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12/07/2020 TCE-MT : Decisão Nº 986/2002 do Protocolo Nº 64906/2000

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DetalhesInformações sobre o Processo nº 64906/2000

Processo Nº Decisão Nº Tipo: Tipo da Multa: Multa: Tipo da Glosa :


64906/2000 986/2002 ACORDÃO NÃO
Glosa: Julgamento: Publicação: Divulgação: Notificação 01: Notificação 02:
14/05/2002 03/06/2002
Status da Conclusão:
JULGAR IRREGULARES
Ementa
Balanço Geral do exercício de 1999, da Câmara Municipal de Chapada dos
Guimarães - gestão do ex-presidente, Sr. Luciano Augusto Neves.
Julgamento das contas conforme preceitua o artigo 212 da Constituição
Estadual, combinado com o artigo 2º, inciso XIII, da Lei Complementar nº 11,
de 18.12.1991.

Decisão
* O nome do Gestor LUCIANO AUGUSTO NEVES não deve ser inserido na
lista de inadimplentes a ser enviada ao TRE, em virtude de liminar deferida
nos autos do Mandado de Segurança nº 83132/2008 (ver se já foi proferida
decisão de mérito).

Vistos, relatados e discutidos os autos do Processo nº 6.490-6/2000

ACORDAM os Senhores Conselheiros do Tribunal de Contas, à unanimidade,


acompanhando o voto do Conselheiro Relator, acolhida a preliminar proposta no
Parecer nº 5.318/2000, da Procuradoria de Justiça, e, no mérito, de acordo com
o Parecer oral do Procurador de Justiça, em julgar IRREGULARES as contas da
Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães, referentes ao exercício de 1999,
gestão do ex-presidente, Sr. Luciano Augusto Neves, nos termos do artigo 20,
inciso III, alíneas “b” e “c”, da Lei Complementar nº 11/1991, combinado com o
artigo 158, inciso III, alíneas “b” e “c”, da Resolução nº 03/1993 deste Tribunal,
face às seguintes irregularidades: 01) pagamento de remuneração a maior aos
vereadores, no valor total correspondente a 9.717,90 UPF´s, conforme quadro III
(folha 354-355/TC); 02) remuneração paga ao presidente da Câmara além do
limite de 75% da remuneração dos deputados estaduais, nos meses de fevereiro,
https://www.tce.mt.gov.br/protocolo/decisao/num/64906/ano/2000/num_decisao/986/ano_decisao/2002 1/2
12/07/2020 TCE-MT : Decisão Nº 986/2002 do Protocolo Nº 64906/2000

março, abril e maio; 03) nos meses de fevereiro, março e abril o pagamento da
remuneração ao presidente da Câmara foi maior que o valor pago ao chefe do
Poder Executivo Municipal, contrariando o inciso XII do artigo 37 da Constituição
Federal; 04) irregularidades referentes aos procedimentos licitatórios (Convites nº
02/99 e nº 03/99); 05) pagamento de diária a maior, contrariando o Decreto
Legislativo nº 001/97; 06) despesas desnecessárias, antieconômicas, excessivas
e que não atendem à finalidade da Câmara, contrariando o artigo 70 da
Constituição Federal e artigo 164 da Resolução nº 003/93 deste Tribunal de
Contas; 07) As notas fiscais e os recibos referentes às despesas efetuadas não
foram atestados pelos responsáveis; 08) comprovante de pagamento com valor
diferente do valor empenhado; 09) não existem Termos de Transferência e de
Responsabilidade dos bens patrimoniais da Câmara; 10) os valores retidos e
pagos referentes às consignações não conferem com o contabilizado no Balanço
Financeiro; 11) controle interno ineficiente; 12)instauração de Comissão Especial
para fazer o “levantamento contábil, administrativo e financeiro” do exercício de
1999 da Câmara; 13) o resultado do Concurso Público n.º 001/99, ao ser
publicado não consignou o nome dos aprovados, conforme determinação do
artigo 37 da Constituição Federal; 14) atraso no encaminhamento dos balancetes
dos meses de janeiro, abril, setembro, outubro e dezembro, contrariando artigo
208 e § 1º do artigo 209 da Constituição Estadual; aplicando-se ao retro citado
gestor a multa de 50 UPF’s/MT, conforme inciso VIII do artigo 61 da Lei
Complementar nº 11/91, que deverá ser recolhida com recursos próprios aos
cofres estaduais, no prazo de 15 (quinze) dias contados da regular notificação,
sob pena de encaminhamento dos autos à Procuradoria Geral do Estado,
determinando ainda que efetue o ressarcimento aos cofres municipais também
com recursos próprios e no mesmo prazo, no valor equivalente a 53,88
UPF’s/MT, referente a despesas alheias à finalidade pública e, solidariamente
com os demais vereadores, o valor correspondente a 9.717,90 UPF’s/MT,
referente a remuneração recebida a maior, totalizando 9.771,78 UPF’s/MT, cujos
comprovantes devem ser enviados a este Tribunal de Contas. Por fim,
recomenda-se à atual gestão da Casa Legislativa Municipal de Chapada dos
Guimarães que atente para os prazos fixados nos artigos 208, § 1º, e 209,
ambos da Constituição Estadual, e que organize seu sistema de controle interno
nos termos dos artigos 75 e 76 da Lei nº 4.320/64.

Participaram do julgamento os Senhores Conselheiros: OSCAR DA COSTA


RIBEIRO, ARY LEITE DE CAMPOS, ANTÔNIO JOAQUIM e JOSÉ CARLOS
NOVELLI.

Ausente, justificadamente, o Senhor Conselheiro UBIRATAN SPINELLI.

Presente ao julgamento, representando o Ministério Público, o Procurador de


Justiça, dr. JOSÉ EDUARDO FARIA.

Publique-se

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