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AULA 6

SISTEMAS SUPERVISÓRIOS

Profª Ana Carolina Bueno Franco


CONVERSA INICIAL

Ao longo das disciplinas de Filosofias de Supervisão e Sistemas


Supervisórios, foram vistos os principais conceitos relativos a supervisão e
gerenciamento de sistemas de automação. Durante as aulas, ficou claro o papel
e a importância que o supervisório possui em uma indústria. Nesta aula (a última
do módulo), será feita uma aplicação básica com o intuito de rever alguns
conceitos. Os objetivos desta aula são:

 Rever os principais conceitos aprendidos através de uma aplicação prática;


 Conhecer os principais fornecedores de sistemas supervisórios;
 Instalar e desenvolver uma aplicação de teste.

CONTEXTUALIZANDO

Ao longo dos anos, o supervisório assumiu um papel de extrema


importância. É inviável pensar em um projeto de automação sem a presença de
um SCADA. Além dos conceitos básicos, cabe ao gestor de automação conhecer
os principais fornecedores e ter algumas noções básicas de como desenvolver o
sistema. Isso o auxiliará ao longo das etapas de especificação, desenvolvimento
e manutenção do sistema.

TEMA 1 – INSTALAÇÃO

Existem diversos fornecedores de sistemas supervisórios. Boa parte dos


principais players de automação possuem seus próprios sistemas:
Elipse Software: <https://www.elipse.com.br/>.
Rockwell:
<https://www.rockwellautomation.com/rockwellsoftware/hmi.page?>.
Siemens: <http://w3.siemens.com/mcms/human-machine-
interface/en/visualization-software/scada/pages/default.aspx>.
GE: <https://www.ge.com/digital/hmi-scada>.
Schneider: <https://www.schneider-electric.com/en/product-
subcategory/6150-scada-system/>.
Honeywell: <https://www.honeywellprocess.com/en-
US/explore/products/control-monitoring-and-safety-systems/scada-
systems/Pages/experion-scada.aspx>.

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Mitsubishi:
<http://www.mitsubishielectric.com/fa/products/hmi/scada/index.html>.
Altus: <http://www.altus.com.br/hotsites/integra/programa/blueplant>.
Emerson: <http://www2.emersonprocess.com/en-
US/brands/remote/scada_solutions/Pages/scada_solutions.aspx>.
Estes são os principais fornecedores, e cada um possui sua política
comercial e de suporte, portanto cabe ao gestor de automação avaliar o sistema
mais adequado, dentro de suas necessidades. A avaliação dos custos desse tipo
de sistema deve levar em conta: preço, pós-venda (suporte), acesso à correção
de bugs e implementações, acesso fácil às informações técnicas, ampla rede de
empresas habilitadas para a implementação e treinamento.
Para o desenvolvimento desta aula, o supervisório escolhido foi o Elipse
E3. Esse sistema supervisório foi desenvolvido pela empresa brasileira Elipse
Software (citada na lista acima) e dispõe de uma versão de demonstração.
Importante: a aula foi elaborada na versão 4.8 build 321 do E3.
Acesse o endereço <https://www.elipse.com.br/downloads/> e selecione o
produto Elipse E3 (antes, será necessário realizar um cadastro).

Figura 1 – Download do software Elipse E3

Fonte: Elipse Software.

Figura 2 – Download do supervisório (opção a ser escolhida)

Fonte: Elipse Software.

Antes de fazer a instalação, é importante averiguar se há outra versão do


sistema instalado (esta opção se refere aos alunos que já são usuários deste
software. Caso já tenha o sistema, verifique a disponibilidade e a permissão para
alterações e instalações).
Feita a instalação do software, é preciso pesquisar nos programas
instalados por: Elipse Software – E3 Studio. O E3 Studio é a licença de
engenharia, disponível para a customização e o desenvolvimento da aplicação.
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Conforme visto em aulas anteriores, a customização do aplicativo pode ser feita
pelo próprio usuário ou através de empresas de engenharia.
É importante ressaltar que, ao instalar o software, os tutoriais e os manuais
de ajuda também são instalados (idioma: português). Caso seja necessário, é
possível pesquisar nestes materiais e também no site da empresa. Após abrir E3
Studio, será mostrada a interface de desenvolvimento.

Figura 3 – Tela principal do E3 Studio

Fonte: Elipse Software.

O próximo passo é criar uma aplicação. Para isso, o sistema dispõe de um


assistente. Acesse a opção “Arquivo” e em seguida “Novo Projeto”, conforme
Figura 4.

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Figura 4 – Primeira etapa para criar uma aplicação

Fonte: Elipse Software.

Ao escolher “Novo Projeto”, será disponibilizado o assistente de aplicação


(Figura 5). Selecione a opção de “Aplicação padrão” e escolha o diretório no qual
os arquivos gerados serão salvos.

Figura 5 – Assistente de aplicações (etapa 1)

Fonte: Elipse Software.

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Em seguida, defina um nome para o “Domínio” (Figura 6). O domínio
concentra todos os arquivos necessários para a execução da aplicação. Na
aplicação de teste, será gerado um arquivo com extensão “.dom” e arquivos com
a extensão “.prj” (relativos aos projetos criados).

Figura 6 – Assistente de aplicações (etapa 2)

Fonte: Elipse Software.

Para a próxima etapa, a configuração-padrão de tela deve ser mantida


(Figura 7).

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Figura 7 – Assistente de aplicações (etapa 3)

Fonte: Elipse Software.

A próxima etapa é relativa à escolha do driver de comunicação. Conforme


visto na Aula 1, o driver de comunicação é necessário para que o supervisório
troque informações com o CLP (para cada protocolo, há um driver específico).
Para a aula, não será necessário inserir driver. Será usada uma variável para
simular valores, pois não haverá comunicação com equipamento.

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Figura 8 – Assistente de aplicações (etapa 4)

Fonte: Elipse Software.

A próxima etapa é relativa ao banco de dados. Neste caso, o supervisório


criará um arquivo com extensão “.mdb” (Access). Todos os dados do histórico
serão armazenados neste arquivo (exceto alarmes).

Figura 9 – Assistente de aplicações (etapa 5)

Fonte: Elipse Software.

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Na próxima etapa do assistente, a opção de monitorar os alarmes da
aplicação deve ser selecionada, e os dados também devem ser armazenados
(Figura 10). Feita essa configuração, o assistente concluirá a criação da estrutura
básica de uma aplicação.

Figura 10 – Assistente de aplicações (Etapa 6)

Fonte: Elipse Software.

TEMA 2 – INTERFACE GRÁFICA

Com a estrutura da aplicação básica gerada, o próximo passo é criar uma


variável que simule valores. Para isso, na janela “Organizer”, acesse a pasta com
o nome “Dados” e clique com o botão direito. Serão mostradas as opções:
“Inserir”, “Panel” e por fim, “Tag Demo”. A tag criada deverá ser nomeada para
“Temperatura”.

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Figura 11 – Configuração da variável de simulação

Fonte: Elipse Software.

As propriedades da variável “Temperatura” (dentro da pasta “Dados”) serão


mostradas sempre que se der o foco sobre ela. Por padrão, ela terá as
propriedades listadas na Figura 12.

Figura 12 – Variável Temperatura (propriedades)

Fonte: Elipse Software.

A próxima etapa é configurar a tela. Ela deverá ter cor de fundo azul-
marinho e o texto “EAD – Uninter”. O assistente de aplicações já configurou uma
tela na aplicação, a “Tela Inicial”. Para fazer a alteração da sua cor de fundo

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(“Background Color”), é preciso acessar as suas propriedades, conforme Figura
13.

Figura 13 – Configurações da tela

Fonte: Elipse Software.

Para o texto “EAD – Uninter”, é preciso inserir o objeto de tela “Texto”,


conforme Figura 14.

Figura 14 – Objeto "Texto"

Fonte: Elipse Software.

Da mesma forma que os demais objetos, para alterar tamanho, fonte e cor
do texto, basta acessar a janela de propriedades. O próximo passo é inserir um
display na tela para mostrar o valor da temperatura.

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Figura 15 – Objeto "Display"

Fonte: Elipse Software.

Para vinculá-lo à tag “Temperatura”, é preciso acessar as suas


propriedades (Figura 16).

Figura 16 – Configuração do display

Fonte: Elipse Software.

TEMA 3 – ALARMES

Após ter realizado a configuração da variável e de alguns objetos de tela,


será feita a configuração do alarme. Para a temperatura, será inserido um alarme,
do tipo “analógico”. Para criar o alarme, é necessário configurar o “Servidor de
alarmes” (Figura 17). Esse servidor tem a função de direcionar para qual banco
de dados a tabela “Alarmes” será salva, bem como com qual periodicidade.

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Figura 17 – Configuração do servidor de alarmes

Fonte: Elipse Software.

Ao acessar as propriedades do servidor de alarmes (Figura 18), é preciso


selecionar para qual tabela os alarmes gerados serão armazenados e, por fim,
“gerar a tabela”. Será mostrada uma mensagem de que a tabela foi criada com
sucesso.

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Figura 18 – Configuração do servidor de alarmes

Fonte: Elipse Software.

Conforme visto em aulas anteriores, a implementação dos alarmes em um


supervisório deve ser planejada. Existem normas e regras cujo objetivo é garantir
a segurança operacional do sistema. A próxima etapa é a configuração dos níveis
de alarme para a temperatura. Para essa etapa, é preciso acessar o “Organizer”
– “ConfigAlarmes” – “Inserir” – “Alarme analógico”. Para vincular a variável
“Temperatura” ao alarme analógico, é necessário acessar a janela de
propriedades, conforme Figura 19.

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Figura 19 – Associação da variável temperatura ao alarme

Fonte: Elipse Software.

É possível configurar as mensagens e os limites dos alarmes na janela de


propriedades, na aba “Analógico”, conforme Figura 20.

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Figura 20 – Configuração de mensagens – alarmes

Fonte: Elipse Software.

A última etapa é a visualização dos alarmes na tela. O objeto que permite


esta visualização é o E3Alarm (sumário de alarmes).

Figura 21 – Objeto para visualização de alarmes

Fonte: Elipse Software.

Após inserir o sumário de alarmes na tela, é preciso configurá-lo para que


acesse os dados do “Servidor de alarmes”, conforme Figura 22.

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Figura 22 – Configuração do sumário de alarmes

Fonte: Elipse Software.

TEMA 4 – CONFIGURAÇÃO DO VIEWER

A última etapa de configuração da aplicação-teste será relativa ao E3


Viewer. Sempre que o supervisório for executado, o módulo E3 Viewer será
inicializado. Este módulo é responsável pela visualização e operação do sistema.
Ao acessar a janela de propriedades, é possível buscar a tela criada para o
projeto.

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Figura 23 – Configurações do E3 Viewer

Fonte: Elipse Software.

TEMA 5 – EXECUÇÃO DO SUPERVISÓRIO

Para salvar todas as configurações, executar o sistema e abrir o módulo


Viewer, é preciso “clicar” no ícone (das três exclamações), conforme Figura 24.

Figura 24 – Execução do software

Fonte: Elipse Software.

FINALIZANDO

Os conceitos abordados nas disciplinas de Filosofias de Supervisão e


Sistemas Supervisórios possibilitam que gestores, engenheiros e técnicos de
automação adotem e apliquem as melhores práticas relacionadas à supervisão e
ao controle dos processos (independente do software escolhido).

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REFERÊNCIAS

ELIPSE SOFTWARE. Tutorial Elipse E3 Desenvolvedores. Porto Alegre,


2017.

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