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23/08/2020 Jean Meslier – Wikipédia, a enciclopédia livre

Jean Meslier
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jean Meslier (Mazerny, 15 de junho de 1664 – Étrépigny,


17 de junho de 1729) foi um sacerdote católico francês. Sua
Jean Meslier
notoriedade se deve à autoria de um tratado filosófico
promovendo o ateísmo, descoberto após sua morte.
Apresentado como um "testamento" aos seus paroquianos e
a toda humanidade, o texto denuncia a "falsidade e vaidade
de todas as divindades e de todas as religiões do
mundo".[1][2]

Dele é a conhecida frase erroneamente atribuída a Voltaire:


"O homem só será livre quando o último rei for enforcado
nas tripas do último padre", encontrada no livro Extrait des
sentiments de Jean Meslier, editado por Voltaire.

Biografia
Jean Meslier nasceu em Mazerny, nas Ardenas. Ele começou Nascimento 15 de junho de 1664
a aprender latim com um padre do bairro em 1678 e, em Mazerny
seguida ingressou no seminário ; mais tarde ele alegou no Morte 17 de junho de
Prefácio do seu Testamento, que isso foi feito para agradar 1729 (65 anos)
seus pais. No final de seus estudos ele recebeu as Ordens Étrépigny
Sagradas e, em 7 de janeiro de 1689, tornou-se padre em Cidadania França
Étrépigny, em Champagne. Ocupação filósofo, clérigo,
sacerdote, escritor
Meslier exerceu seu cargo sem queixa ou problema por 40
anos, salvo um desentendimento público com um nobre Movimento ateísmo, pensamento
estético livre
local. Viveu como humildemente e cada centavo que lhe
sobrava era doado aos pobres. Religião Igreja Católica
[edite no Wikidata]
Quando Meslier morreu, em Étrépigny, foram encontrados
em sua casa três cópias de um manuscrito octavo de 633
páginas, no qual a curadoria da vila denuncia a religião organizada como "mas um castelo no ar " e a
teologia como "mas a ignorância das causas naturais reduzida a um sistema".

Filho de Gerard Meslier, um agricultor com certa notoriedade dono de algumas terras e comerciante
de tecidos,[3] não obstante, fazia parte da pequena e média burguesia, dedicando seu esforço ao
trabalho agrário.[4]

Sua infância carece de registro a não ser por sua assinatura como padrinho de batismo de sua irmã
aos 8 anos de idade.[5] Ingressou aos 20 anos no seminário de Reims, onde estudou durante 5 anos
dando início a sua carreira eclesiástica.

Em 1689, Meslier torna-se padre da paróquia de Etrérpigny onde seguiu sua carreira como abade por
4 décadas até sua misteriosa morte em 1729. Um episódio ocorrido em vida nos chama atenção para
o esconso desejo de sublevação do padre contra a nobreza. Em 1716 o senhor Antoine de Touly –

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23/08/2020 Jean Meslier – Wikipédia, a enciclopédia livre

acusado por Meslie de despotismo e de cometer iniquidades contra seu servos - reclama para o
arcebispo François de Mailly a recusa do abade de citá-lo na homilia. Convocado a retratar no
domingo seguinte o padre declarou em tom irônico:

"Eis a sorte ordinária dos pobres curas; os arcebispos, que são grandes senhores, desprezam-nos e
não os escutam, só têm ouvidos para a nobreza. Oremos pois pelo senhor deste local. Roguemos a
Deus por Antoine de Touly; que Ele o converta e lhe conceda a graça de não maltratar o pobre e
despojar o órfão."[6]

Com isso Touly mais uma vez se queixa ao arcebispo que condena Meslier a 1 mês de reclusão no
seminário Reims.

Após seu falecimento, foram encontrados em seu cômodo uma carta dirigida aos párocos da
vizinhança, seu testamento posteriormente chamado de Memorias e um pequeno texto intitulado
como Anti-fenelon[7].

Referências
1. Piva, P. J. L. Ateísmo e comunismo: o lugar de Jean Meslier na filosofia política das Luzes (http://
www.fflch.usp.br/df/cefp/Cefp7/piva.pdf). Cadernos de Ética e Filosofia Política 7, 2/2005, p. 99-
107
2. Thinker: Jean Meslier (http://newhumanist.org.uk/1425/thinker-jean-meslier). New Humanist
Volume 122 Issue 4 July/August 2007 (em inglês)
3. MINOIS, Georges (2012). História do ateismo - os descrentes no mundo ocidental, das origens
aos nossos dias. São Paulo: UNESP. 359 páginas Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
4. PIVA, Paulo Jonas de Lima (2006). Ateísmo e revolta - os manuscritos de Jean Meslier. São
Paulo: Alameda. 74 páginas Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
5. Piva, Paulo Jonas de Lima (2006). Ateísmo e revolta - os manuscritos de Jean Meslier. São
Paulo: Alameda. 74 páginas Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
6. MINOIS, Georges (2012). História do ateísmo - os descrentes no mundo ocidental, das origens
ao nossos das. São Paulo: UNESP. 360 páginas Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
7. NASCIMENTO, M. das G. de S. (1985). O estranho testamento de um vigário de província: as
Memórias de Jean Meslier. São Paulo: Trans/Form/Ação. pp. 71–72 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda);

Ligações externas
Edição completa de 1864 do Testament por Rudolf Charles volume 1 (http://books.google.com/bo
oks?id=h6MFAAAAQAAJ), volume 2 (http://books.google.com/books?id=nKMFAAAAQAAJ),
volume 3 (http://books.google.com/books?id=O6IOAAAAIAAJ), Google Books

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