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Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

MANUAL

Unidade: 6234:
Noções Básicas do Sistema de Normalização Contabilística

Curso: Técnico/a de Secretariado


Formador: Luísa Moreira

Objectivo do Documento: Este Manual foi concebido por Luísa Moreira , formadora
deste módulo. Pretende-se que seja usado como elemento de Estudo e de Apoio aos
temas abordados. O Manual é um complemento da Formação e do Módulo, não
substitui os objectivos das sessões de formação, mas complementa - as.

Condições de Utilização: Este Manual não pode ser reproduzido, sob qualquer forma,
sem autorização expressa do autor.
Índice

1. CONTEÚDOS DO MÓDULO..............................................................................4

2. OBJECTIVOS.....................................................................................................5

3. AS EMPRESAS E OS PROFISSIONAIS DE CONTABILIDADE....................6/7

4. A ORGANIZAÇÃO FORMAL DO SNC.........................................................8/13

5. CONCEITOS CONTABÍLISTICOS...............................................................14/18
5.1 PATRIMÓNIO.................................................................................14
5.2 INVENTÁRIO.................................................................................14
5.3 CÓDIGO DE CONTAS..................................................................18

6. LANÇAMENTOS CONTABÍLISTICOS............................................................22
6.1 DEBITAR E CREDITAR.....................................................................22
6.2 OPERAÇÕES COM AS CONTAS......................................................22

7. MODELOS DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS......................................38

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA....................................42


1.Conteúdos

1 As empresas e os profissionais de Contabilidade


2 Organização Formal do SNC
3 Conceitos Contabílisticos
3.1 Património
3.2 Inventário
3.3 Código Contas
4 Lançamentos Contabílisticos
4.1 Debitar e Creditar
4.2 Operações com as contas
5 Modelos de Demonstrações Financeiras
6 Bibliografia
2. Objetivos

- Identificar e interpretar os conceitos fundamentais da contabilidade.

- Reconhecer operações com as contas.

- Interpretar modelos de demonstrações Financeiras ( MDF)

Tendo em consideração a quantidade considerável de conceitos e conhecimentos a


transmitir, apostar-se-á na utilização do método activo em todas as sessões, com o
intuito de apelar ao saber - fazer e forma a por em prática o que lhes for transmitido
ao longo das sessões teóricas conjugando sempre que possível, o reporte a
situações reais das empresas no mercado de trabalho e emprego.
Com o intuito de colocar em prática os conhecimentos aferidos, recorrer-se-á à
realização de trabalhos práticos, para aplicação dos conhecimentos apreendidos ao
longo do decorrer da formação
3. AS EMPRESAS E OS PROFISSIONAIS
DE CONTABILIDADE

NOÇÃO DE CONTABILIDADE
A Contabilidade nasceu da necessidade de determinar, de forma rigorosa e
sistemática, o Resultado dos Negócios.

É um sistema de informação que consiste na recolha, classificação, interpretação e


exposição de dados económicos, utilizando uma técnica de registo e de
representação de todas as transformações sofridas pelo património de qualquer
entidade económica durante o exercício económico, de forma a proporcionar
informações para os diversos stakeholders /utilizadores das informações
contabilísticas, nomeadamente: gestores, credores e estado.

FUNÇOES DA CONTABILIDADE
A)Registo: a Contabilidade regista todos os factos patrimoniais.

B)Controlo: a situação económica e financeira da empresa.

C)Avaliação: avalia os bens que estão na empresa e toda a sua


actividade.

D)Previsão: faz previsões para o futuro da empresa.

E) Análise: analisa todos os registos da empresa de forma a tomar


decisões mais fundamentais ( c/m/l prazo).

Todas estas informações são demonstradas em forma de


demonstrações financeiras (tema a abordar no ponto 5), sendo as
de maior relevância: Demonstração de Resultados e Balanço.
As empresas e os profissionais de Contabilidade
A mudança do POC para o SNC implica uma verdadeira revolução na contabilidade
em Portugal: passamos de um modelo com ênfase jurídica para um modelo que
Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

assenta numa abordagem económica. Os critérios de reconhecimento, mensuração,


apresentação e divulgação serão significativamente diferentes. O recurso a Juízos de
valor será mais alargado, o que poderá originar abusos e controvérsias, implicando uma
responsabilidade acrescida dos TOC e ROC. Esta é uma oportunidade para a
contabilidade dar um salto qualitativo, afastando-se da influência da fiscalidade.

O largo número de PME em Portugal, em contraste com o relativamente pequeno


número de grandes empresas, associado ao nosso quase insignificante mercado de
capitais, faz com que a contabilidade em Portugal tenha sido relegada para o mero
cumprimento de obrigações legais e fiscais. Assim, o TOC é visto pelo empresário
como o técnico que tem como objectivo evitar-lhe problemas com as autoridades
fiscais e, se possível, reduzir-lhe a carga fiscal. Nesta cultura, boa parte dos nossos
TOC fazem contabilidade segundo regras fiscais. A mudança de mentalidade será
difícil. Os TOC terão de desenvolver um considerável esforço de actualização de
conhecimentos procurando assimilar aquilo que não lhes foi ensinado na sua vida
académica e que não tem praticado.
No estudo do SNC, os TOC não deverão apenas preocupar-se com as alterações
nos números das contas mas sim na compreensão das alterações a nível do
reconhecimento e mensuração de activos, passivos, gastos e rendimentos
4. ORGANIZAÇÃO FORMAL DO SNC

1 - Apresentação

2 – Base para Apresentação DF

Decreto-Lei 158/2009 3 – Modelos de DF Portaria n.º 986/09, 7/09

4 – Código Contas Portaria n.º 1011/09, 9.09

5 - NCRF Aviso n.º 15655/09, 07.09

6 – NCRF –PE Aviso n.º 15654/09, 07.09

7 – Normas Interpretativas (NI) Aviso n.º 15653/09, 07.09

ESTRUTURA CONCEPTUAL Aviso n.º 15652/09,07.09

SNC foi aprovado pelo Decreto-lei n.º 158/2009, de 13 de Julho, e entra em vigor no
primeiro exercício que se inicie ou após 1 de Janeiro de 2010, revogando o POC e
as 29 directrizes contabilísticas que o complementavam.

4.1 A NORMALIZAÇÃO

O Sistema Normalização Contabilística (SNC) é um modelo de normalização


assente mais em princípios do que em regras explicitas e deverá aproximar-se o
mais possível das normas internacionais de contabilidades emitidas pelo IASB
( internacional Accounting Standards Board) (organismo responsável pela
normalização contabilística, foi criado em 1973 com o objectivo de elaborar e
publicar normas de contabilidade a serem seguidas na apresentação das
demonstrações financeiras) e adoptadas na União Europeia (UE), de forma a
proporcionar ao nosso país o alinhamento permanente com as directivas e
regulamentos em matérias contabilísticas da UE, sem ignorar, porém, as
características e necessidades especificas do tecido empresarial português.

O Objectivo da Normalização contabilística é permitir e assegurar a


Comparabilidade. Em duas perspectivas: no tempo, ou seja, adopção dos mesmos
procedimentos pela entidade ao longo dos vários exercícios económicos e no
espaço, isto é, utilização pelas diversas entidades dos mesmos métodos,
terminologias e princípios/regras.
O SNC é composto pelos seguintes instrumentos:
- Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras (BADF);
- Modelos de Demonstrações Financeiras (MDF)
- Código de Contas (CC)
- Normas Contabilísticas de Relato Financeiro (NCRF)
- Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades ( NCRF-PE)
- Normas Interpretativas (NI)

Todos estes instrumentos estão subordinados a uma única Estrutura Conceptual e


permitem garantir a comparabilidade nas decisões de investimento em diferentes
mercados, sendo essa comparabilidade sustentada por normas de reconhecimento,
mensuração, apresentação e de relato comuns a todas as empresas (nacionais,
europeias e internacionais que adoptem as normas internacionais de contabilidade.

O SNC tem como núcleo as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro


baseadas nas Normas Internacionais de Contabilidade (NIC), que foram
desenvolvidas com o objectivo de comunicação com os mercados de capitais,
enquanto o POC foi não só, mas peculiarmente, desenvolvido para tratar as
exigências fiscais.
Com a adopção do SNC, as regras contabilísticas portuguesas aproximam-se às
Normas Internacionais de Contabilidade que determinam os procedimentos a
adoptar em matéria de reconhecimento, mensuração, apresentação e
divulgação das contas das empresas – Normas Contabilísticas de Relato
Financeiro.

No entanto, é um modelo no qual se atende às diferentes necessidades de relato


financeiro, pelo que foi criado uma norma destinada a entidades de pequena
dimensão (NCRF-PE), com necessidades de relato mais reduzido.

Nos termos do DL n.º 158/2009, n.º 1 e 2 do art.º 3, o SNC é de aplicação


obrigatória às seguintes entidades:
- Sociedades abrangidas pelo CSC;
- Empresas Individuais reguladas pelo Código Comercial;
- EIRL;
- Empresas Públicas;
- Cooperativas;
- Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos europeus de
interesse económico;
- Outras entidades que, por legislação específica, se encontrem sujeitas ao POC ou
venham a estar sujeitas ao SNC;

ESTRUTURA CONCEPTUAL Aviso n.º 15652/09,07.09

A EC não é uma norma;


- Em caso de conflito entre a EC e uma NCRF prevalece o disposto na NCRF.
Estabelece conceitos que estão subjacentes à preparação das DF para os utentes externos (EC do SNC §2)

É um documento autónomo integrante do SNC, tendo como finalidade ajudar os preparadores das DF, a aplicar as NCRF e deste modo aumentar a
comparabilidade das contas anuais.
NCRF Edifício
(SNC)

Alicerces

ESTRUTURA CONCEPTUAL

N.º NCRF Ref.ª NIC/NIRF


adoptadas
1 Apresentação de Demonstrações Financeiras IAS 1

2 Demonstração dos Fluxos de Caixa IAS 7

3 Adopção pela primeira vez das NCRF IFRS 1

4 Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas


Contabilísticas e Erros IAS 8

5 Divulgação de Partes Relacionadas IAS 24

6 Activos Intangíveis IAS 38


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7 Activos Fixos Tangíveis IAS 16

8 Activos Não Correntes Detidos para Venda e Unidades


Operacionais Descontinuadas FRS 5

9 Locações IAS 17

10 Custos de Empréstimos Obtidos IAS 23

11 Propriedade de Investimento IAS 40

12 Imparidade de Activos IAS 36

13 Interesses em Empreendimentos Conjuntos e Investimentos


em Associadas IAS 28 e 31

14 Concentrações de Actividades Empresariais IFRS 3

15 Investimento em Subsidiárias e Consolidação IAS 27

16 Exploração e Avaliação de Recursos Naturais IFRS 6

17 Agricultura IAS 41

18 Inventários IAS 2

19 Contratos de Construção IAS 11

20 Rédito IAS 18

21 Provisões, Passivos Contingentes e Activos Contingentes IAS 37

22 Contabilização dois Subsídios do Governo e Divulgação de


Apoios do Governo IAS 20

23 Os Efeitos das Alterações em Taxas de Câmbio IAS 21

24 Acontecimentos Após a Data do Balanço IAS 10

25 Impostos sobre o Rendimento IAS 12

26 Matérias Ambientais ---

27 Instrumentos Financeiros IAS 32-39-7

28 Benefícios dos Empregados IAS 19

( IAS – International Accounting Standards)


( IFRS – International Financial Reporting Standards)

As NCRF são regras contabilísticas, baseadas nas Normas Internacionais de


Contabilidade (NIC´s), que determinam os procedimentos a adoptar em matéria de:
- Reconhecimento;
- Mensuração;
- Apresentação e
- Divulgação
Das contas das entidades/empresas.

Têm como objectivo potenciar a comparabilidade das DF entre as empresas, a nível


nacional e internacional, bem como proporcionar a apresentação de informação
coerente, fiável e transparente aos seus utilizadores.

Foram publicadas através do Aviso n.º 15655/2009, 07.09, as 28 NCRF e entraram


em vigor em 01/01/2010. Cada uma das normas é sustentada pelas IAS/IFS de
base.
4.2 NORMAS CONTABÍLISTICAS E DE RELATO FINANCEIRO
PARA AS PEQUENAS ENTIDADES (NCRF - PE)

A NCRF-PE agrupa de forma compacta os principais aspectos de reconhecimento,


mensuração e divulgação extraídos das NCRF, tidos como requisitos mínimos
aplicáveis às referidas entidades.

É uma NCRF destinada a entidades de pequena dimensão e com necessidades


de relato mais reduzidas, cujos capítulos correspondem a resumos de cada uma
das NCRF que se entendeu serem mais relevantes para o universo das pequenas
entidades nacionais a quem se aplicará o SNC, e que são as seguintes:

O SNC é um modelo que intentou não ignorar as características do tecido


empresarial português (PME), mediante a inclusão de uma NCRF-PE uma norma
com exigências de relato mais reduzido, a aplicar, por opção por entidades com
pequena dimensão.

O art. 9 do DL n.º 158/2009 de 13/07, normativo que aprova o SNC, alterado pela
Lei n.º 20/2010 de 23 de Agosto, refere que esta norma apenas pode ser adoptada,
em alternativa ao restante normativo, pelas entidades que não ultrapassem dois
dos três limites seguintes, salvo quando por razões legais ou estatutárias tenham
as suas demonstrações financeiras sujeitas a certificação legal de contas:

- Total do Balanço: € 1 500 000 (anteriormente era 500 000 art.9 DL n.º 158/2009);
- Total de vendas líquidas e outros rendimentos: € 3 000 000 (anteriormente era 1000 000€);
- Número de trabalhadores empregados em média durante o exercício: 50
( anteriormente era 20)

N.º NCRF - PE Ref.ª

1 Apresentação de Demonstrações Financeiras


3 Adopção pela primeira vez das NCRF
4 Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas
Contabilísticas e Erros
6 Activos Intangíveis
7 Activos Fixos Tangíveis
9 Locações
10 Custos de Empréstimos Obtidos
18 Inventários
20 Rédito
21 Provisões, Passivos Contingentes e Activos Contingentes
22 Contabilização dois Subsídios do Governo e Divulgação de
Apoios do Governo
23 Os Efeitos das Alterações em Taxas de Câmbio
25 Impostos sobre o Rendimento
27 Instrumentos Financeiros
28 Benefícios dos Empregados
Nota:
Normalização Contabilística para Microentidades ( NCM), foi aprovado a SNC – ME, aprovada pelo
Decreto-Lei n.º 36-A/2011, é uma estrutura idêntica à do SNC.
O Conceito de Microentidade, no seu art. 2º:“” para efeitos da presente lei, consideram-se
Microentidades as empresas que, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:
- Total do Balanço: € 500 000;
- Volume de Negócios Líquidos: € 500 000;
- Numero médio de empregados durante o exercício: cinco;

Quanto às Demonstrações financeiras, as entidades que adoptem a NCM apresentam as seguintes


Demonstrações financeiras:
a) Balanço;
b) Demonstração dos resultados por naturezas;
c) Anexo para Microentidades.

4.3 NORMAS INTERPRETATIVAS (NI)


As normas Interpretativas (NI) são propostas pela CNC, publicadas através de Aviso
no DR e são produzidas com o intuito de esclarecer e/ou orientar sobre o conteúdo
dos instrumentos que integram o SNC.

A aplicação das NI é obrigatória a partir da data de entrada em vigor indicada em


cada uma delas.

Fonte Norma
Interpretativa
SIC 12 NI 1: Consolidação – Entidade de Finalidade Especiais
NCRF 12 NI 2: Uso de técnicas de valor presente para mensurar o Valor de Uso
As NI (1 e 2) foram publicadas através do Aviso n.º
15653/2009, de 07/09

5. CONCEITOS CONTABÍLISTICOS

5.1 Património
Sendo o conjunto de bens, direitos e obrigações que pertencem a cada um de
nós, particular ou empresa num determinado momento;

Todos nós possuímos um património individual: carros, mobília, computadores,


dinheiro; No entanto as relações de propriedade não se referem somente a bens
materiais, podem ser de direitos( acções, certificados de aforro, depósitos
bancários), e de obrigações perante terceiros (compras a prestações,
empréstimos obtidos).Este conjunto de elementos divide-se em três grupos:

 Bens: carro, computador, mobília, dinheiro, etc.;


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 Direitos: depósitos bancários, acções;


 Obrigações: dívidas na obtenção de empréstimos
No património há que considerar duas partes:
 Uma favorável:
bens e direitos ( aquilo que se possuí e se tem a receber)
 Uma desfavorável:
Obrigações (aquilo que tem a pagar e a cumprir)

Património = Bens + Direitos – Obrigações

5.2 Inventário
É uma relação em determinada data, de elementos patrimoniais de uma empresa,
com indicação do seu valor.

Fases do Inventário:
a) Identificação
b) Descrição e Classificação
c) Valorização

Classificação:

A) Quanto à disposição
- Simples
- Classificado

B) Quanto ao âmbito
- Gerais
- Parciais

C) Quanto à apresentação
- Analítico
- Sintético

Exemplo:
A empresa JMC, Lda, que se dedica à comercialização de produtos
informáticos, apresentava em Janeiro do ano N o seguinte Património:

Bens/direitos/Obrigaçõe
s
Acções adquiridas para 100 000€ Direito
revenda
Dep sito à Ordem no BPI 400 000€ Direito
Depósito Prazo BPI 200 000€ Direito
PC em stock 2 000 000€ Bem
Dívida do 150 000€ Direito
Restaurante
Luz
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Dívida à Informax, Lda 300 000€ Obrigações


Quota na 3 000 000€ Direito
Sociedade,
XPTO,Lda
Dinheiro em cai a 70 000€ Bem
Dívida à Xerox 1 500 000€ Obrigações
Armazém 15 000 000€ Bem
Carrinha Berlingo 3 700 000€ Bem
Mobiliário de Escritório 600 000€ Bem
Dívida IVA DGCI 175 000€ Obrigações
Empréstimo obtido Banif 800 000€ Obrigações
Dívida Café Sol 80 000€ Direito

Activo
Elementos Título conta Observações
Patrimoni
ais
Edifício Activos Integra elementos tangíveis,
Carrinha Tangív detidos por uma empresa
Berlingo eis para uso na produção ou
Mobiliário fornecimento de bens e
escritório serviços, e se espera que
sejam usados durante mais
de que um período.
Quota na Investiment Representam participações
os de capitais detidos com
Sociedade XPTO,lda Financeiros continuidade ou
permanência
Pc em stock Mercadorias Inventários detidos para
venda no decurso da
actividade empresarial,
desde que não sejam
objecto de trabalho
posterior de natureza
industrial
Dívida do Clientes Movimentos com
Restaurante Luz compradores de
Dívida Café Sol mercadorias, de produtos e
de serviços.
Acções Instrument Activos Financeiros
adquiridas os detidos para
para venda financeiros negociação (venda ou
num recompra no curto prazo)
período de 3 meses
Depósito à ordem BPI Depósitos à Meios de
Ordem Pagamento
existentes em contas à vista
em Instituições de crédito
Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

Depósito Prazo BPI Outros Meios de


Depósit Pagamento
os existentes em contas a
Bancários prazo
em Instituições de crédito
Dinheiro Caixa Caixa Meios líquidos de
pagamento da empresa:
moedas metálicas de curso
legal,
cheques, vales postais
(nacionais e estrangeiros)
Passivo:
Elementos Título conta Observações
Patrimoniais
Dívida à Informax, Fornecedores Vendedores de bens
Lda Dívida à Xerox e
serviços com excepção dos
Investimentos
Dívida IVA DGCI Estado Relação com o Estado e
outros entes públicos que
e tenham características de
Outros Impostos e taxas

Entes
Públicos
Empréstimo Financiamento Financiamentos Obtidos
s
obtido Obtidos
Banif

Inventário (Sintético)

Activo
Activos fixos tangíveis 19 300 000€
Investimentos Financeiros 3 000 000€
Mercadorias 2 000 000€
Clientes 230 000€
Outros Instrumentos Financeiros 100 000€
Outros Depósitos Bancários 200 000€
Depósitos à Ordem 400 000€
Caixa 70 000€

Total 25 300 000€


Passivo Activo
Financiamentos Obtidos 800 000€
Fornecedores 1 800 000€
Estado e Outros Entes Públicos 175 000€

Total 2 775 000€


Passivo
Inventário(Analítico)

Activo
Activos fixos tangíveis
Armázém 15 000
000€
Carrinha Berlingo 3 700
000€
Mobiliário Escritório 600 19 300
000€ 000€

Investimentos Financeiros
Quota XPTO 3 000 000€
Mercadorias
PC em stock 2 000 000€

Clientes
Dívida do Restaurante Luz 150 000€
Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

Dívida Café Sol 80 000€


230 000€
Outros Instrumentos Financeiros
Acções Adquiridas para revenda 100 000€

Outros Depósitos Bancários


Depósitos Prazo 200 000€

Depósitos à
Ordem
Depósitos à Ordem BPI 400 000€

Caixa
Dinheiro em Caixa 70 000€
Total Activo 25 300 000€
Passivo
Financiamentos Obtidos
Empréstimo Obtido Banif 800 000€
Fornecedores
Dívida à Informax, Lda 300 000€
Dívida á Xerox 1 500 000€
1 800 000€

Estado e Outros Entes Públicos


Dívida DGCI 175 000€

Total Passivo 2 775 000€

5.3 Código de Contas


Código de Contas (CC) (com Quadro Síntese e de
Notas de Enquadramento)

É composto, como anteriormente no POC por 8 classes, sintetizadas no quadro:


Código
Contas
1 Meios Financeiros L quidos
2 Contas a Receber e a Pa ar
3 Inventários e Activos Biológicos
4 Investimentos
5 Capital, Reservas e Resultados Transitados
6 Gastos
7 Rendimentos
8 Resultados (7 – 6)

Conta: conceito
Conjunto de elementos patrimoniais idênticos, mensurados a um determinado
valor.

Requisitos Básicos da conta:


a) Homogeneidade: cada conta deve conter elementos que obedeçam à
característica comum que ela define;
b) Integralidade: todos os elementos que apresentam características
comuns devem fazer parte da mesma conta;
c) Partes constitutivas:
- O título: é a expressão porque se designa a conta;
- Representação gráfica

D ( Deve) Titulo da ContaH/( Haver) 2ª Coluna


1ª coluna

Débitos Créditos
d) Saldo da Conta: diferença entre a soma dos Débitos (D) e a soma dos
Créditos (C).
- Se D > C = saldo devedor

- Se D = C = saldo nulo

- Se C > D = saldo credor

e) Regras de Movimentação das Contas:

D Contas do Activo C

Existência Inicial Diminuições


Aumentos

D Contas do Passivo C
E Capital Próprio

Diminuições Existência Inicial


Aumentos

D Contas de Gastos C
Debitadas pelos Gastos

D Contas de Rendimentos C

Creditadas pelos Rendimentos

Estas regras resulta do Métodos de Registo digráfico ou Partida Dobrada


(isto é, Crédito = Débito)

Características:
- A um débito corresponde sempre um crédito de igual montante;
- Soma dos Débitos = Soma dos Créditos;
- Saldo Devedores = Saldo Credores
1 - Meios Financeiros Líquidos
Esta classe destina -se a registar os meios financeiros líquidos, que incluem quer
o dinheiro e depósitos bancários quer todos os activos ou passivos financeiros
mensurados ao justo valor, cujas alterações sejam reconhecidas na DR.

2 - Contas a Receber e a Pagar


Esta classe destina-se a registar as operações relacionadas com clientes,
fornecedores, pessoal, Estado e outros entes públicos, financiadores, accionistas,
bem como outras operações com terceiros que não tenham cabimento nas contas
anteriores ou noutras classes específicas.
Incluem -se ainda nesta classe os diferimentos (para permitir o registo dos gastos
e dos rendimentos nos períodos a que respeitam) e as provisões.

3 - Inventários e Activos Biológicos


Inclui detidos para venda no decurso da actividade empresarial.
Integra, também, os activos biológicos (animais e plantas vivos), no âmbito da
actividade agrícola, quer consumíveis no decurso do ciclo normal da actividade,
quer de produção ou regeneração. Os produtos agrícolas colhidos são incluídos
nas apropriadas contas de Inventários.
As quantias escrituradas nas contas desta classe terão em atenção o que em
matéria de mensuração se estabelece na NCRF 18 — Inventários, pelo que serão
corrigidas de quaisquer ajustamentos a que haja lugar, e na NCRF 17 —
Agricultura.

4 - Investimentos
Esta classe inclui os bens detidos com continuidade ou permanência e que
não se destinem a ser vendidos ou transformados no decurso normal das
operações da entidade, quer sejam de sua propriedade, quer estejam em regime
de locação financeira.
Compreende os investimentos financeiros, as propriedades de investimento, os
activos fixos tangíveis, os activos intangíveis, os investimentos em curso e os
activos não correntes detidos para venda.
No caso de ser utilizado o modelo de revalorização nos activos fixos tangíveis e
activos intangíveis, poderão ser utilizadas subcontas que evidenciem o custo de
aquisição/produção e as revalorizações (positivas ou negativas).

5 - Capital, Reservas e Resultados Transitados


Esta conta evidencia o capital subscrito, devendo ser deduzido, para efeitos de
elaboração do Balanço, o eventual saldo da conta 261 — Accionistas c/subscrição
ou 262 — Quotas não liberadas.

6 - Gastos – definição § 69 da EC alínea b)


São diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico na
forma de exfluxos ou deperecimentos/diminuição de activos ou na
aumentos/incoerência de passivos que resultem em diminuições do capital
próprio, que não sejam as relacionadas com distribuições aos participantes no
capital próprio.

- Perdas
Outros itens que satisfaçam a definição de gastos e podem, ou não, surgir no
decurso das actividades ordinárias da entidade.
- Outros gastos
Gastos que resultam do decurso das actividades correntes (ou ordinárias) da
entidade (ex. custo das vendas, salários e depreciações). Tomam geralmente a
forma de um exfluxo ou deperecimento de activos tais como dinheiro e seus
equivalentes, existências e activos fixos tangíveis.

7 - Rendimentos – definição § 69 da EC alínea a)


São aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na
forma de influxos ou aumentos de activos ou diminuições de passivos que
resultem em aumentos no capital próprio, que não sejam os relacionados com as
contribuições dos participantes no capital próprio

- Réditos
Provêm do decurso das actividades correntes (ou ordinárias) de uma entidade
sendo referidos por uma variedade de nomes diferentes incluindo vendas,
honorários, juros, dividendos, royalties e rendas.
- Ganhos
Representam outros itens que satisfaçam a definição de rendimentos e podem, ou
não, provir do decurso das actividades correntes (ou ordinárias) de uma entidade.
6.LANÇAMENTOS CONTABÍLISTICOS

6.1 Debitar e Creditar/ Operações com as


Contas
1 - Meios Financeiros Líquidos
Esta classe destina -se a registar os meios financeiros líquidos, que incluem quer
o dinheiro e depósitos bancários quer todos os activos ou passivos financeiros
mensurados ao justo valor, cujas alterações sejam reconhecidas na DR.

Esta classe inclui as seguintes contas:


11 Caixa
12 Depósitos à Ordem
13 Outros Depósitos
14 Instrumentos Financeiros

Caixa:
A- Conteúdo:
Desta conta fazem parte os meios líquidos de pagamento de propriedade da
empresa tais como: notas de banco; moedas; cheques e vales postais, nacionais
e estrangeiros;

B- Movimentação:
Esta conta ao seguir as regras do activo, movimentam-se da seguinte forma:

11 – Caixa

Saldo inicial Pagamentos


Recebimentos

O Saldo da conta caixa é sempre devedor.

Constituição do Saldo de Caixa:


O Saldo inicial da conta Caixa resulta de levantamentos das contas de depósitos à
Ordem; sendo reforçada pelos recebimentos e também, sempre que necessário,
por novos levantamentos das contas Bancárias.

Pela constituição do saldo efectua-se o seguinte lançamento:

12 Depósitos à Ordem 11 Caixa

X X

Saídas de Caixa:
A conta Caixa é utilizada para registar pagamentos efectuados relativos a
fornecimentos correntes, como por exemplo, pagamento de despesas de correio,
artigos de limpeza, água, electricidade, etc.

11 Caixa 62 FSE

Y Y

C- Conferencia diária do saldo de caixa:


No final de cada dia é necessário conferir os valores em cofre comparativamente
com o saldo da contabilidade existente na conta Caixa. Dessa conferência podem
resultar dois tipos de diferença:

- Faltas em Caixa: 68 – Outros gastos e Perdas

11 Caixa 6888 – Outros não especificados

- Sobras em Caixa:

78 – Outros Rendimentos e Ganhos

7888 – Outros Não Especificados 11 Caixa

Depósitos à Ordem:
A - conceito:
Os depósitos à ordem são depósitos em Instituições Bancárias cujos valores são
exigíveis em qualquer momento, e por isso se denominam de “ Depósitos à vista”
B- Contas Divisionárias:
Apesar do Código de Contas do SNC nada referir quanto à subdivisão desta
conta, podemos subdividi-la conforme os Bancos com os quais a empresa
trabalha e dentro destes pelos respectivos números das contas bancárias
existentes:

12 – Depósitos à Ordem
121 Banco A
1211 Conta n.º 123456789
1212 Conta n.º 987654321
( …)
122 Banco B
( …)

C – Movimentação:
Tal como a conta caixa, a conta Depósitos à Ordem também segue as regras de
movimentação do Activo, sendo os movimentos mais comuns os seguintes:

12 Depósitos à Ordem
Saldo inicialLevantamentos
DepósitosOperações Equivalentes Operações EquivalentesCheques emitidos
Desconto letrasOrdens de transferências
Cobrança títulos/recibosOrdens de Pagamento Juros vencidosReembolso
empréstimos
Empréstimos obtidosJuros empréstimos
………..

OUTROS DEPÓSITOS BANCÁRIOS:


A- Conteúdo:
Esta conta reúne os depósitos que não sejam classificados como depósitos à
ordem, reunidos portanto os chamados depósitos a prazo.

B – Contas Divisionárias:
Podemos subdividir tal como os depósitos à ordem esta conta da seguinte forma:

13 – Outros Depósitos Bancários


131 Banco A
1311 Conta n.º 123456789
1312 Conta n.º 987654321
( …)
132 Banco B
( …)

C – Movimentação:
Seguindo as regras de movimentação do Activo, as operações mais usuais com a
conta de outros depósitos bancários são as seguintes:

C1) Pelos depósitos efectuados

12 Depósitos à Ordem 13 Outros Depósitos Bancários

X X

C2) Pelos levantamentos ou transferências de conta

13 Outros Depósitos Bancários 12 Depósitos à Ordem

X X

C3) Pelo Vencimento dos juros

7911 Juro Obtido de Depósito 12 Depósitos à Ordem

Juro Ilíquido juro liquido


obtido 2412 EOEP/Retenção Imposto Imposto
Retido
Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

INSTRUMENTOS FINANCEIROS:
A – Conceito:
As notas de enquadramento do SNC mencionam que aqui enquadrados os
instrumentos financeiros que não sejam caixa-11 ou depósitos bancários-12/13,
que sejam mensurados ao justo valor, cujas alterações sejam reconhecidas na
DR.

B - Contas Divisionárias:
Esta conta subdivide-se nas seguintes contas divisionárias:

141 Derivados
142 Instrumentos Financeiros detidos para negociação (ex: acções e
obrigações) 143 Outros Activos e passivos financeiros (justo valor através dos
resultados)

2 - Contas a Receber e a Pagar


Esta classe destina-se a registar as operações relacionadas com clientes,
fornecedores, pessoal, Estado e outros entes públicos, financiadores, accionistas,
bem como outras operações com terceiros que não tenham cabimento nas contas
anteriores ou noutras classes específicas. Ou seja, dizem respeito a todos os
direitos (contas a receber) e obrigações ( contas a paga) pela empresa.
Incluem -se ainda nesta classe os diferimentos (para permitir o registo dos gastos
e dos rendimentos nos períodos a que respeitam) e as provisões.

Esta Classe inclui as seguintes contas:


21 Clientes
22 Fornecedores
23 Pessoal
24 Estado
25 Empréstimos Obtidos
27 Outras Contas a receber ou a pagar
28 Diferimentos

21 – Clientes
A – Conceito:
“ regista os movimentos com os compradores de mercadorias, de produtos e de
serviços” ( SNC: Código Contas)

B - Contas Divisionárias:
21 Clientes
211 Clientes c/c
212 Clientes – Títulos a receber
218 Adiantamentos de Clientes
219 Perdas por imparidade acumuladas

C- Movimentação:
A conta 21 – clientes, movimenta-se seguindo as regras do Activo:
21 Clientes
Saldo inicialCobrança de Clientes
Vendas a CréditoNotas de Crédito
Notas de DébitoAdiantamentos de Clientes Reversões de perdas por
imparidadePerdas por imparidade
Desreconhecimento da dívida
Conta 211 – Clientes c/c
Registam-se nesta conta todos os movimentos ocorridos com clientes, desde que:
- sejam da actividade corrente da empresa

211 Clientes c/c


Saldo inicial Pagamentos de Clientes Notas de Crédito
Facturas ( desconto) Devolução de Vendas Saques de
Notas de Débito Letras
Anulação de letras

A conta 211 – Clientes c/c é normalmente movimentada por contrapartida da


conta 71 – Vendas e 72 – prestação de Serviços.

Conta 212 – Clientes Títulos a receber


Nesta conta são registadas as dívidas de clientes que se encontram
representadas por letras ou outros títulos de crédito.

212 Clientes títulos a receber


Saldo inicialRecebimento de letras
Saques a clientesAnulação ( reforma)

Contabilização do saque da Letra:

211 Clientes c/c 212 Clientes Títulos Receber

22 – Fornecedores
A- Conceito:
Esta conta “é uma conta a pagar, uma vez que representa todas as dividas aos
seus fornecedores.” Regista os movimentos com os vendedores de bens e de
serviços, com excepção dos destinados aos investimentos da entidade( SNC:
Código de Contas)

B- Contas Divisionárias:

22- Fornecedores
221 Fornecedores c/c
222 Fornecedores Títulos a pagar
225 Facturas em recepção e conferência
228 Adiantamentos a Fornecedores
229 Perdas por imparidade acumuladas
Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

C- Movimentação:
A conta 22 – Fornecedores movimenta-se seguindo as regras do Passivo:

22 Fornecedores

Pagamento Saldo Inicial


Notas Credito de Fornecedores Facturas de Fornecedores
Devoluções de compra Notas Débito de Fornecedores
221 – Fornecedores c/c
Incluem-se nesta conta todos os registos resultantes de compra de bens e
serviços para utilização ou consumo na actividade corrente da empresa, desde
que:
- Não estejam em recepção ou conferência;
- Não sejam destinadas a investimentos (ex - Imobilizado) da entidade;

221 Fornecedores c/c

Pagamento Saldo Inicial


Notas Crédito de Fornecedores Facturas de Fornecedores
Devoluções de compra Notas Débito de Fornecedores
Aceite de Títulos

A conta 221- Fornecedores c/c é normalmente movimentada por contrapartida da


conta 31 – compras, nas compras de Inventários a prazo, ou da conta 62 –
Fornecimento e Serviços Externos, na aquisição de bens ou serviços a prazo.

Conta 222 – Fornecedores Títulos a Pagar:


Nesta conta são registadas as dívidas a fornecedores que se encontram
representados por letras ou outros títulos de crédito.

222 Fornecedores Títulos a Pagar

Pagamento Letras Saldo Inicial


Anulação (reforma) Aceites a Fornecedores

Letra: Título de crédito à ordem, e portanto transmissível por endosso, através do


qual uma determinada pessoa ou entidade (sacador) ordena a outrem (sacado)
que lhe paguem a si ou a terceiro (tomador) certa importância, numa determinada
data (vencimento)

Contabilização do Aceite da Letra:

222 Fornecedores Tit.Pagar 221 Fornecedores c/c

23 – Pessoal:
Nesta conta registam-se as operações relativas ao pessoal. Incluem-se aqui os
órgãos estatutários e pessoal vinculado à empresa.
Evidencia as remunerações a pagar bem como todas as operações relacionadas
nomeadamente adiantamentos e cauções.

É uma conta “mista”, na medida que tanto pode ser reconhecida como no Activo –
Outras contas a receber; como no Passivo - Outras contas a Pagar, direitos ou
obrigações, respectivamente da empresa.

24 – Estado:
Nesta conta registam-se as relações com o Estado, Autarquias Locais e outros
entes públicos, como por exemplo a Segurança Social.

Esta conta apresenta as suas subcontas no Balanço - na rubrica, “ Estado e


Outros Entes Públicos”, surge tanto no activo como no Passivo, como saldo
devedor ou credor, respectivamente.

A - Contas Divisionárias:

241 Imposto Sobre o Rendimento


242 Retenção na Fonte
243 IVA
244 Outros Impostos
245 Contribuições para a Segurança Social
246 Tributos das Autarquias Locais
248 Outras Tributações

25 – Financiamentos Obtidos
Registam-se nesta conta as operações respeitantes às relações com os titulares
de capital enquanto nessa qualidade.
Esta conta é apresentada no Balanço, tanto no activo como no Passivo,
consoante o saldo e a subconta em questão.

A - Contas Divisionárias:
261 Accionistas com Subscrição
262 Quotas não liberadas
263 Adiantamentos por conta de Lucros
264 Resultados atribuídos
265 Lucros Disponíveis
266 Empréstimos Concedidos – empresa – mãe
268 Outras Operações

26 – Outras contas a Receber e a Pagar:


Esta conta pode-se caracterizar como conta residual, pois regista os valores a
pagar e ou receber, não enquadráveis nas contas anteriores. É considerada uma
conta mista pois se apresentar um saldo devedor surgirá no Activo, por sua vez se
evidenciar um saldo credor é enquadrável no Passivo.

A - Contas Divisionárias
271 Fornecedores de Investimento
272 Devedores e Credores por Acréscimo
273 Benefícios pós - emprego
274 Impostos Diferidos
275 Credores por Subscrição não liberadas
276 Adiantamentos por Conta de Vendas
278 Outros Devedores e Credores
279 Perdas por Imparidade acumuladas.

3 - Inventários e Activos Biológicos


Inclui detidos para venda no decurso da actividade empresarial.
Integra, também, os activos biológicos (animais e plantas vivos), no âmbito da
actividade agrícola, quer consumíveis no decurso do ciclo normal da actividade,
quer de produção ou regeneração. Os produtos agrícolas colhidos são incluídos
nas apropriadas contas de Inventários.
As quantias escrituradas nas contas desta classe terão em atenção o que em
matéria de mensuração se estabelece na NCRF 18 — Inventários, pelo que serão
corrigidas de quaisquer ajustamentos a que haja lugar, e na NCRF 17 —
Agricultura.

A – Conceito
A NCRF n.º 18, prescreve o tratamento para os inventários.

De acordo com esta norma, Inventários (Existências) são activos:


- Detidos para venda no decurso ordinário da actividade empresarial;
- No processo de produção para tal venda, ou;
- Na forma de materiais ou fornecimentos a serem consumidos no processo de
produção ou na prestação de serviços.

B- Mensuração:
B1- mensuração das entradas:
Dever-se-ão imputar de acordo com a NCRF 18 §10-11 os custos de compra, tais
como direitos de importação, impostos, custos de transporte, devendo deduzir os
descontos de natureza comercial e abatimentos.

Custo da Compra = Preço da compra + despesas adicionais – Descontos


Comerciais com a compra

B2 – mensuração das saídas:


NCRF 18 § 23/27 aquando da venda dos inventários permite a adopção de várias
formulas de custeio de saída de inventários:
- fifo ( first in first out)
- CMP (custo médio ponderado
- Identificação especifica do custo (isto é, são atribuídos custos específicos a
elementos identificáveis de inventários), ou seja, o tratamento apropriado para os
itens que sejam segregados para um projecto especifico.

C - Contas divisionárias
31 Compras
311 Mercadorias
3111 Mercado Nacional
3112 Países Comunitários
3113 Países Terceiros
312 Matérias-primas, subsidiarias e de consumo
313 Activos Biológicos

317 Devoluções de compras
318 Descontos e Abatimentos em compras
D – Movimentos:

Compra a prazo:
221 – Fornecedores c/c 31.. Compras

1230 1000

2432… – IVA Dedutível


230

Despesas Adicionais de Compra:


11/12/221 31.. Compras

1230 1000

2432… – IVA Dedutível


230

Devoluções de Compras:
317 – Devolução Compra 221 Fornecedores c/c

1230 1000

2434… – IVA Regularização


230

Descontos e Abatimentos em Compras:


Os descontos podem ser de 2 tipos:
a) Desconto comercial: poderá tomar a forma de descontos de quantidades,
abatimentos de revenda, bónus;
A1: incluídos na factura: 31/221 e regularizar IVA
A2: fora da factura (nota de credito do fornecedor): 221/318 pelo valor do
desconto obtido;
b) Desconto financeiro: descontos de pronto pagamento ou antecipação de
pagamento;
B1: incluídos na factura: 31/221 e ainda 221/782 pelo valor do desconto
B2: fora da factura (nota de crédito do fornecedor): 221/782

Venda de Inventários:
a) Venda do rédito: (preço venda)

711 – Vendas merc. 211 – Clientes c/c

1230 1000
2433 – Iva Liquidado
230

b) Custo das mercadorias e saída de armazém:


A saída de armazém depende do sistema de inventario utilizado pela
empresa, e sempre ao preço de custo, se:
- Sist. Inv. Permanente, o lançamento efectuado na data de venda;
- Sist.Inv. Intermitente ou periódico, o registo dar-se-á apenas no final do
período;
32 Mercadorias 611 CMVMC

Ao preço custo
c) Despesas com vendas:
c1)despesas por conta da empresa vendedora:
11/12 6253 Transporte mercadorias

6263 Seguros

6268 Outros Serviços


c2) Devolução de vendas:
 Pela diminuição do rédito:
211 717 Dev. Vendas ( sist inventário permanente cc só no final do período)

(devolução ao pv)

 Pelo custo da mercadoria vendida


611 CMV 32 Mercadorias

(devolução pelo pc)

38 Reclassificação e Regularização de Inventários e Activos


Biológicos:
A conta 38 serve como contrapartida do registo de quebras, sobras, saídas e
entradas por ofertas, ou outras variações nas contas de inventários não derivados
de compras, vendas ou consumos.
Uma vez que esta conta é transitória, por sua vez deve estar saldada, daí não
aparecer no Balanço, por contrapartida da 32; o momento para ficar saldada vai
depender do sistema de inventário.

A) As contas divisionárias:
382 Mercadorias
383 Matérias-primas, subsidiarias e de consumo
384 Produtos Acabados e intermédios
385 Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos
386 Produtos e trabalhos em curso
387 Activos Biológicos

B) Contabilização das Reclassificações e Regularizações


Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

B1) Ofertas de Fornecedores


78 ORG 38 Reclassif.e Reg.
784 Ganhos em inventários 382 Mercadorias
7843 Ofertas de Forneced.

( valor da oferta)
B2) Pela Reg. Da existência em Armazém ( Sist. Inv.Perman.)

38 Reclassif. E Reg.
382 Mercadorias 32 Mercadorias

Transf. Valor da oferta)

Se SII este lançamento é só feito no final do período)

C) Ofertas a Clientes de Inventários Próprios

C1) Pela Oferta a Clientes

38 Reclassif. E Reg. Merc. 68 OGP


382 Mercadorias 6884 Ofertas e amostras de Inventários

Custo das merc. oferecidas)

24332 6812 ou 6884 Impostos Indirectos

Transf. Valor da oferta)

( Nota: CIVA art.º 3, a liquidação do IVA só haverá Reg. IVA quando o oferta for
de valor superior a 50€ e o valor global anual não exceda 5 por mil do volume de
negócios do sujeito passivo no ano civil anterior).

C2) Regularização da Existencia em Armazem ( SIP)

32 Mercadorias 382 Rec.e Reg. Mercad.

Saída armazém das mec. oferecidas)

D) Sinistro Coberto pelo Seguro

D1) Registo do Sinistro:

382Reg.e Reg. Mercad. 684 Perdas em Inv.Sinistros


Custo das merc. sinistradas)

D2) Pela Regularização da Existência em Armazém ( SIP)

32 Mercadorias 382 Reclassif. E Reg.de Mercadorias

(Transf. Custo mercad. sinistrada)

D3) Registo da Indemnização Recebida

7841 Ganhos Inv. Sinistros 11/12 ou 278

( valor da indemnização)

4 - Investimentos
Esta classe inclui os bens detidos com continuidade ou permanência e que
não se destinem a ser vendidos ou transformados ( e consumidos) no decurso
normal das operações da entidade, quer sejam de sua propriedade, quer estejam
em regime de locação financeira.
Compreende os investimentos financeiros, as propriedades de investimento, os
activos fixos tangíveis, os activos intangíveis, os investimentos em curso e os
activos não correntes detidos para venda.
No caso de ser utilizado o modelo de revalorização nos activos fixos tangíveis e
activos intangíveis, poderão ser utilizadas subcontas que evidenciem o custo de
aquisição/produção e as revalorizações (positivas ou negativas).
Como são denominados Activos não correntes, espera-se a sua permanência na
empresa por um período superior a 12 meses.

A) Contas Divisionárias:

41 Investimentos Financeiros
42 Propriedades de Investimento
43 Activos Fixos Tangíveis
431 Terrenos e Recursos Naturais
432 Edifícios e Outras Construções
433 Equipamento Básico
434 Equipamento de Transporte
435 Equipamento Administrativo
436 Equipamento Biológico
437 Outros Activos Fixos Tangíveis
438 Depreciações Acumuladas
439 Perdas por Imparidade acumuladas
44 Activos Intangíveis
45 Investimentos em Curso
46 Activos não Correntes detidos para venda

B) Classificação dos Investimentos


Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

B1) Investimentos Técnicos


B11) Activo Fixo Tangível: elementos patrimoniais moveis ou imóveis,
Adquiridos ou fabricados pela própria empresa, que
se destinam a permanecer nesta por um prazo
superior a um ano.

B12) Activo Intangível: elementos sem substancia física, sem “corpo” e que se
mantém com carácter de permanência na empresa.

B2) Investimentos de Rendimento


B21) Investimentos Financeiros: incluem-se nesta rubrica os elementos
patrimoniais que representam
participações de capital da empresa
noutras empresa.

B22) Propriedades de Investimento: Integra nesta rubrica os terrenos/edifícios


com o fim de obter rendas ou
valorização do capital investido.

B23) Investimento em Curso: nesta rubrica são imputados os elementos que à


data de do encerramento do exercício não se
encontram concluídos.

C) Movimentos

Compra de um AFT:

11/12/2711 43..

24322 Iva Ded. .

5 - Capital, Reservas e Resultados Transitados


Esta conta evidencia o capital subscrito, devendo ser deduzido, para efeitos de
elaboração do Balanço, o eventual saldo da conta 261 — Accionistas c/subscrição
ou 262 — Quotas não liberadas.

A – Contas Divisionárias:
51 Capital: Esta conta regista o capital subscrito da sociedade.
52 Acções (quotas) próprias
53 Outros Instrumentos de capital próprio
54 Prémio de emissão
55 Reservas
56 Resultados Transitados
57 Ajustamentos em Activos Financeiros
58 Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e
intangíveis 59 Outras Variações no Capital próprio

51 Capital
Esta conta regista o capital subscrito da sociedade;

55 Reservas
As reservas são essencialmente, os lucros não distribuídos e surgem:
a) Prudência, isto é, os sócios não devem distribuir a totalidade dos lucros,
mas salvaguardar uma parte para fazer face a eventuais prejuízos futuros;
b) O CSC, obriga a própria sociedade a reter uma parte dos seus lucros.
B1) CSC obriga a reter em reserva legal 5% dos seus lucros até esta
atingir 20% do seu capital;
B2) Outras Reservas: não imposta por lei, se bem que em pactos sociais
de sociedades – reservas estatutárias ou facultativas ( livres).
56 – Resultados Transitados:
Resulta dos resultados líquidos provenientes do período anterior.

Posição financeira (Balanço)


_ Activos
_ Passivos
_ Capital Próprio

Desempenho (Demonstração de Resultados)


_ Rendimentos (Réditos e ganhos)
_ Gastos (Gastos e perdas)

ACTIVO – definição § 49 da EC alínea a)


É um recurso controlado pela entidade como resultado de acontecimentos
passados e do qual se espera que fluam para a entidade benefícios económicos
futuros.

PASSIVO – definição § 49 da EC alínea b)


É uma obrigação presente da entidade proveniente de acontecimentos passados,
da liquidação da qual se espera que resulte um exfluxo de recursos da entidade
incorporando benefícios económicos.

CAPITAL PRÓPRIO – definição § 49 da EC alínea c)


É o interesse residual nos activos da entidade depois de deduzir todos os seus
passivos.

RENDIMENTOS – definição § 69 da EC alínea a)


São aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na
forma de influxos ou aumentos de activos ou diminuições de passivos que
resultem em aumentos no capital próprio, que não sejam os relacionados com as
contribuições dos participantes no capital próprio

- Réditos
Provêm do decurso das actividades correntes (ou ordinárias) de uma entidade
sendo referidos por uma variedade de nomes diferentes incluindo vendas,
honorários, juros, dividendos, royalties e rendas.
- Ganhos
Representam outros itens que satisfaçam a definição de rendimentos e podem, ou
não, provir do decurso das actividades correntes (ou ordinárias) de uma entidade.
GASTOS – definição § 69 da EC alínea b)
São diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico na
forma de exfluxos ou deperecimentos/diminuição de activos ou na
aumentos/incoerência de passivos que resultem em diminuições do capital
próprio, que não sejam as relacionadas com distribuições aos participantes no
capital próprio.

- Perdas
Outros itens que satisfaçam a definição de gastos e podem, ou não, surgir no
decurso das actividades ordinárias da entidade.
- Outros gastos
Gastos que resultam do decurso das actividades correntes (ou ordinárias) da
entidade (ex. custo das vendas, salários e depreciações). Tomam geralmente a
forma de um exfluxo ou deperecimentos de activos tais como dinheiro e seus
equivalentes, existências e activos fixos tangíveis.

7. MODELOS DE
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
(Anexo com compilação das divulgações exigidas pelas NCRFs)
Unidade de Formação: 6234-Noções Básicas do Sistema Normalização Contabilística

Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras (BADF)


Balanço
Demonstração dos Resultados por Naturezas
Demonstração dos Resultados por
Funções
(opcional)
Demonstração das Alterações no Capital Próprio
Demonstração dos Fluxos de Caixa
Anexo
Modelos Reduzidos das DF (entidades que adoptem a NCRF-
PE)
Balanço
Demonstração dos Resultados por Naturezas
Demonstração dos Resultados por Funções(
opcional)
Anexo
§ 12 da EC do SNC, refere que o objectivo das DF é “proporcionar informação
acerca da posição financeira, do desempenho e das alterações na posição
financeira de uma entidade que seja útil a um vasto leque de utentes na tomada
de decisões económicas”.
 Posição Financeira  Balanço
 Desempenho  Demonstração de
 Alterações da posição Resultados
Financeira  Demonstração
separada (DFCx)
Posição financeira – Balanço Desempenho – DR
_ Activos _ Rendimentos (Réditos e ganhos)
_ Passivos _ Gastos ( Gastos e Perdas)
_ Capital Próprio

BALANÇO Regras
de

Seriação
31/Dez.N
RUBRICAS

ACTIVO
Activo não Corrente
……..

Activo Corrente
…………
Total do Activo
CAPITAL PROPRIO E PASSIVO
Activo
Capital Próprio
……….. Ordem Crescente de
Total do capital Próprio Liquidez

Passivo
Passivo não corrente
…………
Passivo corrente
…………… Cap.Próprio
Total do Passivo Formação
Total do Capital Próprio e do Passivo
Histórica

Passivo
Ordem
Crescente
de
Exigibilidade

Activo Corrente Passivo Corrente


- Espera-se que seja realizado, ou - Espera-se que seja liquidado no
Pretende-se que seja vendido ou decurso do ciclo operacional da
Consumido, no decurso do ciclo entidade.
Operacional da entidade.
- Detido essencialmente para ser - Detido essencialmente para ser
Negociado. Negociado.
- Espera-se que seja realizado num - Espera-se que seja liquidado num
Período até 12 meses após a data do período até 12 meses após a data do
Balanço. Balanço.
- For caixa ou equivalente de caixa

Activo Não Corrente Passivo Não Corrente


- Todos os outros activos são - Todos os outros passivos são
Classificados como não correntes. classificados como não correntes.

Balancete de verificação:
Documento no qual constam:
- Nome de todas as contas utilizadas pela empresa no período;
- Os movimentos acumulados nas contas a débito e a credito;
- Os saldos apresentados pelas contas utilizadas.

Sald
os
Conta Débitos Crédito
s Devedores Credores

Total D C S S
d c

Débitos = Créditos Saldo Devedor = Saldo Credor Créditos

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

- O Resultado de uma empresa é apurado na Demonstração dos Resultados


(por Natureza)

- É um mapa composto pelos gastos suportados pela empresa e


pelos rendimentos obtidos num dado período;

Gastos - Rendimentos
do período Resultado antes de do período
imposto
(Contas da Classe 6) ( conta 811) (Contas da Classe
7)

-
Imposto estimado para o período
( conta 8121)
=
RL ( conta 818 )
Data: 31/12/n Estimativa de imposto 8121 (D) 2413 (C )

Demonstração de Fluxos de Caixa (Método directo)

Nº.
Orde Rubric
m as
1 Actividades Operacionais
- Recebimentos de Clientes
- Pagamentos a Fornecedores
- Pagamentos ao Pessoal

Fluxos gerados pelas Operações


-Pagamento do imposto sobre o rendimento (IRC)
Fluxos das actividades Operacionais (1)
2 Actividades de Investimento
* Recebimentos provenientes de:
- Imobilizações corpóreas
*Pagamentos respeitantes a:
- Imobilizações corpóreas
- Investimentos financeiros

Fluxos das actividades de Investimento (2)

3 Actividades de Financiamento
*Recebimentos provenientes de:
- Aumentos de Capital
- Empréstimos Obtidos
*Pagamentos respeitantes a:
- Empréstimos Obtidos
- Juros dos Empréstimos
- Dividendos

Fluxo das actividades de Financiamento (3)

Variação de Caixa e seus equivalentes (4)


4 =(1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no inicio do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período

8. BIBLIOGRAFIA

Livros e Legislação:

- SNC- Toads as Perguntas e Respostas, Rodrigues, Pedro de Jesus, Ferreira,


Rui Pinto

- Rodrigues, João (2005) Adopção em Portugal de Normalização Contabilística


Explicado, Outubro de 2009, Porto Editora
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- Sistema de Normalização Contabilística ( S.N.C.), Setembro de 2009, Porto


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- Decreto-Lei n.º 36-A/2011

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- Carvalho, Vera (2011): Acção Formação

- Guimarães, Mário (2008): Acção Pós - Graduação SNC, IPCA

- Crato, Domingos (2010): Acção Pós - Graduação SNC, IPCA

Sites diversos na Internet:

- www.ctoc.pt
- www.apotec.pt
- www.dgci.pt
- www.jurisfor.pt
- www.infocid.pt

Lousã, Aires e Pereira, Paula Aires – Técnicas de Organização


Empresarial II, Porto Editora

 Campos, Ana Paula, Cardadeiro, Filomena e Esteves, Maria João –


Técnicas de Organização Empresarial Bloco I, Plátano Editora

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