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ECOEMPREENDEDORISMO

O Ecoempreendedorismo é um termo novo que vem crescendo e se destacando em


nossas mídias e sociedade. O termo vem da junção de outros dois termos que podem
ser melhor entendidos tendo a visão separada de cada um deles.
O termo Eco, prefixo analisado, o qual denota ou lembra a palavra ecologia, tem
origem grega oikos significando a família, a propriedade da família ou a casa. Na prática,
era o nome dado para o ambiente habitado ou a unidade básica de uma sociedade.
Já a palavra ecologia, foi criada em 1866 pelo biólogo alemão Ernt Haeckel (1834-
1919), através da junção do prefixo oikos (casa) e logia (ciência), termo que desde o
início foi associado ao meio ambiente, tendo como denotação fundamental a “casa dos
seres vivos”.

Em relação ao termo empreendedorismo, segundo Fabrete (2019), o sufixo é


uma palavra francesa entrepreneur, representando o responsável pelo risco que inicia
algo novo. Em outras palavras, empreendedorismo é o meio pelo qual podemos realizar
sonhos, criar uma empresa ou uma associação de amigos, por exemplo, para cuidar
da praça perto de sua casa, ou mesmo os cuidados necessários para a limpeza e
manutenção desta, pode-se realizar um mutirão de limpeza.

Podemos usar o termo empreendedorismo para designar todas as ações


importantes para você, sua família e sua comunidade.

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O empreendedorismo também está diretamente relacionado ao desenvolvimento
das economias ao redor do mundo, pois algumas vezes, fora empregada em teorias
econômicas, contribuindo para o fenômeno da inovação, assim como o desenvolvimento
de capital humano, impulsionando o crescimento econômico.
Logo, a junção das duas palavras, ecoempreendedorismo, denota uma ação de
empreendedorismo voltado ao meio ambiente ou às questões de sustentabilidade.

Origem
Desde a primeira metade do século XX, todas as empresas que surgiam e se
expandiam não tinham preocupações com os impactos ambientais ou ecológicos
gerados por elas ou pelo uso de seus produtos, tudo isso era amplamente conceituado
como impactos do desenvolvimento econômico.
Todo impacto ambiental ou do desenvolvimento econômico advinha da percepção
de que todos os recursos naturais eram infinitos e toda a poluição gerada era absorvida
pelo planeta de maneira contínua.
Nos anos 1960, o modelo começou a ser questionado, surgindo as primeiras
discussões sobre o assunto, porém o resultado só foi visto na Conferência de Estocolmo
em 1972, a qual marcou o debate como início das preocupações mundiais em relação
às questões ecológicas. O tema foi desenvolvido e, em 1987, foi lançado um documento
intitulado “Our common future” (nosso futuro comum). Já em 1992, a Comissão Mundial
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da ONU, desenvolveu uma cartilha
de boas práticas e conceituou o desenvolvimento sustentável, como base dos negócios
ecológicos, e o Ecoempreendedorismo.

O Ecoempreendedorismo é definido como as atividades de descoberta,


desenvolvimento e exploração de todas as oportunidades sociais e ambientais que
trazem como benefício o ganho econômico, a melhoria social e ambiental.

A criação de novos negócios impulsionados pelo apelo ecológico vem se


intensificando ao longo dos últimos anos, tudo porque as empresas começaram a ouvir
os seus consumidores. Essas organizações, por sua vez, desenvolveram produtos que
remetessem a uma maior preocupação com o meio ambiente.

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Voltando às empresas, podemos destacar o caso da Procter & Gamble, multinacional
americana de bens de consumo, fundada em 1837, a qual, no ano de 1986, já entendeu
a mudança de percepção do seu consumidor e tornou as fraldas descartáveis Pampers
e Luvs mais eficientes, usando somente a metade dos materiais de celulose (matéria-
prima de suas fraldas na época), conseguiu ter o mesmo nível de absorção e teve como
resultado uma menor quantidade de lixo gerado, maior produtividade e economia
financeira. Segundo Berle 1992, através dessa nova abordagem das empresas Procter &
Gamble, seus laboratórios começaram a investir em inovação e a desenvolver produtos
mais eficientes e com menor custo ambiental (menos poluidores).

Pressupostos
Para entender melhor o movimento do Ecoempreendedorismo no mundo, vamos
analisar diversos casos, que rapidamente transformaram a sociedade e o meio ambiente,
gerando ações favoráveis à sustentabilidade.

Podemos destacar uma rede de


supermercados canadense, o Loblaw, que
desenvolveu a sua própria linha de produtos
favoráveis ao meio ambiente: a President’s
Choice, também conhecida como PC, marca
própria da rede, que ofertava produtos
de boa qualidade com embalagens de
tamanhos ou quantidades mais justas e com
apelo ecológico. Nas primeiras semanas
após o lançamento, já comemoravam a
iniciativa dizendo “Bons hábitos ambientais
significam bons negócios”.
Uma outra rede de mercados americanos o Big Bear Markets, em 1990, tinha cerca
de 5% de seus itens com um selo verde, considerando mais segurança ao meio ambiente.
De maneira geral, o público ou mercado consumidor está antenado às mudanças
climáticas, aos problemas relatados nas mídias como o buraco na camada de ozônio,
a poluição dos rios, da terra e dos oceanos. Através dessa ótica, as empresas vêm se
adaptando para não perder mercado, diversas iniciativas são empreendidas e a grande
maioria são vencedoras.

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Não necessariamente uma empresa precise recuperar o meio ambiente, mas que
seus produtos, serviços ou métodos produtivos possam impedir que o meio ambiente
seja danificado, espoliado ou destruído.
Uma iniciativa recente é das empresas de óleos lubrificantes, que estão
empreendendo ecologicamente de maneira bem inteligente e inovadora. Todos os
veículos que utilizam motores à combustão, seja ele movido a óleo diesel, biodiesel, gás
natural veicular, gasolina, ou etano, precisam de um lubrificante interno para evitar o
atrito e desgastes das peças dos motores, sendo assim, utilizam os óleos lubrificantes.
Nos motores de veículos tradicionais, por exemplo, são utilizados três litros de óleo
lubrificante em cada troca. A troca descarta na natureza três embalagens individuais
de um litro. As empresas desenvolveram uma forma de venda e armazenamento à
granel desse óleo, o que permite a venda, à granel do lubrificante, que é carregado em
uma bombona de quantidades maiores, como, por exemplo, de 200 litros ou 500 litros.
São retirados do processo de produção, estocagem, transporte, distribuição e descarte
as embalagens desses lubrificantes, trazendo economia e deixando de agredir o meio
ambiente. Iniciativas como essas fazem parte de nosso dia a dia e muitas vezes nem
nos damos conta. Vamos mensurar os resultados?
No Brasil, o Sindipeças (Sindicato
Nacional da Indústria de Componentes
para Veículos Automotores) e a Abipeças
(Associação Brasileira da Indústria de
Autopeças) em seu Relatório da Frota
Circulante de 2019, informam que no ano
de 2020 teremos mais de 60 milhões
de veículos automotores, se em média
cada veículo utiliza três litros de óleo
lubrificantes e hipoteticamente seus
proprietários trocam apenas uma vez no
ano o óleo de seus veículos, assim serão mais de 180 milhões de embalagens de óleos
lubrificantes que serão descartados e se cada embalagem pesar 48 gramas, teremos
2.880 toneladas de material plástico que podem poluir o meio ambiente.

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Uma outra iniciativa aqui no Brasil foi a adoção pelas empresas fabricantes de
impressoras do sistema bulk ink (sistema que permite a injeção contínua de tinta),
alguns profissionais criaram uma forma de aumentar a quantidade de tinta dos
cartuchos, através de um cabo conectado em um reservatório. As empresas viram uma
possibilidade de aumentar seus ganhos e investiram em tecnologia para fabricarem
as impressoras já com esse sistema, adotando nomes como Ecotank, Ink Tanque ou
simplesmente tanque de tinta. Cada cartucho de tinta contém apenas cinco gramas de
tinta, com esse sistema em apenas uma recarga é possível substituir até 20 cartuchos
de tinta, tornando-se mais econômica para o consumidor e muito mais protetiva para o
meio ambiente. Atualmente, são as impressoras mais comercializadas no país. Outras
iniciativas como as impressoras do tipo laser que utilizam cera sólida, foram introduzidas
no mercado, . Esse modelo não utiliza embalagem nos refis de cera sólida, porém não
foi muito popular.

O apelo ao meio ambiente, por si só, já é uma boa forma de promoção aos costumes
e práticas sustentáveis e, assim, desencadeia o movimento social e empreendedor.

Conceitos
Como vimos, o Ecoempreendedorismo é uma constante que sempre teremos em
nossos caminhos. Mas, como fica a gestão socioambiental?
Nas empresas, existe a Gestão Estratégica, que está dando espaço para a
Gestão Socioambiental Estratégica, que cresce vertiginosamente ganhando cada vez
mais espaço nas empresas, consistindo na inserção dos conceitos socioambientais

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diretamente nos processos de planejamento, organização, direção e controle das
estratégias, utilizando-se ou alinhando-se às funções e processos gerenciais, tendo
interações no ecossistema do mercado, sempre com a visão de atingir os objetivos e
metas sustentáveis para a empresas.
A Gestão Socioambiental Estratégica é uma poderosa arma para a investigação
das causas e consequências dos problemas sociais e ecológicos, como a poluição. Ela
pode ser utilizada para corrigir os problemas encontrados direta ou indiretamente,
pois irá municiar os gestores de informações para as tomadas de decisões. Assim, as
organizações podem assumir o papel de responsabilidade com a sociedade e o meio
ambiente, adequando seus produtos e processos às melhores práticas ambientais e
sustentáveis. Dessa maneira, são integrados processos e procedimentos nas esferas
estratégica, tática e operacional da empresa, mudando completamente a missão das
empresas, tornando-a sustentável e socioambiental.
O desenvolvimento sustentável é a primeira etapa para que a empresa possa
trilhar e desenvolver produtos e serviços realmente idealizados para a melhoria do meio
ambiente.

Mas o que é ser sustentável?

Ser sustentável é possuir ou realizar ações ecológicas ou menos poluentes.


Todas as marcas que assumem ser sustentáveis, são vistas como mais positivas pelos
consumidores, que passam a consumi-las, passam a lembrá-las ou utilizá-las. O ganho
proporcional é muito grande para a empresa e para a marca.

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Vale ressaltar que ser sustentável tem relação direta com o planeta, sendo
associado ao legado, à continuidade, ao equilíbrio. Sendo assim, podemos dizer que
uma marca sustentável é aquela que contribui como o legado do ser humano, com a
sua continuidade de seus descendentes, com o equilíbrio do meio ambiente, ou seja,
contribui para que determinado ecossistema persista por gerações, que determinado
recurso natural seja utilizado com responsabilidade para que ele sempre exista. É o caso
da empresa Natura, uma das quatro empresas mais sustentáveis do Brasil e que figura
como a décima quinta mais sustentável do planeta, segundo o que foi apresentado em
22 de janeiro de 2020, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, edição
15ª do ranking Global 100, elaborado pela companhia canadense de mídia e pesquisa
Corporate Knights.
A Natura tem como visão, até o ano de
2050, o objetivo de ser uma empresa geradora
de impactos econômico, social e cultural
positivos. Essa visão engloba os negócios da
empresa em todos os níveis (estratégicos,
táticos e operacionais), demonstrando de
maneira bem transparente a intenção da
empresa em relação ao meio ambiente,
aos aspectos econômicos que este pode
concentrar em relação aos impactos sociais
e culturais de seus parceiros e empregados,
assim como as mudanças socioculturais e
transformadoras de sua marca.
Empresas como essa estão cada vez mais ganhando espaço em nossas
comunidades, por seus clientes estarem interessados na preservação e recuperação
dos recursos naturais do planeta.

Ecoempreendedorismo e Ecoempreendedor
Atualmente, todos nós somos sensibilizados pela situação do meio ambiente,
sabemos mais do que nunca que precisamos criar novas alternativas para a utilização
e reutilização dos recursos naturais.

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Nesse cenário, onde somos constantemente bombardeados e sensibilizados por
comerciais, apelos, músicas, diversas mídias, redes sociais, escola, empresa e locais
de grande circulação como shoppings centers, temos os separadores de lixo, latas
geralmente identificadas por cores e tipo de lixo, para que possamos dar a destinação
adequada para cada tipo de material.

Vemos que existe uma oportunidade crescente de novos negócios


(empreendedorismo). Esse novo tipo de empreendedorismo é diretamente orientado a
desenvolver negócios que aliem retorno financeiro e benefícios diretos ou indiretos ao
meio ambiente e à sociedade e ele recebe o nome de Ecoempreendedorismo.

Já o Ecoempreendedor é o empreendedor que usa seus conhecimentos e técnicas


para promover ações e oportunidades de negócios de maneira sustentável.
Necessitamos de mais negócios sustentáveis, pois nosso planeta está saturado,
seu clima está mudando e depende de todos para conseguirmos ações de nossos
governantes, das empresas e das famílias. Tornar o mundo melhor e mais sustentável
depende de todos nós.

Perfil do Ecoempreendedor
Alguns estudos dirigidos por instituições detectaram e caracterizaram
comportamentos de pessoas empreendedoras, sendo também utilizados para
desenvolver técnicas de treinamento para auxiliar e estimular essas características
latentes do empreendedor.

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Sabemos que nenhum ser humano, seja ele empreendedor ou não, nasce com todo
o conhecimento, toda a estratégia ou experiência necessária para a identificação e
avaliação dos negócios que podem ou não dar lucro.
Segundo Farah, Cavalcanti e Marcondes (2008, p. 6), existem algumas
características comuns entre os Ecoempreendedores, são elas:

• Ter vontade, iniciativa própria e saber aproveitar as oportunidades;


• Conhecer o ramo de abordagem;
• Calcular os riscos e assumi-los;
• Ser organizado e ter planejamento prévio das atividades e processos a serem
empregados;
• Ser líder;
• Ser comprometido;
• Ser otimista e persistente;
• Ser autoconfiante e independente;
• Possuir espírito empreendedor;
• Ser preocupado com o meio ambiente e com a causa ecológica.

Podemos identificar atitudes diretas de um perfil de pessoas Ecoempreendedoras,


são as que possuem pensamentos e atitudes que buscam minorar ou transformar
atitudes e negócios em produtos ou serviços Eco suportados, que sejam voltados ao
meio ambiente e à sociedade.

Aspectos Influenciadores do Empreendedorismo Ambiental


O Empreendedorismo em sua forma mais natural é o ambiental, onde vemos de
maneira bem direta o seu envolvimento com o apoio, o cuidado ou a recuperação do
meio ambiente. Nos últimos anos, vemos inúmeras empresas correndo atrás de selos
e aprovações para comprovar seus esforços na preservação ou na destinação correta
de seus expurgos. As instituições internacionais como a ISO (Internation Standard
Organization) e a OIP (Organização Internacional de Padrões), trazem diversas normas
e procedimentos para ajudar as empresas a se profissionalizarem na busca de um
sistema de qualidade voltado ao meio ambiente ou a sua conservação, é o caso da
ISO 14.000 (Sistema de Gestão Ambiental), norma ou conjunto de normas responsáveis
por garantir de maneira padronizada que a empresa pratique a gestão ambiental de
maneira correta.

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Com o cenário cada vez mais competitivo, mais é crescente o número de
empresas e empreendedores solidários a alcançar objetivos verdes ou que promovam
a sustentabilidade de suas atividades de negócio. O diferencial da década é ter um
sistema de qualidade voltado ao meio ambiente, é proteger de maneira integral direta
ou indiretamente o meio ambiente e seus ecossistemas. Mas como iniciar uma atividade
ou promover uma mudança tão significativa na empresa?

Para começar, vamos voltar ao conceito de Ecoempreendedorismo: “...responsável


pelo risco de quem inicia algo novo” voltado ao ecológico.

Mas o algo novo pode ser promovido em uma empresa normal, criando novos
processos, novos produtos ou utilizando-se de novas formas de se fazer o mesmo
produto, por exemplo, consumindo menos recursos naturais. O Ecoempreendedor pode
nascer em todas as pessoas, como eu ou você, depende de nós pensarmos em soluções
novas transformadoras ou inovadoras que ajudem de alguma maneira a manter o meio
ambiente.
Atualmente, as notícias sobre o aquecimento global invadem de maneira bem
agressiva os noticiários de todas as mídias, seja via rádio, televisão, internet e redes
sociais. Nesse sentido, pensar em diminuir a poluição causada pelos veículos, por
exemplo, é um diferencial para empresas que utilizam frotas ou prestam serviços.

Se pensarmos na indústria, que é um grande poluidor, soluções utilizadas pela


empresa The Coca-Cola Company, por exemplo, que diminuiu a quantidade utilizada de
material em suas garrafas de plástico, passa a ser uma solução interessante, pois a vida
útil dessas garrafas descartadas no meio ambiente cai algumas décadas, mas o que
nós não vemos é a quantidade de energia utilizada para a fabricação destas mesmas
garrafas, que diminui substancialmente. Alguns países da Ásia e Europa utilizam para
a geração de energia elétrica usinas movidas a carvão ou a óleo mineral, emitindo no
meio ambiente o gás carbônico, que contribui com o aquecimento global.

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Assim, podemos ser Ecoempreendedores em empresas já consolidadas, não
necessariamente temos que criar um negócio novo, podemos inovar onde estamos.
O apelo ambiental é patente e necessário para que tenhamos um mundo melhor
não só agora, mas para as futuras gerações.
Outras influências assertivas que promovem diferenciais ao Ecoempreendedor são:

• Não utilização de materiais poluidores: a opção em utilizar produtos que não


agridem o meio ambiente ou que comprovadamente poluem menos (é o caso da indústria
de refrigeradores e condicionadores de ar que substituiu os gases refrigerantes por
outro ecologicamente menos agressivo);

• Destinação de resíduos: a logística inversa, por exemplo, é uma iniciativa que


o fabricante do produto tem em recolher seu produto utilizado ou o lixo produzido por
ele, para que possa dar uma destinação correta (utilizada, por exemplo, pelas empresas
fabricantes de baterias automotivas);

• Reutilização de embalagens: é o caso das empresas que fabricam salgadinho,


cigarros e embalagem pet. Essas empresas reutilizam as embalagens que são devolvidas
à fábrica, diminuindo a necessidade de compra e fabricação das embalagens, um
outro caso é a utilização de embalagens de materiais duráveis que voltam para serem
reutilizadas.

Essas e outras medidas são influenciadoras aos novos ou velhos gestores que
podem otimizar e melhorar seus processos, o que torna seus negócios mais ecológicos,
traz mais clientes e permite que sejam mais economicamente ativos.

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Desafios Enfrentados
Como em todo negócio, os desafios são enormes e diversos, em alguns segmentos
maiores em outros menores, porém é consenso entre as organizações que apoiam o
empreendedor (SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas empresas
e Endeavor Brasil) que vinte e cinco por cento (25%) das empresas fecham antes
de completar o seu segundo ano de vida. Enumeramos os principais desafios do
Ecoempreendedor a seguir:

• Estratégia: A falta de estratégia para se seguir com o negócio pode ser o ponto
principal dos desafios encontrados pelos Ecoempreendedores. Ter um planejamento
completo com Missão, Visão e Valores traz profissionalismo ao Ecoempreendedor,
a sua marca, empresa e produto. Saber onde se quer ir e traçar metas e objetivos
atingíveis são os diferenciais para que o negócio possa continuar na direção correta.
Muitos Ecoempreendedores não sabem onde a empresa está em relação à posição do
mercado, não conhecem seus pontos positivo e negativos e não sabem onde querem
que a empresa esteja em médio e curto prazo. É imprescindível que o Ecoempreendedor
tenha sua estratégia bem clara e definida para que possa gerenciar melhor o seu
negócio;

• Gestão de Pessoas: Como sabemos, todas as empresas são formadas por


pessoas. Conhecê-las, respeitá-las e ter um bom time é o primeiro passo para que seu
negócio cresça e gere impacto positivo na sociedade. As pessoas têm suas próprias
características e, na grande maioria, são difíceis de lidar. Manter um bom relacionamento
e convívio com o próximo é sempre uma boa ação para se seguir e fazer com que a
empresa tenha um bom exemplo e possa progredir. São exemplos:
o Ter um canal de comunicação entre a liderança e os demais colaboradores;
o Ter ações de melhoria do clima organizacional;
o Implementar um sistema para feedbacks periódicos entre todos os colaboradores;
o Ter um sistema de avaliação comportamental e de competência a fim de valorizar
as competências individuais de cada colaborador e realizar a justa valorização dessas
competências;
o Desenvolver as lideranças para que possam se aprimorar em suas atividades;
o Respeitar as leis da Legislação Trabalhista vigente;
o Desenvolver a seleção e o recrutamento de modo a ter um time capacitado para
desenvolver as atividades;

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o Capacitar constantemente as equipes e fomentar a cultura do autodesenvolvimento;
o Ter um sistema transparente de remuneração, benefícios e incentivos, de maneira
a beneficiar os colaboradores pelas suas habilidades e crescimento intelectual;
o Fomentar a cultura organizacional através da missão, visão e valores para que
todos os colaboradores possam ser multiplicadores;
o Manter os bons funcionários de maneira que a empresa tenha uma característica,
uma identidade, um DNA;

• Gestão Financeira: Tem como peso maior dentro dos pensamentos da empresa,
pois sem dinheiro, fluxo de caixa e capital de giro não temos praticamente empresa
ou negócio. Muitos Ecoempreendedores misturam suas contas pessoais com as contas
da empresa e acabam retirando mais valores do que a empresa pode suportar e, por
conseguinte, a empresa sofrerá mais adiante, pois ficará sem fluxo de caixa ou capital
de giro;

• Regulação e jurídico: Diante do fato da burocracia brasileira ser uma das mais
complexas do mundo, seu desafio é de proporcional tamanho, porém seu ajuste e
alinhamento é necessário para que a empresas possa operar. Os tributos são os mais
onerosos para a empresa, pois demandam cálculos de apuração, correto preenchimento
de guias e além disso, o seu pagamento ocorre em datas diferentes e são inúmeros;

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• Marketing: Mais um problema do Ecoempreendedor: mostrar-se ao mercado. Para
isso, ele deve ter um planejamento de marketing que possa ser aplicado constantemente.
Sugere-se que quinze por cento (15%) de seu faturamento seja utilizado em campanhas
de marketing. Para ser lembrado, precisamos ser conhecidos. O marketing pode ser
eletrônico, através de campanhas diretas como busca no Google, Bing etc., ou através de
mídias televisivas, cinema, canais pagos, rádio, Youtube. Inicialmente, o Ecoempreendedor
deve ter um site institucional ou de comércio eletrônico, com seu domínio registrado,
dessa forma, pode ter seu e-mail corporativo e estruturar a empresa de maneira mais
profissional. Deve explorar as redes digitais, como o Facebook, Instagram e WhatsApp,
porém as campanhas devem ser direcionadas para que a empresa, o serviço e o produto
sejam todos conhecidos;

• Inovação: A criação ou a melhoria de produtos e serviços demanda novas ideias,


novos processos e muito capital intelectual. Todo esse esforço deve ser protegido
por patente ou registro no órgão de proteção industrial INPI (Instituto Nacional
de Propriedade Industrial). Além disso, os novos recursos tecnológicos devem ser
empregados para baratear o custo do produto final. Para tanto, podemos utilizar a
modelagem e a impressão 3D, por exemplo, criar modelos e peças idênticas às utilizadas
em produção ou no desenvolvimento para serem manipuladas, aprimoradas e testadas,
antes de sua construção em grande escala, trazendo como prova de conceito, redução
dos custos com ferramental e implementando outros ganhos.

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• Operações: Basicamente, é o desafio do dia a dia do Ecoempreendedor, pois ele
tem que focar seus esforços para fazer acontecer e entregar os melhores produtos e
serviços, conforme solicitados. Estão incluídos nesse desafio as pessoas, os processos
e os produtos que fazem parte da operação. Esses três parâmetros trabalham de forma
integrada, caso haja algum problema em qualquer um que seja, teremos um problema
maior;

• Infraestrutura: É um desafio constante, pois envolve a parte tecnológica, áreas


de engenharia e segurança da instalação. Como o hardware sofre com a obsolescência
e o software é constantemente atualizado, precisamos compatibilizar ambos;

• Governança Corporativa: Geralmente, é um problema grande quando temos


sócios envolvidos na gestão da empresa, que querem agir de forma autoritária e às
vezes em conflito com a outra parte ou outras partes societárias. Esse problema também
pode aparecer na sucessão familiar dos donos, quando a nova administração não tem
experiência administrativa ou de negócio e acaba levando a empresa ao colapso,
tomando medidas fora do âmbito tradicional da empresa. Geralmente, como medida de
boa administração, são criados procedimentos para que os gestores possam direcionar
a empresa para o caminho correto previamente idealizado.

Podemos concluir que se não cuidarmos do


planeta hoje e futuramente, não teremos um planeta.
Que as empresas e os empreendedores, cada
vez mais, precisam cuidar do meio ambiente e da
sociedade, que as pessoas estão começando a ter
uma maior conscientização ecológica.
O ecoempreendedor não pode mais ter
somente uma visão economicamente ativa, mas sim
voltada para os cuidados com a sociedade e o meio
ambiente.
Que esta tríade trabalha de forma conjunta, não podendo de forma alguma tem
um foco individual, pois desta forma não serão conquistados os objetivos de podermos
viver em um planeta por muitas gerações.

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A conscientização de que o planeta em que vivemos possui recursos finitos é
essencial para que possamos ter uma vida de maior qualidade. Pois devemos pensar,
se cada resíduo demora um determinado tempo para se decompor e nós consumimos e
descartamos desenfreadamente todos os dias, como será o momento em que teremos
mais aterros de lixo do que espaço de terra para vivermos? Ou teremos mais lixo
descartado nos oceanos do que peixe para consumirmos? Ou o efeito estufa mudará
drasticamente as temperaturas do planeta?
Não podemos deixar de ter uma consciência ecológica, indiferente de sermos
ecoempreendedores ou apenas indivíduos que vivem em uma sociedade.

Referências da unidade:

BENNETT, S. J. Eco-Empreendedor. São Paulo: Makron Books, 1992.

BERLE, G. O Empreendedor do Verde. São Paulo: Makron Books, 1992.

BERNARDI, L. A. Manual de empreendedorismo e gestão. São Paulo: Atlas,


2009.

DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios.


São Paulo: Empreende/Atlas, 2016.

FABRETE, T. C. L. Empreendedorismo. 2. ed. São Paulo: Pearson Education do


Brasil, 2019.

FARAH, O. E.; CAVALCANTI, M.; MARCONDES, L. P. Empreendedorismo Estra-


tégico: criação e gestão de pequenas empresas. São Paulo: Cengage Learning,
2008.

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