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DISCIPLINAS COMPLEMENTARES

André Cunha
Direito Eleitoral
Aula 5

ROTEIRO DE AULA

• CONTENCIOSO ELEITORAL II

➢ Representações e Reclamações em sentido estrito


o Representações: ataca ato de partido político, coligação, candidato ou terceiros, em infração à legislação eleitoral.
▪ Pedido de providências ou sancionamento
▪ Para correção da ilegalidade e o sancionamento da conduta ou sua cessação
▪ Geralmente voltadas para questões de propaganda eleitoral, pesquisas eleitorais e debates.

o Reclamação: ataca ato de servidor da Justiça Eleitoral.


▪ Administrativamente

o Art. 96, da Lei n. 9.504/1997 e Resolução n. 23.547.


o Não seguem o art. 96, da Lei 9.504/1997 as previsões abaixo.
o Art. 23 da Resolução 23.547:
▪ As representações que visarem à apuração das hipóteses previstas nos arts. 23 (doação pessoas físicas),
▪ 30-A (captação ilícita de recursos),
▪ 41-A (captação ilícita de sufrágio),
▪ 45, inciso VI (divulgação de programa com nome de candidato),
▪ 73, 74, 75 e 77 (condutas vedadas) da Lei nº 9.504/1997 observarão o rito estabelecido pelo art. 22 da Lei
Complementar nº 64/1990

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o As representações poderão ser ajuizadas até a data da diplomação,
▪ Exceto as do art. 30-A e 23 da Lei nº 9.504/1997, que poderão ser propostas, respectivamente, no prazo de 15
(quinze) dias da diplomação e até 31 de dezembro do ano posterior à eleição.
▪ “Art. 23. Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais,
obedecido o disposto nesta Lei”
▪ “Art. 30-A. Qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze)
dias da diplomação, relatando fatos e indicando provas, e pedir a abertura de investigação judicial para apurar
condutas em desacordo com as normas desta Lei, relativas à arrecadação e gastos de recursos. “

o Prazos para propositura de representação sob o rito do art. 22 da LC nº 64/1990, contidos em dispositivos
específicos desta lei:
▪ 15 dias da diplomação, no caso do art. 30-A (caput);
▪ Até a data da diplomação, no caso de captação ilícita de sufrágio (art. 41-A, § 3º) e de conduta vedada a agentes
públicos em campanha (art. 73, § 12);
▪ Ac.-TSE, de 24.3.2011, no Ag nº 8225: até a data das eleições, no caso de divulgação de pesquisa eleitoral sem o
prévio registro, sob pena de perda do interesse de agir.

o Representações: geralmente questões de propaganda eleitoral, pesquisas eleitorais e debates (casos do art. 96
supracitado)
▪ Prazo para propositura de representação, até a data das eleições, no caso de propaganda eleitoral irregular:
- Ac.-TSE, de 19.6.2007, no REspe nº 27993 e, de 1º.3.2007, na Rp nº 1356 (propaganda em outdoor);
- Ac.-TSE, de 10.4.2007, na Rp nº 1247 e, de 30.11.2006, na Rp nº 1346 (propaganda antecipada);
- Ac.-TSE, de 2.10.2007, no REspe nº 28372 e, de 18.9.2007, no REspe nº 28014 (propaganda em bens públicos)
- Ac.-TSE, de 15.5.2007, no AgRgAI nº 6204 e, de 5.9.2006, no AgRgRp nº 1037: prazo de 48 horas para
representação por invasão de horário da propaganda eleitoral de outro candidato e por veiculação de propaganda
irregular no horário normal das emissoras.

o Legitimação ativa:
▪ Candidatos,
▪ partido,
▪ coligação e
▪ MP.

o Legitimação passiva:
▪ Candidato,
▪ partido,

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▪ coligação,
▪ terceiro que realizou o ato e servidor da Justiça (reclamação).

o Conhecimento das representações:


▪ Juízes Eleitorais (em mais de uma zona, TRE indicará um para receber representações). Art. 96, § 2º, da Lei n.
9.504/1997.
▪ Em caso de eleições gerais: TRE
- O TRE pode designar três juízes auxiliares para receber representações ao tribunal dirigidas (art. 96, § 3º, da Lei n.
9.504/1997).
- Os recursos contra as decisões dos juízes auxiliares serão julgados pelo Plenário do Tribunal.
- Ac.-TSE, de 12.5.2011, no PA nº 59896: embora não haja óbice à nomeação de juízes federais para atuarem como
juízes auxiliares, o balizamento constitucional e legal sobre os critérios de designação não autoriza o TSE a definir
a classe de origem dos ocupantes dessas funções eleitorais.
- Ac.-TSE, de 29.8.2002, no REspe nº 19890: a competência dos juízes auxiliares na representação com base no art.
36, § 3º, desta lei é absoluta e não se prorroga perante a conexão.
- Ac.-TSE, de 25.3.2010, na Rp nº 20574: as decisões proferidas por juiz auxiliar devem ser atacadas pelo recurso
inominado, no prazo de 24 horas, admitida a sustentação oral, sendo descabida a interposição de agravo regimental
ou de agravo interno.

▪ Juízes eleitorais, nas eleições municipais;


▪ Tribunais Regionais Eleitorais, nas eleições federais, estaduais e distritais;
▪ Tribunal Superior Eleitoral, na eleição presidencial.
- Ac.-TSE, de 10.9.2002, no AgRgRp nº 434: foro especial ao candidato a presidente da República na condição de
autor ou de réu.

▪ Res.-TSE nº 21078/2002 e Ac.-TSE, de 18.11.2004, na Rp nº 678: legitimidade do titular de direito autoral para
representar à Justiça Eleitoral contra violação de seu direito em horário gratuito de propaganda partidária ou
eleitoral;
▪ Ac.-TSE, de 21.10.2002, na Rp nº 586: competência da Justiça Eleitoral para fazer cessar a irregularidade na
propaganda;
▪ Res.-TSE nº 21978/2005: competência da Justiça Comum para examinar dano ao direito autoral
▪ Ac.-TSE, de 21.10.2002, na Rp nº 586: competência da Justiça Eleitoral para vedar, no horário destinado à
propaganda eleitoral gratuita, a reprodução de imagens fruto de criação intelectual de terceiros; v., contudo, Res.-
TSE nº 21978/2005:
▪ Competência do juiz eleitoral para fazer cessar irregularidades na propaganda eleitoral; competência da Justiça
Comum para examinar dano ao direito autoral.

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o Legitimidade do Ministério Público para propor representação por excesso de doação:
▪ Ac.-TSE, de 21.2.2017, no AgR-REspe nº 2621;
▪ por propaganda eleitoral irregular: Ac.-TSE, de 14.10.2014, na R-Rp nº 144474;
▪ para impugnar pesquisa eleitoral: Ac.-TSE, de 17.6.2004, no Ag nº 4654.

o Ac.-TSE, de 13.10.2011, no AgR-REspe nº 3776232: legitimidade ativa da coligação, mesmo após a realização das
eleições.
o Ac.-TSE, de 25.11.2008, nos ED-RO nº 1537: legitimidade do candidato para ajuizar ações eleitorais desde que
pertença à circunscrição do réu, tenha sido registrado para o pleito e os fatos motivadores da pretensão se
relacionem à mesma eleição, sendo desnecessária a repercussão direta na sua esfera política;
o Ac.-TSE, de 6.3.2007, no AgRgREspe nº 25770: legitimidade de coligação que participa de eleição majoritária para
propor representação fundada nesta lei, ainda que a representação se refira a pleito proporcional.
o As reclamações e representações devem relatar fatos, indicando provas, indícios e circunstâncias.
▪ Ac.-TSE, de 23.9.2002, na Rp nº 490: o verbo indicar refere-se àquelas provas que, dada sua natureza, não se
compatibilizam com sua imediata apresentação; autor e réu devem produzir as provas com a petição inicial e a
contestação.
▪ Ac.-TSE, de 1º.12.2015, no AgR-REspe nº 93359: a realização de perícia é incompatível com a ritualística das
representações regidas por esta lei, cuja celeridade não comporta o deferimento da providência requerida.
▪ Ac.-TSE, de 8.5.2008, no REspe nº 27141: "A narração da ocorrência dos fatos reputados como ilegais, incluindo
a respectiva prova material do alegado são suficientes para afastar qualquer declaração de nulidade quanto ao
aspecto formal da respectiva peça vestibular".

o Os pedidos de direito de resposta e as representações por propaganda eleitoral irregular em rádio, televisão e
internet tramitarão preferencialmente em relação aos demais processos em curso na Justiça Eleitoral (Lei nº
9.504/1997, art. 58-A).
o Os prazos relativos às reclamações, às representações e aos pedidos de resposta são contínuos e peremptórios e
não se suspendem aos sábados, domingos e feriados, entre 15 de agosto e 19 de dezembro (Lei Complementar nº
64/1990, art. 16).
o As representações relativas à propaganda irregular serão instruídas com prova da autoria ou do prévio
conhecimento do beneficiário, caso este não seja por ela responsável, observando-se o disposto no art. 40-B da Lei
nº 9.504/1997.
o As representações relativas à propaganda irregular no rádio e na televisão deverão ser instruídas com a
informação de dia e horário em que foi exibida e com a respectiva degravação da propaganda ou trecho impugnado.
o No período compreendido entre 15 de agosto e a data-limite para a diplomação dos eleitos, a citação do
candidato, do partido político ou da coligação será encaminhada, preferencialmente, para um dos meios de

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comunicação eletrônica previamente cadastrados no pedido de registro de candidatura, iniciando-se o prazo na data
de entrega da citação.
▪ No instrumento de citação, deverá constar cópia da petição inicial, acompanhada da transcrição da mídia de áudio
ou vídeo, se houver, e a indicação do acesso ao inteiro teor dos autos digitais no endereço do sítio eletrônico do
Processo Judicial Eletrônico.
▪ Encaminhado o instrumento de citação para o meio de comunicação indicado, considerar-se-á citado o
representado, independentemente de registro eletrônico da ciência.
▪ Na impossibilidade de se realizar a citação por comunicação eletrônica, serão utilizados quaisquer meios previstos
pelo Código de Processo Civil ou determinados pelo Juiz.
▪ As emissoras de rádio e televisão e demais veículos de comunicação, inclusive provedores e servidores de
internet, deverão, independentemente de intimação, indicar expressamente aos tribunais eleitorais os respectivos
endereços, incluindo o eletrônico, ou um número de telefone móvel que disponha de aplicativo de mensagens
instantâneas, pelos quais receberão ofícios, intimações ou citações, e deverão, ainda, indicar o nome de
representante ou de procurador com poderes para representar a empresa e, em seu nome, receber citações
pessoais.

o No período compreendido entre 15 de agosto e a data-limite para a diplomação dos eleitos, a publicação dos atos
judiciais será realizada em mural eletrônico, disponível no sítio do respectivo tribunal, com o registro do horário da
publicação, e os acórdãos serão publicados em sessão de julgamento.
▪ A publicação dos atos judiciais fora do período mencionado, será realizada no Diário da Justiça Eletrônico ou, na
impossibilidade, em outro veículo da imprensa oficial.
▪ No período mencionado, o Ministério Público será intimado das decisões e despachos por meio eletrônico e, dos
acórdãos, em sessão de julgamento, quando nela forem publicados.
▪ Nas publicações realizadas em meio eletrônico, aplica-se o art. 272 do Novo Código de Processo Civil (imprensa
oficial).

➢ Representações e Reclamações em sentido estrito: RITO PROCEDIMENTAL


o Devem ser subscritas por advogado.
o Recebida a representação ou reclamação, o representado será notificado para apresentar defesa em 48 horas (2
dias),
▪ se for direito de resposta, o prazo é de 24 horas (1 dia).

o Se houver pedido de tutela provisória, vai para o Juiz, que os analisará imediatamente, procedendo-se em seguida
à citação do representado, com a intimação da decisão proferida.

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o Com ou sem resposta, os autos irão ao MP, intimado pessoalmente ou por meio eletrônico, que dará parecer em
24 horas (1 dia).
▪ Findo tal prazo, com ou sem parecer, o processo irá para o Juiz, que decidirá em 24 horas (1 dia), publicando a
decisão.
▪ Direito de Resposta: 3 dias (da protocolização do pedido)

o Recurso em 24 horas (1 dia) e contrarrazões em igual prazo, contado da intimação em cartório.


▪ No Tribunal, recurso autuado e apresentado ao Presidente, no mesmo dia, que imediatamente distribuíra a um
relator, remetendo-o ao MP, para parecer em 24 horas (1 dia).
▪ Findo o prazo ministerial, com ou sem parecer, os autos vão ao relator, que os apresentará para julgamento em
48 horas (2 dias), em mesa, independente de pauta.
- Direito de Resposta: 1 dia (Resolução 23.547).

▪ Da decisão do TRE, caberá recurso especial ao TSE, em 3 dias, a contar da publicação da decisão em sessão (art.
276, § 1º, CE).
- Se for direito de resposta: 1 dia (Resolução 23.547).

o Jurisprudência
▪ Ac.-TSE, de 3.3.2015, no R-Rp nº 18154: possibilidade de ser convertido em dia o prazo fixado em 24 horas;
▪ Ac.-TSE, de 27.11.2007, no REspe nº 26904; de 15.3.2007, no REspe nº 26214 e, de 18.10.2005, no AgRgEDclRp
nº 789: fixado o prazo em horas passível de transformar-se em dia ou dias, impõe-se o fenômeno. A regra somente
pode ser afastada quando expressamente a lei prevê termo inicial incompatível com a prática;
▪ Ac.-TSE, de 3.8.2010, no AgR-REspe nº 36694: “Considera-se encerrado o prazo na última hora do expediente do
dia útil seguinte”.
▪ PRAZO DE 24 HORAS RECURSO:
- Ac.-TSE, de 29.5.2014, no AgR-Rp nº 24347 (recurso inominado contra decisões proferidas pelos juízes auxiliares
da propaganda eleitoral);
- Ac.-TSE, de 20.11.2007, no REspe nº 26281 (embargos de declaração a acórdão de TRE em representação por
propaganda extemporânea);
- Ac.-TSE, de 19.6.2007, no REspe nº 28209 (embargos de declaração a acórdão de TRE em representação por
propaganda irregular);
- Ac.-TSE, de 20.3.2007, na Rp nº 1350 e, de 10.8.2006, na Rp nº 884 (agravo regimental contra decisão monocrática
de ministro do TSE em representação por propaganda extemporânea);
- Ac.-TSE, de 6.3.2007, no REspe nº 27839 (decisão de juiz auxiliar de TRE em pedido de direito de resposta);
- Ac.-TSE, de 10.2.2005, no AgRgREspe nº 24600 e, de 20.6.2002, no AgRgREspe nº 16425 (recurso eleitoral contra
decisão de juiz eleitoral em representação por propaganda irregular);

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- Ac.-TSE, de 21.9.1999, no Ag nº 2008 (decisão de juiz auxiliar de TRE em representação por prática de propaganda
extemporânea

o Direito de Resposta
▪ Dirigidos ao Juiz Eleitoral encarregado da propaganda eleitoral.
▪ Art. 58 da Lei n. 9.504/1997, e Resolução 23.547, TSE.
▪ Notificação para defesa, em 24 horas.
▪ Parecer do Ministério Público – 24 horas.
▪ Decisão = 72 horas da protocolização do pedido. Art. 58, § 2º, da Lei 9.504/1997.
▪ Podem deduzi-lo
- o candidato,
- o partido ou
- a coligação.
- Terceiro poderá deduzi-lo quando entender que foi atingido, devendo-se submeter à lei eleitoral. Se foi atingido
fora do horário eleitoral, submeter-se-á à Lei de Imprensa.

▪ Recurso em 24 horas para o Tribunal.


- Presidente, no mesmo dia, distribui ao relator.
- Ministério Público – parecer 24 horas.
- Decisão em 24 horas.
- Recurso Especial – TSE – 24 horas (dispensado o Juízo de admissibilidade).
- Contrarrazões nos mesmos prazos de interposição, sempre.

➢ Corrupção Eleitoral (trata-se de crime)


o “Art. 299 do Código Eleitoral: Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro,
dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a
oferta não seja aceita:
Pena - reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.”

o Condutas feitas por candidatos ou em benefício destes


o Solicitar ou receber: condutas do eleitor
o Crime de “mão dupla”
o Dolo específico: obter ou dar voto; ou obter ou prometer abstenção
o Ac.-TSE, de 18.10.2016, AgR-AI nº 3748: a promessa de cargo a correligionário em troca de voto não configura o
delito previsto neste artigo.

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o Ac.-TSE, de 5.2.2015, no AgR-AI nº 20903: o crime previsto neste artigo tutela o livre exercício do voto ou a
abstenção do eleitor.

➢ Captação Ilícita de Sufrágio.


o “Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos (gastos eleitorais permitidos), constitui captação de
sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe
o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da
candidatura até o dia da eleição, inclusive, multa de mil Ufirs (R$1.064,10) a 50 mil Ufirs (R$53.205,00) e cassação do
registro ou do diploma, observado o procedimento previsto nos incisos I a XIII do art. 22 da Lei Complementar nº
64/1990 (Lei 9.840/99).
§ 1o Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do
dolo, consistente no especial fim de agir. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)
§ 2o As sanções previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com
o fim de obter-lhe o voto. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)
§ 3o A representação contra as condutas vedadas no caput poderá ser ajuizada até a data da diplomação. (Incluído
pela Lei nº 12.034, de 2009)
§ 4o O prazo de recurso contra decisões proferidas com base neste artigo será de 3 (três) dias, a contar da data da
publicação do julgamento no Diário Oficial. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)”

o Rito da investigação judicial eleitoral

o Lei 9504/97, “Art. 26. São considerados gastos eleitorais, sujeitos a registro e aos limites fixados nesta Lei:
(Redação dada pela Lei nº 11.300, de 2006)
I - confecção de material impresso de qualquer natureza e tamanho, observado o disposto no § 3 o do art. 38 desta
Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.891, de 2013)1
II - propaganda e publicidade direta ou indireta, por qualquer meio de divulgação, destinada a conquistar votos;
III - aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral;
IV - despesas com transporte ou deslocamento de candidato e de pessoal a serviço das candidaturas, observadas as
exceções previstas no § 3o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.488, de 2017)2

1
Art. 38, § 3o : Os adesivos de que trata o caput deste artigo poderão ter a dimensão máxima de 50 (cinquenta) centímetros por 40
(quarenta) centímetros. (Incluído pela Lei nº 12.891, de 2013)
2
§ 3o Não são consideradas gastos eleitorais nem se sujeitam a prestação de contas as seguintes despesas de natureza pessoal do
candidato: (Incluído dada pela Lei nº 13.488, de 2017)
a) combustível e manutenção de veículo automotor usado pelo candidato na campanha; (Incluído dada pela Lei nº 13.488, de 2017)
b) remuneração, alimentação e hospedagem do condutor do veículo a que se refere a alínea a deste parágrafo; (Incluído dada pela Lei
nº 13.488, de 2017)
c) alimentação e hospedagem própria; (Incluído dada pela Lei nº 13.488, de 2017)
d) uso de linhas telefônicas registradas em seu nome como pessoa física, até o limite de três linhas (Incluído dada pela Lei nº 13.488,
de 2017)

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V - correspondência e despesas postais;
VI - despesas de instalação, organização e funcionamento de Comitês e serviços necessários às eleições;
VII - remuneração ou gratificação de qualquer espécie a pessoal que preste serviços às candidaturas ou aos comitês
eleitorais;
VIII - montagem e operação de carros de som, de propaganda e assemelhados;
IX - produção ou patrocínio de espetáculos ou eventos promocionais de candidatura;
IX - a realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura; (Redação dada pela Lei nº
11.300, de 2006)
X - produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, inclusive os destinados à propaganda gratuita;
XII - realização de pesquisas ou testes pré-eleitorais;
XIII - confecção, aquisição e distribuição de camisetas, chaveiros e outros brindes de campanha; (Revogado pela
Lei nº 11.300, de 2006)
XV - custos com a criação e inclusão de sítios na internet e com o impulsionamento de conteúdos contratados
diretamente com provedor da aplicação de internet com sede e foro no País; (Redação dada pela Lei nº 13.488, de
2017)
XVI - multas aplicadas aos partidos ou candidatos por infração do disposto na legislação eleitoral.
XVII - produção de jingles, vinhetas e slogans para propaganda eleitoral. (Incluído pela Lei nº 11.300, de 2006)
§ 1o São estabelecidos os seguintes limites com relação ao total do gasto da campanha: (Redação dada pela Lei nº
13.488, de 2017)
I - alimentação do pessoal que presta serviços às candidaturas ou aos comitês eleitorais: 10% (dez por
cento); (Incluído pela Lei nº 12.891, de 2013)
II - aluguel de veículos automotores: 20% (vinte por cento). (Incluído pela Lei nº 12.891, de 2013)
§ 2o Para os fins desta Lei, inclui-se entre as formas de impulsionamento de conteúdo a priorização paga de
conteúdos resultantes de aplicações de busca na internet. (Incluído dada pela Lei nº 13.488, de 2017)”

o IMPORTANTE!!!!
▪ Lei 13.877/2019...
▪ Art. 44, da Lei n. 9.096/1995: despesas que podem ser pagas com o Fundo Partidário. Incluídos:
▪ Consultoria contábil e serviços de advocacia;
▪ Compra, locação, edificação e construção de imóveis para sede, bem como reformas, e compra e locação de
móveis.
▪ Custeio de impulsionamento de conteúdos (já autorizada para a propaganda eleitoral).
▪ Além disso...
▪ “Art. 23. Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais,
obedecido o disposto nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.034, de 2009)

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§ 1o As doações e contribuições de que trata este artigo ficam limitadas a 10% (dez por cento) dos rendimentos
brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)”
▪ PORÉM...
“§ 10. O pagamento efetuado por pessoas físicas, candidatos ou partidos em decorrência de honorários de serviços
advocatícios e de contabilidade, relacionados à prestação de serviços hem campanhas eleitorais e em favor destas,
bem como em processo judicial decorrente de defesa de interesses de candidato ou partido político, não será
considerado para a aferição do limite previsto no § 1º deste artigo e não constitui doação de bens e serviços
estimáveis em dinheiro. (Incluído pela Lei nº 13.877, de 2019)
§. 2º-A. O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o total de 10% (dez por cento) dos limites
previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer. (Incluído pela Lei nº 13.878, de 2019)” – Auto
financiamento eleitoral. Limite. Antes, podia autofinanciar a integralidade da campanha, agora, só 10% com
dinheiro próprio.
▪ Ainda falando das despesas com consultoria, assessoria e pagamento de honorários, de advogados e contadores,
a nova legislação introduziu três novos parágrafos ao artigo 26, que trata dos gastos eleitorais, sujeitos aos limites
da lei.
- “§ 4º As despesas com consultoria, assessoria e pagamento de honorários realizadas em decorrência da prestação
de serviços advocatícios e de contabilidade no curso das campanhas eleitorais serão consideradas gastos eleitorais,
mas serão excluídas do limite de gastos de campanha. (Incluído pela Lei nº 13.877, de 2019)”
- “§ 5º Para fins de pagamento das despesas de que trata este artigo, inclusive as do § 4º deste artigo, poderão ser
utilizados recursos da campanha, do candidato, do fundo partidário ou do FEFC. (Incluído pela Lei nº 13.877, de
2019)”
-“§ 6º Os recursos originados do fundo de que trata o art. 16-C desta Lei utilizados para pagamento das despesas
previstas no § 4º deste artigo serão informados em anexo à prestação de contas dos candidatos. (Incluído pela
Lei nº 13.877, de 2019)”

▪ “Art. 27. Qualquer eleitor poderá realizar gastos, em apoio a candidato de sua preferência, até a quantia
equivalente a um mil UFIR, não sujeitos a contabilização, desde que não reembolsados.
§ 1º Fica excluído do limite previsto no caput deste artigo o pagamento de honorários decorrentes da prestação
de serviços advocatícios e de contabilidade, relacionados às campanhas eleitorais e em favor destas. (Incluído
pela Lei nº 13.877, de 2019)
§ 2º Para fins do previsto no § 1º deste artigo, o pagamento efetuado por terceiro não compreende doação
eleitoral. (Incluído pela Lei nº 13.877, de 2019)”

o Jurisprudência:
▪ Ac.-TSE, de 1º.3.2007, no REspe nº 26118: incidência deste dispositivo também no caso de dádiva de dinheiro em
troca de abstenção, por analogia ao disposto no CE/1965, art. 299.

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▪ Ac.-TSE, de 4.5.2017, no RO nº 224661: “Possibilidade de utilização de indícios para a comprovação da
participação, direta ou indireta, do candidato ou do seu consentimento ou, ao menos, conhecimento da infração
eleitoral, vedada apenas a condenação baseada em presunções sem nenhum liame com os fatos narrados nos
autos”.
▪ Ac.-TSE, de 1º.7.2016, no AgR-REspe nº 38578 e, de 1º.4.2010, no REspe nº 34610: para caracterização da
captação ilícita, exige-se prova robusta dos atos que a configuraram, não bastando meras presunções.
▪ Ac.-TSE, de 6.9.2016, no REspe nº 35573: a doação indiscriminada de combustível a eleitores caracteriza captação
ilícita de sufrágio.
▪ Ac.-TSE, de 21.6.2016, no REspe nº 27008: a renúncia a mandato, durante o curso de investigação destinada à
apuração da conduta prevista neste artigo, não obsta o prosseguimento da demanda, em razão da possibilidade de
aplicação isolada da sanção de multa;
▪ Ac.-TSE, de 12.11.2013, no AgR-REspe nº 25579768 e, de 8.5.2012, no AgR-RCEd nº 707: cumulatividade das penas
e impossibilidade de prosseguimento do processo para cominar apenas multa quando encerrado o mandato e (Ac.-
TSE, de 24.2.2011, no AgR-REspe nº 36601) formalizada a representação apenas contra um dos candidatos da
chapa.
▪ Ac.-TSE, de 12.11.2015, no REspe nº 20289: para a incidência deste artigo não basta promessa genérica de
vantagem, mas oferta de benesse determinada, que consubstancie vantagem direta ao eleitor.

➢ Condutas vedadas ao agente público.


o Art. 73/78, da Lei n. 9.504/1997;
o Art. 77/80, da Resolução n. 23.551 TSE.
o (art. 73 ) São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a
igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:
▪ a proibição é destinada aos agentes públicos, servidores ou não
▪ afetarão a igualdade de oportunidade entre os candidatos
▪ esses agentes estarão utilizando a estrutura do Estado para alcançar essa desigualdade de oportunidades (seja
para se beneficiar ou beneficiar alguém)

o Ac.-TSE, de 31.8.2017, no AgR-AI nº 53553: a utilização de cores do partido na pintura de vias públicas configura
a conduta vedada prevista neste dispositivo.
o Ac.-TSE, de 7.4.2016, no REspe nº 53067: as hipóteses de conduta vedada previstas neste artigo têm natureza
objetiva, cabendo ao julgador aplicar as sanções previstas nos §§ 4º e 5º de forma proporcional.
o Ac.-TSE, de 20.3.2014, no AgR-RO nº 488846; de 27.2.2014, no AgR-RO nº 505126 e, de 29.11.2011, no RO nº
169677: o agente público responsável pela prática da conduta vedada é litisconsorte passivo necessário em
representação proposta contra eventuais beneficiários.

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o Ac.-TSE, de 6.3.2007, no REspe nº 25770: o ressarcimento das despesas não descaracteriza as condutas vedadas
por este artigo; v., ainda, o art. 76 desta lei.

o (art. 73, Inciso I) ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis
pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos
Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária, não se aplica ao uso de residência oficial para contatos
partidários, que não tenham caráter público.
▪ Ac.-TSE, de 28.11.2016, no AgR-RO nº 137994: a conduta vedada prevista nos incisos I e III configura a efetiva
utilização de bens públicos para promoção de candidatura política.
▪ Ac.-TSE, de 7.8.2014, na Rp nº 14562 e, de 17.12.2013, no REspe nº 98924: para incidência deste inciso, a conduta
deve ter sido praticada no período eleitoral, quando se pode falar de candidato.
▪ Ac.-TSE, de 1º.9.2011, no RO nº 481883: possibilidade de a utilização de informações de banco de dados de acesso
restrito da administração pública configurar, em tese, a conduta vedada deste inciso.
▪ Ac.-TSE, de 4.8.2011, no AgR-REspe nº 401727: o discurso de agente público que manifeste preferência por certa
candidatura, durante inauguração de obra pública, não caracteriza uso ou cessão do imóvel público em benefício
do candidato.
▪ Ac.-TSE, de 1º.8.2006, no REspe nº 25377 e, de 24.5.2005, no Ag nº 4246: a vedação não abrange bem público de
uso comum.

o (art. 73, inciso II) usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as
prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram;
▪ Ac.-TSE, de 1º.3.2016, na Rp nº 318846 e, de 6.9.2011, no AgR-REspe nº 35546: a incidência deste dispositivo e
do inciso III independe de as condutas terem ocorrido nos três meses antecedentes ao pleito.
▪ “Recurso. Representação por violação da Lei no 9.504/97. Conduta vedada a agente público. [...] Carta
encaminhada pelo ministro da Previdência Social, sem evidências que dela tivesse conhecimento o presidente da
República, candidato a reeleição, e a coligação que lhe dá apoio. O envio de dezessete milhões de cartas, em
período pré-eleitoral, defendendo postura política adotada pelo governo e contestada pela oposição, enseja a
aplicação da multa prevista no art. 73, § 4o, da Lei no 9.504/97, por infringência do inciso II do mesmo dispositivo.
Recurso provido, em parte.”
(Ac. no 68, de 25.8.98, rel. Min. Garcia Vieira, red. designado Min. Eduardo Alckmin.)

o (art. 73, inciso III) ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou
municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido
político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado;
▪ Res.-TSE nº 21854/2004: ressalva estendida ao servidor público que esteja no gozo de férias remuneradas.

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▪ Ac.-TSE, de 28.11.2016, no AgR-RO nº 137994: a conduta vedada prevista nos incisos I e III configura a efetiva
utilização de bens públicos para promoção de candidatura política.
▪ Ac.-TSE, de 23.8.2016, no AgR-REspe nº 119653 e, de 1º.3.2016, no AgR-REspe nº 137472: a vedação a que refere
este inciso não se estende aos servidores dos demais poderes.
▪ Ac.-TSE, de 1º.8.2014, na Rp nº 59080 e, de 15.12.2005, no REspe nº 25220: para a caracterização da conduta
vedada prevista neste inciso, não se pode presumir a responsabilidade do agente público

▪ “[...] Para a caracterização da conduta vedada prevista no inciso III do art. 73 da Lei das Eleições, não se pode
presumir a responsabilidade do agente público. [...]” NE: Utilização de servidor público municipal, durante o horário
normal do expediente, em campanha eleitoral.
(Ac. de 15.12.2005 no REspe no 25.220, rel. Min. Humberto Gomes de Barros, red. designado Min. Cesar Asfor
Rocha.)

▪ “[...]. Eleições 2010. Deputado federal e prefeito. Representação. Conduta vedada. Art. 73, III, da Lei nº 9.504/97.
Não configuração. [...] 1. A distribuição de panfletos de propaganda eleitoral por prefeito em benefício da
candidatura de sua filha ao cargo de deputado estadual afigura-se atípica para os fins da conduta vedada de que
trata o art. 73, III, da Lei nº 9.504/97, pois inexistente, no caso dos autos, o núcleo referente à cessão de servidor
público para a campanha. [...]” NE: Trecho do voto do relator: “[...] não há falar na cessão de servidor para atos de
campanha, mas sim em atuação isolada do próprio prefeito, que se enquadra como agente político.”
(Ac. de 5.8.2014 no RO nº 15170, rel. Min. João Otávio de Noronha.)

▪ “Eleições 2012. [...]. Representação. Conduta vedada. Art. 73, III, da Lei nº 9.504/97. Não configuração. [...] 1. A
jurisprudência deste Tribunal opera no sentido de que normas restritivas de direitos devem ser interpretadas
estritamente. 2. A mera circunstância de os servidores portarem adesivos contendo propaganda eleitoral dentro
da repartição, durante o horário de expediente, conquanto eticamente reprovável, não se enquadra na descrição
típica contida no art. 73, III, da Lei nº 9.504/97, cuja proibição consiste na ‘cessão de servidor’ ou na ‘utilização de
seus serviços’, ‘para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação’, circunstâncias que
não se verificaram no caso. [...]”
(Ac. de 3.6.2014 no AgR-REspe nº 151188, rel. Min. Luciana Lóssio.)

o (art. 73, inciso IV) fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de
distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público;
▪ Ac.-TSE, de 20.10.2016, no AgR-RO nº 278378: o candidato que realiza comício e faz uso promocional de obra
urbana sem prova de lei autorizadora e de execução orçamentária anterior incide neste inciso.

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▪ Ac.-TSE, de 25.8.2015, no REspe nº 71923 e, de 13.3.2014, no REspe nº 36045: a configuração da conduta vedada
prevista neste inciso não está submetida a limite temporal fixo ou a existência de candidaturas registradas perante
a Justiça Eleitoral.
▪ Ac.-TSE, de 20.5.2014, no REspe nº 34994: a conduta vedada prevista neste inciso não incide quando há
contraprestação por parte do beneficiado.
▪ Ac.-TSE, de 26.10.2004, no REspe nº 24795: bem de natureza cultural posto à disposição de toda a coletividade
não se enquadra neste dispositivo.
▪ “[...]. 1. A utilização de veículos que se encontram a serviço da prefeitura do município para ostentar propaganda
eleitoral de candidato configura a conduta vedada pelo art. 73, inciso IV, da Lei nº 9.504/97. 2. A gravidade da
conduta vedada determina a aplicação da sanção. [...]”
(Ac. de 23.3.2010 no REspe nº 35702, rel. Min. Marcelo Ribeiro.)

▪ “Representação. Conduta vedada. - Para a configuração da conduta vedada prevista no citado inciso IV do art. 73
- distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público -, é
necessário demonstrar o caráter eleitoreiro ou o uso promocional em favor de candidato, partido político ou
coligação. [...]”
(Ac. de 18.9.2012 no AgR-REspe nº 5427532, rel. Min. Arnaldo Versiani.)

▪ “[...] Conduta vedada. Art. 73, IV, da Lei no 9.504/97. Não-enquadramento no tipo. Para a incidência do inciso IV
do art. 73 da Lei das Eleições, supõe-se que o ato praticado se subsuma na hipótese de ‘distribuição gratuita de
bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo poder público’. As hipóteses de condutas
vedadas são de legalidade estrita. [...]” NE: Remessa por vereadores, candidatos a prefeito e vereador, de ofício a
moradores de determinando conjunto habitacional, comunicando a realização de pavimentação asfáltica no prazo
de 15 dias, sem referência as eleições, candidaturas ou pedidos de voto.
(Ac. no 24.864, de 14.12.2004, rel. Min. Luiz Carlos Madeira.)

o (art. 73, inciso V) nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar
vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou
exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos três meses que antecede a eleição e até a posse dos eleitos,
sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvadas:...
▪ Ressalvados
a) a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança;
b) a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos
órgãos da Presidência da República;
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo;

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d) a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos
essenciais, com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder Executivo;
e) a transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitenciários.

▪ Res.-TSE nº 21806/2004: não proíbe a realização de concurso público.


- Atente-se que pode, inclusive, ocorrer a nomeação desde que o concurso seja homologado dentro do prazo de 3
meses anteriores às eleições (antes do prazo vedado)

▪ Ac.-TSE, de 25.11.2010, no AgR-AI nº 31488: exame do requisito da potencialidade apenas quando se cogita da
cassação do registro ou do diploma.
▪ Ac.-TSE, de 20.5.2010, na Cta nº 69851: a Defensoria Pública não está compreendida nesta ressalva legal.
▪ Ac.-TSE, de 12.12.2006, no REspe nº 27563: a educação não se enquadra como serviço essencial para os efeitos
da ressalva desta alínea, porquanto sua descontinuidade não causa dano irreparável à sobrevivência, saúde ou
segurança da população.

o (art. 73, inciso VI) A partir de três meses antes da eleição e até a realização do pleito (considerando o cargo em
eleição):
a) realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios, e dos Estados aos Municípios,
sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente
para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações
de emergência e de calamidade pública;
b) com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade
institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou
municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade
pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral;
c) fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério
da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo;

▪ Ac.-TSE, de 4.12.2012, no REspe nº 104015: a norma desta alínea trata do efetivo repasse de recursos, sendo
irrelevante que o convênio tenha sido assinado em data anterior ao período crítico previsto.
▪ Ac.-TSE, de 9.12.2004, no AgRgRcl nº 266 e, de 11.11.1999, no REspe nº 16040: inaplicabilidade deste dispositivo
à transferência de recursos para associações de direito privado.
▪ Ac.-TSE, de 1º.10.2014, na Rp nº 81770; de 15.9.2009, no REspe nº 35240 e, de 9.8.2005, no REspe nº 25096:
vedada a veiculação, independentemente da data da autorização.

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▪ Ac.-TSE, de 20.10.2016, no AgR-RO nº 113233: legitimidade passiva do chefe do Poder Executivo, à época dos
fatos, por publicidade institucional ilícita veiculada em sítio eletrônico do governo do estado; Ac.-TSE, de 28.4.2015,
no REspe nº 33459: desnecessidade de autorização do chefe do Poder Executivo para caracterização do ilícito.
▪ Ac.-TSE, de 11.9.2014, na Rp nº 82802 e, de 3.9.2014, na Rp nº 77873: caracteriza infração a esta alínea a
realização, em período crítico, de publicidade de produto não determinado, sem que se permita a clara
compreensão sobre sua concorrência em mercado.
▪ Ac.-TSE, de 7.12.2011, no AgR-REspe nº 149260 e, de 16.11.2006, nos REspe nºs 26875 e 26905: a divulgação de
feitos de deputado estadual em sítio da Internet de Assembleia Legislativa não caracteriza a conduta vedada nesta
alínea.
▪ Ac.-TSE, de 31.3.2011, no AgR-REspe nº 999897881: dispensabilidade da divulgação do nome e da imagem do
beneficiário na propaganda institucional para a configuração da conduta vedada.
▪ Ac.-TSE, de 7.10.2010, na Rp nº 234314: entrevista inserida dentro dos limites da informação jornalística não
configura propaganda institucional irregular.
▪ Ac.-TSE, de 1º.10.2010, no AgR-RO nº 303704: imposição de multa por propaganda eleitoral antecipada
reconhecida em publicidade institucional não implica a inelegibilidade prevista no art. 1º, I, h da LC nº 64/1990.
▪ Ac.-TSE, de 14.4.2009, no REspe nº 26448; de 9.11.2004, no REspe nº 24722 e, de 24.5.2001, no REspe nº 19323:
admissibilidade de permanência de placas de obras públicas, desde que não contenham expressões que possam
identificar autoridades, servidores ou administrações cujos dirigentes estejam em campanha eleitoral.
▪ Ac.-TSE, de 7.11.2006, no REspe nº 25748: "A publicação de atos oficiais, tais como leis e decretos, não caracteriza
publicidade institucional".
▪ Ac.-TSE, de 1º.8.2006, no REspe nº 25786: constitucionalidade deste dispositivo.
▪ “[...] 1. Para restar demonstrada a responsabilidade do agente público pelo cometimento do ilícito eleitoral
instituído pelo art. 73, inciso VI, letra b, da Lei no 9.504/97, é indispensável a comprovação de que o suposto autor
da infração tenha autorizado a veiculação de publicidade institucional nos três meses que antecedem o pleito, não
se podendo presumir a responsabilidade do agente público. [...]”
(Ac. no 25.120, de 21.6.2005, rel. Min. Caputo Bastos.)

▪ “[...] 1. Não é admissível a cassação de diploma pelo ilícito do art. 73, inciso VI, letra b, da Lei no 9.504/97, com
fundamento em presunção. [...]”
(Ac. no 5.565, de 21.6.2005, rel. Min. Caputo Bastos.)

▪ “[...] Conduta vedada. Prefeito. Publicidade institucional. Período proibido. Art. 73, inciso VI, alínea b, da Lei
no9.504/97. Desnecessidade. Verificação. Potencialidade. Desequilíbrio. Pleito. [...] 2. Não é preciso aferir se a
publicidade institucional teria potencial para afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos
eleitorais, na medida em que as condutas descritas pelo legislador no art. 73 da Lei das Eleições necessariamente
tendem a refletir na isonomia entre os candidatos”.

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(Ac. no 21.536, de 15.6.2004, rel. Min. Fernando Neves.)

o (art. 73, inciso VII) realizar, no primeiro semestre do ano de eleição, despesas com publicidade dos órgãos
públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que excedam a
média dos gastos nos primeiros semestres dos três últimos anos que antecedem o pleito;
▪ “Consulta. Secretaria de Estado de Comunicação de Governo da Presidência da República. Propaganda comercial
no exterior, em língua estrangeira, para promoção de produtos e serviços brasileiros internacionalmente. Ausência
de vedação. Propaganda não sujeita ao disposto no inciso VII do art. 73 da Lei no9.504/97.
(Res. no 21086, de 2.5.2002, rel. Min. Luiz Carlos Madeira.)

▪ “[...] A Justiça Eleitoral tem competência para requisitar ao presidente da República informações quanto aos
gastos com publicidade (inciso XVIII do art. 23 do Código Eleitoral e inciso VII do art. 73 da Lei n o 9.504/97); 2.
Partidos políticos, como protagonistas centrais do processo eleitoral, têm legitimidade para pleitear a requisição
de tais informações à Justiça Eleitoral; 3. O presidente da República, chefe do Poder Executivo e exercente da
direção superior da administração pública federal, é responsável pela prestação das informações do gênero. [...]”
(Decisão sem número na Pet no 1880, de 29.6.2006, rel. Min. Carlos Ayres Britto.)

o (art. 73, inciso VIII) fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que
exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição, a partir de 180 dias antes da
eleição e até a posse dos eleitos;
▪ “Eleições 2012. [...]. Abuso de poder. Não configuração. Art. 73, § 10, da Lei nº 9.504/97. Caracterização. Multa.
[...] 2. Tanto para afastar as conclusões da Corte de origem em relação à caracterização da conduta vedada quanto
para agravar a sanção imposta, com vista à cassação do mandato, seria necessário o reexame dos fatos e das provas
considerados pelo acórdão regional, o que não é possível de ser realizado em sede de recurso de natureza
extraordinária, consoante reiteradamente decidido com apoio nas Súmulas 7 do STJ e 279 do STF. 3. Para modificar
as conclusões da Corte de origem de que, diante das circunstâncias específicas do caso, a concessão de aumento
aos servidores no ano da eleição não configurou abuso do poder político, também seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório. 4. A aprovação de projeto de revisão geral da remuneração de servidores públicos até
o dia 9 de abril do ano da eleição, desde que não exceda a recomposição da perda do poder aquisitivo, não
caracteriza a conduta vedada prevista no inciso VIII do art. 73 da Lei das Eleições. [...]”
(Ac. de 16.6.2014 no AgR-REspe nº 46179, rel. Min. Henrique Neves;no mesmo sentido aRes. nº 2129, de
12.11.2002, rel. Min. Fernando Neves.)

▪ “[...] Consoante dispõe o art. 73, inciso VIII, da Lei no 9.504/97, é lícita a revisão da remuneração considerada a
perda do poder aquisitivo da moeda no ano das eleições.”
(Res. no 22.317, de 1o.8.2006, rel. Min. Marco Aurélio.)

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▪ “Remuneração. Servidor público. Revisão. Período crítico. Vedação. Art. 73, inciso VIII, da Constituição Federal. A
interpretação – literal, sistemática e teleológica – das normas de regência conduz à conclusão de que a vedação
legal apanha o período de cento e oitenta dias que antecede às eleições até a posse dos eleitos.”
(Res. no 22.252, de 20.6.2006, rel. Min. Gerardo Grossi.)

o Potencialidade Lesiva
▪ "Representação. Prefeito e vice-prefeito. Pretensa ocorrência de conduta vedada a agente público. [...]. Educação.
Não caracterizada, para fins eleitorais, como serviço público essencial. [...]. Art. 73, inciso V, da Lei nº 9.504/97.
Contratação de servidores no período de três meses que antecede o pleito eleitoral. Configuração. Mera prática da
conduta. Desnecessário indagar a potencialidade lesiva. Fixação da reprimenda. Observância dos princípios da
razoabilidade e proporcionalidade. [...] 6. A configuração das condutas vedadas prescritas no art. 73 da Lei nº
9.504/97 se dá com a mera prática de atos, desde que esses se subsumam às hipóteses ali elencadas, porque tais
condutas, por presunção legal, são tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito
eleitoral, sendo desnecessário comprovar-lhes a potencialidade lesiva. [...]"
(Ac. de 26.9.2013 no REspe nº 45060, rel. Min. Laurita Vaz.)

▪ “[...] Conduta vedada a agente público. [...] Propaganda política em imóvel público. Ocorrência. Potencialidade.
Inexigibilidade em razão de presunção legal. Proporcionalidade na sanção. Multa no valor mínimo. 1. Uso em
benefício de candidato de imóvel pertencente à administração indireta da União. 2. Inexigível a demonstração de
potencialidade lesiva da conduta vedada, em razão de presunção legal. 3. Juízo de proporcionalidade na aplicação
da sanção. 4. Recurso ordinário a que se dá provimento para aplicar multa no mínimo legal.
(Ac. de 28.10.2009 no RO nº 2.232, rel. Min. Ricardo Lewandowski.)

▪ “Ação de investigação judicial eleitoral. Conduta vedada. Abuso do poder político e de autoridade. - Não há como
se reconhecer a prática de abuso do poder político ou de autoridade pelo candidato, porquanto, ainda que se tenha
utilizado de bens, serviços e servidores da Administração Pública, o fato não teve repercussão suficiente a ponto
de desequilibrar a disputa eleitoral. [...]”
(Ac. de 14.6.2012 no AgR-RO nº 282772, rel. Min. Arnaldo Versiani.)

▪ “Representação. Conduta vedada. Art. 73, VI, b e § 10, da Lei nº 9.504/97. 1. Segundo a atual jurisprudência do
Tribunal Superior Eleitoral, quanto ao tema das condutas vedadas do art. 73 da Lei das Eleições, deve ser observado
o princípio da proporcionalidade e somente se exige a potencialidade do fato naqueles casos mais graves, em que
se cogita da cassação do registro ou do diploma. 2. Caso exigida potencialidade para configuração de qualquer
conduta vedada descrita na norma, poderiam ocorrer situações em que, diante de um fato de somenos
importância, não se poderia sequer aplicar multa, de modo a punir o ilícito. [...].”

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(Ac. de 19.8.2010 no AgR-AI nº 12165, rel. Min. Arnaldo Versiani.)

o Sanções para as condutas acima:


▪ suspensão imediata da conduta (liminar); multa no valor de 5.000 ufir (R$ 5.320,50) até 100.000 ufir (R$
106.410,00) (podendo ser duplicadas a cada reincidência); cassação do registro ou do diploma do candidato
beneficiado, agente público ou não.
▪ Multas duplicadas em caso de reincidência. Não precisa trânsito em julgado, basta ciência da decisão.

o No ano da eleição, fica proibida a distribuição de bens, valores ou benefícios por parte da administração Pública,
exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já
em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o MP poderá acompanhar a execução financeira e
administrativa. Os programas sociais não poderão ser executados por entidade nominalmente vinculada a candidato
ou por esse mantida.
▪ Sanção: cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado, agente público ou não (Não tem a multa).

o E, se for conduta vedada que implique cassação do registro ou do diploma, se condenado for, incidirá a
inelegibilidade do art. 1º, inciso I, alínea J, da Lei Comp. 64/1990, por 8 anos.
▪ “Ação de investigação judicial eleitoral. Candidatos a prefeito e vice-prefeito. Conduta vedada, captação ilícita de
sufrágio e abuso de poder. Decisão regional. Não configuração. Reexame impossibilidade. NE: ‘Ademais, quanto à
configuração da conduta vedada do art. 73, § 10, da Lei das Eleições, anoto que não procede a alegação de
configuração desse ilícito, porquanto, após a análise da prova efetuada pela Corte de origem, concluiu-se pela sua
improcedência, porque, conforme assinalou a Presidência do TRE/SE, houve ‘a constatação de que o programa
impugnado possuía previsão legal e execução orçamentária no ano anterior ao da eleição e de que havia um
cadastramento prévio regular para a distribuição dos benefícios, em conformidade com a ressalva prevista no §10,
do art. 73, da Lei das Eleições’.
(Ac. de 7.10.2014 no AgR-AI nº 21284, rel. Min. Henrique Neves.)

▪ “Conduta vedada - cafés e lanches em reuniões com eleitores - alcance do § 6º do artigo 39 da Lei n° 9.504/1997.
O preceito do § 6º do artigo 39 da Lei nº 9.504/1997 não alcança o fornecimento de pequeno lanche - café da
manhã e caldos - em reunião de cidadãos, visando a sensibilizá-los quanto a candidaturas.”
(Ac. de 28.10.2010 no RO nº 1859, rel. Min. Marco Aurélio.)

▪ “Representação. Conduta vedada. Art. 73, VI, b e § 10, da Lei nº 9.504/97. [...]. 3. Ainda que a distribuição de bens
não tenha caráter eleitoreiro, incide o § 10 do art. 73 da Lei das Eleições, visto que ficou provada a distribuição
gratuita de bens sem que se pudesse enquadrar tal entrega de benesses na exceção prevista no dispositivo legal.
[...].”

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(Ac. de 19.8.2010 no AgR-AI nº 12165, rel. Min. Arnaldo Versiani.)

o Todas as condutas ainda configuram por expressa disposição legal improbidade administrativa (improbidade
eleitoral), com base no art. 11, I, da LIA. Mas, tem que ajuizar a ação civil pública no Juízo Cível.
▪ Há quem critique, porque as condutas poderiam caracterizar improbidade mais grave. Entretanto, foi opção do
legislador.

o Promoção pessoal e Publicidade Institucional: art. 37, § 1º, CF, configura abuso de autoridade, se tiver finalidade
eleitoral, sujeitando o candidato, se for o responsável, ao cancelamento do registro de sua candidatura ou do
diploma. Art. 22, da Lei 64/1990.
▪ “Conduta vedada (Lei no 9.504/97, art. 73, VI, b): caracterização: publicidade institucional da Petrobras, sociedade
de economia mista, sem autorização do presidente do TSE, que, nos três meses antecedentes do pleito, dirige-se a
responder críticas de candidato a presidente da República a ato de sua administração; ainda quando não
caracterizado o propósito de beneficiar outro concorrente ao pleito: suspensão imediata de sua divulgação pela
mídia e condenação à multa de 50.000 Ufirs (L. cit., art. 73, § 4o).”
(Ac. no 484, de 25.9.2002, rel. Min. Humberto Gomes de Barros, red. designado Min. Sepúlveda Pertence.)

o A partir de três meses antes da eleição, na realização de inaugurações, é vedada a contratação de shows pagos
com recursos públicos, sujeitando-se à suspensão imediata da conduta, ficando o candidato beneficiado, agente
público ou não, sujeito à cassação do registro ou do diploma.
o Nenhum candidato poderá comparecer, a partir de três meses antes da eleição, em inaugurações de obras
públicas, sujeitando-o à cassação do registro ou do diploma.
▪ A realização de evento assemelhado ou que simule inauguração poderá ser apurada na forma do art. 22 da Lei
Complementar nº 64/1990 ou ser verificada na ação de impugnação de mandato eletivo.
▪ “[...] Inauguração de obra pública. Não-participação do candidato. Placas com nome de toda a administração
municipal de 2001/2004, tanto do Poder Executivo como do Poder Legislativo. Confecção orientada pelo cerimonial
do governador do estado. Responsabilidade do prefeito. Não-ocorrência. 1. A permanência do prefeito, candidato
à reeleição, em local próximo ao evento de inauguração, não caracteriza ofensa ao art. 77 da Lei no 9.504/97. 2. A
circulação do prefeito em companhia do governador do estado pela cidade, após as inaugurações, não configura
conduta ilícita, visto que o prefeito, embora candidato, permanece na chefia do Executivo Municipal e, assim,
exerce as atividades inerentes a seu cargo paralelamente à campanha eleitoral. 3. A violação ao art. 37, § 1o, c.c. o
art. 74 da Lei no 9.504/97, se de fato existente, não deve ser imputada ao recorrido, porquanto restou apurado que
a placa objeto da controvérsia foi confeccionada a mando do cerimonial do governo do estado. [...]”
(Ac. de 4.4.2006 no AgRgREspe no 25.093, rel. Min. Gilmar Mendes.)

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▪ “Representação. Conduta vedada. Inauguração de obra pública. Art. 77 da Lei nº 9.504/97. 1. A mera presença do
candidato na inauguração de obra pública, como qualquer pessoa do povo, sem destaque e sem fazer uso da
palavra ou dela ser destinatário, não configura o ilícito previsto no art. 77 da Lei nº 9.504/97. 2. Entendimento do
acórdão regional em consonância com a interpretação do TSE sobre o art. 77 da Lei nº 9.504/97, conforme
precedentes [...]”
(Ac. de 5.11.2013 no AgR-AI nº 178190, rel. Min. Henrique Neves;no mesmo sentido oAc. de 14.6.2012 no AgR-RO
nº 890235, rel. Min. Arnaldo Versiani, oAc. de 7.6.2011 no REspe nº 646984, rel. Min. Nancy Andrighi e oAc. de
15.9.2009 no AgR-AI nº 11173, rel. Min. Marcelo Ribeiro.)

▪ “Representação. Prefeito. Candidato à reeleição. Participação. Inauguração. Guarnição do Corpo de Bombeiros.


Art. 77 da Lei no 9.504/97. Conduta vedada. 1. A proibição de participação de candidatos a cargos do Poder
Executivo em inaugurações de obras públicas tem por fim impedir que eventos patrocinados pelos cofres públicos
sejam desvirtuados e utilizados em prol das campanhas eleitorais. 2. É irrelevante, para a caracterização da conduta,
se o candidato compareceu como mero espectador ou se teve posição de destaque na solenidade. Recurso
conhecido e provido.”
(Ac. no 19.404, de 18.9.2001, rel. Min. Fernando Neves.)

▪ “[...] Recurso especial eleitoral. [...] Omissão. Existência. Análise. Potencialidade. Conduta vedada. Embargos
providos. Ausência. Efeitos modificativos. [...] II - A participação da candidata em diversas inaugurações de obras
públicas, no período eleitoral, tem potencialidade para interferir no resultado das eleições. III - Não é necessária a
comprovação do nexo causal entre as condutas ilícitas e o resultado das eleições para ensejar a cassação do
mandato eletivo. [...]”
(Ac. de 18.6.2009 no ERESPE nº 28.534, rel. Min. Ricardo Lewandowski.)

➢ Recurso contra a expedição de diploma


o (Redação antiga) Art. 262, CE:
▪ Inelegibilidade ou incompatibilidade de candidato (inclui-se condições de elegibilidade);
▪ Errônea interpretação da lei quanto à aplicação do sistema de representação proporcional;
▪ Erro de direito ou de fato na apuração final quanto à determinação do quociente eleitoral ou partidário, contagem
de votos e classificação de candidato, ou a sua contemplação sob determinada legenda;
▪ Concessão ou denegação do diploma em manifesta contradição com a prova dos autos, nas hipóteses do art. 222,
CE, que manda anular a votação quando viciada de falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico e
desvio ou abuso de poder (art. 237, CE), e emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágio vedado
por lei, e do art. 41 – A, da Lei n. 9504/1997. Aqui, dependerá da IJE.

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o RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA Nº 8-84.2011.6.18.000 – PIAUÍ (Teresina) – setembro de 2013 - TSE
reconheceu que o inciso IV, do artigo 262, do RCD não foi recepcionado pela Constituição Federal, por 4 X 3 (depois
de mais de vinte anos aplicando-o).
▪ Em dezembro de 2013, a Lei n. 12.891/2013, alterou a redação do art. 262, do CE, revogando os quatro incisos.

o Atual redação:
▪ O recurso contra expedição de diploma caberá somente nos casos de inelegibilidade superveniente ou de
natureza constitucional e de falta de condição de elegibilidade.
▪ Não mais em caso de abuso de poder.

o Legitimidade ativa – art. 3º, da Lei Comp. 64/1990, derrogou o art. 97, § 3º, CE, portanto só o MP, candidato,
partido ou coligação, excluindo-se o eleitor.
▪ Entretanto, TSE considera que o eleitor pode noticiar o fato ao Juízo Eleitoral, que deverá tomar providências para
apurar a situação ilícita.

o Legitimidade passiva – há quem considere que existe litisconsórcio necessário entre o candidato e o partido
política ou coligação.
▪ Há quem considere que, por força do art. 175, § 4º, CE, como os votos serão aproveitados pelo partido, incidiria
a hipótese de mera assistência litisconsorcial entre candidato e partido, nos incisos I e IV, do art. 262, CE, e
litisconsórcio necessário nas demais.

o Se o titular da chapa for cassado, o vice também o será, pois a chapa é uma e indivisível.
o Só se poderá arguir inelegibilidade supervenientes ao registro e as de natureza constitucional, por conta da
preclusão ao não serem alegadas na impugnação ao registro.
o Prazo – 3 dias da sessão de diplomação, que obrigatoriamente deve ser realizada

➢ Ação Rescisória Eleitoral


o Art. 22, inciso I, alínea “j”, CE (introduzido pela Lei Comp. 86/96).
o Cabe apenas em caso de inelegibilidade.
o TSE apenas sobre seus julgados.
o Divergência: podem os TRE´s rescindir seus julgados e se o TSE pode rescindir julgados dos TRE´s. – SOMENTE o
TSE pode

➢ Súmula-TSE nº 22: Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial recorrível, salvo situações de teratologia
ou manifestamente ilegais.
➢ Súmula-TSE nº 23: Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado.

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➢ Súmula-TSE nº 24: Não cabe recurso especial eleitoral para simples reexame do conjunto fático-probatório
➢ Súmula-TSE nº 25: É indispensável o esgotamento das instâncias ordinárias para a interposição de recurso especial
eleitoral.
➢ Súmula-TSE nº 26: É inadmissível o recurso que deixa de impugnar especificamente fundamento da decisão recorrida
que é, por si só, suficiente para a manutenção desta.
➢ Súmula-TSE nº 27: É inadmissível recurso cuja deficiência de fundamentação impossibilite a compreensão da
controvérsia.
➢ Súmula-TSE nº 28: A divergência jurisprudencial que fundamenta o recurso especial interposto com base na alínea b
do inciso I do art. 276 do Código Eleitoral somente estará demonstrada mediante a realização de cotejo analítico e a
existência de similitude fática entre os acórdãos paradigma e o aresto recorrido
➢ Súmula-TSE nº 29: A divergência entre julgados do mesmo Tribunal não se presta a configurar dissídio jurisprudencial
apto a fundamentar recurso especial eleitoral.
➢ Súmula-TSE nº 30: Não se conhece de recurso especial eleitoral por dissídio jurisprudencial, quando a decisão
recorrida estiver em conformidade com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral.
➢ Súmula-TSE nº 31: Não cabe recurso especial eleitoral contra acórdão que decide sobre pedido de medida liminar.
➢ Súmula-TSE nº 32: É inadmissível recurso especial eleitoral por violação à legislação municipal ou estadual, ao
Regimento Interno dos Tribunais Eleitorais ou às normas partidárias
➢ Súmula-TSE nº 33: Somente é cabível ação rescisória de decisões do Tribunal Superior Eleitoral que versem sobre a
incidência de causa de inelegibilidade.
➢ Súmula-TSE nº 34: Não compete ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar mandado de segurança contra ato
de membro de Tribunal Regional Eleitoral.
o obs. compete ao STJ

➢ Súmula-TSE nº 35: Não é cabível reclamação para arguir o descumprimento de resposta a consulta ou de ato
normativo do Tribunal Superior Eleitoral.
➢ Súmula-TSE nº 36: Cabe recurso ordinário de acórdão de Tribunal Regional Eleitoral que decida sobre inelegibilidade,
expedição ou anulação de diploma ou perda de mandato eletivo nas eleições federais ou estaduais (art. 121, § 4º,
incisos III e IV, da Constituição Federal).
➢ Súmula-TSE nº 37: Compete originariamente ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar recurso contra
expedição de diploma envolvendo eleições federais ou estaduais.
➢ Súmula-TSE nº 64: Contra acórdão que discute, simultaneamente, condições de elegibilidade e de inelegibilidade, é
cabível o recurso ordinário.
➢ Súmula-TSE nº 65: Considera-se tempestivo o recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida.
➢ Súmula-TSE nº 71: Na hipótese de negativa de seguimento ao recurso especial e da consequente interposição de
agravo, a parte deverá apresentar contrarrazões tanto ao agravo quanto ao recurso especial, dentro do mesmo tríduo
legal.

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➢ Súmula-TSE nº 72: É inadmissível o recurso especial eleitoral quando a questão suscitada não foi debatida na decisão
recorrida e não foi objeto de embargos de declaração.

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