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PROGRAMA DE POLICIAMENTO ESCOLAR

DIRETRIZ Nº PM3-014/02/05

OBJETIVOS
Consolidar a realização do policiamento escolar nos estabelecimentos de ensino;
Desenvolver ações policiais permanentes, quer preventivas, quer repressivas imediatas,
no chamado “perímetro escolar de segurança”, observando-se o disposto nesta Dtz e em
suas referências, em especial a NI nº PM3-001/02/99;
Aproximar os Comandos de Policiamento de Área (Capital e Grande São Paulo) e os
Comandos de Policiamento do Interior das Delegacias Regionais de Ensino (DRE) e a
interação do policiamento com a comunidade escolar, objetivo intrínseco da Polícia
Comunitária;
Perímetro Escolar de Segurança
Área contígua aos estabelecimentos de ensino da rede pública estadual que tem
prioridade especial nas ações de prevenção e repressão policial, objetivando garantir a
tranqüilidade de professores, pais e alunos, de modo a evitar o mau uso das cercanias
das escolas por parte de vendedores ambulantes e de pessoas estranhas à comunidade
escolar.
Policiamento Escolar
Atividade policial ostensiva voltada à segurança dos estabelecimentos de ensino,
visando cumprir o estabelecido no Programa de Segurança Escolar, de modo a satisfazer
as necessidades de segurança da comunidade escolar. É realizado por meio da RE.

Onde será implantado o Policiamento escolar?


O Programa será implantado nos municípios que possuam, no mínimo, 15.000 (quinze)
mil habitantes;
Como deve ser empregado o efetivo?
O efetivo a ser empregado na RE pode ser de 01 (um) ou 02 (dois) policiais militares
(PM), em viatura, em cada turno de serviço (de 02 a 04 PM por dia), designada para
policiar determinado número de escolas, realizando, no seu turno de serviço, tantas
passagens quantas forem possíveis em cada estabelecimento de ensino relacionado em
seu Cartão de Prioridade de Patrulhamento (CPP), devendo seguir as seguintes
recomendações:
Atuar com prejuízo do atendimento de ocorrências, exceto quanto às geradas nas
escolas e/ou nos respectivos perímetros escolares de segurança, bem como quando se
tratar de casos de flagrante delito;
Na guarnição de 02 (dois) PM, um pode desembarcar e permanecer na escola, enquanto
o outro se desloca para cobrir outras escolas com a viatura, aumentando a capacidade de
cobertura da RE;
Os PM devem estar munidos de EPI completo, bem como, se possível, de HT;
Quando houver apenas 01 (um) PM na RE, deve estar também provido de HT.

Quem deve realizar a instrução do efetivo do Policiamento Escolar?


As OPM subordinadas aos CPA/M e as subordinadas aos CPI deverão providenciar a
instrução necessária ao efetivo que atua no policiamento escolar, a qual deve ser
permanente e voltada ao trato com a criança e o adolescente, principalmente visando a
orientação e prevenção à criminalidade, observando-se o disposto no ECA e na Diretriz.

Como deve ser planejado o Policiamento Escolar?


O policiamento escolar deve ser devidamente planejado até o nível de Cia PM e, no
CPM e CPI, por município (em nível de Pel PM);
O planejamento deverá seguir os seguintes parâmetros:
Uma viatura de RE deve cobrir, em média, 08 (oito) escolas;
Uma vez por semana, no mínimo, a guarnição (ou o PM) que compõe a RE deverá
adentrar à escola e contatar sua direção;
A RE, ao passar pela escola, deverá estacionar, permanecendo ali o tempo conveniente,
de acordo com as informações disponíveis sobre o local (indicadores criminais,
denúncias etc.);
A quem cabe o comandamento do Programa escolar?
O comandamento do Programa caberá às Cia PM territoriais ou OPM de menor escalão
nos municípios menores, sendo vedado centralizá-lo no Btl;
Qual a meta de emprego das viaturas?
A meta de emprego de viatura no Programa de Policiamento Escolar é de 100 % (cem
por cento);
Dentro do possível, todas as escolas existentes na subárea deverão receber o
policiamento escolar, observando a seguinte prioridade: escolas de 1º e 2º grau
estaduais, municipais e particulares.
Integração com o PROERD
Integração com o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência –
PROERD:
Os PM instrutores do PROERD deverão ter pleno conhecimento do desenvolvimento
deste Programa, bem como;
Deverão participar da reunião semestral do Programa de Policiamento Escolar, cujo
objetivo é promover um intercâmbio de informações e apresentação de sugestões para
seu aperfeiçoamento;
Poderão ser transportados para as escolas nas viaturas de RE;

Como é realizada a supervisão do Policiamento Escolar?


Para supervisionar o Programa de Policiamento Escolar, poderá ser designado um
Oficial por Btl, subordinado ao Subcmt OPM, o qual acumulará, também, a supervisão
dos Programas de Policiamento Integrado e de Policiamento Comunitário;
Esse Oficial, Supervisor de Programas de Policiamento (SPP), cumprirá o regime de
12X36h ou de 5X2 (cinco dias trabalhados por dois de descanso), somente no período
diurno;
Na falta desse Oficial, suas funções serão exercidas pelo Cmt F Ptr;

Quem é o coordenador do Programa de Policiamento Escolar?


O CPC, o CPM e os CPI deverão:
Determinar a suas OPM subordinadas, no nível de Btl, que designem um Oficial
Coordenador do Programa de Policiamento Escolar (com o posto mínimo de Cap PM),
escolhido pelo Cmt de Btl. No âmbito do CPM e dos CPI, tais Oficiais Coordenadores
poderão ser os próprios Cmt Cia PM, observando-se os seguintes procedimentos:
O Oficial Coordenador deverá:
Manter contatos e reunir-se com os responsáveis pelas DRE e/ou com os Diretores das
escolas, sempre que necessário, visando o intercâmbio de informações e verificando
eventuais mudanças nas necessidades de segurança dos estabelecimentos de ensino,
coletando dados que possam ser úteis ao planejamento do policiamento, fazendo com
que cheguem aos respectivos Cmt Cia PM onde os estabelecimentos estão localizados;
Manter contatos com os diretores de escolas da rede pública municipal,
estimulando-os a solicitarem às respectivas guardas municipais de suas cidades a
prestação de serviços de segurança em tais estabelecimentos.

Atribuições do CPC, CPM e CPI


Destinar recursos humanos e materiais para execução do policiamento escolar;
Designar Oficial Coordenador do Programa;
Adotar providências para que todos os PM que trabalham no policiamento escolar
mantenham-se atualizados sobre as peculiaridades desta função, nos termos desta Dtz,
assistindo ao vídeo-treinamento a ser fornecido pela DE a respeito do assunto e, ainda,
segundo planejamento a ser feito pelo Cmt Cia PM, realizem o EEP - Policiamento
Escolar;
Por meio de suas OPM subordinadas:
Executar o policiamento escolar nos termos desta Dtz;
Procurar manter entendimentos com as Guardas Municipais, visando que estas
executem a segurança das escolas municipais de seus respectivos municípios, servindo-
se, para tal, da figura do Oficial Coordenador do Programa;
Determinar que os Cmt Cia PM realizem reuniões periódicas com os diretores dos
estabelecimentos de ensino localizados em suas subáreas, visando aferir o desempenho
do Programa.

Qual o regime de trabalho?


Para os policiais militares que atuarem no Programa de Policiamento Escolar, o regime
de trabalho deverá seguir as seguintes orientações:
Deverão trabalhar de cinco (mínimo) a seis (máximo) dias por semana, perfazendo as 40
(quarenta) horas semanais exigidas nas normas vigentes;
Considerando-se que o expediente letivo vai de segunda-feira à sexta-feira e que, no
final de semana (sábado e/ou domingo), podem ser desenvolvidas atividades na escola
(Jovens Construindo a Cidadania, Campeonatos Desportivos etc.), bem como, naqueles
estabelecimentos considerados mais críticos (alvos de depredações, invasões, atos de
vandalismo, reunião de pessoas em atitudes suspeitas etc.), pode ser necessária a
presença ostensiva da polícia, os turnos de serviço serão conforme segue:
De segunda-feira à sexta-feira, em dois turnos, das 0645 às 1445h e das 1530 às 2330h,
perfazendo as 40 (quarenta) horas semanais; ou
De segunda-feira à sexta-feira, também em dois turnos, das 0645 às 1400h e das 1615 às
2330h, perfazendo 36 (trinta e seis) horas e 15 (quinze) minutos, que deverão ser
complementadas com o período necessário para atingir 40 (quarenta) horas semanais,
caso haja atividades na escola ou a necessidade da presença ostensiva da polícia nos
sábados e/ou nos domingos.
É vedado o horário de 12h X 36h (doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso),
bem como o somatório de turnos (acúmulo de turnos), o regime alternado (trabalha um
dia e folga outro) ou qualquer outro diferente do ora estabelecido nesta Dtz;
É permitida a adequação dos turnos (flexibilidade quanto aos horários de início e
término do serviço), desde que seja necessária para atender situações específicas de
determinadas escolas, bem como siga as demais orientações definidas nesta Dtz.

Prescrições Diversas
Para ajuste do Programa a esta Dtz, a cada 06 (seis) meses, o Cmt do G Cmdo ou o Cmt
Pol Área (CPC/CPM) reunirá todos os integrantes do Programa para sua avaliação
(troca de informações, apresentação de sugestões, orientações, ajustes etc.), devendo
encaminhar cópia da nova Ordem de Operações e respectivos anexos à 3ª EM/PM, se
houver modificações;
Para os policiais militares que atuarem especificamente no policiamento escolar,
deverão ser obedecidas as seguintes prescrições:
Não poderão ser desviados para outras missões, devendo estar voltados exclusivamente
para essa atividade;
Suas férias deverão ser compatibilizadas com as férias e recessos escolares, vez que o
policiamento escolar não poderá ser desfalcado em razão de afastamentos de quaisquer
natureza;
Deverão ser substituídos por outro PM, nos casos de impedimentos.

O que deve constar no CPP da Ronda Escolar?


Nos CPP da RE, deverão constar as seguintes orientações aos PM:
Acompanhar as entradas e saídas dos turnos das escolas que apresentem quadro de
maior delinqüência;
Durante as rondas, em contato com a direção e demais funcionários das escolas, coletar
informações úteis ao policiamento escolar, repassando-as a seu Cmt Cia PM, a fim de
que sejam feitos os ajustes necessários no CPP.
Para o planejamento, deve ser levada em conta a realidade dos estabelecimentos de
ensino, principalmente daqueles localizados em regiões periféricas, onde não haja a
infra-estrutura necessária ou que estejam depredados, não iluminados adequadamente,
não cercados, ou que sejam em pontos de concentração de desocupados etc.;
Deverão ser procedidos levantamentos das condições em que se encontram as
instalações das escolas da rede pública estadual e suas respectivas áreas adjacentes,
devendo as OPM, quando couber, lavrar o Relatório de Averiguação de Indício de
Infração Administrativa – RAIIA.

Como dever ser empregado a adoção de escolas?


Nos estabelecimentos de ensino situados nas proximidades das OPM, poderá ser
empregada a “adoção de escolas”, com o emprego de efetivo da administração
efetuando policiamento nos horários de entrada e saída de alunos, desde que haja
facilidade de acesso e baixo índice de criminalidade local, observando-se o emprego de,
no mínimo, 02 (dois) policiais militares;
Para os estabelecimentos de ensino abrangidos por meio da “adoção”, devem ser
observados os seguintes procedimentos:
Os Cmt Pol A e os Cmt Pol Int deverão:
Realizar levantamento do número de escolas que possuem em sua base territorial e que
se recomende serem adotadas por OPM administrativas ou por efetivo administrativo
das OPM operacionais, por estarem localizadas a menos de 500 (quinhentos) metros da
OPM;
Manter entendimentos com as OPM adotantes, a fim de supervisionar e apoiar os PM
que forem designados para o policiamento nessas escolas, observando os seguintes
critérios: facilidade de acesso, baixo índice de criminalidade (em relação às demais
escolas da região), emprego mínimo de dois PM e prioridade aos horários mais críticos
(horários de entrada e saída de alunos).
As OPM administrativas, dentro do possível, deverão atender as solicitações dos Cmt
Pol Área e/ou dos Cmt Pol Int, “adotando” as escolas situadas nas proximidades (até
500 metros) de seus quartéis, planejando o emprego de seus PM e instruindo-os de
acordo com o disposto nesta Dtz.

Quais as missões dos PM que trabalham no Policiamento Escolar?


Prevenção e repressão imediata às infrações penais, em especial àquelas relacionadas ao
tráfico de drogas e à corrupção de crianças e adolescentes;
Prevenção de atos de vandalismo e invasões aos estabelecimentos escolares;
Travessia de escolares e orientação de tráfego nos horários de entrada e saída;
Prevenção e repressão imediata aos atos infracionais, de acordo com o prescrito no
Estatuto da Criança e do Adolescente;
Levantamento quanto a existência de bares, “fliperamas” e vendedores ambulantes,
localizados ou posicionados a menos de 100 (cem) metros das escolas, observando e
adotando os procedimentos contidos na NI de referência “10” , bem como, quando for o
caso, os contidos no subitem “5.5.6.” desta Dtz (RAIIA).
Todas as medidas policiais e assistenciais deverão ser adotadas de acordo com as
normas legais em vigor e com as normas vigentes na Polícia Militar para o trato com a
criança e o adolescente;
Os PM, sempre que possível, deverão procurar manter contato com os responsáveis
pelas escolas, não devendo, entretanto, se imiscuir nos assuntos de ordem interna do
estabelecimento, nem realizar funções que não sejam de sua competência, direcionando
suas ações para o exercício do policiamento ostensivo e para a preservação da ordem
pública;
Os PM deverão participar, esporadicamente, de reuniões que ocorrerem nos
estabelecimentos de ensino, colhendo informações sobre possíveis problemas nessas
escolas e imediações, buscando soluções conjuntas para as questões. Deverão, ainda,
elaborar relatórios, constando as solicitações e contatos feitos durante o serviço, as
constatações e encaminhamento de problemas, as atividades realizadas, além de
propostas e sugestões de ordem geral que possam contribuir para a melhoria da eficácia
do serviço;
Os PM que atuam no policiamento escolar não devem receber ocorrências despachadas
pelo Centro de Operações que não sejam relativas às respectivas escolas onde atuam, e,
ao se depararem com uma ocorrência policial, após efetuarem o primeiro atendimento,
deverão acionar a viatura do respectivo subsetor para eventual prosseguimento, de
forma a ficarem liberados para a continuidade do serviço;
Nos casos onde não houver possibilidade de adoção da medida prevista no subitem
anterior (casos de flagrante, por exemplo), o Cmt F Ptr, tendo possibilidade de meios,
poderá substituir o efetivo policial-militar responsável pelo policiamento escolar, para
que não haja solução de continuidade do serviço;
Deve ser evitada, ao máximo, a rotatividade dos PM empenhados no policiamento
escolar;
Nas Cia PM, devem existir registros eletrônicos específicos para cada escola da subárea,
contendo todo o histórico de interesse, anotação dos problemas e respectivas soluções,
as ocorrências havidas no estabelecimento e outros dados julgados importantes.
Tendo em vista que um dos objetivos do Programa de Policiamento Escolar consiste na
realização da travessia de escolares, os PM que atuam no policiamento escolar devem
ser orientados, naquilo que for necessário, quanto às normas de trânsito em vigor,
observando-se o disposto na legislação específica;
Dentro do possível, os PM designados para trabalhar no policiamento escolar deverão
ser selecionados dentre aqueles que sejam voluntários para a função, que possuam boa
conduta disciplinar e demonstrem facilidade para o trato com crianças e adolescentes;

Boaz dos Santos Silva


1º Ten PM