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10/09/2020 Ginástica Artística para crianças deficientes visuais.

Relato de experiência

Ginástica Artística para crianças


deficientes visuais. Relato de experiência
* Bacharel e Licenciada em Educação Física Profª. Cintia Moura de Souza*
pela Universidade Estadual de Campinas.
** Bacharel e Licenciado em Educação Física pela cintiamoura@hotmail.com
Universidade Estadual de Campinas. Mestrado em Educação Física Adaptada pela Faculdade de Prof. Ms. Ciro Winckler de Oliveira Filho**
Educação Física cirowin@hotmail.com
*** Bacharel e Licenciada em Educação Física pela Profª. Ana Carolina Gonçalves de Oliveira
Universidade Estadual de Campinas.
**** Bacharel e Licenciada em Educação Física pela PUC - Campinas. Ferreira***
Mestrado em Educação Física Adaptada pela UNIMEP - Piracicaba. carolfef@yahoo.com.br
Doutorado em Educação Física Adaptada Prof. Dr. José Júlio Gavião de Almeida****
Diretor Associado da Faculdade de Educação Física gaviao@fef.unicamp.br
da Universidade Estadual de Campinas. (Brasil)

Resumo
A Ginástica Artística (G.A.) é uma modalidade esportiva que vem ganhando credibilidade na cultura brasileira, devido à conquista da medalha de prata por nossa
atleta Daniele Hypólito no último mundial da Bélgica. E como pudemos perceber, através de pesquisas bibliográficas e de mercado, são poucos os esportes e
atividades físicas que possuem adaptação, tanto estrutural como profissional, adequados para atender pessoas portadoras de Deficiência Visual (D.V.) . O que
dificulta a participação dessa população. Tais obstáculos encontrados a prática da atividade física, podem levá-los a um processo desencadeador de severos
comprometimentos relacionados a: independência, segurança, aquisição e desenvolvimento de conceitos, integração com o meio e consigo mesmo, assumir ou
concluir tarefas de conhecimento e satisfação pessoal. Acredita-se por isso, que a Educação Física, mas especificamente a Ginástica Artística, possa propiciar
diversos benefícios e contribuir para o desenvolvimento desses indivíduos. O objetivo de nossa pesquisa foi, portanto, estudar, planejar e promover atividades que
estimulassem e facilitassem o desenvolvimento de habilidades e capacidades motoras, proporcionando assim, o desenvolvimento motor, cognitivo e social das
crianças Deficientes Visuais participantes do projeto. Realizamos testes específicos para avaliar a capacidade física Equilíbrio, tomando como base à estrutura
teórica de GALLAHUE (2003, pg. 274). Os resultados dos testes, avaliados inicialmente e no final de um programa de dezoito aulas, mostraram-nos melhoras
qualitativas e quantitativas. Sendo assim, contribuir com os profissionais que atuam na área visto a carência de trabalhos com esse tema foi reflexo de nossa
proposta.
Unitermos: Deficiência visual. Ginástica Artística. Desenvolvimento motor. Teste de equilíbrio.

http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 94 - Marzo de 2006

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1. Introdução
"A deficiência visual é caracterizada por perdas parciais ou totais da visão, que após a melhor correção ótica ou
cirúrgica, limitem seu desempenho normal" (MELO, 1991). Portanto, utilizaremos em nossa pesquisa o termo
deficiente visual tanto para cegos como para baixa visão (MUNSTER E ALMEIDA, 2005, p. 30).

A Ginástica Artística é uma área riquíssima em subsídios essenciais para um programa de educação motora voltada
a pessoa deficiente visual. Como S. HUGONNIER, citado por BRUNO (1997, p.90) formula, "A criança que nasceu cega
está ameaçada por um grave retardamento psicomotor" e a melhor forma de remediar esse comprometimento é
oferecer uma educação psicomotora que conduza a descoberta de seu esquema corporal, a descoberta do espaço e
do ambiente em que vive, permitindo-lhe a aquisição de atitudes gestuais e comportamentais, oferecendo a essas
crianças uma boa relação com o mundo que a cerca.

Um programa de atividades físicas formuladas dentro do contexto da modalidade Ginástica Artística, enquadra
perfeitamente com um programa de educação motora, pois pode ser formulado dentro de um contexto individual,
respeitando as diferenças e necessidades de cada um. Considerando essa potencialidade, aplica-se técnica específica
de aprendizagem em diferentes vivências e contextos, visando desenvolver a capacidade de orientação e mobilidade
com mais independência, segurança e eficiência, possibilitando a esses indivíduos portadores de deficiência visual,
uma maior interação e participação social.

A mediação corporal, utilizada dentro de uma educação motora, facilitará o acesso à linguagem, leitura escrita e
cálculo (CRATTY,1972; BARTAL E NE'EAN,1993, apud in RODRIGUES, 2001, pág 28), no encontro de estados tônicos
e propícios para aprendizagem (toda a corrente da terapia psicomotora) e em muitas outras aplicações. Esta
abundância de aplicação é devido às características únicas que a mediação corporal apresenta e que a distinguem
claramente da linguagem verbal: a visibilidade - aprendizagem feita através da mediação da linguagem corporal é
observável e, portanto permite uma intervenção de ajuda mais situada (no caso de crianças com baixa visão); a
precedência - o corpo é a primeira linguagem; a expressividade - o corpo tem uma expressão mais autêntica do que a
linguagem falada e a permanência - a linguagem corporal caracteriza-se pela sua permanência, isto é, comunica
mesmo quando o indivíduo não fala.

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2. Ginástica Artística
A Ginástica Artística (G.A.) é composta por elementos ginásticos e acrobáticos que são básicos para a evolução
motora e contribuição para a formação integral de qualquer criança, seja ela portadora de qualquer deficiência, ou
não. Pode ser vista como atividade olímpica (de alto rendimento) e/ou como conteúdo da Educação Física escolar
(pela qual caminha nossa pesquisa).

A G.A. como competição, utiliza-se de alguns aparelhos: solo, trave, cavalo, cavalo com arções, barra fixa, barras
simétricas, barras assimétricas, argolas. E como aparelhagens auxiliares: podemos encontrar: espaldares, bancos
suecos, mini-trampolim, cordas (com no ou sem no), trampolim acrobático, plinto, cordas, arcos, bastões. Segundo
NISTA-PICCOLO (1988), através dos aparelhos citados, pode-se proporcionar grande diversidade de movimentos e
sensações para a criança.

A G.A. possui os movimentos previstos pelo código (modelos) e movimentos criados. Para cada um deles há uma
pontuação, segundo o código seguido em todo o mundo. São executados séries de movimentos acrobáticos e
ginásticos.

Os exercícios ginásticos são utilizados para fazer ligação entre os movimentos acrobáticos durante a execução das
séries, como por exemplo: passos, corridas, saltos, giros, equilíbrios, ondas, poses, marcações, balanceamentos,
circunduções, etc. Os exercícios acrobáticos podem ser classificados da seguinte forma: rotações, apoio, reversão,
suspensão (em aparelhos) e exercícios pré - acrobáticos.

CARRASCO (1982) separa os movimentos da G.A. em 10 famílias:

rotação para frente;

rotação para trás;

combinações de cambalhotas;

giros;

impulsão de pernas e braços alternativa (alternados);

posicionamento do dorso;

impulsão de penas - braços simultânea (braços simultaneamente e pernas também;

abertura - antepulsão;

fechamento - retropulsão;

evolução de giros horizontal.

LEGUET (1987), classifica os movimentos da G.A. em 12 grupos:

girar sobre si mesmo;

balancear em apoio;

balancear em suspensão;

passar pelo apoio invertido;

passar pela suspensão invertida;

deslocar-se bipedicamente;

equilibrar-se;

passagem pelo solo (ou trave);

abertura e fechamento;

volteio;

saltar;

aterrissar,equilibrar-se.

Cada grupo citado acima pode ser combinado com todos os outros grupos.

Essa modalidade pode oferecer uma diversidade grande de movimentos e situações não comuns, que auxiliam a
criança conhecer, dominar e sentir o próprio corpo.

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A G.A., sem a preocupação essencialmente de rendimento, pode proporcionar à criança, realizar os movimentos
básicos (andar, correr, saltar, girar, equilibrar, rastejar, quadrupediar, puxar, empurrar, trepar, transportar, balançar,
arremessar, etc), as atividades inabituais (rotações, reversões, inversões de apoios, etc), atividades motoras globais
que proporcionam a construção das estruturas sensório-motoras e o aumento do vocabulário motor.

"A seqüência de movimentos é a mesma para todas as crianças, apenas a velocidade de progressão é
que varia. Pode-se dizer que as ordens em que as atividades são dominadas depende do fator
maturacional, enquanto que o grau e a velocidade em que ocorre o domínio são mais na dependência
das experiências e diferenças individuais." (GOTANI,1988)
Experimentar, vivenciar, sentir o movimento é de extrema importância para a fase de aprendizagem. Tanto
CARRASCO (1982) quanto LEGUET (1987) criaram grupos de movimentos que nos possibilitam tal alcance dentro da
G.A.. A partir da aquisição de uma consciência corporal mais apurada após a vivência desses movimentos básicos, a
criança Deficiente Visual pode construir movimentos mais complexos dentro desse contexto mesmo da G.A., ou utilizar
de tais conhecimentos afim de criar uma maior autonomia e uma melhora em sua qualidade de vida.

3. Material e métodos
3.0. Revisão bibliográfica

Fizemos uma revisão bibliográfica dos seguintes tópicos:

Deficiência Visual;

Desenvolvimento Motor;

Atividade Física/Ginástica Olímpica;

Capacidade FÍsica Equilíbrio e testes voltados a esta capacidade.

3.1. Voluntários estudados

Nesta pesquisa de estudo transversal, estudamos um número referente a 10 crianças Deficientes Visuais, sendo 4
meninas e 6 meninos. Abrangendo uma faixa etária de 8 a 14 anos, que foram inseridas ao programa conforme a
procura após a divulgação.

3.2. Planejamento Experimental

Os voluntários estudados participaram de um programa, contendo aulas composta por três períodos:
alongamento/aquecimento;atividades gerais voltadas à G.A.; relaxamento e alongamentos finais. O programa foi
desenvolvido durante um período de 18 semanas, propondo atividades físicas diversas (jogos, ginástica artísitica,
ginástica rítmica, trampolim acrobático, ...), com uma sessão/semanal e duração de 75 minutos, na Faculdade de
Educação Física (FEF)/UNICAMP.

Os responsáveis pelos participantes dessa pesquisa foram informados a respeito dos objetivos da mesma e no caso
de aceitação, preencheram uma ficha de anamnese e, após as orientações e a devida aceitação, as mesmas
assinaram uma autorização para que pudéssemos utilizar os dados coletados (ficha de consentimento).

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da FCM - UNICAMP.

3.3. Aplicação dos testes de equilíbrio

Utilizamos como base para aplicação dos testes, uma tabela formulada pelo autor GALLAHUE (2003, pg. 274). Esta
tabela foi adaptada (ANEXO) pois não foi elaborada especificamente para pessoas deficientes visuais. A opção do
instrumento se deu devido a falta de um testes específicos direcionados ao grupo de pessoas escolhido para o estudo.
Os testes foram realizados durante dois momentos: um no primeiro dia de aula e outro no último dia de aula.

3.4. Análise e avaliação dos testes

Os testes foram analisados e discutidos após o último dia de aula e relacionados com as situações de aulas.
Constatando uma melhora qualitativa e quantitativa na capacidade física equilíbrio.

4. Cronograma das atividades práticas

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5. Discussão final
Pelo levantamento bibliográfico realizado a respeito do assunto, e pelas informações obtidas junto a profissionais
da área de saúde que trabalham com essa população, em nossa Universidade (UNICAMP), vimos que o preparo da
criança deficiente visual para um desenvolvimento motor adequado é imprescindível para o desenvolvimento global da
mesma.

A parceria oferecida pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM)- UNICAMP, mais especificamente o Departamento
de Oftalmologia e o Centro Gabriel Porto - CEPRE, com a qual já desenvolvemos outros trabalhos na área, tem nos
constatado a grande importância que a Ginástica Artística pode proporcionar ao tema proposto.

Pudemos assim, através desse projeto, aplicar exercícios e atividades físicas, que visaram estimular ao máximo
crianças Deficientes Visuais, respeitando suas necessidades próprias e consequentemente com o desenvolvimento
motor desses indivíduos.

Sendo a Ginástica Artística uma área rica a ser explorada por esse grupo, pois trabalha percepção corporal, gestos
variados, situações inabituais (ficar em suspensão, apoio invertido, locomover-se de diferentes formas e variadas
posições, desafiar vários obstáculos etc.), ela pôde gerar nas crianças grande interesse, prazer e desafios. Tudo o que
uma criança Deficiente Visual precisa como incentivo inicial, para deixar o sedentarismo (característica habitual desse
grupo, devida à falta de informações ou maiores estímulos) e ingressar numa vida social mais ativa e saudável.

Os resultados conferidos após a aplicação dos testes da capacidade física Equilíbrio e após analises realizadas no
decorrer das aulas, comprovaram uma melhora na capacidade física equilíbrio, assim como, resultados positivos no
desenvolvimento global (melhora na socialização, cooperação, entre outros) das crianças deficientes visuais
participantes do programa.

Para tanto, nos foi necessário preparar um programa incluindo atividades alem daquelas voltadas ao
desenvolvimento do Equilíbrio e adicionar outros exercícios daqueles voltados a estabilidade, e nos preocupar em
explorar também exercícios voltados a melhora da locomoção e manipulação, voltando a nosso ideal de
desenvolvimento motor respaldado em GALLAHUE (2003, pg. 195). Não esquecendo também, de incluir em nossas
aulas situações lúdicas, de cooperação, competição, desafios, exploração do novo e outras situações importantes para
o desenvolvimento global das crianças.

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Aumentando as possibilidade de ações motoras dessas crianças participantes do programa, concluímos que a
atividade física é um meio rico para o desenvolvimento global de todo e qualquer indivíduo.

6. Conclusão
A Ginástica Artística dentro dos seus aspectos pedagógicos tem alimentado a bagagem motora, afetivo e social das
crianças deficientes visuais através de conteúdos que visaram o desenvolvimento global em primeiro momento para
nossa análise qualitativa e um desenvolvimento da capacidade equilíbrio em um segundo momento, para nossa
análise quantitativa. Tivemos méritos nos dois quesitos, porém, foi muito mais relevante certas características do
desenvolvimento global, tais como, independência de ação e locomoção, postura e mobilidade.

Algumas observações gerais relevantes que coletamos e foram sempre consideradas no planejamento de nossas
atividades foram: respeitar o tempo de aprendizagem (considerando a bagagem motora de cada indivíduo), os níveis
de informações e as adaptações aos aparelhos e espaço utilizados nas aulas de Ginástica Artística.

Pudemos comprovar essa eficácia nos resultados positivos que os testes aplicados nos trouxeram. Sendo assim, é
possível apontar que aumentar as possibilidades de ações motoras denominadas "fundamental e especializada",
segundo GALLAHUE (2003, pg. 100), é tarefa imprescindível dentro de um programa de atividade física.

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Anexo

Teste aplicado para quantificar a capacidade equilíbrio

Aplicamos um teste para quantificar a capacidade equilíbrio embasado no autor GALLAHUE (2003 p. 274). Adaptamos
sua seqüência de desenvolvimento para equilíbrio em um pé transformando-a em forma de tabela. Quantificamos
cada tópico de sua seqüência com a discriminação "sim" ou "não" de acordo com a habilidade de cada criança perante
sua habilidade em caminhar sobre uma trave de equilíbrio, aproximadamente 10cm de largura e 4m. de comprimento
(vide tabela de teste abaixo).

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Nos utilizamos dessa tabela da seguinte maneira:

A. Estágio Inicial

1. A criança teria que se equilibrar sem deslocar muito a perna q não estava em contato com o solo;

2. Deveria deslocar-se com equilíbrio controlado;

3. Os braços deveriam permanecer afastados na linha do ombro ("aviãozinho");

4. Deveria deslocar-se alternado pé direito e pé esquerdo simultaneamente;

5. Avaliava se a criança precisava de auxílio de outra pessoa para se deslocar sobre a trave de equilíbrio;

6. Se a criança não conseguisse equilibrar-se mais que 10 passos sem auxílio externo;

7. Sem comentário do avaliador, era verificado se a criança utilizava-se de um ponto externo como referência ou
os pés.

B. Estágio Elementar

1. O avaliador pedia para a criança elevar a perna suspensa. Então, analisava se isso era possível ou não, com a
permanência do equilíbrio.

2. Quando a criança possuía baixa visão, o avaliador pedia para ela deslocar-se de olhos fechados e avaliava se
era possível pelo menos 5 passos realizados sem perda do equilíbrio. No caso de crianças cegas,
desconsideramos esse tópico.

3. Quando avaliamos esse tópico, consideramos que a posição ideal para manter o equilíbrio corporal bem
distribuído durante a caminhada sobre a trave de equilíbrio, seria mantendo os braços afastados até a altura
dos ombros. E quando isso não ocorria, no caso da criança manter os braços colados na lateral do corpo,
considerávamos um quesito negativo e dificultador, analisados frente ao desenvolvimento motor da criança;

4. O avaliador verificava se havia uma permanência maior de equilíbrio sobre algumas das pernas de apoios.

C. Estágio Maduro

1. Quando a criança com baixa visão podia se deslocar mais de 5 passos com equilíbrio controlado. Se a criança
era deficiente visual, desconsiderávamos este quesito;

2. Explicação idem ao tópico 3B;


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3. Se a criança era capaz de elevar a perna suspensa quando o avaliador pedia, sem perder o equilíbrio;

4. Sem o avaliador pedir, analisava se a criança era capaz de manter algum objeto com foco sem olhar para os
pés ou trave de equilíbrio;

5. Se é capaz de andar sem perder o equilíbrio (SIM) ou se é capaz somente de manter equilíbrio parado (NÃO).

Dificuldade de Desenvolvimento

A. Se o braço desloca-se em direção ao corpo;

B. Pela falta de equilíbrio a criança cria movimentos não adequados, como: deslocar tronco a frente, lateral, entre
outros;

C. Idem a resposta 3B;

D. Perda do equilíbrio facilmente, independente da perna de apoio ser direita ou esquerda;

E. Quando parada, em equilíbrio estático, e tem que mudar de posição, perde o equilíbrio;

F. Acrescentamos uma bola na mão nas crianças e pedimos a ela para deslocar segurando-a, em seguida
avaliamos se o equilíbrio permanecia ou havia alguma alteração significativa;

G. Se a criança mantinha o foco nos pés e/ou trave de equilíbrio;

H. Se a criança só se deslocava com auxílio de alguém.

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revista digital · Año 10 · N° 94 | Buenos Aires, Marzo 2006


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