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CENTRO DE ENSINO DR HENRIQUE COUTO DATA:_____/_____/_____

PROF. ERIC CASTELLO BRANCO TURMA 2° ANO - LÍNGUA PORTUGUESA

NOME:________________________________________________________________________

Leia o texto e responda às perguntas a respeito das CONJUNÇÕES:


Velhas bibliotecas

    Quem passeia entre os livros de alguma velha biblioteca abandonada, a convite do herdeiro que ainda não sabe
o que fazer com ela (vendê-la por quilo? chamar um especialista para avaliá-la? pô-la em leilão?), pode se sentir
preso numa teia de melancolias. Aqueles livros foram se juntando segundo o gosto ou a necessidade de um antigo
e ávido leitor, agora extinto, a quem não se perguntou qual livro gostaria de levar para sua ilha deserta no espaço
celestial. Muitos desses livros estão perfeitamente mortos, como seu antigo dono: já não dizem nada para
ninguém, se é que alguma vez disseram algo de importante. Assim, dezenas de lombadas semelham jazigos de
formas e ideias imprestáveis, numa triste sucessão de letras mortas. No entanto…
    No entanto pode ocorrer que os olhos venham a brilhar ao darem com um título célebre – romance, tratado
científico, biografia, ensaio filosófico, pesquisa antropológica, tudo de valor ainda reconhecido, provando que há
palavras e ideias que se atualizam e permanecem, interessando a sucessivas gerações. Parece que também aos
livros se aplica a lei de Darwin: os mais fortes permanecem.
    Mas o impacto maior se dá quando, de repente, surgem num canto de prateleira alguns exemplares de uma
revista, muito popular cem anos atrás. Folheá-las é, quase literalmente, entrar no túnel do tempo e saborear com
um século de atraso as novidades da semana, ou do mês que passou. Aquele vivo cotidiano, reportado com
detalhes, ilustrações e todo tipo de pitoresco, surge como uma gargalhada que ficou presa na garganta da
ampulheta. Mas nós não rimos. Olhamos para as fotos, para os rostos das jovens senhorinhas, das matronas ou
dos velhotes de casaca, e nos vem à cabeça um verso clássico: onde estão aqueles que antes de nós existiram
neste mundo?
    Ninguém deve entrar desprevenido numa velha biblioteca.
(Fragoso Bulhões).
 
Questão 1 – Há uma conjunção neste a) que se somam.
fragmento do texto: b) que se alternam.
a) “Quem passeia entre os livros de alguma velha c) que se justificam.
biblioteca abandonada […]” d) que se contrastam.
b) “Assim, dezenas de lombadas semelham  
jazigos de formas e ideias imprestáveis […]” Questão 5 – Na parte “Muitos desses livros
c) “Folheá-las é, quase literalmente, entrar no estão perfeitamente mortos, como seu antigo
túnel do tempo […]” dono […]”, a conjunção “como” exprime:
d) “Ninguém deve entrar desprevenido numa a) uma causa
velha biblioteca.” b) uma condição
  c) uma comparação
Questão 2 – O termo “se” é uma conjunção d) uma conformidade
no segmento:  
a) “[…] pode se sentir preso numa teia de Questão 6 – Em “[…] o impacto maior se dá
melancolias.” quando, de repente, surgem num canto de
b) “[…] se é que alguma vez disseram algo de prateleira […]”, a conjunção “quando” liga
importante.” orações dependentes entre si. Por isso, ela é
c) “[…] há palavras e ideias que se atualizam e chamada de:
permanecem […]” a) absoluta
d) “Parece que também aos livros se aplica a lei b) principal
de Darwin […]” c) coordenativa
d) subordinativa
Questão 3 – Sublinhe a conjunção que
compõe este trecho:  Questão 7 – Na passagem “Mas o impacto
“Aqueles livros foram se juntando segundo o gosto maior se dá quando, de repente […]”, a
ou a necessidade de um antigo […]” conjunção “mas” expressa a ideia de:
  a) contraste
Questão 4 – Na questão acima, a conjunção b) ressalva
sublinhada indica fatos: c) compensação
d) acrescentamento

CONJUNÇÃO
Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação
entre eles. Exemplos:
Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)
Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)
Classificação das Conjunções
As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
As  conjunções  coordenativas  são aquelas que ligam duas orações independentes. São divididas em cinco tipos:
1. Conjunções Aditivas
Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas também, não só...como também.
Exemplo:
Ana não fala nem ouve.
2. Conjunções Adversativas
Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia.
Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.
3. Conjunções Alternativas
Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja. Exemplo: 
Ou você vem conosco ou você não vai.
4. Conjunções Conclusivas
Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
Exemplo:
Chove bastante, portanto a colheita está garantida.
5. Conjunções Explicativas
Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte. Exemplo:
Não choveu, porque nada está molhado.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
As  conjunções subordinativas servem para  ligar orações dependentes uma da outra  e são divididas em dez tipos:
1. Conjunções Integrantes
Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se. Exemplo:
Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.
2. Conjunções Causais
Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que.
Exemplo:
Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.
3. Conjunções Comparativas
Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que, como. Exemplo:
Meu professor é mais inteligente do que o seu.
4. Conjunções Concessivas
Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal: embora, ainda que, mesmo que, se
bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por melhor que. Exemplo:
Vou à praia, embora esteja chovendo.
5. Conjunções Condicionais
Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize ou não:
caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que. Exemplo: 
Se não chover, irei à praia.
6. Conjunções Conformativas
Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com outro: segundo, como, conforme.
Exemplo:
Cada um colhe conforme semeia.
7. Conjunções Consecutivas
Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal: que, de
forma que, de modo que, de maneira que. Exemplo:
Foi tamanho o susto que ela desmaiou.
8. Conjunções Temporais
Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que, quando, assim que, sempre que. Exemplo: 
Quando as férias chegarem, viajaremos.
9. Conjunções Finais
Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para que. Exemplo:
Estamos aqui para  que ele fique tranquilo.
10. Conjunções Proporcionais
Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à medida que, à proporção que, ao passo
que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto melhor. Exemplo: 
Quanto mais trabalho, menos recebo.