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Ciências Humanas, Sociais e Aplicadas

- Geografia -
Novo Ensino Médio / Integral – 2ª Série
Capitalismo Informacional e Globalização
SUMÁRIO. CAP. 1. Págs. 22-30
 CAPITALISMO INFORMACIONAL
• A globalização
• O neoliberalismo
• A crise financeira
• Desglobalização?
 ATIVIDADES
 PRÓXIMO ASSUNTO
A globalização
Produtos e serviços têm uma nova característica – o
crescente teor informacional. Mas o conhecimento
também se incorpora ao território, constituindo o que o
geógrafo Milton Santos (1926-2001) chamou de MEIO
TÉCNICO-CIENTÍFICO INFORMACIONAL, que aparece
predominantemente nos países desenvolvidos e nas
regiões mais modernas dos países emergentes, e é a
base para os fluxos da globalização.

Os países na vanguarda da Revolução Informacional são


aqueles que lideram a Pesquisa e Desenvolvimento,
COM DESTAQUE PARA OS ESTADOS UNIDOS.
Esse é o país que mais investe em P&D em números absolutos (faça a conta:
2,8% de um PIB de 17,4 trilhões de dólares, em 2014), que apresenta o maior
número de pesquisadores (cerca de 1,3 milhão de cientistas), que mais publica
artigos técnicos e científicos em revistas especializadas e que obtém as
maiores receitas de royalties e taxas de licenciamento sobre novas tecnologias
de produtos e serviços. OBSERVE A TABELA ABAIXO:
Em 2014, foi investido um montante de 484 bilhões de
dólares em P&D nos Estados Unidos (no Brasil foram 27
bilhões de dólares). Esse investimento foi feito por
órgãos do governo, como a Nasa e o Departamento de
Defesa, por universidades e outras instituições de
pesquisa e por empresas privadas.

Por exemplo, a Intel, fabricante de chips com sede em


Santa Clara, cidade do Vale do Silício, norte da
Califórnia, foi a empresa norte- -americana que mais
investiu em pesquisa, com um montante de 10,6 bilhões
de dólares. Ou seja, nos Estados Unidos apenas uma
empresa gastou em P&D o correspondente a 39% de
tudo o que foi investido no Brasil.
As DUAS REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS anteriores
foram impulsionadas pelo desenvolvimento de
novas fontes de energia – a primeira, por carvão
mineral, e a segunda, por petróleo e eletricidade.
A revolução ora em curso é impulsionada pelo
CONHECIMENTO, embora, evidentemente, a
energia continue sendo fator crucial, já que um
computador de última geração não funciona sem
energia elétrica ou bateria e os automóveis ainda
são movidos predominantemente por
combustíveis derivados de petróleo, por
exemplo.
Desde os primórdios da espécie humana, as sociedades
produzem CONHECIMENTOS DIVERSOS. Por exemplo,
uma ferramenta, como um arado puxado por um
animal, que gerou avanços na agricultura, implicou
algum conhecimento para fabricá-lo e utilizá-lo.
O que mudou hoje, então?
Atualmente, o CONHECIMENTO é o principal
responsável pelo desenvolvimento, pela produção e
pela utilização de bens e serviços. Por isso, quanto
mais avançados eles forem, mais incorporam
conhecimentos, que são a base da atual Revolução
Técnico-Científica.
Da década de 1970 em diante ocorreu uma revolução nas
unidades de produção, nos serviços e nas residências. Grande
parte dessa revolução deve-se ao CHIP, uma pequena peça de
silício que possibilitou a construção de computadores cada vez
menores, mais rápidos e baratos. O desenvolvimento de satélites,
modems e cabos de fibra óptica, entre outras tecnologias, tem
permitido obter grandes avanços nas telecomunicações. Essas
tecnologias têm facilitado o gerenciamento de dados e acelerado
a circulação de informações em escala mundial.
Todas essas mudanças têm provocado uma aceleração na
circulação de bens, serviços, capitais e informações, e,
evidentemente, de pessoas, especialmente daquelas que
comandam esse processo ao redor do mundo. Com essa
aceleração contemporânea, O CAPITALISMO ATINGIU O ESTÁGIO
PLANETÁRIO, a atual fase de GLOBALIZAÇÃO. Estrutura-se um
mundo cada vez mais integrado por modernos meios de
transporte e telecomunicações. Por isso, podemos dizer que
vivemos em um CAPITALISMO INFORMACIONAL-GLOBAL.
Entretanto, como você estudará no próximo capítulo, a
globalização e seus fluxos abarcam o espaço geográfico
de forma bastante desigual, pois alguns países e regiões
estão mais integrados do que outros, e os
“comandantes” desse processo estão concentrados em
poucos lugares.
Ao assumir a presidência dos Estados Unidos, Ronald Reagan
(Partido Republicano), em seu discurso de posse proferido em 20
de janeiro de 1981, afirmou: “Na atual crise, o governo não é a
solução de nossos problemas; o governo é o problema”. Ele se
referia à crise capitalista dos anos 1970, que evidenciava certo
esgotamento das políticas keynesianas e era agravada pelos
choques do petróleo (elevação dos preços do barril em 1973 e
1979).
O governo Reagan foi marcado por redução do papel
regulador do Estado na economia, por cortes de
impostos – que beneficiavam especialmente os mais
ricos –, supostamente para estimular o investimento e a
produção, e por imposição da doutrina neoliberal aos
países em desenvolvimento
A crise financeira provocou redução no crescimento do
PIB de alguns países e recessão em outros, com o
consequente aumento do desemprego, isto é,
transformou-se em uma crise econômica mais ampla,
como se pode constatar pelos dados das tabelas ABAIXO.

Embora tenha se iniciado no mercado financeiro, é a


sociedade como um todo que acaba sofrendo as
consequências, sobretudo as pessoas mais pobres, com
aumento da carga de impostos, corte de benefícios
sociais, redução da renda familiar (decorrente do
desemprego) e piora nas condições de vida.
10 questões de GEOGRAFIA sobre O
desenvolvimento do capitalismo.
Vai está no classroom e no grupo da
turma.

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