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A Prática da Psicoterapia e a masculinidade tóxica na abordagem Junguiana

Carl Gustav Jung nos deixou o legado da teoria e prática da Psicologia Analítica. Sua contribuição é
alicerce para todo pensamento humanista, integrativo, holístico, ecológico, sustentável,
transdisciplinar, transpessoal, espiritualista e transcendental. A análise junguiana, por conta destas
características, objetiva o que Jung denominou como “processo de individuação”, um caminho de
autoconhecimento que irá contribuir para que o indivíduo, além de conquistar autonomia corporal,
familiar, amorosa, laboral, social e espiritual, vá ao encontro da busca de sentido e significado
existencial, aceitando, respeitando e se fazendo ser respeitado, em sua condição única, complexa,
criativa e insubstituível, apesar de não ser imprescindível para nada.
Nesta abordagem, psique e alma praticamente são sinônimos. Por isso, é inadmissível um indivíduo
se autonomear analista junguiano sem ter tido, de fato, vivenciado seus conteúdos sombrios, para
que a verdadeira luz, aquela que vem das trevas, possa emergir, iluminando seu caminho existencial,
aprendendo a fazer uso da centelha divina, que é nossa dimensão espiritual, responsável em manter,
enquanto estamos aqui nesta experiencia terrena, a união entre corpo e alma, para que a consciência
egóica possa se diferenciar do mar do inconsciente coletivo e servir a alma. Alegoricamente, a Psique
é como uma gota d’agua, que apesar de parecer insignificante para o oceano, sem ela ele não teria
toda a diversidade, exuberância e dimensão que tem.
Obviamente, esse processo não é tranquilo, prazeroso e alegre, mas conflituoso, doloroso e triste,
porque exige confronto consigo mesmo e mudanças, e essas sempre são rechaçadas: “Não se chega
à claridade pela representação da luz, mas tornando consciente aquilo que é obscuro. Mas isto é
desagradável e, portanto, impopular” (CW 13 §335). Essa é a razão de tanta resistência e tentativas
de caminhos “terceirizados” com medicamentos, experiencias de estado alterado de consciência,
fanatismo religioso, racionalização materialista, crença e apostas em gurus, coachings, líderes
carismáticos, dietas, trabalhos corporais ou energéticos, entre outras ofertas midiáticas ou novidades
do momento, que não conseguem compreendem que a cura e a felicidade não podem estar fora do si
mesmo. Essas ofertas “mágicas”, rápidas e indolores, apesar de estarem alinhadas com
o mainstream da lógica do mercado, que estimula o consumo impulsivo e, preferencialmente, raso e
descartável. Aliás, essa “entidade” que chamamos de mercado, para quem quer fugir do chamado da
Alma, oferece inúmeros meios para manter e reforçar as atitudes defensivas, com suas crenças
limitantes e o autoengano da conquista do poder, da riqueza, do sucesso, da ascensão hierárquica,
do consumo, do prazer imediato e efêmero, entre outras que servem apenas para agravar o
sentimento de vazio, a falta de sentido, as relações liquidas e a alienação espetacular, com uso
abusivo dos artifícios estéreis desta cultura do medo e do espetáculo.
“Na realidade, não hesitamos em fazer as coisas mais absurdas a fim de escapar a própria
alma. Pratica-se a ioga indiana de qualquer escola, seguem-se regimes alimentares, aprende-
se de cor a teosofia, rezam-se mecanicamente os textos místicos da literatura universal – tudo
isso porque não se consegue mais conviver consigo mesmo e porque falta fé em que algo de
útil possa brotar de nossa própria alma. Pouco a pouco está última tornou-se aquela Nazaré da
qual nada de bom se pode esperar; vai-se, portanto, procurá-la nos quatro cantos da terra:
quanto mais distante e exótico, melhor.” CW12 §126
Por isso poucas pessoas tem prontidão para esse processo que exige, simultaneamente, entrega,
humildade, perseverança, coragem e força para poder encarar a sombra, reconhecer os complexos,
diferenciar, separar, superar e integrar aquilo que não faz mais parte da sua essência e, ao mesmo
tempo, reconhecer, aceitar e servir aquilo que faz parte, também chamado de daimon. “A luz de cima
escurecia ainda mais a escuridão, mas a lumen naturae é a luz da própria escuridão; ela clareia sua
própria obscuridade, e o escuro compreende esta luz; por isso ela transforma o negro em claro,
queima “tudo supérfluo” e deixa para trás nada mais do que “fezes e escória e a terra maldita” (CW 13
§197)
Nesta perspectiva teórica, estudamos categorias genéricas, mas cada indivíduo é um recorte e uma
narrativa particular desta categoria. Desta forma, se um jovem nos traz a queixa de não ter
personalidade, precisamos trabalhar com ele tanto a dimensão universal quanto a particular de sua
queixa, ampliando o significado de personalidade na subjetividade do analisando e do analista e, da
mesma forma, a objetividade das narrativas universais. Só assim poderemos reconhecer a dimensão
arquetípica, que tem características compulsórias, por estar dominando a estrutura egóica deste
indivíduo, produzindo sofrimento, por conta de o complexo dominante estar represando a energia
psíquica, interditando-o de ir para a vida, ou seja, fazer trocas.
Quando ampliamos a queixa desta forma iremos atravessá-la, ou seja, contribuir para que ela seja
superada, ressignificada, transcendida e integrada. Bem diferente do padrão dominante da primazia
do ego controlador, que só serve para estimular a manutenção e até aumento da queixa, devido a
dialética opositiva entre controle e contra controle, presente entre o eu e o inconsciente. Nesta
dimensão antinômica, não existe absoluto. Este trabalho dialético irá possibilitar que esse jovem
venha perceber que não ter personalidade passa a ser sua personalidade, contribuindo para que ele
reflita as perdas e os ganhos desta personalidade nesta etapa da sua vida, que está causando
sofrimento, disfunção e incapacidade.
Precisamos fazer esse exercício com todas as queixas, independentemente de quais forem, porque o
padrão vicioso sempre tem primazia quando o Ego está alinhado com o monoteísmo da consciência,
ao confundir racionalidade com racionalização, que é um mecanismo de defesa diante da pluralidade,
diversidade e mistério que habitam nosso íntimo. Com esse mecanismo, mesmo com uma queixa de
inferioridade ou falta de personalidade, temos o domínio do Ego inflado, unilateralizado, atuando,
reconhecendo, desejando e valorizando apenas o que é literal, redutivo e causal, negando a
dimensão metafórica e simbólica, porque assim ele se retroalimenta da ilusão do controle, e aplaca o
medo em busca das mais variadas formas de poder, apesar de, infelizmente, ficar incapaz de amar,
ou seja, se entregar, simbolicamente, para as várias formas de morte do existir.  Neste sentido,
sempre comento que o processo da análise é um convite para a morte, porque todo desenvolvimento
implica em mudança das crenças, por meio de experiências iniciáticas de morte e renascimento
simbólicos!
“Alma é um território em si, com leis que lhe são próprias. A essência da alma não pode ser
derivada de princípios de outros campos da ciência, caso contrário violar-se-ia a natureza
particular do psiquismo. Não se identifica com o cérebro, com os hormônios, nem com qualquer
dos instintos conhecidos, mas tem que ser entendida como fenômeno “sui generis”.  CW XVI/1
§ 22
Jung percebeu, na prática, que o processo analítico, quando o analisando consegue enfrentar as
resistências, os mecanismos de defesa, a sombra, os complexos autônomos e as sabotagens, além
das próprias, a de todo entorno relacional, são percorridas quatro etapas: a confissão,
o esclarecimento, a educação e a transformação.
Na confissão acontece a catarse, onde o analisando “despeja” suas queixas, fantasias,
ressentimentos, raivas, medos, culpas, mágoas, ansiedades, lembranças traumáticas, dramáticas ou
alegres, incluindo seus segredos, que funcionam como venenos psíquicos, transformando seu
portador estranho à comunidade, pois o segredo inconsciente prejudica muito mais, apesar de que a
contenção de qualquer segredo, consciente ou inconsciente, produz doenças. Mas, como desse Jung
(CW XVI §124), esse veneno, revelado em pequenas doses, pode ser um medicamento
preciosíssimo, e até uma condição prévia indispensável a qualquer diferenciação individual. A catarse
é uma espécie de confissão completa, onde os afetos contidos liberam emoções.
Geralmente, após a catarse, na maioria das vezes, os sintomas neuróticos ficam invisíveis, apesar de
que, em função do vínculo empático estabelecido, e a vivência cotransferêncial entre o analista e
analisando, uma espécie de ligação psíquica, bilateral, que irá contribuir para que o processo siga
adiante. Porque, na psicologia analítica, trabalhamos na transferência. Infelizmente, em muitos casos,
a ligação do analisando permanece com os conteúdos do seu inconsciente, que podem ser
projetados no analista, causando paralisia, tensão e desconforto, assim como quando o analisando
não consegue metaforizar e simbolizar suas fantasias, sonhos e projeções, permanecendo na
literalidade e unilateralidade.
Quando o processo analítico permite a elucidação dos afetos, e suas respectivas emoções, que foram
expostas na etapa confessional, muitas vezes produzindo ab-reações, adentramos na fase
do esclarecimento, onde analista e analisando começam a compreender os fenômenos, o contexto
histórico, a dimensão multifatorial e até transpessoal de tudo que aconteceu ou deixou de acontecer,
integrando tanto as causas passadas quanto as potencialidades futuras, presentes em todas as
intercorrências existenciais. Na terminologia da psicologia analítica, essa compreensão, que é
teleológica, por integrar nossa dimensão ancestral e toda potencialidade anímica para nossa
realização, presente no daimon ou chamado vocacional, buscamos tanto a compreensão integrativa
das intercorrências redutivas causais – método psicanalítico que pode ser destrutivo e paralisante,
quando fica unilateral, aprisionando a pessoa ao passado – quanto as ampliações prospectivas
sintéticas, geradoras de insight, como força mobilizadora da vontade, para que a energia psíquica
possa fluir na direção da autonomia e do ser social, em todas as seis direções: para frete e para trás,
para cima e para baixo, para dentro e para fora, contemplando as quatro funções psíquicas do Ego:
pensamento, sentimento, sensação e intuição e os dois tipos: extrovertido e introvertido.
Neste momento, adentramos na terceira etapa do processo analítico, que é a pedagógica
ou educação. Ela vem acompanhada do alargamento da consciência, o esclarecimento e aceitação
dos seus conteúdos sombrios, até então negados ou projetados no entorno relacional. Nesta etapa o
Ego sai da sua condição de miserabilidade egoísta, para começar a perceber a infelicidade comum da
vida cotidiana, ordinária, individualista e desprovida do propósito do servir. A moral do politicamente
correto, do falso puritanismo e dos códigos de conduta das instituições religiosas, familiares, sociais
ou laborais será substituída pela necessidade da atuação integrativa entre a ética e a estética. A
vontade de se educar impulsiona essa fase evolutiva que irá desembocar na transformação, última
etapa do processo, levando-nos, alegoricamente, subir a escada espiralada de Jacó.
“Por estranho que pareça, a cada fase da evolução da nossa psicologia pertence algo de
definitivo. Na catarse, que faz despejar tudo até o fundo, somos levados a crer: pronto, agora
tudo veio à tona, tudo saiu, tudo ficou conhecido, todo medo foi vivido, toda lágrima derramada,
daqui para a frente tudo vai correr às mil maravilhas. Na fase do esclarecimento, diz-se com a
mesma convicção: agora sabemos o que provocou a neurose as reminiscências mais remotas
foram desenterradas, as últimas raízes extirpadas, e a transferência nada mais era do que uma
fantasia para satisfazer um desejo paradisíaco infantil ou uma retomada do romance familiar; o
caminho para uma vida sem ilusões está desimpedido, aberta a via da normalidade. A
educação vem por fim, e mostra que uma árvore que cresceu torta não endireita com uma
confissão, nem com o esclarecimento, mas que ela só pode ser aprumada pela arte e técnica
de um jardineiro. Só agora é que se consegue a adaptação normal.
Curiosamente, esse caráter definitivo, emocionalmente inerente a cada uma das etapas, fez
com que hoje existam adeptos da catarse, que aparentemente nunca ouviram falar da
interpretação de sonhos, seguidores de FREUD que nada entendem de ADLER, e
ADLERianos que nada querem saber do inconsciente. Cada qual está preso ao valor definitivo
do seu enfoque particular.” C. G. Jung XVI § 153;154
Isso nos faz compreender a existência das inúmeras abordagens psicológicas, umas ficam
exclusivamente na dimensão reptiliana, promovendo condicionamentos e adestramento, por meio de
reforços positivos ou negativos, que está na base das terapias comportamentais. Outras priorizam
nosso cérebro límbico, incentivando a libertação da criança interior, o grito primal, a negação do
inconsciente. Também tem aquelas que valorizam o prazer e a conquista material, outras que
acreditam no poder e sucesso como realização, além de inúmeras outras que promovem catarses
espetaculares em workshops de final de semana, aconselhamentos técnicos, teatros para
ressignificar a família ou os demais vínculos relacionais, sem falar das instituições religiosas, onde a
maioria delas perdeu seu caráter esotérico, funcionando também como um rolo compressor para fazer
as pessoas irem para fora, em busca da prosperidade material, apesar de estarem se “vendendo”
como entidades voltadas para a espiritualidade. Todas elas em busca de transformar a pessoa em um
indivíduo normal ou ajustado, apenas um autômato e escravo financeiro, nesta sociedade tão doente.
“Consequentemente, existem dois tipos de neuróticos: uns que adoecem porque são apenas
normais e outros, que estão doentes porque não conseguem tornar-se normais. [...] As
exigências e necessidades do homem não são iguais para todo mundo. O que para uns é
salvação, para outros é prisão; O mesmo acontece com a normalidade e o ajustamento.” C. G.
Jung CW XVI/1 § 161;162
No processo do autoconhecimento, depois que é socializada a história de vida, começamos perceber
padrões de repetição, muitas vezes transgeracionais, onde o analisando reconhece que estava,
inconscientemente, tentando reparar a vida não vivida ou mal vivida de seus antepassados. Além
disso, temos a dinâmica psíquica da nossa mãe biológica, da concepção até nascimento, e de quem
exerceu nossa maternagem, até os três anos de idade, com seus dramas e traumas, registrados, de
forma indelével, em nosso inconsciente pessoal. Essas marcas são profundas e, se não forem
trabalhadas, irão interferir por toda a vida. E como tanto a mãe quanto nós estamos imersos no
inconsciente coletivo, com seu espírito da época e toda história de expressão da vida senciente, fica
ainda mais difícil empreender mudanças e romper padrões, como o do patriarcado patrimonialista,
hierárquico e excludente, que nos domina há mais de 6 mil anos.
No momento atual, em mais uma tentativa de anunciar a revolução aquariana,  estão muito evidentes
as temáticas de respeito e inclusão da mulher, conscientização da masculinidade tóxica, apontando
para que, num futuro próximo, possamos adentrar no dinamismo da alteridade, que irá superar a
primazia patriarcal, que continua manter o machismo na forma mais grotesca, praticado, reproduzido
e ensinado, subliminarmente, pela maioria da sociedade, retroalimentando o padrão hierarquizante,
competitivo, territorialista e excludente, mantendo o sectarismo, a discriminação e a desigualdade.
Porque o machismo está arraigado no inconsciente coletivo e pessoal, independentemente do
gênero, e negar isso irá produzir mais resistência para a mudança.
Há pouco tempo comentei isso numa aula, e uma aluna ficou muito incomodada com minha fala de
que as mulheres são tão machistas quanto os homens, por ser este o padrão normótico e
inconsciente dominante, como já foi comentado. Essa reação nos faz, mais uma vez, ressaltar que
não podemos literalizar e unilateralizar os conteúdos, porque nossa meta é a simbolização, para não
caímos na diabolização, que produz divisão, retroalimentando, consequentemente, o próprio
machismo. Conhecimento e cultura são diferentes, assim como razão e racionalização, e é devido a
nossa cultura, ainda machista, que fez muitas mulheres, nas eleições dos USA, vestiram camisetas
com os dizeres: “Trump can grab my pussy”, por aceitarem ser cultural, e até “normal”, um homem
poderoso querer e poder tocar a genitália feminina, que ele bem desejar. Da mesma forma, sua
santidade Dalai Lama, quando foi questionado se ele poderia reencarnar como mulher, fez careta e
disse que ela teria que ser mais atraente, deixando evidente sua contaminação machista, reforçando
subliminarmente, mesmo sem intenção consciente, a manutenção da mulher como objeto de uso e
abuso, incentivando-a a consumir moda e cosmética, para ficar cada vez mais bela e atraente, e
continuar sendo consumida pelo capitalismo machista, de todas as formas.
Apesar de estar sendo repetitivo, ressalto que pior forma de masculinidade tóxica é aquela que,
apesar do sujeito abusar da persona do bom moço, sensível, poético e profundo, sua sombra
opressiva, obviamente negada e projetada, continua fazendo-o rejeitar qualquer tipo de expressão da
superioridade feminina, tratando as mulheres apenas como objetos de uso e abuso.
Lamentavelmente, muitas mulheres, dominadas pelos aspectos sombrios do animus, estruturado a
partir do animus materno, reproduzem esse padrão, sentindo-se atraídas por essa forma de
machismo “enrustida”, assim como continuam educando seus filhos, meninos ou meninas, nesta
mesma dinâmica, reforçando aquilo que existe de mais grotesco e primitivo do patriarcado, muito
presente nos textos sagrados, antes da vinda do Nazareno, apesar de que, com a institucionalização
do cristianismo, o patriarcado machista e tóxico continuaram presentes. Neste sentido, somente o
autoconhecimento, a crítica reflexiva, o reconhecimento da sombra, dos complexos, do quanto somos
influenciados pelo inconsciente coletivo, visando a prática da alteridade, que nos libertará desta
opressão geradora de exclusão e desigualdades.
Para evoluirmos, precisamos, inicialmente, reconhecer que o que nos incomoda nos outros está em
nós mesmos. Isso é o que chamamos de irmos ao encontro da sombra. A alquimia nos ensina que
somente após a descida ao mundo das trevas, ao nigredo, é que poderemos começar a encontrar a
verdadeira luz, a que vem de dentro. Após o reconhecimento e discriminação destes conteúdos
sombrios, em nós, é que empreenderemos o trabalho de nos diferenciar deles, para depois nos
separar e, por fim, após superar o trauma da separação, e seguir adiante no processo de
individuação, reintegrá-lo novamente, para podermos compreender, empaticamente, o outro e nossa
jornada evolutiva, porque todo passado, seja ele qual for, é um degrau que sustenta os demais
degraus da nossa escada espiral evolutiva, que agora precisa abrir mão de qualquer forma de poder e
opressão, para que o amor incondicional anuncie a nova era!

Waldemar Magaldi - 22/09/2019

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