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Alterações Cromossômicas

Doenças relacionadas a defeitos no reparo a mutações

Xeroderma pigmentoso  é um distúrbio genético autossômico recessivo heterogêneo pan-étnico, com


defeito no reparo de DNA e sensibilidade a radiação UV. A prevalência nos EUA é de 1:1.000.000 e no
Japão é de 1:100.000

 O XP é causado por mutações que afetam a subvia de reparo do genoma global de excisão de
nucleotídeos ou por mutações que afetam o reparo pós-replicação. Isso resulta em um acúmulo
de mutações nas células. As neoplasias cutâneas dos pacientes com XP têm um nível mais alto
de mutações oncogênicas e de genes supressores tumorais que os tumores da população em
geral, e estas mutações parecem ser altamente específicas de UV
 Fenótipo e História Natural: os pacientes de XP desenvolvem sintomas em uma média de idade
de 1 a 2 anos, embora em aproximadamente 5% dos pacientes o início ocorra após os 14 anos.
Os sintomas iniciais são sensibilidade solar, sardas, fotofobia, envelhecimento cutâneo precoce,
ceratose actínica, neoplasias e fáceis queimaduras solares
 45% desenvolvem carcinomas de células basais (BCC) ou carcinoma de células escamosas (SCC)
 5% desenvolvem melanomas
 90% dos carcinomas ocorrem em sítios de maior exposição solar (face, pescoço, ponta da língua,
cabeça)
 Idade média de aparecimento de neoplasias cutâneas é 8 anos (50a antes da pop normal)
 Frequência dessas neoplasias era mais de 1000 vezes que a da população geral
 60-70% dos pacientes tem alterações oculares: fotofobia, conjuntivite, blefarite (inflamação da
pálpebra), ectrópio (eversão da margem palpebral, podendo ocorrer na margem superior ou
inferior) e neoplasia
 18% possuem degeneração neuronal progressiva: surdez sensorial, RM, hiporeflexia, ataxia,
coreoatetose, oftalmoplegia supranuclear. Possivelmente por falta de reparo a dano de radicais
livres
 10-20x aumento de neoplasias internas: cérebro, leucemia, pulmão e estômago
 Expectativa de vida: 30a mais curta, sendo o melanoma metastático e o carcinoma de célula
escamosa da pele as causas mais comuns de morte.
 Tratamento: evitar luz solar, roupas protetoras, filtro solar, screening cuidadoso e exérese de
lesões de pele
 Risco de recorrência: 25% (aut. Recessiva)

Termos

Euplóides: múltiplos de um conjunto básico de cromossomos

Poliploides: mais de dois conjuntos básicos

 Triploide, tetraploide, pentaploide, hexaploide


 Monoplóide Vs Haplóides os haploides são normalmente aplicados a um estado gamético do
indivíduo. Os monoplóides são indivíduos de uma espécie diploide que têm apenas um conjunto
cromossômico
 Mola hidatiforme: É causado por um desequilíbrio genético que pode ocorrer quando
um óvulo é fecundado por dois espermatozoides ou quando o óvulo não tinha material genético
suficiente (23 pares de cromossomos em humanos). É um tumor usualmente benigno invulgar
que se desenvolve a partir de tecido placentário em fases precoces de uma gravidez em que
o embrião não se desenvolve normalmente. A mola hidatiforme, se assemelha a um punhado de
pequenos bagos de uva, é causada por uma degeneração das vilosidades coriônicas, as células
do embrião formam sacos líquidos (projecções minúsculas e irregulares penetrando no útero no
período de fixação). Em 2-3% dos casos, penetra excessivamente e sem controle, tornando-se
um tumor maligno, que passa a classificar-se como coriocarcinoma
 Total: Toda placenta e embrião se desenvolvem anormalmente.
 Parcial: Apenas parte da placenta e embrião se desenvolvem anormalmente.
 Poliploide: autopoliploide (múltiplos “n” da mesma espécie) e alopoliploide (múltiplos “n” de
espécies diferentes)
Autopoliplóide Alopoliplóide

Múltiplos “n” da mesma espécie É uma planta híbrida de duas ou mais


espécies, contendo duas ou mais cópias de
Os triplóides são em geral autopoliploides.
cada um dos genomas que entram.
Eles surgem espontaneamente na natureza,
mas podem ser construídos pelos Pode ser formado cruzando espécies
geneticistas a partir do cruzamento de um correlatas e duplicando os cromossomos do
4n e 2n. Os gametas 2n e n, híbrido ou fundindo células diploides
respectivamente, se unem para formar um
triploide 3n. Os triploides são
caracteristicamente estéreis. O problema,
como nos monoplóides, está no pareamento
durante a meiose. Os mecanismos
moleculares para a sinapse determinam que
o pareamento pode ocorrer apenas entre
dois dos três cromossomos de cada tipo. Os
homólogos pareados (bivalentes) se
segregam para polos opostos, já os
homólogos não pareados (univalentes)
passam para cada pólo aleatoriamente. No
caso de um trivalente, um grupo pareado de
três, os centrômeros pareados se segregam
como um bivalente e o não pareado como
um univalente. Os poliplóides com números
ímpares de conjuntos cromossômicos, tais
como os triplóides, são estéreis ou
altamente inférteis, porque seus gametas e
prole são aneuplóides

Aneuplóide – número de cromossomos


anormais pela presença a mais ou ausência
Cromossomos homeólogos: não são completamente homólogos, pois são de espécies diferentes

Aneuploidia: número de cromossomos difere do selvagem em parte de um conjunto “n”

 Monossomia: 2n-1
 Nulissomia: 2n-2
 Trissomia: 2n+1
 Dissomia: n+1 (haploides)

Causa comum: não disjunção na meiose ou mitose

 Meiose em indivíduo tetrassômico: formação de dois bivalentes, um quadrivalente ou um


trivalente e univalente
 Meiose em indivíduo trissômico: formação de um bivalente e um univalente ou um trivalente

A não disjunção pode ocorrer na


primeira ou segunda divisão
meiótica. Na primeira divisão, a
repercussão é muito pior do que na
segunda, pois nesta apenas uma de
suas células filhas não recebe e a
outra fica com um cromossomo a
mais. Enquanto que na primeira
divisão meiótica, duas células filhas
possuirão dissomia e outras duas
sem receber nada
Doenças genéticas causadas por problemas de não disjunção durante a meiose

Síndrome de Turner

Única monossomia que é possível sobreviver (45, XO). Outras monossomias autossômicas são
deletérias, ocorre morte intrauterina. São mulheres estéreis, com baixa estatura, tórax em forma de
escudo, ovário em fita, pescoço alado, etc.

Trissômicos

1- Síndrome de Klinefelter (47, XXY)

Homens esguios, estéreis, atrofia testicular, pelo secundário baixo (sem barba, pelo no tórax). Em 30%
dos casos, ocorre o desenvolvimento de mamas

2- Síndrome de Down: trissomia do 21

Retardo mental, face larga e achatada, olhos com pregas epicânticas, baixa estatura, mãos curtas com
uma prega no meio. Mulheres podem ser férteis e podem produzir uma prole normal ou trissômica, mas
os homens não se reproduzem. A expectativa média de vida é de cerca de 17 anos. Apenas 8% das
pessoas com a síndrome de Down sobrevivem além dos 40. Pode existir problemas intestinais
(megacólon) e problemas cardíacos

 Efeito materno: abortos múltiplos, perdas fetais acima de 35 anos de idade. Aumento da
probabilidade de uma aneuploidia por causa da idade. Nas mulheres, todos os ovócitos estão
parados no diplóteno antes do nascimento. A meiose retorna a cada período menstrual, o que
significa que os cromossomos na tétrade devem ficar apropriadamente associados por pelo
menos várias décadas. Se especularmos que estas associações têm uma probabilidade
aumentada de se separar acidentalmente com o tempo, podemos ver um mecanismo que
contribui para o aumento de não disjunção materna com a idade. Consistente com esta
especulação, a maior parte das não disjunções relacionadas ao efeito da idade materna é devido
à não disjunção na anáfase, não na anáfase II

As únicas outras trissomias autossômicas humanas que sobrevivem até o nascimento são a trissomia
do 13 (síndrome de Patau) e a trissomia do 18 (síndrome de Edwards)

XYY: férteis: gametas X ou Y, nunca XY ou YY

XXX: normais e férteis. Gametas X

Balanço gênico: densidade gênica do cromossomo 22 é maior que o 21, apesar dos dois cromossomos
serem pequenos. Por isso, a trissomia do 21 seja compatível com a vida.
REARRANJOS CROMOSSÔMICOS

Pode ser por inversão, translocação, deleção ou duplicação. A quebra do DNA é uma causa importante
de cada um destes eventos. Ambos os filamentos do DNA devem ser quebrados em dois locais
diferentes, seguido de uma reunião das pontas quebradas para produzir um novo rearranjo
cromossômico. Pode ser induzido artificialmente ou com o uso de radiação ionizante. Esse tipo de
radiação, particularmente os raios X e gama, é altamente energético e causa várias quebras
bifilamentares no DNA.

 As quebras bifilamentares são potencialmente letais, a menos que sejam reparadas


 Os sistemas de reparo das células corrigem as quebras bifilamentares juntando as pontas
quebradas
 Se as duas pontas da mesma quebra são restituídas, a ordem do DNA será restaurada. Se as
pontas das duas quebras diferentes são reunidas, o resultado é um ou outro tipo de rearranjo
cromossômico
 Os únicos rearranjos cromossômicos que sobrevivem à meiose são aqueles que produzem
cromossomos com um centrômero e dois telômeros. Se um arranjo produz cromossomos
acêntricos, eles não serão levados para um dos polos na anáfase da mitose ou da meiose. Se
produz com 2 centrômeros, em geral, será puxado simultaneamente para os polos opostos na
anáfase, formando uma ponte anafásica
 Se um rearranjo duplica ou deleta um segmento de um cromossomo, o balanço gênico pode ser
afetado. Quanto maior o segmento que é perdido ou duplicado, mais provavelmente o
desequilíbrio gênico irá causar anomalias fenotípicas

Existem dois tipos de rearranjos: os balanceados e os não balanceados. Os balanceados mudam a


ordem dos genes no cromossomo, mas não removem ou duplicam qualquer DNA. As duas classes são as
inversões e as translocações recíprocas. Os não balanceados mudam a dosagem gênica de um
segmento cromossômico. As duas classes são as deleções e duplicações.

Inversão  é um rearranjo no qual um segmento interno de um cromossomo foi quebrado duas vezes,
teve um giro de 180 graus e foi ressoldado. São de dois tipos básicos. Se o centrômero está fora da
inversão, ela é dita paracêntrica. As inversões que envolvem os centrômeros são pericêntricas. Os
indivíduos com inversões são geralmente normais

Variantes geradas por recombinação:

 Deleção, duplicação, inversão e translocação recíproca

GENOMA HUMANO

 Mais ou menos 20,000 genes, com 2,85*10^9 pares de base


 13% SINES (repetições curtas)
 20% LINES (repetições longas)
 26% Introns
 2% proteínas codificantes
MUTAÇÃO, REPARO E RECOMBINAÇÃO

Integridade

 Pareamento: 10^4
 Polimerização: 10^8
 Correção: 10^11

Os principais tipos de mutações de ponto no DNA são as substituições de base e adições ou deleções de
bases.

 Substituição de base: um par de bases é substituído por outro. Podem ser divididas em dois
subtipos: transições e transversões
 Transições são a substituição de uma base por outra base de mesma categoria química
(pirimidina por pirimidina, purina por purina: T por C, A por G)
 Transversões são o oposto, é a substituição de uma base de uma categoria química por
outra
 As mutações de adição ou deleção são, na verdade, adições ou deleções de pares de
nucleotídeos, também conhecidas como mutações indel

Uma consequência dessas mutações é a mudança no quadro de leitura, que pode dar origem a
proteínas truncadas

Quanto a proteína

 Mesmo sentido (silenciosa): a mutação altera um códon para um aminoácido para outro códon
de um mesmo aminoácido. Aparentemente, tem-se a impressão que não origina nenhum
problema, entretanto, algumas dificuldades podem surgir em detrimento dessas mutações.
Cada tRNA possui sequências de códons “preferidas” para seu respectivo aminoácido. E, por
causa disso, a disponibilidade de cada tRNA pode variar. Por causa disso, uma mutação para um
mesmo aa pode não ter tRNA suficiente para o “novo códon”
 Sentido trocado (missense) : o códon para um aminoácido é mudado em um códon para outro
aminoácido
 Sinônimas (conservativa): troca para um aa com as mesmas características
 Não sinônimas (não conservativa): propriedades diferentes
 Mutações sem sentido (nonsense): o códon para um aminoácido é mudado para um códon de
término de tradução (fim). Produz uma proteína truncada (uma proteína que é cortada
prematuramente)
 Frameshift mutation: inserção ou deleção de pares de bases, normalmente produzindo um
códon de parada prematuro e uma proteína truncada e originando uma proteína truncada.
Mudança de alinhamento

Mutações em regiões de splicing

 “splice donor” (GU) e “splice acceptor” (AG)


 Podem ocorrer mutações em sítios de splicing, fazendo com que um íntron possa ser inserido no
mRNA maduro, assim como um éxon pode ser excluído, originando mRNA’s mutantes
 Intronic RNA sequence or skipped exons

Intragenic Deletion/Duplication

Gene regulation  promoter, TATA box, proximal elements (CAAT box, GC Box), enhancer

Pode ter alterações na cauda poli A (AAUAAA) ou no promotor

MECANISMOS DE INDUÇÃO DE MUTAÇÕES DE PONTO

Quando examinamos a gama de mutações que podem ser induzidas por mutágenos diferentes,
observa-se que cada mutágeno possui uma especificidade mutacional distinta, tanto para certos
tipos de mutações (G/C  A/T) quanto para certos sítios mutacionais, chamados pontos quantes
(hot spots)

Os mutágenos atuam por meio de três mecanismos diferentes:

 Substituição de bases
 Alterar uma base, de modo que ela faça um mal pareamento com outra base
 Danificar uma base, de modo que ela não faça mais par com nenhuma base em condições
normais  luz UV

Tautômeros  são isômeros das bases de DNA que diferem na posição de seus átomos e nas ligações
entre átomos

 Amino: A, C ... Imino – forma rara


 Ceto: T, G ... Enol – forma rara

pareamento
entre as formas normais (ceto) das bases
Formas raras

Nucleotídeos na forma tautomérica rara podem promover mutações durante a replicação por simples
substituição de bases. O tautômeros imino ou enol pode parear com uma base errada, formando um
mal pareamento. C na forma imino parea com A. T na forma enólica pareia com G. Se a DNA polimerase
estiver por perto, consegue reparar o erro

Análogos de bases: propriedades de pareamento anormal, provocando inserção de nucleotídeos


errados durante a replicação

1) Substituição por análogos

 O mal pareamento pode surgir espontaneamente, mas também pode surgir quando as bases
tornam-se ionizadas. O mutágeno 5-bromouracila (5-BU) é um análogo da timina, que possui
bromina no carbono C5 ao invés do CH3 (timina=5metil-uracila). Sua ação mutagênica é baseada
na enolização ou ionização. Sua forma ceto 5-BU faz par com a adenina, assim como faria a
timina. No entando, a presença do átomo de bromo altera significativamente a distribuição de
elétrons no anel. Dessa forma, o 5-BU pode frequentemente mudar para sua forma enol ou
ionizada. Essas formas fazem par com a guanina
 2-amino-purina (2-AP): análogo da adenina, pode parear com a timina, mas quando protonada,
parea erroneamente com citosina... transição A/T---G/C

2) Alteração de bases

Alguns mutágenos não são incorporados ao DNA, mas alteram bases, causando um mal pareamento
específico

 Agentes alquilantes: etilmetanosulfonato (SEM), grupo etila, e nitrosoguanidina (NG), grupo


metil. Eles adicionam grupos alquila em muitas posições de todas as quatro bases. Entretando, a
mutação tem mais chance de ocorrer quando ocorre o grupo alquila é adicionado ao oxigênio da
posição 6 da guanina, criando uma O-6-alquilguanina, levando a um direto mal pareamento
com a timina. Também pode ocorrer adição do etil C4 da timina, levando a um mal pareamento
com a guanina

3) Dano físico às bases

Ocorre um bloqueio da replicação, pois com uma base danificada, a enzima polimerase não consegue
avançar na forquilha de replicação, diante da impossibilidade de pareamento. Tanto em procariontes
quanto em eucariontes, tal bloqueio pode ser superado com a inserção de bases inespecíficas.

 Em bactérias: ativação do sistema SOS


 RecA, umuC, umuC
 Polimerase de baixa especificidade

Mutágenos que modificam bases

 Luz UV
 Gera fotoprodutos. Geram lesões: fotodímero de ciclobutano de pirimidina e o fotoproduto
6-4
 Formado com a união de pirimidinas adjacentes no mesmo filamento
 Os ciclobutanos de pirimidina são formados, pois a luz UV estimula a formação de um anel
ciclobutil de quatro membros entre duas pirimidinas adjacentes no mesmo filamento de
DNA agindo em ligações duplas 5,6
 Os fotoprodutos 6-4 formam-se entre as posições C6 e C4 de duas pirimidinas adjacentes
 Os fotoprodutos perturbam a estrutura local da dupla hélice, interferindo no pareamento
normal de bases
 Aflatoxina B1 (AFB1)
 Poderoso carcinógeno produzido por fungos
 Provoca a quebra de ligações glicosídicas. A aflatoxina B1 liga-se a guanina na posição N-7,
provocando uma quebra da ligação glicosídica entre a base e o açúcar, formando um sítio
apurínico
 Formação de sítio apurínico (AP)
 Sistema SOS corrige com inserção preferencial de adenina (transição G-A)
 Depurinação do DNA

DESAMINAÇÃO E OXIDAÇÃO

 Desaminação Espontânea
 5-metilcitosina: hot spots para mutação
 Desaminação da citosina gera uracila: uracila DNA metil-transferase
 A desaminação da 5-metilcitosina gera timina: transição C-T
 Desaminação oxidativa (não espontânea)
 Ácido nitroso
 Oxidação: por O2, OH
 Produto de oxidação: 8-oxo-7-hidrodesoxiguanosina (8-oxodG), pareia com A, levando a
transversão G-T

MECANISMOS DE REPARO

1) Superóxido desmutase  tenta converter radicais livres em H2O2 (mutações em SOD  Stephen
Hawking)

2) reversão direta do dano

 fotoliase: repara os fotodímeros de pirimidina ciclobutanos (não em humanos). A enzima se liga


ao fotodímero e o quebra em presença de luz. Fotoliase para o fotoproduto 6-4 encontrada em
drosófila (chamado de reparo por luz ou fotorreparo)
 alcil-transferases: removem alguns dos grupos alquila que foram adicionados às posições O-6 de
guanina por mutágenos tais como nitrosoguanidina e etilmetanosulfonato. A enzima metil
transferase transfere o grupo metila de O-6 metilguanina para uma cisteína na proteína,
inativando a enzima

3) reparo por excisão

 uma DNA glicosilase rompe as ligações glicosídicas entre o açúcar e a base nitrogenada,
formando sítios apurínicos e apirimidínicos. Em seguida, uma AP endonuclease rompe as
ligações fosfodiéster desses sítios. Uma exonuclease de exisão (desoxirribofosfodiesterase)
corta limpa o arcabouço restante, para que a DNA polimerase I sintetize um novo segmento por
meio do pereamento das bases com a fita complementar. A DNA ligase fecha o novo
nucleotídeo no arcabouço
 ex: uracil DNA glicosilase  remove uracil do DNA

DNA MISMATCH REPAIR

Quando existe um nucleotídeo pareado incorretamente na fita, existe 50% de chance dos mecanismos
de reparo consertarem o filamento correto do DNA. E existe 50% de chance de consertar o filamento
errado, induzindo uma mutação por DNA não-reparado

REPARO COM TENDÊNCIA A ERRO

 umuC, umuD, RecA


 exonucleases removem um dímero. Mas o dímero na outra fita não consegue ser reparado
 enzimas SOS são induzidas via RecA e reparam o gap que faltava com tendência a erros,
possibilitando o surgimento de mutações

REPARO PÓS-REPLICAÇÃO

É uma via de reparo capaz de reconhecer erros que ocorreram durante a replicação, mas que não foram
corrigidas pelo sistema de revisão 3’-5’ da polimerase replicativa. Sistema de reparo de mal
pareamento

 há um momento que é possível discernir a fita correta da mutada, por meio da metilação da fita
antiga (correta). A fita errada (nova) não terá metilações, mas eventualmente será logo após o
reparo
 Em procariotos, um complexo enzimático reconhece o mau pareamento em DNA hemimetilado
(MutS e MutL). Em seguida, o MutH se alinha na fita não metilada e um conjunto de
exonucleases realiza a excisão de base mal pareada, seguida de ressíntese (DNA polimerase III).
Depois, a DNA ligase une o novo segmento com a fita preexistente
 Em seres humanos, há componentes diferentes

SÍNDROME DE LYNCH – HNPCC

 genes: MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 e EPCAM


 risco para tumores: colon, endométrio, ovário, trato urinário, pâncreas, próstata, delgado,
adenoma sebáceo (muir torre), CNS (glioblastoma: turcot), estômago/duodeno

mecanismo

 MSH2/MSH6: heterodímero reconhece o erro de replicação e inicia o reparo


 MLH1/PMS2: heterodímero se liga ao MSH2/MSH6 formando um multímero de 4 unidades que
coordena as atividades das proteínas de reparo
 Variantes patogênicas não produzem reparo eficiente e os erros se acumulam
randomicamente em qualquer gene, aumentando a chance de diversos tumores

EPCAM

 Codifica uma proteína de adesão celular, localizada acima de MSH2 no cromossomo 2


 Deleções na extremidade 3’ de EPCAM removem a região de término do RNA, formando um
RNA contendo EPCAM. Essas deleções causam inativação de MSH2, causando a perda da
expressão de EPCAM

CMMR-D (constitucional mismatch repair deficiency)

 Deficiência constitutiva de MMR


 Pais heterozigotos para mesmo gene MMR (Lynch)
 Criança com tumores da síndrome de Lynch
 Tumores hematológicos
 Tumores de CNS
 Pólipos de cólon
 Tumores embriônicos
 Sarcomas
 Manchas café-com-leite (NF1)

CTE – Congenital Tufting Enteropathy

 Pais portadores de mutações de EPCAM


 Criança homozigota para EPCAM mutado
 Clínica: diarreia líquida severa e insuficiência gastrointestinal
 Tratamento: suplementação nutricional, transplante intestinal

 Notice the apical tufts