Você está na página 1de 19

PSICÓLOGO ANTONIO FERNANDES

Behaviorismo
Qualquer pessoa,
independentemente de sua
natureza, pode ser treinada para
ser qualquer coisa.
JOHN B. WATSON
JOHN B. WATSON
(1878 - 1958)

No inicio do século XX, muitos psicólogos já


haviam concluído que a mente humana não
podia ser estudada de maneira satisfatória com
métodos introspectivos e defendiam uma
mudança de abordagem em prol de análises
comportamentais feitas em experiências
controladas em laboratório.

PSICÓLOGO ANTÔNIO FERNANDES


John Watson não foi o primeiro a advogar a
meticulosa prática behaviorista, mas foi com certeza
o mais representativo. Ao fim de uma carreira
interrompida por sua infidelidade conjugal, tornou-
se um dos mais influentes e controversos psicólogos
do século XX.

PSICÓLOGO ANTÔNIO FERNANDES


Devido a seu trabalho sobre a teoria da
aprendizagem por estímulo-resposta,
proposta primordialmente por Thorndike,
Watson passou a ser visto como o "pai" do
behaviorismo, tendo trabalhando bastante
para popularizar o termo.

Sua conferência de 1913, "Psychology as the


beraviourist views it", disseminou a
revolucionária ideia de que "uma psicologia
genuinamente científica abandonaria o discurso
sobre os estados mentais... e focaria, em vez
disso, em prever e controlar o comportamento".
Essa conferência ficou conhecida pelos psicólogos
posteriores como o "manifesto behaviorista"..
Antes da pesquisa que Watson desenvolveu na Universidade
John Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos a maioria de
experimentos comportamentais concentravam-se no
comportamento animal, e os resultados migravam para os
humanos. O proprio Watson havia estudado ratos e
macacos para seu doutorado, mas (talvez influenciado por
sua experiencia de trabalho com militares, na Primeira
Guerra Mundial) estava decidido a conduzir testes com
humanos. Queria estudar o modelo estímulo-resposta do
condicionamento clássico e saber como poderia ser usado
para prever e controlar o comportamento humano. Watson
acreditava que as pessoas tinham três emoções
fundamentais - medo, raiva e amor - e desejava descobrir se
uma pessoa poderia ser condicionada a ter esses
sentimentos em resposta a um estímulo.
O Pequeno Albert
B.
O PEQUENO ALBERT B.

Junto com sua assistente de pesquisa, Rosalie


Rayner, Watson iniciou uma serie de
experimentos envolvendo "Albert B", um bebê
de nove meses de idade selecionado em um
hospital infantil local.
Os testes foram planejados com o
objetivo de determinar se era
possível ensinar uma criança a sentir
medo de um animal, apresentando-o
repetidas vezes a um barulho alto e
assustador.

Watson também queria descobrir se esse


medo seria transferido para outros
animais e objetos e quanto tempo duraria
esse medo. Noa dias de hoje, seus
métodos seriam considerados entiéticos e
até cruéis, mas, na época, foram vistos
como uma progressão lógica e natural de
estudos anteriores com animais.
Na hoje famosa "experiência com o pequeno Albert",
Watson colocou o saudável, mas "geralmente apático e
impassível", Albert sobre um colchão e observou suas
reações ao ser apresentado a um cachorro, a um rato
branco, a um coelho, a um macaco e a alguns objetos
inanimados, como mascaras de rostos humanos e papéis
queimados. Albert não demonstrou medo em relação a
nenhum dos animais e objetos e chegou até a estender a
mão para toca-los. Watson estabeleceu, dessa forma, uma
base de referencia para medir qualquer mudança no
comportamento da criança em relação ao que lhe fora
apresentado.
Em outra ocasião, quando Albert estava sentado
no colchão, Watson bateu com um martelo numa
barra de metal, produzindo um barulho
repentino; como era de esperar, Albert ficou
assustado e angustiado e começou a chorar.
Watson então estipulara um estímulo
incondicionado (o barulho) que certamente
produziria uma reação de medo no bebê. Watson
levantou a hipótese de que, associando o barulho
à visão do rato, condicionaria o pequeno Albert a
ter medo do animal
Quando Albert completou onze meses, Watson realizou o
experimento. O rato branco foi colocado sobre o colchão junto
com Albert e, quando a criança tocou o animal, Watson bateu
com o martelo na barra de metal. O bebê começou a chorar. Esse
procedimento foi repetido sete vezes ao longo de duas sessões,
Albert ficava angustiado assim que o rato era trazido ao local,
mesmo quando não vinha acompanhado do barulho.
Ao associar repetidas vezes o rato ao som alto,
Watson aplicava o mesmo tipo de condicionamento
clássico que Pavlov aplicou em seus cães. A reação
natural da criança ao barulho - medo e angustia -
estava agora associada ao rato. A criança ficara
condicionada a responder com medo ao rato.
No esquema do condicionamento clássico, o rato começou
como um estímulo neutro que não suscitava nenhuma
resposta especial; o barulho alto era um "estímulo
incondicionado" (EI) que provocava uma "resposta
incondicionada" (RI) de medo. Após o condicionamento, o
rato passou a ser um "estiímulo condicionado" (EC) que
suscitava a "resposta condicionada" (RC) de medo.
Para testar se o medo de Albert havia se
"generalizado", ou estrapolado para objetos
semelhantes, a criança foi apresentada a outras
coisas brancas e peludas - entre elas, um coelho,
um cão e um casaco de pele de ovelha - cinco
dias após o condicionamento original. Albert
apresentou uma reação tão angustiada e
temerosa em relação a estes quanto em relação
ao rato.
Descobriu que o
comportamento Novas experiências
Watson provou que humano poderia mostraram que os
as emoções ser não apenas efeitos do
humanas são previsto - dados condicionamento
suscetíveis ao determinados em Albert eram
condicionamento estímulos e duradouros porém
clássico. condições -, como não puderam ser
também controlado comprovados.
e modificado.
Sua carreira foi interrompida devido a
um caso extraconjugal
contribuiu com seus estudos para a
área de publicidade, demonstrando
que as pessoas podem ser induzidas a
comprar produtos pela imagem e não
pelo conteúdo.
Watson acreditava que "qualquer
pessoa, independentemente de sua
natureza, pode ser treinada a ser
qualquer coisa"
Na obra Behaviourism de 1924, chegou inclusive a
vangloriar-se: "Deem-me uma dúzia de crianças
saudáveis e bem formadas e meu método específico
para criá-las; garanto que posso escolher qualquer
uma e treina-la para se tornar qualquer tipo de
especialista - médico, advogado, artista, comerciante e,
sim, mesmo mendigo e ladrão -, independentemente
de talentos, aptidões, tendências, habilidades,
vocações e raças de seus ancestrais".

Você também pode gostar