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SUMÁRIO EXECUTIVO

O relatório em apresentação está integrado em por três constituições: os elementos pré-textuais


(folha de rosto, objectivo, índice e introdução) constituem a primeira parte incluindo o resumo. O
desenvolvimento constitui a segunda parte, começa com a fundamentação teórica da
microeconomia, alguns conceitos que integram os modelos de procura e demanda, as
telecomunicações fundamentada por legislações que acompanham a sua integração em
Moçambique, também foram apresentados os modelos de procura e demanda integrando dados
das telecomunicações da pesquisa de investigação feita acerca do quotidiano (do dia-a-dia) de
Moçambicana. E no fim constituindo a terceira composição do relatório os elementos pós-
textuais (conclusão e recomendações, referencias e bibliografias e os apêndices).

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ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................3
2. OBJECTIVOS.........................................................................................................................................4
2.1. Objectivo geral:................................................................................................................................4
2.2. Objectivos específicos:.................................................................................................................4
3. TELECOMUNICAÇÕES..........................................................................................................................5
3.1. Enquadramento teórico....................................................................................................................5
3.2. Telecomunicações............................................................................................................................6
3.3. Sector postal.....................................................................................................................................8
3.4. Sector de Telecomunicações..........................................................................................................10
3.4.1. Serviços de telefonia fixa.........................................................................................................10
3.4.2. Subscritores de Telefonia fixa..................................................................................................11
3.4.3. Serviços de Telefonia Móvel Celular........................................................................................11
3.4.4. Subscritores de Telefonia Móvel Celular..................................................................................11
3.5. Registo de Cartões SIM...................................................................................................................13
3.6. Serviços prestados pelas empresas de telefonia móvel e fixa........................................................13
4. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES.....................................................................................................15
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................................................16
6. APÊNDICES.........................................................................................................................................17

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INTRODUÇÃO
O presente trabalho aborda como tema “telecomunicações”, o trabalho focaliza o tema numa
abordagem microeconómica, pois pretende-se saber qual é oferta e demanda dos produtos e
serviços de telecomunicações, baseando-se em pesquisas de campo das empresas que trabalham
com telecomunicações que actuam na cidade acima supracitada. O tema em abordagem foi
proposto pelo docente orientador da presente cadeira de microeconomia.

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OBJECTIVOS

Objectivo geral:
 Enunciar a abordagem das telecomunicações em Moçambique, nos modelos
económicos de procura e oferta.

2.1. Objectivos específicos:


 Indicar os produtos e serviços mais procurados nas empresas de telecomunicações em
Moçambique;
 Descrever os produtos mais oferecidos nas empresas de telecomunicações em
Moçambique;
 Estabelecer os modelos de procura e oferta das empresas de telecomunicações em
Moçambique.

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TELECOMUNICAÇÕES

3.1. Enquadramento teórico


Economia - deriva do grego: “aquele que administra o lar”.
Economia - é uma ciência social que estuda a produção, a circulação e o consumo dos bens e
serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades humanas. Também designa:
 A ciência que estuda a escassez.
 A ciência que estuda o uso dos recursos escassos na produção de bens alternativos.
 O Estudo da forma pela qual a sociedade administra seus recursos escassos.

Em agregando os pressupostos anteriores a economia pode ser definida como uma ciência social
que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem utilizar recursos produtivos escassos, na
produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da
sociedade, com a finalidade de satisfazer às necessidades humanas.

Enquanto ciência a economia o estudo da economia pode ser: microeconómico ou


macroeconómico. Alguns autores fazem referencia a mais dois ramos do estudo da ciência da
economia o desenvolvimento económico e a economia internacional.

Microeconomia também designa de teoria de formação de preços – estuda à formação de preços


em mercados específicos, ou seja, como os consumidores (compradores) e as empresas
(vendedores) interagem no mercado, e como decidem os preços e a quantidades para
satisfazerem a ambos simultaneamente.

Macroeconomia – estuda a determinação e os componentes dos grandes agregados económicos


nacionais. Como o PIB, o investimento agregado, a poupança agregada, o consumo agregado, o
nível geral de preços (inflação), entre outros.

Economia internacional – estuda as relações económicas entre os residentes e não residentes de


um país, os quais envolvem transacções com bens, serviços e transacções financeiras.

Desenvolvimento económico – preocupa-se com a melhoria do padrão de vida da colectividade


ao longo do tempo.

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A microeconomia como no conceito anteriormente supracitado faz referência no seu estudo a
interacção de vendedores e compradores no mercado. Um mercado por sua vez em economia é o
grupo de vendedores e compradores de um determinado bem ou serviço. Onde o grupo de
compradores determina a demanda pelo produto e o grupo de vendedores, também determina à
oferta do produto.

Procura - é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir


no dado período. A demanda não é a compra efectiva, mas sim a intenção de comprar a dado
preço. A escala da demanda indica quanto (a quantidade) o consumidor pode adquirir, dado
varias alternativas de preços de um bem ou serviço.

A procura varia em função dos seguintes componentes: gostos, informação, preço de mercado,
rendimento do consumidor, legislação, preço de produtos complementares e substitutos,
população ou dimensão do mercado, etc.

Oferta - é a quantidade de determinado bem ou serviço que os vendedores oferecem em função


do preço em determinado período. Considera-se que os produtores são racionais, já que estão a
produzir o lucro máximo, dentro das restrições de custos de produção. A quantidade ofertada de
um bem ou serviço depende do seu preço. Sendo essa relação directa, teoricamente se o preço de
um bem aumenta, a quantidade ofertada também aumenta.

A oferta varia em função dos seguintes componentes: tecnologia, preço da matéria-prima, preço
de outros produtos, acções do governo (impostos), etc.

Em uma análise de mercado, formou-se a lei da oferta e da procura, que para os economistas
clássicos a lei da oferta e da procura “determina o valor de troca ou preço das coisas, segundo a
qual o preço varia na razão directa da procura e na razão inversa da oferta”.

3.2. Telecomunicações
Em Moçambique a primeira lei das comunicações foi aprovada pelo decreto 22/1992 de 10 de
Setembro afim de regular, fiscalizar a garantir a igualdade na prestação da actividade dos
serviços de telecomunicações e permitindo a entrada de operadores privados no mercado o
decreto 22/92 foi reforçado pela lei 8/99 que definiu o INCM como autoridade reguladora do
sector postal e das telecomunicações. Pela lei 8/2004 de 21 de Junho a lei 8/99 foi alterada afim

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de melhora-la em vários aspectos, lei que em 2016 também foi alterada pela lei 4/2016 de 3 de
Junho com o intuito de adequar a lei das telecomunicações a actual realidade das tecnologias.

A luz da lei das telecomunicações n° 4/2016 de 3 de Junho designa-se telecomunicações


emissão, transmissão ou recepção de sinais ou conjunto de sinais, representando símbolos,
imagens, dados, sons ou informações de outra natureza, por fios, meios radioeléctricos, ópticos e
outros sistemas electromagnéticos, excluindo serviço de produção de conteúdos.

Segundo o site (wikipedia.org) as telecomunicações constituem um ramo da engenharia eléctrica


que contempla o projecto, a implementação, manutenção e controles de redes de sistemas de
comunicações (satélites, redes telefónicas, televisivas, emissoras de rádio, internet, et.). A
principal finalidade das telecomunicações é suprir a necessidade humana de se comunicar à
distância. É comum o prefixo tele (que significa “distância”) ser omisso e, com isto, usar-se
apenas a palavra comunicações.

Os sistemas de telecomunicações podem ser classificados segundo diferentes critérios: quanto ao


fim que se destina (Comercial, Governamental, Privado, Amador, Experimental, De pesquisa,
etc.), quanto a abrangência territorial (Local, Regional, Nacional, e Internacional) e quanto à
utilização (Militar, Civil e Dual).

Segundo o site (celsomatine.blogspot.com) a comunicação em Moçambique tem vindo a evoluir


de forma considerável nos últimos anos, actualmente é possível através de internet, telefonia
móvel e telefonia fixa. Sendo que a internet fixa e a rede de telefonia fixa são mais usadas por
empresas, e a internet móvel e a telefonia móvel por indivíduos nas suas múltiplas relações do
dia-a-dia.

Segundo o site (incm.gov.mz) os principais operadores do sector de telecomunicações em


Moçambique são: TDM, Mcel, Vodacom, Movitel, e Correios de Moçambique.

Existem em Moçambique três companhias de telefonia móvel, a Mcel (Moçambique Celular), a


primeira operadora móvel com prefixo 82 e 83, a Vodacom, uma companhia Sul Africana com
prefixo 84 e 85 e a Movitel uma sociedade de uma empresa do Vietnam com Moçambicanos,
usando o prefixo 86 e 87. Os serviços de telecomunicações cobrem cerca de 90% dos distritos do
território Moçambicano.

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No período de 1975 a 2004, registaram-se importantes acontecimentos no país que levam hoje a
uma melhor elucidação sobre o surgimento do regulador e o desenvolvimento do sector das
comunicações. Desde os primórdios da Independência Nacional, o licenciamento das entidades
privadas, a gestão do espectro radioeléctrico e a representação do país na União Internacional das
Telecomunicações (UIT) eram da competência da empresa Telecomunicações de Moçambique,
Empresa Estatal (TDM, EE). Em 1992, esta empresa foi transformada em Empresa Pública (EP).
Dez anos depois, através do Decreto-Lei n.º 47/2002, de 26 de Dezembro, constituiu-se em
Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada (SARL). Ainda, em 1992, por Decreto n.º
22/1992, de 10 de Setembro, foi criado o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique
(INCM), Autoridade Reguladora dos Sectores Postal e de Telecomunicações.

Em 2003, com a separação dos activos entre a rede fixa e móvel, a mCel, SA (detida pelo Estado
Moçambicano e pela TDM, SARL) deixou de ser uma divisão dentro da TDM, SARL, passando
a gozar de uma autonomia administrativa, financeira e patrimonial. No mesmo ano, a VM, SA,
um consórcio liderado pela Vodacom International, tendo sido licenciada, iniciou a implantação
da sua infra-estrutura. A operacionalização do serviço de telefonia móvel celular da VM, SA
aconteceu em 2003, abrindo espaço à concorrência no mercado de telefonia móvel celular e à
necessidade do reforço da regulação no sector das comunicações.

A Movitel, SA, terceiro operador foi licenciada a 6 de Janeiro 2011 e iniciou efectivamente a sua
operação em 2012. Esta empresa do ramo de telecomunicações é fruto da parceria entre a
ViettelGroup (vietnamita) e o SPI–Sociedade de Gestão e Investimentos, SARL (moçambicana).

3.3. Sector postal


O Sector Postal em Moçambique atravessou três momentos distintos e cruciais, com implicações
diferenciadas no seu crescimento.
O primeiro momento decorre desde a independência nacional (1975) até ao ano de 1981 e está
aliado ao processo de separação da empresa Correios, Telégrafos e Telefones (CTT) que resultou
na criação das seguintes empresas: Empresa Correios de Moçambique, Empresa Filatélica de
Moçambique e Empresa Telecomunicações de Moçambique.

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O segundo momento coincide com o período da guerra de desestabilização dos dezasseis anos
(1976-1992). Várias infra-estruturas da rede postal ficaram parcial ou totalmente destruídas,
incluindo a degradação a que as vias de acesso foram votadas, afectando os transportes de
correio.
Finalmente, o terceiro momento foi o da emergência das tecnologias de informação e
comunicação que levou a que o correio tradicional deixasse de ser o principal meio de
comunicação entre as populações e, consequentemente, reduziu-se o volume de negócios.
Assinale-se, entretanto, que não existem balizas cronológicas rígidas de separação desses três
momentos cruciais por que passou o sector postal, pois eles se intersectam.

Ao operador incumbente, prestar o Serviço Postal Universal que compreende o serviço de envio
de correspondência (incluindo a publicidade endereçada), livros, catálogos, jornais, e outras
publicações periódicas até 259 gramas de peso e de encomendas postais até 30 quilogramas de
peso, bem como um serviço de envio registado e outro serviço de envio com valor declarado,
prestados quer no âmbito nacional quer no âmbito internacional. Os restantes serviços postais
que não estão incluídos na definição de serviços reservados aos Correios de Moçambique são
prestados por outras entidades: pessoas singulares ou colectivas (operadores privados)
devidamente habilitadas para o efeito.

No Sector Postal, havia 12 operadores em 2007 que evoluíram para 46 em 2015. Operadores
Postais mostra a evolução do número de operadores neste sector, observando-se um crescimento
médio anual de 4 operadores. Este crescimento mostra que o mercado postal está a ganhar maior
concorrência e, consequentemente, a melhoria na prestação de serviços dos correios e
encomendas postais.
De um universo de 46 operadores até 2015, aproximadamente 67% têm as suas sedes localizadas
na província de Maputo e os restantes 37% estão nas províncias de Sofala, Tete e Nampula.
Contudo, apenas o operador público, a empresa Correios de Moçambique realiza as suas
actividades em todas as capitais provinciais e em alguns distritos do país.
O fenómeno da substituição do correio tradicional por meios electrónicos de comunicação (cor-
reio electrónico e redes sociais) bem como a evolução nos media, com efeitos directos na descida

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do tráfego postal contribuiu, de certa forma, para o declínio das empresas a operar no sector
postal.
As empresas CdM, Por-tador Diário e FEDEX se encontram referenciadas como primeiro,
segundo e terceiro operadores postais com os maiores índices respectivamente.

3.4. Sector de Telecomunicações


Esta secção trata de matérias relativas aos operadores de telecomunicações, serviços de telefonia
fixa (subscritores e teledensidade) e móvel celular (subscritores e penetração), tráfego de
chamadas, tarifas de interligação e infra-estruturas de telecomunicações. No Sector de
Telecomunicações, havia 6 operadores em 2004 que evoluíram para 168 em 2015.
Quanto aos operadores de Telecomunicações houve uma evolução do número de operadores
neste sector, observando-se um crescimento relativamente lento de 2004 (6 operadores) a 2011
(38 operadores). De 2012 (51 operadores) a 2014 (161 operadores) verifica-se um crescimento
muito acentuado de operadores, advindo do desenvolvimento de serviços de transmissão de
dados, internet e valor acrescentado.

3.4.1. Serviços de telefonia fixa


O Serviço de Telefonia Fixa é explorado apenas pela Empresa Telecomunicações de
Moçambique, SA (TDM). Actualmente, a infra-estrutura de rede da TDM é constituída,
essencialmente, por centrais telefónicas digitais, uma rede nacional de transmissão (backbone)
em fibra óptica (terrestre e submarino) e sistema radioeléctrico, cobrindo todas as 11 capitais
provinciais, 52 sedes de distritos e 31 postos administrativos. Esta infra-estrutura de
telecomunicações também está ligada a quatro países vizinhos, nomeadamente Malawi, África
do Sul, Swazilândia e Zimbabwe.

De 2004 a 2015, a expansão de cobertura da rede de telefonia fixa cresceu, alcançando todas as
sedes distritais e alguns postos administrativos oferecendo serviço de voz e outros novos
serviços, tal como a Internet.

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3.4.2. Subscritores de Telefonia fixa
Desde 2004, a telefonia fixa tem crescido muito lentamente e com pequenas variações no
número de subscritores devido a concorrência da telefonia móvel celular. No entanto, com a
introdução de novos serviços e produtos dentro da telefonia fixa (tais como RDIS, ADSL,
CDMA, pré-pago), a partir de 2005 o número de subscritores conheceu uma pequena
recuperação que se manteve até 2015. Consequentemente, verificou-se: para os subscritores de
Telefonia Fixa que em 2004 havia 82598 subscritores que aumentaram para 89292 subscritores,
em 2015.

3.4.3. Serviços de Telefonia Móvel Celular


O serviço de telefonia móvel celular, em Moçambique, é fornecido pelas empresas mCel, VM e
Movitel. O padrão tecnológico usado é o GSM de segunda e terceira gerações (2G e 3G). Este
serviço cobre todas as capitais provinciais, as sedes distritais e alguns postos administrativos.
A mCel, fundada em Novembro de 1997, tornou-se a primeira empresa de telefonia móvel
celular, seguindo-se a VM que iniciou a sua actividade em Dezembro de 2003. A Movitel, o
terceiro operador de telefonia móvel celular, entrou em operação a Maio de 2012.

3.4.4. Subscritores de Telefonia Móvel Celular


De 2004 a 2015, o serviço de telefonia móvel celular registou um crescimento assinalável de
subscritores devido ao surgimento da concorrência e da passagem da tecnologia de segunda
geração para a de terceira o que permitiu a introdução de novos serviços, tais como a internet,
transacções bancárias e outros.

De uma maneira geral que, há um crescimento contínuo de 2004 a 2011. Entretanto, de 2011 a
2015 verifica-se um crescimento maior do que nos anos anteriores devido à entrada da terceira
operadora, a Movitel, que implementou rapidamente a sua rede de telecomunicações nas zonas
rurais, abrangindo as populações dos distritos e postos administrativos que ainda não
beneficiavam dos serviços de telefonia móvel celular o que incentivou outros operadores, a mCel
e VM (Vodacom) a investirem mais nessas zonas. OFSAU também contribuiu para a expansão
da rede de telecomunicações nas zonas rurais.

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O serviço de telefonia móvel celular registou, no período compreendido entre 2004 a 2015, um
crescimento significativo, tendo passado de 3,39% para 78,24%de penetração. Este crescimento
da penetração significa que um maior número da população urbana e rural no país passou a
beneficiar deste serviço.
A entrada do terceiro operador de telefonia móvel celular em 2011, o aumento de subscritores,
bem como a implementação do sistema de promoções por parte dos operadores contribuíram
para o aumento do tráfego.

INFORMAÇÃO SOBRE OPERADORES DE TELEFONIA


Número de subscritores em 2017 (Até Setembro)

Número de Subscritores % Subscritores


2016 2017 2016 2017
Operador (móvel)
Mcel 4,602,157 4,120,949 31% 30%
Movitel 4,882,979 4,079,515 32% 30%
Vodacom 5,540,462 5,385,443 37% 40%
Total 15,025,598 13,585,907 100% 100%
Operador (fixo)
TDM 88.765 83.708
Fonte: INCM_SUPLEMENTO_FINAL_25_ANOS

Evolução do número de subscritores 2012 – 2017

Operador
(móvel) 2012 2013 2014 2015 2016 2017
Mcel 5,214,336 5,819,147 5,819,147 5,353,278 4,602,157 4,120,949
Movitel 4,700,000 5,900,291 7,234,803 9,918,719 4,882,979 4,079,515
vodacom 2,894,144 4,164,382 5,049,424 4,862,935 5,540,462 5,385,443
Total 12,808,480 15,883,820 18,444,219 20,134,932 15,025,598 13,585,907

Receitas Móvel Celular vs Fixo apresentam o comportamento das receitas dos operadores de
telecomunicações onde se verifica uma pequena variação na telefonia fixa e uma grande variação
na telefonia móvel celular. De 2004 a 2011, a receita da telefonia fixa aumentou de 2.336.527
Milhares de Meticais para 3.768.644 Milhares de Meticais, enquanto a de telefonia móvel celular
foi de 2.629.514 Milhares de Meticais para 12.544.513 Milhares de Meticais. De 2011 a 2015 a
receita da telefonia fixa decresceu de 3.768.644 Milhares de Meticais para 3.099121 Milhares de

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Meticais e a da telefonia móvel celular aumentou acentuadamente até 21.504.206 Milhares de
Meticais.

3.5. Registo de Cartões SIM


Com a aprovação do Regulamento de Registo e Activação dos Módulos de Identificação do
Subscritor (Cartões SIM) através do Decreto n. 18/2015, de 28 de Agosto, foram definidas e
estabelecidas as regras a serem observadas pelos operadores e prestadores de serviços públicos
de telecomunicações para o processo de registo e activação dos Cartões SIM.

Os objectivos que nortearam o estabelecimento do referido regulamento são quatro, a saber: a)


criação duma base de dados pública integrada de numeração de telecomunicações; b)
contribuição para a melhoria da vida do cidadão em operações que podem ser executadas por via
do telefone, incluindo os serviços de valor acrescentado; c) contribuição para a protecção contra
actos criminais usando-se o telefone; e d) promoção do uso responsável do Cartão SIM. Neste
contexto, o INCM tem estado a monitorar o processo de registo por parte dos operadores e
prestadores de serviços públicos de telecomunicações, tendo-se verificado que, no período de
Agosto a Dezembro de 2015, foram realizados registos dos Cartões SIM. A partir do mês de
Outubro até Dezembro de 2015 uma tendência de redução de subscritores não registados,
passando de 7.081.265 para 4.852.394 de subscritores não registados.

3.6. Serviços prestados pelas empresas de telefonia móvel e fixa


Mcel Vodacom Movitel TDM
Pós-pago    
Pré-pago    
Serviço de    
internet
Mkesh 
Venda de    
Telefones
Promocional
Pacote   
inicial
SMS   
Chamadas    
De voz

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Toknice   
M-peza 
Jackpot 
Txuna 
crédito
E-mola 
Txeneka 
TDM 
banda larga
Cartão blá- 
blá
Circuitos    
alugados
Fax 
Cabinas    
telefónicas

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4. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
Para conclusão de acordo com os argumentos apresentados na fundamentação pode-se inferir que
as telecomunicações pela vertente da telefonia móvel e fixa em Moçambique estão sob o
oligopólio da Mcel, Movitel, TDM e Vodacom, já que operadoras que mais destacam-se no
comprometimento do fornecimento desses serviços. Nos últimos anos a operadora e fornecedora
serviços de telefonia fixa tem vindo a cair na demanda dos seus serviços tem vindo a decrescer
em relação a demanda dos produtos e serviços de operadoras de telefonia móvel que tem vindo a
crescer, uma vez que as operadoras de telefonia móvel também têm imputado no seu leque de
serviços muitos serviços fornecidos pela operadora de telefonia fixa que não consegue suprir as
necessidade de procura dos serviços e produtos de telefonia das zonais periférica e/ou rurais.

Para os serviços de telefonia pelo facto de haver muitas opções de oferta de serviços e produtos
de telefonia, quando os preços estão altos em uma operadoras os consumidores tem a tendência
de migrarem para outras redes, ou seja se o custo de chamada estiver à 6Mt por minuto na Mcel e
5.5Mt, os consumidores tem a tendência de migrar para a rede que estiver com os preços mais
baixos. Mas existe o facto de as operadoras terem mais cobertura nas zonas urbanas, e a maioria
da população vive na zona rural e a operadora que mais tem cobertura nessas zonas é a operadora
Movitel, logo conclui-se que a operadora que é mais procurada nas e mais oferece os seus
produtos e serviços é nas zonas rurais é a Movitel e nas zonas urbanas é a Vodacom.

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Economia, samuelson e nordhaus, 16ª edição.


 Https://pt.m.wikipedia.org/wiki/telecomunicacoes%c3%b4nio.
 Princípios de economia, francisco monchón, 2007
 Introdução á economia de N. Gregory mankin, tradução da 3ª edição norte-americana, 2005.
Cengage learning
 Introdução à economia, paul krugman e robin wells, 2007. Editora campus.
 Dicionário electrónico de língua portuguesa. Porto editora.

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6. APÊNDICES

Fonte: verdade.co.mz, escrito por Aderito Caldeira

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