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DIREITO PENAL IV - CCJ0242

Título
Caso Concreto 2

Descrição
Leia a situação hipotética abaixo e responda, de forma objetiva e fundamentada, às
questões formuladas:

LAURA, Delegada de Polícia, negou-se a registrar ocorrência de estupro de vulnerável


contra o filho de sua empregada doméstica, CARLA, sob o argumento de que conhecia o
jovem e que a suposta vítima, de 13 anos, à época dos fatos, era, como afirmado pela mãe
do suposto autor dos fatos, namorada deste. Independentemente da discussão acerca da
configuração do delito de estupro de vulnerável, quando a menor já possui experiência
sexual e consente com a relação sexual, analise sob o aspecto jurídico penal a conduta de
LAURA. Responda, de forma objetiva e fundamentada, consoante os estudos realizados
sobre os Crimes contra a Administração Pública.

Ainda, caso a Delegada de Polícia deixasse de registrar ocorrência de estupro de


vulnerável a pedido de CARLA, a resposta permaneceria a mesma? Responda de forma
objetiva e fundamentada.

R: Diante do exposto, salientando o afastamento do entendimento jurisprudencial


acerca da configuração do delito de estupro de vulnerável, a delegada de polícia Laura
cometeu o delito de prevaricação, este tipificado no Art.319,CP , visto que a agente
deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, para satisfazer interesse / sentimento
pessoal.Caso a delegada de polícia deixasse de registar a ocorrência do delito de
estupro de vulnerável a pedido de Carla, Laura estaria incorrendo no delito de
corrupção passiva privilegiada, tipificado no Art. 317,p2,CP, considerando que ela deixa
de praticar ato de ofício cedendo a pedido de outrem, sem vantagem indevida.

Questão objetiva.

Mário foi denunciado pela prática de crime contra a Administração Pública, sendo
imputada a ele a responsabilidade pelo desvio de R$ 500.000,00 dos cofres públicos.
Após a instrução e confirmação dos fatos, foi proferida sentença condenatória aplicando a
pena privativa de liberdade de 3 anos de reclusão, que transitou em julgado. Na decisão,
nada consta sobre a perda do cargo público por Mário. Diante disso, ele procura um
advogado para esclarecimento sem relação aos efeitos de sua condenação. Considerando
as informações narradas, o advogado de Mário deverá esclarecer que: (XXVI Exame
Unificado OAB):

a) a perda do cargo, nos crimes praticados por funcionário público


contra a Administração, é efeito automático da condenação, sendo
irrelevante sua não previsão em sentença, desde que a pena aplicada seja
superior a 04 anos.

b) a perda do cargo, nos crimes praticados por funcionário público


contra a Administração, é efeito automático da condenação, desde que a
pena aplicada seja superior a 01 ano.

c) a perda do cargo não é efeito automático da condenação, devendo


ser declarada em sentença, mas não poderia ser aplicada a Mário diante da
pena aplicada ser inferior a 04 anos.

 d)a perda do cargo não é efeito automático da condenação,


devendo ser declarada em sentença, mas poderia ter sido
aplicada, no caso de Mário, mesmo sendo a pena inferior a
04 anos. (CORRETA)

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