, cos A será positivo e a parcela 2bc . cos A será subtraída da soma b2 + c2. Assim:
a2 < b2 + c2
^ ^
2a: Se  for reto, cos A = 0, e a parcela 2bc . cos A se anula, permanecendo apenas a soma b2 + c2. Assim:
a2 = b2 + c2
^ ^
3a: Se  for obtuso, cos A será negativo e a parcela 2bc . cos A passará a ser adicionada à soma b2 + c2.
Assim:

a2 > b2 + c2.

Devemos considerar, ainda, em qualquer das possibilidades, que |b – c| < a < b + c (condição de exis-
tência)

Noções sobre triângulos


263
Exercícios resolvidos

44 Qual é a natureza de um triângulo cujos lados medem 8 cm, 6 cm e 4 cm?

Resolução:

Verifiquemos, primeiramente, a existência do triângulo, usando o maior lado, que mede 8.


|6 – 4| < 8 < 6 + 4 ⇒ 2 < 8 < 10 (Existe o triângulo)
Agora, vamos verificar sua natureza.
1o modo:
82 = 64 e 62 + 42 = 52
82 > 62 + 42 ⇒ obtusângulo

2o modo:
Apliquemos o Teorema dos Cossenos ao maior lado, para obtermos o cosseno do maior ângulo desse
triângulo:
82 = 62 + 42 – 2 . 6 . 4 . cos a ⇒ 64 = 52 – 48 cos a
48 cos a = –12 ⇒ cos a = – 1
4
Como cos a < 0, então a é obtuso, indicando que o triângulo é obtusângulo.

\ O triângulo é obtusângulo.

Exercícios de sala
45 Considere os triângulos destas figuras:
B P M
cm

10 105° 7 4
10

60° 45° ^
N
A C Q R O N
30 30 3 3

Nessas condições, calcule a medida de:


^
a) BC b) PR c) N

264 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


46 Num triângulo ABC, os lados AB e BC medem, respectivamente, 8 cm e 8 3 cm. Se o ângulo de vértice B
mede 120°, qual a medida do terceiro lado desse triângulo?

47 Indique a natureza de um triângulo (caso ele exista) cujos lados, em centímetros, meçam:
a) 11, 7 e 6.        b) 10, 8 e 8.        c) 13, 12 e 5.

48 Uma haste AB de 80 cm, articulada em A, encontra-se em repouso →


na vertical, mantida por duas molas: BC, que
não está distendida, e BD, que está distendida (Fig. 1). Uma força F é aplicada à haste, mantendo-a numa posição
que forma 60° com o piso horizontal (Fig. 2).

Fig. 1 B Fig. 2 B
80 cm

F
cm
80

60°
C 60 cm A 150 cm D C 60 cm A 150 cm D

Nessas condições, usando 6,08 como aproximação de 37, calcule:


a) o quanto alongou a mola BC . b) o quanto encurtou a mola BD.

Noções sobre triângulos


265
49 Um quadro de 80 cm por 120 cm está pendurado numa parede por meio de um cordão de 20 cm fixo pelo
seu ponto médio a um prego (Fig. 1). Os pontos de fixação do cordão no quadro distam 16 cm do outro. Na
posição em que se encontra, sua borda horizontal inferior está apoiada na parede e sua borda horizontal
superior está afastada na parede segundo as inclinações a e b (Fig. 2).
Fig. 1 Fig. 2
β

parede
α

Sabendo que sen a = 3 , calcule b.


80

Exercícios propostos

50 (ENEM) Uma criança deseja criar triângulos utilizando palitos de fósforo de mesmo comprimento. Cada
triângulo será construído com exatamente 17 palitos e pelo menos um dos lados do triângulo deve ter o
comprimento de exatamente 6 palitos. A figura ilustra um triângulo construído com essas características.

A quantidade máxima de triângulos não congruentes dois a dois que podem ser construídos é
a) 3.     b) 5.     c) 6.     d) 8.     e) 10.

51 (ENEM)

30 cm
90 cm

corrimão

30 cm
24 cm
24 cm
24 cm
90 cm

24 cm
24 cm

Na figura acima, que representa o projeto de uma escada com 5 degraus de mesma altura, o compri-
mento total do corrimão é igual a
a) 1,8 m.     b) 1,9 m.     c) 2,0 m.     d) 2,1 m.     e) 2,2 m.

266 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


52 (ENEM) A sombra de uma pessoa que tem 1,80 m de altura mede 60 cm. No mesmo momento, a seu
lado, a sombra projetada de um poste mede 2,00 m. Se, mais tarde, a sombra do poste diminuiu 50 cm, a
sombra da pessoa passou a medir:
a) 30 cm     b) 45 cm     c) 50 cm     d) 80 cm     e) 90 cm

53 (ENEM) A rampa de um hospital tem na sua parte mais elevada uma altura de 2,2 metros. Um paciente ao
caminhar sobre a rampa percebe que se deslocou 3,2 metros e alcançou uma altura de 0,8 metro.
A distância em metros que o paciente ainda deve caminhar para atingir o ponto mais alto da rampa é
a) 1,16 metros.   b) 3,0 metros.   c) 5,4 metros.   d) 5,6 metros.   e) 7,04 metros.

54 (ENEM) Para determinar a distância de um barco até a praia, um navegante utilizou o seguinte procedi-
mento: a partir de um ponto A, mediu o ângulo visual a fazendo mira em um ponto fixo P da praia. Man-
tendo o barco no mesmo sentido, ele seguiu até um ponto B de modo que fosse possível ver o mesmo
ponto P da praia, no entanto sob um ângulo visual 2a. A figura ilustra essa situação:
P

α 2α Trajetória do barco
A B

Suponha que o navegante tenha medido o ângulo a = 30° e, ao chegar ao ponto B, verificou que o bar-
co havia percorrido a distância AB = 2 000 m. Com base nesses dados e mantendo a mesma trajetória, a
menor distância do barco até o ponto fixo P será

a) 1 000 m.    b) 1 000 3 m.    c) 2 000 3 m.    d) 2 000 m.    e) 2 000 3 m.


3
55 (IFPE) Um Técnico em mecânica pretende construir cinco triângulos cujos lados devem ter as seguintes
medidas:
I. 10 cm; 8 cm; 6 cm; IV. 9 cm; 8 cm; 4 cm;
II. 9 cm; 15 cm; 12 cm; V. 10 cm; 10 cm; 21 cm.
III. 12 cm; 15 cm; 12 cm;

Podemos afirmar que o técnico obteve triângulo apenas nos casos


a) I, II, III e IV.     b) I, II e V.      c) I, II e IV.      d) I, II, IV e V.      e) III, IV e V.  

56 (UNIFOR-CE) Observando as figuras abaixo, marque a opção que indica qual(is) dela(s) está(ão) com as
medidas erradas.

74° 18 6
12 8

42° 42°
15 15
Figura 1 Figura 2 Figura 3

a) A figura 1.    b) A figura 2.    c) A figura 3.    d) Todas as figuras.    e) Nenhuma das figuras.

57 (IBMEC-SP) Usando três arames de comprimento x, em que x é um número inteiro e positivo, um garoto cons-
truiu o triângulo da figura (I). Em seguida, acrescentando ao arranjo dois palitos de comprimento 3 e um palito
de comprimento 8, ele formou o triângulo da figura (II). As duas figuras foram feitas fora de escala.

3 3

x x x x

x x 8
(I) (II)

Noções sobre triângulos


267
Uma vez que os dois arranjos puderam ser construídos, o menor valor inteiro e positivo que x pode ter é
a) 2. b) 3. c) 4. d) 5. e) 6.

58 (FGV) A figura representa um triângulo ABC, com E e D sendo pontos sobre AC. Sabe-se ainda que AB = AD,
^ ^
CB = CE e que EB D mede 39°. Nas condições dadas, a medida de AB Cé

39°

A E D C
a) 102°     b) 108°      c) 111°      d) 115°      e) 117°     

59 (UECE) Seja AEC um triângulo isósceles (as medidas dos lados AE e AC são iguais) e O um ponto do lado AC
tal que a medida do ângulo EÔC é 120 graus. Se existe um ponto B, do lado AE, tal que o segmento OB é
perpendicular ao lado AE e a medida do ângulo EÔB seja igual a 40 graus, então a medida do ângulo OÊC,
em graus, é igual a
a) 9. b) 7. c) 5. d) 3.

60 (USP) Unindo-se os pontos médios dos lados de um triângulo equilátero cujo lado mede 3, obtém-se um
novo triângulo. Unindo-se os pontos médios dos lados do novo triângulo obtém-se um terceiro triângulo.
A soma dos perímetros dos 3 triângulos obtidos é:
a) 18 b) 15,75 c) 12,50 d) 21 e) 13,75
^
61 (UNIMONTES-MG) Na figura, BM é bissetriz de B . O valor do ângulo y é
A

2 x+ 16°
M
y
3 x+ 10°
4 x
B C

a) 114°. b) 32°. c) 66°. d) 124°.

62 (FUVEST-SP) Um lateral L faz um lançamento para um atacante A, situado 32 m à sua frente em uma linha
paralela à lateral do campo de futebol. A bola, entretanto, segue uma trajetória retilínea, mas não paralela
à lateral e quando passa pela linha de meio do campo está a uma distância de 12 m da linha que une o
lateral ao atacante. Sabendo-se que a linha de meio do campo está à mesma distância dos dois jogadores,
a distância mínima que o atacante terá que percorrer para encontrar a trajetória da bola será de:

A
m
12

32 m

a) 18,8 m b) 19,2 m c) 19,6 m d) 20 m e) 20,4 m

63 (UNESP) Na figura, B é um ponto do segmento de reta AC e os ângulos DAB, DBE e BCE são retos.
D

A B C

268 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Se AD = 6dm, AC = 11 dm e EC = 3 dm, as medidas possíveis de AB, em dm, são:
a) 4,5 e 6,5     b) 7,5 e 3,5     c) 8 e 3     d) 7 e 4     e) 9 e 2

64 Um projetor de slides, colocado a 4 metros de distância de uma tela de cinema, projeta sobre ela um
quadrado. Para que o lado desse quadrado aumente 20%, a que distância da tela, em metros, deve ser
colocado o projetor?
a) 4,20     b) 4,50     c) 4,80     d) 5,60     e) 6,00

65 (UNESP-SP) Uma mesa de passar roupa possui pernas articuladas AB e CD, conforme indica a figura.
Sabe-se que AB = CD = 1 m, e que M é ponto médio dos segmentos coplanares AB e CD. Quando a mesa
^
está armada, o tampo fica paralelo ao plano do chão e a medida do ângulo AMC é 60°.

A C

60°

D B
plano do chão

Considerando-se desprezíveis as medidas dos pés e da espessura do tampo e adotando 3 = 1,7, a altu-
ra do tampo dessa mesa armada em relação ao plano do chão, em centímetros, está entre
a) 96 e 99.    b) 84 e 87.    c) 80 e 83.    d) 92 e 95.    e) 88 e 91.

66 (FURG-RS) O valor de x, na figura abaixo, é

24

x
12
26

a) 24. b) 13. c) 5. d) 8. e) 10.

67 (UEMG) No alto de um bambu vertical está presa uma corda. A parte da corda em contato com o solo
mede 2 m. Quando a corda é esticada, sua extremidade toca no solo a uma distância de 7 m do pé do
bambu, conforme mostra a figura abaixo.

De acordo com o enunciado acima, a altura do bambu corresponde a


a) 15,1 m.    b) 12,7 m.    c) 11,25 m    d) 15,25 m.

68 (UFPI) A medida da altura de um triângulo equilátero cujo lado mede 2 3 cm é igual a:

a) 3 cm.    b) 1 cm.    c) 2 cm.    d) 3 cm.    e) 3 cm.


2

69 (FGV) No triângulo retângulo ABC, retângulo em C, tem-se que AB = 3 3. Sendo P um ponto de AB tal que
PC = 2 e AB perpendicular a PC , a maior medida possível de PB é igual a

a) 3 3 + 11 .   b)  3 + 11 .   c)  3( 3 + 5) .   d) 3( 3 + 7) .   e) 3( 2 + 11 ) .


2 2 2 2

Noções sobre triângulos


269
70 (UEPB) Duas avenidas retilíneas A e B se cruzam segundo um ângulo de 30°. Um posto de gasolina C si-
tuado na avenida B a 400 m do ponto de encontro das avenidas se encontra a que distância da avenida A?
a) 300 m b) 250 m c) 150 m d) 250 m e) 200 m

71 (UEG-GO) Parada a uma distância de 6 m de um prédio, uma pessoa observa os parapeitos de duas janelas,
respectivamente sob os ângulos a = 30° e b = 45°, conforme ilustra a figura a seguir.

β
α

Considerando a aproximação de 3 = 1,7, a distância entre os parapeitos das janelas é de


a) 2,4 m. b) 2,6 m. c) 2,8 m. d) 3,0 m. e) 3,4 m.

72 Uma pessoa está a 80 3 de um prédio e vê o topo do prédio sob um ângulo de 30o, como mostra a figura
abaixo. Se o aparelho que mede o ângulo está a 1,6m de distância do solo, então podemos afirmar que a
altura do prédio em metros é:

30°

1,60 m

80 3 m

a) 80,2.    b) 81,6.    c) 82,0.    d) 82,5.    e) 83,2


73 (UECE) A medida do cosseno do maior dos ângulos internos do triângulo cujas medidas dos lados são res-
pectivamente 8 m, 10 m e 15 m é igual a
a) –0,38125. b) –0,42112. c) –0,43713. d) –0,46812.

74 (UNICAMP-SP) Na figura abaixo, ABC e BDE são triângulos isósceles semelhantes de bases 2a e a, respec-
tivamente, e o ângulo CÂB = 30°. Portanto, o comprimento do segmento CE é:

A 2a B a D

a) a 5 b) a 8 c) a 7 d) a 2


3 3 3

75 (UNIFOR CE) Na figura abaixo tem-se um observador O, que vê o topo de um prédio sob um ângulo de 45°.
A partir desse ponto, afastando-se do prédio 8 metros, ele atinge o ponto A, de onde passa a ver o topo do
mesmo prédio sob um ângulo q tal que cotgq = 7 . (Use cotg q = 1 )
6 tgq

45° θ
O A

A altura do prédio, em metros, é


a) 30 3    b)48      c) 20 3      d) 24      e) 20 3

270 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


76 (ITA SP) Os lados de um triângulo medem a, b e c (centímetros). Qual o valor do ângulo interno deste triân-
gulo, oposto ao lado que mede a centímetros, se forem satisfeitas as relações: 3a = 7c e 3b = 8c
a) 30o       b)60o      c)45o      d)120o      e)135o

Exercícios de aprofundamento
77 (FUVEST SP) Na figura, ABC e CDE são triângulos retângulos, AB = 1, BC = 3 e BE = 2DE . Logo, a medida
de AE é:
C

D
E

A B

a)  3       b) 5        c) 7        d) 11       e) 13


2 2 2 2 2

78 (ENEM) O dono de um sítio pretende colocar uma haste de sustentação para melhor firmar dois postes de
comprimentos iguais a 6 m e 4 m. A figura representa a situação real na qual os postes são descritos pelos
segmentos AC e BD e a haste é representada pelo segmento EF, todos perpendiculares ao solo, que é in-
dicado pelo segmento de reta AB. Os segmentos AD e BC representam cabos de aço que serão instalados.
D

C
E 6
4

A F B

Qual deve ser o valor do comprimento da haste EF?


a) 1 m      b) 2 m      c)2,4 m      d) 3 m      e) 2 6 m

79 (MACKENZIE-SP) No triângulo retângulo da figura, T é o ponto médio. Então o lado do triângulo equilá-
tero PQT mede:

30°

Q
P

60°
T
4

a)  2      b) 5      c) 7      d) 11      e) 3

80 (ITA SP) Considere o triângulo ABC isósceles em que o ângulo distinto dos demais, BÂC , mede 40°. Sobre
^
o lado AB, tome o ponto E tal que AC E = 15o . Sobre o lado AC , tome o ponto D tal que DB^ C = 35o . Então,
^
o ângulo ED B vale
a) 35°       b) 45°       c) 55°       d) 75°       e) 85°

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Noções sobre triângulos


271
Cap.

3 Noções sobre quadriláteros


3.1 Introdução

A
partir do estudo dos quadriláteros, será possível formalizar o cálculo de áreas das principais figu-
ras planas. Além disso, as propriedades de determinados tipos de quadriláteros serão úteis para
estudos posteriores.

3.2 Definição

P
odemos definir quadrilátero convexo como sendo todo polígono convexo que tem apenas quatro
lados e, consequentemente, quatro ângulos internos.

^ ^ ^ ^
Desse modo, um quadrilátero ABCD (Fig. 1) tem ângulos internos A, B , C e D (Fig. 2) e duas diago-

nais AC e BD (Fig. 3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


A A A

D ^ D D
A ^
D

B B ^ B
B
^
C
C C C

3.3 Soma dos ângulos internos

D
emonstra-se que a soma dos ângulos internos de qualquer quadrilátero é igual a 360°. Assim,
para um quadrilátero ABCD, temos:

^ ^ ^ ^
A + B + C + D = 360°

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3.4 Quadriláteros notáveis

A
lguns quadriláteros apresentam formas e propriedades que os diferenciam dos demais. Esses
são chamados de quadriláteros notáveis.

272 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


1o: Paralelogramo
É todo quadrilátero no qual os lados opostos são paralelos (Fig. 1).

2o: Losango
É todo quadrilátero equilátero, ou seja, que tem os quatro lados congruentes (Fig. 2).

3o: Retângulo
É todo quadrilátero equiângulo, ou seja, que tem todos os quatro ângulos congruentes. Assim, a medi-
da de cada um deles é 90°, visto que somam 360° (Fig. 3).

4o: Quadrado
É todo quadrilátero equilátero e equiângulo (Fig. 4).

5o: Trapézio
É todo quadrilátero que apresenta somente dois lados paralelos, os quais são chamados de bases
(Fig. 5).
Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4 Fig. 5

D C D A B D C
D C

A C

B D C
A B A B     A   B
    AB ≡ BC ≡ CD ≡ AD AB // CD
    AB ≡ BC ≡ CD ≡ DA ^ ^ ^ ^
AB // CD e BC // AD A≡ B ≡ C ≡ D = 90o ^ ^ ^
A≡ B ≡ C ≡ D = 90o
^
AD ≠ BC

Para esses quadriláteros, valem as seguintes definições:

1a: Num retângulo, os lados perpendiculares são chamados de dimensões e qualquer um deles pode ser a
base, desde que o outro seja altura (Fig. 1).

2a: Num paralelogramo, a distância entre dois lados opostos é a sua altura, relativa a esses lados (Fig. 2 e Fig. 3).

3a: Num trapézio, a distância entre as bases é sua altura (Fig. 4).

4a: Trapézio isósceles é todo trapézio cujos lados não paralelos são congruentes (Fig. 5).

5a: Trapézio escaleno é todo trapézio que não é isósceles (Fig. 6).

6a: Trapézio retângulo é todo trapézio que tem um lado perpendicular às bases (Fig. 7).
Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4
A B D C C D C
D
H

D A H B A H B
C A B
AB é base e AD é altura AB e CD são base e DH
AD é base e AB é altura AB é base e DH é altura AD é base e BH é altura é altura

Fig. 5 Fig. 6 Fig. 7


D C
D C D C

A B
A B A B AD AB e AD DC
AD BC AD BC AD é a altura

Noções sobre quadriláteros


273
 Propriedades

Vale ressaltarmos algumas propriedades dos quadriláteros notáveis:


Os ângulos opostos de um paralelogramo são congruentes (Fig. 1), dois ângulos consecutivos são su-
plementares (Fig. 2), os lados opostos são congruentes (Fig. 3) e as diagonais "cortam-se" em seu ponto
médio comum (Fig. 4).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Fig. 4


D C D C D C D C

A E

A B ^ ^ ^ ^
B A B A B
^ ^ ^ ^ A + B = 180° e A + D = 180°
A C e B D ^ ^ ^ ^ AB CD e AD BC AE EC e BE ED
B + C = 180° e C + D = 180°

Todo losango é um paralelogramo, indicando que seus ângulos opostos são congruentes (Fig. 1). Além
disso, as diagonais estão contidas nas bissetrizes dos ângulos cujos vértices elas unem (Fig. 2) e são perpen-
diculares entre si (Fig. 3).

Fig. 1 D Fig. 2 Fig. 3 D


D

A C A C
A C
E E
B
AB // CD e AD // BC B
^ ^ e B
^ ^ B AC BD
A C D

Todo retângulo é um paralelogramo, indicando que seus lados opostos são paralelos (Fig. 1) e con-
gruentes (Fig. 2). Além disso, suas diagonais são congruentes (Fig. 3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


D C D C D C

A B A B A B
AB // CD e AD // BC AB CD e AD BC AC BD

O segmento determinado pelos pontos médios dos lados paralelos de um trapézio, conhecido por
base média, (Fig. 1) é paralelo às bases (Fig. 2) e tem medidas igual à semissoma das medidas dessas bases
(Fig.3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


A B A B A B

M N M N M N

D C D C D MN = AB+CD
C
MN é base média MN // AB e MN // CD 2

274 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


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Exercícios resolvidos
1 Num trapézio retângulo de altura 20 cm, a bissetriz de um dos ângulos retos é paralela ao lado oblíquo. Se
a base menor desse trapézio mede 16 cm, calcule a medida de:
a) cada um de seus ângulos internos. b) sua base média.

Resolução:

Seja ABCD o trapézio citado, cuja base média é MN (Fig. 1). Tracemos a bissetriz AS do ângulo reto
adjacente à base menor, a qual é paralela ao lado oblíquo (Fig. 2). Com essa construção, percebemos que
o triângulo ABS é isósceles e que o quadrilátero ADCS é um paralelogramo (Fig. 3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


A 16 cm D A 16 cm D A 16 cm D
45° 45°
10 cm 45° 45°
20 cm

20 cm
M N
10 cm
45°
B C B S C B S C

a) BC^ D ≡ BS^ A ⇒ BC^ D = 45°


^
AD C + BC^ D = 180° ⇒ AD ^
C + 45° = 180°
^ ^
ADC = 180° – 45° ⇒ ADC = 135°
\ Os ângulos medem 90°, 90°, 45° e 135°.

b) A base média (MN) tem medida igual à semissoma das bases. Desse modo:

MN = BC + AD ; BC = BS + SC
2
SC ≡ AD ⇒ SC = 16
BC = 20 + 16 ⇒ BC = 36

MN = 36 + 16 ⇒ MN = 26 cm
2
\ A base média mede 26 cm.

2 Num paralelogramo ABCD, a diagonal AC forma com AB um ângulo de 40° e com AD um angulo de 20°. Se
a altura relativa ao lado AB mede 20 3 cm, calcule a medida de:
a) cada um de seus ângulos internos.
b) BC.

Resolução:

Seja ABCD o paralelogramo citado, com lados medindo a e b (Fig. 1). Os ângulos opostos em A e C me-
dem 60° (Fig. 2). Devido ao paralelismo, HB C ≡ BA
^ ^
D = 60° (Fig. 3).

Noções sobre quadriláteros


275
Fig. 1 D b C Fig. 2 D b C Fig. 3 D b C
60° 60°

20 3 cm

20 3 cm

20 3 cm
a a a a a a

20°
40° 60° 60° 60°
A b B H A b B H A b B H

BCH: sen 60° = 20 3


^ ^ ^ ^ ^ ^
a) A = C , B = D, A + B = 180° b)
a

^
60° + B = 180° ⇒ B = 120°
^ 3 = 20 3 ⇒ a = 40 cm
2 a
\ Os ângulos medem 60°, 60°, 120° e 120°. \ BC mede 40 cm.

3 Considere todos os retângulos de perímetro 200 cm, cuja média geométrica entre as medidas do lados é
M. Qual é a medida de cada um de seus lados, sabendo que:
a) o valor de M é 48 cm. b) o valor de M é máximo.

Resolução:

A média geométrica (M) entre os números m e n é M = m . n . Assim, se m e n são as medidas dos lados
do retângulo, temos:
2(m + n) = 200 ⇒ m + n = 100
m = 100 – n ⇒ M = (100 – n) . n
a) 48 = (100 – n) . n ⇒ 482 = 100n – n2
n2 – 100 n + 2 304 = 0 ⇒ n = 64 ou n = 36
Para n = 64:  Para n = 36
m = 100 – 64 ⇒ m = 36 m = 100 – 36 ⇒ m = 64

\ Os lados medem 36 cm e 64 cm.

b) M = (100 – n) . n ⇒ M = 100 n – n2
O valor máximo de M se dá quando 100 n – n2 for máximo. Como essa é uma expressão quadrática, seu
valor máximo é obtido com o vértice da parábola representativa. Desse modo, o valor de n que resulta em
valor máximo é a abscissa do vértice, dada por nV = – b . Assim:
2a
n = – 100 ⇒ n = 50
2(–1)
m = 100 – 50 ⇒ m = 50

\ Os lados medem 50 cm e 50 cm (o retângulo é quadrado).

Exercícios de sala
4 As medidas dos ângulos internos de um quadrilátero convexo formam uma progressão aritmética (P.A.) de
razão 20°. Qual a medida do menor desses ângulos?

276 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


5 A diferença entre dois ângulos internos de um paralelogramo vale 64°. Determine as medidas dos quatro
ângulos desse paralelogramo.

6 Num retângulo, ao considerarmos um lado como sendo a base, o outro será a altura e vice-versa. Além
disso, os lados de um retângulo são chamados de dimensões. Desse modo, calcule as medidas das dimens-
sões de um retângulo de 80 cm de perímetro sabendo que a base tem medida igual ao triplo da altura.

7 Uma das diagonais de um certo losango é congruente aos seus lados e mede 20 cm. Qual é o perímetro
desse quadrilátero?

8 Considere os paralelogramos ABCD e PQRS das figuras a seguir:

Fig. 1 Fig. 2
A E B P 15 cm 18 cm Q
30°

40°

D C S R

a) Qual é a medida de cada ângulo interno de ABCD?


b) Qual é a medida de cada lado de PQRS?

9 Calcule a medida de cada ângulo interno de um trapézio retângulo, no qual os ângulos menor e maior
estão na razão 5 : 7.

Noções sobre quadriláteros


277
10 Na figura a seguir, ABCD é um trapézio isósceles de bases AB e CD, cujo perímetro mede 100 cm.

B A

40°
C 40 cm D

^
Se, nesse trapézio, a diagonal AC contém a bissetriz do ângulo C , calcule:
a) as medidas dos seus ângulos internos. c) a medida da base menor.
b) a medida dos lados não paralelos. d) a medida da base média.

11 Um trapézio ABCD é retângulo de bases AB e CD. A base média desse trapézio mede 120 cm. O ponto E
^ ^
pertence à base menor AB de modo que CE e DE estão contidos nas bissetrizes de C e D , respectivamente.
Se AD = 20 cm e BC = 30 cm, calcule a medida de:
a) AB b) CD

Exercícios propostos

12 (ENEM) Uma família fez uma festa de aniversário e enfeitou o local da festa com bandeirinhas de papel. Es-
sas bandeirinhas foram feitas da seguinte maneira: inicialmente, recortaram as folhas de papel em forma
de quadrado, como mostra a Figura 1. Em seguida, dobraram as folhas quadradas ao meio sobrepondo os
lados BC e AD, de modo que C e D coincidam, e o mesmo ocorra com A e B, conforme ilustrado na Figura 2.
Marcaram os pontos médios O e N, dos lados FG e AF, respectivamente, e o ponto M do lado AD, de modo
que AM seja igual a um quarto de AD. A seguir, fizeram cortes sobre as linhas pontilhadas ao longo da folha
dobrada.

Fig. 1 D C Fig. 2 D G

O
M

A B A N F

278 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Após os cortes, a folha é aberta e a bandeirinha está pronta.
A figura que representa a forma da bandeirinha pronta é
a)        b)        c)        d)        e)

               


13 (FAMERP-SP) A figura indica a medida de alguns dos ângulos internos de um quadrilátero ABCD e de um
triângulo ADE, sendo que AE é paralelo a CD.

C D
x z
x+y
B 170°

y 60°
A E

^
Nessa situação, a medida do ângulo CDA , indicada por z, é igual a
a) 25°. b) 20°. c) 30°. d) 10°. e) 15°.

14 (UEM-PR) Com base em conhecimentos de Geometria Plana, assinale o que for correto.


01) O quadrado do comprimento do lado maior de um triângulo só é igual à soma dos quadrados dos
comprimentos dos demais lados se o ângulo interno oposto ao maior lado é reto.
02) Todo quadrilátero no qual as medidas de todos os lados são as mesmas é um quadrado.
04) A soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo é igual a 360 graus.
08) Todo quadrilátero que é um retângulo é, também, um paralelogramo.
16) Em todo triângulo, a soma dos comprimentos de dois lados é sempre maior do que o comprimento do
lado restante.

15 (UFJF-MG) Dadas as seguintes afirmações:


I) Se um paralelogramo tem dois ângulos de vértices consecutivos congruentes, então ele é um retângulo.
II) A altura de um trapézio retângulo que tem o ângulo agudo medindo 30° é igual à metade do lado não
perpendicular às bases.
III) Se as diagonais de um quadrilátero são congruentes e perpendiculares, então elas são bissetrizes dos
ângulos desse quadrilátero.
É correto afirmar que:
a) Apenas I é verdadeira. d) Apenas I e II são verdadeiras.
b) Apenas II é verdadeira. e) Apenas II e III são verdadeiras.
c) Todas as afirmações são verdadeiras.

16 (PUC-CAMP-SP) O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Essa frase, conhe-
cida como teorema de Pitágoras, é uma relação matemática que permite o cálculo do perímetro de um
losango conhecidas as medidas de suas diagonais. O perímetro, em metros, do losango cujas diagonais
medem, respectivamente, 10 metros e 4 6 metros, é um valor igual a
a) 28 b) 7 c) 49 d) 20 + 8 6 e) 40 6

17 (UFPE) Considere um quadrilátero RSTU, satisfazendo RS = ST = TU = UR, como o exemplo ilustrado a se-


guir.
S

R T

Noções sobre quadriláteros


279
Considerando esses dados, podemos afirmar que:
00) SU é perpendicular a RT.
^
11) o ângulo SRU mede 120°.
22) RSTU é um paralelogramo.
33) o triângulo RST é equilátero.
44) o quadrilátero RSTU tem quatro eixos de simetria.

18 (UNIFOR-CE) Ao se colocar V para indicar verdadeiro e F para indicar falso para as afirmações
I) Um quadrilátero que tem as diagonais com comprimentos iguais é um retângulo.
II) Todo losango tem as diagonais com comprimentos iguais.
III) As diagonais de um paralelogramo cortam-se mutuamente ao meio.
a sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V V V b) V F V c) F V V d) F F V e) F F F

19 (UEPB) Sejam as afirmações:
( ) Os ângulos consecutivos de um paralelogramo são suplementares.
( ) As bissetrizes dos ângulos opostos de um paralelogramo são paralelas.
( ) O quadrado é, ao mesmo tempo, paralelogramo, retângulo e losango.
Associando-se verdadeiro (V) ou falso (F) às afirmativas acima, teremos:
a) V V V b) V F V c) F F F d) V V F e) F V V

20 (UFPel-RS) Sendo E, F, G e H os pontos médios dos lados de um quadrilátero ABCD, com diagonais d e 2d,
o perímetro do quadrilátero EFGH é igual a 15 u.c. Nessas condições, o valor de d, em unidades de com-
primento, é
a) 3 b)  5 c)  15 d) 5 e) 4 f) I.R.

21 (ITA-SP) Considere o trapézio ABCD de bases AB e CD. Sejam M e N os pontos médios das diagonais AC e
BD, respectivamente. Então, se AB tem comprimento x e CD tem comprimento y < x, o comprimento de
MN é igual a
a) x – y b) 1 (x – y) c) 1 (x – y) d) 1 (x + y) e) 1 (x + y)
2 3 3 4

22 (UNICAMP-SP) A figura a seguir exibe um retângulo ABCD decomposto em quatro quadrados.


D C

A B

O valor da razão AB é igual a


BC
a)  5 b)  5 c)  4 d)  3
3 2 3 2

Texto para as questões 23 e 24.

Considere um losango ABCD em que M, N, P e Q são os pontos médios dos lados AB, BC, CD e DA, res-
pectivamente. Um dos ângulos internos desse losango mede a, sendo 0° < a < 90°.

23 (IBMEC-SP) Nessas condições, o quadrilátero convexo MNPQ


a) é um quadrado. d) é um paralelogramo que não é retângulo nem losango.
b) é um retângulo que não é losango. e) não possui lados paralelos.
c) é um losango que não é retângulo.

24 (IBMEC-SP) Se a = 60°, então a razão entre o perímetro do losango ABCD e o perímetro do quadrilátero
MNPQ, nessa ordem, é igual a

a)   3 + 1 b) 2 c)  3 d)  3 e) 2 3 – 2


2

280 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


25 (UECE) No plano, seja XYZW um quadrado e E um ponto exterior a esse quadrado tal que o triângulo YZE
^
seja equilátero. Assim, é correto afirmar que a medida do ângulo XEW é:
a) 45°. b) 40°. c) 35°. d) 30°.

Exercícios de aprofundamento
^ ^
26 (FUVEST-SP) No quadrilátero plano ABCD, os ângulos AB C e ADC são retos, AB = AD = 1, BC = CD = 2 e BD
é uma diagonal. O cosseno do ângulo BC^ D vale
a)  3 b)  2 c)  3 d)  2 3 e)  4
5 5 5 5 5

27 (IBMEC-SP) O quadrilátero ABCD indicado na figura possui ângulo reto em A, um ângulo externo de 60o em
B e três lados de medidas conhecidas, que são AB = 7 cm, BC = 6 cm e CD = 12 cm.
A 7 cm B
60°
6 cm
C

12 cm

Nesse quadrilátero, a medida de AD, em centímetros, é igual a


a) 3(2 +  3) b) 2 11  + 3 3 c) 2( 11  +  3) d) 9 3 e) 12 3

28 (FGV) A figura representa um trapézio isósceles ABCD, com AD = BC = 4 cm. M é o ponto médio de AD, e
^
o ângulo BM C é reto.
D C

A B

O perímetro do trapézio ABCD, em cm, é igual a


a) 8. b) 10. c) 12. d) 14. e) 15.
^ ^ ^
29 (IME-RJ) Em um quadrilátero ABCD, os ângulos ABC e CDA são retos. Considere que sen(BDC) e sen(BC^ A)
sejam as raízes da equação x2 + bx + c = 0, em que b, c ∈ . Qual a verdadeira relação satisfeita por b e c?
a) b2 + 2c2 = 1 b) b4 + 2c2 = b2c c) b2 + 2c = 1 d) b2 – 2c2 = 1 e) b2 – 2c = 1

30 (UFPE) ABCD é um quadrilátero, tal que os pontos A, B, C e D são seus vértices, nomeados consecutiva-
mente e no sentido horário. O lado BC é paralelo ao lado DA, o vértice D é equidistante dos lados AB e BC,
os lados AB e CD são congruentes e o ângulo entre o lado BC e a diagonal BD é 30o. Sobre o quadrilátero
ABCD podemos afirmar que:
00. O quadrilátero ABCD pode ser um trapézio escaleno
01. A diagonal BD coincide com a bissetriz do ângulo ABC.
02. O quadrilátero ABCD pode ser um losango
03. O vértice A é equidistante aos lados BC e CD.
04. O quadrilátero ABCD pode ser um paralelogramo

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Noções sobre quadriláteros


281
Cap.

4 Noções gerais sobre


polígonos
4.1 Introdução

J
á estudamos os polígonos de três lados (triângulos) e de quatro lados (quadriláteros). Neste capítu-
lo, passaremos ao estudo dos polígono de n lados.

4.2 Definição

P
odemos definir polígono como sendo a região plana fechada, limitada por três ou mais segmentos
de reta. Basicamente, existem três tipos de polígonos planos:

1o: Polígonos convexos


São aqueles que delimitam uma região convexa (Fig. 1 e Fig. 2).

2o: Polígonos côncavos


São aqueles que delimitam uma região côncava (Fig. 3 e Fig. 4).

3o: Polígonos entrelaçados


São aqueles que delimitam mais de uma região poligonal (Fig. 5 e Fig. 6).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3

Fig. 4 Fig. 5 Fig. 6

Daremos maior ênfase ao estudo dos polígonos convexos.

 Elementos
A seguir, vejamos as definições de alguns dos elementos de um polígono necessários ao desenvolvi-
mento deste estudo.

1o: Lado:
É cada um dos segmentos citados na definição.

282 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


2o: Vértice:
É cada uma das extremidades dos lados do polígono. Extremidades de um mesmo lado são vértices
consecutivos.

3o: Ângulo externo:


É o ângulo formado por um lado do polígono e o prolongamento de um lado consecutivo.

4o: Ângulo interno:


É qualquer um dos ângulos suplementares adjacentes de um ângulo externo.

5o: Diagonal:
É todo segmento com extremidades em vértices não consecutivos do polígono.

6o: Perímetro:
É a reunião de todos os lados do polígono.
A medida do perímetro é igual à soma das medidas de todos os seus lados (indicamos por 2p).

Para representar esses elementos, tomemos, sem perda da generalidade, o polígono ABCDE de vértices
^ ^ ^ ^ ^
A, B, C, D e E (Fig. 1) de diagonais AC, AD, BD, BE e CE (Fig. 2), de ângulos internos A, B , C , D e E
^ ^
(Fig. 3) e ângulos externos ^a , b , c^ , d e e^ (Fig. 4)
Fig. 1 D Fig. 2 D Fig. 3 D Fig. 4 D
d^
^
D ^c
E C E C E ^ E
E
C^ C C
^
A ^B ^e ^b
A B A B A B A ^a B

É importante observarmos que:


1o: um polígono convexo com n lados apresenta n vértices, n ângulos internos e n ângulos externos (cada
vértice tem dois ângulos externos, mas, convencionalmente, só se considera um deles).
2o: se todos os ângulos internos de um polígono forem convexos, então ele é dito polígono convexo.
3o: se pelo menos um ângulo interno de um polígono for côncavo, então ele é dito polígono côncavo.

 Nomenclatura
A tabela a seguir mostra, para alguns polígonos, a quantidade de lados de cada um e o nome pelo qual
é conhecido.
Número de lados Nome
3 triângulo
4 quadrilátero
5 pentágono
6 hexágono
7 heptágono
8 octógono
9 eneágono
10 decágono
11 undecágono
12 dodecágono
15 pentadecágono
20 icoságono

Noções gerais sobre polígonos


283
De modo geral, um polígono com n lados (n > 3) é chamado de n-látero ou n-ágono. Vamos nos con-
centrar em apenas alguns dos polígonos citado nessa tabela.

 Número de diagonais de um polígono

Demonstra-se que, para qualquer polígono convexo de n lados, a quantidade d de diagonais é dada por:
n(n – 3)
d=
2

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Exercícios resolvidos
1 Num certo polígono convexo, a quantidade de diagonais é igual à quantidade de lados. Que nome se dá a
esse polígono?

Resolução:
Um polígono convexo de n lados tem n(n – 3) diagonais. Assim:
2
n= n(n – 3) ⇒ 2n = n2 – 3n
2
n2 – 5n = 0 ⇒ n = 0 (não convém) ou n = 5
\ O polígono é um pentágono.

 Ângulos nos polígonos

Considerando os ângulos internos e externos de um polígono, podemos demonstrar as seguintes pro-


priedades:
1a: A soma dos ângulos internos em um polígono de n lados é igual a (n – 2) . 180°.
2a: A soma dos ângulos externos de qualquer polígono convexo é 360°.

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4.3 Polígono regular

U
m polígono é regular quando tem todos os lados de mesma medida (é equilátero) e todos os ân-
gulos internos de mesma medida (é equiângulo). O fato dos ângulos internos serem congruentes
entre si garante que os ângulos externos também sejam congruente entre si.
O cálculo do número de diagonais, da soma dos ângulos internos e da soma dos ângulos
externos é feito como mostrado para um polígono convexo qualquer.
No entanto podemos enunciar duas particularidades para um polígono regular de n lados.
(n – 2) . 180°
1a: A medida (ai) de cada ângulo interno é dada por ai = .
n
360°
2a: A medida (ae) de cada ângulo externo é dada por ae = .
n

284 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


Considerando esses dois últimos resultados, para os quatro primeiros polígonos regulares temos:

A A B B B C
108° 120° 120°
60° A C
108° 108° A D
120° 120°

60° 60° B 108° 108° 120° 120°


C D C F E
E D
TRIÂNGULO EQUILÁTERO QUADRADO PENTÁGONO REGULAR HEXÁGONO REGULAR

 Apótema de um polígono regular

Devido à simetria que ocorre num polígono regular, existe um ponto que equidista de seus vértices e
também de seus lados. Esse ponto é o centro do polígono e sua distância até cada um dos lados é o apótema
desse polígono.
Para os quatro primeiros polígonos regulares representados a seguir, o ponto O é o centro e OM é o
apótema:

A B B C
A B

A C
O O O O D
A

C B D C E D F E
M M M M

Exercícios resolvidos
2 Um polígono convexo tem 20 diagonais. Qual é a soma de seus ângulos internos?

Resolução:
n(n – 3)
O número de diagonais d de um polígono com n lados é dado por d = . A soma (Si) dos ângulos
2
internos é dada por Si = (n – 2) . 180°.
Assim, temos:
n(n – 3)
20 =
2
⇒ n2 – 3n = 40

n2 – 3n – 40 = 0 ⇒ n = 8 ou n = –5 (não convém)
Si = (8 – 2) . 180° ⇒ Si = 1 080°

\ A soma dos ângulos é 1 080°.

3 Num determinado polígono regular, a medida do ângulo interno excede a do ângulo externo em 36°. O
perímetro desse polígono mede 100 cm. Nessas condições:
a) Qual a medida de cada lado desse polígono? b) Quantas são as diagonais desse polígono?

Resolução:
Primeiramente, devemos nos lembrar que o ângulo interno e o ângulo externo, num mesmo vértice,
são suplementares (somam 180°). Assim, se ai é a medida do ângulo interno e ae é a medida do ângulo
externo, temos:
ai = ae + 36°

ai + ae = 180°

Noções gerais sobre polígonos


285
Desse sistema, resulta ai = 108° e ae = 72°.
Como a soma dos ângulos externos é 360° e o polígono tem n ângulos externos idênticos, então:
n . 72° = 360° ⇒ n = 5
a) O polígono tem 5 lados medindo L e perímetro 2p = 100. Daí:
100 = 5 . L ⇒ L = 20 cm
\ A medida de cada lado é de 20 cm.

b) O número d de diagonais é d = n(n – 3) . Assim:


2
d= 5(5 – 3) ⇒d=5
2
\ O polígono tem 5 diagonais.

4 Num determinado polígono regular, o lado mede L e o apótema mede L 3 . Qual é esse polígono?
2
Resolução:
Seja O o centro do polígono ABCD... (Fig. 1) e seja OM seu apótema (Fig. 2). Consideremos o triângulo
^
OBC, no qual, por simetria, podemos dizer que OB divide o ângulo interno B em duas partes congruentes
e que OM divide o lado BC em duas partes congruentes (Fig. 3).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3


A O D O O
A D A D
^B L 3
L 3 2
B C
2
2
B C B L C
L M M L
2 2

No triângulo OBM, temos:

^ L 3 ^
tg B = 2 ⇒ tg B = L 3 . 2
2 L 2 2 L
2
^ ^
tg B = 3 ⇒ B = 60°
2 2 2
^ ^
B = 2(60°) ⇒ B = 120°
O polígono regular cujo ângulo interno mede 120° é o hexágono.

\ O polígono é um hexágono regular.

Exercícios de sala
5 Considere um octógono convexo para responder aos itens propostos:
a) Quantas são as suas diagonais? b) Qual a soma de seus ângulos internos?

286 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


6 Determine a medida do maior ângulo interno de um pentágono cujos ângulos internos formam a propor-
ção 3 : 3 : 3 : 4 : 5.

7 Num determinado polígono regular de perímetro medindo 64 cm, a soma dos ângulos internos é igual a
2 520°.
Para esse polígono, determine:
a) a medida do lado. c) a medida do ângulo interno.
b) a medida do ângulo externo. d) o número de diagonais.

8 Qual é a medida do apótema de um polígono regular de perímetro 24 cm, com n lados, nos casos em que:
a) n = 3. b) n = 4. c) n = 6.

9 De cada vértice de um determinado polígono, é possível traçar 12 diagonais. Qual é a soma das medidas
dos seus ângulos internos?

10 Um polígono convexo é tal que, de seus ângulos internos, dois medem 110°, um mede 80°, e os demais,
140°. Quantos lados tem esse polígono?

Noções gerais sobre polígonos


287
11 Cada lado de um certo polígono regular mede 20 cm e seus ângulos externos e internos estão, nessa or-
dem, na razão 1:5. Para esse polígono, calcule:
a) o número de diagonais. b) a medida do perímetro.

12 Os polígonos P1 e P2 das figuras a seguir são regulares, de centro O, nos quais AB é uma diagonal que mede
20 cm.

P1 P2
B
B
O O
A
A

Qual a medida do lado de cada um deles?

13 A figura a seguir mostra três partes da moldura, no formato de polígono regular, de uma fotografia.

75°

As partes dessa moldura se encaixam perfeitamente e o contorno final tem o formato de polígono re-
gular.
Se cada parte dessa moldura custa R$ 6,00, qual é o valor total da moldura?

288 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


14 Um quadro, no formato hexagonal regular, tem perímetro interno de 36 3 cm (Fig. 1). O desenho de uma
pessoa de corpo inteiro é colocada nesse quadro (Fig. 2).

Fig. 1 Fig. 2

Se o desenho foi feita na escala 1 : 10, qual a altura real da pessoa?

4.4 Polígonos semelhantes

A
ssim como ocorre nos triângulos, dois polígonos com mesmo número de lados são semelhantes
quando possuem ângulos correspondentes congruentes e lados correspondentes proporcionais.
A razão entre qualquer elemento linear de um polígono e o elemento linear correspondente
de um polígono semelhante chama-se razão de semelhança.
Desse modo, dois polígonos são semelhantes quando ambos puderem ser decompostos em uma igual
quantidade de triângulos ordenadamente semelhantes.

A
A T1~T1’
B
E T3 B T2~T2’
T1 E T T3 ABCDE ~A’B’C’D’E’
1
T2 T2 T3~T3’

D C
D C

Nesse sentido, dois polígonos regulares com a mesma quantidade de lados serão, sempre, semelhantes.

Exemplos:

T2 Q2 P2 H2

P1 H1
Q1
T1

T1~T2 Q1~Q2 P1~P2 H1~H2

Noções gerais sobre polígonos


289
Exercícios resolvidos

15 Considere dois retângulos semelhantes entre si, sendo que os lados de um deles medem 8 cm e 12 cm. Se
o perímetro do outro mede 200 cm, quais as medidas dos seus lados?

Resolução:

Sejam a e b as medidas dos lados do segundo retângulo, com a < b. Assim, teremos:

a = b = k (da semelhança) a + b = 200 (do perímetro)


8 12
Daí, tiramos que:
a = 8k e b = 12k

8k + 12k = 200 ⇒ 20k = 200


k = 200 k = 10
20
a = 8(10) ⇒ a = 80cm b = 12(10) ⇒ b = 120 cm

\ Os lados medem 80 cm, 80 cm, 120 cm e 120 cm.

Exercícios de sala
16 Considere os pares de polígonos representados nas figuras a seguir, nas quais os dois primeiros são
paralelogramos:
D C
S R
Paralelogramo
Paralelogramo 10 mm
5 mm
28 mm
35 mm
100°
80°
P 49 mm Q
A 20 mm B

Verifique se eles são semelhantes. Justifique sua resposta.

17 Considere os quadriláteros semelhantes ABCD e MNPQ das figuras seguintes:


Q
D
P
A
α β
12 cm
β
α
B C
M N

290 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


AD 3
Se = , determine a medida do lado MN do quadrilátero MNPQ.
MQ 5

18 Duas figuras são ditas homotéticas em relação a um ponto quando são semelhantes entre si de modo que
os seus vértices homólogos estão alinhados com esse ponto, e os lados homólogos são paralelos entre si.
A figura a seguir mostra dois pentágonos homotéticos em relação ao ponto P.
A’

A 3
B’
P B 2 9
C C’
E
6
2 E’
D
4
D’

Qual o perímetro do pentágono menor?

Exercícios propostos
19 (ENEM) Um gesseiro que trabalhava na reforma de uma casa lidava com placas de gesso com formato de
pentágono regular quando percebeu que uma peça estava quebrada, faltando uma parte triangular, con-
forme mostra a figura.

E B

D C

Para recompor a peça, ele precisou refazer a parte triangular que faltava e, para isso, anotou as medidas
^ ^ ^
dos ângulos x = EA D, y = ED A e z = AE D do triângulo ADE.
As medidas x, y e z, em graus, desses ângulos são, respectivamente,
a) 18, 18 e 108. b) 24, 48 e 08. c) 36, 36 e 108. d) 54, 54 e 72. e) 60, 60 e 60.

Noções gerais sobre polígonos


291
20 (ENEM) Um fabricante planeja colocar no mercado duas linhas de cerâmicas para revestimento de pisos.
Diversas formas possíveis para as cerâmicas foram apresentadas e decidiu-se que o conjunto P de formas
possíveis seria composto apenas por figuras poligonais regulares.
Duas formas geométricas que fazem parte de P são
a) triângulo e pentágono.    c) triângulo e octógono.    e) hexágono e octógono.
b) triângulo e hexágono.    d) hexágono e heptágono.

21 (IBMEC-SP) A via de acesso a uma empresa será pavimentada por lajotas hexagonais regulares. O projeto
prevê que serão necessárias fileiras com lajotas para cobrir seus 5,1 metros de largura, conforme mostra
o esquema a seguir.

5,1 m

Desconsiderando o espaço entre as lajotas, obtém-se que as lajotas encomendadas deverão ter arestas
cuja medida, em centímetros, está entre
a) 25,0 e 27,5. b) 30,0 e 32,5. c) 20,0 e 22,5. d) 27,5 e 30,0. e) 22,5 e 25,0.

22 (UFRGS) Considere um pentágono regular ABCDE de lado 1. Tomando os pontos médios de seus lados,
constrói-se um pentágono FGHIJ, como na figura a seguir.

D
I H
E C

J G

A F B

A medida do lado do pentágono FGHIJ é


a) sen 36°. b) cos 36°. c)  sen 36° . d)  cos 36° . e) 2 cos 36°.
2 2
23 (IBMEC-SP) Um polígono regular possui n lados, sendo n um número par maior ou igual a 4. Uma pessoa
uniu dois vértices desse polígono por meio de um segmento de reta, dividindo-o em dois polígonos conve-
xos P1 e P2, congruentes entre si. O número de lados do polígono P1 é igual a

a)  n  + 2 b)  n  + 1 c)  n d)  n  – 1 e)  n  – 2


2 2 2 2 2

24 (UEL-PR) Seja o heptágono irregular, ilustrado na figura seguinte, onde seis de seus ângulos internos me-
dem 120°, 150°, 130°, 140°, 100° e 140°. A medida do sétimo ângulo é
x
120° 140°

150° 100°

130° 140°

a)  110° b) 120° c) 130° d) 140° e) 150°

25 (UNIMONTES-MG) Na figura a seguir, temos um pentágono regular ABCDE. Se as retas DC e AF são para-
^
lelas, podemos afirmar que a medida do ângulo BA F vale

292 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


A F

E B

D C

a) 32° b) 72° c) 36° d) 54°

26 (UNIOESTE-PR) Um pentagrama é uma figura que pode ser construída por uma linha fechada única entre-
laçada, sendo considerado símbolo da perfeição. O nome pentagrama se dá em virtude da formação de
um pentágono regular no seu interior, conforme ilustra a figura a seguir.

Com base nessas informações, pode-se afirmar que a medida do ângulo a é


a) 108°. b) 45°. c) 36°. d) 180°. e) 72°.

27 (UNITAU-SP) A medida de cada ângulo externo de um polígono regular convexo que apresenta 54 diago-
nais é
a) 12° b) 18° c) 20° d) 24° e) 30°

28 (UFPE) A figura a seguir é o contorno de um polígono obtido pelo agrupamento de polígonos regulares, de
lados adjacentes dois a dois, em torno de um vértice comum a todos. Quais são estes polígonos?

00) Um losango, um triângulo e dois quadrados.


01) Um pentágono e dois triângulos.
02) Um pentágono e dois trapézios.
03) Três triângulos e dois quadrados.
04) Um triângulo e dois trapézios.

29 (ESPM-SP) Os pontos A, B, C e D são vértices consecutivos de um polígono regular com 20 diagonais, cujo
lado mede 1. O comprimento do segmento AD é igual a:
a)  2 b) 1 +  2 c) 2 2  – 1 d) 2 2  + 1 e) 2 2

Noções gerais sobre polígonos


293
Exercícios de aprofundamento

30 Os ângulos externos de um polígono convexo formam uma progressão aritmética (P.A.). Se o menor deles
mede 30° e o maior mede 50°, qual a razão dessa P.A.?

31 O perímetro de um polígono regular, cuja medida do lado é dada por um número inteiro de centímetros, é
100 cm. Quantos são os possíveis polígonos (não semelhantes) que apresentam essa característica?

32 (UESPI) Qual a soma, a + b + g + d + e, dos ângulos indicados no polígono estrelado, que está ilustrado a
seguir?

δ γ

β
ε
α

a) 150° b) 160° c) 170° d) 180° e) 190°

33 (ESPM-SP) A soma dos ângulos assinalados na figura a seguir é igual a:

a) 720° b) 900° c) 1 080° d) 1 260° e) 1 440°


^ ^ ^
34 (FGV) Em relação a um quadrilátero ABCD, sabe-se que med(BA D) = 120°, med(AB C) = med(AD C) = 90°,
AB = 13 e AD = 46. A medida do segmento AC é
a) 60. b) 62. c) 64. d) 65. e) 72.

35 (UNICAMP-SP) A figura a seguir exibe um pentágono com todos os lados de mesmo comprimento.

135°

A medida do ângulo θ é igual a


a)  105° b) 120° c) 135° d) 150°

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294 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1


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296 Sistema de Ensino CNEC – 3ª série do Ensino Médio - Volume 1