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Nome: Bruna de Oliveira Freire RA: 18204601

Professora: Neide Disciplina: INFO II

Atividade de Informática
Redação de texto baseado no artigo sobre programação

A linguagem do futuro

A programação tem sido uma linguagem extremamente valiosa. Hoje, boa


parte das famílias possui pelo menos uma Smart TV, ou em alguns casos, até mesmo
sistemas de automação residencial onde tudo pode ser controlado a partir de um
celular.
E o que todas essas aplicações tem em comum é a sua base de criação: a
programação. Este método possui várias linguagens, mas todas com um mesmo
objetivo: gerar um programa que, a partir de um código-fonte compilado, dará
instruções de processamento ao computador.
Justamente por isso, a programação é tão importante: a demanda por novos
aplicativos tem crescido já que as pessoas querem cada vez mais uma tecnologia
integrada – dependendo da situação, os aplicativos são alterados –, logo, é algo que
podemos considerar como permanente em nosso cotidiano: eles nunca irão embora,
apenas se adaptarão à nossa realidade.
O ato de programar não favorece apenas os consumidores finais dos apps, mas
também os desenvolvedores. Sendo formado com um conjunto de regras semânticas e
sintáticas que seguem uma linha lógica, o raciocínio lógico de quem o executa também
tem uma melhora, o que pode ser proveitoso na vida profissional e pessoal.
Devido a todas essas considerações, há até mesmo quem compare sua
importância com o aprendizado da língua inglesa. Algumas escolas pelo mundo até
incluíram a programação como disciplina obrigatória, e professores e personalidades
da tecnologia acreditam que todos deveriam saber programar. Mas, para afirmar isso,
devemos considerar antes alguns dados.
No Brasil, entre 2015 e 2019, o índice de pessoas de classes baixas (D e E) que
estavam conectados à internet subiu, porém no último ano, o total ainda era de 48% [1].
Até mesmo nas classes mais altas (A e B), ainda restam cerca de 10% desconectados.
Isso nos faz pensar que, se em média, temos apenas 70% de brasileiros conectados, e
destes, a maioria acessa apenas assuntos superficiais – como redes sociais, serviços de
streaming de vídeos e músicas, e pesquisas simples –, ainda estamos longe do
momento em que a maioria da população estará programando.
Além disso, devemos levar em consideração alguns fatos: No Brasil, muitas
vezes o acesso à internet é dificultado. A média de valor é de R$ 162,00 por 60MB [2],
enquanto cerca de 24% das famílias vivem com, em média, R$ 1.245,00 por mês [3].
Isso significa ceder cerca de 13% de sua renda para pagar o serviço de internet, um
luxo que nem todos podem ter.
Além disso, 8 a cada 10 jovens [4] precisa conciliar trabalho e estudos para
complementar a renda de suas famílias. Há também cerca de 1.3 milhões de jovens [5]
que abandonaram os estudos por causa de oportunidades de emprego (muitas vezes,
precárias) ou por causa de gravidez precoce. No caso das mães adolescentes, apenas
2% delas retomam os estudos após a maternidade [6]. Todos esses fatores, somados
também ao crescente desinteresse dos alunos, geram uma grande evasão escolar.
Sendo assim, concluo que a falta de programadores na sociedade é o menor
dos nossos problemas agora; não há porque incentivar o avanço da tecnologia se esta
for elitizada e não estiver acessível a boa parte da população. Temos um déficit na
educação que precisa ser corrigido, e somente após isso, deveremos nos preocupar em
instaurar a programação como um estudo necessário para todos.

Referências
 [1]: Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação
(CETIC) - 2019
 [2]: Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) - 2018
 [3]: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 2019
 [4]: Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) – 2017
 [5]: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 2016
 [6]: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)/ Ministério da Educação (MEC)
– 2016

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