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PRODUÇÃO AGRÁRIA BRASILEIRA

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 PRODUÇÃO AGRÁRIA BRASILEIRA

O Brasil possui uma das mais extensas áreas agrícolas do mundo. As terras férteis e o clima brasileiro
são propícios para a agricultura.

Apesar das barreiras comerciais e políticas de subsídios impostas por outros países, a agricultura
brasileira coloca o país em uma posição de destaque em termos de saldo comercial. O país é líder na
produção e exportação de vários produtos agropecuários. A produção de melhor qualidade e preço
é destinada às exportações. Os excedentes permanecem no país e são voltados para o mercado
interno.

O Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, atrás dos Estados Unidos e da União
Europeia. O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo e é o maior exportador de carne bovina
do mundo. O país também é líder na exportação de carne de frango e é o quarto maior exportador
de carne suína.

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar: o país é responsável por mais da metade do
açúcar comercializado no mundo. O Brasil é também o maior exportador mundial de etanol de cana-
de-açúcar. É o país que mais exporta tabaco, café e suco de laranja e o segundo maior exportador
mundial de complexo de soja (farelo, óleo e grão).

A China, que é o principal parceiro comercial do Brasil, importa 8% do total exportado pelo setor. O
segundo maior parceiro comercial, os Estados Unidos, importam do agronegócio nacional pouco
menos que a China.

O país exportou US$ 100,61 bilhões em produtos agropecuários durante a safra 2012/2013 (julho de
2012-junho de 2013).
O governo é responsável por parte desse crescimento, tendo ampliado significativamente o apoio ao
produtor rural, oferecendo linhas de financiamento e melhores condições no acesso ao crédito.

No entanto, o Brasil ainda importa produtos essenciais, como o trigo, para seu mercado de
consumo. Devido ao fato de a produção de trigo de países como os Estados Unidos, o Canadá e a
Argentina ser muito subsidiada por seus respectivos governos, o trigo importado chega ao Brasil
mais barato do que o produzido no país. Com a adaptação genética do trigo ao clima tropical dos
cerrados e graças aos incentivos fiscais, a área de cultivo desse produto vem se expandido no Brasil.

Mercado de commodities
Mais de 70% das exportações brasileiras são commodities. Estas são mercadorias que possuem
características uniformes e que são provenientes de cultivo ou de extração. São produzidas em larga
escala e são comercializadas mundialmente. Os preços das commodities são estabelecidos pelo
mercado global: os preços flutuam diariamente, sendo determinados pela lei da oferta e procura.
Portanto, o Brasil não tem controle sobre o preço internacional da maioria dos produtos que
exporta. Exemplos de commodities: café, trigo, soja, ouro, petróleo e minério de ferro.

Principais Produtos da Agricultura Brasileira


Café
O café foi historicamente a segunda grande monocultura do Brasil, sucedendo à da cana-de-açúcar.
Desde o Império até os dias de hoje, o café é um dos principais itens de exportação do Brasil.

Atualmente, há 15 Estados brasileiros que produzem café. Os principais produtores são Minas
Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia. Graças à diversidade de regiões
brasileiras em que há a cultura do café, o Brasil é capaz de produzir diversas variedades do produto:
isso permite atender às diferentes demandas mundiais, referentes à qualidade, ao paladar e aos
preços.

A produção de café no Brasil é incentivada por linhas de financiamento e por incentivos


governamentais. O propósito destes é promover a sustentabilidade, competitividade, inovação e
tecnologia. No ano de 2012, R$2,7 bilhões foram disponibilizados para assegurar capital de giro e
financiar tanto o custeio como outras necessidades do setor.

O Brasil é o maior exportador de café. Na última década, a participação brasileira no mercado


brasileiro variou de 29% a 33% do mercado mundial.

Cana-de-açúcar
No Brasil, a cana-de-açúcar foi introduzida pelos portugueses no século XVI e foi responsável pelo
povoamento de trechos do litoral brasileiro, especialmente no Nordeste.

As principais áreas de cultivo de cana-de-açúcar no Brasil durante os primeiros séculos foram a Zona
da Mata Nordestina e o Recôncavo Baiano.

O sucesso da cultura canavieira se deve aos seguintes fatores:

 clima quente e úmido;


 solo fértil - massapé;
 braço escravo (mão de obra);
 mercado consumidor garantido;
 madeira da Mata Atlântica (combustível e caixotes para o transporte).

A grande produção açucareira durante os séculos XVI e XVII foi uma das principais causas do
surgimento do latifúndio, monocultura e escravidão no Brasil.

Apesar das crises sofridas, a cana-de-açúcar sempre foi um produto importante para a economia
brasileira e para as exportações do país.

A partir de 1930, a cultura da cana se espalhou por São Paulo. Aos poucos, o Estado passou a ser o
maior produtor brasileiro de cana-de-açúcar.

A expansão do cultivo da cana-de-açúcar tem ocorrido visando ao aumento da produção de etanol,


que acompanha o crescimento do mercado de carros bicombustíveis. Houve um aumento no
interesse internacional por fontes de energia renováveis, como o etanol.

A maior demanda por cana-de-açúcar causou com que novas áreas fossem utilizadas para o seu
cultivo. Isso resultou na diminuição da produção de gêneros alimentícios e, consequentemente, no
aumento nos preços dos alimentos.

Em 2009, com o objetivo de regular o plantio da cana-de-açúcar, o governo brasileiro lançou o


programa Zoneamento Agroecológico da Cana-De-Açúcar (ZAEcana). Esse programa proíbe a
expansão do plantio da cana sobre alguns biomas. Os critérios utilizados por esse programa para
proibir o plantio da cana são o meio ambiente e a situação econômica da região.

Além de ser o maior produtor de cana-de-açúcar, o Brasil foi também o primeiro país a utilizá-la na
produção de açúcar e de etanol, que, com o passar do tempo, tem tido mais aceitação no mercado
externo como biocombustível, representando, portanto, uma alternativa energética.

A maioria do etanol brasileiro é exportada para três mercados: o europeu, o norte-americano e o


japonês.
O Brasil é responsável por mais da metade do açúcar comercializado no mundo.

Soja
A soja, nativa da Ásia Oriental, é cultivada no verão. No Brasil, a soja é cultivada nas regiões Centro-
Oeste e Sul. Recentemente, o cultivo do produto está se expandindo para o Norte e o Nordeste.

A expansão da cultura da soja ocorreu, sobretudo, no Cerrado brasileiro. A partir do


desenvolvimento da tecnologia que permitiu corrigir o problema da baixa fertilidade nos solos do
Cerrado, seu território se tornou área de expansão da plantação de grãos, como a soja, para a
exportação. A topografia da região varia entre plana e suavemente ondulada, o que favorece a
agricultura mecanizada e a irrigação. O avanço da produção de soja na Amazônia Legal tem levado a
um significativo aumento de problemas ambientais. O avanço da cultura em grandes extensões de
terra reduz a biodiversidade e causa uma preocupação ambiental.

A soja, que corresponde a 49% da área plantada em grãos do Brasil, é a cultura agrícola brasileira
que mais cresceu nos últimos 30 anos. Esse aumento de produtividade ocorreu graças a avanços
tecnológicos e à eficiência dos produtores.

A produção da soja está ligada a complexos agroindustriais e ao agronegócio. O cultivo do produto


exige grandes investimentos em insumos e máquinas e em pesquisas. A exigência de lavouras
altamente mecanizadas não permite que faça parte da agricultura familiar.

A produção de soja tem ocupado grandes extensões de áreas cultivadas e, graças ao seu valor de
mercado, tem trazido divisas para a economia nacional. A soja é um dos produtos mais destacados
na agricultura nacional e na balança comercial, obtendo superávits. Há uma crescente demanda pelo
produto no mercado internacional. O complexo de soja – grão, farelo e óleo – é o principal gerador
de divisas cambiais do Brasil: as negociações atuais ultrapassaram US$20 bilhões.

A soja é consumida de forma industrializada como óleo de soja. Nos últimos anos, produtos à base
do produto, como o leite de soja, passaram a fazer parte da alimentação diária do brasileiro. A soja é
usada para substituir o leite em produtos como chocolates, tornando-se uma alternativa para
pessoas que tenham intolerância à lactose. A soja é também utilizada para produzir rações animais.

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