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Exposição

Novo
Testamento
Pr. Walder Rodrigues de Assis Filho
A IGREJA CRISTÃ EM ROMA
A igreja cristã na cidade de Roma já existia por algum
tempo quando Paulo lhe escreveu a epístola que tem
seu nome (Rm.1:8,10,12,13...). Em Atos 28:15 a
existência da igreja cristã de Roma é aceita como algo
largamente conhecido, do que é demonstrado pelo
grupo de irmãos que veio receber Paulo, no Ápio Fórum,
como representação oficial daquela igreja. A data e as
circunstâncias da origem e da organização da igreja de
Roma, entretanto, ainda que existam diversos informes
tradicionais a esse respeito.
A IGREJA CRISTÃ EM ROMA
A mais antiga declaração sobre a origem da igreja de Roma, de
um ponto de vista não bíblico, foi a de um escritor do séc. IV
d.C., chamado Ambrosiastro. Ele escreveu o seguinte sobre o
assunto (Obras III,373): É fato estabelecido que havia judeus que
habitavam na cidade de Roma, ao tempo dos apóstolos, e que
aqueles judeus que haviam crido em Cristo, passaram para os
romanos a tradição que deveriam professar a
Cristo,...porquanto, sem quaisquer sinais ou milagres, e sem
terem visto qualquer dos apóstolos, não obstante aceitaram a fé
em Cristo, ainda que de conformidade com os ritos judaicos”.
TEMAS PRINCIPAIS
O que será abordado abaixo representa uma declaração
ampla sobre os temas da epístola aos Romanos, que nos
dá uma explanação acerca da doutrina de Paulo à igreja
em Roma.
A JUSTIÇA DE DEUS (CAP.1-3:20)
Esta justiça requer um plano de redenção para o
homem. Nestes capítulos percebe-se a acusação de
Deus contra a culpada raça humana, composta de
judeus e gentios, igualmente culpados. A revelação dada
pela natureza condena os povos gentílicos (1:20,21), e a
revelação escrita da lei mosaica (2:25-27) condena os
judeus. Portanto, a “ira” é um fator que precisa ser
levado em conta, porquanto justiça e ira são elementos
inseparáveis da natureza divina. Pois o pecado não pode
passar sem receber a sua devida retribuição, porque
isso seria contra a justiça de Deus.
CRISTO É A JUSTIÇA DE DEUS (CAP.3:21-5)

Cristo sendo a justiça pode ser imputada ou atribuída aos


homens. Existem dois homens representativos: Adão - em
quem todos os homens morreram (5:12) ; Cristo – em quem
todos os homens são vivificados (5:18,19). A sentença oficial
contra o homem reside em Adão, como representante da
humanidade, ao passo que a redenção espiritual do homem
reside em Jesus Cristo, através de quem fluem até nós
todas as bênçãos celestiais, e chegando a nós mediante as
realidades da justificação, da regeneração, da santificação e
da glorificação, tudo o que é feito pelo Espírito Santo.
A FÉ
Este é o veículo por meio do qual fluem as bênçãos de Cristo. A
fé não é meritória, por si mesma. A ideia do ensinamento bíblico
não é que Deus fica mais satisfeito com a fé do que com as
obras, como se a fé fosse mais meritória do que estas. Pelo
contrário, a fé consiste de uma entrega confiante da alma, sendo
ela mesma resultado da atuação do Espírito Santo. “A Bíblia não
ensina que fomos eleitos por causa de nossa fé, mas ensina que
temos fé porque fomos eleitos” (Ef.2:8 ; 2 Tes.3:2 ; Tito 1:1). Em
todo esse processo, domina a graça divina.
A IDENTIFICAÇÃO ESPIRITUAL COM CRISTO (CAP.6)
Essa identificação se dá mediante um batismo espiritual (6:3,4).
Trata-se de uma doutrina “profunda”, mística, pressupondo um
contato real, ao nível da alma, com o Espírito de Cristo, o que
capacita o crente a ser mais que vencedor. Aquele que goza
desse contato deve levar uma vida diária transformada, pois o
que não age assim, não desfruta também dessa comunicação
com Cristo, no nível de sua alma. Essa graça que capacita o
homem a triunfar, é outorgada aos homens pela pura bondade e
misericórdia de Deus (9:15,16), e não provocada por qualquer
mérito que o homem porventura possua.
O CONFLITO ENTRE A ANTIGA E A NOVA
NATUREZA (CAP.7)
O conflito que existe no indivíduo regenerado está
representado em suas duas naturezas; A nova e a velha.
Os intérpretes não estão acordes entre si se isso
significa o conflito antes durante ou depois da
conversão. O apóstolo Paulo em suas cartas nos revela
que o conflito é real (Gl.5:16,17), e que ele próprio já
experimentou do mesmo (Rm.7:14-23). O fato é quanto
mais nos relacionamos com Deus, mais nossa nova
natureza se torna fortalecida pelo seu Espírito, ao
contrário, mais fortaleceremos a velha natureza, a saber,
a carne e suas concupiscências.
A SOBERANIA DE DEUS NA SALVAÇÃO (CAP.8)

Os mais profundos temas dessa epístola são


apresentados todos neste capítulo, isto é, as doutrinas
chamadas, da eleição, da predestinação, da justificação,
da glorificação, da herança e da segurança eterna ou
perseverança do crente (8:28-30).
ISRAEL E A IGREJA (CAP.9-11)

Aqui se notifica as relações entre a nação de Israel e a


igreja cristã (9:23,24,27), onde também é abordado a
questão do que Deus fará acerca de suas promessas
ainda não cumpridas, e a questão do senhorio divino.
ÉTICA E MATURIDADE CRISTÃ (CAP.12-16)

Os capítulos finais são de natureza acentuadamente


ética, pois descrevem a conduta cristã ideal (12:9-21),
tanto perante o mundo (13:1,6), como diante da igreja
(13:8,9 ; 14:1,12...), como aos olhos dos irmãos na fé.
EXPOSIÇÃO NOVO TESTAMENTO
TEOLOGIA DE ROMANOS
• A carta possui um alto teor soteriológico, chegando a ser reconhecida
como o Evangelho da Graça de Deus segundo o apóstolo Paulo. Tida por
Martinho Lutero como "o mais puro evangelho";
• Assemelha-se muito mais a um tratado teológico do que propriamente
uma carta;
• A posição dos judeus e gentios nos planos de Deus (9-11);
• De todas as citações do Antigo Testamento contidas nas epístolas
paulinas, mais da metade estão contidas em Romanos;
• Conteúdo teológico básico: Condenação, Justificação, Santificação e
Glorificação;
• Palavras-chaves: lei, justiça, fé, pecado, morte, carne, ressurreição, em
Cristo e Espírito.
William Tyndale, em 1534: “Visto que esta epístola é a principal e
a mais excelente parte do Novo Testamento, e o mais puro
Euangelion, quer dizer, boas novas e aquilo que chamamos de
Evangelho, como também luz e caminho, que penetra o conjunto
da Escritura, creio que convém que todo cristão não somente a
conheça de cor, mas também se exercite nela sempre e sem
cessar, como se fosse o pão cotidiano da alma. Na verdade,
ninguém pode lê-la demasiadas vezes nem estudá-la
suficientemente bem. Sim, pois, quanto mais é estudada, mais
fácil fica; quanto mais é meditada, mais agradável se torna, e
quanto mais profundamente é pesquisada, mais coisas
preciosas se encontram nela, tão grande é o tesouro de bens
espirituais que nela jaz oculto”.
DIVISÕES DE ROMANOS
João Calvino: “O homem encontra sua justificação única e exclusivamente na misericórdia de Deus,
em Cristo, ao ser ela oferecida no evangelho e recebida pela fé.”
Condenação Justificação Santificação Predestinação Exortação

1.1-3.20 3.21-5.21 6-8 9-11 12-16

Condenação dos Justificação Significado do Eleição Deveres


pagãos pela fé batismo de Israel cristãos
Condenação dos Exemplo de fé: Um mercado de Rejeição Deveres com o
moralistas Abraão escravos de Israel Estado

Condenação Comparação A Lei e a O exemplo de


universal entre consciência Cristo
Adão e Cristo
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

➢ Pense Biblicamente – John Macarthur


➢ Conheça o Novo Testamento – Cristã Evangélica
➢ Bíblia The Word
➢ Para Entender a Bíblia – John Stott
➢ Robert GUNDRY. Panorama do Novo Testamento
➢ CHAMPLIN. Vol.1, pág.: 659.

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