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AULA 15

• PONTE S
Pontes
• Objetivo: definição da seção de vazão necessária à
adequada transposição do curso d’agua na hipótese de
escoamento uniforme;

• Obra de grande complexidade, estrutural da obra, projeto


geométrico, terraplenagem e estudos geotécnicos;
Pontes
• São estruturas hidráulicas de condução;

• as pontes, também denominadas obras de arte especiais;

• Destinadas à transposição de cursos d’água de porte mais


significativo
Estudos prévios
• Determinação da rugosidade do local da travessia a partir
de inspeção de campo;

• Investigação da Máxima Cheia de Vestígio - MCV;

• Caracterização geotécnica do local da obra


Determinação da cota da cheia de projeto
• As hipóteses de escoamento uniforme objetivam
essencialmente determinar as cotas atingidas pelo NA;

• Partindo do conhecimento da vazão afluente a partir de


estudos hidrológicos;

• Declividade a partir do levantamento topobatimétricos;

• Rugosidade a partir de inspeção in loco


Determinação da cota da cheia de projeto
• Aplica-se a fórmula de Manning; 𝑛𝑄 2/3
=𝐴 . 𝑅𝐻
𝐼
• A partir desta equação conhecida, determina-se o NA nas
condições de cálculo, ou seja, a Máxima Cheia de Cálculo
- MCC; 𝑛𝑄
𝐼
• Confronta-se o MCV e MCC para definir a Máxima Cheia
de Projeto - MCP;
Determinação da cota da cheia de projeto
• Calculando-se à MCP, determina-se a face inferior da
longarina da ponte, Borda Livre – BL, variando entre 1 até
2m.
Exercicio
Definir altura da ponte para uma vazão é 110 m³/s. A
declividade longitudinal é 0,001. O coeficiente de
rugosidade n é 0,015, Com largura de 12m e taludes de
1:3 e altura de 5m, verificar se é necessário corte ou
aterro.
Exercício Fórmula de Chézy e Manning

𝑛𝑄 2/3 0,015 . 110


=𝐴 . 𝑅𝐻 = = 52,18
𝐼 0,001

y P (y) A (y) RH RH^(2/3) A.RH^(2/3)

2,1

2,15
2,2
Exercício Fórmula de Chézy e Manning

𝑛𝑄 2/3 0,015 . 110


=𝐴 . 𝑅𝐻 = = 52,18
𝐼 0,001

y P (y) A (y) RH RH^(2/3) A.RH^(2/3)

2,1 25,28156617 38,430 1,52 1,322 50,800

2,15 25,59779394 39,668 1,55 1,339 53,110


2,2 25,9140217 40,920 1,579 1,356 55,490
56,0

𝑛𝑄 0,015 . 110
= 55,0
𝐼 0,001
= 52,18 54,0

𝑦 = 2,13𝑚

𝑛𝑄/√𝐼
53,0

MCP = 2,13
52,0
BL = 2
51,0
Altura da longarina
2,13 +2=4,13m
50,0
2,08 2,1 2,12 2,14 2,16 2,18 2,2 2,22
y
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• Tanto os pilares da ponte como os taludes dos encontros
podem acarretar obstruções na seção de vazão do curso
d’água, afetando as condições de escoamento. Os efeitos
das obstruções são essencialmente os seguintes:

• Ocorrência de perdas de carga localizadas devido às


contrações e às expansões das seções, associadas aos
aterros e aos pilares;
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• Alterações na quantidade de movimento em função da
presença de obstáculos, representados pelos pilares e
aterros;

• Alterações da profundidade de escoamento face às


variações da energia específica, em função do
estreitamento e posterior alargamento das seções.
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• Alterações na quantidade de movimento em função da
presença de obstáculos, representados pelos pilares e
aterros;

• Alterações da profundidade de escoamento face às


variações da energia específica, em função do
estreitamento e posterior alargamento das seções.
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• As perdas de carga localizadas, que ocorrem na seção
inicial e final da travessia, e o consequente aumento de
profundidade podem ser quantificados através da
equação:
2 2
𝛼1 𝑈1 𝛼2 𝑈2
∆ℎ𝑡 = 𝐶 −
2𝑔 2𝑔
• Os valores de C variam de 0,1 a 0,3, para a contração, e de
0,3 a 0,5, para a expansão.
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• As alterações das profundidades de escoamento face à
variação da energia específica
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• Como o regime nos cursos d’água naturais é usualmente
fluvial, o nível de água é geralmente rebaixado
imediatamente sob as pontes.

• Cuidados especiais devem ser tomados em condições


severas de estrangulamento quando o estreitamento
pode levar ao regime crítico com eventual impacto no
escoamento a montante da obra.
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• De acordo com Prashun (1983), a expressão abaixo
permite uma avaliação aproximada do impacto da ponte
no escoamento:
2 2 2 2
𝑦1 𝑞 𝐶𝐷 𝜆 𝑦3 𝑞
+ 1− = +
2 𝑔𝑦1 2 2 𝑔𝑦3
Estudo do efeito de obstruções devido aos pilares
e aterros de encontro
• De acordo com Prashun (1983), a expressão abaixo
permite uma avaliação aproximada do impacto da ponte
no escoamento:
2 2 2 2
𝑦1 𝑞 𝐶𝐷 𝜆 𝑦3 𝑞
+ 1− = +
2 𝑔𝑦1 2 2 𝑔𝑦3
Exercício
• Definir o acréscimo de profundidade no canal com vazão
de 25m³/s, declividade 0,15%, rugosidade de 0,023 e
largura máxima da base de 15m, devido à implantação de
uma ponte que reduz a seção de vazão a uma largura de
13m. Desprezar as perdas de carga localizadas.