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Juscelino Polonial

TERRA DO ANHANGÜERA
HISTÓRIA DE GOIÁS
3ª edição

Goiânia, 2006
Editora Kelps
Leart Editora
Diagramação: Leandro Rodrigues Almeida
Revisão: Áurea Marchetti Bandeira
Alaor Figueiredo
Valéria Belém
Capa:
Colaboradores: Gracy Tadeu Ferreira
Augusto Almeida
Maria Aparecida de Morais
José Santana da Silva

CIP - Brasil - Catalogação na Fonte


BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL PIO VARGAS

POLONIAL, Juscelino Martins.


Terra do Anhangüera: História de Goiás. Goiânia:
Editora Kelps, Leart Editora, 2006. 136 pág.
1. História de Goiás. 2. Terra do Anhangüera.
3. Ensino fundamental, médio. 4. Vestibular.
I. Título

CDU: 981.(817.3)

Índice para catálogo sistemático


História de Goiás: 981.(817.3)

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Impresso no Brasil
Printed in Brazil
2005
“ A liberdade não se decreta, não se
confere, conquista-se pelo ensino e
pela propaganda.”

Leopoldo de Bulhões
APRESENTAÇÃO

A História de Goiás ocupa atualmente lugar de destaque na historio-


grafia regional do Estado. A cada ano novas temáticas são aprofundadas
pelos mestrandos do programa de pós-graduação em História das Socieda-
des Agrárias da Universidade Federal de Goiás. As pesquisas históricas são
satisfatórias, originais, embora persistam dificuldades no decorrer do pro-
cesso referente às fontes primárias e ao estado geral de sua conservação.
O fato da História de Goiás ser conteúdo cobrado nos exames vesti-
bulares despertou interesse dos estudantes e forçou professores dos ensinos
fundamental e médio a adotarem bibliografia específica.
No entanto, ao se proceder ao levantamento bibliográfico, algumas di-
ficuldades aparecem: primeiro, os livros que abordam a História de Goiás
privilegiam algumas temáticas ou períodos históricos; segundo, as obras ain-
da não apresentam em um único volume uma visão do Estado, da província
à atualidade - o que é essencial para a compreensão macro da história da
região.
O professor Juscelino Polonial é mestre em História pela Universi-
dade Federal de Goiás, leciona Teoria da História na Faculdade de Filo-
sofia Bernardo Sayão, no curso de História. É também professor do ensi-
no médio do Colégio Galileu, em Anápolis. A prática de sala de aula con-
tribuiu para que, através de um trabalho exaustivo de pesquisa, ele ela-
borasse um livro destinado a professores e a estudantes.
O que mais me chamou a atenção, ao ler os originais, foi a disposição
do conteúdo de forma objetiva, acessível, com questões ao final de cada
capítulo, remetendo o leitor a uma análise do assunto exposto. A preocupa-
ção é iniciar uma conversa, uma discussão sobre a História de Goiás, sem a
necessidade de esgotá-la, torná-la enfadonha.
O esforço é válido, o trabalho é despretensioso, equilibrado, atual, por
revelar a familiaridade do autor com os últimos trabalhos publicados e com
os avanços das pesquisas. Enfim, retrata as qualidades do professor empe-
nhado em transmitir conhecimentos de forma crítica e saudável.
Sinto-me lisonjeada por fazer esta apresentação, confio na capacida-
de de Juscelino Polonial como professor, pois tenho a satisfação de conhe-
cê-lo como colega de trabalho na FFBS. Este livro é um serviço prestado a
seus alunos e a seus colegas de profissão.

Gracy Tadeu Ferreira


Mestre em História
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ................................................................................. 5
PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO ............................................................. 9
PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO ............................................................ 10

CAPÍTULO 1
O PERÍODO COLONIAL EM GOIÁS (1500-1822) ....................... 13
1.1 - Goiás antes da Mineração ................................................ 13
1.2 - O Período Aurífero - Século XVIII ..................................... 18
1.3 - De Olho no Tempo .......................................................... 27
1.4 - Atividades ........................................................................ 29

CAPÍTULO 2
O PERÍODO IMPERIAL EM GOIÁS (1822-1889) ........................ 33
2.1 - A Transição para a Sociedade Agrária .............................. 34
2.2 - Aspectos Político-Administrativos ..................................... 44
2.3 - De Olho no Tempo .......................................................... 53
2.4 - Atividades ........................................................................ 55

CAPÍTULO 3
A REPÚBLICA EM GOIÁS (1889-1997) .................................. 59
3.1 A República Velha em Goiás - 1889-1930 ......................... 59
3.1.1 Aspectos Políticos e Econômicos ....................................... 60
3.1.2 De Olho no Tempo ............................................................ 71
3.1.3 Atividades ......................................................................... 72
3.2. Novos Rumos com Pedro Ludovico Teixeira (1930-1945) ... 75
3.2.1 A Revolução de 30 em Goiás ............................................ 75
3.2.2 A Mudança da Capital e a Marcha para o Oeste .............. 77
3.2.3 De Olho no Tempo ............................................................ 81
3.2.4 Atividades ......................................................................... 82
3.3. A República Populista em Goiás (1945-1964) ................... 87
3.3.1 Aspectos Políticos e Econômicos ....................................... 87
3.3.2 De Olho no Tempo ............................................................ 96
3.3.3 Atividades ......................................................................... 98
3.4 Goiás no Período do Regime Militar (1964-1983) ............ 102
3.4.1 Aspectos Políticos e Econômicos ..................................... 102
3.4.2 De Olho no Tempo .......................................................... 109
3.4.3 Atividades ....................................................................... 109
3.5 A Era Iris Rezende Machado (1983-1998) ........................ 111
3.5.1 Aspectos Políticos e Econômicos ..................................... 111
3.5.2 De Olho no Tempo .......................................................... 116
3.5.3 Atividades ....................................................................... 117
3.6 Goiás na Atualidade (1998-2001) .................................... 122
3.6.1 Situação Socioeconômica............................................... 122
3.6.2 Situação Política ............................................................. 127
3.6.3 De Olho no Tempo .......................................................... 128
3.6.4 Atividades ....................................................................... 129

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 133


GABARITO .................................................................................... 138
PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO

A boa aceitação do livro Terra do Anhangüera é, para nós, uma recom-


pensa e um estímulo. Aumenta a nossa responsabilidade em relação ao tra-
balho a ser desenvolvido. Por isso, fizemos algumas mudanças nesta edição,
atualizando exercícios e conteúdos, reformulando partes do livro a partir de
sugestões de professores.
Nosso intento continua sendo apresentar um trabalho útil ao professor
e ao aluno na discussão da História de Goiás. Por isso, estamos abertos a
sugestões e críticas que, com certeza, nos ajudarão a melhorar sempre.
A professores e alunos, obrigado.

Juscelino Polonial
Anápolis, abril de 2001
10 TERRA DO ANHANGÜERA - HISTÓRIA DE GOIÁS

PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO

Escrever sobre a História de Goiás não é fácil. Dos relatos dos viajan-
tes à produção acadêmica do mestrado em História pela Universidade Fede-
ral de Goiás, muita coisa foi escrita. A revisão dos fatos é uma necessidade.
Com este trabalho queremos apenas compor uma síntese da história
goiana com base nas obras já publicadas. Por quê? O nosso objetivo não é
polemizar, mas criar uma obra útil para os alunos do Ensino Fundamental,
do Ensino Médio e de cursos preparatórios para o vestibular. A linguagem é
simples, sem vulgarizar os fatos. Não é um trabalho para especialistas em
História, mas para o aluno que dá seus primeiros passos pela História de
Goiás.
O livro nasceu da prática em sala de aula. Desde 1990 trabalho com
alunos dos Ensinos Fundamental, Médio e de cursinhos - o Estudo da Histó-
ria de Goiás passou a ser uma necessidade, pois desde 1983 a UFG traz em
seus vestibulares questões sobre ela. Mais recentemente, o governo estadual,
através da Secretaria da Educação, estabeleceu o Programa Curricular Míni-
mo, definindo como conteúdos de 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental, e de
2º e 3º anos do Ensino Médio, a História de Goiás.
Por tudo isso, um livro didático passou a ser imperativo na sala de
aula. Os professores reclamavam por uma obra que lhes permitisse traba-
lhar. Isso confirmamos nos cursos de professores oferecidos pela Delegacia
Regional de Educação de Anápolis quando, nos anos de 1994, 1995 e 1997,
trabalhamos com professores que reivindicavam um livro acessível aos alu-
nos. Muitos alegavam dificuldades de acesso às dissertações e teses da UFG,
ou ainda aos cadernos da UFG e da UCG (e mesmo essas obras não são
próprias para uso com alunos dos Ensinos Fundamental e Médio devido à
sua linguagem acadêmica, mais adequada a professores de História ou a
alunos da graduação e da pós-graduação).
11

Quando se apresenta o conteúdo para o aluno, a indicação é sempre


do livro História de Goiás, do Dr. Luís Palacin e da Drª Maria Augusta de
Sant’Anna Moraes e, mais recentemente, a obra Retrospectiva Histórica de
Goiás - da Colônia à Atualidade, das professoras Cibeli de Souza e Maria
Esperança F. Carneiro. São obras importantes, que contribuem para a leitura
da nossa História, mas não estão voltadas específicamente para alunos dos
Ensinos Fundamental e Médio, como é nossa proposta. O presente trabalho
Terra do Anhangüera: História de Goiás pretende somar-se a essas obras,
sem a pretensão de superá-las mas de, também, contribuir para informar os
alunos das redes pública e privada.
O livro é informativo. Pretende fazer uma leitura das principais obras
publicadas sobre Goiás. É dedicado ao aluno e não ao especialista em His-
tória, por isso tem limites. Busca auxiliar o professor no trabalho em sala de
aula com um conteúdo mínimo, elaborado, inclusive, para uso em cursinhos
preparatórios para o vestibular, reunindo todas as questões das provas da
UCG, UFG e AEE de 1983 a 1997.
O livro está dividido em três capítulos básicos: Goiás Colônia, Goiás
Império e Goiás República. Cada um contém subdivisões. A estrutura de
cada capítulo e/ou subcapítulo contém: texto básico, De Olho no Tempo,
Você Sabia..., Análise Crítica, cotidiano e exercícios.
A estrutura e o conteúdo do livro vêm sendo trabalhados desde 1995,
com o auxílio de especialistas. Por isto, agradeço a todos que me ajudaram
em sua construção, com correções, sugestões, opiniões e apoio, em especial
à Anastácia, a quem dedico esta obra.

Juscelino Polonial
Julho, 1997.
12 TERRA DO ANHANGÜERA - HISTÓRIA DE GOIÁS

CAPÍTULO 1
O PERÍODO COLONIAL EM GOIÁS (1500-1822)

1.1 - GOIÁS ANTES DA MINERAÇÃO

Desde o primeiro século de co- em Goiás, como as expedições co-


lonização do Brasil, o Estado de Goi- mandadas pelos bandeirantes:
ás foi percorrido pelas Bandeiras e 2. Sebastião Marinho, 1592;
pelas Descidas; mas só no século 3. Domingos Rodrigues, 1596-1600;
XVIII, com a mineração, iniciou-se a 4. Nicolau Barreto, 1602-1604;
ocupação efetiva do território goia- 5. Belchior Dias Carneiro, 1607;
no pelos portugueses. Foi uma ocu- 6. Martins Rodrigues, 1608-1613;
pação irregular e instável, caracterís- 7. André Fernandes, 1613-1615;
tica do povoamento provocado pela 8. Lázaro da Costa, 1615-1618;
mineração. 9. Antônio Pedroso de Alvarenga,
Por isso, Goiás já era conheci- 1615-1618;
do quando o Anhangüera chegou em 10. Francisco Lopes Buenavides,
suas terras. “No fim do século XVII, 1665-1666;
o território de Goiás era suficiente- 11. Antônio Pais, 1671;
mente conhecido, tanto em São Pau- 12. Sebastião Pais de Barros e Bar-
lo como em Belém. Os caminhos de tolomeu Bueno da Silva, o pai, 1673.
penetração se achavam descritos nos Pode ser que muitas outras ban-
roteiros que corriam de mão em mão, deiras tenham passado por Goiás, pois
e os rumores sobre suas riquezas au- “nas últimas décadas do século XVII
ríferas não faziam senão avolumar-se, tornaram-se tão comuns as partidas de
apesar do limitado êxito das Bandei- bandeiras para o descobrimento de
ras neste aspecto”. (PALA- metais preciosos que não mais regis-
CIN,1994:19) traram as crônicas, nem as Atas ou In-
A primeira Bandeira de que se ventários e Testamentos do arquivo pau-
tem notícia em terras goianas data lista, sendo possível que muitas se te-
de 1590-93, sob a direção de Domin- nham realizado.” (BRASIL,1982:18)
gos Luis Grau e de Antonio Macedo. Além dos bandeirantes, os je-
Depois desta, várias outras estiveram suítas e capuchinhos viajaram pelas
O PERÍODO COLONIAL EM GOIÁS 13

VOCÊ SABIA... Sabemos que uma Bandeira partiu


...que as Bandeiras eram empre- de São Paulo rumo a Goiás e, no con-
sas privadas constituídas com tato com índios goianos, foi totalmen-
base no sistema de ações e que te aniquilada pelos nativos. Esse fato
cada bandeirante tinha uma não foi único, o que nos leva a con-
participação nos lucros de acor- cluir que o contato do branco com o
do com seus investimentos? índio era violento, se não em todas
as vezes, pelo menos em algumas,
terras goianas. Eram as Descidas, que com certeza.
vinham do Norte do País para cap- “Apesar de todas as dificulda-
turar índios para suas aldeias nas des, a disposição de encontrar ouro
missões da Amazônia. A primeira foi na terra dos Goyazes motivava toda
coordenada pelo padre Cristóvão de sorte de pessoas a se deslocarem para
Lisboa, em 1625. Depois, vieram: a região. Três fatores estariam na fren-
2. Pe.Luis Filgueira, 1636; te dessa motivação: buscar um cami-
3. Pe. Antonio Ribeiro e Pe. Antônio nho por terra para chegar a Cuiabá,
Vieira, 1653; onde já se explorava o ouro desde
4. Pe.Tomé Ribeiro e Francisco Velo- 1719; o momento psicológico, favo-
so, 1655; recido pelas crenças populares e pe-
5. Pe. Manuel Nunes, 1659; las teorias científicas que diziam exis-
6. Pe. Gaspar Misch e Ir. João de Al- tir o metal em Goiás; e o momento
meida, 1668; político favorável, com apoio oficial
7. Pe. Gonçalo de Vera e Ir. Sebasti- para explorar novas regiões em bus-
ão Teixeira, 1671; ca do minério. Tudo concorria para
8. Pe. Raposo, 1674; uma expedição de bandeirantes em
9. Pe. Manuel da Mota e Pe.Jerônimo
da Gama, 1721-22. VOCÊ SABIA...
Apesar dessas duas investidas, ...que uma crença popular, reforça-
nem bandeirantes, nem jesuítas, vi- da de uma teoria geológica renas-
nham para se fixar na terra. Dessa centista, afirmava que havia uma
forma, Goiás não possuía uma po- grande reserva de ouro em toda a
pulação branca; era habitado apenas região central do Brasil?
pelos povos indígenas, pelo menos
até a descoberta dos primeiros veios Goiás”. (PALACIN,1994:14-15)
auríferos no Rio Vermelho no século Depois que várias Bandeiras de
XVIII, onde está situada a hoje Cida- caça-ao-índio e de mineração percor-
de de Goiás. reram o solo goiano, Bartolomeu Bue-
Essas primeiras expedições no da Silva Filho, o Anhangüera,
nem sempre foram bem sucedidas. (1670-1740) conduziu... (continua)
14 TERRA DO ANHANGÜERA - HISTÓRIA DE GOIÁS

CAPÍTULO 2
O PERÍODO IMPERIAL EM GOIÁS (1822-1889)

CHEFES DO EXECUTIVO GOIANO NO PERÍODO

1. Caetano Maria Lopes da 15. Antônio Manoel de Aragão


Gama (1824 -1827) e Melo (1860 - 1861)
2. Miguel Lino de Morais (1827 16. José Martins P. de Alencas-
- 1831) tre (1861 - 1862)
3. Pe. Luiz Bartolomeu Mar- 17. Caetano Alves de Souza
ques (1831) Filgueiras (1862 - 1863)
4. José Rodrigues Jardim 18. José V. Couto de Magalhães
(1831 -1837) (1863 - 1864)
5. Pe. Luiz Gonzaga de Car- 19. João Bonifácio Gomes de
margo Fleury (1837 - 1839) Siqueira (1864 - 1865)
6. José de Assis Mascarenhas 20. Augusto Ferreira França
(1839 -1845) (1865 - 1867)
7. Joaquim Inácio de Ramalho 21. João Bonifácio Gomes de
(1845 - 1848) Siqueira (1867 - 1868)
8. Antônio de Pádua Fleury 22. Ernesto Augusto Pereira
(1848 - 1849) (1868 - 1870)
9. Eduardo Olímpio Machado 23. João Bonifácio Gomes de
(1849 - 1850) Siqueira (1870 - 1871)
10. Antônio Joaquim da Silva 24. Antero Cícero de Assis
Gomes (1850 - 1852) (1871 - 1878)
11. Francisco Mariani (1852 - 25. Luiz Augusto Crespo (1878
1854) - 1879)
12. Antônio Cândido da Cruz 26. Aristides de Souza Espíno-
Machado (1854 - 1855) la (1878 - 1881)
13. Antônio Augusto P. da Cu- 27. Joaquim de Almeida Leite
nha (1855 - 1857) de Moraes (1881)
14. Francisco J. da Gama Cer- 28. Teodoro Rodrigues de Mo-
queira (1857 - 1860) rais (1881 - 1882)
O PERÍODO IMPERIAL EM GOIÁS 15

29. Cornélio Pereira de Maga- celos (1885 - 1886)


lhães (1882) 36. Guilherme Francisco da
30.Teodoro Rodrigues de Mo- Cruz (1886)
rais (1882 - 1883) 37. Luiz Silveira Alves Limas
31. Antônio Gomes Pereira Jú- (1886 - 1887)
nior (1883) 38. Fulgêncio Firmino Simões
32. Antônio José Caiado (1883 (1887 - 1888)
- 1884) 39. Felicíssimo do Espírito San-
33. Camilo Augusto Maria de to (1888 - 1889)
Brito (1884) 40. Elísio Firmo Martins
34. José Acioli de Brito (1884 (1889)
- 1885) 41. Eduardo Augusto Montan-
35. Júlio Barbosa de Vascon- don (03.07.1889 - 06.12.1889)

2.1 - A TRANSIÇÃO PARA A SOCIEDADE AGRÁRIA

GOIÁS VISTO PELOS VIAJANTES “Através destas memórias é pos-


Palacin nos diz que o século sível conhecer detalhes sobre a po-
XIX constitui “...o verdadeiro buraco pulação, comércio, indústria, origens
negro da historiografia goiana”. De das Vilas e dos Arraiais, nascentes e
fato, pouco se sabe sobre essa fase. confluências dos rios, direções de
Uma das principais contribuições serras e particularidades do solo.”
para entender a história de Goiás (DOLES & NUNES, 1992:85)
nesse período são os escritos dos vi- A presença dos viajantes no
ajantes europeus como Saint-Hilai- Brasil fazia parte de um projeto mai-
re, Phol, D’Alincourt, Burchell, Gard- or do governo de D. João VI, então
ner e Castelnau, apesar dos limites no Brasil (1808-1821), com o objeti-
das suas interpretações, como des- vo de conhecer a colônia, bem como
tacam Doles e Nunes: divulgar suas características mais ge-
“Com relação aos fatos históri- rais para o mundo, já que o Brasil
cos, percebe-se uma seleção unilate- permanecia desconhecido dos euro-
ral dos fatos e das interpretações da peus no século XIX. A presença dos
realidade, gerando, conseqüentemen- viajantes fazia parte, também, de um
te, sérias limitacões das suas obser- contexto de expansão do domínio
vações ora simplificadas e, às vezes, europeu pelo mundo. Era conhecer
deformadas.” (1992:83) para dominar.
No entanto, a contribuição Sem embargo, com a presença
também é significativa, pois: da Família Real no ... (continua)
16 TERRA DO ANHANGÜERA - HISTÓRIA DE GOIÁS

CAPÍTULO 3
A REPÚBLICA EM GOIÁS

3.1 - A REPÚBLICA VELHA EM GOIÁS: 1889 - 1930

CHEFES DO EXECUTIVO GOIANO NO PERÍODO

1.Adolfo Gustavo da Paixão (1901 - 1905)


(1890 - 1891) 15. Miguel da Rocha Lima
2. Bernardo Antônio de Faria (1905 - 1909)
Albernaz (1891) 16. José da Silva Batista (1909)
3. João Bonifácio Gomes de 17. Urbano Coelho Gouveia
Siqueira (1891) (1909 - 1912)
4. Constâncio Ribeiro Maia 18. Joaquim Rufino Ramos
(1891) Jubé (1912)
5. Rodolfo Gustavo da Paixão 19. Herculano de Souza Lobo
(1891) (1912 - 1913)
6. Constâncio Ribeiro Maia 20. Joaquim Rufino Ramos
(1891 - 1892) Jubé (1913)
7. Braz Abrantes (1892) 21. Olegário Herculano da S.
8. Antônio José Caiado (1892 Pinto (1913 - 14)
-1893) 22. Salatiel Simões de Lima
9.José Inácio Xavier de Brito (1914 - 15)
(1893-95) 23. Joaquim Rufino Ramos
10.Francisco Leopoldo Rodri- Jubé (1915 - 1916)
gues Jardim(1895 -98) 24. Aprígio José de Souza
11. Bernardo Antônio de Faria (1916 - 1917)
Albernaz (1898) 25. Salatiel Simões de Lima
12. Urbano Coelho Gouveia (1917)
(1898 - 1901) 26. João Alves de Castro (1917
13. Bernardo Antônio de Faria - 1921)
Albernaz (1901) 27. Joaquim Rufino Ramos
14. José Xavier de Almeida Jubé (1921)
A REPÚBLICA EM GOIÁS 17

28. Eugênio Rodrigues Jardim ro (1927)


(1921 -22) 32. Brasil Ramos Caiado (1927
29. Miguel da Rocha Lima - 1929)
(1922 - 1925) 33. Alfredo Lopes de Morais
30. Brasil Ramos Caiado (1925 (1929 )
- 1927) 34. Humberto Martins Ribeiro
31. Diógenes de Castro Ribei- (12.12.1929 - 27.10.1930)

3.1.1 - ASPECTOS POLÍTICOS E ECONÔMICOS


SITUAÇÃO POLÍTICA lado pelo Cônego Ignácio Xavier da
Com a queda da Monarquia, Silva, apoiado pelos conservadores
os grupos políticos goianos formaram Fleury e pelo bispo D. Eduardo Du-
um Governo Provisório em 5 de de- arte Silva.
zembro de 1889, buscando a união Em 1891 foi fundado o Partido
das diferentes facções políticas. Como Republicano Federal, liderado por
afirma Campos:“Guimarães Natal, Sebastião Fleury Curado, com apoio
republicano histórico, tentou articu- do Partido Católico.
lar, em sua agremiação, todas as cor- José Xavier de Almeida fun-
rentes políticas existentes em Goiás. dou, em 1904, o Partido Republica-
Reunindo republicanos, conservado- no Federal de Goiás, com apoio dos
res, liberais, enfim, as facções exis- antibulhonistas; e, em 1909, foi fun-
tentes no Império. Surgiu então o Par- dado o Partido Democrático pelos
tido Republicano de Goiás, mais co- Bulhões e Caiado, em oposição ao
nhecido como Centro Republicano.” grupo Xavierista, sendo o único par-
(1987:69) tido político em Goiás, na década de
GOVERNO PROVISÓRIO: 1920, com hegemonia dos Jardim-
Joaquim Xavier Guimarães Caiado.
Natal - Presidente;
VOCÊ SABIA...
José Joaquim de Souza;
...que a primeira eleição para o
Major Eugênio Augusto de Melo.
executivo goiano foi em 30 de
Com o tempo, as divergências
abril de 1892, vencendo Leopol-
entre os grupos políticos acabaram
do de Bulhões, que não tomou
gerando outros partidos. Os Bulhões
posse, pois estava representando
passaram a controlar o Partido Re-
Goiás na esfera federal, assumin-
publicano de Goiás. Em oposição ao
do o vice Antonio José Caiado?
grupo bulhônico, foi criado, em 1890,
o Partido Católico de Goiás, contro- ... (continua)
18 TERRA DO ANHANGÜERA - HISTÓRIA DE GOIÁS