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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

ESCOLA DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE DESENHO TÉCNICO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM DESENHO INDUSTRIAL

JOÃO SAVINO DO ROSARIO OLIVEIRA

BANCADA DE TRABALHO PARA MARCENARIA

Niterói
2017
JOÃO SAVINO DO ROSARIO OLIVEIRA

BANCADA DE TRABALHO PARA MARCENARIA

Trabalho de conclusão de curso apresentado em 27 de


novembro de 2017, como requisito parcial para a
obtenção do grau de bacharel em Desenho Industrial
pela Universidade Federal Fluminense.

Orientador Acadêmico
Profª. Drª. Luiza Helena Boueri Rebello

Niterói
2017/2

1
Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca da Escola de Engenharia e Instituto de Computação da UFF

O48 Oliveira, João Savino do Rosario


Bancada de trabalho para marcenaria / João Savino do Rosario
Oliveira. – Niterói, RJ : [s.n.], 2017.
106 f.

Projeto Final (Bacharelado em Desenho Industrial) –


Universidade Federal Fluminense, 2017.
Orientador: Luiza Helena Boueri Rebello.

1. Desenvolvimento de produto. 2. Mobiliário. 3. Marcenaria. I.


Título.

CDD 658.757
JOÃO SAVINO DO ROSARIO OLIVEIRA

BANCADA DE TRABALHO PARA MARCENARIA

Trabalho de conclusão de curso apresentado em 27 de


novembro de 2017, como requisito parcial para a
obtenção do grau de bacharel em Desenho Industrial
pela Universidade Federal Fluminense.

Trabalho aprovado em _____ de __________ de _____.

BANCA EXAMINADORA

Profª. Drª. Luiza Helena Boueri Rebello (Orientador Acadêmico)


Universidade Federal Fluminense

Prof. Dr. Ricardo Pereira Gonçalves (Avaliador)


Universidade Federal Fluminense

Prof. Dr. João Carlos Lutz Barbosa (Avaliador)


Universidade Federal Fluminense
2
AGRADECIMENTOS

Agradeço à professora e orientadora Drª. Luiza Helena Boueri Rebello


por ter me aceito e me orientado na elaboração deste trabalho de conclusão
de curso, além de todos os ensinamentos durante a faculdade. Ao Dr.
Guiseppe Amado de Oliveira por ter me orientado no começo desse trabalho.
Ao Dr. João Carlos Lutz Barbosa pelos ensinamentos e conhecimentos
passados. Aos demais professores que, cada um a sua maneira, agregaram
conhecimento à minha formação. À minha mãe, Marta Varella Savino, pelo
apoio incondicional ao longo de todo o curso. Ao meu irmão Pedro Savino,
pelas inúmeras vezes que me ajudou e me ajuda. À Teresa Bittencourt que
sempre me apoia, me motiva e sempre esteve disposta a me ajudar. Por último
e não menos importante a todos meus amigos, que sempre fizeram essa
jornada mais divertida e menos exaustiva.

3
RESUMO

SAVINO, João. Bancada de trabalho para marcenaria. Niterói: Universidade


Federal Fluminense, 2017. (Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação.)

Este projeto apresenta o desenvolvimento de uma bancada de


marcenaria para ambiente doméstico, trazendo uma abordagem mais
moderna, tanto na questão da funcionalidade quanto estética, observando-se
as necessidades do público-alvo durante a execução das tarefas. O produto
final é um mobiliário que transmite simplicidade e funcionalidade para a
realização de pequenos projetos de marcenaria no ambiente doméstico com
maior conforte e usabilidade. Todos os componentes que compõem a bancada
foram construídos com sistemas que facilitam a montagem/desmontagem e
transporte, trazendo assim maior praticidade ao usuário final.

Palavras-chave: Estação de trabalho. Marcenaria. Projeto de produto.

4
ABSTRACT

SAVINO, João. Bancada de trabalho para marcenaria. Niterói: Universidade


Federal Fluminense, 2017. (Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação.)

This project presents the development of a woodwork workbench for the


domestic environment, bringing a more modern approach, both in the matter of
functionality and aesthetics, observing the needs of the target user during the
execution of the tasks.
The final product is a furniture that brings simplicity and functionality to
the realization of small projects in the domestic environment with greater
comfort and usability.
All the components that set the bench were built with systems that
makes assembly/disassembly and transportation, thus giving greater praticity
to the end user.

Keywords: Workstation. Woodwork. Product design.

5
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1. Caracterização e posição serial do sistema ................................ 16


FIGURA 2. Ordenação hierárquica do sistema .............................................. 16
FIGURA 3. Expansão do sistema .................................................................. 17
FIGURA 4. Modelagem Comunicaconal do sistema ...................................... 17
FIGURA 5. Fluxograma Geral da atividade ................................................... 18
FIGURA 6. Tabela Função-Informação-Ação ................................................ 18
FIGURA 7. Posturas adotadas durante a realização da tarefa ...................... 19
FIGURA 8. Elevação dos ombros .................................................................. 19
FIGURA 9. Sequência da etapa de troca de broca ........................................ 20
FIGURA 10. Sequência do deslocamento realizado durante a tarefa ............ 20
FIGURA 11. Etapa do processo de pintura .................................................... 21
FIGURA 12. Instabilidade da mesa................................................................ 21
FIGURA 13. Queda de ferramentas............................................................... 22
FIGURA 14. Madeiras utilizadas na construção do banco ............................. 22
FIGURA 15. Diferentes locais com materiais ................................................. 23
FIGURA 16. Objetos no entorno da área de trabalho .................................... 23
FIGURA 17. Caracterização da tarefa ........................................................... 29
FIGURA 18. Descriminação da tarefa: Quadro de Atividades e Meios .......... 30
FIGURA 19. Registro de frequência .............................................................. 31
FIGURA 20. Mesa Dobrável comercial seatwell ............................................ 32
FIGURA 21. Bancada Schulz Dobrável 2 em 1 (mesa e andaime)................ 32
FIGURA 22. Bancada de Trabalho dobrável keter......................................... 33
FIGURA 23. Estação de Trabalho JawHorse workx ...................................... 33
FIGURA 24. Mesa de Trabalho dobrável ....................................................... 33
FIGURA 25. Bancada Tradicional de Marceneiro .......................................... 34
FIGURA 26. Estação de Trabalho Caseira .................................................... 34
FIGURA 27. Quadro de aspectos Positivos, Negativos e Interessantes ........ 35
FIGURA 28. Alternativa 1 .............................................................................. 37

6
FIGURA 29. Alternativa 2 .............................................................................. 37
FIGURA 30. Alternativa 3 .............................................................................. 38
FIGURA 31. Alternativa 4 .............................................................................. 38
FIGURA 32. Alternativa 5 .............................................................................. 39
FIGURA 33. Alternativa 6 .............................................................................. 39
FIGURA 34. Quadro da matriz decisória ....................................................... 40
FIGURA 35. Componentes da bancada ........................................................ 41
FIGURA 36. Componentes do tampo ............................................................ 41
FIGURA 37. Componentes do carrinho ......................................................... 42
FIGURA 38. Componentes do Armário .......................................................... 42
FIGURA 39. Acessórios utilizados ................................................................. 43
FIGURA 40. Manequins antropométricos ...................................................... 46
FIGURA 41. Menor mulher (1° mulher) e maior Homem (99° homem) ......... 47
FIGURA 42. Menor Mulher (1° mulher) e Maior Homem (99° homem) ......... 47
FIGURA 43. Vista cranial/superior menor mulher (1º mulher) ....................... 48
FIGURA 44. Vista lateral mulher(1ºmulher) | Homem(99ºhomem) ................ 48
FIGURA 45. Vista cranial/superior ................................................................. 50
FIGURA 46. Vista lateral de tomada de informação ...................................... 50
FIGURA 47. Vista cranial de acionamento .................................................... 51
FIGURA 48. Vista lateral de acionamentos ................................................... 51
FIGURA 49. Estrutura e tampo da bancada .................................................. 52
FIGURA 50. Materiais utilizados no modelo X real ........................................ 52
FIGURA 51. Montagem da estrutura em madeira.......................................... 53
FIGURA 52. Estrutura de madeira finalizada ................................................. 53
FIGURA 53. Segundo modelo 3D .................................................................. 54
FIGURA 54. Materiais utilizados no modelo X real ........................................ 54
FIGURA 55. Encaixes da contrução da estrutura do modelo ........................ 55
FIGURA 56. Construção do modelo .............................................................. 55
FIGURA 57. Modelo finalizado com carrinho independente .......................... 55
FIGURA 58. Modelo 3D com alteração na pega do carrinho ......................... 56
FIGURA 59. Dimensões gerais da bancada .................................................. 57

7
FIGURA 60. Sistema de montagem girofix .................................................... 57
FIGURA 61. Sistema de montagem da estrutura .......................................... 58
FIGURA 62. Etapas de preparação das peças em compensado .................. 58
FIGURA 63. Etapas de preparação das peças em aço carbono ................... 58
FIGURA 64. Vista do tampo .......................................................................... 58
FIGURA 65. Vista do armário montado e vista explodida .............................. 59
FIGURA 66.Vista da estrutura montada e vista explodida ............................. 59
FIGURA 67. Vista da gaveta montada e vista explodida ............................... 59
FIGURA 68. Modelo Final com carrinho dentro ............................................. 60
FIGURA 69. Modelo Final com o carrinho fora .............................................. 60
FIGURA 70. Elaboração da furação da estrutura .......................................... 95
FIGURA 71. Preparação e pintura da estrutura ............................................. 95
FIGURA 72. Elaboração dos furos nas peças em compensado .................... 96
FIGURA 73. Etapas de acabamento do compensado ................................... 96
FIGURA 74. Modelo Final Fechado ............................................................... 97
FIGURA 75. Modelo Final Aberto .................................................................. 97
FIGURA 76. Tampo e estrutura no porta malas ............................................ 98
FIGURA 77. Lateral menor mulher ................................................................ 99
FIGURA 78. Menor mulher pega carrinho ..................................................... 99
FIGURA 79. Menor mulher vista superior .................................................... 100
FIGURA 80. Menor mulher vista superior com carrinho .............................. 100
FIGURA 81. Maior homem .......................................................................... 101
FIGURA 82. Maior homem vista superior .................................................... 101
FIGURA 83. Maior homem vista superior com carrinho ............................... 102
FIGURA 84. Maior homem vista pega carrinho e portas armario ................ 102

8
LISTA DE TABELAS

TABELA 1. Tabela GUT ................................................................................. 24


TABELA 2. Quadro do parecer ergonômico .................................................. 28
TABELA 3. Requisitos da tarefa para tomada de informação e acionamento44
TABELA 4. Requisito da tarefa e dimensão relevante para tomada de
informação ..................................................................................................... 45
TABELA 5. Requisito da tarefa e dimensão relevante para acionamentos .... 45
TABELA 6. Requisitos da tarefa, dimensão relevante e usuário limitante para
tomada de informação ................................................................................... 49
TABELA 7. Requisitos da tarefa, dimensão relevante e usuário limitando para
acionamentos ................................................................................................ 49

9
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


TDT Departamento de Desenho Técnico
GDI Graduação em Desenho Industrial
ISO International Standards Organization
UFF Universidade Federal Fluminense

10
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................................... 13

1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA ................................................................ 14

2. JUSTIFICATIVA ..................................................................................... 15

3. RESULTADOS ESPERADOS................................................................ 15

4. SISTEMATIZAÇÃO ................................................................................ 16

5. PROBLEMATIZAÇÃO ........................................................................... 19

6. PARECER ERGONÔMICO .................................................................... 24


6.1 Tabela GUT ............................................................................................. 24
6.2 Referencial teórico ................................................................................... 25
6.3 Predições ................................................................................................. 26
6.4 Sugestões preliminares de melhoria ........................................................ 27
6.5 Conclusão do parecer ergonômico .......................................................... 29

7. DIAGNOSE ERGONÔMICA .................................................................. 29


7.1 Análise da Tarefa ..................................................................................... 29
7.2 Detalhamento das atividades da tarefa .................................................... 30
7.3 Diagnóstico Ergonômico .......................................................................... 31

8. ANÁLISE DE SIMILARES ..................................................................... 32


9.1 PNI dos similares ..................................................................................... 35

9. MODELAGEM VERBAL ........................................................................ 36

10. GERAÇÃO DE ALTERNATIVA ............................................................. 37


10.1 Matriz decisória ...................................................................................... 40

11. DETALHAMENTO DA ALTERNATIVA ESCOLHIDA ........................... 41

12. PROJETAÇÃO ERGONÔMICA ............................................................. 43


15.1 Manequins antropométricos ................................................................... 46

11
15.2 Compatibilidade dos usuários extremos dos manequins antropométricos
................................................................................................................ 50

13. CONSTRUÇÃO DE MODELOS ............................................................. 52


12.1 Primeiro Modelo ..................................................................................... 52
12.2 Segundo modelo .................................................................................... 54
12.3 Terceiro modelo ..................................................................................... 56
12.4 Quarto modelo ....................................................................................... 57

14. DESENHO TÉCNICO ............................................................................. 61

15. MODELO FINAL .................................................................................... 95

16. VALIDAÇÃO DO MODELO PELO USUÁRIO ....................................... 98

17. CONCLUSÃO....................................................................................... 103

18. BIBLIOGRAFIA .................................................................................... 104

12
INTRODUÇÃO

O movimento Maker, apesar de ser considerado um fenômeno novo, é


na verdade uma extensão mais técnica/tecnológica do “Faça você mesmo”
(DIY, do inglês Do It Yourself) e tem como base a ideia de que as pessoas
podem construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos objetos e
projetos com suas próprias mãos. (Fazedores.com, n.d).
O DIY teve início nas primeiras décadas do século XX, onde norte-
americanos defensores do movimento “Arts and Crafts”, promoveram o
interesse pelo estilo simples do mobiliário e da arquitetura. Revistas e artigos
abordando reportagens sobre como fazer coisas no ambiente doméstico,
corroboraram para encorajar pessoas a fazerem intervenções ou
remodelações no ambiente doméstico (GOLDSTEIN, 1998, p. 18). Segundo
Gelber (1997), essa prática passa a ser mais difundida, a partir de 1912,
quando a expressão “Do It Yourself” foi empregada em uma propaganda norte-
americana estimulando os moradores a pintarem as suas próprias casas, sem
necessitar a contratação de um pintor profissional.
O DIY vem ganhando forças novamente com os avanços tecnológicos
de desenvolvimento e produção. A fronteira entre a ideia e o objeto vem se
diluindo, dando origem a novas relações com o objeto, novas comunidades
propondo formas alternativas de produção, possibilitando à uma produção
aberta e livre das grandes corporações existentes (CABEZA; MOURA, 2014).
De acordo com Weidinger (2013):

A medida que a humanidade se depara com desastres ambientais,


escassez de recursos, disputas políticas e econômicas e vários
outros desafios, um movimento criador (maker movement) mais
focado terá o poder de enfrentar esses desafios e inovar no que
significa ser humano.

Os humanos se caracterizam pela fabricação de objetos para adaptar o


entorno às suas necessidades ou benefícios. Essa atividade gera uma relação

13
íntima entre pensar e fazer, permitindo o humano transformar, criar, projetar,
refletir, etc. Papanek (1977), afirma que todos os homens são designers, tudo
o que eles fazem é projetar, pois o design é o fundamento de toda atividade
humana. Ou seja, essa relação entre o pensar e fazer é a essência do ser
(CABEZA; MOURA, 2014).
As motivações para o DIY são as mais diversas possíveis, além das
relações intrínsecas ao homem, outros fatores motivam a pratica do DIY, como
por exemplo: poupar dinheiro, personalização, necessidades específicas do
usuário, conhecimento, independência do sistema, o prazer em tornar
realidade uma ideia, entre outros (CABEZA; MOURA, 2014).
Com o surgimento dos diversos meios de disseminação de
conhecimento da era tecnológica a filosofia do faça você mesmo, vem
crescendo cada vez mais e deu a origem à geração maker “fazedores”, que
buscam conhecimento para aprender e ensinar a construir seus próprios
objetos.

1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

Kuznetsov e Paulos (s.d) definem DIY como: Qualquer criação,


modificação ou reparo de objetos sem o auxílio de profissionais pagos
(tradução livre). E para eles, os recentes avanços tecnológicos possibilitam o
compartilhamento de forma que todos podem rapidamente documentar seus
projetos DIY e apresentar à uma larga audiência.
Cabe ressaltar que o maior acesso a ferramentas e ao conhecimento
são grandes responsáveis por impulsionar o interesse pelo desenvolvimento
de objetos por conta própria. No cenário brasileiro, essa crescente facilidade e
procura pode ser observada pela a vinda de diversas feiras internacionais de
equipamentos.

14
2. JUSTIFICATIVA

A crescente popularização do “Faça você mesmo” pode ser observada


através do surgimento de programas de TV aberta e fechada voltadas para
esse tema, a internet, principalmente com canais no “YouTube” e blogs
especializados, revistas de decoração, além do ganho de mercado de
empresas que promovem eventos e cursos estimulando ainda mais a filosofia
“Faça você mesmo”. Vale ressaltar também a dificuldade de contratar pessoas
capacitadas para trabalhos específicos à um preço acessível, necessidades
específicas, o prazer de tornar realidade uma ideia, personalização, entre
outros.
De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE, s.d. apud exame.abril.com.br), mais de 8 milhões de
brasileiros fazem algum trabalho manual, por passatempo ou para
complemento de renda. Muitos desses ambientes domésticos não possuem
um espaço adequado para a realização de atividades do gênero. Muitas vezes
esses espaços e/ou bancadas são improvisadas. A cerca dessas questões
observa-se uma oportunidade para o desenvolvimento de um novo produto
que possa atender as necessidades e seus interesses.

3. RESULTADOS ESPERADOS

Para este projeto pretende-se observar e definir as dimensões e


funções básicas de uma bancada para marcenaria, fugindo da bancada
tradicional de marceneiro, trazendo sua estética à um mobiliário mais moderno
e linear, aliado as demandas existentes dos usuários. Além de ganhar
conhecimentos na área de marcenaria durante a realização do projeto.

15
4. SISTEMATIZAÇÃO

FIGURA 1. Caracterização e posição serial do sistema

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 2. Ordenação hierárquica do sistema

FONTE: Elaborada pelo autor

16
FIGURA 3. Expansão do sistema

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 4. Modelagem Comunicaconal do sistema

FONTE: Elaborada pelo autor

17
FIGURA 5. Fluxograma Geral da atividade

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 6. Tabela Função-Informação-Ação

FONTE: Elaborada pelo autor

18
5. PROBLEMATIZAÇÃO

Problema interfacial postural 1


Mesa baixa demais forçando a inclinação do tronco para frente quando
a necessidade de pegar peças postas em cima da mesa.
FIGURA 7. Posturas adotadas durante a realização da tarefa

a) b) c)
FONTE: Elaborada pelo autor

Problema Interfacial postural 2


Elevação dos ombros durante a realização da tarefa para a realização
de determinadas ações.
FIGURA 8. Elevação dos ombros

FONTE: Elaborada pelo autor

19
Problema Acional Manual 2
A constante troca da broca, escareador e ponteira na parafusadeira.
Uma vez que são objetos relativamente pequenos e facilmente perdidos
durante a realização da tarefa.
FIGURA 9. Sequência da etapa de troca de broca

a) b) c)
FONTE: Elaborada pelo autor

Problema de deslocamento 1
Usuário precisa se deslocar dentro do ambiente para pegar outros
materiais/ferramentas em uma bancada auxiliar, causando grande
atraso/cansaço durante a execução da tarefa.
FIGURA 10. Sequência do deslocamento realizado durante a tarefa

a) b) c)
FONTE: Elaborada pelo autor

20
Problema de Deslocamento 2
Os locais de pintura e secagem dos objetos são diferentes, ocasionando
deslocamento após a pintura de cada pedaço de madeira.
FIGURA 11. Etapa do processo de pintura

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor
Problema Acidentário1
Mesa instável para a realização da tarefa por ser uma mesa para uma
diferente função e inteiramente de plástico.
FIGURA 12. Instabilidade da mesa

FONTE: Elaborada pelo autor

21
Problema Acidentário 2
Pouco espaço para a realização da tarefa acarretando em queda dos
materiais e ferramentas durante a realização da tarefa.
FIGURA 13. Queda de ferramentas

a) b) c)
FONTE: Elaborada pelo autor

Disfunções

Entrada
Dificuldade de diferenciar as partes do objeto, devido à semelhança dos
componentes separadamente.
FIGURA 14. Madeiras utilizadas na construção do banco

FONTE: Elaborada pelo autor

22
Disposição dos elementos
Falta de ordem na disposição das ferramentas a serem utilizadas, pois
foram organizados em três locais distintos, mesa, chão e bancada.
FIGURA 15. Diferentes locais com materiais

FONTE: Elaborada pelo autor

Entorno
A área do entorno da estração de trabalho estava suja e cheia de
resíduos além do já existente no local e da tarefa quanto do próprio material
utilizado.

FIGURA 16. Objetos no entorno da área de trabalho

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

23
6. PARECER ERGONÔMICO

6.1 Tabela GUT

A tabela GUT foi usada de modo a priorizar os problemas encontrados


seguindo sua Gravidade, Urgência e Tendência.

TABELA 1. Tabela GUT


Problemas Gravidade Urgência Tendência GxUxT
Problema Acidentário 1
5 4 3 60
(mesa bamba)
Problema Interfacial
Postural1 (tronco para 3 4 5 60
frente)
Problema Acional Manual
3 4 5 60
(troca de ponta)
Problema Interfacial Postural
4 4 3 48
2(ombro elevado)
Problema Acidentário 2
3 3 3 27
(pouco espaço)
Problema de deslocamento
3 3 3 27
2 (pintura e secagem)
Problema de deslocamento
2 3 2 12
1 (pegar material na mesa)
FONTE: Elaborada pelo autor

Dessa forma temos três principais problemas com a maior pontuação


na análise:
A instabilidade da mesa pode gerar sérios acidentes ao usuário, uma
vez que os objetos de trabalho podem ser cortantes, elétricos e/ou pesados,
caindo ou desequilibrando os componentes.

24
A constante inclinação do tronco para frente do usuário, devido a altura
inadequada da mesa, gerando desconforto e dores durante e após a atividade.
Com a necessidade de furar, escarear e aparafusar cada madeira a
constante troca de ponteira da parafusadeira se torna uma atividade cansativa
e desgastante, pois além da troca precisa calibrar o torque e a velocidade para
não danificar amadeira ou o parafuso. Além disso cada ponteira precisa estar
acessível e fora de risco de cair e se quebrar.

6.2 Referencial teórico


Com relação à Análise da Atividade, Iida (1990) afirma que ela é
influenciada por fatores internos e externos, sendo os fatores internos aqueles
inerentes ao próprio trabalhador, suas características (formação, experiência,
idade, sexo e outros) e sua disposição momentânea (motivação, vigilância,
sono e fadiga). Já os fatores externos referem-se as condições em que a
atividades são executadas e podem ser classificadas em três principais tipos:
conteúdo do trabalho (objetivos, regras e normas), organização do trabalho
(constituição de equipes, horários e turnos) e meios técnicos (maquinas,
equipamentos, arranjo e dimensionamento do posto de trabalho, entre outros).
Quanto ao dimensionamento da mesa sua superfície é dimensionada
de acordo com o tamanho da peça que será trabalhada sobre ela, os
movimentos que serão executados durante a tarefa e a disposição dos demais
móveis, sendo que o local considerado de alcance ótimo é obtido girando o
antebraço em torno dos cotovelos com os braços caídos normalmente ao lado
do tronco. Quanto à disposição dos objetos de trabalho, Iida (1990) a classifica
da seguinte forma:

“As tarefas mais importantes, de maior frequência ou com maiores


exigências de precisão, devem ser executadas dentro da área ótima.
A faixa situada entra a área ótima e aquela de alcance máximo deve

25
ser usada para a colocação das peças a serem usadas na
montagem, ou tarefas menos frequentes e que exijam menos
precisão. As tarefas que exigem acompanhamento visual constante
devem colocar-se entre 20 a 40 cm de distância focal. Para leitura
ou inspeções visuais em grandes superfícies, pode-se providenciar
um tampo de mesa com 45° de inclinação, a fim de manter essa
distância focal com poucas alterações. ”

De acordo com Kroemer, Grandjean (2005), “as recomendações


ergonômicas para dimensionamento dos locais de trabalho são baseadas
apenas em parte nas medidas amtropométricas, pois os modos de
comportamento dos trabalhadores e as exigências específicas do trabalho
também precisam ser levados em consideração.
A definição de altura de trabalho é de extrema importância, quando a
área de trabalho é muito alta em geral os ombros são erguidos como
compensação, quando a área de trabalho é muito baixa ocorre a curvatura do
tronco, sobrecarregando as costas (Kroemer:Grandjean,2005, p.47).

6.3 Predições
Ao analisar os problemas encontrados podemos reconhecer que as
características físicas da mesa geram vários problemas, por exemplo os
acidentários e interfacais posturais. Os acidentários são gerados devido a
instabilidade que ocorre devido ao material plástico de sua construção. Por não
ser uma mesa projetada para essa atividade ela ainda causa os problemas
posturais, como a inclinação do tronco e elevação dos ombros, causados pela
altura da mesa.
Os problemas de deslocamento excessivo identificados são gerados
pela distância dos locais utilizados para a pintura e secagem, muitas vezes
inadequados paraessa finalidade.

26
O problema acional ocorre devido à falta de um local específico para
colocação das ponteiras/brocas utilizados durante a realização da tarefa e da
utilização de um equipamento similar para evitar a troca constante das
mesmas.

6.4 Sugestões preliminares de melhoria


As dimensões de altura do local de realização da tarefa devem estar de
acordo com as necessidades do usuário, além de ser projetado para tal
finalidade, afim de evitar a instabilidade e a falta de espaço durante a
execução.
Para os problemas de deslocamento deve-se procurar reunir os loais de
pintura e secagem dos objetos, evitando assim o cansaço e desgaste do
usuário. O problema acional manual entende-se que se resolve com a criação
de um espaço próprio para depositar a ponteira/brocas, de fácil acesso e para
as trocas constantes das mesmas, uma outra parafusadeira seria a melhor
solução possível.

27
TABELA 2. Quadro do parecer ergonômico

FONTE: Elaborada pelo autor

28
6.5 Conclusão do parecer ergonômico

Com a análise realizada podemos concluir que os problemas


apresentados podem impedir ou dificultar a realização da tarefa pelo usuário,
podendo causar dor, irritação ou aciedente durante o processo. Os problemas
levantados estão diretamente ligados às dimensões, disposição e tipo de
estrutura onde o trabalho é realizado. Pode-se concluir que há a necessidade
da elaboração de uma estação de trabalho com dimensões adequadas à
realização de pequenos projetos de marcenaria com a altura adequada, para
que não haja inclinação de tronco e elevação dos ombros excessivamente e
ainda possibilite o armazenamento de ferramentas e materiais evitando
também o delocamento durante a realização da tarefa.

7. DIAGNOSE ERGONÔMICA

7.1 Análise da Tarefa


FIGURA 17. Caracterização da tarefa

FONTE: Elaborada pelo autor

29
FIGURA 18. Descriminação da tarefa: Quadro de Atividades e Meios

FONTE: Elaborada pelo autor

7.2 Detalhamento das atividades da tarefa

Componentes do sistema

▪ Parafusadeira ▪ Parafuso ▪ Broca/Ponteira ▪ Régua


▪ Esquadro ▪ Madeiras ▪ Sargentos ▪ Cola

Registro diacrônico sequencial de eventos por amostragem de tempo

Foi estabelecido o intervalo de 5 segundos para observação do evento,


e os registros foram feitos durante períodos de 20 minutos. Foi estudada a
atividade de montagem quanto aos seus acionamentos, de acordo com os
componentes do sistema. O componente ‘peso’ não foi identificado durante o
estudo pois a duração do acionamento do peso é curta e o registro foi feito a
partir da observação de um intervalo de 5 segundos, ou seja, ao final desse
intervalo o observador faz a anotação do acionamento, dessa forma ocorreu
do peso não ser acionado no momento da observação.

30
FIGURA 19. Registro de frequência
Registro de Frequência- Acionamento
Régua 2%
Esquadro 2%
Parafuso 3%
Pensando 4%
Cola 4%
Lápis 5%
Brocas/Ponteira 10%
Sargentos 11%
Madeiras 25%
Aparafusadeira 33%

0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35

FONTE: Elaborada pelo autor

7.3 Diagnóstico Ergonômico

As informações obtidas durante a análise da tarefa, permitem perceber


que há diversos prejuízos para o usuário e para a tarefa. A constante
movimentação para alcançar os materiais dispostos em localidades distintas,
a constante troca de brocas e sargentos (sem um apoio próximo), a
instabilidade da mesa juntos aos insumos geram prejuízo, acarretando
posturas inadequadas, riscos de acidentes, entre outros. Com isso se faz
necessário a elaboração de uma bancada que supra essas deficiências
levantas pelo estudo, gerando maior conforto, segurança e prazer ao
realizador das tarefas.

31
8. ANÁLISE DE SIMILARES

Para a análise de similares foram pesquisadas as bancadas comerciais


voltadas para ambientes domésticos e classificadas como hobby, ou seja, não
profissionais. Além de possuírem um diferencial no uso ou no armazenamento
da mesma.
FIGURA 20. Mesa Dobrável comercial seatwell
Características:
Capacidade de peso: 250kg
distribuídos
Dimensões: 183cm de comprimento
76cm de largura e 74cm de altura
Marca: Lifetime
Materiais: Tampo de polietileno de
alta densidade e estrutura de aço.
Obs.: Vira uma maleta de 91 a 76 a
8
Cm facilitando o transporte da
bancada
FONTE: www.walmart.com.br/mesa-dobravel-multiuso-183m-lifetime-apoio-festas-
bancada-trabalho-wlm8363090/2818753/pr

FIGURA 21. Bancada Schulz Dobrável 2 em 1 (mesa e andaime)


Características: Capacidade
para100kg no modo bancada e
200kg no modo plataforma. Altura
mínima: 560 mm
• Altura máxima: 810 mm
• Comprimento total: 1,26 m
Marca: Schulz
Materiais: Plástico, MDF e alumínio
Obs.: Possui modo andaime e
Bancada.

FONTE: www.lojadomecanico.com.br/produto/79044/31/684/bancada-andaime-retratil-2-
em-1----schulz-920128-0-schulz-920128-0

32
FIGURA 22. Bancada de Trabalho dobrável keter
Características: Capacidade de
carga 460kg.
Largura: 55cm;
Altura: 75cm;
Comprimento: 85cm;
Marca: Keter
Materiais: Plástico e aço.
Obs.: Guarda ferramentas e é
dobrável
FONTE: www.walmart.com.br/bancada-de-trabalho-dobravel-keter/2023317/pr

FIGURA 23. Estação de Trabalho JawHorse workx


Características: Capacidade de
carga: 200kg
Dobrada: 76 x 30 x 33 cm
Montada: 94 x 89 x 88 cm
Marca: WORKX
Materiais: Plástico e aço.
Obs.: Possui uma morsa com Força
de aperto de até 1 Tonelada (1000
kg)
FONTE:www.leroymerlin.com.br/bancada-dobravel-94x89x88-wx060-1-worx_89489141

FIGURA 24. Mesa de Trabalho dobrável


Características: Capacidade de
carga: 90kg
Dobrada: 17x60x75 cm
Montada: 60x60x75 cm
Marca: Variadas
Materiais: Aço e Madeira.
Obs.: Possui uma morsa entre as
placas de madeira.

FONTE: www.leroymerlin.com.br/bancada-dobravel-60x80cm--importado_89382111

33
FIGURA 25. Bancada Tradicional de Marceneiro

Características:
Capacidade de carga Indefinida
90 x 55 x 160 cm
Marca: Sb Bancadas.
Materiais: Madeira.
Obs.: Possui 2 morsas e é fixa.
FONTE: www.leroymerlin.com.br/bancada-para-marceneiro-com-2-morsas-90x55x1,60cm-
sb132-sb-bancadas_85522892

FIGURA 26. Estação de Trabalho Caseira


Características:
Capacidade de carga Indefinida e
dimensões variáveis de acordo com
os componentes (cavalete e Tampo)
Marca: Não há.
Materiais: Madeira.

FONTE: Elaborada pelo autor

34
9.1 PNI dos similares

FIGURA 27. Quadro de aspectos Positivos, Negativos e Interessantes


Similares Positivo Negativo Interessante

Mesa
Instável e Não Transforma em
Dobrável Extremamente
comporta uma compacta
comercial dobrável
Ferramentas maleta
seatwell

Pode ser
Bancada
utilizada para
Dobrável 2 Não comporta
Versátil atividades
em 1 (mesa Ferramentas
externas à
e andaime)
bancada

Bancada de
Trabalho Muitas funções Superfície Comporta
dobrável secundárias pequena ferramentas
keter

A morsa
Possibilita possibilita
Estação de Não comporta
prender objetos trabalhos que
Trabalho Ferramentas
difíceis de precisam
JawHorse não bancada
manusear suspender o
objeto

Não comporta
Mesa de
Fácil Ferramentas e Possui garras
Trabalho
armazenamento superfície ajustáveis
dobrável
pequena

Muito
Bancada específica e
O rebaixo no
Tradicional Estável e extremamente
tampo e as
de Robusta pesada e não
morsas
Marceneiro comporta
Ferramentas
Peças
Fácil
separadas e
Estação de personalização
instabilidade
Trabalho Versátil de acordo com
dependendo
Caseira as
dos
especificações
componentes
FONTE: Elaborada pelo autor

35
9. MODELAGEM VERBAL

O projeto tem como objetivo desenvolver uma bancada para trabalhos em


marcenaria, montagem, reparos doméstico e atividade similares voltado para
o ambiente doméstico, levando em conta que os imóveis estão cada vez
menores e os ambientes muitas vezes precisam ser multifuncionais. Com isso
foram estabelecidos os seguintes parâmetros para a realização do projeto. São
eles:
▪ Estabilidade: A Bancada deve ser estável devido à natureza das
atividades realizadas sobre ela.
▪ Armazenamento: Deve possibilitar o armazenamento das ferramentas
mais comumente utilizadas
▪ Dimensão: Ser compatível com um ambiente doméstico reduzido
▪ Possibilite o trabalho em pé
▪ Simplicidade: Ser simples para facilitar o uso e/ou manutenção.
▪ Desmontável: precisa ser desmontável para o transporte e a montagem
do próprio usuário

36
10. GERAÇÃO DE ALTERNATIVA

As alternativas foram geradas baseando-se na modelagem verbal,


tentando anteder a maior parte dos requisitos apresentados.

Alternativa 1 – Bancada gaveteira


Bancada simples com gavetas laterais para armazenamento de
pequenos objetos e ferramentas
FIGURA 28. Alternativa 1

FONTE: Elaborada pelo autor

Alternativa 2 – Bancada deslizante


Bancada deslizante para aumentar o tamanho da área de trabalho
durante a realização da atividade, contando com um gaveteiro independente
para o armazenamento das ferramentas e objetos.
FIGURA 29. Alternativa 2

FONTE: Elaborada pelo autor

37
Alternativa 3 – Estante com bancada
Estante com área de armazenamento de ferramentas e objetos com
bancada retrátil para a realização de pequenas atividades.
FIGURA 30. Alternativa 3

FONTE: Elaborada pelo autor

Alternativa 4 – Bancada com prateleira


Bancada ampla com uma prateleira para guardar os materiais e nas
laterais gavetas para o armazenamento de ferramentas e pequenos objetos.
FIGURA 31. Alternativa 4

FONTE: Elaborada pelo autor

38
Alternativa 5 – Bancada retrátil
Bancada dobrável para fácil armazenamento.
FIGURA 32. Alternativa 5

FONTE: Elaborada pelo autor

Alternativa 6 – Bancada com varrinho independente


Bancada ampla com prateleira para a guarda de materiais de trabalho
e um carrinho independente com gavetas para o auxílio da atividade e
armazenamento de ferramentas e pequenos objetos.

FIGURA 33. Alternativa 6

FONTE: Elaborada pelo autor

39
10.1 Matriz decisória

Foi utilizada a matriz decisória para seleção das alternativas, sendo as


notas dadas de 1(min) a 5(máx.) Utilizando pesos para atribuir uma maior
relevância a determinados requisitos essenciais ao projeto.

FIGURA 34. Quadro da matriz decisória


Estabilidade Armazenamento Dimensão Simplicidade

Total
Alternativas Peso Nota Peso Nota Peso Nota Peso Nota

1 2 3 2 2 1 4 1 4 18

2 2 2 2 3 1 3 1 2 15

3 2 1 2 4 1 2 1 3 15

4 2 4 2 4 1 3 1 4 23

5 2 1 2 1 1 5 1 3 12

6 2 5 2 3 1 4 1 4 24

FONTE: Elaborada pelo autor

40
11. DETALHAMENTO DA ALTERNATIVA ESCOLHIDA

A bancada pode ser dividida em 3 componentes gerais e seus derivados


componentes, são eles: estrutura, carrinho e armário.
FIGURA 35. Componentes da bancada

Bancada Estrutura Carrinho Armário


FONTE: Elaborada pelo autor

▪ Estrutura

A estrutura pode-se dividir em três componentes, são eles: base, tampo


e prateleira. A montagem da base se dá através da soldagem dos perfis
quadrados de aço carbono, se tornando uma estrutura estável e robusta e com
capacidade de carga suficiente para a realização de qualquer tarefa no
ambiente doméstico. O tampo e prateleiras feitos de compensado de 25mm.

FIGURA 36. Componentes do tampo

Estrutura Base Tampo Prateleira


FONTE: Elaborada pelo autor

41
▪ Carrinho

O carrinho pode ser dividido em três componentes, são eles: caixa,


gaveta e porta. Todos os componentes feitos em compensado 20mm. Para a
gaveta será utilizado uma corrediça telescópica que possibilita a abertura total
da gaveta e sem riscos de cair. Para aporta dobradiças copo e para a
mobilidade do carrinho será utilizado quatro rodízios de 7cm de altura com
travas.
FIGURA 37. Componentes do carrinho

Carrinho Caixa Gaveta Porta


FONTE: Elaborada pelo autor

▪ Armário

O armário pode ser dividido em três componentes, são eles: caixote e


duas portas. Todos os componentes eitos em compensado 20mm. Para as
portas serão utilizadas dobradiças copo.
FIGURA 38. Componentes do Armário

Armario Caixote Porta (X2)


FONTE: Elaborada pelo autor

42
▪ Acessórios
Para a elaboração do projeto os seguintes componentes já existentes e
amplamente utilizados em móveis e afins.

FIGURA 39. Acessórios utilizados

a) b) c)
Corrediça telescópica Dobradiça copo Rodízio com trava
FONTE: www.leroymerlin.com.br/corredica-telescopica-40cm-ate-35kg_88109364
FONTE: www.mfferragens.com.br/index.php?route=product/category&path=87
FONTE: www.lojadomecanico.com.br/produto/84661/42/492/rodizio-giratorio-de-borracha-
com-freio-3-pol-marcon-rm-103

12. PROJETAÇÃO ERGONÔMICA

Sistema alvo: Local para Construção de móveis/objetos em ambiente


doméstico
Meta do Sistema: Concretizar o projeto
Componentes do sistema:

Parafusadeira Parafuso Broca/Ponteira Esquadro


Madeiras Sargentos Régua Cola

43
Requisitos do Projeto

Ambiente: Doméstico

Os requisitos da tarefa foram determinados pelos seguintes princípios:

1. Princípio de Importância: Os componentes mais importantes do sistema


devem estar em locais de fácil acesso para os usuários;
2. Princípio de frequência de uso: Os componentes mais frequentemente
usados devem estar em locais de fácil acesso para os usuários;
3. Princípio Funcional: Os componentes com funções similares devem ser
alocados juntos;
4. Princípio de sequência de uso: Os componentes que são normalmente
utilizados em sequência devem estar organizados na sequência em que são
utilizados.

Requisitos da tarefa
TABELA 3. Requisitos da tarefa para tomada de informação e acionamento
Tomada de Informação
Pessoa deve ter a visão direcionada para onde as mãos estão acionando
Acionamento
Deve ter os materiais utilizados durante a montagem (Parafusadeira, parafuso,
broca/ponteira) posicionando em local de fácil alcance
Deve ter sua superfície dentro de uma altura de conforto para trabalho em pé
Deve ter os materiais auxiliares, esquadro/lápis e sargentos, em local de fácil
acesso
FONTE: Elaborada pelo autor

44
Dimensões relevantes
TABELA 4. Requisito da tarefa e dimensão relevante para tomada de
informação
Requisito da tarefa Dimensões Relevantes
Tomada de Informação
Pessoa deve ter a visão direcionada Dentro do campo principal de visão
para onde as mãos estão acionando
FONTE: Elaborada pelo autor

TABELA 5. Requisito da tarefa e dimensão relevante para acionamentos


Requisito da tarefa Dimensões Relevantes
Acionamento
Deve ter os materiais utilizados O menor usuário deve, com o braço
durante a montagem (Parafusadeira, esticado, alcançar os objetos
parafuso, broca/ponteira)
posicionando em local de fácil
alcance
Deve ter sua superfície dentro de A menor mulher deve alcançar o
uma altura de conforto para trabalho centro da mesa quando em pé
em pé
Deve ter os materiais auxiliares, Deve ter fácil acesso para o maior
tecido e papel de molde, em local de homem agachado, e também para
fácil acesso menor mulher quando em uma
prateleira
FONTE: Elaborada pelo autor

45
Com isso temos como usuário limitante a menor mulher e o maior homem para
as atividades realizadas.

População Usuária
Homens e Mulheres, Brasileiros e adultos.
Percentil da população a ser acomodada
- Porcentagem a ser acomodada: 99% da população
- Percentis que serão utilizados – 1° mulher (como menor) e 99° Homem (como
maior).
Levantamento antropométrico utilizado
O levantamento antropométrico que melhor se adequa ao projeto é o da
Fundação Dreyfus (publicado em 2007), pois, apesar de ser da população
norte americana, atinge uma grande faixa da população.
15.1 Manequins antropométricos

Tomada de informação
FIGURA 40. Manequins antropométricos

Menor Mulher Maior Homem


FONTE: Elaborada pelo autor

46
▪ Vista cranial/Superior

FIGURA 41. Menor mulher (1° mulher) e maior Homem (99° homem)

FONTE: Elaborada pelo autor


▪ Vista Sagital/Lateral em pé
FIGURA 42. Menor Mulher (1° mulher) e Maior Homem (99° homem)

Menor Mulher (1° mulher) Maior Homem (99° homem)


FONTE: Elaborada pelo autor

47
Acionamento

▪ Vista cranial/superior
FIGURA 43. Vista cranial/superior menor mulher (1º mulher)

FONTE: Elaborada pelo autor

▪ Vista sagital / lateral em pé


FIGURA 44. Vista lateral mulher(1ºmulher) | Homem(99ºhomem)

FONTE: Elaborada pelo autor

48
▪ Usuário Limitante

TABELA 6. Requisitos da tarefa, dimensão relevante e usuário limitante para


tomada de informação
Requisito da Tarefa Dimensão Relevante Usuário Limitante
Tomada de informação
Pessoa deve ter a
visão direcionada para Dentro do campo -
onde as mãos estão principal de visão
acionando
FONTE: Elaborada pelo autor

TABELA 7. Requisitos da tarefa, dimensão relevante e usuário limitando


para acionamentos
Requisito da Tarefa Dimensão Relevante Usuário Limitante
Acionamentos
Deve ter os materiais
utilizados durante a tarefa
A menor usuária deve, Mulher percentil 2,5° - na
(lápis, parafusos,
com o braço esticado, compatibilização dos dois
madeira, etc.)
alcançar os objetos usuários extremos
posicionado em um local
de fácil alcance
Deve ter sua a superfície
A menor mulher deve Mulher percentil 2,5° - na
dentro da altura de
alcançar o centro da compatibilização dos dois
conforto para trabalho em
mesa quando em pé usuários extremos

Deve ter os materiais
Deve ter fácil acesso
auxiliares, sargentos, Mulher percentil 2,5° - na
para o maior homem
cola, instrumentos de compatibilização dos dois
agachado quando de
medida em local de fácil usuários extremos
baixo da mesa
acesso
Deve ter os materiais
auxiliares, sargentos, Deve ter fácil acesso Homem percentil 97,5° -
para a menor mulher na compatibilização dos
cola, instrumentos de
quando em uma dois usuários extremos
medida em local de fácil prateleira
acesso
FONTE: Elaborada pelo autor

49
15.2 Compatibilidade dos usuários extremos dos manequins
antropométricos

Tomada de informação

FIGURA 45. Vista cranial/superior

FONTE: Elaborada pelo autor

▪ Vista sagital / lateral em pé


FIGURA 46. Vista lateral de tomada de informação

FONTE: Elaborada pelo autor

50
Acionamento

▪ Vista cranial/superior
FIGURA 47. Vista cranial de acionamento

FONTE: Elaborada pelo autor

▪ Vista Sagital/Lateral em pé

FIGURA 48. Vista lateral de acionamentos

FONTE: Elaborada pelo autor

51
13. CONSTRUÇÃO DE MODELOS

12.1 Primeiro Modelo

A partir da alternativa escolhida foi realizada a modelagem em software


para o detalhamento dos componentes afim de facilitar a construção do
primeiro modelo. (Qual software utilizado? Ficou vago sem esta informação.)
Após a finalização em software e a compra dos materiais, deu-se início a
construção do modelo.
FIGURA 49. Estrutura e tampo da bancada

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 50. Materiais utilizados no modelo X real


Modelo Real

Pontalete de pinus Aço Carbono


20x20mm 25 x25mm

Parafusos para
Solda
madeira

Papelão Cinza Compensado

FONTE: Elaborada pelo autor

52
FIGURA 51. Montagem da estrutura em madeira

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 52. Estrutura de madeira finalizada

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

53
12.2 Segundo modelo

A partir do primeiro modelo foi constatado que as dimensões do objeto


não estavam adequadas, gerando a construção de um novo modelo virtual
com as alterações necessárias. A partir do virtual com as dimensões
modificadas deu-se início a construção do segundo modelo 1:1, um pouco
mais detalhado. O segundo modelo já conta com o carrinho independente e
portas e gavetas (não funcionais).
FIGURA 53. Segundo modelo 3D

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 54. Materiais utilizados no modelo X real


Modelo Real
Pontalete de
Cedrinho Aço Carbono
20x20mm

Parafusos para
Solda
madeira

MDF e
Compensado
Compensado

FONTE: Elaborada pelo autor

54
FIGURA 55. Encaixes da contrução da estrutura do modelo

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 56. Construção do modelo

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 57. Modelo finalizado com carrinho independente

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

55
12.3 Terceiro modelo

Com a construção do segundo modelo, constatou-se que o carrinho


necessitava de uma abertura para facilitar a retirada de baixo da bancada. A
partir disso foi modelado em 3D em SolidWorks a bancada já contando com a
alteração feita no topo do carrinho, inserindo um rebaixo para pega do carrinho.
A utilização do compensado de 20mm para a construção do carrinho e
Armario mostrou-se um exagero pois esses componentes ficaram muito
pesados e pouco efetivo no ganho de resistência.
O transporte da bancada se mostrou muito difícil por conta do seu
tamanho e peso, com isso, mostrou-se necessário algum sistema de
montagem/desmontagem afim de facilitar o usuário no transporte.

FIGURA 58. Modelo 3D com alteração na pega do carrinho

FONTE: Elaborada pelo autor

56
FIGURA 59. Dimensões gerais da bancada

FONTE: Elaborada pelo autor

12.4 Quarto modelo

Para o quarto modelo foram feitas as modificações apontadas após a


construção do segundo modelo e terceito modelo. O modelo foi construído no
software 3D SolidWorks, agora já com o sistema de encaixe, tanto da estrutura
quanto do armário e carrinho, modificação nas dimensões gerais da bancada.
Para isso foram adotados sistema usuais no mercado, através do sistema de
montagem girofix para as partes em madeira e uso de parafusos e roscas para
a estrutura em aço carbono.
FIGURA 60. Sistema de montagem girofix

Sistema de montagem girofix, utilizado


em larga escala na indústria moveleira.
FONTE: www.marceneiroexpresso.com.br/ferragens/minifix-girofix/dispositivo-fb-tambor-
minifix-parafuso-6x32mm-fgvtn

57
FIGURA 61. Sistema de montagem da estrutura

FONTE: Elaborada pelo autor

Construção do modelo final

FIGURA 62. Etapas de preparação das peças em compensado

Cortar
Lixamento Furação Seladora Acabamento
peças

FONTE: elaborada pelo autor

FIGURA 63. Etapas de preparação das peças em aço carbono

Lixamento Primer Lixamento Tinta

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 64. Vista do tampo

FONTE: elaborada pelo autor

58
FIGURA 65. Vista do armário montado e vista explodida

FONTE: elaborada pelo autor

FIGURA 66.Vista da estrutura montada e vista explodida

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 67. Vista da gaveta montada e vista explodida

FONTE: elaborada pelo autor

59
FIGURA 68. Modelo Final com carrinho dentro

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 69. Modelo Final com o carrinho fora

FONTE: Elaborada pelo autor

60
14. DESENHO TÉCNICO

61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
15. MODELO FINAL

▪ Construção do Modelo

FIGURA 70. Elaboração da furação da estrutura

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 71. Preparação e pintura da estrutura

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

95
FIGURA 72. Elaboração dos furos nas peças em compensado

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 73. Etapas de acabamento do compensado

a) b)
FONTE: Elaborada pelo autor

96
FIGURA 74. Modelo Final Fechado

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 75. Modelo Final Aberto

FONTE: Elaborada pelo autor

97
16. VALIDAÇÃO DO MODELO PELO USUÁRIO

Para validação com o usuário foram utilizados modelos que representam


respectivamente a menor mulher (1º mulher) e o maior homem(99ºhomem).
Além da validação antropométrica foi feito um teste para testar a portabilidade
da bancada, para isso, as peças com maior dimensão foram postas na mala
de um carro popular.

FIGURA 76. Tampo e estrutura no porta malas

FONTE: Elaborada pelo autor

98
FIGURA 77. Lateral menor mulher

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 78. Menor mulher pega carrinho

FONTE: Elaborada pelo autor

99
FIGURA 79. Menor mulher vista superior

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 80. Menor mulher vista superior com carrinho

FONTE: Elaborada pelo autor

100
FIGURA 81. Maior homem

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 82. Maior homem vista superior

FONTE: Elaborada pelo autor

101
FIGURA 83. Maior homem vista superior com carrinho

FONTE: Elaborada pelo autor

FIGURA 84. Maior homem vista pega carrinho e portas armario

FONTE: Elaborada pelo autor

102
17. CONCLUSÃO

Com o surgimento dos diversos meios de disseminação de conhecimento


da era tecnológica a filosofia do faça você mesmo, vem crescendo cada vez
mais e deu a origem à geração maker “fazedores”, que buscam conhecimento
para aprender e ensinar a construir seus próprios objetos. Nessa esfera a
marcenaria ganhou grande destaque, uma vez que as ferramentas mais
profissionais ganharam um novo seguimento, o seguimento hobby, se
tornando mais acessíveis à população e presentes nos lares.
Analisando os produtos no mercado, a tarefa de pequenos projetos que
envolviam marcenaria, constatou-se uma oportunidade de poder trazer esse
tema para o contemponâneo, tornando-o mais usual à essa realidade. Após
toda a trajetória percorrida durante o desenvolvimento do projeto, espera-se
que o produto feito possa atender a grande parte desse público.
Como idealizador e realizador do projeto fico satisfeito com o resultado
encontrado. Ao final posso dizer o quanto de conhecimento e prática pude
adquirir durante o curso e principalmente do projeto de conclusão, onde pude
ganhar uma intimidade maior sobre o tema e suas implicações.

103
18. BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10068 : Folha


de desenho: Leiaute e dimensões. Rio de Janeiro. 1987.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023 :
Informação e documentação: Refrências : Elaboração. Rio de Janeiro.
2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10067:
Princípios gerais de representação em desenho técnico. Rio de Janeiro.
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<www.leroymerlin.com.br/bancada-dobravel-94x89x88-wx060-1-
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