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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO TECNOLÓGICO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
PROJETO DE GRADUAÇÃO

PROJETO DE UM CENTRO DE CONTROLE DE MOTORES


INTELIGENTE

ÉRIK SILVA CARVALHO

VITÓRIA – ES
FEV/2007
ÉRIK SILVA CARVALHO

PROJETO DE UM CENTRO DE CONTROLE DE MOTORES


INTELIGENTE

Parte escrita do Projeto de Graduação do


aluno Érik Silva Carvalho, apresentado ao
Departamento de Engenharia Elétrica do
Centro Tecnológico da Universidade
Federal do Espírito Santo, para obtenção
do grau de Engenheiro Eletricista.

VITÓRIA – ES
FEV/2007
ÉRIK SILVA CARVALHO

PROJETO DE UM CENTRO DE CONTROLE DE MOTORES


INTELIGENTE

COMISSÃO EXAMINADORA:

___________________________________
Prof. Eng. Gabriel Luiz Zouain Assbú
Orientador

___________________________________
Prof. Dr. José Denti Filho
Co-orientador

___________________________________
Prof. Dr. Domingos Sávio L. Simonetti
Examinador

___________________________________
Prof. Dr. José Leandro Félix Salles
Examinador

Vitória - ES, 26 de fevereiro de 2007


DEDICATÓRIA

Aos meus pais Josenildo e Aldeniza, a Jakelyne minha irmã e a Paola Catrina minha
noiva.

i
AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Eng. Gabriel Assbú pela orientação na conclusão deste trabalho que
representa o cotidiano no ambiente industrial, pelo incentivo à pesquisa de normas,
por me receber várias vezes em sua residência para discutimos sobre etapas do
projeto, pelo compromisso com o ato de aprender, não simplesmente falando ou ditado
como deveria ser feito, mas estimulando na busca do conhecimento.
Ao Prof. Dr. José Denti Filho pela co-orientação e concordar com a pré-
disposição de configuração do sistema de aquisição e tratamento de dados, visto que
sou Técnico em Automação Industrial e já tinha alguma experiência com
Controladores Lógicos Programáveis e Sistemas de Supervisório.
Ao Prof. Dr. José Leandro Félix Salles, meu orientador na Bolsa do Programa
de Iniciação à Docência no Laboratório de Ensino de Controle, deste Departamento.
Onde, como Monitor pude melhor utilizar o espaço para pesquisas de normas e
manuais técnicos, na instalação de softwares pertinentes, como: o de parametrização
das telas do relé eletrônico inteligente – SIMOCODE® da Siemens – versão de
demonstração do WIN-SIMOCODE-DP Smart e o In Touch® da Wonderware para
confecção das telas de supervisório.
À faculdade UCL por promover na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
de 2006 a palestra “Tecnologia de Automação com Relé Inteligente: SIMOCODE®”,
realizada por equipe da Siemens, onde pude melhor conhecer o relé eletrônico
inteligente e com isso direcionar meus estudos para melhor apresentá-lo neste projeto.
A Deus às oportunidades e a força de todos os dias, aos meus pais Josenildo e
Aldeniza por terem investido constantemente em Educação, além de fornecerem muito
mais do que podiam, à minha irmã Jakelyne pelo apoio e ajuda, à minha noiva Paola
Catrina pela paciência e incentivo.

ii
LISTA DE FIGURAS

Figura 1-Diagrama unifilar simplificado .....................................................................16


Figura 2-Características técnicas do disjuntor Siemens Setron 3VL77 ......................19
Figura 3-Vista frontal de um CCM ..............................................................................36
Figura 4-Vista frontal de um CCM em manutenção ...................................................36
Figura 5-Posições da chave de intertravamento mecânico ..........................................38
Figura 6-Detalhe da parte externa dos contatos de força, comando e saída da gaveta.38
Figura 7-Barramento horizontal na parte superior do CCM........................................39
Figura 8-Vista frontal de uma gaveta com a visualização do barramento vertical .....39
Figura 9-Seleção do contator do motor tipo M1..........................................................46
Figura 10-Seleção do contator do motor tipo M2........................................................46
Figura 11-Seleção do contator do motor tipo M3........................................................46
Figura 12-Seleção do contator do motor tipo M4........................................................46
Figura 13-Configuração do relé eletrônico inteligente utilizada neste projeto ...........49
Figura 14-Níveis Industriais para aplicação da engenharia .........................................52
Figura 15-Esquema elétrico com relé inteligente com intervenção local, via painel e
remota ..........................................................................................................................53
Figura 16-Janela Principal ...........................................................................................54
Figura 17-Janela Order Number ..................................................................................55
Figura 18-Janela General ............................................................................................56
Figura 19-Classe de Partida .........................................................................................56
Figura 20-Janela Overload ...........................................................................................57
Figura 21-Janela Sensor ...............................................................................................58
Figura 22-Janela Motor................................................................................................58
Figura 23-Janela Operator Enabling ............................................................................59
Figura 24-Janela Control Stations ...............................................................................60
Figura 25-Janela Function Block Inputs ......................................................................61
Figura 26-Janela Basic Unit.........................................................................................61
Figura 27-Janela Operator Panel .................................................................................62
iii
Figura 28-Janela Truth Tables 3I/1O ...........................................................................63
Figura 29-Janela Fault Response .................................................................................63
Figura 30-Janela Bus PROFIBUS-DP .........................................................................64
Figura 31-Janela Basic Type 2 ....................................................................................65
Figura 32-Tela básica do motor tipo M1 .....................................................................74
Figura 33-Simulação de partida do motor tipo M1 .....................................................74
Figura 34-Final da partida ...........................................................................................75
Figura 35-Com sobrecarga dentro do limite de fs .......................................................75
Figura 36-Com sobrecarga superior ao fs ....................................................................76
Figura 37-Com sobrecarga elevada e temperatura no limite .......................................76
Figura 38-Desligamento do motor pelo relé ................................................................77
Figura 39-Tela do motor M1 com mensagem de alarme de falha no motor M2........77
Figura 40-Falha de Rotor Bloqueado ..........................................................................78
Figura 41-Gráfico Histórico de potência ativa, reativa e consumo de energia ...........79
Figura 42-Alarmes .......................................................................................................79
Figura 43-Gráfico de tendência das perdas do transformador T2 ...............................84

iv
LISTA DE TABELA

Tabela 1-Dados dos principais equipamentos do diagrama unifilar simplificado ......12


Tabela 2– Dados dos motores do CCM .......................................................................17
Tabela 3-Dados de ajustes dos disjuntores D1 e D2 para que ocorra seletividade .....30
Tabela 4-Disposição das gavetas em colunas ..............................................................37
Tabela 5-Contatores selecionados com suas potências de operação e acionamento ...47
Tabela 6-Referência dos desenhos...............................................................................50
Tabela 7-Dados ciclicamente enviados do SIMOCODE para o DP do motor tipo M166
Tabela 8-Dados ciclicamente enviados do DP para o SIMOCODE do motor tipo M166
Tabela 9-Painel Botões ................................................................................................70
Tabela 10-Painel Motor ...............................................................................................72
Tabela 11-Painel Mensagens .......................................................................................72
Tabela 12-Painel Variáveis ..........................................................................................73

v
SIMBOLOGIA

AFN = AMPER FRAME DO DISJUNTOR N EM [A];

ATN = AMPER TRIPPER DO DISJUNTOR N EM [A];

Fa = FATOR DE ASSIMETRIA [ADIMENSIONAL];

f a = FATOR DE AGRUPAMENTO E CAMADAS [ADIMENSIONAL];

f p = FATOR DE PARALELISMO [ADIMENSIONAL];

f s = FATOR DE SERVIÇO [ADIMENSIONAL];

f t = FATOR TEMPERATURA PARA DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES


[ADIMENSIONAL];
I bN = CORRENTE DE BASE NA BASE N EM [A];

Icc N =CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO NO PONTO N EM [A];

IccNpu = CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO NO PONTO N EM [PU];

I DMN =CORRENTE DE AJUSTE DO AMPER TRIPPER DOS DISJUNTORES

MAGNÉTICOS DO MOTOR TIPO N EM [A];


I L = CORRENTE NOMINAL DE CARGA DO CCM EM [A];
I L' = CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DOS CABOS DE #240MM² EM [A];
'
I MN = CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DOS CABOS DE TERMINAIS DOS

MOTORES TIPO N [A];


I nM = CORRENTE NOMINAL DO MOTOR EM [PU];

I p = CORRENTE DE PARTIDA DO MOTOR EM [PU];

I RBN =CORRENTE DE ROTOR BLOQUEADO DO MOTOR TIPO N EM [A];

I RBNpu =CORRENTE DE ROTOR BLOQUEADO DO MOTOR TIPO N EM [PU];

I z =CORRENTE CONSIDERANDO O FATOR DE SERIÇO EM [A];


K = CONSTANTE DA RELAÇÃO TORQUE COM A TENSÃO AO QUADRADO;
l = COMPRIMENTO DOS CABOS EM [KM];
Pcc N = POTÊNCIA DE CURTO-CIRCUITO NO PONTO N EM [KVA];

vi
R = RESITÊNCIA EM [Ω];
S1 = POTÊNCIA DE BASE NA BASE VELHA EM [VA];
S 2 = POTÊNCIA DE BASE NA BASE NOVA EM [VA];

Sb = POTÊNCIA DE BASE EM [VA];

S bm = SOMATÓRIO DAS POTÊNCIAS DOS MOTORES DE INDUÇÃO EM


[KVA];
T p ( N ) = TORQUE NA PARTIDA NOMINAL;

T p ( R ) = TORQUE NA PARTIDA RESULTANTE;

V1 = TENSÃO DE BASE NA BASE VELHA EM [V];

V2 = TENSÃO DE BASE NA BASE NOVA EM [VA];


VbN = TENSÃO DE BASE NA BASE N EM [V];

VLN = TENSÃO DE LINHA NO PONTO N EM [V];

VN =TENSÃO NOMINAL;

VFN = TENSÃO DE FASE NO PONTO N EM [V];


V pMN = TENSÃO NA PARTIDA DO MOTOR TIPO N NOS TERMINAIS DO

DISPOSITIVO DE PARTIDA [V];


V pu = TENSÃO EM [PU];

VR =TENSÃO RESULTANTE;
X = REATÂNCIA EM [Ω];
X FΩ = REATÂNCIA NO PONTO DE ENTREGA EM [Ω];

X Fpu = REATÂNCIA NO PONTO DE ENTREGA EM [PU];

X 'Fpu = REATÂNCIA NO PONTO DE ENTREGA NA NOVA BASE EM [PU];

X M % = REATÂNCIA DOS MOTORES DE INDUÇÃO NA BASE 25 DA SOMA

DAS POTÊNCIAS NOMINAIS EM [KVA];


X Mpu = REATÂNCIA DOS MOTORES DE INDUÇÃO EQUIVALENTE EM [PU];

'
X Mpu = REATÂNCIA DOS MOTORES DE INDUÇÃO EQUIVALENTE NA

NOVA BASE EM PU;

vii
X pu = REATÂNCIA EM [PU];
'
X pu =REATÂNCIA NA NOVA BASE EM [PU];

X T1% = REATÂNCIA DO TRANSFORMADOR T1 NA BASE 100 DA SUA

POTÊNCIA NOMINAL EM [KVA];


X T1pu = REATÂNCIA DO TRANSFORMADOR T1 EM [PU];

X 'T1pu = REATÂNCIA DO TRANSFORMADOR T1 NA NOVA BASE EM [PU];

X T2% = REATÂNCIA DO TRANSFORMADOR T2 NA BASE 100 DA SUA

POTÊNCIA NOMINAL EM [KVA];


X T2pu = REATÂNCIA DO TRANSFORMADOR T2 EM [PU];

X 'T 2pu = REATÂNCIA DO TRANSFORMADOR T2 NA NOVA BASE EM [PU];

Z = IMPEDÂNCIA EM [Ω];
Z bN = IMPEDÂNCIA DE BASE NA BASE N EM [Ω];

Z CMNΩ =IMPEDÂNCIA DO CABO TERMINAL DO MOTOR TIPO N EM [Ω];

Z CMN = IMPEDÂNCIA DO CABO TERMINAL DO MOTOR TIPO N EM [PU];

Z CMT = IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE DOS CONDUTORES TERMINAIS EM


[PU];
Z eqN = IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE DA FONTE ATÉ O PONTO N EM [PU];

Z N = IMPEDÂNCIA DO PONTO N EM [PU];


Z NΩ = IMPEDÂNCIA DO PONTO N EM [Ω];

Z RBNΩ = IMPEDÂNCIA DE ROTOR BLOQUEADO DO MOTOR TIPO N EM [Ω];

Z RBN =IMPEDÂNCIA DE ROTOR BLOQUEADO DO MOTOR TIPO N EM [PU];

Z tN = IMPEDÂNCIA TOTAL DESDE A FONTE ATÉ OS TERMINAIS DO


MOTOR TIPO N EM [PU];

∑ S = SOMATÓRIO DAS POTÊNCIAS NOMINAIS DOS MOTORES EM [VA];

viii
GLOSSÁRIO

CCM – Centro de Controle de Motores.

Gaveta – Parte constituinte do CCM, onde se instalam os equipamentos e aparelhos


pertinentes a proteção, acionamento e monitoramento do motor alimentado por esta.
Pode ser extraível ou fixa.

NEMA – National Electrical Manufacturers Association.

NEMA 3 – O tamanho do dispositivo é 3 e suporta corrente de até 95[A].

NEMA 4 – O tamanho do dispositivo é 4 e suporta corrente de até 135[A].

PROFIBUS-DP – Sistema de Barramento com protocolo DP, cuja principal tarefa é


transferir dados cíclicos entre uma central DP e dispositivos periféricos.

PROFIBUS-DPV1 – É uma extensão do protocolo DP, e permite que parâmetros,


diagnósticos de controle e testes possam ser realizados aciclicamente, ou seja, somente
quando realmente acontecerem.

SIMATIC – Termo que significa os produtos automatizados da Siemens AG.

STEP7 – Sistema de Engenharia, que contém as linguagens dos programas utilizados


para criar os programas de controle do SIMATIC-S7.

ix
SUMÁRIO

DEDICATÓRIA........................................................................................................... I
AGRADECIMENTOS .............................................................................................. II
LISTA DE FIGURAS ............................................................................................... III
LISTA DE TABELA .................................................................................................. V
SIMBOLOGIA .......................................................................................................... VI
GLOSSÁRIO ............................................................................................................. IX
SUMÁRIO ................................................................................................................... X
RESUMO .................................................................................................................. XV
1 INTRODUÇÃO ..............................................................................................10
2 SISTEMA ELÉTRICO ALIMENTADOR DO CCM ................................12
2.1 Introdução .........................................................................................................12
2.2 Diagrama Unifilar Simplificado .......................................................................12
2.2.1 Potência de Curto-Circuito no Ponto de Entrega ....................................12
2.2.2 Potência de Curto-Circuito no Barramento B1 .......................................13
2.2.2.1 Reatância da Fonte .....................................................................13
2.2.2.2 Reatância do Transformador T1.................................................13
2.2.2.3 Impedância Equivalente .............................................................14
2.2.2.4 Cálculo da Corrente de Curto-Circuito ......................................14
2.2.3 Potência de Curto-Circuito no Barramento B2 .......................................15
2.2.3.1 Reatância do Transformador T2.................................................15
2.2.3.2 Impedância Equivalente .............................................................15
2.2.3.3 Cálculo da Corrente de Curto-Circuito ......................................15
2.3 Identificação e Caracterização do Sistema Elétrico ..........................................17
2.4 Identificação da Carga e da Corrente Nominal de Carga .................................17
2.4.1 Carga........................................................................................................17
2.4.2 Corrente Nominal de Carga .....................................................................18
2.5 Proteção.............................................................................................................18
2.5.1 Amper Tripper .........................................................................................18
2.5.2 Disjuntor Caixa Moldada ........................................................................18
x
2.6 Tipo de Condutor ..............................................................................................19
2.6.1 Condutor ..................................................................................................20
2.7 Critério da Ampacidade ....................................................................................20
2.7.1 Fator de Temperatura ..............................................................................20
2.7.2 Fator de Agrupamento e Camadas ..........................................................20
2.7.3 Condutores em Paralelo...........................................................................21
2.7.3.1 Fator de Paralelismo ...................................................................22
2.7.4 Seção do Condutor ..................................................................................22
2.8 Sobrecorrente Temporizada do Disjuntor D1 ...................................................22
2.9 Sobrecorrente Instantânea do Disjuntor D1 ......................................................23
2.9.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor ..................................23
2.10 Corrente de Curto-Circuito na entrada do CCM .............................................23
2.10.1 Impedância do Cabo de Alimentação do CCM .....................................23
2.10.2 Impedância Equivalente ........................................................................24
2.10.3 Corrente de Curto-Circuito ....................................................................24
2.11 Corrente de Curto-Circuito do CCM com a Contribuição dos Motores .........24
2.11.1 Cabo de Alimentação do Motor Tipo M1 .............................................24
2.11.1.1 Impedância de Rotor Bloqueado ..............................................25
2.11.1.2 Tensão no Dispositivo de Partida .............................................25
2.11.1.3 Tensão nos Terminais de T2 na Partida ...................................26
2.11.2 Cabo de Alimentação dos Motores Tipo M2 ........................................26
2.11.2.1 Impedância de Rotor Bloqueado ..............................................26
2.11.2.2 Tensão no Dispositivo de Partida .............................................26
2.11.3 Cabo de Alimentação dos Motores Tipo M3 ........................................27
2.11.3.1 Impedância de Rotor Bloqueado ..............................................27
2.11.3.2 Tensão no Dispositivo de Partida .............................................27
2.11.4 Cabo de Alimentação dos Motores Tipo M4 ........................................27
2.11.4.1 Impedância de Rotor Bloqueado ..............................................28
2.11.4.2 Tensão no Dispositivo de Partida .............................................28
2.11.5 Reatância dos Motores ..........................................................................28

xi
2.11.6 Impedância Equivalente dos Condutores Terminais .............................29
2.11.7 Impedância Equivalente ........................................................................29
2.11.8 Corrente de Curto-Circuito ....................................................................29
2.12 Condutores de Terra ........................................................................................29
2.13 Seletividade Cronológica dos Disjuntores ......................................................30
2.14 Conclusões ......................................................................................................30
3 CARACTERIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DO CCM ......................35
3.1 Introdução .........................................................................................................35
3.2 Sobre o NEMA .................................................................................................35
3.3 Características Gerais........................................................................................35
3.4 Gavetas ..............................................................................................................36
3.4.1 Intertravamento .......................................................................................37
3.4.2 Botoeira de Emergência ..........................................................................38
3.5 Barramentos ......................................................................................................38
3.5.1 Horizontal ................................................................................................39
3.5.2 Vertical ....................................................................................................39
3.6 Medição.............................................................................................................40
3.6.1 Transformador de Corrente .....................................................................40
3.6.1.1 Chave de Aferição ......................................................................40
3.6.2 Transformador de Potencial ....................................................................40
3.7 Disjuntor............................................................................................................41
3.7.1 Entrada.....................................................................................................41
3.7.2 Motor Tipo M1 ........................................................................................41
3.7.2.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor .....................41
3.7.2.2 Corrente de Curto-Circuito ........................................................41
3.7.2.3 Tensão nos Terminais do Motor durante a Partida ....................42
3.7.2.4 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito ....................42
3.7.3 Motor Tipo M2 ........................................................................................43
3.7.3.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor .....................43
3.7.3.2 Corrente de Curto-Circuito ........................................................43

xii
3.7.3.3 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito ....................43
3.7.4 Motor Tipo M3 ........................................................................................44
3.7.4.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor .....................44
3.7.4.2 Corrente de Curto-Circuito ........................................................44
3.7.4.3 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito ....................44
3.7.5 Motor Tipo M4 ........................................................................................44
3.7.5.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor .....................45
3.7.5.2 Corrente de Curto-Circuito ........................................................45
3.7.5.3 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito ....................45
3.8 Contatores .........................................................................................................45
3.9 Transformador de Controle ...............................................................................47
3.9.1 Disjuntor Primário ...................................................................................47
3.9.2 Disjuntor Secundário ...............................................................................48
3.9.3 Disjuntor do Circuito Funcional - Motor Tipo M1 e M2 ........................48
3.9.4 Disjuntor do Circuito Funcional - Motor Tipo M3 .................................48
3.9.5 Disjuntor do Circuito Funcional - Motor Tipo M4 .................................48
3.10 Relé Eletrônico Inteligente .............................................................................49
3.11 Desenhos .........................................................................................................50
3.12 Conclusão ........................................................................................................50
4 PARAMETRIZAÇÃO DO RELÉ ELETRÔNICO INTELIGENTE .......52
4.1 Introdução .........................................................................................................52
4.2 A Estrutura da Rede ..........................................................................................52
4.3 O Relé Eletrônico Inteligente............................................................................53
4.3.1 Parametrização ........................................................................................53
4.3.1.1 Lógica de Funcionamento ..........................................................54
4.3.1.2 Telas de Parametrização .............................................................54
4.4 O CLP ...............................................................................................................65
4.4.1 Entradas e Saídas .....................................................................................66
4.5 Conclusões ........................................................................................................67
5 SISTEMA SUPERVISÓRIO DO CCM INTELIGENTE .........................69

xiii
5.1 Introdução .........................................................................................................69
5.2 O Sistema Supervisório.....................................................................................69
5.3 Tela Básica de Supervisão ................................................................................69
5.4 Conclusões ........................................................................................................80
6 CONCLUSÕES ..............................................................................................82
APÊNDICE A .............................................................................................................84
APÊNDICE B - DESENHOS ....................................................................................85
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................86

xiv
RESUMO

Este projeto tem a finalidade de projetar um CCM Inteligente, com o


dimensionamento de seus dispositivos em conformidade com as normas vigentes. O
CCM em particular está em conformidade com o NEMA.

xv
10

1 INTRODUÇÃO

A importância que o setor industrial requer de informação do processo é


relevante, o que desperta a necessidade da utilização de equipamentos inteligentes e
que sejam capazes de fornecer essas informações a sistemas especialistas, estes que
estão cada vez mais difundidos no setor industrial para diminuição de perdas e
aumento de produtividade.
Com isso o objetivo deste trabalho é projetar um Centro de Controle de
Motores Inteligente, priorizando a suas características elétricas, utilizando o relé
eletrônico inteligente que proporciona a proteção e o monitoramento de variáveis tais
como: corrente e temperatura do motor e as envia por intermédio de rede PROFIBUS-
DP para um Controlador Lógico Programável (CLP) que conectado a um sistema
supervisório via rede ETHERNET forma um canal de comunicação entre o nível de
campo e o de supervisão, o que também permite a intervenção de forma remota, além
do registro das variáveis pertinentes.
O CCM é uma estrutura montada que possui gavetas, que são organizadas
verticalmente, e possuem tamanhos variados, de acordo com a potência e o tipo de
partida da carga. Mas a altura de uma coluna é padronizada, o que limita o número de
gavetas, de acordo com o seu tamanho. Cada coluna é alimentada por um barramento
vertical que é conectado a um barramento horizontal único. Essas gavetas são
alimentadas pelo barramento vertical de cada coluna e por fim alimentam as cargas
que são motores, sendo que cada motor possui a sua própria gaveta. Além disso, no
CCM também são instalados outros equipamentos, tais como: medidores de energia,
logo, necessitamos de transformadores de corrente e de potencial, transformadores de
controle para fornecer uma tensão de 115V, para alimentar o circuito funcional das
gavetas. Entre outros pertinentes para o funcionamento do CCM.
As cargas possuem tensão nominal de 440V e terão potência de: 100, 50, 20 e
10 cv, totalizando 21 motores, cujas quantidades são respectivamente: 1 do tipo M1, 3
do tipo M2, 10 do tipo M3 e 5 do tipo M4, totalizando uma potência de 500[kVA].
Estas cargas são fictícias, no entanto com parâmetros reais, que garantem a sua
11

inserção no ambiente industrial. Ainda, para único exemplo de parametrização e


confecção das telas de supervisão, definiu-se que o motor tipo M1 (100cv) tem como
carga um ventilador. Como o CCM possui medidor de energia elétrica, também foram
realizadas telas que mostrem e armazenem essas informações, além de uma tela de
alarmes pertinentes ao processo.
Para atender a necessidade de partida direta com reversão do motor tipo M2
(50 cv), que foram definidas que suas cargas são esteiras, portanto utilizarão dois
contatores.
A adequação à norma NEMA exige o valor de curto-circuito simétrico na
entrada do CCM para determinação da capacidade de ruptura dos outros
equipamentos. Para isso foi proposto, utilizando-se dados reais, um diagrama unifilar
simplificado, desde a concessionária de energia elétrica fornecendo em 138kV com
uma determinada potência de curto-circuito até os terminais de entrada do CCM. Onde
pode-se perceber que existem circuitos de média e de baixa tensão, sendo que aqueles
não serão dimensionados, ou seja, restringindo a análise a encontrar a impedância do
cabo alimentador de baixa tensão e então ter-se um caminho para o curto, visto que os
dados dos transformadores também são informados. Sendo que os pontos considerados
alimentadores terão uma tensão 5% superior a tensão de carga, ou seja, por exemplo,
como a tensão nominal dos motores com carga é de 440V, então a tensão terminal do
transformador a sua montante é 460V à vazio. Para garantir até mesmo compensação
de queda de tensão no sistema.
12

2 SISTEMA ELÉTRICO ALIMENTADOR DO CCM

2.1 Introdução
Neste capítulo criou-se um sistema elétrico hipotético, com valores reais. Cujo
diagrama unifilar simplificado explicita a definição tomada.

2.2 Diagrama Unifilar Simplificado


Para determinação da capacidade de ruptura do disjuntor na entrada do CCM
propôs-se o diagrama unifilar simplificado, este que foi construído a partir dos dados
da Tabela 11. Para sua correta representação necessita-se do cálculo da potência de
curto-circuito em pontos de acordo com os itens 2.2.1, 2.2.2 e 2.2.3.

Ponto Descrição Dados


Tensão 138[kV]; X/R=10.
SC em kVA DC - 3.933.251
F Ponto de Entrega (Fonte)
AC - 3.798.200
Assy - 5.467.796
10MVA, 3φ - 60Hz
T1 Transformador Abaixador
138:13,8 kV – Z=8%
2500kVA, 3φ - 60Hz
T2 Transformador Abaixador
13.200:460V - Z=7%
Tabela 1-Dados dos principais equipamentos do diagrama unifilar simplificado

2.2.1 Potência de Curto-Circuito no Ponto de Entrega


A potência de curto-circuito é expressa pela equação (2.1):
Pcc N = 3.VLN .Icc N ( 2.1 )

De acordo com a Tabela 1 → PccF = 3.798.200[kVA] .

1
Dados reais definidos conforme experiência do Prof. Orientador.
13

2.2.2 Potência de Curto-Circuito no Barramento B1


A potência de curto-circuito no barramento B1 é determinada conforme itens
subseqüentes, a impedância do barramento B1 é desprezada, como também a dos
condutores de média.
Para o cálculo da corrente de curto-circuito é considerada a teoria de valor por
unidade, com os seguintes valores base: S b = 2500.10 3 [VA] , Vb1 = 138.10 3 [V ] ,

Vb 2 = 13,8.10 3 [V ] e Vb 3 = 460[V ] .

2.2.2.1 Reatância da Fonte


Para X Fpu = 1[ pu ]

Faz-se a mudança de base de acordo com a equação (2.2) tem-se:


2
S 2 V1
'
X Npu = X Npu . 2
. [ pu ] ( 2.2 )
V 2 S1
2500
'
X Fpu = 1. = 0,000658[ pu ]
3798200

2.2.2.2 Reatância do Transformador T1


De acordo com os dados fornecidos na Tabela 1
X T1%
X T1pu = ( 2.3 )
100
X T1pu = 0, 08[pu]

Faz-se a mudança de base conforme equação (2.2) tem-se:


2500
X T' 1 pu = 0,08. = 0,02[ pu ]
10000
14

2.2.2.3 Impedância Equivalente


Para a montagem do diagrama de impedâncias até este ponto considera-se a
equação (2.4)2, esta que desconsidera o valor das perdas, tanto da fonte quanto dos
transformadores. Mas depois considerando X=Z para efeito do calculo da impedância
resultante:
⎧ R = 0,2. X
Z =⎨ ( 2.4 )
⎩ X = 0,98. X
Então:
Z F = 0,2.0,000658 + j 0,98.0,000658 = 0,000132 + j 0,000645[ pu ]

Z T 1 = 0,2.0,02 + j 0,98.0,02 = 0,004 + j 0,0196[ pu ]

Logo escreve-se a impedância equivalente até T1 como:


Z eqT 1 = Z F + Z T 1

Z eqT 1 = 0,004132 + j 0,020245 [ pu ] ∴ Z eqT 1 = 0,020662 [ pu ]

2.2.2.4 Cálculo da Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc B1 pu = = = 48,398025[ pu ]
Z eqT 1 0,020662

Sb 2500 .10 3
I b2 = = = 104 ,592440 [ A] ( 2.5 )
3 .V b 2 3 .13800

Icc B1 ≅ 5,1[kA]

Com isso a potência de curto-circuito no Barramento B2 pode ser expressa de


acordo com a equação (2.1) como:
Pcc B1 = 3 .V LB 1 .Icc B1 = 120 .995 ,1[ kVA ]

2
De acordo com o IEEE.
15

2.2.3 Potência de Curto-Circuito no Barramento B2


A potência de curto-circuito no barramento B2 é determinada conforme itens
subseqüentes, a impedância do barramento B2 é desprezada.

2.2.3.1 Reatância do Transformador T2


De acordo os dados da Tabela 1 e a equação (2.3)
X T2%
X T2pu = = 0, 07[pu]
100
Faz-se a mudança de base conforme equação (2.2) tem-se:
X T' 2 pu = 0,07[ pu ]

2.2.3.2 Impedância Equivalente


Utilizando a equação (2.4):
Então:
Z T 2 = 0,2.0,07 + j 0,98.0,012809 = 0,014 + j 0,0686[ pu ]

Logo escreve-se a impedância equivalente até T2 como:


Z eqT 2 = Z F + Z T 1 + Z T 2

Z eqT 2 = 0,018132 + j 0,088845 [ pu ] ∴ Z eqT 2 = 0,090676 [ pu ]

2.2.3.3 Cálculo da Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc B 2 pu = = = 11,028277 [ pu ]
Z eqT 2 0,090676

Sb 2500 .10 3
I b3 = = = 3137 ,77[ A] ( 2.6)
3 .V b 3 3 .460

Icc B 2 = Icc B 2 pu .I b 3 = 11,028277.3137,77 = 34604,2 ∴ Icc B 2 ≅ 34,6[kA]

Com isso a potência de curto-circuito no Barramento B2 pode ser expressa de


acordo com a equação (2.1) como:
16

Pcc B 2 = 3 .V LB 2 .Icc B 2 = 27 .570 ,69[ kVA ]

Figura 1-Diagrama unifilar simplificado

O diagrama da Figura 1, mostra que a tensão nas barras são tensões do sistema
sem carga e são 5% maior que a tensão de carga das respectivas barras.
Aqui também pode-se verificar a necessidade de dimensionar o condutor C1 e
da especificação dos disjuntores D1 e D2. Sendo que primeiramente define-se D2 com
de acordo com as informações da carga e em seguida define-se D1, que está a sua
montante e em seguida o condutor C1 que deve se adequar ao disjuntor D1 para a sua
proteção.
17

2.3 Identificação e Caracterização do Sistema Elétrico


De acordo com a Figura 1, tem-se um sistema 3ø e um condutor de proteção
(PE) diretamente conectado à malha de terra em cada extremidade. Com tensão de
carga de 440V e freqüência de 60Hz.

2.4 Identificação da Carga e da Corrente Nominal de Carga


Nesta seção define-se a carga do CCM e com isso torna-se possível determinar
a corrente nominal de carga.

2.4.1 Carga
Para determinação da carga considera-se o somatório das potências de cada
categoria de motores definidas para este projeto de acordo com a Tabela 2[1]3. Todos
são de 4 pólos e com f s = 1,15 . Assim a potência total nominal é de 500[kVA].

Tipo Motor
Características
M1 M2 M3 M4
Quantidade 1 3 10 5
Potência 100cv 50cv 20cv 10cv
75[kW] 37[kW] 15[kW] 7,5[kW]
Ip/In 8,8 6,6 6,3 8,0
Cosø 0,87 0,83 0,83 0,83
Rendimento 93,5% 92,4% 90,2% 89,0%
In4 121[A] 66,8[A] 26,3[A] 13,3[A]
Iz[2]5 139,15[A] 76,82[A] 30,25[A] 15,3[A]
Tabela 2– Dados dos motores do CCM

3
Para Motores IP55.
4
Calculada considerado fator de potência e rendimento com potência nominal de 100%.
5
Calculada considerando o fator de serviço, conforme seção 6.5.1.3.1 Nota 2.
18

2.4.2 Corrente Nominal de Carga


A corrente nominal de carga é definida como:

I LCCM =
∑S =
500.103
≅ 656[ A] .
3.VLCCM 3.440

2.5 Proteção
Para determinação da corrente nominal do disjuntor D2, considera-se que os
fatores de temperatura e altitude são iguais a um, ou seja, a temperatura ambiente é de
40ºC e o CCM é instalado no nível do mar.

2.5.1 Amper Tripper


Para determinação do AT do disjuntor D2 considera-se a equação (2.7) 6:
AT N = ( I LCCM + ( 0, 25 .( Pot .MaiorMotor ))). 1, 25 ( 2.7 )

Então ATD 2 ≅ 863[ A] . Mas, para atender a valores presentes no mercado7,


utilizar-se-á um valor de AFD 2 = 1250[ A] com Amper Tripper ajustado para 875[A], ou
seja, 0,7xIn.
Logo o Amper Frame dos disjuntores D1 e D2 são equivalentes, porém com
valores de Amper Tripper ajustáveis para atender às necessidades deste projeto. Para
efeito de proteção do condutor, este é dimensionado para o maior valor de ajuste do
ATD1 , ou seja, 1250[A]. O valor de ATD1 = 1000[ A] , isto é, 0,8xIn.

2.5.2 Disjuntor Caixa Moldada


Os disjuntores D1 e D2 são do tipo caixa moldada com disparadores
microprocessados.

6
Equação que representa a demanda com acréscimo de 25%, segundo NEC 2005, para definição do cabo
alimentador.
7
Veja Figura 2.
19

Com isso o disjuntor D1, selecionado para a proteção do condutor C1 e tudo


que está a sua jusante é idêntico ao disjuntor D2, para proteção do CCM, cujo modelo
é: Siemens Setron 3VL77, cujas características técnicas estão representadas na Figura
2[3].

Figura 2-Características técnicas do disjuntor Siemens Setron 3VL77

2.6 Tipo de Condutor


A partir da consulta a valores padronizados define-se o tipo de condutor a ser
utilizado de acordo com a tensão de isolamento e o tipo de percurso desde o
transformador T2 até o CCM.
20

2.6.1 Condutor
Condutor de cobre nu, têmpera mole, encordoamento Classe 5, isolamento em
PVC, classe de tensão 0,6/1kV[4]8.
A isolação e cobertura de cloreto de polivinila – PVC pode atingir as
temperaturas definidas como: em serviço contínuo, em sobrecarga e em curto-circuito
respectivamente a 70, 100 e 160ºC, para condutores até #300mm²[2]9.

2.7 Critério da Ampacidade


O critério da ampacidade define a corrente que o condutor deve suportar
considerado os fatores relacionados nos itens subseqüentes, além de garantir que as
temperaturas no condutor não ultrapassem os valores definidos na seção 2.6.1. Neste
projeto não são admitidas sobrecorrentes que permitam a elevação da temperatura dos
condutores à 100ºC, o que acontece quando se admite uma sobrecorrente de 45%[2]10.

2.7.1 Fator de Temperatura


As tabelas consultadas estão referidas a uma temperatura de 30ºC para
condutores não-subterrâneos. Para uma temperatura ambiente de 40ºC, assim, o fator
de correção de temperatura é dado por f t = 0,87 [2]11.

2.7.2 Fator de Agrupamento e Camadas


A partir do cubículo distribuidor da subestação do transformador T2 os cabos
passarão por rasgo na laje e por intermédio de galeria técnica alimentarão a três
CCMs, definidos como 85%[5]12 da capacidade de T2, por intermédio de leitos e
bandejas. Apenas um deles é objeto deste projeto. Então cada camada de leito ou

8
Características do cabo Sintenax Flex.
9
Conforme Tabela 35.
10
Conforme seção 5.3.4.1.
11
Conforme Tabela 40.
12
Conforme seção 3.3.4.
21

bandeja alimenta apenas um CCM, logo se tem um circuito. No entanto como os


circuitos são divididos em condutores em paralelo13, onde se considera quatro circuitos
por leito disposto em no máximo três camadas de leitos ou bandejas com distância
mínima entre eles de 30[cm] [6]. O que indica o método de instalação e o método de
referência como respectivamente 14/16 e F[2]14, para condutores unipolares e para
instalação dos trifólios com afastamento igual à pelo menos duas vezes o diâmetro
externo do condutor[7]15. Este, adotado, e que restringe a não instalação de futuros
condutores entre os espaços, desses leitos ou bandejas alimentadoras. Então tem-se
que f a = 0,86 [6],[7]16.

2.7.3 Condutores em Paralelo


O uso de condutores em paralelo, em vez de um único condutor, na mesma
fase, pode representar uma solução mais prática quando se trata de transportar
correntes elevadas[7]. Os cabos são reunidos eletricamente em ambas às extremidades,
sendo que cada trifólio contém os condutores das fases A, B e C que devem alternar
entre ABC, BAC e ABC[6][7][8], para garantir que as reatâncias indutivas dos cabos
em paralelo de uma mesma fase serão praticamente iguais, diferindo, no entanto, de
fase para fase. Essa diferença é menos crítica do que se fossem diferentes as reatâncias
de cabos da mesma fase[7].

13
Veja seção 2.7.3.
14
Conforme Tabela 33.
15
Conforme Tabela 9.14. O NEC 2005 sugere a distância de 2,15 diâmetro externo condutor fase entre os
trifólios.
16
Conforme Tabela 3.17 e Tabela 9.14 respectivamente.
22

2.7.3.1 Fator de Paralelismo


É o fator que considera que apesar de os condutores serem de mesmo material
circularão correntes diferentes nos mesmos. Com isso f p = 0,92 17.

2.7.4 Seção do Condutor


Para definir a seção dos condutores fase basta retornar ao critério da
IL
ampacidade que pode ser escrito como: Ampacidade = .
ft . f a . f p

1250
Com isso tem-se que: Ampacidade = = 1816[ A] . O que equivale
0,87.0,86.0,92

a um condutor de 4x3Cx1#240mm²[2]18,19.

2.8 Sobrecorrente Temporizada do Disjuntor D1


Verifica-se se o condutor especificado na seção 2.7.4 atende, nas condições do
projeto, em regime, a função sobrecorrente temporizada do disjuntor. O condutor
4x3Cx1#240mm² suporta uma corrente de 485*4=1940[A][2]20. Então a capacidade de
condução dos condutores ( I L' ) de #240mm² é obtida multiplicando-se sua capacidade
de corrente nominal pelo produto dos fatores das seções 2.7.1, 2.7.2 e 2.7.3.1 Com
isso: I L' = 1940.0,87.0,86.0,92 = 1335,4[ A] . Como I L' ≥ ATD1[ A] , em seu valor máximo
de ajuste, então atende à função sobrecorrente temporizada do disjuntor, ou seja,
depois que ultrapassado a corrente nominal o mesmo dispara sem comprometer o
condutor.

17
O IEEE considera f p =0,8. No entanto adotamos 0,92 por considerar aquele muito rigoroso.
18
Conforme Tabela 38.
19
Veja que de acordo com a Figura 2 pode ser instalado nos terminais do disjuntor no máximo quatro condutores
de #240mm² por pólo.
20
Conforme Tabela 38.
23

2.9 Sobrecorrente Instantânea do Disjuntor D1


Verifica-se para qual valor a função sobrecorrente ajustável do disjuntor
atende ao condutor. Para tanto é comparada a corrente de curto-circuito nos terminais
do disjuntor D1 com a corrente de curto-circuito que o condutor suporta e por quanto
tempo.

2.9.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor


Um condutor de #240mm² em 16 ciclos – 266,7[ms] suporta uma corrente de
curto-circuito equivalente a 50[kA][9]. Como a capacidade de ruptura exigida no
Barramento B2, segundo seção 2.2.2.3 é de 34,6[kA], ou seja, pode-se considerar que
o curto nos terminais do disjuntor D1 com esta mesma intensidade. Então o condutor
atende a função sobrecorrente ajustada do disjuntor para valores inferiores a
266,7[ms]. Este valor é posteriormente definido para atender a seletividade
cronológica do sistema21.

2.10 Corrente de Curto-Circuito na entrada do CCM


Nesta seção é definida a capacidade de ruptura do disjuntor D2 sem a
contribuição dos motores de indução.

2.10.1 Impedância do Cabo de Alimentação do CCM


As características do cabo C1 estão até agora definidas segundo itens
anteriores, equivalente a três condutores por fase, ou seja, 4x3Cx1#240mm².
Os valores de resistência e reatância indutiva médios, são respectivamente
0,09 e 0,10[Ω/km] [9]22.
Considera-se distância entre o cubículo distribuidor do trafo T2 e o CCM de
30[m]. Então:

21
Veja seção 2.12.
22
Conforme Tabela 22.
24

(0,09 + j 0,10 )
Z C1Ω = .0,03 = 0,000675 + j 0,000750[Ω ]
4
2500.10 3
Z C1 = (0,0008 + j 0,0003). = 0,007975 + j 0,008861[ pu ] ∴ Z C1 = 0,011921[ pu ]
460 2

2.10.2 Impedância Equivalente


A impedância equivalente até o condutor C1 é: Z eqC1 = Z eqT 2 + Z C1

Z eqC 1 = 0,026107 + j 0,097706 [ pu ] ∴ Z eqC 1 = 0,101134 [ pu ]

2.10.3 Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc C 1 pu = = = 9,887872 [ pu ]
Z eqC 1 0,101134

IccC1 = IccC1 pu .I b3 = 31025.9[ A] ∴ IccC1 ≅ 31[kA] .

2.11 Corrente de Curto-Circuito do CCM com a Contribuição dos Motores


No diagrama mostrado na Figura 01 pode-se verificar a possibilidade da
instalação de motores tanto de média quanto de baixa tensão, isso porque aqueles
devem ter suas reatâncias individualmente consideradas, já que a contribuição é maior,
enquanto estes podem ser considerados por uma reatância equivalente na base de soma
das potências em [hp].
Com isso necessita-se conhecer as impedâncias dos cabos de cada tipo de
motor para encontrar uma impedância que melhor represente a contribuição dos
motores na intensidade do curto-circuito na entrada do CCM.

2.11.1 Cabo de Alimentação do Motor Tipo M1


Para cálculo do condutor de alimentação considera-se os dados da Tabela 2 e
que o cabo é do tipo multipolar com arranjo dos cabos em trifólio, e os mesmos são
instalados em galeria subterrânea sobre leitos e/ou bandejas perfuradas com até 6
25

circuitos em até três camadas de bandejas e/ou leitos e com temperatura ambiente de
40ºC. Ou seja, tem-se que f t = 0,87 [2]23 e f a = 0,73 [6]24.
Os mesmos são dimensionados com 125% da sua capacidade nominal[8]25.
Então:
121
I M' 1 = .1,25 ≅ 238,15[ A]
0,87.0,73
Com isso adota-se um cabo de 1x1Cx3#95mm²[2], cujos valores de resistência
e reatância indutiva médios são, respectivamente, 0,23 e 0,09[Ω/km][9]. Considera-se
distância entre o CCM e o motor tipo M1 de 40[m]. Então:
Z CM 1Ω = (0,23 + 0,09).0,04 = 0,0092 + j 0,0036[Ω]

2500.10 3
Z CM 1 = (0,0092 + j 0,0036). = 0,108696 + j 0,042533[ pu ] ∴ Z CM 1 = 0,116721[ pu ]
460 2

2.11.1.1 Impedância de Rotor Bloqueado


Como nos motores pode-se considerar R ≅ 0 [6], então:
440 / 3
Z RB1Ω = = j 0,238574[Ω]
121 ∗ 8,8

2500.10 3
Z RB1 = 0,238574. = j 2,818697[ pu ]
460 2

2.11.1.2 Tensão no Dispositivo de Partida


Z eqCM 1 = 0,134803 + j 0,140239[ pu ] ∴ Z eqCM 1 = 0,194522[ pu ]

Z CM 1 + Z RB1
V pM 1 = .0,956522 ∴ 0,924645.460 = 425,34[V ] .
Z eqCM 1 + Z RB1

23
Conforme Tabela 40.
24
Conforme Tabela 3.16.
25
Conforme Artigo 430.122.
26

Visto que é desejável uma queda inferior a 10[%], ou seja, 396[V]. Então o
condutor atende.

2.11.1.3 Tensão nos Terminais de T2 na Partida


Z C1 + Z CM 1 + Z RB1
VM 1 = .0,956522 ∴ 0,927605.460 = 426,7[V ] . É admissível uma
Z eqCM 1 + Z RB1

queda de 7[%], ou seja, 409,2[V]. Então a partida do motor M1 com todo o sistema
funcionando é atendida.

2.11.2 Cabo de Alimentação dos Motores Tipo M2


Considera-se o mesmo tipo de instalação definida na seção 2.11.1. Então:
66,8
I M' 2 = .1,25 ≅ 131,5[ A]
0,87.0,73
Com isso tem-se um cabo de 1x1Cx3#50mm²[2], cujos valores de resistência e
reatância indutiva médios são, respectivamente, 0,46 e 0,09[Ω/km][9]. Além de
considerar a distância máxima entre o CCM e os motores tipo M2 de 90[m]. Então:
Z CM 2Ω = (0,46 + j 0,09).0,09 = 0,0414 + j 0,0081[Ω]

2500.10 3
Z CM 2 = (0,0414 + j 0,0081). = 0,489130 + j 0,095699[ pu ] ∴ Z CM 2 = 0,498404[ pu ]
460 2

2.11.2.1 Impedância de Rotor Bloqueado


440 / 3
Z RB 2 Ω = = j 0,576198[Ω]
66,8 ∗ 6,6

2500.10 3
Z RB 2 = 0,576198. = j 6,807331[ pu ]
460 2

2.11.2.2 Tensão no Dispositivo de Partida


Z eqCM 2 = 0,515237 + j 0,193405 [ pu ] ∴ Z eqCM 2 = 0,550340 [ pu ]

Z CM 2 + Z RB 2
V pM 2 = .0,956522 ∴ 0,942986.460 = 433,77[V ]
Z eqCM 2 + Z RB 2
27

2.11.3 Cabo de Alimentação dos Motores Tipo M3


Considera-se o mesmo tipo de instalação definida na seção 2.11.1. O fator de
agrupamento é para nove circuitos. Então:
26,3
I M' 3 = .1,25 ≅ 54[ A]
0,87.0,70
Com isso tem-se um cabo de 1x1Cx3#10mm²[2], cujos valores de resistência e
reatância indutiva médios são, respectivamente, 2,19 e 0,1[Ω/km][9]. Considera-se
distância máxima entre o CCM e os motores tipo M3 de 60[m]. Então:
Z CM 3Ω = (2,19 + j 0,1).0,06 = 0,1314 + j 0,006[Ω]

2500.10 3
Z CM 3 = 0,1314 + j 0,006. = 1,552457 + j 0,070888[ pu ] ∴ Z CM 3 = 1,554075[ pu ]
460 2

2.11.3.1 Impedância de Rotor Bloqueado


440 / 3
Z RB 3Ω = = j1,533189[Ω]
26,3 ∗ 6,3

2500.10 3
Z RB 3 = 1,533189. = j18,114239[ pu ]
460 2

2.11.3.2 Tensão no Dispositivo de Partida


Z eqCM 3 = 1,578564 + j 0,168594 [ pu ] ∴ Z eqCM 3 = 1,587542 [ pu ]

Z CM 3 + Z RB 3
V pM 3 = .0,956522 ∴ 0,951331.460 = 437,61[V ]
Z eqCM 3 + Z RB 3

2.11.4 Cabo de Alimentação dos Motores Tipo M4


Considera-se o mesmo tipo de instalação definida na seção 2.11.1. Então:
13,3
I M' 4 = .1,25 ≅ 27,3[ A]
0,87.0,70
28

Com isso tem-se um cabo de 1x1Cx3#4mm²[2], cujos valores de resistência e


reatância indutiva médios são, respectivamente 5,52 e 0,12[Ω/km][9]. Considera-se
distância máxima entre o CCM e os motores tipo M4 de 80[m]. Então:
Z CM 4Ω = (5,52 + j 0,12).0,08 = 0,4416 + j 0,0096[Ω]

2500.10 3
Z CM 4 = 0,4416 + j 0,0096. = 5,217391 + j 0,113422[ pu ] ∴ Z CM 4 = 5,218624[ pu ]
460 2

2.11.4.1 Impedância de Rotor Bloqueado


440 / 3
Z RB 4 Ω = = j 2,387539[Ω]
13,3 ∗ 8

2500.10 3
Z RB 4 = 2,387539. = j 28,208164[ pu ]
460 2

2.11.4.2 Tensão no Dispositivo de Partida


Z eqCM 4 = 5, 243498 + j 0, 211128 [ pu ] ∴ Z eqCM 4 = 5, 247747 [ pu ]

Z CM 4 + Z RB 4
V pM 4 = .0,956522 ∴ 0,953185.460 = 438,5[V ]
Z eqCM 4 + Z RB 4

2.11.5 Reatância dos Motores


Considera-se 1HP = 1kVA [10]26 para motores de indução, então a reatância de
contribuição de todos os motores pode ser escrita como:
27
X Mpu = 0,25[ pu ] [6] .

Faz-se a mudança de base conforme equação (2.2) tem-se:


2500 440 2
'
X Mpu = 0,25. . = + j1,143667[ pu ] ∴ Z M = + j1,143667[ pu ]
500 460 2

26
Conforme Tabela 7-3.
27
Conforme seção 5.6.
29

2.11.6 Impedância Equivalente dos Condutores Terminais


Calcula-se uma impedância equivalente entre os condutores de acordo com a
equação (2.8).
Z CM 2 Z CM 3 Z CM 4
Z CMT = ( Z CM 1 // // // ) ( 2.8 )
3 10 5
Z CMT = 0,044918 + j 0,009697[ pu ]

2.11.7 Impedância Equivalente


Logo pode-se escrever a impedância equivalente como:
Z eqC1 = ( Z eqT 2 + Z C1 ) //( Z M + Z CMT )

Z eqC 1 = 0,022443 + j 0,090412 [ pu ] ∴ Z eqC 1 = 0,093156 [ pu ]

2.11.8 Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc C 1 pu = = = 10 ,734682 [ pu ]
Z eqC 1 0,093156

IccC1 = IccC1 pu .I b3 = 33,682[ A] ∴ IccC1 ≅ 33,7[kA]

Ao comparar com a seção 2.10.3, verifica-se que a contribuição dos motores


representa um aumento da capacidade de ruptura do disjuntor D2 de aproximadamente
8%. Logo ambos têm suas capacidades selecionadas segundo Figura 2 para 35[kA].

2.12 Condutores de Terra


Para os condutores de terra terminais é considerado a metade da bitola do
condutor fase[2], já que o relé eletrônico inteligente28 possui função que garante a
proteção contra curto-circuito fase-terra

28
Veja Capítulo 4.
30

2.13 Seletividade Cronológica dos Disjuntores


Os disjuntores são ajustados conforme os parâmetros definidos na Tabela 3.

Disjuntores
Características
D1 D2
Modelo AF 1250 – 35 [kA] AF 1250 – 35[kA]
Corrente de sobrecarga 0,8xIn AT=1000[A] 0,7xIn AT=875[A]
Curto-Circuito 2xIn 1,5xIn
Tempo de atuação 200[ms] 100[ms]
Tabela 3-Dados de ajustes dos disjuntores D1 e D2 para que ocorra seletividade

2.14 Conclusões
O dados fornecidos na Tabela 1, apesar de a princípio ser considerada uma
resistência zero para os transformadores, mas com a utilização da equação (2.4)
verifica-se uma aproximação coerente com o resultado obtido de um gráfico de
tendência para perdas do transformador T2 para potências até 1500[kVA], classe
15[kV] [6]29. Isto é, para efeito de simplificação dos cálculos, não se considera as
perdas e somente depois se utiliza à equação (2.4) para expressar a sua contribuição,
na parcela real da impedância dos dois transformadores.
Com as oscilações de tensão no ponto de entrega entre -7,5 e +5%, num total
de 12%(valor oficialmente admitido pela legislação)[6]. Para os motores deve-se
observar a variação de tensão entre ±10%[5]30. Com isso adota-se a tensão secundária
do trafo T2 para 460[V], 5% superior a tensão de carga, para garantir a tensão de
440[V] frente ao valor inferior de queda de tensão no ponto de entrega (-7,5%), o que
é mais provável do que valores superiores diante da limitação do sistema elétrico

29
De acordo com a Tabela 9.11, onde o autor utiliza os dados para realizar cálculos de transformação em pu e
mudança de base das perdas para compor a impedância resultante. Veja Apêndice A.
30
Conforme seção 3.1.13.
31

brasileiro, além de uma queda de 1% nos condutores de média, ou seja, mesmo com
uma queda deste valor, tem-se valores próximos superiores a 440[V] nos terminais do
trafo T2.
A mudança de tap no primário do trafo T2 é mais uma estratégia para atender
a queda de tensão do sistema, visto que a distância entre a subestação do ponto de
entrega (138[kV]) e as de distribuição deve ser significante, mas não consideramos
como escopo deste projeto para cálculo de condutores de média tensão. Ou seja, tem-
se ao certo mais uma impedância significativa para o cálculo da corrente de curto-
circuito no CCM. Mas, apesar disso, pode-se considerar que quanto menos
impedância, maior a capacidade de ruptura dos dispositivos de proteção e com isso, o
deste projeto foi calculado para valores um pouco inferiores a 35[kA]. Como não
foram consideradas as impedâncias dos circuitos de média, ou seja, o curto tenderia a
diminuir mais. Então definiu-se que a capacidade de ruptura na entrada do CCM é de
35[kA].
A vida útil dos condutores em uma instalação é definida pela temperatura que
o mesmo está sendo submetido e por quanto tempo, não podendo superar 100h nos
doze primeiros meses e 500 horas em toda vida útil do condutor, ou seja, condutores
com constantes fases de sobrecarga que eleve sua temperatura a 100°C, têm sua
isolação comprometida em um menor intervalo de tempo. Como no ambiente
industrial existem vários processos a serem seguidos e repetidos continuamente, não é
viável que alguns condutores sejam mais exigidos que outros, para não correr o risco
de um determinado curto por deterioração ou fragilidade do isolamento interferir na
produção. Por isso os níveis de sobrecarga dos condutores desse projeto estão
definidos para níveis de funcionamento normal, ou seja, à temperatura de 70°C.
A temperatura é uma grande vilã na engenharia, ou seja, para empresas que
possuem a sua própria fonte de energia podem e devem manter a temperatura ambiente
em 25°C com a utilização de aparelhos de ar-condicionado em salas elétricas – o que
já é visível em grandes parques industriais, até mesmo para aumentar a ampacidade
dos condutores, ou garantir o resfriamento mais rápido em caso de curto-circuito, onde
32

a temperatura chega a 160°C, o que necessitaria de um tempo de aproximadamente 8


horas para resfriamento, o que na prática não acontece.
A determinação do fator de agrupamento foi uma das dificuldades
encontradas, visto que a necessidade de se deixar espaço entre os condutores para
aumentar f a e com isso diminuir a bitola dos condutores ou o número de condutores
em paralelo, não é muito aconselhável, já que na área uma bandeja ou leito deste tipo
de circuito pode ser interpretado com uma bandeja com espaço e com isso
comprometer a vida útil dos condutores. Apesar disso, foi o modo como se
dimensionou tais condutores, considerando que bandejas e leitos alimentadores são
instalados em locais exclusivos e diferentes das bandejas e leitos terminais.
Em observação quanto ao número de camadas de bandejas ou leitos e não de
condutores em uma mesma bandeja, cujos valores de f a são impraticáveis, verifica-se

que quando o número de camadas é superior a três f a possui uma variação menor.
Logo utiliza-se mais camadas, como na realidade ocorre na indústria, ou seja,
considera-se que a distância mínima entre uma bandeja e outra é de 30[cm], para sete
camadas exigiria um pé direito de galeria de no mínimo 2,1[m].
Na prática a união dos condutores em paralelo, que têm o mesmo
comprimento, acontece por intermédio de barramentos para não forçar os terminais do
disjuntor.
Para cálculo das impedâncias dos condutores utilizaram-se os valores de
Z=R+jX e em seguida calculamos o módulo, ou seja, sem utilizar o fator de potência
como indica o catálogo do fabricante Prysmian31, o que simplificam os cálculos e
aumenta a queda de tensão, visto que o valor do módulo de Z é um pouco maior
daquele comparado com este, mas por outro lado, diminui a corrente de curto-circuito
presumida.

31
Na Tabela 22.
33

Para mudança de base, conforme equação (2.2) o valor da impedância, por


exemplo, deve estar em [pu], mas com a repetição dos cálculos nota-se que não é
necessário transformar de [Ω] para [pu] e depois fazer a mudança de base. Logo,
simplesmente dividir a impedância pelo valor de Impedância de Base desejada.
Sendo o curto-circuito trifásico o de maior intensidade, calculou-se para
definir a capacidade de ruptura dos disjuntores. Quanto ao curto bifásico, o de menor
intensidade pode ser definido como 0,87 do curto trifásico[11]32, além de multiplicar
pelo fator de 0,633. Logo de acordo com os valores ajustados de curto na Tabela 3,
pode-se concluir que os condutores e tudo a jusante dos disjuntores D1 e D2 também
estão protegidos contra curto-circuito bifásico e fase-terra.
Quanto à contribuição dos motores na corrente de curto-circuito, pode-se
definir que os motores contribuiriam com 100% e simplesmente diminuir a potência de
contribuição dos motores para desconsiderar as impedâncias dos condutores terminais.
No entanto, no próximo capítulo onde se define os elementos de proteção, é necessário
conhecer a impedância dos cabos terminais. Então se realizou os cálculos dos
condutores terminais, conforme seção 2.11.
Na seção 2.11.1.4, verifica-se a tensão nos terminais do trafo T2 admitindo
um sistema todo carregado e com queda de tensão equivalente a –5% no ponto de
entrega, e por alguma eventualidade o motor de maior potência do CCM tivesse que
partir com todos os outros funcionando. Então se verifica uma queda de tensão
superior, mas próximo de 7%, o que não exige nenhuma intervenção em termos de
projeto, visto que, apesar de considerar a demanda de 100% , isso na verdade não
acontece a todo instante. Ou seja, tem-se que verificar a probabilidade dessa
ocorrência ou implantar um sistema especialista que verifica tal condição e com isso
obter o melhor instante para o motor tipo M1 partir sem comprometer o sistema.

32
Conforme Capítulo III.
33
Que limita a intensidade do arco em um curto franco bifásico em 60%, segundo especialistas.
34

A seletividade dos disjuntores D1 e D2 tem abordagem apenas com caráter


cronológico. Deste modo considera-se que as concessionárias de energia elétrica
exigem que o dispositivo de proteção na entrada de determinada indústria acione com
no máximo 500[ms]. Então definiu-se um valor temporal de 100[ms] para o disjuntor
D2 e aumentando de 100 em 100[ms]34 para os instalados a montante, restringindo
apenas aos já dimensionados neste projeto.
No mais, este capítulo, torna-se útil no sentido de resumir vários conceitos das
instalações elétricas, enriquecendo o trabalho, visto que se pode apenas considerar
uma potência de curto-circuito na entrada do CCM e com isso dar continuidade e
adequação segundo o NEMA, este que é o objetivo do próximo capítulo. Onde se
aborda a adequação dos equipamentos e configurações pertinentes para adequação às
normas.

34
MAMEDE FILHO, João. Instalações elétricas industriais. Rio de Janeiro: LTC livros Técnicos e Científicos,
2002 na seção 10.2.4.2.4 propõe 150[ms].
35

3 CARACTERIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DO CCM

3.1 Introdução
Neste capítulo são dimensionados os equipamentos que são utilizados para
compor a instalação elétrica do CCM.

3.2 Sobre o NEMA


O National Electrical Manufacturers Association é uma comissão que visa à
padronização de produtos e equipamentos de produção industrial. É formada por
membros fabricantes destes produtos[13], onde são desenvolvidos originalmente como
os que são certificados pelo American National Standards Institute (ANSI) ou
International Electrotechnical Commission (IEC). Onde também se aplicam normas
do: Institute of Electrical and Eletronics Engineers (IEEE), Industrial Control Systens
(ICS), Underwriters Laboratories Standard (UL) e o próprio National Electrical Code
(NEC).

3.3 Características Gerais


O CCM é uma estrutura formada por barramento horizontal e barramentos
verticais, estes presentes em cada coluna que é composta por gavetas que alimentam e
onde são instalados os equipamentos de proteção do motor. Na Figura 3 tem-se uma
visualização geral, enquanto na Figura 4, pode-se perceber a facilidade que o CCM
promove quanto a manutenção.
O CCM é do tipo Classe II[12]35, cuja interligação dos comandos ocorre
dentro do próprio relé eletrônico inteligente36, podendo comutar entre remoto ou local
próximo ao motor e local por operação no painel de cada unidade.
O cabeamento é do tipo B[12]37, isto é, até NEMA 3 são instalados tanto
bornes nos cabos de força quanto nos de comando, este adjacentes à coluna. A partir

35
Conforme seção 3.2.2.
36

de NEMA 4 e unidades de distribuição, sem bornes no circuito de carga e com bornes


adjacentes no circuito de comando.
Para instalação dos cabos são deixados espaços tanto na parte superior quanto
inferior.

Figura 3-Vista frontal de um CCM Figura 4-Vista frontal de um CCM em manutenção

3.4 Gavetas
O tamanho das gavetas é definido pela potência do motor e o tipo de partida.
Portanto utilizou-se quatro tamanhos de gavetas diferentes, atendendo às potências dos
motores de acordo com a Tabela 1 e com partida tipo direta, separadas conforme
Tabela 4[14]38.

36
Veja Capítulo 3.
37
Conforme seção 3.3.1.2.
38
Veja Apêndice B – Desenhos - Folhas 03/06, 04/06 e 06/06.
37

Col. 1 Col. 2 Col. 3 Col. 4 Col. 5 Col. 6


Gaveta Fixa G01
GW80 G02
Gaveta Extraível G03,G04, G06
GNW 48 G05
Gaveta Extraível G07, G09,G10, G14,G15,
GNW32 G08 G11,G12, G16
G13
Gaveta Extraível G17,G18, G21
GNW16 G19, G20
Tabela 4-Disposição das gavetas em colunas

Em uma das gavetas fixas é instalado o disjuntor de entrada, enquanto a outra,


é destinada ao transformador de controle e todos os equipamentos de proteção a ele
associado.
As gavetas extraível permitem uma maior flexibilidade ao CCM no sentido de:
mesmo que CCM esteja energizado é possível a extração da gaveta para, por exemplo,
manutenção.

3.4.1 Intertravamento
O intertravamento mecânico das gavetas permite a execução em 3 posições:
Inserida, quando a entrada de força da gaveta está energizada e pronta para
funcionamento; Teste, quando a entrada de força da gaveta está desenergizada
possibilitando somente testes do circuito de comando e Extraída, quando circuitos de
força e comando estão desenergizados e possibilitam a retirada da gaveta[14]. Ou seja,
já existe estrutura mecânica, conforme Figura 5, que permite a comutação entre essas
38

três posições e quanto ao intertravamento elétrico é realizado utilizando uma lógica no


relé eletrônico inteligente39.
O detalhe da parte traseira de uma gaveta, cujos plugs são padronizados para
qualquer potência é mostrada na Figura 6, que representa da direita para esquerda os
contatos de força, comando e saída para alimentação do motor.

Figura 5-Posições da chave de intertravamento Figura 6-Detalhe da parte externa dos contatos de
mecânico força, comando e saída da gaveta.

3.4.2 Botoeira de Emergência


Considera-se que pode ocorrer falhas no sistema de comunicação (rede) e até
mesmo no relé eletrônico inteligente. Por isto, é adicionada uma botoeira de
emergência em série com o circuito de alimentação das bobinas dos contatores.

3.5 Barramentos
Os barramentos se dividem em vertical e horizontal. Sendo que é possível que
unidades possam ser diretamente conectadas ao barramento horizontal (para as gavetas
fixas). No entanto neste projeto as unidades são diretamente conectadas aos
barramentos verticais.

39
Veja Capítulo 4.
39

3.5.1 Horizontal
O barramento horizontal está instalado na parte superior da coluna, conforme
Figura 7, é único e atende a todos os barramentos verticais. A sua capacidade de
corrente é de 1250[A] [12]40, para atender a necessidade de ajuste máximo de
capacidade de corrente do disjuntor D2. Então a capacidade de ruptura do barramento
horizontal é de 35[kA] [12]41.

Figura 7-Barramento horizontal na parte superior do Figura 8-Vista frontal de uma gaveta com a
CCM visualização do barramento vertical

3.5.2 Vertical
O barramento vertical está localizado atrás de cada coluna, conforme Figura 8,
e é definido pelo somatório dos Amper Frames dos disjuntores presentes em cada
gaveta de cada coluna. Como para os disjuntores parciais serão utilizados o disjuntor
HMCP, onde todos têm Frame F de 150[A] 42. Então basta multiplicá-lo pelo número
de gavetas em cada coluna da Tabela 4. Os mesmos têm capacidade de corrente
mínima de 300[A][12]43. Portanto na coluna 2 tem-se barramento de 450[A], na coluna

40
Conforme seção 4.3.
41
Conforme Tabela 1-4-2.
42
Veja seção 3.7.2.4.
43
Conforme seção 4.3.
40

3 de 450[A], na coluna 4 de 750[A], na coluna de 1050[A] e na coluna 6 de 300[A].


Todos com capacidade de ruptura de 35[kA] [12]44.

3.6 Medição
Para medição do consumo de energia elétrica, como também visualização de
corrente, tensão e fator de potência é utilizado um Medidor Multifunção, modelo:
MULTI INDICADOR DIGITAL TIPO: MID 144-5-DP – Siemens[15]. Este medidor
possui interface PROFIBUS-DP e também é integrado no processo de supervisão. No
entanto não se entra em detalhes de sua programação e/ou parametrização.

3.6.1 Transformador de Corrente


Para uma carga máxima do Medidor Multifunção de 12,5[VA] e de acordo
com as especificações do disjuntor D2, na Tabela 3. O transformador de corrente (TC)
tem classe de exatidão 0,6%. Então tem-se um TC 0,6C12,5 de 1500:5 [11].

3.6.1.1 Chave de Aferição


A chave de aferição é utilizada para curto-circuitar os terminais do secundário
do TC, em períodos de manutenção e/ou inspeção, e com isso não promover a sua
explosão. Logo a chave utilizada é do tipo: sobrepor, de 600V, ou seja, deve ser
instalada dentro da gaveta e corrente de 20[A].

3.6.2 Transformador de Potencial


O transformador de potencial (TP) é do tipo 460/115V conectado em delta
aberto. Classe de exatidão de 0,6% e potência de 12,5[VA] [11].

44
Conforme Tabela 1-4-2.
41

3.7 Disjuntor
Os disjuntores de proteção são divididos em geral e parciais, estes para cada
tipo de motor, sendo portanto somente magnético, visto que a proteção contra
sobrecarga é realizada pelo relé eletrônico inteligente.
Para dimensionamento dos disjuntores parciais calcula-se a corrente de curto-
circuito nos terminais dos condutores que alimentam aos quatro tipos de motor.
Os disjuntores parciais têm suas capacidades de ruptura equivalentes a do
disjuntor D2, isto é, não se considera a impedância dos barramentos verticais. O que
faz com que um curto nos terminais dos disjuntores terminais seja equivalente ao da
entrada do CCM.

3.7.1 Entrada
Confirma-se a capacidade de ruptura definida no Capítulo anterior: o disjuntor
de entrada deve ser de 50[kA] [12]45.

3.7.2 Motor Tipo M1


Nesta seção é definido o modelo e os ajustes necessários do disjuntor do motor
tipo M1.

3.7.2.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor


Para o cabo de alimentação definido na seção 1.10.1.1, isto é, um condutor de
#95mm² em 2 ciclos – 33,3[ms] suporta uma corrente de curto-circuito de 60[kA][9].

3.7.2.2 Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc CM 1 pu = = = 5,214553[ pu ]
Z eqCM 1 0,191771

Icc CM 1 ≅ 16 , 4[ kA ]

45
Conforme Tabela 1-4-1.
42

Compara-se o resultado obtido na seção 2.7.2.1 e verifica-se que o cabo atende


ao quesito.

3.7.2.3 Tensão nos Terminais do Motor durante a Partida


Com o valor de torque na partida nominal de 3,2[pu][1] e adotando um torque
na partida equivalente a 70% do nominal de partida. Então tem-se que calcular a
tensão que representa este torque, com isso:
T p ( N ) = K .V N2 ( 3.1)

T p ( R ) = K .V R2 ( 3.2 )

Dividindo equação (2.1) pela equação (2.2) e realizando as simplificações


encontra-se que:
VR1 = 0,836660.V N ( 3.3)

Passa-se para a base de 460[V]. Tem-se que VR1 = 0,800284[ pu ]


Desta forma, como trabalha-se com valor por unidade, esta tensão na verdade
é equivalente a dos outros tipo de motores, com torque nominal respectivamente de:
2,3; 2,2 e 2,3[1].

3.7.2.4 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito


Para definição desta corrente, deve-se conhecer a corrente de rotor bloqueado
e multiplicá-la pelo fator de assimétrica equivalente a 1,646,47, para ter o valor mínimo
de I DM , na qual o disjuntor deve ser ajustado. Utilizando a tensão calculada na seção
anterior, tem-se que:
V pu 0,800284
I RB1 pu = = = 0,270662[ pu ] .
Z eqCM 1 + Z RB1 2,956761

46
Definido conforme experiência do Prof. Orientador.
47
GRAINGER, John J.; STEVENSON JUNIOR, Willian D. Power system analysis. New York, Mc Graw – Hill,
1994. Na seção 10.5 também utiliza esse valor de Fa para representar o valor assimétrico do curto em ½ ciclo
para disjuntores a óleo com tensão superior a 5kV.
43

I RB 1 = 849 ,3[ A ] . Então: I DM 1 ≥ I RB1.Fa ≥ 1358,4[ A]

Com isso pode-se definir o valor de I DM 1 =1500[A], que representa o disjuntor


tipo HMCP do fabricante Cutler-Hammer modelo: HMCP 150T4[16].

3.7.3 Motor Tipo M2


Nesta seção é definido o modelo e os ajustes necessários do disjuntor do motor
tipo M2.

3.7.3.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor


Um condutor de #50mm² em 2 ciclos – 33,3[ms] suporta uma corrente de
curto-circuito equivalente a 22[kA][9].

3.7.3.2 Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc CM 2 pu = = = 1,818572 [ pu ]
Z eqCM 2 0,549882

IccCM 2 ≅ 5,7[kA]

Compara-se o resultado obtido na seção 2.7.3.2 e verifica-se que o cabo atende


ao quesito.

3.7.3.3 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito


Utilizando a tensão calculada na seção 2.7.2.3, tem-se que:
V pu 0,800284
I RB 2 = = = 0,114085[ pu ] .
Z eqCM 2 + Z RB 2 7,014776

I RB 2 ≅ 358 [ A] . Então: I DM 2 ≥ I RB 2 .Fa ≥ 572,8[ A]

Com isso pode-se definir o valor de I DM 2 =600[A], que representa o disjuntor


tipo HMCP da Cutler-Hammer modelo: HMCP 100R3[16].
44

3.7.4 Motor Tipo M3


Nesta seção é definido o modelo e os ajustes necessários do disjuntor do motor
tipo M3.

3.7.4.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor


Um condutor de #10mm² em 2 ciclos – 33,3[ms] suporta uma corrente de
curto-circuito superior a 6[kA] e inferior a 7[kA][9].

3.7.4.2 Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc CM 3 pu = = = 0,629543[ pu ]
Z eqCM 3 1,588455

IccCM 3 ≅ 2[ kA]

Compara-se o resultado obtido na seção 2.7.4.2 e verifica-se que o cabo atende


ao quesito.

3.7.4.3 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito


Utiliza-se a tensão calculada na seção 2.7.2.3, tem-se que:
V pu 0,800284
I RB 3 pu = = = 0,043622 [ pu ] .
Z eqCM 3 + Z RB 3 18,345684

I RB 3 = 136,87[ A] . Então: I DM 3 ≥ I RB 3 .Fa ≥ 219[ A]

Com isso pode-se definir o valor de I DM 3 =240[A], que representa o disjuntor


tipo HMCP da Cutler-Hammer modelo: HMCP030H1[16].

3.7.5 Motor Tipo M4


Nesta seção é definido o modelo e os ajustes necessários do disjuntor do motor
tipo M4.
45

3.7.5.1 Corrente Máxima de Curto-Circuito no Condutor


Um condutor de #4mm² em 2 ciclos – 33,3[ms] suporta uma corrente de curto-
circuito superior equivalente a 2,5[kA][9].

3.7.5.2 Corrente de Curto-Circuito


V pu 1
Icc CM 4 pu = = = 0,190512 [ pu ]
Z eqCM 4 5, 249011

IccCM 4 ≅ 0,6[kA]

Compara-se o resultado obtido na seção 2.7.5.2 e verifica-se que o cabo atende


ao quesito.

3.7.5.3 Ajuste da Corrente de Proteção de Curto-Circuito


Utilizando a tensão calculada na seção 2.7.2.3, tem-se que:
V pu 0,800284
I RB 4 pu = = = 0,027697 [ pu ]
Z eqCM 4 + Z RB 4 28,894009

I RB 4 = 86,9[ A] . Então: I DM 4 ≥ I RB 4 .Fa ≥ 130,36[ A]

Com isso pode-se definir o valor de I DM 4 =135[A], que representa o disjuntor


tipo HMCP da Cutler-Hammer modelo: HMCP015E0[16].

3.8 Contatores
São dimensionados para 1 milhão de manobras e de acordo com a categoria
AC-3, de acordo com a Tabela 5[17]48. Para seleção dos contatores são utilizadas as
Figuras: 9,10,11 e 12[17]. Como os motores tipo M2 são esteiras, utilizam-se dois
contatores, para atender à necessidade de partida direta com reversão49.

48
Conforme catálogo de Dados Técnicos Geral.
49
Veja Figura 14.
46

Figura 9-Seleção do contator do motor tipo M1

Figura 10-Seleção do contator do motor tipo M2 Figura 11-Seleção do contator do motor tipo M3

Figura 12-Seleção do contator do motor tipo M4


47

Tipo Motor
Características M1 M2 M3 M4
Contator 3RT1055 3RT1045 3RT1034 3RT1025
Potência de Operação [VA] 5,8 21 12,6 7,5
Potência de Acionamento [VA] 300 300 166 69
Quantidade 1 6 10 5
Consumo em operação [VA] 5,8 126 126 37,5
Tabela 5-Contatores selecionados com suas potências de operação e acionamento

3.9 Transformador de Controle


Para definição da potência do transformador de controle é considerada a
potência de operação de todos os contatores, exceto o de maior potência. Neste
considera-se 50% da sua potência de acionamento e somado com a potência de
consumo de todos os relés inteligentes. Com isso tem-se uma potência equivalente a
750[VA] 460/115V 1ø, o que representa uma folga de aproximadamente 28%.

3.9.1 Disjuntor Primário


Para a corrente no primário de: IL = 1500 / 440 ≅ 3,4[ A] é utilizado um
disjuntor bipolar curva tipo D com AT=4[A]. Define-se a capacidade de ruptura,
considera-se um condutor de #2,5mm², com comprimento até a Gaveta 02 de 1[m].
Então calcula-se a corrente de curto de aproximadamente 20[kA]. No entanto,
verificando a corrente máxima de curto-circuito do condutor #2,5mm², verifica-se que
o mesmo suporta para 33[ms] uma corrente de aproximadamente 1,5[kA][9]. Então,
mesmo aumentando a bitola do condutor, aumenta-se a corrente de curto-circuito, o
que, para tanto não existe disjuntores monopolares com capacidade de ruptura tão
elevada. Com isso é utilizado um fusível para proteção de curto-circuito do condutor e
do transformador de controle. Com modelo: NH 100[kA] 6[A].
48

3.9.2 Disjuntor Secundário


Para a corrente no secundário de: IL = 1500 / 115 ≅ 13,04[ A] é utilizado um
disjuntor bipolar curva tipo C, ajustada para o valor superior da escala, com
capacidade de ruptura superior a 20[kA] para a tensão de 115[V]. Modelo Eletromar
WMN1C16[18].

3.9.3 Disjuntor do Circuito Funcional - Motor Tipo M1 e M2


De acordo com a Tabela 5 a potência máxima de acionamentos dos contatores
dos motores tipo M1 e M2 são de 300[VA], onde se tem uma corrente de 2,6 [A]. Em
operação normal a mesma equivale a 50[mA] para aquele e 182[mA] para este. Logo é
especificado um disjuntor bipolar com AT=1[A], o que já atende ao consumo do relé
inteligente.
Onde a corrente de curto do disjuntor, curva tipo C, deve ser ajustada para
valor inferior da escala. A sua capacidade de ruptura é superior a 15[kA] para tensão
de 115[V]. Modelo Eletromar WMM1C01[18].

3.9.4 Disjuntor do Circuito Funcional - Motor Tipo M3


De acordo com a Tabela 5 a potência máxima de acionamentos dos contatores
dos motores tipo M3 é de 166[VA], onde se tem uma corrente de 1,4 [A]. Em
operação normal a mesma equivale a 109[mA]. Logo é especificado um disjuntor
bipolar com AT=1[A], o que já atende ao consumo do relé inteligente.
Onde a corrente de curto do disjuntor, curva tipo C, deve ser ajustada para
valor inferior da escala. A sua capacidade de ruptura é superior a 15[kA] para tensão
de 115[V]. Modelo Eletromar WMM1C01[18].

3.9.5 Disjuntor do Circuito Funcional - Motor Tipo M4


De acordo com a Tabela 5 a potência máxima de acionamentos dos contatores
dos motores tipo M4 é de 69[VA], onde se tem uma corrente de 0,6 [A]. Em operação
49

normal a mesma equivale a 65,2[mA]. Logo é especificado um disjuntor bipolar com


AT=1[A], o que já atende ao consumo do relé inteligente.
Onde a corrente de curto do disjuntor, curva tipo C, deve ser ajustada para
valor inferior da escala. A sua capacidade de ruptura é superior a 15[kA] para tensão
de 115[V]. Modelo Eletromar WMM1C01[18].

3.10 Relé Eletrônico Inteligente


O relé eletrônico inteligente é o dispositivo responsável pela proteção e
monitoramento de falhas dos motores, com parametrização que garante uma
inteligência ao CCM. Na Figura 13, pode-se verificar a unidade básica, no centro, o
medidor de corrente à esquerda, e o painel de operação à direita.
Esse relé pode trabalhar sem estar interligando a uma rede de comunicação e
mesmo assim desenvolve suas funções, no entanto com intervenção apenas local. Mas
neste projeto os dados de campo são enviados ao CLP geral via rede industrial –
PROFIBUS-DP50 e em seguida a um sistema de supervisório instalado em um centro
de controle via ETHERNET51.

Figura 13-Configuração do relé eletrônico inteligente utilizada neste projeto

50
Veja seção 3.3.1.
51
Veja Figura 14.
50

3.11 Desenhos
Os desenhos[19]52 estão dispostos conforme Tabela 6. Esses que foram
realizados para montagem de caderno em papel formato A3.

Folha Título
01/06 Capa
02/06 Simbologia
03/06 Diagrama Unifilar CCM
04/06 Diagrama Unifilar CCM
05/06 Diagrama Funcional – Motor tipo M1
06/06 Interconexão dos dispositivos ao DP
Tabela 6-Referência dos desenhos

3.12 Conclusão
Para realização de projetos de CCMs e quando este for especificado para
NEMA deve-se seguir normas aplicáveis tais como: NEC, UL e IEEE.
A gaveta GNW 32 atendia a potência e ao modo de partida do motor de
50[cv], este o maior da escala, mas já pensando em ampliações futuras, utiliza-se a
gaveta de tamanho subseqüente, ou seja, GNW 48, que suporta até 150[cv]. Com isso
também se aumenta a capacidade de corrente do barramento vertical para 600[A]
O modelo de medidor de energia elétrica possui a facilidade de entrada direta
de medição de tensão. Mas mesmo assim não se utiliza tal característica, limitando
com isso a tensão dos equipamentos nos painéis do CCM.
A queda de tensão máxima permitida na partida de 10% é na verdade para
garantir que os contatos dos contatores não desarmem. Mas mesmo que venha a
ocorrer os contatores selecionados funcionam com tensão até 80% da nominal, como
também os relés eletrônicos.

52
Veja Apêndice B – Desenhos.
51

Adotou-se o fusível para interrupção da corrente de curto-circuito do


transformador de controle, a manutenção deste circuito, por exemplo, troca de fusível,
somente pode ser realizado com o desligamento do disjuntor D2.
Na partida dos motores a corrente de partida não é o valor máximo definido
pelo fabricante, visto que a tensão nos terminais do motor não é a nominal. Então,
definidos valores de torque condizente com as expectativas de que a carga venha
solicitar, calcula-se a tensão necessária, medida nos terminais do motor na partida.
Essa tensão que é utilizada para determinação da corrente de rotor bloqueado.
Em uma especificação técnica não se pode diretamente favorecer a um
fabricante específico. Ou seja, os equipamentos com características semelhantes
também podem ser utilizados para confecção/montagem deste projeto. Mas para efeito
de apresentação de conhecimento na busca de catálogos, seleção, ajustes e até mesmo
parametrização de equipamentos citamos os respectivos fabricantes e os modelos de
equipamentos utilizados.
52

4 PARAMETRIZAÇÃO DO RELÉ ELETRÔNICO INTELIGENTE

4.1 Introdução
Neste capítulo é realizada a parametrização do relé eletrônico inteligente[20]
de apenas um dos motores do CCM, tomado como exemplo para entendimento do
processo de parametrização.

4.2 A Estrutura da Rede


Como estrutura de rede de comunicação é utilizada a configuração apresentada
na Figura 14[21]53, onde o relé inteligente se comunicará via PROFIBUS-DP com o
CLP que se comunicará via Ethernet com o Sistema de Supervisório.

Figura 14-Níveis Industriais para aplicação da engenharia

53
Reeditada.
53

4.3 O Relé Eletrônico Inteligente


É o relé do fabricante Siemens: O 3UF7 - System Motor Protetion and Control
Device (SIMOCODE). O mesmo não terá todas as suas características e
funcionalidades apresentadas, mas apenas as utilizadas para parametrização do relé do
motor tipo M1. Na Figura 15[22]54, tem-se um exemplo de utilização do relé na partida
direta, proteção de sobrecorrente e térmica. Além de envio dessas informações de
campo ao nível de automação.

Figura 15-Esquema elétrico com relé inteligente com intervenção local, via painel e remota

4.3.1 Parametrização
A parametrização utilizando o software Win-SIMOCODE-DP_Smart[21] 55 é
a que é apresentada nas etapas subseqüentes caracterizando a configuração necessária
para monitoramento e proteção dos motores, que são mostradas nas Figuras de 16 a
31[20] 56, com exceção da Figura 19[22].

54
Reeditada.
55
Realizado download a partir de endereço na Internet.
56
A partir da instalação do programa.
54

4.3.1.1 Lógica de Funcionamento


Como exemplo de parametrização do relé utiliza-se a seguinte lógica: o motor
1 tem como carga um ventilador central, cuja tubulação principal possui um dumper
que deve estar fechado no momento da partida.

4.3.1.2 Telas de Parametrização


A tela principal possui um menu para habilitar que dados possam ser
carregados do Personal Computer (PC) para o SIMOCODE e vice-versa, além de
monitoramento dos sinais de controle, do display de diagnósticos, abertura on-line do
arquivo parametrizado do relé, das estatísticas dos dados, como também testes de
comunicação.
A Figura 16 mostra os diversos itens a serem parametrizados, mas apenas os
pertinentes à parametrização do primeiro motor são apresentados.

Figura 16-Janela Principal


55

Na janela Order Number, dentro da janela General, define-se o tipo do


transformador de corrente que é utilizado. Se as saídas dos relés são moestáveis ou
biestáveis e que a entrada funcional é utilizada por um termistor, no caso um Positive
Temperature Coefficient (PTC) binário, conforme Figura 17.

Figura 17-Janela Order Number

Na janela General escreve-se as características relevantes para a manutenção,


operação e inspeção daquele relé, como também o endereço PROFIBUS-DP do
mesmo, no caso 1, e a taxa de transmissão.
O PROFIBUS-DP suporta até 125 endereços[23]57, e para mais dispositivos
tem-se que ter outro CLP com processador PROFIBUS-DP como mestre.
Para efeito da determinação da taxa de transmissão é considerado que o CLP
não está no mesmo CCM, na mesma sala elétrica e sim em uma sala de controle
próxima à sala elétrica, ou seja, foi configurado para o valor máximo de transmissão,
conforme Figura 18.
Na janela Overload, conforme Figura 20, define-se que, se houver uma
corrente superior a 125%, o motor deve ser desligado. Se a corrente for inferior a 20%
é enviado um warning. Quanto à classe de partida verifica-se na seção 3.7.2.5 que a

57
Para CPU modelo: 414-3.
56

corrente de rotor bloqueado é equivalente a 849,3[A] o que representa


aproximadamente sete vezes o valor da corrente nominal Is1 de 121[A], ou seja,
600%.

Figura 18-Janela General

Considera-se que o tempo de partida do ventilador é de 18[s] - este aplicado a


motores fabricados para suporta tal exigência. Então na interseção do eixo das
abscissas com o das ordenadas da Figura 19[22], a classe de partida é 25.

Figura 19-Classe de Partida


57

O Cooling time é o tempo em que o motor pode partir novamente, por


eventualidade de sobrecarga, para obrigatoriedade de verificação do estado do circuito
na sala elétrica e/ou campo. Foi estipulado de 5 minutos, conforme Figura 20.

Figura 20-Janela Overload

Na janela Sensor define-se que o tipo do termistor é PTC binário, ou seja,


quando a temperatura atingir ao valor desejado, o motor desliga. Além disso utiliza-se
a função interna de corrente de curto-circuito monofásico, isto é, se houver um
desbalanceamento de corrente entre as três fases ocorre o desligamento do motor,
conforme Figura 21.
O relé também realiza proteção contra assimetria maior que 40%, o que
garante a proteção contra curto-circuito bifásico, além de monitoramento de fuga a
terra, favorecendo a identificação de curto-circuito fase-terra.
58

Figura 21-Janela Sensor

Ao selecionar que a partida do motor é direta, conforme Figura 22, a saída


QE1 é automaticamente ligada a output 1, onde é conectado o circuito que alimenta a
bobina do contator K158.

Figura 22-Janela Motor

58
Veja Apêndice B – Desenhos– Folha 05/06.
59

O tempo de intertravamento é considerado somente no caso de, por exemplo,


partida com reversão.
Na janela Operator Enabling, conforme Figura 23, define-se a forma de
controle: se local, via painel de operação no painel de cada gaveta, e na área, por
intermédio de botoeiras próximas ao motor ou remoto via PLC. A comutação entre um
ou outro é modificada de acordo com a posição da chave Remoto/Local59, esta que
somente é acionada via supervisório.

Figura 23-Janela Operator Enabling

Com isso na janela Control Stations, define-se os endereços ligados a cada


elemento de intervenção: [LC], [OP] e [DP], além do endereço da chave S1 que é um
sinal de saída do [DP], conforme Figura 24.

59
Veja Figura 32, quando a chave está na posição remoto e a Figura 36, quando a mesma está na posição Local.
60

Figura 24-Janela Control Stations

Na janela Function Block Inputs, conforme Figura 25, o test 1 que representa
a saída da tabela verdade 260, tem como entrada o sinal de força da gaveta e a
indicação de barramento de dados funcionando, ou seja, se a chave mecânica de
intertravamento estiver na posição de teste. Assim o test 1 é realizado e o mesmo
consiste em fazer todo o teste dos leds indicadores do relé como também testar os
contatos de saída, desligando-os. Também é possível realizar o test 2, que é remoto e
com a gaveta inserida, não desligando os relés de saída e que é realizado a partir do
supervisório61. Quanto ao reset 1, é acionado remotamente quando , por exemplo,
ocorre uma sobrecarga.
Portanto o test 2 e o reset 1 são também saídas do CLP.

60
Veja Figura 21.
61
Veja Capítulo 4.
61

Figura 25-Janela Function Block Inputs

Na janela Basic Unit, Figura 26, define-se qual sinal aciona a saída do relé.
Como o motor só parte se o dumper estiver fechado. Então utilizou-se a tabela

Figura 26-Janela Basic Unit


62

verdade 162, que tem como entrada o sinal do dumper e o sinal do QE1 habilitado.
Na janela do Operator Panel, conforme Figura 27, já está definido que o botão
1 é para ligar o motor no sentido horário e que o botão 2 para desligar. Então apenas
definiram-se algumas sinalizações para os LEDs. O LED 1 identifica se o dumper estar
aberto ou não, o LED 2 se os contatos de força da gaveta estão desconectados ou não,
o LED 3 se o barramento do PROFIBUS-DP está ativo ou não, ou seja, se a gaveta
está na posição de teste ou de extraída.

Figura 27-Janela Operator Panel

Quanto ao botão de test/reset este é automaticamente bloqueado quando os


blocos de test 1, test 2 e reset 1 são utilizados.
Na janela Truth Tables 3I/1O, conforme Figura 28, pode-se verificar as
lógicas para as tabelas verdade, já citadas anteriormente.

62
Veja Figura 21.
63

Figura 28-Janela Truth Tables 3I/1O

Na janela Faul Response, conforme Figura 29, define-se o endereço que


informa que o PLC-CPU falhou. Quanto ao SIMOCODE, a resposta de tensão está
configurada como off, visto que não se utilizou o módulo de leitura de tensão.

Figura 29-Janela Fault Response


64

Para que a configuração do tamanho dos dados ciclicamente enviados do slave


para o master e vice-versa seja automática, é necessário escolher o tipo básico da
estrutura. Então conforme, Figura 30, escolhe-se o tipo básico 2, este possui 4 bytes
para sinais que saem do SIMOCODE para o DP. Os bytes 2 e 3 são exclusivos para
medição da corrente. E 2 bytes para os dados que entram no SIMOCODE.

Figura 30-Janela Bus PROFIBUS-DP

Os dados que são enviados do SIMOCODE para o DP estão descritos na


janela Basic Type 2, conforme Figura 31 . Esses sinais são as entradas do PLC e são
chamados de dados de sinalização. Os dados que são enviados do DP para o
SIMOCODE são os de saída do CLP e são chamados de sinais de controle, esses que
se definiu nas janelas anteriores de acordo com a descrição de DPBitxxReceive.
65

Figura 31-Janela Basic Type 2

4.4 O CLP
O Controlador Lógico Programável SIMATIC 400 STEP 7[23] com CPU
PROFIBUS-DP proporciona uma interface profissional com o SIMOCODE pro se este
for conectado como STEP7 slave via Object Manager SIMOCODE pro[24]. O que
não é realizado neste projeto, frente à não disponibilidade de software como também
de hardware.
Para que seja possível a parametrização do SIMOCODE pro via CLP com a
configuração mostrada na Figura 7, é necessária uma melhor integração do sistema, ou
seja, não se resume ao Win SIMOCODE-DP_Smart, utilizado apenas como ferramenta
de demonstração disponível pelo fabricante, no caso de uma programação com a
conexão do PC ao relé via RS 23263.
Após essa integração é possível transitar pela rede dados cíclicos, diagnósticos
básicos, diagnósticos e alarmes de falhas, ou seja, dados acíclicos64 das inúmeras
variáveis vistas nas telas de parametrização.

63
Observe na Figura 16 do lado direito inferior.
64
Exigem PROFIBUS-DPV1.
66

4.4.1 Entradas e Saídas


Os bits de entrada e saída cíclicos do CLP estão listados nas Tabelas 7 e 8.

Bit0.1 Status Off


Bit0.2 Status On
Bit0.3 Evento de pré-sobrecarga com 115%Is1 (Warning Overload)
Bit 0.4 Fault Thermistor
Bit0.5 Status de Modo Remoto (Automatic)
Bit0.6 Status de Falta Generalizada
Bit0.7 Warning de Falta Generalizada
Bit1.0 Desligamento por Sobrecarga
Bit1.1 Desligamento por Sobrecarga + Assimetria >40%
Bit1.2 Desligamento por Motor Rotor Bloqueado
Bit1.4 Saída Tabela Verdade 2
Bit1.5 Entrada 3 da Unidade Básica
Bit1.6 Entrada 4 da Unidade Básica
Tabela 7-Dados ciclicamente enviados do SIMOCODE para o DP do motor tipo M1

Bit0.1 PLC/DCS[DP] em Off


Bit0.2 PLC/DCS[DP] em On
Bit0.3 Entrada do bloco test 2
Bit0.5 Modo de seleção de S1
Bit0.6 Entrada do bloco reset 1
Bit0.7 Sinal de Falha da CPL-CPU
Tabela 8-Dados ciclicamente enviados do DP para o SIMOCODE do motor tipo M1

Apesar de existirem outros relés, não listar-se-á as suas entradas e saídas,


tendo apenas este como exemplo.
67

Para cada elemento ou variável que o relé pode identificar como uma falha ou
diagnóstico é atualizada em um display de diagnósticos, cuja atualização está ligado ao
envio de informações de forma acíclica, que é formada por 20 bytes – que transitam do
SIMOCODE para o [DP][21]. Lembrando, também existe uma janela de atualização
de todos os sinais de controle.

4.5 Conclusões
O relé inteligente substituiu o relé de sobrecarga, bimetálico, com muito mais
funções incorporadas, com a substituição de contatos físicos por lógicos, além da
possibilidade de integração com a rede industrial.
A sobrecarga de 125% é relevante para a proteção do motor, mas se a
temperatura ambiente é capaz de garantir a troca de calor e possível resfriamento
dentro da faixa limite dos enrolamentos, está opção pode ser reparametrizada para
apenas indicar um warning. Ou seja, a reparametrização é algo simples, que pode ser
feita inclusive via supervisório, desde que as configurações necessárias sejam
atendidas.
As janelas, saídas ou entradas não utilizadas nesta parametrização são
selecionadas com a opção: not connected. Inclusive nas Tabela 7 e 8, onde tais bits
nem foram citados.
Caso após a partida do ventilador o dumper não abrir, o relé envia um warning
de I<, visto que a corrente que circula é inferior a nominal, o que representa que o
dumper deve ser aberto para que, por exemplo, tenha-se economia de energia elétrica.
Não há necessidade de, por exemplo, um fluxímetro na área para
realimentação, já que se definiu a corrente de rotor bloqueado, ou seja, o relé nesta
eventualidade, atua protegendo o motor.
Com o relé eletrônico inteligente pode-se utilizar módulo de entradas e saídas
digitais, entradas analógicas, medidor de temperatura analógica para até três
termistores, sendo que o sinal enviado é o de maior intensidade, medidores analógicos
de fuga a terra, contadores, timers entre outros. Com isso, estando conectado a rede
68

industrial pode favorecer a administração das variáveis pertinentes no chão de fábrica


e com isso promover, por exemplo, o aumento da produção.
Uma outra facilidade que o relé proporciona é que o mesmo possui uma
memória disponível que facilita a troca, por exemplo, de um relé defeituoso, visto que
o novo relé é automaticamente parametrizado ao se inserir a memória do anterior.
Pode-se instalar dispositivos tal como o relé eletrônico inteligente em outros
pontos do sistema, tal como para monitorar o próprio disjuntor D2, visto que o mesmo
possui a função Molded-Case Circuit Breaker (MCCB), que permite aos disjuntores,
do modelo equivalente ao 3WL e 3VL65 integram a rede PROFIBUS-DP através do
SIMOCODE pro, podendo com isso ligar e desligar o disjuntor principal, por exemplo.
Para evitar a queima das saídas dos relés é conveniente a instalação de um
circuito snubber, que não calculamos, junto à bobina de cada contator.
No próximo capítulo é abordado o sistema de supervisório, que apesar de ser
uma demonstração de funcionamento, evidencia a necessidade de equipes de operação
e salas de controle para registro das variáveis de todo o processo.

65
Este modelo foi utilizado para os disjuntores D1 e D2.
69

5 SISTEMA SUPERVISÓRIO DO CCM INTELIGENTE

5.1 Introdução
Neste capítulo é realizada uma demonstração de funcionamento do sistema de
supervisão[25]. Principalmente quando houver uma sobrecarga no motor tipo M1,
além de evidenciar as variáveis definidas como entrada e saída do CLP.

5.2 O Sistema Supervisório


Utilizaram-se funções do próprio supervisório para demonstrar sinais de
campo e ações nas telas diante das mudanças dos valores das variáveis. Isto é, a tela
principal está dividida em duas partes, a da esquerda representando as variáveis que
são modificadas ao longo da demonstração, enquanto a da direita mostra o resultado
dessas variáveis com sinalizações para devida operação. Ainda pequenas telas para
sinalização de falhas generalizadas e características técnicas dos motores, além de uma
tela exclusiva para o histórico de alarmes definidos por prioridade como também
histórico de medição de potência ativa, reativa e energia elétrica.
Não realizou-se a tela de todos os motores alimentados pelo CCM, já que além
de ter-se a questão da repetição a versão do software de demonstração, também é
limitada quanto ao número de tags.
Apesar do sistema de supervisório ter um grande potencial no quesito
utilização de scripts – lógica de programação, com até mesmo inserção de modelos e
plantas de controle, não utilizou-se essa lógica neste projeto, cujo objetivo principal é
mostrar a integração dos equipamentos de campo com o sistema de aquisição
evidenciando por meio da demonstração o que acontece na tela do supervisório de um
operador no ambiente industrial.

5.3 Tela Básica de Supervisão


A tela básica é de acordo com a Figura 32, onde se têm painéis com
características conforme Tabelas de 9 a 12.
70

Painel Itens Característica


Liga e Desliga Ligar e Desligar o motor remotamente, quando o
botão Remoto/Local estiver na posição Remoto.
Partida Geral Executa a partida geral dos motores do CCM, sendo
que o intervalo de tempo entre uma e outra
corresponde ao tempo estipulado de, por exemplo 5[s]
Parametrização Abre tela de configuração/parametrização do relé no
CLP, onde se pode parametrizar e monitorar variáveis
de diagnóstico, por exemplo.
Reset 1 Acionado quando ocorre uma sobrecorrente, por
exemplo, e é necessário reinicializar o relé.
Test 2 Acionado para executar o teste dos LEDs e
Botões
funcionamento geral sem desligar os contatos do relé,
ou seja, a carga pode estar funcionando normalmente.
Histórico Abre tela de visualização do gráfico de tendência
Medição histórica , que mostra potência ativa e reativa naquele
momento, além do consumo de energia elétrica.
Remoto/Local Comuta entre a operação remota(via supervisório) ou
local (via painel de operação no CCM e botoeiras
próximas ao motor)
Next Abre a tela do próximo motor, no caso M2.
Alarmes Mostra tela dos alarmes configurados com os recursos
do supervisório.
Tabela 9-Painel Botões
71

Painel Itens Característica


On Sinaliza que o motor está ligado.
Off Sinaliza que o motor está desligado.
Test 1 Sinaliza que a gaveta está na posição de teste .
Corrente Sinaliza por intermédio de lâmpada se o motor está
desligado (preto), corrente nominal (verde), corrente
considera-se que fator de serviço(amarelo) e corrente
de sobrecarga superior a fs (vermelho) e corrente de
rotor bloqueado (piscando vermelho e amarelo).
Temperatura Sinaliza que a temperatura de subida é de a 140°C,
para motor classe H, ou seja, o motor irá desarmar.
RB Sinaliza que o motor desarmou por rotor bloqueado,
piscando lentamente a borda entre vermelho e preto.
Bus Sinaliza que o barramento do DP está funcionando
Motor normalmente quando a lâmpada está verde
Dumper Sinaliza que o dumper está fechado quando a lâmpada
está verde, ou seja, o motor pode partir.
Gaveta Sinaliza quando verde que a gaveta está inserida
Test 2 Sinaliza quando verde que está sendo executado o
Test 2.
Tensão Sinaliza o valor da tensão entre vermelho (se menor
que 400 e se maior que 481V), se maior que 400 até
423V e se maior que 460 até 480(amarelo), se maior
que 423 até 460V(verde).
Terra Sinaliza com vermelho quando ocorre um curto-
circuito fase terra.
Assy Sinaliza com vermelho quando ocorre uma assimetria
maior que 40%.
72

Reset 1 Sinaliza verde quando o botão reset 1 é executado


após uma falha de, por exemplo, uma sobrecorrente.
Mensagem de Quando o motor é desligado pelo relé pelo
falha acontecimento de uma falha, sinaliza piscando a
generalizada mensagem de que o CCM1-G03-M1 Falhou!
Botão M1 Abre janela que mostra os dados nominais do motor
Tabela 10-Painel Motor

Painel Itens Característica


Partindo Mensagem que sinaliza piscando quando o motor
estiver partindo.
Normal Mensagem que sinaliza que o motor está funcionando
com corrente nominal até o limite de fs.
Sobrecorrente Mensagem que sinaliza quando o motor estiver
Mensagens
funcionando com corrente superior a nominal, mas
dentro da faixa de fs. Mas pisca quando o valor de
corrente é superior a fs.
Subtensão Mensagem que sinaliza piscando quando a tensão está
abaixo de 10% do nominal.
Tabela 11-Painel Mensagens

No painel de variáveis é que são simulados alguns dos sinais que são lidos a
partir do PROFIBUS-DP, conforme Tabela 12.
73

Painel Itens Característica


Corrente Slider para modificação do valor de corrente.
Tempo Slider para modificação do valor do tempo de partida.
Tensão Slider para modificação do valor da tensão nominal
do barramento.
PTC Sinal que representa o aumento de temperatura dos
enrolamentos do motor a 140º.
FTerra Sinal que representa uma falta fase terra
Dump Sinal que representa o estado do dumper principal
Variáveis
WGen Sinal que representa um warning Geral
Ass Sinal que representa uma assimetria maior que 40%
Gav Sinal que representa se os contatos de força da gaveta
estão inseridos ou não.
Bus Sinal que mostra a situação da rede PROFIBUS-DP.
Falha Sinal que representa uma falha no motor 2, ou seja, é
aberta uma janela informando tal evento na tela do
motor 1.
Tabela 12-Painel Variáveis

A Figura 32, mostra a tela básica de supervisório para o motor 1, onde o


estado inicial das variáveis pertinentes ao processo são verificadas. Inclusive, a janela
de características técnicas do motor.
A Figura 33, demonstra a partida do motor, onde se verifica uma queda de
tensão, cujo sinal é o mesmo que é lido pelo TP do medidor de energia, a corrente
com valores próximos a de rotor bloqueado e que o dumper está fechado.
Na Figura 34, verifica-se que dumper está aberto e que a corrente está
74

Figura 32-Tela básica do motor tipo M1

acima da nominal, então aparece a mensagem: Normal e Sobrecorrente no painel de


Mensagens, além da sinalização do sinal de corrente ficar amarelo.

Figura 33-Simulação de partida do motor tipo M1


75

Figura 34-Final da partida

Na Figura 35, quando a corrente atinge o valor de aproximadamente 139[A],


conforme Tabela 2, a mensagem de sobrecorrente fica piscando entre amarelo e preto.
Para valores superiores a fs e até 125% de Is1 o motor continua funcionando,

Figura 35-Com sobrecarga dentro do limite de fs


76

Figura 36-Com sobrecarga superior ao fs

conforme Figura 36. No entanto a sua temperatura interna começa a aumentar e


quando chegar no limite de 140ºC, de acordo com a Figura 37, o motor é desligado e

Figura 37-Com sobrecarga elevada e temperatura no limite


77

Figura 38-Desligamento do motor pelo relé

um sinal de falha geral é emitido, como mostra a Figura 38.


A Figura 39, mostra o motor 1 em funcionamento e ocorre uma falha no motor
2, ou seja, é aberta uma janela que sobrepõe qualquer outra.

Figura 39-Tela do motor M1 com mensagem de alarme de falha no motor M2


78

Figura 40-Falha de Rotor Bloqueado

A Figura 40 mostra uma falha de rotor bloqueado, ou seja, se o tempo de


partida for superado o motor é desligado e a borda da lâmpada RB piscará lentamente
identificando a falha.
Na Figura 41, foi representado um medidor de potência ativa e reativa, tal
como o consumo em um determinado período. Esses que estão dispostos em um
mesmo gráfico, lógico com escalas diferentes, para verificar-se a escala basta comutar
entre as legendas correspondentes.
O gráfico histórico de tendência pode mostrar os dados on-line em um
determinado período de tempo pré-definido em: segundos, minutos, dias até o limite
de um ano.
Com os scooter de precisão abaixo do gráfico pode-se definir valores de um
certo intervalo, ou seja, na legenda mostra-se o valor que o scooter da esquerda está
lendo para as três variáveis, e o scooter da direita também, naquele instante de tempo.
Com isso pode-se obter informações precisas a qualquer momento, visto que o gráfico
é salvo no computador onde o supervisório está instalado.
79

Figura 41-Gráfico Histórico de potência ativa, reativa e consumo de energia

Como exemplo representou-se a partida de todos os motores, que


permaneceram em funcionamento em um pequeno intervalo de tempo e logo em
seguida foram desligados.

Figura 42-Alarmes
80

Na Figura 42, verificam-se os eventos, alarmes definidos no supervisório, tal


como a sua prioridade para ocorrer. Onde o sinal do PTC possui prioridade 2, o
warning de corrente de 115% tem prioridade 1 e do tipo HI, e quando o valor de
corrente é equivalente a 125% do tipo HIHI.

5.4 Conclusões
O supervisório é uma ambiente de aquisição de dados importante no ambiente
industrial, por facilitar a operação e fortalecer as equipes de manutenção e inspeção na
solução de problemas na área.
Não se tem um jeito melhor de confecção das telas, mas uma regra deve ser
seguida: quanto mais fiel ao que realmente acontece no campo for a tela, mais
informações poderão facilmente ser extraídas dela. Isto é, a criatividade ajuda na
construção das telas, tal como o conhecimento do ferramental de demonstração
existente no ambiente de supervisão. Apesar de que quanto mais detalhada for a tela,
maior é o seu custo. Então devemos trabalhar em uma margem cuja relação
custo/benefício é satisfatória.
Os alarmes do supervisório são importantes para a operação. No entanto não
deve ser rotineiro para não favorecer ao ato de se acostumar com o alarme. Isto é, por
exemplo, não é necessário a instalação de termistor analógico, alarmes em diversos
pontos e sim apenas um termistor binário com apenas um alarme no ponto crítico.
Para facilitar ainda mais a operação em ambientes perigosos e/ou explosivos
são instalados sistemas de Circuito Fechado de TV (CFTV), na qual o operador pode
verificar a partida e o funcionamento do motor selecionado, por exemplo.
A comunicação entre o CLP e o supervisório não foi abordada neste projeto,
mas como princípio básico significa representar o valor das variáveis na memória do
PLC na tela de supervisório, sendo portanto os botões de controle e os sinais de
sinalização definidos do tipo I/O.
Uma janela de legendas nas telas de supervisão seria necessária apenas em um
primeiro momento, na fase de treinamento do operador. Depois poderia até ser
81

desconsiderada evitando com isso que estranhos possam manipular as variáveis. Além
disso existe comando de password, inclusive com alarmes identificando qual operador
e o horário que os recursos foram utilizados.
No gráfico de tendência do consumo de energia elétrica para melhor
visualização de uma das três variáveis pode-se isolá-las on-line e verificar, por
exemplo, o consumo de energia elétrica em um dia, bastando para isso modificar a
escala de tempo para 24 horas e posicionar os scooters nas extremidades da janela e
verificar o sinal lido na legenda de consumo. Para finalizar, basta subtrair a leitura da
direita pela da esquerda e se obtém o consumo.
82

6 CONCLUSÕES

No sistema alimentador proposto pode-se dimensionar e automatizar as duas


subestações propostas, dimensionar os condutores de média, realizar a proteção e
coordenação dos dispositivos. Além de detalhar cubículos distribuidores de média e
baixa tensão.
Quanto aos condutores definir método de instalação diferente, como por
exemplo subterrâneos em eletrodutos ou simplesmente enterrados. Atualizando com
isso desenhos de alimentadores para favorecer a análise de interferências futuras.
Além de uma integração a partir de dispositivos com PROFIBUS-DP,
monitorando variáveis como corrente, tensão e temperatura, proporcionando com isso
a leitura em tempo real das principais variáveis de campo e com isso uma melhor
administração do ambiente industrial no sentido de aumentar produção e diminuir
gastos.
O relé eletrônico inteligente poderia ser instalado na entrada do CCM em
substituição ao medidor de energia elétrica, podendo com isso desconsiderar o TP.
Mas deveríamos manter o TC, visto que o maior TC disponível para o relé e de
630[A].
A implantação de sistemas especialistas no ambiente industrial é crescente e
necessita, para tomada de decisão, do valor das variáveis pertinentes no campo. Ou
seja, um CCM Inteligente já é o primeiro passo para monitoramentos dessas variáveis.
A partida direta dos motores coordenada pelo relé inteligente integrado à rede
PROFIBUS-DP é uma solução que muitas empresas já vem adotando, apesar do custo
das instalações não ser barato. Desta forma a realização de uma planilha de custo seria
um item condizente em uma especificação técnica para viabilizar ou não a construção
de determinado CCM com tais características.
Além da instalação exclusiva de relés inteligente o CCM pode ter outros
dispositivos de partida , como Inversores de Freqüência e Chaves Soft Starters, o que
83

ao certo aumentaria o tamanho da gaveta e poderia proporcionar uma partida


simultânea de grandes motores.
Os detalhes de construção, os espaços necessários mínimos exigidos pelo
NEMA, não foram abordados neste projeto. O que de certa forma deve conter em uma
especificação técnica para melhor padronização do produto.
84

APÊNDICE A

Inserindo as perdas dos transformadores de 15[kVA] a 1500[kVA] classe


15[kV], em planilha eletrônica[26], pode-se estimar as perdas do transformador de
2500[kVA], conforme Figura 43 e com isso validar equação (2.4), no sentido de
resumir cálculos e obtermos o mesmo resultado.

Figura 43-Gráfico de tendência das perdas do transformador T2


85

APÊNDICE B
DESENHOS
86

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1]Catálogo de Motores do fabricante WEG. Disponível em:


<catalogo.weg.com.br/FILES/Artigos/4-339.pdf >. Acessado em:5 out 2006.
[2]ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências
bibliográficas: NBR 5410. Rio de Janeiro, 2004.
[3]Catálogo de Disjuntores 3VL77 da Siemens. Disponível em:
<www.siemens.com.br/templates/produto.aspx?channel=250&produto=5504>
Acessado em: 3 out 2006.
[4]Catálogo de Cabos do fabricante Prysmian. Disponível em:
<www.br.prysmian.com/pt_BR/cables_systems/energy/product_families/pdf/Sinte
naxFlex.pdf>. Acessado em:28 set 2006.
[5]THE INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELETRONICS ENGINEERS, INC.
Referências bibliográficas: IEEE Std 277, IEEE Recommended Practice for
Cement Plant Power Distribution. New York, 1994.

[6]MAMEDE FILHO, João. Instalações elétricas industriais. Rio de Janeiro: LTC


livros Técnicos e Científicos, 2002.
[7]COTRIM, Ademaro A. M. B. Instalações elétricas. São Paulo: Prentice Hall, 2003.
[8]NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION 70. Referências
bibliográficas: NEC 2005.
[9]Tabela de Dimensionamento de Condutores de Baixa Tensão do fabricante
Prysmian. Disponível em:
<www.br.prysmian.com/pt_BR/cables_systems/energy/product_families/pdf/Dimen
sionamento.pdf>. Acessado em: 28 set 2006.
[10]THE INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELETRONICS ENGINEERS, INC.
Referências bibliográficas: IEEE Std 399, IEEE Recommended Practice for
Industrial and Commercial Power Systems Analysis. New York, 1998.

[11]KINDERNANN, Geraldo. Proteção de sistemas elétricos de potência.


Florianópolis, do autor, 1999.
87

[12]NATIONAL ELECTRICAL MANUFACTURERS ASSOCIATION. Referências


bibliográficas: NEMA Standards Publication ICS 18, Motor Control Centers.
Virginia, 2001.
[13]NEMA – National Electrical Manufacturers Association. Disponível em:
<www.nema.org/about/>. Acessado em: 08 ago 2006.
[14]Catálogo de CCM do fabricante WEG. Disponível em:
<catalogo.weg.com.br/FILES/Artigos/4-345.pdf>. Acessado em: 18 ago 2006.
[15]Catálogo do Medidor de Energia Elétrica do fabricante Siemens. Disponível em:
<www.siemens.com.br/templates/produto.aspx?channel=250&produto=11112>.
Acessado em: 1 nov 2006.
[16]Catálogo de disjuntores para proteção de Motores do fabricante Cutler Hammer.
Disponível em : <www.eatonelectrical.com/unsecure/cms1/IL17288.PDF>.
Acessado em: 03 fev 2007.
[17]Catálogo de contatores fabricante Siemens.
<www.siemens.com.br/templates/produto.aspx?channel=250&produto=17216>.
Acessado em: 30 out 2006.
[18]Catálogo de disjuntores do fabricante Eletromar. Disponível em: <www.eaton-
eletromar.com.br/produtos/pdf/Catalogo%20completo%20%20PROTEÇAO.pdf>
Acessado em: 04 jan 2007.
[19]AUTOCAD.EXE: AutoCad 2006 for Windows application. Versão Z.54.10,
Student Version. AutoCad Autodesk, Inc., 2006.
[20]SETUP.EXE: Win-SIMOCODE-DP is a 32-bit for Windows application.
Requeres Microsoft Windows 95/98 or Microsoft Windows NT 4.x as its
operating system. It cannot run under Microsoft Windows 3.1, Microsoft Windows
for Workgroups 3.11 or Microsoft Windows NT 3.x..Versão V 1.1.0. Trial Model.
Order number: 3UF5711-0AA00-0: Win-SIMOCODE-DP/Smart Sirius Net
Siemens AG .
88

[21]Catálogo do Relé Eletrônico Inteligente – SIMOCODE DP e software de


demonstração do Win SIMOCODE DP/Smart do fabricante Siemens. Disponível
em:<www.siemens.com.br/templates/coluna1.aspx?channel=6996>.
Acessado em: 14 jul 2006.
[22]Manual do Relé Eletrônico Inteligente – SIMOCODE pro da Siemens. Disponível
em: <www.siemens.com.br/templates/coluna1.aspx?channel=6981>.
Acessado em: 07 dez 2006.
[23]Catálogo do SIMATIC S7-400. Disponível em:
<mediaibox.siemens.com.br/templates/produto.aspx?channel=6454&produto=591
3>. Acessado em: 03 out 2006.
[24]Integração SIMOCODE pro com STEP 7 da Siemens. Disponível em:
<www.siemens.com.br/templates/coluna1.aspx?channel=6995&channel_ter_nivel
=6984>. Acessado em: 03 fev 2007.
[25]INTOUCH.EXE: In Touch for Application Manager. Versão Demo
9.0.00757.0084.0000.000. Resolução 1024x768: Wonderware Factory Suite
InTouch, 2004 Invensys Systems, Inc.
[26]WINEXCEL.EXE: Microsoft Excel for Windows application file. Versão XP
10.2614.2625: Microsoft Excel 2002.
[27]GRAINGER, John J.; STEVENSON JUNIOR, Willian D. Power system
analysis. New York, Mc Graw – Hill, 1994.
[28]CARNEIRO, Sebastião Alves. Supervisórios. Serra: MEC, 2004.
[29]ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências
bibliográficas: NBR 6023. Rio de Janeiro, 2002.
[30]ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências
bibliográficas: NBR 10520. Rio de Janeiro, 2002.
[31]WINWORD.EXE: Microsoft Word for Windows application file. Versão XP
10.0.2627.0. Microsoft Word 2002.