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Exemplar nº ______ de ______ cópias


SÃO PAULO - SP
250845OUT05
PROGRAMA POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS
www.polmil.sp.gov.br
NO ESTADO DE SÃO PAULO – PROGRAMA ROCAM

DIRETRIZ Nº PM3-005/02/05
Referência: Diretriz nº PM3-001/02/05, de 09MAI05 (NORSOP).

1. FINALIDADE
Disciplinar a implantação do Programa de Policiamento com Motocicletas no Estado de São
Paulo.

2. SITUAÇÃO
2.1. o aprimoramento do emprego do policiamento com motocicletas visa torná-lo mais eficaz, a
fim de que atenda às expectativas atuais da comunidade, aumentando sua segurança e
diminuindo os índices criminais, principalmente dos crimes mais comuns nas vias de tráfego
intenso, como roubo de veículos e dos pertences dos seus ocupantes, e em locais onde este
processo de policiamento seja mais indicado;
2.2. nas cidades com mais de 500.000 habitantes, as estatísticas apontam os grandes corredores
de trânsito, mormente em seus cruzamentos, onde há lentidão e congestionamentos, como os
locais indicados para a atuação desse policiamento, pelas suas características de agilidade e
acessibilidade, o que motivou a implantação de um projeto-piloto na cidade de São Paulo,
que surtiu bons resultados;
2.3. pode-se esperar que, em outros municípios, com características urbanas semelhantes às da
Capital, as condições quanto à criminalidade em grandes corredores congestionados sejam
também muito próximas, o que recomenda a aplicação do policiamento com motocicletas
em moldes semelhantes ao que está sendo desenvolvido no Município de São Paulo;
2.4. por outro lado, nos demais municípios, ainda os menores, o policiamento com motocicletas,
quando empregado em áreas previamente selecionadas, segundo critérios técnico-policiais, é
igualmente produtivo, permitindo, ainda, que seja melhor controlado e distribuído, para
comprovação de sua eficácia;
2.5. a esse conjunto de policiamento com motocicleta dedicado aos corredores ou atuando por
áreas dá-se o nome de Programa ROCAM.
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3. OBJETIVOS
3.1. diminuir os índices criminais nos grandes corredores de trânsito dos municípios do Estado,
caracterizados pelo elevado índice de roubos a veículos e transeuntes;
3.2. fazer com a que a comunidade constate efetivamente a ação dirigida e intensificada do
policiamento com motocicletas, em razão da sua capacidade de diminuição da criminalidade
nessas vias;
3.3. permitir a mensuração da eficácia do Programa na prevenção de delitos, principalmente os
de roubo de veículos e dos pertences dos seus ocupantes, nos grandes corredores de trânsito
e em seus cruzamentos, bem como em outras áreas consideradas críticas, denominadas
Áreas de Interesse de Segurança Pública (AISP);
3.4. divulgar o policiamento com motocicletas à comunidade, aumentando sua confiança na
prestação desse serviço de polícia ostensiva e, conseqüentemente, aumentando a sensação de
segurança.

4. MISSÃO
As OPM territoriais da Polícia Militar que possuam motocicletas no seu Quadro de Fixação
de Frota (QFF), enquadrando-se nos parâmetros desta Dtz, deverão realizar o policiamento
ostensivo e preventivo com motocicletas, de forma concentrada nos grandes corredores de
trânsito, bem como nas AISP dos municípios, para diminuir os índices criminais nesses locais.

5. EXECUÇÃO
5.1. Conceito de Programa de Policiamento:
São subdivisões dos tipos de policiamento ostensivo, voltados para determinados objetivos,
constituídos por conjuntos de diretrizes e projetos de implantação duradoura, ajustáveis ao
longo do tempo, que traduzem a estratégia operacional da Instituição. A organização do
policiamento em programas define melhor os padrões de execução e facilita o planejamento
orçamentário para sua manutenção.
5.2. Conceito da Operação:
O Programa de Policiamento com Motocicletas – Programa ROCAM – é voltado ao
aprimoramento do emprego desse processo de policiamento na prevenção de ilícitos penais,
principalmente nos grandes corredores de trânsito dos municípios mais populosos, bem
como nas AISP dos municípios do Estado, segundo a análise e estudo das variáveis
indicadoras de criminalidade (INFOCRIM, FOTOCRIM, COPOM ON-LINE e outras, como
reportagens veiculadas na imprensa, informações obtidas junto à comunidade etc.), de forma
a permitir o acompanhamento e mensuração da sua eficácia em períodos pré-estabelecidos.
5.3. Desenvolvimento do Programa ROCAM
5.3.1. o Programa ROCAM será desenvolvido em três modos de atuação, determinados em

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função da demografia e urbanização do município, conforme segue:
5.3.1.1. Patrulha dedicada à via:
Policiamento realizado nos grandes corredores de trânsito, caracterizados pelo elevado
índice de roubos, nas cidades com população acima de 500.000 (quinhentos mil)
habitantes.
5.3.1.2. Patrulha atuando por área:
Policiamento efetuado por AISP do Batalhão ou do município que seja, no mínimo,
sede de Cia PM, com frota fixada mínima de 04 (quatro) motocicletas.
5.3.1.3. Patrulhamento integrado com motocicleta:
Policiamento efetuado por um policial militar, devidamente inserido em um sistema de
policiamento ostensivo capaz de assegurar-lhe condições mínimas de segurança, nas
cidades que possuam, no mínimo, OPM de nível Gp ou Pel PM e frota fixada máxima
de 03 (três) motocicletas. Embora se utilize da denominação, estas motos não fazem
parte do Programa de Policiamento Integrado.
5.4. Mensuração:
5.4.1. a mensuração da eficácia do Programa será feita a cada três meses, a contar da
implantação do programa, com o acompanhamento mensal dos resultados, de maneira a
permitir os ajustes necessários, com base nos seguintes mecanismos de acompanhamento
(Anexo “D”):
5.4.1.1. mapa do município com corredores e pontos de estacionamento, devidamente plotados;
5.4.1.2. mapas por região do município, com corredores e ou AISP e pontos de estacionamento
plotados;
5.4.1.3. Mapa-força, constando prefixo, (cadastro operacional), identificação dos patrulheiros
(Nome/Graduação/RE), o corredor ou AISP patrulhado(s) e o número do respectivo
CPP e Quadro Geral de Controle de motocicletas em operação;
5.4.1.4. relação de corredores ou AISP com delimitação e responsabilidade de atuação;
5.4.1.5. Cartão de Prioridade de Patrulhamento (CPP);
5.4.1.6. relatório mensal comparativo de delitos em cada corredor ou AISP;
5.4.1.7. relatório mensal de indicadores operacionais: veículos vistoriados, AIIP e AIT lavrados,
flagrantes, armas apreendidas etc.
5.4.2. após o prazo de três meses, a contar da implantação, poderão ser alterados os corredores
ou AISP objetos do Programa, conforme análise dos resultados.
5.5. Emprego
5.5.1. as OPM territoriais que atuarem nos corredores (subitem “5.3.1.1.”) e nas AISP dos
batalhões (subitem “5.3.1.2.”) observarão o seguinte:
5.5.1.1. com base no COPOM ON-LINE, INFOCRIM e outras fontes, indicarão ao Grande

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Comando [G Cmdo (CPC, CPM ou CPI)] os corredores de trânsito ou AISP, baseando
sua escolha nos seguintes critérios:
5.5.1.1.1. cruzamentos ou áreas com maiores índices dos delitos de roubo a veículo e a
transeuntes;
5.5.1.1.2. extensões com maiores índices de roubo a veículos e a transeuntes;
5.5.1.1.3. pontos de lentidão e congestionamentos nas vias com maior nível de tráfego;
5.5.1.1.4. áreas urbanas (por subsetores) em que o emprego de motocicletas seja mais indicado
para a prevenção dos delitos de roubo de veículos e a transeuntes.
5.5.1.2. além da indicação dos corredores e AISP, relacionarão os pontos para estacionamento
de motocicletas mais indicados para a atuação preventiva e as extensões a serem
percorridas por patrulha, sem superposição de itinerários, para conhecimento do G
Cmdo;
5.5.1.3. o patrulhamento deve dar-se por 40 (quarenta minutos), intercalados por 20 (vinte)
minutos de estacionamento nos pontos pré-determinados;
5.5.1.4. quando conveniente e necessário, empregarão o Pol Velado, a fim de fornecer
orientações às Ptr ostensivas sobre a ação de infratores para repressão imediata;
5.5.1.5. planejarão os apoios táticos necessários para as Ptr de motocicleta, com vistas à
previsível migração de infratores para as vias próximas do corredor ou da AISP, além
da possibilidade de as Ptr necessitarem de apoio;
5.5.1.6. manterão acompanhamento diário do emprego do policiamento com motocicletas, das
ocorrências atendidas e dos índices criminais constatados, mormente os de roubo de
veículos e transeuntes;
5.5.1.7. encaminharão, diariamente, ao G Cmdo, via Divisão de Administração e de Operações,
preferencialmente por meio eletrônico, o Mapa-força constante no subitem “5.4.1.3.”;
5.5.1.8. informarão, à 4ª EM/PM, as necessidades relativas a motocicletas, uniformes, EPI e
armamento para execução do Programa.
5.5.2. O 34º BPM/M (somente na Capital):
5.5.2.1. efetuará patrulhamento com motocicletas nos grandes corredores da Capital indicados
pelo CPC, mantendo acompanhamento diário do emprego do policiamento com
motocicletas, das ocorrências atendidas e dos índices criminais neles constatados,
mormente os de roubo de veículos e transeuntes;
5.5.2.2. encaminhará, diariamente, ao CPC, via Divisão de Administração e de Operações,
preferencialmente por meio eletrônico, o Mapa-força descrito no subitem “5.4.1.3.”;
5.5.2.3. informará, diretamente à 4ª EM/PM, as necessidades relativas a motocicletas,
uniformes, EPI e armamento para execução do Programa;
5.5.2.4. no caso de operações extraordinárias, lançará mão da sua reserva de motocicletas até

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esgotá-la e, caso seja insuficiente, poderá completá-la com as Vtr 04 rodas disponíveis,
sendo que as Ptr dos corredores só poderão ser usadas em último caso e parcialmente,
sem, contudo, cessar o policiamento com motocicletas no corredor, de tudo dando
ciência ao COPOM, para atualização do Quadro Geral de motocicletas em operação;
5.5.2.5. desenvolverá o policiamento conforme previsto no subitem “5.5.1.3.”.
5.5.3. O 2º BPChq-ROCAM (somente na Capital):
5.5.3.1. efetuará patrulhamento com motocicletas nos grandes corredores da Capital indicados
pelo CPC, mantendo acompanhamento diário do emprego do policiamento com
motocicletas, das ocorrências atendidas e dos índices criminais neles constatados,
mormente os de roubo de veículos e transeuntes;
5.5.3.2. encaminhará, diariamente, ao CPC, via Divisão de Administração e de Operações,
preferencialmente por meio eletrônico, o Mapa-força descrito no subitem “5.4.1.3.”;
5.5.3.3. informará, diretamente à 4ª EM/PM, as necessidades relativas a motocicletas,
uniformes, EPI e armamento para execução do Programa;
5.5.3.4. no caso de operações extraordinárias, lançará mão da sua reserva de motocicletas até
esgotá-la e, caso seja insuficiente, poderá completá-la com as Ptr dos corredores, sem,
contudo, cessar completamente o seu policiamento, notificando o COPOM para
atualização do Quadro Geral de controle de motocicletas em operação;
5.5.3.5. executar o patrulhamento conforme previsto no subitem “5.5.1.3.”.

5.5.4. nos municípios que se enquadrem na situação descrita no subitem “5.3.1.3.”, o


policiamento será realizado conforme segue:
5.5.4.1. mediante rondas nas AISP, preferencialmente onde houver maior concentração de
pessoas e/ou veículos;
5.5.4.2. o policial militar escalado deve ser aquele mais experiente, que tenha conhecimento da
filosofia de policiamento comunitário e das técnicas não-letais de intervenção policial;
5.5.4.3. deve ser empregado em subsetores com baixa expectativa de crimes violentos, com
baixos índices de ocorrências, levando-se em conta, ainda, o aspecto qualitativo dessas
ocorrências, sendo contra-indicado aqueles em que haja histórico de crimes como
homicídio, latrocínio, estupro, lesão corporal, extorsão mediante seqüestro, roubo a
banco, tráfico de entorpecentes e onde exista presunção de ação do crime organizado.
5.6. Regime e horário de serviço
5.6.1. no modo de atuar que se enquadre no subitem “5.3.1.1.”
5.6.1.1. o regime de serviço das Ptr de motociclistas será o de 12X36, com dois turnos diários,
das 0630 às 1830 e das 1100 às 2300 horas, obedecido o previsto na Portaria do Cmt G
que disciplina o regime de trabalho policial-militar, disponível na home page da 1ª
EM/PM;
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5.6.1.2. o início do serviço dar-se-á às 0630 horas, para o primeiro turno, com revista e preleção,
com início do patrulhamento no corredor às 0700 e término às 1830 horas, sendo para o
segundo turno fixados os horários de 1100 horas, para revista e preleção, e início e
término do patrulhamento no corredor às 1130 e 2300 horas, respectivamente;
5.6.1.3. as Ptr serão empregadas no policiamento dos grandes corredores e nas AISP escolhidas,
em princípio, de segunda a sábado. O emprego aos domingos, a critério do Coord Op
PM e do G Cmdo, deverá levar em consideração a necessidade do cumprimento das 40
(quarenta) horas semanais previstas na Portaria citada no subitem “5.6.1.1.”.
5.6.2. nos modos de atuar que se enquadrem nos subitens “5.3.1.2.” e “5.3.1.3.”
O horário de serviço será determinado pelo Cmt da OPM, em um único turno de 12X36,
de 2ª feira a sábado, ou nos regimes 5X2 ou 6X1, se necessário, considerando a Portaria
do Cmt G que disciplina o regime de trabalho policial-militar, disponível na home page
da 1ª EM/PM.
5.7. Composição das Ptr de Motocicletas (para as OPM que enquadrem nos subitens
“5.3.1.1.” e “5.3.1.2.”) e supervisão
5.7.1. as Ptr de motocicletas serão compostas por dois PM;
5.7.2. se, na formação das patrulhas, sobrar um motociclista, este deverá acompanhar o CGP,
sendo vedada patrulha com três integrantes;
5.7.3. os efetivos serão divididos em turnos, respeitado o Quadro de Fixação de Frota (QFF) de
motocicletas de cada OPM, conforme segue:
5.7.3.1. OPM territoriais:
5.7.3.1.1. patrulhas no turno das 0630 às 1830 horas;
5.7.3.1.2. patrulhas no turno das 1100 às 2300 horas;
5.7.3.1.3. no horário das 1100 às 1830 horas haverá superposição de turnos;
5.7.3.1.4. se as características do município, exceto a Capital, assim o recomendarem, poderá
haver apenas 01 turno de 12 horas ou ser implantado o regime 5X2 ou 6X1.
5.7.3.2. 34º BPMM (Capital):
5.7.3.2.1. 24 patrulhas no turno das 0630 às 1830 horas;
5.7.3.2.2. 30 patrulhas no turno das 1100 às 2300 horas;
5.7.3.2.3. no horário das 1100 às 1830 horas (superposição de turnos), haverá o emprego de 54
patrulhas.
5.7.3.3. 2º BPChq-ROCAM (Capital):
5.7.3.3.1. 12 patrulhas no turno das 0630 às 1830 horas;
5.7.3.3.2. 16 patrulhas no turno das 1100 às 2300 horas;
5.7.3.3.3. no horário das 1100 às 1830 horas (superposição de turnos), haverá o emprego de 28
patrulhas.

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5.7.4. na Capital, nas OPM Territoriais, haverá um CGP por Btl, encarregado de fiscalizar
especificamente o Programa, em especial quanto à efetividade e o posicionamento das
patrulhas, o qual emitirá relatório diário nos termos da Ordem de Operações;
5.7.5. o CGP ROCAM operará com um auxiliar no mesmo regime de serviço das patrulhas, no
horário das 1100 às 2300 horas;
5.7.6. na Grande São Paulo e no Interior, a fiscalização será feita pelo CFP e CGP do Programa
de Radiopatrulha;
5.7.7. havendo Cmt Pel FT, o CGP ROCAM a ele se subordinará e, na ausência daquele, a
subordinação passa ao CFP local.

5.8. Atribuições Particulares


5.8.1. 2ª EM/PM e Agências de Informações
5.8.1.1. plotar, por meio do Setor de Cartografia, os corredores e AISP onde será realizado o
policiamento com motocicletas e os pontos de estacionamento, adotando cores distintas
para as OPM territoriais, o 34º BPM/M e o 2º BPChq (ROCAM), no caso da Capital;
5.8.1.2. desenvolver o modelo estatístico para o Programa ROCAM na Capital, a partir da
respectiva Ordem de Operações do CPC;
5.8.1.3. providenciar, por meio das Agências de Área:
5.8.1.3.1. os levantamentos necessários para orientação do planejamento do emprego das Ptr
ostensivas e do Pol Velado pelo P/3 das OPM;
5.8.1.3.2. o acompanhamento da eventual migração de infratores para localidades próximas dos
corredores ou AISP onde será realizado o policiamento com motocicletas, a fim de
orientar o planejamento de medidas pelo P/3;
5.8.1.3.3 o mesmo procedimento previsto no subitem “5.8.1.1.” para as OPM que desenvolvam
os modos de atuar previstos nos subitens “5.3.1.1.” e “5.3.1.2.”.
5.8.2. 3ª EM/PM
Manter e atualizar, semestralmente, o Plano ROCAM, para fins de controle e análise de
seu desenvolvimento.
5.8.3. 4ª EM/PM
5.8.3.1. planejar o completamento dos QFF de motocicletas das OPM territoriais, do 34º
BPM/M e do 2º BPChq (ROCAM) e também o fornecimento de uniformes, EPI,
equipamento de radiocomunicação e armamento, de acordo com as necessidades
levantadas pelas referidas Unidades, a serem transmitidas à DL, e outros dados;
5.8.3.2. manter e atualizar, semestralmente, o Plano ROCAM, para fins de controle e análise de
seu desenvolvimento;
5.8.3.3. criar frota de reserva para o Programa na Capital e eventualmente em outros G Cmdo,
mediante ordem do Subcmt PM.
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5.8.4. 5ª EM/PM
Planejar, mantendo contato com os G Cmdo e a Assessoria de Imprensa da SSP, a
divulgação do Programa de Policiamento com Motocicletas – Programa ROCAM, a ser
iniciada mediante ordem do Subcmt PM.
5.8.5. DL
5.8.5.1. providenciar a aquisição de motocicletas, fardamento, EPI e armamento, conforme
planejamento da 4ª EM/PM, distribuindo-os segundo as necessidades apontadas pelas
OPM territoriais, 34º BPM/M, e 2º BPChq e a prioridade determinada pelo Subcmt PM;
5.8.5.2. providenciar, por meio do CSM/MM/SAT, avaliação de policiais militares apresentados
pelos comandantes de OPM para fins de autorização à condução de viaturas duas rodas.
5.8.6. DTel
Providenciar a aquisição e distribuição de equipamentos de radiocomunicação segundo o
planejamento da 4ª EM/PM e a prioridade determinada pelo Subcmt PM.
5.8.7. DF
Providenciar para que as UGE dos G Cmdo e dos CPA, no caso dos CPC e CPM,
recebam verba para manutenção das motocicletas a serem empregadas no Programa.
5.8.8. Coord Op PM
Acompanhar, por meio do Quadro Geral de Controle de Motocicletas em Operação
(Anexo “B” desta Dtz) e outros mecanismos, o desenvolvimento do Programa, analisando
seus resultados e mantendo o Subcmt PM informado.
5.8.9. G Cmdo (CPC, CPM e CPI)
5.8.9.1. planejar e coordenar o Programa ROCAM tomando por base as informações obtidas no
INFOCRIM, COPOM ON-LINE, SIOPM, reportagens veiculadas na imprensa em geral
etc, e considerando as sugestões apresentadas pelas OPM envolvidas no Programa de
Policiamento com Motocicletas, encaminhando ao Cmdo G os corredores e áreas
escolhidos para seu início, com os mapas e subsetores, na forma dos subitens “5.5.1.1.”
e suas divisões e “5.5.1.2.”;
5.8.9.2. receber e gerenciar as informações contidas no Mapa-força (Anexo “A” desta Dtz),
elaborando e encaminhando, diariamente, ao Coord Op PM, o Quadro Geral de
Controle de Motocicletas em Operação (Anexo “B” desta Dtz);
5.8.9.3. encaminhar ao Cmdo G, via 3ª EM/PM, trimestralmente, após a avaliação do Programa,
a Ordem de Operações atualizada e respectivos anexos.
5.8.10. CPChq
5.8.10.1.colocar à disposição do CPC, para fins de emprego operacional no Programa de
Policiamento com Motocicletas, a 3ª Cia PCHq do 2º BPChq (ROCAM);
5.8.10.2.por meio do 2º BPChq (3ª Cia PCHq - ROCAM)

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Providenciar para que o Mapa-força (Anexo “A”) seja encaminhado à Divisão de
Administração e de Operações do CPC até uma hora após o início de cada turno.
5.8.11. Cmt OPM territorial
5.8.11.1. providenciar o levantamento das necessidades de viaturas e equipamentos de sua
OPM, encaminhando-as à 4ª EM/PM, via canal hierárquico;
5.8.11.2. passar, nas OPM enquadradas nos subitens “5.3.1.1.” e “5.3.1.2.” em que o município
sediar Btl, o efetivo de motociclistas e respectivas motocicletas à disposição do P/3,
para fins de controle operacional do Programa;
5.8.11.3. planejar o emprego de sua F Ptr A, de maneira a evitar sobreposição com os demais
Programas de Policiamento em execução nos grandes corredores ou AISP sob sua
atribuição onde o Programa esteja sendo desenvolvido, mantendo apoios e
policiamento nas vias ou circunvizinhança próximas, visando coibir a atuação de
eventuais infratores migrantes desses locais;
5.8.11.4. providenciar para que o Mapa-força (Anexo “A”) seja encaminhado à Divisão de
Administração e de Operações do G Cmdo até uma hora após o início de cada turno;
5.8.11.5. providenciar, caso necessário, a apresentação de policiais militares habilitados a
dirigirem motocicletas ao SAT para autorização a conduzir viaturas da Polícia Militar.

5.9. Prescrições Diversas


5.9.1. o Programa ROCAM será monitorado pelo G Cmdo, a contar da sua implantação e a cada
três meses será avaliado quanto a sua eficácia na prevenção dos delitos nos grandes
corredores e nas AISP selecionados, principalmente quanto a roubo de veículos e a
transeuntes;
5.9.2. o modelo estatístico (Quadro de Dados Quantitativos - Anexo “D”) para cada local deve
ser fixado conforme previsto na Ordem de Operações e encaminhado ao G Cmdo,
mantendo-se inalterado enquanto esta não for modificada. No caso da Capital, o modelo
estatístico será desenvolvido pela 2ª EM/PM;
5.9.3. na data de início do Programa, já deverão estar analisadas as informações criminais dos
corredores e AISP incluídos no Programa;
5.9.4. para fins de avaliação, os resultados deverão ser comparados ao trimestre idêntico do ano
anterior, evitando possíveis desvios provocados por sazonalidade;
5.9.5. as Ptr de motociclistas devem permanecer na via ou área em que forem escaladas e na
extensão que lhes forem designadas pelo planejamento da OPM, mesmo que aquela esteja
congestionada, e principalmente nos pontos de congestionamento, ficando proibido às
patrulhas saírem para as vias paralelas ou transversais, ou, ainda, sair da(s) AISP para as
quais estiverem designadas;
5.9.6. a Ptr de motocicletas somente poderá se afastar da via ou área em que estiver escalada
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mediante ordem expressa do Cmt Pel FT ou CFP, para atender emergência, retornando,
após, imediatamente;
5.9.7. nos pontos de estacionamento, as motocicletas devem ser estacionadas nos locais e
posições mais visíveis possível;
5.9.8. fica proibido o agrupamento de patrulhas em um mesmo ponto de estacionamento;
5.9.9. em caso de baixa da motocicleta, esta deverá ser reposta por outra da frota reserva, onde
houver;
5.9.10. quando atuando nas AISP (subitem “5.3.1.2.”), as ações do Programa ROCAM poderão
ser combinadas com as da Força Tática:
5.9.11. o conjunto dos dados organizacionais (Ordem de Operações) do Programa ROCAM por
município constituirá o Plano ROCAM, a saber:
5.9.11.1. quantidade de motocicletas e de patrulhas;
5.9.11.2. modos de atuação: por corredores, por áreas e integrado;
5.9.11.3. relação de corredores com as denominações e extensão de cada subsetor a ser
patrulhado (CPP);
5.9.11.4. horário de atuação.
5.9.12. o Plano ROCAM deverá ser mantido e atualizado semestralmente pelas 3ª e 4ª EM/PM
para fins de controle e análise de seu desenvolvimento;
5.9.13. para implantação do Programa ROCAM, cada G Cmdo baixará Ordem de Operações
feita com base nesta Dtz, incluindo seus anexos preenchidos e mapa de cada cidade
onde o Programa seja implantado, por corredor ou AISP, de tudo remetendo cópia à 3ª
EM/PM;
5.9.14. nos corredores somados os dois turnos, a OPM empregará, no máximo, 2/3 da frota de
motos previstas no QFF para o município, mantendo flexibilidade para atuar por área;
5.9.15. no total dos modos de atuação o Programa ROCAM deverá empregar entre 75% e 85%
da frota de motos previstas no QFF para o município, permitindo a manutenção de 15%
a 25% da frota, devendo ser priorizado sempre o modo de atuar por corredores para
efeito de completamento;
5.9.16. para implantação e depois, no máximo a cada 6 meses, o Cmt do G Cmdo ou o Cmt Pol
Área (CPC ou CPM) reunirá todos os PM integrantes do Programa ROCAM para troca
de informações, sugestões, avaliações e orientações;
5.9.17. são normas básicas para o patrulhamento com motocicletas:
5.9.17.1. o patrulhamento será desenvolvido a uma velocidade compatível com a estabelecida
para a via (o Código de Trânsito Brasileiro fixa a velocidade mínima como igual à
metade da velocidade máxima da via) e com a atividade;
5.9.17.2. no patrulhamento, os componentes da patrulha devem postar-se em fila indiana (onde

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passar a primeira moto deverá passar a segunda, sempre uma atrás da outra), mantendo
uma distância de segurança que permita reação segura em caso de frenagem ou
manobra, com o Comandante da Patrulha sempre à frente, controlando a velocidade e
orientando o destino a ser seguido;
5.9.17.3 nos deslocamentos observar o contido na Ordem de Serviço Nº PM3-013/02/01-
CIRCULAR, de 04JUN01, conforme Anexo “E” desta Dtz, mantendo sempre o
dispositivo luminoso de emergência (“giroflex”) e farol ligados, a fim de aumentar a
ostensividade do policiamento;
5.9.17.4. é proibida a perseguição a outros veículos, sendo permitido apenas o acompanhamento
para fins de fornecimento de dados que propiciem o cerco e a intervenção de outras
guarnições motorizadas, adotando-se as seguintes cautelas:
5.9.17.4.1. somente fazer uso de arma de fogo como meio necessário para defender-se ou para
vencer resistência armada (legítima defesa), atentando para nunca expor a vida, a
saúde e a integridade física de terceiros não envolvidos;
5.9.17.4.2. consultar, via rádio, se o veículo é produto de roubo/furto ou está envolvido em
alguma ocorrência, se já não houver certeza dessa situação;
5.9.17.4.3. cientificar o COPOM quando do início do acompanhamento, fornecendo
características do veículo e de seus ocupantes para que outras guarnições possam
fazer o cerco;
5.9.17.4.4. informar os locais por onde se desenvolve o acompanhamento e a direção tomada
pelo veículo acompanhado;
5.9.17.4.5. procurar manter o veículo em seu campo de visão, permanecendo atento ao trânsito,
aos demais veículos e aos pedestres, respeitando o limite de habilidade de todos os
integrantes da patrulha (domínio da motocicleta) e o tipo de terreno. A patrulha não
deve se dispersar;
5.9.17.4.6. buscar o máximo cuidado nos deslocamentos, evitando riscos desnecessários,
lembrando sempre que a prioridade deve ser a defesa da vida e da integridade física
da patrulha e dos transeuntes, mesmo que essa possibilite a fuga momentânea do
veículo acompanhado;
5.9.17.4.7. o acompanhamento deverá ser feito sempre com todos os sistemas de alerta da
viatura acionados, sendo fundamental que todas as mensagens sejam transmitidas
com voz clara, sem afobação, permitindo que o apoio das demais viaturas se dê
rápida e efetivamente;
5.9.17.4.8. adotar todos os procedimentos de segurança da guarnição e dos transeuntes, quando

RESERVADO
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fl. 12
efetuar o cerco para abordar o veículo e seus ocupantes;
5.9.17.4.9. a busca pessoal, a abordagem e a vistoria em veículos não devem ser feitas por PM
isolado, nem em inferioridade numérica, buscando-se sempre o apoio de outras
guarnições, se for o caso;
5.9.17.4.10. a ação de abordagem deve ser a mais técnica e segura possível.
5.9.18. para avaliação, os G Cmdo convocarão os P/3 das OPM envolvidas até 10 dias após o
trimestre de desenvolvimento do Programa, devendo os Oficiais trazer os dados
comparativos de suas áreas e os resultados obtidos , para confrontação com os do G Cmdo;
5.9.19. as Ptr de motocicletas, em princípio, não atenderão ocorrências por despacho do
COPOM, permanecendo em STATUS 03, sendo certo, entretanto, que darão o primeiro
atendimento a qualquer solicitante ou fato policial com o qual depararem,
providenciando a continuação por outra Vtr do patrulhamento, quando não se tratar de
prisão em flagrante delito;
5.9.20. as Ptr deverão lavrar o BO/PM-TC nas ocorrências que atenderem até seu término,
constando no Relatório de Serviço Operacional (RSO) aquelas que se limitarem a
repassar a outros segmentos operacionais;
5.9.21. durante o patrulhamento, principalmente nos cruzamentos com semáforos, quando a
patrulha deparar:
5.9.21.1. com crianças e/ou adolescentes, com vendedores ambulantes, pessoas que realizam
limpeza de pára-brisa de veículos, pedintes, e outros, orientá-los a que não
permaneçam naqueles locais, que podem oferecer riscos à vida e à integridade física
delas, devendo ser elaborado, quando couber, o Relatório de Averiguação de Indício
de Infração Administrativa – RAIIA, nos termos da Portaria nº PM3-001/02/04, de
01SET04, publicada no DOE nº 169, de 04SET04, e O Sv nº PM3-047/02/04, de
08SET04, disponíveis na home page da 3ª EM/PM;
5.9.21.2. com a prática de ato infracional, adotar as medidas cabíveis previstas no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), observando o anexo “F” desta Diretriz;
5.9.21.3. com a prática de delitos cometidos pelas demais pessoas citadas no subitem
“5.9.21.1.” retro, adotar as medidas policiais iniciais decorrentes, acionando a viatura
do subsetor para prosseguir no atendimento da ocorrência, quando não se tratar de
prisão em flagrante delito, constando tal fato no RSO.
5.9.22. fica liberado o canal técnico entre as OPM para cumprimento do disposto nesta Dtz;
5.9.23. as OPM que receberem esta Dtz, conforme lista de distribuição abaixo relacionada,
deverão redistribuí-la a suas Unidades subordinadas que dela devam tomar
conhecimento;
5.9.24. os integrantes deste Programa deverão usar o braçal “ROCAM”, com as especificações

RESERVADO
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previstas nas normas de uniforme;
5.9.25. cópia desta Dtz pode ser obtida na home page da 3ª EM/PM, na Intranet;
5.9.26. esta Dtz revoga a Diretriz nº PM3-007/02/02, de 27OUT02 (Policiamento com
Motocicletas), a Ordem Complementar nº PM3-003/02/03, de 05JUN03, e a Diretriz nº
PM3-003/02/05, de 11ABR05 (Projeto ROCAM).

ELIZEU ECLAIR TEIXEIRA BORGES


Cel PM Comandante Geral

ANEXOS: A) Modelo de Mapa-força;


B) Quadro Geral de Controle de Motocicletas em Operação;
C) Plano ROCAM - Resumo;
D) Quadro de dados quantitativos do Programa ROCAM;
E) Uso de Dispositivos Luminosos e Sonoros;
F) Orientações para o Trato com Crianças e Adolescentes;
G) Programa ROCAM - Resumo;
H) Modelo de Ordem de Operações.

DISTRIBUIÇÃO
Gab Cmt G, Subcmt PM, Subch EM/PM e Correg PM (para conhecimento)..............................01
Coord Op PM................................................................................................................................01
2ª, 4ª e 5ª EM/PM, DL, DTel, DF, CPC, CPM, CPI-1 a 8 e CPChq (cada).................................01
GRPAe (para conhecimento)........................................................................................................01
Total..............................................................................................................................................22

“Nós, Policiais Militares, estamos compromissados com a Defesa da Vida, da Integridade Física e da Dignidade da Pessoa Humana.”

RESERVADO