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ESTETICA

Desde a antiguidade os médicos possuíam noções sobre a linfa e os vasos


linfáticos, sendo conhecidos desde as primeiras dissecações feitas por
Hipócrates (450 a.C.) e posteriormente Vesalius no século XVI. No século XVII,
porém, foi que alguns anatomistas descobriram e estudaram a linfa e os vasos
linfáticos. Em 1651, Pecquet observou o ducto linfático descrevendo a
“Cisterna Chyli”, comprovando que o quilo não é drenado para o fígado e sim
para um local determinado que mais tarde recebera o nome de “Cisterna de
Pecquet”.

Em 1628, Gassend fez uma descrição de veias leitosas que ele observou no
cadáver de um condenado a morte, porém a descoberta da importância e das
funções da linfa é creditada ao anatomista dinamarquês Thomas Bartholin, que
comparou em seu trabalho a circulação linfática ao fértil vale do rio Nilo.

O primeiro relato de utilização da drenagem linfática data de 1892, quando


Winiwarter, um cirurgião austríaco iniciou a aplicação da técnica. Em 1936, o
dinamarquês Emil Vodder e sua esposa Estrid desenvolveram o estudo e a
prática da drenagem linfática na Riviera Francesa. Observou-se sucesso no
tratamento de pacientes com estados gripais crônicos por meio de estimulação
suave nos linfonodos cervicais.

Em 1967 foi criada a Sociedade de Drenagem Linfática Manual incorporada em


1976 à Sociedade Alemã de Linfologia. Muitos grupos aderiram à técnica e
passaram a difundi-la, acrescentando contribuições individuais, porém
mantendo os princípios preconizados por Vodder.

Na década de 60, Foldi estudou as vias linfáticas da cabeça e suas relações


com o líquor cérebro espinhal. Ele e sua equipe desenvolveram a terapia
complexa descongestiva, associando cuidados higiênicos, o uso de bandagens
compressivas e exercícios linfomiocinéticos à drenagem linfática manual,
principalmente no tratamento clínico do linfedema.

Em 1977, os professores Albert e Oliver Leduc, adaptaram o método do


professor Foldi e do Dr. Vodder, demonstrando mediante radioscopia, o efeito
de aceleração do fluxo linfático mediante drenagem linfática manual.

Em 1978, em um Congresso Internacional da Associação para Drenagem


Linfática Manual, na Áustria, comprovou-se a eficácia da drenagem linfática
manual em pacientes pós-mastectomizados.

Atualmente a técnica de drenagem linfática manual difundiu-se por todo o


mundo e é utilizada em diversos serviços de saúde para o tratamento de
muitas patologias.
Cisterna do quilo ou Cisterna de Pecquet é uma "bolsa" no abdômen por
onde fluem a linfa de três vasos linfáticos: tronco intestinal, tronco lombar
esquerdo e tronco lombar direito. Forma o início do sistema linfático principal,
o ducto torácico, que transporta linfa e quilo do abdômen até a junção da veia
subclávia esquerda com as veias jugulares internas.

DIFERENÇAS ENTRE AS TÉCNICAS VODDER E LEDUC DA DRENAGEM


LINFÁTICA
MÉTODO VODDER

Na massagem de drenagem pelo método de VODDER, a drenagem


linfática consiste de uma pressão LEVE, adaptada a determinados tipos
de tecidos e patologias, feitas de forma lenta e repetitiva, onde não ocorre
deslizamento sobre o tecido, e sim o empurrar e relaxar o tecido cutâneo,
com duas diferentes fases de toque. Após isso existe um pequeno
relaxamento da pressão em que nenhuma força é aplicada, mantendo-se
apenas o contato. O sentido da drenagem depende sempre do sentido do
fluxo linfático no tecido.
Na técnica de VODDER, a massagem sempre se inicia distalmente ao
segmento, por exemplo, se a região drenada for a coxa, a técnica se inicia
na região próxima aos côndilos femorais.
A técnica compreende a 2 procedimentos básicos:
1. Captação: este procedimento visa a captar a linfa do interstício para os
capilares linfáticos.
2. Evacuação: consiste em eliminar a linfa que está dentro dos vasos
linfáticos, transportando-a para a região linfonodal distante do local do
edema, no sentido do fluxo linfático.
Alguns autores citaram os quatro movimentos básicos da massagem de
drenagem linfática manual pelo método VODDER, que são:
CÍRCULOS ESTACIONÁRIO
TÉCNICA DE BOMBEAMENTO
TÉCNICA DE MOBILIZAÇÃO
TÉCNICA ROTATÓRIA

MÉTODO LEDUC
Em 1936, o seu método passou a ser conhecido como um tipo de técnica
manual de estimulação do sistema linfático em Paris, tratando não
somente alguns sintomas da sinusite, mas diminuindo principalmente
edemas. Após a segunda guerra mundial, em Copenhague, o casal
Vodder passou a se empenhar a ensinar e multiplicar o conhecimento das
técnicas desenvolvidas nos três anos de aperfeiçoamento da técnica. A
DLM foi a primeira “ferramenta” reconhecida para tratamento de edemas
linfáticos. 27 anos depois do trabalho do casal Vodder, o médico Dr.
Johannes Asdonk comprovaria cientificamente os benefícios do método
de Vodder.

Seu método consistia em, através de movimentos, encaminhar os dutos


linfáticos para os linfonodos. Estimular os linfonodos através de pressão
leve e encaminhar a linfa para o sistema sanguíneo. Para isso, a
massagem era iniciada no pescoço e gradativamente buscava outras
áreas do corpo. Ele dizia que era impossível eliminar as impurezas
contidas no sistema linfático sem antes limpar o canal de saída.

“...quando o banheiro está inundado a gente precisa limpar em primeiro


lugar o ralo e depois mandar a água em sua direção.” – Emil Vodder

Albert Leduc foi aluno dos Vodders na Belgica. Para Leduc, o assunto
parecia coerente, mas sem muita base cientifica. Isso lhe motivou a
pesquisar mais a respeito do sistema linfático. Suas pesquisas o levaram
a conclusão de que o sistema linfático era composto por órgãos e tecidos
linfoides. Com um estudo mais aprofundado, passou a desenvolver seu
próprio método de drenagem linfática manual. Em resumo, o método de
drenagem de Leduc segue alguns princípios do método de Vodder.
Contudo, levando em consideração a movimentação do sistema linfático,
Leduc não inicia sua massagem pelo pescoço, pois ao criar a técnica
acreditava que tal pratica não surtiria tanto efeito para edemas e outros
problemas que estivessem em regiões mais distantes.

Sua técnica consiste em estimular o sistema linfático através de


movimentos circulares. As bases lógicas desta técnica são a absorção e
captação de substancias “perdidas” nos tecidos intersticiais
provenientes de edemas, alguns tipos de celulites e líquidos em excesso,
encaminhando-os para o sistema linfático, circulatório e assim
acelerando o processo de eliminação. Utilizando menos combinações de
movimentos, a técnica foca mais nos problemas apresentados no corpo
do paciente e na compressão dos nodos. Utiliza também bandagens e
peças compressivas após a massagem.

Leduc e Leduc descreveram manobras específicas para a execução de


sua técnica onde os movimentos sempre se iniciam na região proximal do
segmento a ser drenado. Usando o mesmo exemplo da drenagem da
coxa, a massagem deve ser iniciada na região de raíz de coxa (próxima ao
joelho).Essa técnica existe o deslizamento do tecido. As manobras
consistem em:

CÍRCULOS COM OS DEDOS


CÍRCULOS COM OS POLEGARES
MOVIMENTO COMBINADO
PRESSÕES EM BRACELETE
DRENAGEM DOS GÂNGLIOS LINFÁTICOS

O método Godoy, também denominado terapia linfática manual, foi


desenvolvido pelo médico e cirurgião vascular José Maria Pereira de Godoy e
sua esposa, a terapeuta ocupacional Maria de Fátima Guerreiro de Godoy, em
1999. Após uma aula de anatomia, durante a qual os especialistas observaram
que o sistema linfático é linear, Maria de Fátima começou a questionar o uso
de movimentos circulares.
A partir dessas observações, surgiu um novo conceito de drenagem linfática,
baseado na compressão manual contínua com deslocamento linear até os
linfonodos correspondentes. Ele segue os princípios da anatomia, fisiologia e
hidrodinâmica e foi adaptado à fisiopatologia de algumas alterações linfáticas,
como no caso do câncer de mama, pós-operatórios de cirurgias estéticas ou
reparadoras e no tratamento de celulite. A técnica foi avaliada em modelos in
vitro, in vivo e em casos clínicos. Por tanto, possui o respaldo de uma forte
abordagem cientifica.
O especialista observa que, como os vasos linfáticos são condutores de fluidos
(linfa), seguir as leis da hidrodinâmica é eficaz. “Se levarmos em consideração
a hidrodinâmica, ou seja, os movimentos dos fluidos, a maneira mais simples
de drenar é deslocar o fluido no mesmo sentido do fluxo,” destaca.
No início das pesquisas sobre o novo método foram utilizados bastonetes de
espuma densa ou silicone, mas, com o passar dos anos, os dois especialistas
notaram que as mãos são mais eficazes, pois aumentam a formação da linfa.
Segundo o Dr. José Maria Pereira de Godoy, existe um equívoco muito grande
em relação ao desbloqueio dos canais linfonodais. “É impossível desbloquear
manualmente um linfonodo obstruído. Estudos dinâmicos com linfocintilografia
demonstram que a linfa passa através dos linfonodos em velocidade muito
reduzida em relação ao que ela pode deslocar nos coletores linfáticos.
Portanto, a função de ‘filtro’ dos linfonodos limita a velocidade da linfa nesse
trajeto pelo sistema linfático e qualquer força que se exerça para vencê-la
poderá lesá-lo, ” afirma.
– Abordagem terapêutica
No tratamento de linfedema, é utilizada uma abordagem terapêutica que
associa vários recursos, incluindo terapia linfática manual, terapia linfática
mecânica (feita com o RAGodoy, aparelho de drenagem que estimula o
sistema linfático superficial e profundo), mecanismos de contenção, como
bandagens e meias compressoras, entre outros.
O tratamento também é indicado para casos de elefantíase (grau ainda mais
avançado do linfedema); linfedema pós câncer de mama, devido à remoção
dos linfonodos; em pós-operatórios de cirurgias plásticas ou reconstrutoras; e
no tratamento da celulite.
A terapia linfática manual pode ser realizado por profissionais de saúde, desde
que habilitados, como médicos, esteticistas e fisioterapeutas. A técnica tem
aplicações difusas, que dependem do objetivo do tratamento. “Podem ser
indicadas sessões semanais, quinzenais e até mensais. No tratamento da
celulite, por exemplo, o mínimo são dez sessões, três vezes por semana, ”
afirma.
As contraindicações ao método são infecções, insuficiência cardíaca ou renal e
hipertensão. Por isso, é importante que, antes de iniciar o tratamento, o
profissional faça uma anamnese cuidadosa.
CUIDADOS BÁSICOS
O especialista recomenda atenção a alguns fatores durante a aplicação do
método Godoy:
1. Drenar a linfa sempre no trajeto dos principais coletores, no sentido do fluxo,
seguindo os critérios da anatomia, fisiologia, fisiopatologia e hidrodinâmica.
2. Iniciar drenando as regiões proximais do sistema linfático, correspondentes
ao trajeto a ser drenado.
3. Identificar as vias derivativas de drenagem, conhecendo a fisiopatologia de
cada caso.
4. Os cuidados com a velocidade e a pressão empregada são importantes para
evitar lesão ao sistema linfático.
HISTÓRIA E ORIGEM DA DRENAGEM LINFÁTICA
Os gânglios linfáticos foram observados primeiramente no ano 450 a.C, quando
Hipócrates descobriu este sistema através de dissecações.
Sabemos que hoje em dia, a drenagem linfática é uma das terapias
complementares mais amadas e procuradas pelas mulheres brasileiras devido
seus benefícios e resultados em curto e longo prazo, tanto em questões
estéticas, mas principalmente relacionadas à saúde e qualidade de vida.
Neste artigo, iremos fazer uma breve abordagem sobre a história e origem da
drenagem linfática e como esta técnica chegou até o Brasil. Confira!
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COMO TUDO COMEÇOU
Embora Hipócrates, conhecido como o pai da medicina, tenha percebido a
existência do sistema linfático no ano 450 a.C, somente muito depois  foi que o
italiano Gaspar Asseli, professor, dentre outros anatomistas, puderam
confirmar tal observação de forma científica e desenvolver seus estudos
através da observação de veias em animais.

Logo, em 1651, um médico francês se dedicou ao estudo do conduto linfático,


e descobriu um sistema situado próximo ao umbigo humano, no lado esquerdo
do abdome. Seu nome era Pecquet e este sistema foi batizado em sua honra.
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Outro anatomista que contribuiu para o desenvolvimento da linfografia foi


Bartholin e Rudbeek, ambos consolidaram a noção que temos hoje sobre o
sistema linfático.
A ORIGEM DA MASSAGEM MANUAL
Em 1892 a drenagem linfática manual ficou conhecida como massagem para o
escoamento de líquidos excedentes, que causavam inchaço e edemas, mas só
passou a ser utilizada no ano de 1932 na Europa.
Um médico, Dr Emil Vodder e sua esposa Estrid, tratavam de pessoas
acometidas por gripes e sinusites, estimulando as linfas presentes em seus
pescoços. Observando os excelentes resultados obtidos através deste
procedimento, o casal acabou criando um método mais abrangente e eficaz,
que ainda hoje é utilizado por massoterapeutas do mundo todo e recomendado
por cirurgiões e especialistas.
A DRENAGEM LINFÁTICA NO BRASIL