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O Estado e os Problemas Contemporâneos

Atividade 3 – Produção de Texto

Com base no texto “A Responsabilidade do Estado Moderno Enquanto Provedor de Políticas


Públicas e o Serviço Social: Aspectos Polêmicos”, de ALVES, VILELA E RODRIGUES,
percebemos claramente que se pretende focalizar o Estado como a única solução para os
problemas sociais de um país – nesse caso, o Brasil.

Embora seja tentador propor aqui outras alternativas, cabe-nos analisar a abordagem dos
autores e trazer um pouco da percepção sobre o que tem sido feito em nosso país. De fato, é
inegável que o Brasil carece de políticas que sejam capazes de proporcionar o mínimo de
inclusão (aqui não é relevante discutir a aplicação do termo) àquelas camadas menos
favorecidas da sociedade. Nesse sentido, podemos verificar que tem sido feito “mais do
mesmo” em diversos governos e em diversas épocas diferentes.

De volta ao texto...

Os autores abordam inicialmente a necessidade de se considerar o contexto histórico das


“conquistas sociais” e que as “lutas” anteriores não devem passar desapercebidas. Para eles,
tudo isso tem sucumbido por causa do demônio chamado Capitalismo.

A partir da separação daquilo que chamam de Governo e Estado, os autores apresentam a


sequência que se apresentaram os direitos aos cidadãos. Inicialmente surgiram os direitos
civis que serviam para demonstrar os limites da atuação do Estado Monárquico, ou seja,
aquilo que conceituamos como liberdade e que serviu como motor para o surgimento do
Liberalismo Clássico. A partir da compreensão de liberdade e igualdade é que mencionam o
surgimento dos direitos sociais – para além dos civis e dos direitos políticos. É nesse
momento (final do século XIX e início do século XX) que temos o surgimento das primeiras
políticas públicas para enfrentamento das questões sociais, com fim na igualdade.

Após discorrer sobre a ideia de esfera pública e da atuação do Estado, os autores mencionam
como este deve ser o responsável por regular as sociedades e por apresentar soluções
(políticas públicas) aos seus problemas.

Por Estado, precisamos atentar que este somente existe com base em três aspectos:
Instituições, território e conjunto de regras. A sociedade pode ser simploriamente definida
como a totalidade das pessoas de um determinado território.
Tendo em vista esses dois aspectos, verificamos um dilema que é resolvido, segundo os
autores, pela atuação assertiva do Estado: Quem é o responsável por prover bens e direitos à
sociedade de modo a torna-la mais igual?

Bem, ao pensar nessa questão é indispensável verificar o papel das políticas públicas na
promoção dos direitos dos cidadãos. Na perspectiva abordada durante o curso, vimos que
existem necessidades que não podem ser supridas somente com a atuação livre dos cidadãos
ou pelo desenvolvimento econômico do mercado. Conforme apresentado, algumas soluções
somente serão colocadas em prática por meio de um ator legítimo e dotado de recursos para
tal: o Estado.

A esse respeito mencionamos aquilo que conceitualmente conhecemos como proteção social,
ou seja, que atingem os cidadãos em situação de vulnerabilidade social. E aqui podemos citar
as políticas de assistência e de seguridade social. Estas surgem a partir da necessidade
verificada nos trabalhadores e nos cidadãos que não possuíam acesso a condições mínimas
que pudessem classifica-los como incluídos. Na percepção apresentada no texto e nos demais
conteúdos do curso, vimos que estas são consequências da busca desenfreada desencadeada
pelo capital.

Sendo assim, considerando a lacuna entre os cidadãos que não são capazes de, por suas
próprias forças, alcançarem situações mais bem sucedidas, o Estado deve ser capaz de alocar
recursos em tal fim. Mas, qual deve ser o tamanho do Estado para que tais necessidades
sociais sejam supridas?

O tamanho do Estado é um dilema antigo e que recorrentemente é objeto de debate entre


librais e socialistas. Para os primeiros, um Estado grande e forte é o responsável por se
apropriar das riquezas da sociedade – por meio de impostos e tributos – e por sucatear as
instituições dele mesmo por sua falta de eficiência. Os liberais afirmam que o Estado não é
capaz de conhecer quais são as reais necessidades da sociedade e, mesmo que fosse, utiliza os
recursos de maneira ineficaz, ou seja, aquilo que é recolhido por meio de impostos não retorna
em ações públicas diretas aos cidadãos – estes precisam recorrer ao setor privado para suprir
aquilo que o Estado prometera. Por outro lado, temos os socialistas que defendem um Estado
grande e forte, pois, afirmam que se fosse o contrário, os entes privados jamais seriam
capazes de tornar a sociedade mais justa e igual. Para eles, o crescimento de apenas pequenas
parcelas da sociedade é resultado da ganância individual pela busca de riquezas. Certamente
essa discussão é interminável.
Porém, acredito que o papel do Estado deve ser o de atuar onde o privado não é capaz de fazê-
lo – aqui também há uma tensão, afinal, é necessário discutir aquilo que, de fato, é de
relevância ao Estado. Por outro lado, a história tem demonstrado que Estado grandes e fortes
sucumbem às vontades de seus governantes que, o emparelham e o tornam ainda mais
ineficaz.

Desconsiderando todas as tensões que envolvem o assunto, certamente há um desafio que


precisa ser superado: Aquele que se relaciona com a cidadania e as necessidades básicas de
indivíduos incapazes. É preciso buscar alternativas que possibilitem os cidadãos caminharem
por suas próprias pernas, que se tornem empreendedores e capazes de gerar riquezas para si
próprios e para o meio em que vivem.