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Segundo PILETT (199: 151), os meios de ensino ou recursos de ensino \u201csão

componentes do ambiente de aprendizagem que dão origem `a estimulação para o aluno.


Esses componentes podem ser o professor, os livros, os mapas, as fotografias, as gravuras, os
filmes, os recursos da comunidade, os recursos naturais e outros\u201d.
CASTRO (1986:78) \u201cmeios de ensino são todos componentes do processo educativo que
actuam como suporte material de todos métodos com o propósito de alcançar os objectivos
planejados.\u201d
Para LIBÂNEO (1994:173), \u201cmeios de ensino são todos os meios e recursos materiais
utilizados pelo professor e pelos alunos para organização e condução metódica do processo de
ensino e aprendizagem.\u201d
No entanto em algumas obras, não usam o termo meios de ensino mas sim termos como
meios didácticos, ou mesmo materiais de ensino-aprendizagem. Contudo estes termos são
todos eles equivalentes.
3. Classificação dos meios de ensino
Não existe uma classificação universalmente aceite, estas variam segundo os autores.
Contudo, os meios podem agrupar-se em:
Visuais- que engloba as projecções, mapas, os cartazes, gravuras etc;
Auditivos- que são a rádio, as gravações, etc;
Audiovisuais- são eles o cinema, TV, filmes, etc.
4. Objectivos do uso dos meios de ensino
Quando bem usados os meios de ensino permitem:
Motivar e despertar o interesse do aluno sobre o conteúdo que está a ser mediado;
Favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação;
Aproximar o aluno da realidade;
Visualizar ou concretizar os conteúdos de aprendizagem;
Oferecer informações e dados;
Permitir a fixação da aprendizagem;
Ilustrar noções mais abstractas, e
Desenvolver a experimentação concreta.
Para o caso dos recursos audiovisuais, estes tem particular objectivo:
Despertar interesse;
Facilitar a percepção;
Concretizar e ilustrar o que está sendo exposto;
Sistematizar e ordenar conceitos;
Tornar a apresentação mais rápida e eficiente;
Estimular a participação;
Favorecer e fixar a aprendizagem.
5. Critérios de utilização dos Meios de Ensino
A utilização dos meios de ensino é para melhorar a aprendizagem, para estes colaborarem
neste sentido, importa observar alguns critérios e princípios dos quais se destacam:
Ter em vista os objectivos a alcançar;
Utilizar meios suficientemente conhecidos, de forma a empregá-los correctamente;
Estimular nos alunos comportamentos que aumentem a receptividade dos meios de ensino tais
como a actuação, a percepção, o interesse, a sua participação activa, pois a eficácia dos meios
de ensino depende da interacção entre estes e o aluno;
Escolher os meios de ensino tendo em conta a natureza da matéria a ensinar;
Há matérias que exigem maior utilização dos meios audiovisuais que outros;
Considerar o tempo disponível, pois a preparação da utilização dos meios que as vezes o
professor não dispõe. Como alternativa, deve se recorrer a meios que exigem menos tempo, se
necessário o professor pode solicitar ajuda dos alunos e de outros profissionais para preparar
os meios de ensino.
6. Principais recursos de ensino
a) Gravuras- ilustrações retiradas de revistas, jornais ou livros. Servem para motivar estudos,
desenvolver a observação, completar e enriquecer as plantações.
Potencialidades/ Vantagens do uso de gravuras
São pouco dispendiosos, porque as revistas e os jornais estão cada vez mais ricos em
gravuras, que até os próprios alunos podem colaborar na obtenção desse material.
b)Cartazes- são cartolinas ou folhas de papel contendo uma ou mais ilustrações e uma
mensagem. Servem para comunicar, dar sugestões, recomendações e informações
despertando assim o interesse por um determinado assunto, que pode ser numa data
comemorativa, um acontecimento importante, etc.
Potencialidades/ Vantagens do uso de cartazes
Despertar a atenção no aluno;
São facilmente confeccionados;
São de custo baixo;
Estimulam o trabalho de equipa e,
Podem ser confeccionados pelos próprios alunos.
c) Álbum seriado- colecção de folhas organizadas numa encadernação, contendo fotografias,
letreiros, etc. Serve para abordar temas mais ou menos gerais, que permitem a sua visão em
partes. Também enriquecem numa aula expositiva, apresenta dados previamente elaborados e
de forma sequencial. Sistematiza um assunto.
Potencialidades/ Vantagens do uso do albumsaeriado
Apresentação da aula de maneira mais organizada, orientada e dirigida, sem dispersões ou
confusões;
Concentração da atenção do aluno com relação ao tópico seguinte;
Fixa tópicos essenciais e,
Melhor visualização das ideias através de ilustrações.
d) Plano de aula
Este funciona como um roteiro que traz descritas todas as actividades do programa,
distribuídas no tempo, bem como, todos os recursos utilizados. É um instrumento valioso pois
serve de guia para o formador.
e)Manual da disciplina
Este instrumento é útil para o aluno, não apenas para acompanhamento daquilo que esta
sendo ministrado, mas também como referência do assunto tratado para posterior consulta, e
ainda como complemento. O manual pode trazer detalhadamente o que foi abordado na sala
de aula, permitindo que o aluno complemente as informações.
O manual, como o próprio nome sugere, é um instrumento mais completo, com o detalhes
passo a passo.
Questões para Reflexão
Defina meios de ensino.
Qual é a importância do uso dos meios.
Como poderemos classificar meios de ensino
Quais são as finalidades do uso dos meios de ensino
Que critérios a usar para sua utilização?
Quais são as vantagens do uso de cartazes?
Indique duas vantagens do uso do album seriado
Bibliografia Consultada
NEVES, E. e GRAÇA, M (1987): Princípios Básicos da Prática Pedagógico-didáctica: módulos
de animação à distância para professores do ensino secundário; Livraria Arnado Lda; Porto
EditoraLda e Emp.L.Fluminense; Porto, Coimbra e Lisboa;
LIBANEO, JC (1989): Didáctica; Cortez editora, SP
NÉRICI, I (1989): Didáctica Geral Dinâmica; 10ª ed; Editora Atlas S.A; SP
PARRA, N (1983): Didáctica para a Escola de 1º e 2º Graus; 8ª ed; Livraria Pioneira Editora,
SP
POUW, Luis (1993): Material de conferências de didáctica geral; ISP/Maputo
Meios de Ensino
Introdução
 

O estudo em volta dos meios de ensino é secular, tudo consistindo no


melhoramento do processo que envolve o professor e o aluno, o processo de
ensino e aprendizagem. É um facto que em situações de ensino-aprendizagem
existem limitações e dificuldades em adequar e seleccionar os meios de ensino
no estudo de determinados conteúdos. Estas limitações, muitas vezes não
facilitam o desenvolvimento, a compreensão e o domínio dos conhecimentos e
saberes leccionados durante as aulas de modo a permitir que os alunos se
apropriem e apliquem-se quando forem solicitados pelo professor, o mediador
deste processo.

A compreensão, primeiro do conceito de meio de ensino, abri caminhos para


compreender a sua aplicação no ensino, um ensino centrado no aluno e que
propõe que o aluno compreenda os conteúdos, e posteriormente aplique os
conhecimentos adquiridos na vida prática.

Deste modo, não visamos apresentar um estudo acabado sobre os meios de


ensino, sim compreender os meios de ensino e sua importância no PEA, dar a
conhecer os procedimentos para a elaboração dos meios de ensino,
procedimentos para a utilização dos meios de ensino e acima disso especificar
os meios aplicáveis par o ensino de G.D, uma vez que cada disciplina exige
também material especifico.

Objectivos da pesquisa
Geral:

 Estudar os meios de ensino.

Específicos:

 Definir meios de ensino;


 Enumerar e caracterizar os meios de ensino;
 Descrever os procedimentos de elaboração e utilização dos meios de
ensino;
 Identificar os meios aplicáveis para o ensino de Geometria Descritiva.
Metodologia de trabalho
O objecto desta pesquisa centra-se nas actividades de horas de estudo, sendo
que este trabalho de pesquisa será feito mediante pesquisa bibliográfica, do
conteúdo e elaboração de resumos, por fim será compilado o trabalho com
resultados de discussão.

Os meios de ensino, também conhecidos como médios ou recursos de ensino.


Estes jogam um papel preponderante na condução do processo de ensino-
aprendizagem, independentemente do nível escolar e da área de
conhecimento. Estes podem ser definidos como:

Piletti (1997) define-os como: componentes do ambiente da aprendizagem que


dão origem à estimulação para o aluno.

Materiais utilizados para a organização e condução metódica do processo de


ensino pelo professor e pelos alunos. São todos os recursos pedagógicos que
combinados com os métodos permitem ao professor e aos alunos alcançar
objetivos da aula de uma forma metódica, efectiva e racional. (Libâneo,
1994:173)

García Galló , G . J, Doutor em Ciências Filosóficas: propõe: “ Os meios de


ensino são médios de ensinar a pensar, um bom método pedagógico,
um modo acertado de expor idéias e argumentá- las , um diálogo do maestro
com o coletivo da sala de aula, no que se trocam razoadas opiniões; o
desenvolvimento gradual e por passos de uma classe . ”

Vicente González Castro: “ São o canal através do qual se transmitem as


mensagens docentes, são o sustento material no contexto da classe ” 1986 . pp
. 85.

Nesta mesma linha Edling e Paulson, consideram como médios: “ As vias


gráficas, fotográficas , eletrônicas ou mecânicas para capturar , processar e
reconstruir informação visual ou verbal ” 1985 . pp .

González Castro define os Meios de Ensino como:

“ Todos os componentes do processo docente – educativo que atuam como


suporte material dos métodos (instrutivos ou educativos) com o propósito de
conseguir os objetivos propostos ” . 1986 , pp. 48.

O ideal seria que toda aprendizagem se efectuasse em situação real de vida.


Não sendo isso possível, os materiais/meios ou recursos de ensino tem por fim
substituir a  realidade,  representando-a  da  melhor  forma  possível,  de 
maneira  a facilitar a sua intuição por parte do aluno. Para além disso, os meios
de ensino tem como meta tornar a aprendizagem mais significativa para o
aluno através de factos, através da uma suposta ‘’realidade’’ criada para
facilitar esse processo, pois como defende Ausubel na sua Teoria de
Aprendizagem Significativa, ‘’…a aprendizagem do aluno precisa fazer algum
sentido para si, e nesse processo, a informação deverá interagir e ancorar-se
nos conceitos relevantes já existentes na estrutura do aluno.’’  E acrescenta
como uma das condições indispensáveis: ‘’O material didáctico desenvolvido,
que deve ser, sobretudo, significativo para o aluno.’’

Os meios de ensino desde o ponto de vista fisiológico:

O papel da actividade prática no processo do conhecimento pode ser explicado


tam-bém à luz das teorias Pavlovianas que diz:

A grande quantidade de reacções nervosas durante as actividades


práticas deixam no cérebro, especialmente o “aparelho motor” ( Pavlov)
seus “rastros”.

Também aqui as células nervosas estimuladas são finalmente reunidas em um


siste-ma dinâmico de enlaces nervosos. Este sistema, uma vez formado,
pode ser excitado a vontade para repetir a mesma actividade para a qual
foi desenvolvido ao princípio, chegando assim aos fundamentos
fisiológicos da habilidade, a dest-reza e os hábitos. (Tomaschevski; K . :
1978 , pp. 36)

Os meios de ensino, do ponto de vista fisiológico, permitem ao aluno treinar,


praticar as teorias orientadas no processo de Ensino-Aprendizagem, e com
isso ganhar habi-lidades e adquirir não somente conhecimento no sentido
teórico, mas também práti-co.

Os meios de ensino desde o ponto de vista psicológico

No psicológico, os meios de ensino encontram uma ampla justificativa no


processo de ensino. As funções emocionais destes na criação de motivações
são tão elevadas, que inclusive se valorizam muito acima de sua capacidade
comunicativa e pedagógica.

Na aprendizagem humana, a maior inter-relação com o mundo exterior está


dada através do órgão visual. Por isso o emprego dos meios de ensino e em
especial dos meios visuais facilita o óptimo aproveitamento dos mecanismos
sensoriais. Aliás, quanto maior número de sentidos forem envolvidos na
aprendizagem, mais eficaz ela se torna. Os meios de ensino criam interesses
pelo conhecimento desde que se mostram aplicações das leis e funções
estudadas na classe à vida social e científica e sua influência para o indivíduo.

Os meios de ensino desde o ponto de vista pedagógico


Os pedagogos definem os meios de ensino de muitas maneiras, de acordo com
suas funções pedagógicas. O primeiro pedagogo que fez referência de forma
aberta à necessidade dos meios no processo de ensino foi Comenius, que em
seu 8º  vol . Fundamento, na Obra “Didáctica Magna”, expressava: “. . . Para
aprender tudo com maior facilidade devem ser utilizado quantos mais
sentidos se possam, por exemplo: Devem ir juntos sempre, o ouvido com
a vista e a língua com a mão. Não somente recitando o que deva ser
sabido para que o recolham os ouvidos, senão o desenhando também
para que se imprima na imaginação por médio dos olhos. Quando
aprendam saibam expressar com a língua e representar com a mão, de
maneira que não deixe nada sem que impressione suficientemente os
ouvidos , olhos, entendimento e memória ”. (Comenius , J. A . : 1983 , pp .
124).

Importância dos Meios de ensino na


aprendizagem
Lenin resume a importância dos meios de ensino quando afirma : “ De a
percepção

viva ao pensamento abstrato e deste à prática , tal é caminho dialéctico do


conheci-mento da verdade, do conhecimento da realidade objetiva ” Lenin , V .
I ; 1976, pp. 165.

Pois, o uso dos meios de ensino permitem através do prático perceber o


abstracto e desta forma a entender a realidade do conteúdo que é lecionado
pelo professor.

1. S Khorin propõe:

“ . . . no processo do conhecimento da realidade objetiva combinam-se a


percepção sensorial e o pensamento abstrato , a veracidade dos quais se
comprova na prática .’’

Assim, podemos destacar como importância dos meios de ensino o facto de:

 Serem integrantes dos processos comunicativos que se dão no ensino;


 Facilitar e apresentar mensagens informativas que devem receber os
alunos;
 Oferecem aos alunos experiências de conhecimento dificilmente
alçaveis pela lonjurano tempo ou no espaço . Isto é, os meios permitem aos
sujeitos obter conhecimento através deexperiências de aprendizagem meadas
figurativa ou simbolicamente ;
 Os meios são potenciadores de habilidades intelectuais nos alunos. A
obtenção do conhecimentoatravés dos meios exige nos sujeitos a
descodificação das mensagens simbolicamente representadas. Acada médio
pela natureza de seu sistema simbólico, pelo modo de representação e
estruturação de ditosmensagens, demanda dos alunos que ativem diferentes
estratégias e operações cognitivas para que oconhecimento ofertado seja
compreendido, armazenado significativamente recuperado e utilizado;
 Os meios são suportes que mantêm estável e inalterável a informação ;
 Na escola, os meios de ensino não só devem ser recursos facilitadores
de aprendizagemacadêmicos , senão também se converter em objeto de
conhecimento para os alunos;
 Os meios de ensino também, podem ser convertidos em objecto de
estudo dos alunos ;
 Os meios contribuem à segurança individual do aluno , a
reafirmaçãopessoal na capacidade de aprender e a criação de incentivos que
activem a aprendizagem, por outraparte , permitem ao estudante sentir -se
partícipe ativo do processo docente e do trabalho científico , como qual se
consegue uma maior participação.

Objectivos dos Meios ou recursos de Ensino-


Aprendizagem:
 Facilitar o processo de Ensino-Aprendizagem;
 Tornar que os objectivos preconizados sejam alcançados;
 Aproximar os alunos a realidade da vida a partir da abstracção para a
concretização.

Classificação dos Meios de Ensino


A classificação dos meios de ensino, é bastante ampla, pode variar segundo as
circunstâncias, segundo os objectivos e experiencias, ora vejamos:

Wilbur Schramn, 1980. pp . 15, agrupa- os em etapas geracionais, segundo


foram aparecendo no contexto docente. Classificando -os como:

– Médios de Ensino da primeira geração – não precisam máquinas nem


dispositivos eletrônicos;

– Médios de Ensino de segunda geração – produto de o aparecimento da


máquina de reproduzir manuscritos , a imprensa, o que fez possível a
universalização da através de manuais , livros de classe , teste , impressos;

– Médios de Ensino da terceira geração – fizeram possível uma nova forma de


comunicação emmassa a base de imagens e sons;

– Médios de Ensino de quarta geração – distinguem- se dos anteriores o


homem e a máquina.

Segundo Lothar Klingberg , 1968 , pp. 10 , agrupam -se em cinco famílias


atendendo a critérios didáticos, elas são:
– Objectos Originais;

– Reproduções de objetos originais;

– Representações gráficas orais e escritas;

– Símbolos;

– Médios cibernéticos de ensino.

Víctor Fleming, 1979 . pp17, oferece uma classificação dos meios baseada
na teoria do conhecimento organizando- os em duas grandes categorias :

Os meios empíricos – onde a representação ou reprodução da natureza é de


forma concreta;

Os meios simbólicos – dados por representações no plano abstracto e cujos


símbolos são convencionais, determinados pela vida social ( linguagem
escrita , falado).

Por outra parte , Cubero, J. : em seu artigo “ A Seleção e Planejamento dos


Meios de Ensino ” . 1985 . pp. 28 ,classifica- os por seu grau de
objectividade sobre uma base psicológica , indo domais concreto ao mais
abstracto .

Castro, V . G. : 1986 . pp. 79 agrupa- os em cinco grupos atendendo a suas


funções didáticas :

– Médios de transmissão de Informação (Ardósia, fotografias, modelos,


lâminas, rádio TV . etc . );

– Médios de experimentação escolar (Laboratórios e equipes de


demonstração)

– Médios de controle da aprendizagem;

– Médios de auto-aprendizagem e programação ;

– Médios de treinamento.
O que são Recursos de Ensino?

Recursos de ensino são componentes do ambiente da aprendizagem que dão origem à estimulação para o
aluno que, quando usados de maneira adequada, colaboram para: motivar e despertar o interesse; favorecer o
desenvolvimento da capacidade de observação; aproximar o aluno da realidade; visualizar ou concretizar os
conteúdos da aprendizagem; permitir a fixação da aprendizagem; ilustrar noções abstratas e desenvolver a
experiência concreta. (Piletti, 2000).
Segundo Piaget e Vygotsky (1996), o conhecimento não procede apenas da experiência única dos objetos e nem
de uma programação inata do sujeito, mas são resultados tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio,
quanto das articulações e desarticulações do sujeito com seu objeto. Dessas interações surgem construções
cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante. Dessa
forma podemos destacar que quanto à importância da utilização dos recursos em sala de aula é importante
salientar que:
Aprendemos:
1% através do gosto;
1,5 % através do tato;
3,5% através do olfato;
11% através da audição;
83% através da visão.

Retemos:
10% do que lemos;
20% do que escutamos;
30% do vemos;
50% do que vemos e escutamos;
70% do que ouvimos e logo discutimos;
90% do que ouvimos e logo realizamos.

Classificação dos Recursos de Ensino


Não há uma classificação exata dos recursos, tradicionalmente eles são divididos em:

Recursos visuais: impressionam apenas o sentido da visão e incluem quadro de giz, quadro magnético,
quadro mural, flanelógrafo, diapositivos (slides), transparências e outros recursos visuais tais como
ilustrações, gravuras, fotografias, desenhos e símbolos visuais.
Recursos auditivos: Impressionam o sentido da audição, incluindo fitas de áudio, discos e símbolos verbais.
Recursos audiovisuais: impressionam os dois sentidos acima referidos e incluem filmes sonoros e monitores
de vídeo.
Recursos múltiplos: impressionam também os outros sentidos dos alunos, onde se incluem as experiências
que colocam os interessados em contato com fatos reais ou simulados.

Critérios e Princípios para utilização dos Recursos de Ensino


Não precisamos nos aventurar em procurar recursos complicados que nem mesmo sabemos como utilizá-lo,
mesmo por que o uso de recursos audiovisuais não garante a eficiência do processo ensino-aprendizagem, se
os mesmos se limitam a tentativas de introdução de novidades, sem compromisso com a inteligência do ser que
aprende. Mas isto não impede que a união entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, se
unam para incrementar as aulas tantas vezes cansativas e sem nenhum atrativo. Para que os recursos de
ensino realmente colaborem no sentido de melhorar a aprendizagem, na sua utilização devem ser observados
alguns critérios e princípios:

 Ao selecionar um recurso de ensino deve-se ter em vista os objetivos a serem alcançados. Nunca se
deve utilizar um recurso de ensino só porque está na moda;
 Nunca se deve utilizar um recurso que não seja conhecido suficientemente de forma a poder
empregá-lo corretamente;
 A eficácia dos recursos dependerá da interação entre eles e os alunos. Por isso, devemos estimular
nos alunos certos comportamentos que aumentam a sua receptividade, tais como a atenção, a percepção, o
interesse, a sua participação ativa, etc;
 A eficácia depende também das características dos próprios recursos com relação às funções que
podem exercer no processo da aprendizagem. A função de um cartaz, por exemplo, é diferente da do álbum
seriado;
 Na escolha dos recursos deve-se levar em conta a natureza da matéria ensinada. Algumas matérias
exigem maior utilização de recursos audiovisuais que outras. Ciências, por exemplo, exige mais
audiovisuais do que matemática;
 As condições ambientais podem facilitar ou, ao contrário, dificultar a utilização de certos recursos.
A inexistência de tomadas de energia elétrica, por exemplo, exclui a possibilidade de utilização de
retroprojetor, projetor de slides ou de filmes;
 O tempo disponível é outro elemento importante que deve ser considerado. A preparação e utilização
dos recursos exigem determinado tempo e, muitas vezes, o professor não dispõe desse tempo. Então deverá
buscar outras alternativas, tais como: utilizar recursos que exigem menos tempo, solicitar a ajuda dos
alunos para preparar os recurso, solicitar a ajuda de outros profissionais, etc.

Referências:

Carvalho, Mauro Giffoni. Piaget e Vygotsky: As Contribuições do Interacionismo. In: Dois Pontos (Rev).
Belo Horizonte: Pitágors, 1996 n. 24 p. 26-27.
PILETTI, Claudino. Didática geral. 23ed. São Paulo: Ática, 2000. 258p.
SAVIANI, D. As Teorias da Educação e o Problema da Marginalidade na América Latina - Caderno de
Pesquisa. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1982.

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