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Material Digital do Professor

Ciências – 6º ano
1º bimestre – Sequência didática 1

A forma da Terra
Duração: 4 aulas
Referência do Livro do Estudante: Unidade 1, Capítulo 1

Relevância para a aprendizagem


Intuitivamente, quando se olhar a linha do horizonte, em locais sem habitações, como em
montanhas ou em uma praia, pode-se ter a impressão de que a Terra é plana. Historicamente, os
primeiros registros de um modelo da “Terra plana” tiveram origem na Grécia antiga. Porém, mesmo
antes de evidências atuais mais conclusivas, as observações acerca de alguns fenômenos da natureza
levaram nossos antepassados a propor um modelo de Terra esférica, como forma de contestação ao
modelo de Terra plana, então majoritariamente aceito. Atualmente existem equipamentos que nos
permitem visualizar a Terra do espaço e constatar o formato esférico do planeta.

O objetivo desta sequência é, com base na observação de fenômenos naturais, levantar uma
série de evidências indiretas que permitam ao estudante concluir e justificar a forma esférica da
Terra. Com essa estratégia, é intensificado o comportamento investigativo que se constituirá em pré-
requisito em estudos posteriores para a construção de modelos. Em todas as ciências, e
especialmente nas Ciências da Natureza, os modelos permitem compreender comportamentos de
fenômenos que ocorrem na natureza e imaginar estruturas que não são visualizadas de maneira
direta.

O trabalho desenvolvido com o tema “forma da Terra” deve evidenciar como o processo de
obtenção de informações é dinâmico e crescente, pois associar evidências indiretas propostas pelos
nossos antepassados com observações e evidências atuais possibilita o estabelecimento, pela
comunidade científica, de afirmações mais consistentes sobre o modelo da Terra esférica.

Objetivos de aprendizagem
• Interpretar o eclipse lunar como uma evidência da esfericidade do planeta Terra por
meio de uma atividade prática e de observações de imagens do fenômeno.
• Identificar evidências que demonstram a esfericidade do planeta Terra.
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Competências gerais e específicas (BNCC)


Competências
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências,
incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade,
para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e
criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes
Gerais áreas.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade,
resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos,
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
1. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento humano, e o
conhecimento científico como provisório, cultural e histórico.
3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos
Específicas relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também
as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer
perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das Ciências da Natureza.

Objetos de conhecimento e habilidades (BNCC)


Objetos de conhecimento Habilidade
Forma, estrutura e movimentos da (EF06CI13) Selecionar argumentos e evidências que demonstrem a esfericidade da
Terra Terra.

Desenvolvimento
Aula 1 – Analisando uma evidência do formato esférico da Terra
Duração: cerca de 45 minutos.
Local: sala de aula.
Organização dos estudantes: sentados em suas carteiras, formando um semicírculo voltado para o quadro na atividade
1; formando um círculo na atividade 2.
Recursos e/ou material necessário: lanterna; 1 bola de isopor com aproximadamente 20 cm de diâmetro; 1 bola de
isopor com aproximadamente 10 cm de diâmetro; 1 paralelepípedo (tijolo) de isopor com aproximadamente 20 cm de
comprimento; 3 palitos de churrasco; folhas de papel escuro para forrar as janelas (se necessário). Folhas de papel
sulfite; lápis; borracha e imagens da sombra da Terra projetada na Lua em eclipses lunares.

Atividade 1: Levantamento de conhecimentos prévios e introdução (15 minutos)

Inicie a aula perguntando aos estudantes: “Qual é o formato da Terra?”; “Quais são as
evidências de que a Terra apresenta formato esférico?”. Anote no quadro as respostas fornecidas
pela turma. É esperado que eles tenham conhecimento do formato esférico da Terra e é provável
que citem como evidências as imagens da Terra vistas do espaço.
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Comente que antigamente se acreditava que a Terra fosse plana. As pessoas acreditavam
nisso porque, quando se encontravam em uma praia ou em locais descampados e olhavam para a
linha do horizonte, não viam curvatura alguma. Pergunte aos estudantes se eles sabem por que, ao
observar a linha do horizonte, temos a impressão de que a superfície da Terra é plana. Analise as
possíveis explicações dadas e complemente, esclarecendo que é praticamente impossível para um
observador, que se encontra na superfície de uma grande área, perceber a existência de uma
curvatura (a circunferência da Terra é de cerca de 40 mil km). Comente que atualmente existem
equipamentos que permitem a visualização da Terra do espaço e que sondas interplanetárias já
registraram fotos do planeta evidenciando seu formato esférico. Porém, há registros de ideias de um
modelo esférico da Terra desde a Grécia antiga. Questione-os: “Quais fatos, observações e
evidências foram utilizados pelos pensadores da Antiguidade para propor um modelo de Terra
esférica?”. Relembre que, naquela época, não havia instrumentos, como lunetas, telescópios,
satélites artificiais, etc., nem acesso às informações de que dispomos na atualidade.

Anote as respostas dos estudantes no quadro e esclareça que elas serão retomadas depois
do desenvolvimento desta sequência didática. Explique que a atividade prática realizada a seguir
consiste em uma simulação de uma das evidências do formato da Terra.

Atividade 2: Simulação de um eclipse lunar: evidência da esfericidade da Terra (35 minutos)

Explique brevemente aos estudantes que a Lua é iluminada pelo Sol. Caso eles questionem se
ela permanece iluminada durante a Lua nova, esclareça que, nessa fase, sua face iluminada está
voltada para o Sol, razão pela qual a Lua não é vista da Terra. Porém, há uma situação em que esse
satélite não é iluminado pelo Sol: durante o eclipse lunar, quando acontece de o Sol, a Terra e a Lua
ficarem alinhados, de forma que a Lua atravessa a sombra da Terra projetada no espaço. Pode ser
que, com essa primeira explicação, surjam ou persistam algumas dúvidas. Explique que a atividade
prática realizada na sequência simula o que ocorre durante um eclipse lunar e os ajudará a entender
melhor esse fenômeno.

Material

• 1 lanterna
• 1 bola de isopor com aproximadamente 20 cm de diâmetro
• 1 bola de isopor com aproximadamente 10 cm de diâmetro
• 1 paralelepípedo (tijolo) de isopor com aproximadamente 20 cm de comprimento; 3
palitos de churrasco;
• Papel escuro para forrar as janelas (se necessário).
Observação: O tamanho dos objetos usados para representar o fenômeno do eclipse
lunar não apresenta escala. A finalidade principal é de propiciar a observação do formato
da sombra dos objetos que representam a Terra projetada no objeto que representa a
Lua.
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Procedimentos

• Antes de realizar o experimento, distribua uma folha de papel sulfite para cada
estudante e esclareça que nela deverá ser representado, por meio de desenhos, o que
observaram durante a atividade.
• Espete um palito de churrasco em cada bola de isopor e um palito no paralelepípedo
(tijolo) de isopor.
• Deixe o ambiente escuro. Se necessário, forre as janelas com papel escuro.
• Cada objeto da atividade prática deverá ser segurado por um estudante distinto.
Esclareça o que cada elemento do experimento representa: a lanterna representa o Sol,
a esfera maior, o modelo de Terra esférica; o paralelepípedo, o modelo de Terra plana e
a esfera menor, a Lua.
• A lanterna e o objeto que representa a Terra (esfera ou paralelepípedo) devem ficar
parados em um mesmo plano durante a atividade. O estudante que segura o objeto que
representa a Lua deve movê-lo em direção à sombra do objeto Terra, no mesmo plano
horizontal que se encontram a lanterna e o objeto que representa a Terra. Esse
movimento deve ser vagaroso, de modo que os estudantes possam observar a sombra
projetada pela “Terra” na “Lua”, enquanto a “Lua” vai sendo encoberta pela sombra do
objeto que representa a Terra. Esse procedimento deve ser feito alternadamente: num
primeiro momento, utilize o paralelepípedo que representa o modelo de Terra plana e,
na sequência, a bola de isopor que representa o modelo de Terra esférica. Repita
algumas vezes esse procedimento. Atente para a distância entre os objetos que
representam a Terra e a Lua para que a sombra projetada não encubra de início
totalmente a Lua. Ajuste a distância entre os três objetos do experimento para que seja
possível observar o comportamento semelhante que ocorre com a sombra da Terra
observada na Lua, durante o eclipse lunar.
• Oriente-os a representar em um desenho esquemático bem simples a sombra projetada
pelos dois modelos da “Terra” na “Lua” enquanto esta vai sendo encoberta pela sombra
do “planeta”.
Em seguida, mostre imagens da sombra da Terra projetada na Lua durante um eclipse.
Solicite que os estudantes comparem as imagens do fenômeno com os desenhos esquemáticos
baseados no que observaram na atividade prática. Peça que, apoiados nisso, respondam à seguinte
pergunta, na mesma folha em que realizaram o desenho: “A sombra da Terra projetada na Lua
durante o eclipse lunar constitui evidência de que a Terra apresenta qual formato? Explique.”. Se
necessário, escreva a pergunta no quadro.

Ao final da aula, promova uma breve discussão a fim de verificar se os estudantes


conseguem associar o experimento ao fenômeno do eclipse lunar e se eles entendem que o formato
da sombra projetada pela Terra durante o fenômeno é evidência de que a Terra apresenta forma
esférica.

Depois de as produções dos estudantes terem sido entregues, avalie a necessidade de


retomar o tema trabalhado em aula posterior.
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Aulas 2 e 3 – Produção de roteiro e elaboração da apresentação por grupos


Duração: cerca de 90 minutos.
Local: sala de aula ou laboratório de informática nas atividades 1 e 2; pátio ou sala de aula na atividade 3.
Organização dos estudantes: em grupos com quatro ou cinco componentes.
Recursos e/ou material necessário: computadores com acesso à internet (se disponível), caderno, lápis, borracha e
materiais que abordem evidências diretas e indiretas da esfericidade da Terra, como textos (capítulo do livro didático ou
de outros livros, reportagens, relatos de viagens em torno da Terra, entre outros) ou imagens (fotografias de eclipses
lunares, imagens de satélites, ilustrações representativas de experimentos que demonstrem a curvatura da Terra, entre
outras).

Atividade 1: Pesquisa e produção de roteiro (45 minutos)

Com os estudantes reunidos em grupos, proponha a elaboração de um roteiro para


apresentar para a turma uma ou mais evidências de que a Terra é esférica. A forma da apresentação
fica a critério do grupo. Podem-se escolher murais/cartazes, PowerPoint, vídeos/filmes de curta
duração produzidos pelos estudantes, ou mesmo uma apresentação teatral.

Se a escola dispuser de computadores com acesso à internet, podem-se utilizar ferramentas


de busca on-line para a pesquisa das evidências. Nesse caso, programas de edição de texto também
podem ser usados para a escrita do roteiro. Caso esses recursos multimídia não estejam disponíveis,
selecione previamente materiais que abordem evidências diretas e indiretas da esfericidade da Terra
e os apresente à turma. Esses materiais podem ser constituídos de textos – capítulo do livro didático
ou de outros livros, reportagens, relatos de viagens em torno da Terra, entre outros –, bem como de
fotografias de eclipses lunares, imagens de satélites ou ilustrações representativas de experimentos
que demonstrem a curvatura da Terra.

Oriente os grupos a escolher duas evidências pesquisadas para a elaboração de uma


apresentação, de cinco minutos no máximo, para a próxima aula.

Sugira a diversificação das estratégias de apresentação baseando-se nos recursos disponíveis:


utilizando dinâmicas, slides preparados em PowerPoint, produção e edição de vídeo ou filme de curta
duração (enfatize que o tempo de apresentação é de cinco minutos), representação teatral,
simulação de julgamento em que se defende a esfericidade da Terra esférica ou painéis. Não
havendo condições para a produção de um vídeo ou filme, um grupo poderá simular uma
apresentação de vídeo; dessa maneira, os estudantes poderiam produzir o roteiro e a apresentação
com o formato de entrevista, reportagem, cena de documentário, parte de um programa de
televisão, etc.

Entre as evidências a serem abordadas, sugerem-se:

• Os corpos celestes observados no Universo têm formato circular (por exemplo, a Lua e os
demais planetas do Sistema Solar).
• A sombra da Terra projetada na Lua durante um eclipse lunar mostra uma forma esférica
(não seria vista assim, caso a Terra tivesse outro formato que não o esférico).
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• A maneira como um navio, saindo para o alto-mar, deixa de ser visto à medida que se
distancia em direção ao horizonte (ele “desaparece” de baixo para cima, como se
estivesse afundando, conforme se torna mais distante do observador).
• O fato de as estrelas e outros corpos celestes não serem visíveis simultaneamente em
regiões afastadas do planeta (enquanto algumas constelações são visíveis no hemisfério
norte, outras são visíveis no hemisfério sul, por exemplo).
• As diferenças perceptíveis nas sombras projetadas por uma estaca fixada verticalmente
no solo, quando observadas ao mesmo tempo em regiões distintas da Terra.
• O fato de ser possível viajar ao redor do globo terrestre – de navio, avião, balão, entre
outras possibilidades – sempre na mesma direção e, ainda assim, chegar novamente ao
ponto de origem.
Durante a elaboração do roteiro e do conteúdo de cada apresentação, circule pelo ambiente
auxiliando os estudantes e mediando possíveis conflitos.

Atividade 2: Ensaio final e programação das apresentações (15 minutos)

Com os estudantes reunidos em grupos, organize a apresentação elaborada por eles. Com
base no roteiro e na forma de apresentação escolhida, algumas das produções (em geral são seis
grupos por sala) podem ser realizadas na própria sala de aula, outras na sala multimídia (se a escola
dispuser desse recurso) ou em outro espaço – como o pátio, na sala de teatro, etc. Circule entre os
grupos, dando dicas sobre como eles podem garantir uma boa qualificação da apresentação: em uma
exposição oral do conteúdo, uma fala segura (conteúdo e dicção), que fundamente a proposta
estabelecida pelo grupo, e com tom de voz audível por todos; em uma apresentação teatral, a
melhor postura nas possíveis interpretações; na produção de um vídeo ou PowerPoint, o cuidado ao
montar a sequência de slides ou de cenas gravadas para deixar a apresentação mais interessante e
menos repetitiva, etc.

Informe que eles terão aproximadamente quinze minutos para treinar, completar e distribuir
materiais para a apresentação do grupo.

Atividade 3: Apresentação dos grupos (30 minutos)

É possível que o tempo de aula não seja suficiente para todas as apresentações em virtude
do trabalho realizado na atividade anterior. Por essa razão, sugerimos um intervalo de tempo para
esse propósito na próxima aula.

Antes de iniciar a apresentação dos trabalhos dos grupos, retome o que foi combinado
anteriormente:

• Tempo estimado para a apresentação: cinco minutos, com um minuto de tolerância.


(Cabe ao professor controlar o tempo. Mesmo que a apresentação esteja excelente, não
deixe que o grupo extrapole o tempo combinado.)
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• Dúvidas que surgirem durante as apresentações: oriente a turma a anotá-las para serem
retomadas ao término da apresentação de todos os grupos, no momento de discussão e
síntese final.
Coordene a apresentação dos grupos, insistindo na importância de se ter um “controle de
tempo” para as mais diversas atividades do cotidiano.

Anote para posterior discussão/avaliação aspectos relevantes observados durante a


apresentação dos grupos. Registre alguns dados que possam justificar sua avaliação final do trabalho
− por exemplo, se o conteúdo exibido está associado ao tema proposto, se o grupo conseguiu
explicitar/fundamentar os temas escolhidos para a apresentação, se os objetivos propostos foram
atingidos, se o grupo dividiu adequadamente os trabalhos envolvendo todos os componentes, se a
participação de cada componente na elaboração e na apresentação foi efetiva, etc.

Aula 4 – Conclusão
Duração: cerca de 45 minutos.
Local: sala de aula ou outro local determinado na aula anterior.
Organização dos estudantes: em grupos (com quatro ou cinco componentes) na atividade 1 e em círculo, com as
carteiras voltadas para o professor, na atividade 2.
Recursos e/ou material necessário: folhas de papel sulfite ou caderno; lápis e borracha.

Atividade 1: Término da apresentação dos grupos (até 20 minutos)

É muito provável que o tempo disponível para a apresentação dos grupos não seja suficiente.
Por essa razão, fizemos a indicação desta atividade. No entanto, se o tempo disponível para as
apresentações tiver sido suficiente, sugerimos utilizá-lo na atividade seguinte, dedicado à discussão
dos estudantes para a conclusão da sequência didática.

Atividade 2: Conclusão dos trabalhos desenvolvidos pelos grupos (de 25 a 45 minutos)

Finalizadas as apresentações, reserve um tempo para discutir as dúvidas anotadas. Coordene


a discussão/correção, instigando a participação dos estudantes. Não deixe de complementar as
respostas cujas dúvidas o grupo responsável pelo tema não conseguiu elucidar.

Em seguida, estabeleça uma discussão rápida avaliando qualitativamente, com a colaboração


da turma, como os grupos conduziram a apresentação, focando os temas escolhidos. Questione-os a
respeito de eventuais dúvidas que permaneceram durante o desenvolvimento das atividades
propostas e faça os esclarecimentos que considerar necessários. Sugerimos solicitar também a
opinião dos estudantes sobre o trabalho desenvolvido no próprio grupo, desde a escolha do formato
da apresentação até a elaboração do conteúdo e a participação na apresentação da proposta para a
turma.

Aproveite o tempo final da aula para propor a elaboração individual de um texto dissertativo
que contemple a seguinte questão:
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“Como você faria se tivesse que explicar a um colega de outra escola, também estudante do
6° ano, quais fatos, observações e evidências foram utilizados pelos pensadores da Antiguidade para
propor um modelo de Terra esférica?”

Recolha o texto individual ao término da aula.

Aferição do objetivo de aprendizagem


A avaliação do processo de aprendizagem deve levar em consideração tanto o desempenho do
grupo como o desenvolvimento individual de competências. Do ponto de vista do grupo, espera-se que
os estudantes tenham trabalhado de forma colaborativa e respeitosa durante a realização de todas as
atividades propostas nesta sequência didática. Retome os registros feitos no decorrer da apresentação
dos grupos; avalie se eles foram claros e criativos e se o produto final do trabalho atendeu à proposta.
No que se refere ao desempenho individual, as competências que devem ser avaliadas estão
relacionadas principalmente ao trabalho coletivo e à comunicação durante as exposições.

Em relação aos conceitos trabalhados, espera-se inicialmente que os estudantes relacionem


a atividade prática com o eclipse lunar e reconheçam esse fenômeno como uma evidência da
esfericidade da Terra. Para isso, o professor pode avaliar a participação da turma durante a atividade
prática, assim como o desenho esquemático e a produção escrita entregues ao final da aula 1. Os
estudantes tiveram a oportunidade de discutir e compreender outras evidências da esfericidade da
Terra ao montarem os grupos de trabalho. Essa aprendizagem pode ser aferida pela participação dos
membros dos grupos ao longo do processo de elaboração do roteiro e pelo produto final da
atividade. Para isso, observe a fala deles na discussão final e avalie a produção escrita do texto
individual solicitado ao término dos trabalhos.

Questões para auxiliar na aferição

1. Leia a situação a seguir e faça o que se pede.


Victor assistiu a um vídeo na internet em que se defendia a ideia de que a Terra era plana. Um
dos argumentos defendido pelo apresentador do vídeo era de que, quando estamos na praia e
olhamos para o mar, a linha do horizonte apresenta formato reto em vez de esférico.
a) O argumento fornecido pelo apresentador do vídeo está correto? Justifique.
b) Apresente duas evidências do formato esférico da Terra que você poderia fornecer a Victor.

2. Represente a atividade prática do eclipse lunar realizada em sala de aula por meio de um
desenho e faça o que se pede:
a) Identifique o astro que cada objeto representou.

b) Essa atividade ajudou você a compreender por que o fenômeno do eclipse lunar fornece uma
evidência de que o formato da Terra é esférico? Justifique.
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Gabarito das questões

1.
a) Espera-se que os estudantes respondam que o argumento está incorreto. A impressão de
que a Terra é plana ocorre porque um observador que se encontra na superfície de uma área
suficientemente grande (a Terra) não consegue perceber a curvatura do planeta (40 mil km).

b) Respostas possíveis:

• Outros astros e corpos celestes apresentam formato circular.


• Durante um eclipse lunar, a sombra da Terra projetada na Lua é circular.
• A maneira como um navio saindo para o alto-mar deixa de ser visto à medida que se
distancia: ele desaparece de “baixo” para “cima”, como se estivesse “afundando” no
horizonte.
• Algumas constelações observadas em uma região não são vistas da mesma forma
conforme o observador se afasta dela.
• A sombra projetada por uma estaca fixada verticalmente no chão é diferente em regiões
distintas da Terra, mesmo que observadas ao mesmo tempo.
• É possível completar uma volta ao redor do globo terrestre indo sempre na mesma
direção.

2.
a) Os estudantes devem identificar que a lanterna representa o Sol, a esfera menor representa
a Lua e a maior representa a Terra.

b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes consigam associar a forma da sombra do


modelo de Terra esférica projetado no experimento ao fato de a Terra projetar uma sombra
esférica na Lua durante o eclipse lunar.

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