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RELATÓRIO DE EXAME

NEUROCOGNITIVO
CASO CLÍNICO
• Marcelo, 9 anos – Encaminhamento do Neuropediatra e da Escola –
Rede particular.
• Primeiro atendimento: Vieram os pais, Regina (Contadora) e Marco
Antônio (Zelador do condomínio) para relato da queixa: HD
Transtorno de déficit de atenção – agressividade verbal e física.
• Coleta de dados com a mãe – Regina
• Foram 3 sessões de coleta de dados com a mãe
• 2 visitas na escola
• 2 visitas em casa
• 12 sessões com a criança
PERSPECTIVA ORGÂNICA EVOLUÇÕES OCORRIDAS

Organização mental executável sim


Coordenação fina treinada sim
Coordenação motora grossa treinada Algumas dificuldades em relação à
lateralidade
Fusão das atividades mentais: linguagem e escrita conforme
Fusão das atividades mentais: memória e senso percepção Dificuldades no componente
mnemônico
Fusão das atividades mentais: pensamento linguagem Pensamento e linguagem
acelerada
Raciocínio lógico e matemático: SERIAÇÃO de números (data meses, anos, tamanhos, crescente, preservado
decrescente)
Inferência: aspectos reais e irreais preservado
Atividade de reversão (pela repetição) Com dificuldade
Estabelecimento de relação das ações (distancia medidas: maior-menor) preservado
Afetividade: REVERSALIDADE: afetividade-lembrança: rever, relembrar, relacionar Um pouco confuso
Finalização do egocentrismo sim
Atenção sustentada e dividida Sustentada por pouco tempo
dividida com dificuldades
Variabilidade situacional de desempenho:
Criança apresentou-se recusou-se no inicio no desenvolvimento das atividades.
Percebe-se a preocupação em relação ao erro e acerto. Preocupações em relação
ao desempenho. Precisou-se fortalecer bem o vínculo terapêutico.

Estratégia de intervenção:
Identificação do déficit de atenção – Verificação da disfunção
Avaliação dos comportamentos agressivos – possível hiperatividade?
Aplicação da bateria de exames para o desempenho cognitivo: funções cognitivas
– psicopedagógicas.
Visitação na escola – observação e coleta.
Aplicar questionário para o educador – MTA- SNAP IV
Visita em casa – observação e interação familiar
Elaboração do relatório
Sensibilidade ao contexto social, cultural e familiar

Percebe-se que o pai não apresenta muitas expectativas e pouco estimula para o
componente pedagógico. Acredita que é “coisa da idade” – “ é um pouco distraído,
eu também era assim, por isso não me dei certo com o estudo” - SIC
Por outro lado, a mãe é mais exigente e preocupada com o desempenho e
rendimento escolar. Acompanha as atividades e cobra ativamente uma resposta
positiva do filho. Ela investe na educação do filho, mesmo o pais não dando muita
significância.
O educador acredita no potencial da criança, acredita que há uma disfunção
acentuada pela nível de distratibilidade da criança. Sinaliza uma disfunção instalada
e preocupa-se com a pouca participação dos pais na escola. Espera uma
intervenção farmacológica e material de apoio pedagógico para complementar as
atividades da escola.
POSSÍVEIS FATORES DE RISCO:
A criança passa muito tempo sozinho em casa, mesmo com o pai "próximo" a
criança sente-se abandonada, pouco "cuidada". Depende bastante da mãe para
muitas tarefas do cotidiano.

A TEMPORALIDADE DOS PAIS EM RELAÇÃO À CRIANÇA:


ORGANOGRAMA

PAI - 39 ANOS MÃE - 48 ANOS

MARCELO - 9 ANOS IRMÃO - 23 ANOS

ANA 3 João Vitor


anos 3 meses
EOCA
• Foi construída uma caixa com os seguintes objetos: Livros, 4 folhas
lisas (A4 e duro) brancas e coloridas, lápis novo sem ponta, borracha,
apontador, régua, lápis de cor na embalagem, tesoura, cola, lego,
1caderno de caligrafia pequeno, adesivos de personagens, 1folha
para colorir com desenho de coelho, totalizando 18 objetos.
• Foi aplicado numa sala de aula com espaço previamente arrumado e
decorado para acolhida e apresentação à criança. Após o vínculo
inicial verbalizou-se a consigna solicitando que abrisse a caixa e
mostrasse o que sabia fazer ou já haviam lhe ensinado com os objetos
de seu interior.
RESULTADO
• A modalidade que prevaleceu foi a hipoassimilativa,
por ter vários objetos na caixa e se deteve em apenas
9 e hipoacomodativa, por ter utilizado pouco aqueles
que escolheu. Apresentou habilidades psicomotoras
adequadas para a idade, movimentou-se o tempo
todo na realização da atividade de montagem
interagindo com o objeto montado (helicóptero de
Lego) e demonstrou relação positiva com a
aprendizagem.
PROVAS OPERATÓRIAS DE PIAGET - 11 PROVAS

• PROVA 01 – CONSERVAÇÃO DE PEQUENOS CONJUNTOS DISCRETOS


DE ELEMENTOS

• NÍVEL 3 – CONDUTAS CONSERVATIVAS (APÓS 6 ANOS) – PRESERVADO


- tem noção de identidade (tem o mesmo, não tirou e não botou
nada), tem noção de reversibilidade (se esticar não muda) e tem
noção de compensação (uma está com as fichas mais perto e o outro
com as fichas mais longe).
• PROVA 02 – CONSERVAÇÃO DE QUANTIDADES DE
LÍQUIDOS – TRANSVASAMENTO
• NÍVEL 3 – NOÇÃO CONSERVATIVA ( A PARTIR DE 7
ANOS) – APRESENTOU DIFICULDADE em realizar a
operação, justifica e a resposta é mantida mesmo com
a contra-argumentação.

• Dificuldade em identificar a mesma quantidade de


líquido em duas garrafas iguais e colocar a mesma
quantidade no copo.
• PROVA 03 – NOÇÃO DE QUANTIDADE DE MATÉRIA
(QUANTIDADE CONTÍNUA)

• NÍVEL 3 – CONSERVAÇÃO (A PARTIR DOS 7 ANOS) –


PRESERVADO - realiza a conservação e justifica.

• PROVA 04 – CONSERVAÇÃO DE COMPRIMENTO -


PRESERVADO
• NÍVEL 2 – CONDUTAS CONSERVATIVAS (APÓS 7 ANOS)
– conserva e justifica.
DESENHO LIVRE DE PIAGET
• A criança apresenta-se entra a 2a e 3a fase: pré
esquematismo e esquematismo em transição.
• A criança consegue fazer relação entre desenho, o
pensamento e a realidade, porém, os desenhos ainda
são dispersos representando a mataurcao cognitiva.
apresenta conceito de figura humana com omissão de
cores relacionados ao estado emocional. A criança
não quis pintar o desenho e o tempo todo indicava
não saber fazer desenhos bonitos, que a mãe não
gostava dos desenhos dele. E que a professora não faz
desenho na escola
TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS
• As técnicas projetivas psicopedagógicas tem o objetivo de
investigar a rede de vínculos que a criança possui nos 3
domínios: escolar, familiar e consigo mesmo.
• Ao todo a criança realizou 10 desenhos sendo: par educativo,
eu e meus companheiros, plano de sala de aula, planta da
cassa, os 4 momentos do dia, família educativa, ele mesmo,
o dia do aniversário, desenho das férias e fazendo o que mais
gosta.
• A criança demonstrou mais envolvimento e motivação em
executar desenhos relacionados a ele mesmo.
Domínio escolar:
• A criança expressou vínculo negativo com a
aprendizagem e desvalorização apresentando vínculo
regular com o docente e sinalizou não
comprometimento com o conteúdo e transmissão de
conhecimento. Ainda revelou agressão ocultas a quem
ensina pelo corpo do docente inacabado além das
dificuldades em desenhar significando uma possível
desvalorização do vinculo de aprendizagem com o
docente.
EXAME DAS FUNÇÕES COGNITIVAS PARA
APRENDIZAGEM
• Desenvolvimento intelectual.
• Percepção visual e auditiva.
• Raciocínio lógico e matemático.
• Capacidade de interpretação e compreensão.
• Capacidade de autonomia.
• Planejamento e execução de tarefas e organização
• Tomada de decisão, memórias (sensoriais, de trabalho, curto prazo, longo
prazo).
• Leitura, escrita.
• Vocabulário - quantidade de palavras
EXAME DAS FUNÇÕES COGNITIVAS GERAIS
• Atenção
• Pensamento
• Linguagem - significação (semântica)
• Motivação
• Funções Executivas
• Sensopercepção
• Afetividade
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Motricidade
REFERÊNCIAS
ESQUEMA DO RELATÓRIO
• Identificação
• queixa principal
• período de avaliação e número de sessões
• instrumentos de diagnóstico utilizados
• testes projetivos
• testes pedagógicos
• testes operativos
• síntese diagnóstica
• síntese dos resultados
• cognitivos
• aspectos pedagógicos
• aspectos afetivos sociais
• orientações neuropsicológicas
• orientações psicopedagógicas
• atividades educacionais propostas
• recomendações e encaminhamentos
• à escola
• à família

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