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PRIMEIROS SOCORROS

• ENTENDE-SE COMO PRIMEIRO SOCORROS OS CUIDADOS A UMA VÍTIMA DE MAL SÚBITO OU ACIDENTE ATÉ QUE A AJUDA
ESPECIALIZADA ESTEJA DISPONÍVEL PARA FORNECER ASSISTÊNCIA DEFINITIVA. TRATA-SE DE UM ATENDIMENTO IMEDIATO
SEM OS RECURSOS O SUPORTE AVANÇADO À VIDA.
• A GRANDE MAIORIA DOS ACIDENTES PODERIA SER EVITADA, PORÉM, QUANDO ELES OCORREM, ALGUNS CONHECIMENTOS
SIMPLES PODEM DIMINUIR O SOFRIMENTO, EVITAR COMPLICAÇÕES FUTURAS E ATÉ MESMO SALVAR VIDAS.
• O FUNDAMENTAL É SABER QUE, EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA, DEVE SE MANTER A CALMA E TER EM MENTE QUE A
PRESTAÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS NÃO EXCLUI A IMPORTÂNCIA DE UM ATENDIMENTOS ESPECIALIZADO. ALÉM DISSO,
IMPORTANTE GARANTIR CONDIÇÕES SEGURAS PARA A PRESTAÇÃO DO SOCORRO . UM ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA MAL
FEITO PODE COMPROMETER AINDA MAIS A SAÚDE DA VÍTIMA
SINAIS VITAIS
• OS SINAIS VITAIS SÃO INDICADORES DAS FUNÇÕES VITAIS E PODEM ORIENTAR O DIAGNÓSTICO INICIAL
E O ACOMPANHAMENTO DA EVOLUÇÃO DO QUADRO CLÍNICO DA VITIMA.
• A SUA VERIFICAÇÃO É ESSENCIAL NA AVALIAÇÃO DA VÍTIMA, DEVENDO SER REALIZADA
SIMULTANEAMENTE À HISTÓRIA E AO EXAME FÍSICO. SÃO MAIS SIGNIFICATIVOS QUANDO OBTIDOS EM
SÉRIE, POSSIBILITANDO O ACOMPANHAMENTO DE SUAS VARIAÇÕES, E SEUS VALORES DEVEM SER
ANALISADO CONFORME A SITUAÇÃO CLÍNICA.
EXISTEM 5 SINAIS VITAIS:
Pulsação/Frequência Cardíaca

Temperatura Corporal

Pressão Arterial

Frequência Respiratória

Dor
1-PULSAÇÃO/FREQUÊNCIA CARDÍACA
• É A ONDA PROVOCADA PELA PRESSÃO DO SANGUE CONTRA A PAREDE ARTERIAL CADA VEZ QUE O VENTRÍCULO
ESQUERDO SE CONTRAI. EM LOCAIS ONDE AS ARTÉRIAS DE GROSSO CALIBRE SE ENCONTRAM PRÓXIMAS À
SUPERFÍCIE CUTÂNEA, PODE SER SENTIDO À PALPAÇÃO.
• OS MELHORES LOCAIS PARA SE PALPAR O PULSO SÃO ONDE ARTÉRIAS DE GROSSO CALIBRE SE ENCONTRAM
PRÓXIMAS À SUPERFÍCIE CUTÂNEA E POSSAM SER COMPRIMIDAS CONTRA UMA SUPERFÍCIE FIRME
(NORMALMENTE UM OSSO). AS ARTÉRIAS RADIAIS, AO NÍVEL DOS PUNHOS, SÃO MAIS USADAS.
AS ARTÉRIAS CARÓTIDAS, AO NÍVEL DO PESCOÇO, SÃO NORMALMENTE USADAS PARA PALPAÇÃO DO PULSO EM
VÍTIMAS INCONSCIENTES. PODE-SE TAMBÉM SENTIR O PULSO PALPANDO AS SEGUINTES ARTÉRIAS: FEMORAL,
NA RAIZ DA COXA, BRAQUIAL NO BRAÇO, AXILA NA AXILA, E PEDIOSO NO DORSO DO PÉ.
VALORES NORMAIS:
Recém -nascido 120 a 100 batimentos por mim
Adolescentes 60 a 100 bat/m
Atleta 50 a 100 bat/m
Adulto 60 a 100 bat/m
Idoso 60 a 100 bat/m
2-TEMPERATURA CORPORAL
• ESTES VALORES PODEM VARIAR UM POUCO CONSOANTE O LOCAL DE AVALIAÇÃO:
Sem febre 36 a 37ºC
Temperatura rectal 38ºC
T. Recém nascido 37,7ºC
FEBRE VS HIPOTERMIA
• A FEBRE MANIFESTA-SE POR :PELE QUENTE E ROSADA, IRRITABILIDADE, OLHOS VIDRADOS E SENSÍVEIS À LUZ,
AUMENTO DA SUDAÇÃO, CEFALEIA, PULSO E FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA ACIMA DO NORMAL E CONVULSÕES
EM BEBÉS E CRIANÇAS PEQUENAS.
• A HIPOTERMIA MANIFESTA-SE POR : TREMORES, PELE PÁLIDA E FRIA, INTUMESCIMENTO DA PELE, DIFICULDADE
DE COORDENAÇÃO, APATIA E FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA ABAIXO DO NORMAL, RITMO CARDÍACO IRREGULAR E
REDUÇÃO DA CAPACIDADE DE SENTIR DOR OU OUTRAS SENSAÇÕES.
• NECESSÁRIO UM TERMÓMETRO PARA REALIZAR A AVALIAÇÃO, QUANDO NÃO FOR POSSÍVEL PODEMOS USAR AS
COSTAS DA MÃO PARA, ENCOSTANDO À TESTA DO UTENTE, CONTUDO NÃO É UM MÉTODO RIGOROSO
3-RESPIRAÇÃO
• A RESPIRAÇÃO É UMA FUNÇÃO DE IMPORTÂNCIA VITAL PARA TODOS OS SERES VIVOS, A RESPIRAÇÃO
DOS ANIMAIS CONSISTE NUMA TROCA DE OXIGÉNIO POR DIÓXIDO DE CARBONO ENTRE A ATMOSFERA E O
SANGUE QUE CIRCULA NOS DIFERENTES ORGANISMOS. GRAÇAS A ESSE FENÓMENO, AS CÉLULAS
RECEBEM O OXIGÉNIO INDISPENSÁVEL À QUEIMA DOS ALIMENTOS NECESSÁRIOS AO FORNECIMENTO DA
ENERGIA QUE MANTÉM OS ANIMAIS VIVOS.
4-TENSÃO ARTERIAL
• A EXPRESSÃO PRESSÃO ARTERIAL REFERE-SE À PRESSÃO EXERCIDA PELO SANGUE CONTRA A SUPERFÍCIE
INTERNA DAS ARTÉRIAS.
• PRESSÃO MÁXIMA- SISTÓLICA- PRESSÃO QUANDO O CORAÇÃO SE CONTRAI
• PRESSÃO MÍNIMA- DIASTÓLICA-PRESSÃO QUANDO O CORAÇÃO SE DILATA Valores acima-
hipertensão

• VALORES NORMAIS (DGS): 120-139/80-89 MMHG


Valores abaixo-
hipotensão
• A AVALIAÇÃO DA TENSÃO
ARTERIAL PODE SER FEITA
COM O
ESFIGMOMANÓMETRO
MANUAL OU DIGITAL
A Avaliaçã

5-DOR
• A AVALIAÇÃO DA DOR E O REGISTRO SISTEMÁTICO E PERIODICIDADE DA SUA INTENSIDADE É
FUNDAMENTAL PARA SE ACOMPANHE A EVOLUÇÃO DOS PACIENTES E SE REALIZEM OS AJUSTES
NECESSÁRIOS AO TRATAMENTO. TRATA-SE DE UMA EXPERIÊNCIA SUBJETIVA QUE APENAS PODE SER
DESCRITA POR QUEM A SENTE QUE VARIA DE INDIVÍDUO PARA INDIVÍDUO E ATÉ MESMO NO PRÓPRIO
INDIVÍDUO. A AVALIAÇÃO DA DOR TEM COMO OBJETIVO MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DO DOENTE.
ESCALAS DA DOR
AVALIAÇÃO DA GLICEMIA CAPILAR
• A GLICÉMIA É A CONCENTRAÇÃO DE GLICOSE NO SANGUE OU MAIS PRECISAMENTE NO PLASMA. A
AVALIAÇÃO DA GLICOSE CAPILAR PODE SER FEITA RAPIDAMENTE COM O AUXILIO DE GLICOSÍMETRO. OS
VALORES DE REFERÊNCIA DA GLICÉMIA EM JEJUM SÃO:

Glicemia de jejum normal Inferior a 110 mg/dL


Glicemia de jejum alterada Entre 110 mg/dL e 125 mg/dL
Diabetes Igual ou superior a 126 mg/dL
Glicemia de jejum baixa ou hipoglicemia Igual ou inferior a 70 mg/dL
QUEIMADURAS
• UMA QUEIMADURA É UMA LESÃO EM
DETERMINADA PARTE DO ORGANISMO
DESENCADEADA POR AGENTE
TÉRMICO, QUÍMICO OU ELÉTRICO,
PROVOCANDO A MAIORIA DAS VEZES
DOR INTENSA.
COMO ATUAR
• SE A ROUPA DA VÍTIMA TIVER A ARDER, ENVOLVA A VÍTIMA NUMA TOALHA MOLHADA, COBERTOR OU
MANTA DE INCÊNDIO, DEITANDO-A E ROLANDO-A NO CHÃO (CUIDADO COM OS TECIDOS SINTÉTICOS).
• SE A VÍTIMA SE QUEIMOU COM LÍQUIDO A FERVER, DESPI-LA DE IMEDIATO (SE NECESSÁRIO CORTAR A
ROUPA)
• ARREFECER A REGIÃO QUEIMADA COM SORO FISIOLÓGICO OU, NA SUA FALTA, COM ÁGUA TÉPIDA
• APLICAR SULFADIAZINA DE PRATA ( SILVADENE), EMULSÃO DE ÓLEO E ÁGUA HIDROSSOLÚVEL (BIAFINE) OU
GAZE GORDA, SE FOR UMA QUEIMADURA PEQUENA.
• SE A QUEIMADURA FOR EXTENSA TRANSPORTAR A VÍTIMA PARA O HOSPITAL
O QUE NÃO DEVE FAZER!

• APLICAR PASTA DE DENTES, MANTEIGA, ETC..


• APLICAR GELO.
• ABRIR FLICTENAS OU REMOVER A PELE DAS MESMAS ( RISCO DE INFECÇÃO)
• RETIRAR QUALQUER PARTÍCULA QUE TENHA FICADO ADERENTE À QUEIMADURA (RISCO DE HEMORRAGIA)
FERIDA

• UMA FERIDA É UMA RUPTURA NA PELE. É UMA SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE, QUASE SEMPRE DE ORIGEM
TRAUMÁTICA, QUE ALÉM DA PELE (FERIDA SUPERFICIAL) PODE ATINGIR O TECIDO CELULAR SUB-CUTÂNEO
E MUSCULAR (FERIDA PROFUNDA).
FORMA DE ATUAÇÃO
• LAVAR O FERIMENTO COM ÁGUA LIMPA OU SORO FISIOLÓGICO À TEMPERATURA AMBIENTE.
• DESINFETAR POR EXEMPLO COM IODOPOVIDONA (BETADINE)
• USAR COMPRESSAS ESTERILIZADAS
• OS CORPOS ESTRANHOS PRESENTES, INDEPENDENTEMENTE DO TAMANHO E LOCALIZAÇÃO, DEVEM SER
MANTIDOS NO LUGAR E SOMENTE REMOVIDOS NO HOSPITAL, POR UM PROFISSIONAL CAPACITADO
(RISCO DE HEMORRAGIA)
• AS LESÕES GRAVES DEVEM SER ENCAMINHADAS LOGO QUE POSSÍVEL PARA CUIDADOS DE SAÚDE
DIFERENCIADOS
O QUE NÃO DEVE FAZER
• TOCAR NAS FERIDAS SANGRANTES SEM LUVAS.
• UTILIZAR O MATERIAL (LUVAS, COMPRESSAS, ETC.) EM MAIS DE UMA PESSOA.
• SOPRAR, TOSSIR OU ESPIRRAR PARA CIMA DA FERIDA.
• UTILIZAR MERCUROCROMO OU TINTURA DE METIOLATO. (DEVE UTILIZAR BETADINE DÉRMICO).
• FAZER COMPRESSÃO DIRETA EM LOCAIS ONDE HAJA SUSPEITA DE FRATURAS OU DE CORPOS ESTRANHOS
ENCRAVADOS, OU JUNTO DAS ARTICULAÇÕES.
• TENTAR TRATAR UMA FERIDA MAIS GRAVE, EXTENSA OU PROFUNDA, COM TECIDOS ESMAGADOS OU INFETADOS
OU QUE CONTENHA CORPOS ESTRANHOS.
• UTILIZARA PRODUTOS QUE POSSAM AGREDIR O TECIDO LESIONADO (PASTA DE DENTES, BORRA DE CAFÉ, ÁGUA
OXIGENADA, ÁLCOOL, ETC…)
FRATURAS

• UMA FRATURA É UMA FALHA DA CONTINUIDADE DO OSSO, CAUSADA POR UM TRAUMATISMO. AS


FRATURAS DIVIDEM-SE EM DOIS TIPOS PRINCIPAIS: FECHADAS, OU SIMPLES, E ABERTAS OU EXPOSTAS.
NUMA FRATURA FECHADA NÃO HÁ COMUNICAÇÃO DO FOCO DA FRATURA COM O EXTERIOR ATRAVÉS DA
PELE; NA FRATURA EXPOSTA, ESSA COMUNICAÇÃO EXISTE, PODENDO ATÉ UMA OU AMBAS EXTREMIDADES
DO OSSO SE PROJETAREM ATRAVÉS DA PELE.
SINTOMAS E SINAIS

• HÁ GERALMENTE EDEMA E DOR NO LOCAL DA FRATURA E, EM ALGUNS CASOS, DE FORMAÇÃO REGIONAL E


PROCIDÊNCIA DE TOPOS ÓSSEOS. A DOR É HABITUALMENTE MUITO INTENSA, PIORANDO GERALMENTE
QUANDO SE FAZ QUALQUER MOVIMENTO.
FORMAS DE ATUAÇÃO
QUALQUER INDIVIDUO QUE SOFRA DE UMA FRATURA DEVE SER CHAMADO O 112 OU BOMBEIROS E SER LEVADO ATÉ AO
HOSPITAL. DEVE ESPERAR AJUDA ESPECIALIZADA DE FORMA IMÓVEL, DE PREFERÊNCIA DEITADO. PODE AINDA SER FEITA
A IMOBILIZAÇÃO DA SEGUINTE FORMA.
• IMOBILIZAR O LOCAL DA FRATURA E AS ARTICULAÇÕES PRÓXIMAS, ACIMA E ABAIXO DA FRATURA.
• IMPROVISAR TALAS E LIGADURAS COM O MATERIAL QUE HOUVER PRÓXIMO. TÁBUAS , PAPELÃO, CABO DE MADEIRA,
GALHOS DE ÁRVORES, ROUPA, COBERTORES, GRAVATAS, MEIAS, FIOS, TOALHAS, ETC.
• PROTEGER A PELE QUE FICAR EM CONTATO COM AS TALAS.
• NUNCA SE DEVE TENTAR RESOLVER DEFORMAÇÕES.
HEMORRAGIAS
• UMA HEMORRAGIA É UMA PERDA DE SANGUE DEVIDO A RUTURA DE VASOS SANGUÍNEOS. A HEMORRAGIA
PODE SER INTERNA OU EXTERNA.
HEMORRAGIA INTERNA
• DEVE SUSPEITAR-SE SEMPRE DE HEMORRAGIA INTERNA QUANDO NÃO SE VÊ O SANGUE MAS A VÍTIMA
APRESENTA UM OU MAIS DOS SEGUINTES SINAIS OU SINTOMAS:
• SINAIS E SINTOMAS:
- SEDE.
- SENSAÇÃO DE FRIO (ARREPIOS).
- PULSO PROGRESSIVAMENTE MAIS RÁPIDO E MAIS FRACO.
• EM CASOS AINDA MAIS GRAVES:
- PALIDEZ.
- ARREFECIMENTO, SOBRETUDO DAS EXTREMIDADES
- ZUMBIDOS.
- ALTERAÇÃO DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA.
COMO ATUAR
• O QUE DEVE FAZER:
- ACALMAR A VÍTIMA E MANTÊ-LA ACORDADA.
- DESAPERTAR A ROUPA.
- MANTER A VÍTIMA CONFORTAVELMENTE AQUECIDA.
- COLOCÁ-LA EM POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA.
• É UMA SITUAÇÃO GRAVE QUE NECESSITA DE TRANSPORTE URGENTE PARA O HOSPITAL.
• O QUE NÃO DEVE FAZER:
- DAR DE BEBER OU COMER.
HEMORRAGIA EXTERNA
• A HEMORRAGIA EXTERNA É FACILMENTE IDENTIFICÁVEL PELA PRESENÇA DE SANGUE ABUNDANTE.
MEDIDAS DE ATUAÇÃO:
• DEITAR HORIZONTALMENTE A VÍTIMA.
• APLICAR SOBRE A FERIDA UMA COMPRESSA ESTERILIZADA OU, NA SUA FALTA, UM PANO
LAVADO, EXERCENDO UMA PRESSÃO FIRME. SE O PENSO FICAR SATURADO DE SANGUE,
COLOCAR OUTRO POR CIMA, MAS SEM RETIRAR O PRIMEIRO.
• FAZER DURAR A COMPRESSÃO ATÉ A HEMORRAGIA PARAR (PELO MENOS 10 MINUTOS). • SE A
HEMORRAGIA PARAR, APLICAR UM PENSO COMPRESSIVO SOBRE A FERIDA
• É UMA SITUAÇÃO GRAVE QUE NECESSITA DE TRANSPORTE URGENTE PARA O HOSPITAL.
ENGASGAMENTO

• AS VIAS AÉREAS PODEM SER OBSTRUÍDAS POR CORPOS ESTRANHOS, QUE PODEM IMPEDIR A PASSAGEM
DE AR. ESTA SITUAÇÃO É DEFINIDA, POPULARMENTE, COMO ENGASGAMENTO E AS CAUSAS MAIS
COMUNS SÃO : PRÓTESES DENTÁRIAS MAL POSICIONADAS; CORPOS ESTRANHOS, INGESTÃO DE
ALIMENTOS SÓLIDOS QUE NÃO FORAM DEVIDAMENTE MASTIGADOS; VOMITO SEGUIDOS DE ASPIRAÇÃO
PARA AS VIAS AÉREAS E SANGRAMENTO INTENSO NA CAVIDADE ORAL.
SINAIS E SINTOMAS
• RUÍDOS RESPIRATÓRIOS ANORMAIS (RONCOS, CHIADOS);
• DIFICULDADE PARA RESPIRAR;
• DIFICULDADE OU INCAPACIDADE DE FALAR (DE EMITIR SOM/VOZ);
• CIANOSE DE EXTREMIDADES;
• AGITAÇÃO OU INCONSCIÊNCIA;
• NAS CRIANÇAS E BEBÊS, TOSSE E CHORO ANORMAIS (FRACOS OU AUSENTES);
• OS CORPOS ESTRANHOS PODEM PROVOCAR OBSTRUÇÕES LEVE (PARCIAL) OU GRAVE (TOTAL) DAS VIAS
AÉREAS
COMO ATUAR
• SE A PESSOA ESTÁ CONSCIENTE, NÃO CONSEGUE FALAR, TEM DIFICULDADES RESPIRATÓRIAS, MAS
CONSEGUE TOSSIR, OBSERVA-SE QUE A OBSTRUÇÃO É PARCIAL. NESTE CASO O PROCEDIMENTO
ADEQUADO É:
• COLOCAR A VITIMA DE PÉ;
• POSICIONAR-SE ATRÁS DA MESMA;
• MANTER A CABEÇA BAIXA E EFETUAR 4-6- PANCADAS NA REGIÃO INTERESCAPULAR.
• SE APESAR DO PROCEDIMENTO ANTERIOR A VITIMA CONTINUAR ENGASGADA DEVE REALIZAR-SE A
MANOBRA DE HEIMLICH. A MANOBRA DE HEIMLICH É UMA TÉCNICA DE EMERGÊNCIA QUE
CONSISTE DE UMA SÉRIE DE COMPRESSÕES A NÍVEL DO ABDÓMEN, MAIS PRECISAMENTE ABAIXO DO
ESTERNO. COLOCAR-SE DE PÉ AO LADO E LIGEIRAMENTE ATRÁS DA VÍTIMA. POSICIONAR A MÃO FECHADA
COM O POLEGAR PARA DENTRO, CONTRA O ABDÓMEN DA VÍTIMA, LIGEIRAMENTE ACIMA DO UMBIGO E
ABAIXO DO LIMITE DAS COSTELAS. AGARRE FIRMEMENTE O PULSO COM A OUTRA MÃO E EXERÇA UM
RÁPIDO PUXÃO PARA CIMA; EFETUAR ENTRE 6 A 10 COMPRESSÕES RÁPIDAS. SE NÃO OBTIVER SUCESSO
REPETIR A SEQUÊNCIA. NO CASO DE INDIVÍDUOS OBESOS E GESTANTES AS COMPRESSÕES DEVEM SER
REALIZADAS NO OSSO ESTERNO.
ENGASGAMENTO: CRIANÇAS PEQUENAS OU
BEBÉS:
• COLOQUE A CRIANÇA DEITADA EM DECÚBITO VENTRAL APOIADA NO SEU ANTEBRAÇO, COM A CABEÇA
MAIS BAIXA QUE O TRONCO.
• EFETUE 5 PANCADAS NA PARTE SUPERIOR E AO CENTRO DAS COSTAS (ENTRE AS ESCÁPULAS);
• CASO NÃO TENHA OCORRIDO À DESOBSTRUÇÃO, VIRE A CRIANÇA DE COSTAS (DECÚBITO DORSAL), APOIE
2 OU 3 DEDOS NO SEU ABDÔMEN;
• REALIZE ENTRE 5 COMPRESSÕES;
• SE NECESSÁRIO, REPETIR O PROCEDIMENTO.
5 pancadas interescapulares e manobra de
Heimlich

https://www.youtube.com/watch?v=bLyN1qCPmZY
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA NOS BEBÉS

https://www.youtube.com/watch?v=Pa7iLoUM1PE
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA NAS CRIANÇAS

https://www.youtube.com/watch?v=lYwuoGkJo60
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
CONSIDERAM-SE QUATRO AS ATITUDES QUE DETERMINAM UM BOM SOCORRO ÀS VITIMAS DE PARAGEM
CARDIORRESPIRATÓRIA:
• RECONHECIMENTO PRECOCE DE UMA SITUAÇÃO DE URGÊNCIA E ATIVAÇÃO DOS SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA MÉDICA
• MANOBRAS DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA PRECOCE
• DESFIBRILAÇÃO AUTOMÁTICA PRECOCE
• SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
SURGE ASSIM O CONCEITO DE CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA QUE TRADUZ UM CONJUNTO DE AÇÕES QUE “LIGAM” UMA VÍTIMA DE
PARAGEM CARDÁICA Á SUA SOBREVIVÊNCIA
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
MANOBRAS DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA
• Problemas Associados ao SBV

• PROBLEMAS COM A VENTILAÇÃO:


- INSUFLAÇÃO DE AR PARA ESTÔMAGO: O QUE PODE PROVOCAR A SAÍDA DO CONTEÚDO GÁSTRICO
PARA VIA AÉREA, PROVOCADO A ELEVAÇÃO DO DIAFRAGMA DIFICULTANDO OS MOVIMENTOS
RESPIRATÓRIOS TORNANDO A VENTILAÇÃO INEFICAZ
• Problemas com as compressões:
- Fraturas (ex. articulação das costelas com esterno);
- Lesões dos órgãos internos (ex. rotura do pulmão, do coração ou do fígado)
ATENÇÃO:

• LOGO QUE A VÍTIMA RESPIRE NORMALMENTE, COLOCÁ-LA EM POSIÇÃO


LATERAL DE SEGURANÇA (PLS) E MANTÊ-LA CONFORTAVELMENTE
AQUECIDA. EM QUALQUER SITUAÇÃO, MESMO DE APARENTE RECUPERAÇÃO
TOTAL, A VÍTIMA DEVE SER ENVIADA AO HOSPITAL. É UMA SITUAÇÃO
GRAVE QUE NECESSITA TRANSPORTE URGENTE PARA O HOSPITAL.
VENTILAÇÃO COM MÁSCARA DE BOLSO
• UMA MÁSCARA DE BOLSO PODE SER UTILIZADA POR LEIGOS COM TREINO MÍNIMO NA REALIZAÇÃO
DE VENTILAÇÕES DURANTE UMA RCP. ESTE DISPOSITIVO ADAPTA-SE NA FACE DA VÍTIMA, SOBRE O
NARIZ E BOCA E POSSUI UMA VÁLVULA UNIDIRECIONAL QUE DESVIA DO REANIMADOR O AR
EXPIRADO DA VÍTIMA.

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COMO UTILIZAR:
• 1. COLOCAR A MÁSCARA SOBRE O NARIZ E BOCA DA VÍTIMA (A PARTE MAIS ESTREITA DA MÁSCARA DE
BOLSO DEVERÁ FICAR SOBRE O DORSO DO NARIZ; A PARTE MAIS LARGA DA MÁSCARA DEVERÁ FICAR A
BOCA);
• 2. COLOCAR O POLEGAR E O INDICADOR NA PARTE MAIS ESTREITA DA MÁSCARA;
• 3. COLOCAR O POLEGAR DA OUTRA MÃO A MEIO DA PARTE MAIS LARGA DA MÁSCARA E USAR OS OUTROS
DEDOS PARA ELEVAR O QUEIXO DA VÍTIMA, CRIANDO UMA SELAGEM HERMÉTICA; 4. SOPRAR
SUAVEMENTE PELA VÁLVULA UNIDIRECIONAL DURANTE CERCA DE 1 SEGUNDO (POR CADA VENTILAÇÃO),
POR FORMA A QUE O TÓRAX DA VÍTIMA SE ELEVE;
• 5. RETIRAR A BOCA DA VÁLVULA DA MÁSCARA APÓS INSUFLAR

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COMO LIGAR PARA O 112

https://www.youtube.com/watch?v=d-OOS8MXy_4
https://www.youtube.com/watch?v=8yXglzw4yZ0
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
https://www.youtube.com/watch?v=HeZ0jfqodK0

MANOBRAS DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA


• NO CASO DE VÍTIMAS DESCONHECIDAS E NA AUSÊNCIA DE ALGUM MECANISMO DE BARREIRA PARA
EFETUAR AS INSUFLAÇÕES, NÃO DEVERÁ EFETUAR VENTILAÇÃO BOCA-A-BOCA. NESTE CASO É PREFERÍVEL
EFETUAR APENAS COMPRESSÕES TORÁCICAS, A UM RITMO DE 100/MIN, QUE NÃO EFETUAR NENHUM SBV.
https://www.youtube.com/watch?v=XdbJ684yWmM

AVALIAR VOS:
Certificar-

POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA


É A TÉCNICA USADA PARA DOENTES INCONSCIENTES, MAS QUE RESPIRAM, ENQUANTO ESPERAMOS PELA
CHEGADA DA AJUDA ESPECIALIZADA. DEVEM SER SEGUIOS OS SEGUINTES PASSOS:
• CERTIFICAR-SE QUE A CABEÇA DA VÍTIMA SE ENCONTRA EM EXTENSÃO;
• AJOELHAR-SE AO LADO DA VÍTIMA. ASSEGURAR-SE QUE AMBAS AS PERNAS ESTÃO ESTICADAS;
• COLOCAR O MEMBRO SUPERIOR DA VÍTIMA (DO SEU LADO) EM ÂNGULO RETO (90º), EM RELAÇÃO AO
CORPO DA MESMA. DOBRAR O ANTEBRAÇO PARA CIMA COM A PALMA DA MÃO VIRADA PARA CIMA;
• COLOCAR O OUTRO BRAÇO DA VÍTIMA ATRAVESSADO SOBRE O TÓRAX DA MESMA. SEGURAR AS COSTAS
DA MÃO DA VÍTIMA CONTRA A BOCHECHA (DO SEU LADO).MANTER A MÃO DA VÍTIMA NO LUGAR;
• COM A MÃO LIVRE, AGARRE PELO JOELHO, A PERNA DA VÍTIMA QUE FICA OPOSTA A SI. ELEVE A PERNA DA
VÍTIMA, MAS DEIXE O PÉ NO CHÃO;
• PUXAR A PERNA ELEVADA NA SUA DIREÇÃO. ENTRETANTO, CONTINUE A PRESSIONAR AS COSTAS DA MÃO
DA VÍTIMA CONTRA A BOCHECHA. VIRE A VÍTIMA NA SUA DIREÇÃO PARA A COLOCAR DE LADO;
• POSICIONAR A PERNA QUE ESTÁ POR CIMA DE TAL FORMA QUE A ANCA E O JOELHO ESTEJAM EM ÂNGULO
RETO;
• INCLINAR NOVAMENTE A CABEÇA PARA TRÁS PARA MANTER AS VIAS AÉREAS DESOBSTRUÍDAS;
• AJUSTAR A MÃO DA VÍTIMA SOB A BOCHECHA, SE NECESSÁRIO, PARA MANTER A CABEÇA INCLINADA;
• 112
• VERIFICAR REGULARMENTE A VENTILAÇÃO DA VÍTIMA.
https://www.youtube.com/watch?v=R2zQxYIqias
CRISE DE HIPOGLICÉMIA (DIABETES)
A diabetes é uma doença crónica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. Esta doença
resulta de um deficiente funcionamento do pâncreas e da capacidade do nosso organismo usar a glicose
(açúcar). A diabetes da criança e do jovem requer tratamento com insulina.

A complicação mais grave e frequente do diabético é a crise de HIPOGLICÉMIA (baixa de açúcar no sangue).
Ocorre habitualmente por atraso ou falha de uma refeição, vómitos, insulina em excesso, má técnica na
administração de insulina ou atividade física intensa, surgindo então alguns dos seguintes sinais e
sintomas.

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SINAIS E SINTOMAS
• PALIDEZ, SUORES, TREMORES DAS MÃOS;
• FOME INTENSA;
• CONFUSÃO MENTAL, RACIOCÍNIO LENTO, BOCEJOS REPETIDOS, EXPRESSÃO
APÁTICA, “APALERMADA”;
• VOZ A EMARANHAR-SE;
• ALTERAÇÕES DE HUMOR: IRRITABILIDADE, AGRESSIVIDADE, “RABUJICE”,
TEIMOSIA, APATIA;
• PALPITAÇÕES, PULSO RÁPIDO;
• PERDA DA FALA E DOS MOVIMENTOS ATIVOS;
• DESMAIO, CONVULSÃO, COMA.

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O QUE DEVE FAZER
HIPOGLICÉMIA MODERADA
• LIDAR COM A PESSOA COM CALMA, MEIGUICE E DELICADEZA (HABITUALMENTE HÁ REJEIÇÃO E TEIMOSIA EM RELAÇÃO
AO QUE LHE É PROPOSTO);
• DAR AÇÚCAR:
– 1 COLHER DE SOPA CHEIA OU 2 PACOTES DE AÇÚCAR (10 A 15 G). AGUARDAR 2-3 MINUTOS E REPETIR A OPERAÇÃO ATÉ
MELHORIA DOS SINTOMAS;
– DETERMINAR, SE POSSÍVEL, A GLICÉMIA CAPILAR COM O KIT INDIVIDUAL QUE HABITUALMENTE AS PESSOAS
DIABÉTICAS TRANSPORTAM CONSIGO ;
– APÓS MELHORIA (MAIS OU MENOS 10 A 15 MINUTOS), DAR HIDRATOS DE CARBONO DE ABSORÇÃO LENTA (PÃO DE
MISTURA, BOLACHAS DE ÁGUA E SAL OU INTEGRAIS, OU TOSTAS).

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HIPOGLICÉMIA GRAVE
• VÍTIMA COM ALTERAÇÕES DE CONSCIÊNCIA.
• DEITAR A VÍTIMA EM POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA;
• FAZER UMA PAPA DE AÇÚCAR E COLOCÁ-LA NO INTERIOR DA BOCHECHA;
• SE A VÍTIMA NÃO RECUPERAR, CHAMAR O 112.

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O QUE NÃO DEVE FAZER
• DEIXAR A VÍTIMA SOZINHA;
• DAR LÍQUIDOS AÇUCARADOS À VÍTIMA COM ALTERAÇÕES DE CONSCIÊNCIA.

Atenção:
Utilize o açúcar à menor suspeita, pois tomado em exagero de
vez em quando não prejudica, enquanto a falta ou o atraso ataca
o cérebro e pode levar ao coma e à morte.
Se a vítima não consegue engolir, é uma situação grave que
necessita transporte urgente para o Hospital. Não perder tempo!

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CONVULSÃO
• UMA CONVULSÃO É A RESPOSTA A UMA DESCARGA ELÉTRICA ANORMAL NO CÉREBRO. É MUITAS
VEZES CONHECIDA POR “ATAQUE” E CARACTERIZA-SE POR ALGUNS DOS SEGUINTES SINAIS OU
SINTOMAS.
SINAIS E SINTOMAS
• FACE ARROXEADA;
• MOVIMENTOS BRUSCOS E DESCONTROLADOS DA CABEÇA E/OU EXTREMIDADES;
• PERDA DE CONSCIÊNCIA, COM QUEDA DESAMPARADA;
• OLHAR VAGO, FIXO E/OU “REVIRAR DOS OLHOS” (PRECEDE OS ANTERIORES);
• “ESPUMAR PELA BOCA”;
• PERDA DE URINA E/OU FEZES;
• MORDER A LÍNGUA E/OU LÁBIOS.

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O QUE DEVE FAZER
• Afastar todos os objetos onde a vítima se possa magoar e amparar-lhe a cabeça com a mão ou com um
objeto macio (camisola, toalha);
• Desapertar a roupa à volta do pescoço;
• Tornar o ambiente calmo, afastando os curiosos;
• Anotar a duração da convulsão;
• Acabada a fase de movimentos bruscos, colocar a vítima na Posição Lateral de Segurança (PLS);

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• MANTER A VÍTIMA NUM AMBIENTE TRANQUILO E CONFORTÁVEL;
• AVISAR FAMILIARES;
• ENVIAR A VÍTIMA AO HOSPITAL SEMPRE QUE:
– FOR A PRIMEIRA CONVULSÃO;
– DURAR MAIS DE 8 MINUTOS;
– SE REPETIR.

Atenção:
Na criança pequena (idade inferior a 5 anos), a convulsão pode ser
provocada (ou acompanhada) por febre.

Quando a crise terminar, deve verificar a temperatura axilar e se tiver mais


de 37,5 ºC administrar antipirético sob a forma de supositório
(Paracetamol, por exemplo: Ben-U-Ron, Tylenol ou similar).

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https://www.youtube.com/watch?v=UNX6Gvqg_A8 61
EPISTAXIS/HEMORRAGIA NASAL
• EPISTAXIS É A HEMORRAGIA NASAL PROVOCADA PELA RUTURA DE VASOS
SANGUÍNEOS DA MUCOSA DO NARIZ.

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SINAIS E SINTOMAS

• SAÍDA DE SANGUE PELO NARIZ, POR VEZES ABUNDANTE E


PERSISTENTE.
• SE A HEMORRAGIA É GRANDE, O SANGUE PODE SAIR
TAMBÉM PELA BOCA.

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O QUE DEVE FAZER
• SENTAR A VÍTIMA COM A CABEÇA DIREITA NO ALINHAMENTO
DO CORPO (NEM PARA TRÁS, NEM PARA A FRENTE);
• COMPRIMIR COM O DEDO A NARINA QUE SANGRA, DURANTE
10 MINUTOS;

• Aplicar gelo exteriormente, não diretamente


sobre a pele;

• Se a hemorragia não parar, introduzir um


tampão coagulante na narina que sangra
(“Spongostan”, por exemplo), fazendo ligeira
pressão para que a cavidade nasal fique bem
preenchida.
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O QUE NÃO DEVE FAZER:
• NÃO PONHA A CABEÇA ENTRE OS JOELHOS NEM A COLOQUE PARA TRÁS. O ÚLTIMO É
O PIOR PORQUE EXISTE A POSSIBILIDADE DA PESSOA ASPIRAR O PRÓPRIO
SANGUE PARA OS PULMÕES OU PARA O ESTÔMAGO CAUSANDO ACESSO DE
VÓMITOS.

Atenção:
Antes de qualquer procedimento o socorrista deve calçar luvas
descartáveis. Se a hemorragia persistir mais do que 10 minutos,
transportar a vítima para o Hospital.

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DESMAIO/PERDA SÚBITA DE CONSCIÊNCIA
•É PROVOCADO POR FALTA DE OXIGÉNIO NO CÉREBRO, À QUAL O
ORGANISMO REAGE DE FORMA AUTOMÁTICA, COM PERDA DE
CONSCIÊNCIA E QUEDA BRUSCA E DESAMPARADA DO CORPO.
NORMALMENTE, O DESMAIO DURA 2 A 3 MINUTOS.
• PODE TER DIVERSAS CAUSAS: EXCESSO DE CALOR, FADIGA, JEJUM
PROLONGADO, PERMANÊNCIA DE PÉ DURANTE MUITO TEMPO, ETC.

66
SINAIS E SINTOMAS

• PALIDEZ;
• SUORES FRIOS;
• FALTA DE FORÇA;
• PULSO FRACO.

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O QUE DEVE FAZER

1º. SE NOS APERCEBERMOS DE QUE UMA PESSOA


ESTÁ PRESTES A DESMAIAR:
• SENTÁ-LA;
• COLOCAR-LHE A CABEÇA ENTRE AS PERNAS;
• MOLHAR-LHE A TESTA COM ÁGUA FRIA;
• DAR-LHE DE BEBER CHÁ OU CAFÉ AÇUCARADOS.
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2.º. SE A PESSOA JÁ ESTIVER DESMAIADA:
• DEITÁ-LA COM A CABEÇA DE LADO E AS
PERNAS ELEVADAS ACIMA DO TÓRAX;
• DESAPERTAR-LHE AS ROUPAS;
• MANTÊ-LA CONFORTAVELMENTE
AQUECIDA, MAS, SEMPRE QUE POSSÍVEL,
EM LOCAL AREJADO;
• LOGO QUE RECUPERE OS SENTIDOS, DAR-
LHE UMA BEBIDA AÇUCARADA;
• CONSULTAR POSTERIORMENTE O MÉDICO.

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https://www.youtube.com/watch?v=VYFYThZqUbA&list=UUD7aiLjAZFKIQAeRkNQhR6A&index=117
ELETROCUSSÃO (CHOQUE ELÉTRICO)

• ELETROCUSSÃO OU
CHOQUE ELÉTRICO É UMA
SITUAÇÃO PROVOCADA
PELA PASSAGEM DE
CORRENTE ELÉTRICA
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ATRAVÉS DO CORPO.
O QUE DEVE FAZER
• DESLIGAR O DISJUNTOR PARA CORTAR IMEDIATAMENTE A CORRENTE ELÉTRICA;
• TER O MÁXIMO CUIDADO EM NÃO TOCAR NA VÍTIMA SEM PREVIAMENTE TER DESLIGADO A
CORRENTE;
• PREVENIR A QUEDA DO SINISTRADO;
• APLICAR O PRIMEIRO SOCORRO CONVENIENTE:
– REANIMAÇÃO CÁRDIO-RESPIRATÓRIA.
– APLICAÇÃO DE UMA COMPRESSA OU DE UM PANO BEM LIMPO SOBRE A QUEIMADURA.

É UMA SITUAÇÃO GRAVE QUE NECESSITA TRANSPORTE


URGENTE PARA O HOSPITAL.

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O QUE NÃO DEVE FAZER

• TOCAR NA VÍTIMA SE ESTIVER EM CONTACTO COM A CORRENTE ELÉTRICA;


• TENTAR AFASTAR O FIO DE ALTA TENSÃO COM UM OBJETO.

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ENTORSE
• A ENTORSE É UMA LESÃO NOS TECIDOS MOLES (CÁPSULA ARTICULAR E/OU
LIGAMENTOS) DE UMA ARTICULAÇÃO.

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SINAIS E SINTOMAS
• A dor na articulação é gradual ou imediata;
• Observa-se edema (inchaço) na articulação lesada;
• Verifica-se imediata ou gradualmente uma incapacidade para mexer a articulação.

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O QUE DEVE FAZER

• EVITAR A MOVIMENTAÇÃO DA ARTICULAÇÃO LESIONADA E PROCEDER À


IMOBILIZAÇÃO DO MEMBRO;
• ELEVAR O MEMBRO LESIONADO;
• APLICAR GELO OU DEIXAR CORRER ÁGUA FRIA SOBRE A ARTICULAÇÃO;
• CONSULTAR POSTERIORMENTE O MÉDICO.

76
LESÕES MUSCULARES
• DISTENSÃO
ROTURA DAS FIBRAS QUE COMPÕEM OS MÚSCULOS, RESULTANTE DE UM ESFORÇO PARA ALÉM DA SUA RESISTÊNCIA (EX:
LEVANTAR PESOS).
SINAIS E SINTOMAS
• DOR LOCAL DE INSTALAÇÃO SÚBITA;
• RIGIDEZ MUSCULAR;
• EDEMA.
PRIMEIRO SOCORRO:
• INSTALAR A VÍTIMA EM POSIÇÃO CONFORTÁVEL;
• SE O ACIDENTE É RECENTE, FAZER APLICAÇÕES FRIAS;
• REPOUSO ABSOLUTO DO MÚSCULO, MANTENDO-O IMÓVEL;
• SE HOUVER DÚVIDAS SOBRE O ESTADO DA VÍTIMA PROMOVER O TRANSPORTE AO HOSPITAL.

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• CÃIBRA
CONTRAÇÃO SUSTENTADA, INVOLUNTÁRIA E DOLOROSA DE UM MÚSCULO OU DE UM CONJUNTO DE
MÚSCULOS, PROVOCADA POR SITUAÇÕES DE FADIGA MUSCULAR, SUDAÇÃO ABUNDANTE OU QUALQUER
OUTRA SITUAÇÃO QUE PROVOQUE DESIDRATAÇÃO.
SINAIS E SINTOMAS
• DOR LOCAL DE INSTALAÇÃO SÚBITA;
• RIGIDEZ MUSCULAR;
• EDEMA.
PRIMEIRO SOCORRO
• ESTIRAR OS MÚSCULOS AFETADOS FORÇANDO O SEU RELAXAMENTO;
• MASSAJAR SUAVEMENTE O LOCAL;
• APLICAR, LOCALMENTE E DE FORMA INDIRETA, CALOR.
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TRAUMATISMOS
• OS TRAUMATISMOS CRÂNIO-ENCEFÁLICOS E VERTEBRO-MEDULARES (DA
COLUNA) SÃO DAS LESÕES MAIS GRAVES EM TRAUMA, UMA VEZ QUE SÃO
RESPONSÁVEIS POR UM ELEVADO NÚMERO DE MORTES MAS TAMBÉM POR
CAUSAREM LESÕES PERMANENTES NOS DOENTES.

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TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO
• OS TRAUMATISMOS DA CABEÇA INCLUEM FRATURAS DO CRÂNIO, DOS OSSOS DA FACE E DOS TECIDOS MOLES.
SINAIS E SINTOMAS
• VÃO SURGIR ALTERAÇÕES DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA TAIS COMO:
– SONOLÊNCIA;
– IRRITABILIDADE;
– CONFUSÃO MENTAL (DESORIENTAÇÃO NO TEMPO E NO ESPAÇO); AGITAÇÃO.
• TONTURAS;
• NÁUSEAS (SENSAÇÃO DE VÓMITO) OU MESMO VÓMITOS;
• PERTURBAÇÃO DA VISÃO (TURVA OU DESFOCADA);
• ALTERAÇÃO DOS MOVIMENTOS E DA SENSIBILIDADE;
• SAÍDA DE SANGUE OU LÍQUIDO CÉFALO-RAQUIDIANO PELOS OUVIDOS E NARIZ.

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O QUE DEVE FAZER
• MANTER A VITIMA EM REPOUSO;
• CASO A VITIMA TENHA CAPACETE, ESTE APENAS DEVE SER RETIRADO SE EXISTIR COMPROMISSO DA VIA AÉREA E DA
RESPIRAÇÃO OU SE O SOCORRISTA POSSUIR FORMAÇÃO E CONDIÇÕES PARA A SUA EXTRAÇÃO CONTROLADA;
• NÃO MOVER O DOENTE;
• CONTROLAR POSSÍVEIS HEMORRAGIAS EXCETO SE O SANGUE SAIR DOS OUVIDOS. NESSE CASO, DEIXÁ-LO SAIR E
COLOCAR APENAS UMA COMPRESSA PARA EMBEBER;
• MANTER A VIA AÉREA LIVRE. TER EM ATENÇÃO UM POSSÍVEL VÓMITO;
• ADMINISTRAR OXIGÉNIO, SE POSSÍVEL;
• AVALIAR E REGISTAR OS PARÂMETROS VITAIS;
• IMOBILIZAR A VITIMA E MANTER A SUA CABEÇA ELEVADA A 30º.

81
TRAUMATISMOS DA COLUNA
• A COLUNA VERTEBRAL É UMA ESTRUTURA ÓSSEA QUE CONTÉM NO SEU INTERIOR A ESPINAL
MEDULA. ESTA, POR SUA VEZ, É RESPONSÁVEL PELA TRANSMISSÃO E RECEÇÃO DA INFORMAÇÃO
ENTRE O CÉREBRO E O RESTO DO ORGANISMO.

AS LESÕES DE COLUNA PODEM SER PROVOCADAS POR:


• TRAUMATISMO DIRETO (EX.: PANCADA DIRETA NA COLUNA);
• TRAUMATISMO INDIRETO (EX.: QUEDA DA VÍTIMA).

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SINAIS E SINTOMAS:
• ALTERAÇÃO DA MOBILIDADE E DA SENSIBILIDADE
• DEFORMAÇÃO – A ZONA ONDE SE DEU O TRAUMATISMO ENCONTRA-SE
DEFORMADA, NÃO DEIXANDO DESTA FORMA DÚVIDAS EM RELAÇÃO À EXISTÊNCIA
DA LESÃO;
• DIFICULDADE RESPIRATÓRIA
• ALTERAÇÃO DOS SINAIS VITAIS – A ALTERAÇÃO DOS SINAIS VITAIS VAI DEPENDER
DO NÍVEL A QUE SE DEU A LESÃO, PODENDO SURGIR DIFERENÇAS DE TEMPERATURA
ACIMA E ABAIXO DA LESÃO.

No caso de acidente, queda, traumatismo craniano ou vítima inconsciente


de causa desconhecida, suspeite sempre de lesão de coluna.
O QUE DEVE FAZER
• VERIFICAR A VIA AÉREA (A), A VENTILAÇÃO (B) E A CIRCULAÇÃO (C);
• MOVIMENTAR A VITIMA O MENOS POSSÍVEL E SEMPRE COMO UM TODO;
• EFETUAR O ALINHAMENTO SEGUINDO COMO REFERÊNCIA UMA LINHA IMAGINÁRIA ENTRE O NARIZ E O UMBIGO DA VITIMA (SE POSSÍVEL APÓS ESTA MANOBRA
APLICAR UM COLAR CERVICAL);
• AVALIAR E REGISTAR OS SINAIS VITAIS;
• PROCURE SABER:
– COMO OCORREU O INCIDENTE;
– ANTECEDENTES PESSOAIS;
– MEDICAÇÃO;
– ALERGIAS;
– ÚLTIMA REFEIÇÃO.
• ATIVAR OS MEIOS DE SOCORRO (LIGAR 112);
• CASO SEJA NECESSÁRIO REMOVER A VITIMA DO LOCAL (DECISÃO QUE SOMENTE DEVE SER TOMADA EM ÚLTIMO RECURSO), EFETUAR A SUA IMOBILIZAÇÃO COM
RECURSO A UMA SUPERFÍCIE PLANA E DURA.