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A desigualdade social refere-se a processos relacionais na sociedade que têm o efeito

de limitar ou prejudicar o status de um determinado grupo, classe ou círculo social. As


áreas de desigualdade social incluem o acesso aos direitos de voto, a liberdade de
expressão e de reunião, a extensão dos direitos de propriedade e de acesso à educação,
saúde, moradia de qualidade, viajar, ter transporte, férias e outros bens e serviços sociais.
Além de que também pode ser visto na qualidade da vida familiar e da vizinhança,
ocupação, satisfação no trabalho e acesso ao crédito. Se estas divisões econômicas
endurecem, elas podem levar a desigualdade social.[2]

Índice
  [esconder] 

 1Formas de Desigualdade Social


o 1.1Desigualdade de gênero
o 1.2Desigualdade racial
o 1.3Desigualdade de casta
o 1.4Desigualdade etária
o 1.5Desigualdade de classes
o 1.6Desigualdade na saúde
o 1.7Desigualdade social na visão de Karl Marx
 2Ver também
 3Referências
 4Bibliografia
 5Ligações externas

Formas de Desigualdade Social


Desigualdade de gênero
Segundo Ragadas,[3] um dos fatores centrais na construção das desigualdades tem sido a
discriminação de gêneros. A discriminação sexual é estruturada nas distinções sociais e
culturais entre homens e mulheres que convertem as diferenças sexuais biológicas em
hierarquias de poder, status e renda. Também pode ser definido como a divisão de tarefas,
posto de trabalho e profissões com base no feminino e masculino, essa prática, que era
comum na sociedade começou a ser questionada apenas recentemente.[4] As
consequências dessa desigualdade é que as mulheres ganham menos que os homens, ou
homens a menos do que as mulheres (fazendo o mesmo trabalho, com o mesmo grau de
ensino e mesmos horários). A sociedade salarial não é uma sociedade de igualdade, há
uma grande diferença entre o rendimento gerado pelo homem em comparação à mulher e
até mesmo o acesso aos bens sociais, por exemplo, acesso à educação e cultura.[5] A
ênfase na desigualdade de gênero nasce do aprofundamento da divisão em papéis
atribuídos a homens e mulheres, particularmente nas esferas econômica, política e
educacional. As mulheres estão sub-representadas em atividades políticas e tomada de
decisão na maioria dos estados.[6]

Desigualdade racial
Ver artigo principal: Racismo
A desigualdade racial é o resultado de distinções sociais hierárquicas entre grupos étnicos
dentro de uma sociedade e, muitas vezes estabelecida com base em características como
a cor da pele e outras características físicas ou origem e cultura de um indivíduo. O
tratamento desigual e de oportunidades entre os grupos raciais é geralmente o resultado
de alguns grupos étnicos, considerados superior a outros. Esta desigualdade pode se
manifestar por meio de práticas de contratação discriminatórias em locais de trabalho, em
alguns casos, os empregadores têm demonstrado preferir a contratação de funcionários
em potencial com base na percepção étnica dado o nome de um candidato - mesmo que
todos tenham currículos apresentando qualificações idênticas.[7] Parte desses tipos de
práticas discriminatórias resultam de estereótipos, que é quando as pessoas fazem
suposições sobre as tendências e características de determinados grupos sociais, muitas
vezes incluindo grupos étnicos, normalmente enraizadas em suposições sobre a biologia,
capacidades cognitivas, ou mesmo falhas morais inerentes.[8] Estas atribuições negativas
são então divulgados através da sociedade através de diferentes meios, incluindo a
televisão, jornais e internet, os quais desempenham papel na promoção de preconceitos
de raça e assim marginalizando grupos de pessoas. Isto, juntamente com a xenofobia e
outras formas de discriminação continuam a ocorrer nas sociedades com o aumento
da globalização.[9]

Desigualdade de casta
O sistema de castas é um tipo de desigualdade que existe principalmente na Índia, bem
como Nepal, Bangladesh, Paquistão e Coreia.[10] A casta pode ser dependente de uma
ocupação (função) ou com base na origem ou nascimento (hereditariedade).[11]<[12] Muitas
vezes há uma série de restrições atribuídas às pessoa de castas mais baixas, tais como
restrições à partilha de comida e bebida com membros de outras castas, restrições de ir a
determinados lugares, a execução de endogamia, bem como a utilização de vestimentas e
hábitos alimentares definidos.[13] Estas restrições podem ser aplicadas através de violência
física ou exploração.[14] As castas mais baixas são mais propensas a viver em bairros
degradados e têm empregos de baixo status e renda.[15]

Desigualdade etária
Ver artigo principal: Discriminação etária
Discriminação etária é definido como o tratamento injusto de pessoas no que diz respeito a
promoções, recrutamento, recursos ou privilégios por causa de sua idade. É também
conhecido como preconceito de idade os estereótipos e a discriminação contra indivíduos
ou grupos com base em sua idade. É ainda um conjunto de crenças, atitudes, normas e
valores utilizados para justificar preconceito baseado na idade, discriminação e
subordinação.[16] Uma forma de preconceito de idade é "adultismo", que é a discriminação
contra crianças e pessoas com idade legal inferior a idade adulta.[17]

Desigualdade de classes
Ver artigo principal: Classe social
A medida da desigualdade entre as classes sociais depende da definição utilizada.
Para Karl Marx, existia duas grandes classes sociais, com desigualdades significativas: a
classe trabalhadora (o proletariado) e os capitalistas (a burguesia). Esta simples divisão
representa os interesses sociais opostos de seus membros, o ganho de capital para os
capitalistas e a sobrevivência para os trabalhadores, criando as desigualdades e o conflito
social a quem Marx associa a opressão e a exploração. Max Weber, por outro lado, usa as
classes sociais como uma ferramenta de estratificação com base na riqueza e status. Para
ele, a classe social está fortemente associada a prestígios e privilégios. Ela pode explicar a
reprodução social, a tendência das classes de permanecer estável ao longo de gerações
mantendo as desigualdades igualmente. Tais desigualdades incluem as diferenças de
renda, de riqueza, de acesso à educação, níveis de pensão, status social e rede de
segurança socioeconômica.[18] Em geral, a classe social pode ser definida como uma
grande categoria de pessoas classificadas similarmente localizadas em uma hierarquia e
distinguidas de outras grandes categorias na hierarquia por características como
ocupação, escolaridade, renda e riqueza.[19] Um comum entendimento das classes sociais
hoje inclui a classe alta, a classe média e a classe baixa. Os membros de diferentes
classes tem variado acesso a recursos de capital, o que afeta sua colocação no sistema
de estratificação social.[20]

Desigualdade na saúde
As desigualdades na saúde podem ser definidas como as diferenças no estado de saúde
ou na distribuição dos determinantes da saúde entre diferentes grupos populacionais.[21] As
desigualdades na saúde são, em muitos casos relacionadas com o acesso aos cuidados
de saúde. Em nações industrializadas, as desigualdades na saúde são mais prevalentes
em países que não implementaram um sistema de saúde universal, por exemplo nos
Estados Unidos; porque o sistema de saúde norte-americano é fortemente privatizado, o
acesso aos cuidados de saúde é dependente de um capital econômico, os cuidados de
saúde não é um direito, é um produto que pode ser comprado através de empresas de
seguros privados (ou que às vezes é fornecido através de um empregador). A forma como
os cuidados de saúde está organizado em os EUA contribui para as desigualdades em
saúde com base em gênero, status socioeconômico e raça/etnia.[22]

Desigualdade social na visão de Karl Marx


Várias teorias apareceram no século XIX criticando as explicações sobre desigualdade,
entre elas, a de Karl Marx, que desenvolveu uma teoria sobre a noção de liberdade e
igualdade do pensamento liberal. Essa liberdade baseava-se na liberdade de comprar e
vender, e conseguir, de fato, uma certa independência financeira. Outra muito criticada
também, foi a igualdade jurídica, que baseava-se nas necessidades do capitalismo de
apresentar todas as relações como fundadas em normas jurídicas.Como a relação patrão
e empregado tinha que ser feita sobre os princípios do direito, e outras tantas relações
também. Para Marx, as desigualdades sociais são resolvidas quando se busca pelo
interesses da grande maioria e não apenas de alguns. A explicação básica de
desigualdade social para esse teorista, é aquela velha frase feita: "A maioria tem voz e faz
valer o seus interesses, a minoria, os "oprimidos" têm que concordar".
Marx criticava o liberalismo porque eram só expressos os interesses de uma parte da
sociedade e não da maioria, como tinha que ser. Segundo o próprio Marx, a sociedade é
um conjunto de atividades dos homens, ou ações humanas, e essas ações que tornam a
sociedade possível. Essas ações ajudam a organização social, e mostra que o homem
pode se relacionar um com os outros. Assim, Marx considera as desigualdades sociais
como produto de um conjunto de relações na propriedade como um fato jurídico, e
também político. O poder de dominação é que da origem a essas desigualdades. As
desigualdades se originam dessa relação contraditória, refletem na apropriação e
dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classes produz e a
outra domina tudo, onde esta última domina a primeira dando origem as classes operárias
e burguesas. As desigualadas são fruto das relações, sociais, políticas e culturais,
mostrando que as desigualdades não são apenas econômicas mas também culturais,
participar de uma classe significa que você esta em plena atividade social, seja na escola,
seja em casa com a família ou em qualquer outro lugar, e estas atividades ajudam-lhe a ter
um melhor pensamento sobre si mesmo e seus companheiros. [23]

A desigualdade social, chamada muitas vezes de desigualdade econômica, é um


problema social presente em todos os países do mundo, decorrente da má distribuição
de renda e, ademais, pela falta de investimento na área social.
Morro do Papagaio, Belo Horizonte
(MG)
No geral, a desigualdade social ocorre, nos países chamados subdesenvolvidos ou não
desenvolvidos, mediante falta de uma educação de qualidade, de
melhoresoportunidades no mercado de trabalho, e também da dificuldade de acesso
aos bensculturais, históricos pela maior parte da população. Em outras palavras, a
maioria fica a mercê de uma minoria que detém os recursos, o que gera as
desigualdades.
Estudos afirmam que a desigualdade social surgiu com o capitalismo, ou seja, o sistema
econômico que passa a perpetrar a ideia de acumulação de capital e depropriedade
privada; ao mesmo tempo que incita o princípio da maior competição e o nível das
pessoas baseados no capital e no consumo.
Leia mais em: Capitalismo.
Desigualdade Social no Brasil
Mesmo que o país nos últimos anos tenha apresentado uma diminuição da pobreza, o
nível de desigualdade social no Brasil ainda é muito notório. Veja o quanto
em:Desigualdade Social no Brasil.
Desigualdade Social no Mundo
Por ser um problema que atinge todos os lugares, a desigualdade social existe nos
diferentes continentes, países, regiões, estados e cidades. Entretanto, há lugares em que
os problemas são mais evidentes como, por exemplo, nos países africanos, os quais
estão entre os mais desiguais do mundo.
Causas da Desigualdade Social
 Má distribuição de renda
 Má administração dos recursos
 Lógica do mercado capitalista (consumo, mais-valia)
 Falta de investimento nas áreas sociais, culturais, saúde e educação
 Falta de oportunidades de trabalho
 Corrupção
Consequências da Desigualdade Social
 Pobreza, miséria e favelização
 Fome, desnutrição e mortalidade infantil,
 Aumento das taxas de desemprego
 Diferentes classes sociais
 Marginalização de parte da sociedade
 Atraso no progresso da economia do país
 Aumento dos índices de violência e criminalidade
Tipos de Desigualdades
 Desigualdade econômica: desigualdade entre a distribuição de renda.
 Desigualdade racial: desigualdade entre as raças: negro, branco, amarelo,
pardo.
 Desigualdade regional: desigualdade entre regiões, cidades e estados.
 Desigualdade de Gênero: desigualdade entre os sexos (homens e mulheres).
Curiosidades
 Segundo a ONU, o Brasil é o oitavo país com o maior índice de desigualdade
social e econômica do mundo.
 O "Coeficiente de Gini" é uma medida utilizada para mensurar o nível de
desigualdade dos países segundo renda, pobreza e educação.
 Na União Europeia, o país que apresenta maior desigualdade social é Portugal.
 Os países com menor desigualdade social são: Noruega, Japão e Suécia.
 Os países que apresentam maiores desigualdades sociais são do continente
africano: Namíbia, Lesoto e Serra Leoa.

Desigualdade social é um conceito que afeta principalmente os país não


desenvolvidos e subdesenvolvidos, onde não há um equilíbrio no padrão de
vida dos seus habitantes, seja no âmbito econômico,escolar, profissional,
de gênero, entre outros.
O fenômeno da desigualdade social é marcado principalmente
pela desigualdade econômica, ou seja, quando a renda é distribuída
heterogeneamente na sociedade; sendo uns detentores de muitos bens,
enquanto outros vivem na extrema miséria.
Entre os fatores que proporcionam a desigualdade social está a má
distribuição de renda e a falta de investimentos em políticas sociais.
A desigualdade social se configura pela falta de educação básica de
qualidade; poucas oportunidades de emprego; ausência de estímulos
para o consumo de bens culturais, como ir ao cinema, teatro e museus;
entre outras características.
Alguns estudiosos dizem que o crescimento da desigualdade social começou
com o surgimento do capitalismo, com a acumulação de capital (dinheiro) e
de propriedades privadas. O poder econômico ficou concentrado nas mãos
dos mais ricos, enquanto que as famílias mais pobres ficaram "à margem"
("marginalizadas") na sociedade.
A desigualdade social é uma porta para outros tipos de desigualdades, como
a desigualdade de gênero, desigualdade racial, desigualdade regional,
entre outras.
Como consequência da desigualdade social, surgem vários problemas
sociais que afetam a sociedade:
 Favelas (favelização);
 Fome e miséria;

 Mortalidade infantil;

 Desemprego;

 Aumento da criminalidade;

 Surgimento de diferentes classes sociais;

 Atraso no desenvolvimento da economia no país;

 Dificuldade de acesso aos serviços básicos, como saúde, transporte


público e saneamento básico;

Desigualdade social no Brasil


No Brasil, a desigualdade social é marcante e afeta a maioria dos brasileiros,
mesmo após a apresentação dos últimos resultados da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad-2011) que mostram uma diminuição da
pobreza no país. 
O Brasil está entre os dez países com o PIB (Produto Interno Bruto) mais alto
do mundo e o oitavo país com maior índice de desigualdade social e
econômica do planeta.

Desigualdade Social
No mundo em que vivemos percebemos que os indivíduos são diferentes, estas
diferenças se baseiam nos seguintes aspectos: coisas materiais, raça, sexo,
cultura e outros.

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Os aspectos mais simples para constatarmos que os homens são diferentes são:
físicos ou sociais. Constatamos isso em nossa sociedade pois nela existem
indivíduos que vivem em absoluta miséria e outros que vivem em mansões
rodeados de coisas luxuosas e com mesa muito farta todos os dias enquanto
outros não sequer o que comer durante o dia.

Por isso vemos que existe a desigualdade social, ela assume feições distintas
porque é constituída de um conjunto de elementos econômicos, políticos e
culturais próprios de cada sociedade.
Desigualdade social: a pobreza como fracasso
No século XVIII, o capitalismo teve um grande
crescimento, com a ajuda da industrialização,  dando
origem assim as relações entre o  capital e o trabalho,
então o capitalista, que era o grande patrão, e o
trabalhador assalariado passaram a ser os principais
representantes desta organização.

A justificativa encontrada para esta nova fase foi


o liberalismoque se baseava na defesa da propriedade privada, comércio liberal e
igualdade perante a lei. A velha sociedade medieval estava sendo totalmente
transformada, assim o nome de homem de     negócios era exaltado como virtude,
e eram-lhe dadas todas as credenciais uma vez que ele poderia fazer o bem a
toda sociedade.
O homem de negócios era louvado ou seja ele era o máximo, era o sucesso total e
citado para todos como modelo para os demais integrantes da sociedade, a
riqueza era mostrada como seu triunfo pelo seus esforços, diferente do principal
fundamento da desigualdade que era a pobreza que era o fator principal de seu
fracasso pessoal .

Então os pobres deveriam apenas cuidar dos bens do patrão, maquinas,


ferramentas, transportes e outros e supostamente Deus era testemunha do esforço
e da dedicação do trabalhador ao seu patrão. Diziam que a  pobreza se dava pelo
seu fracasso e pela ausência de graça, então o pobre era pobre porque Deus o
quis assim.

O pobre servia única e exclusivamente para trabalhar para seus patrões e tinham
que ganhar somente o básico para sua sobrevivência, pois eles não podiam
melhorar suas condições pois poderiam não se sujeitar mais ao trabalho para os
ricos, a existência do pobre era defendida pelos ricos, pois os ricos são ricos as
custas dos pobres, ou seja para poderem ficar ricos eles precisam dos pobres
trabalhando para eles, assim conclui-se que os pobres não podiam deixar de
serem pobres.

A desigualdade como produto das relações


sociais
Várias teorias apareceram no século XIX criticando as explicações sobre
desigualdade social, entre elas a de Karl Marx, que desenvolveu um teoria sobre a
noção de liberdade e igualdade do pensamento liberal, essa liberdade baseava-se
na liberdade de comprar e vender. Outra muito criticada também foi a igualdade
jurídica que baseava-se nas necessidades do capitalismo de apresentar todas as
relações como fundadas em normas jurídicas. Como  a relação patrão e
empregado tinha que ser feita sobre os princípios do direito, e outras tantas
relações também.

Marx criticava o liberalismo porque só eram expressos os interesses de uma parte


da sociedade e não da maioria como tinha que ser.

Segundo o próprio Marx a sociedade é um conjunto de atividades dos homens, ou


ações humanas, e essas ações e que tornam  a sociedade possível. Essas ações
ajudam a organização social, e mostra que o homem se relaciona uns com os
outros.

Assim Marx considera as desigualdades sociais como produto de um conjunto de


relações pautado na propriedade como um fato jurídico, e também político. O
poder de dominação é que da origem a essas desigualdades.

As desigualdades se originam dessa relação contraditória, refletem na apropriação


e dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classes
produz  e a outra domina tudo, onde esta última domina a primeira dando origem
as classes operárias e burguesas.

As desigualadas são fruto das relações, sociais, políticas e culturais, mostrando


que as desigualdades não são apenas econômicas mas também culturais,
participar de uma classe significa que você esta em plena atividade social, seja na
escola, seja em casa com a família ou em qualquer outro lugar, e estas atividades
ajudam-lhe a ter um melhor pensamento sobre si mesmo e seus companheiros.

As classes sociais
As classes sociais mostram as desigualdades da sociedade capitalista. Cada tipo
de organização social estabelece as desigualdades, de privilégios e de
desvantagens entre os indivíduos.
As desigualdades são vistas como coisas absolutamente  normais, como algo sem
relação com produção no convívio na sociedade, mas analisando atentamente
descobrimos que essas desigualdades para determinados indivíduos são
adquiridos socialmente. As divisões em classes se da na forma que o indivíduo
esta situado economicamente e socio-politicamente em sua sociedade.

Como já vimos no capitalismo, quem tinham condições para a dominação  e a


apropriação, eram os ricos, quem  trabalhavam para estes eram os pobres, pois
bem esses elementos eram os principais denominadores de desigualdade social .
Essas desigualdades não eram somente econômicas mas também intelectuais, ou
seja o operário não tinha direito de desenvolver sua capacidade de criação, o seu
intelecto. A dominação da classe superior, os burgueses, capitalistas, os ricos, 
sobre a camada social que era a massa, os operários, os pobres, não era só
economica mas também ela se sobrepõe a classe pobre, ou seja ela não domina
só economicamente como politicamente e socialmente.

A luta de classes
As classes sociais se inserem em um quadro antagônico, elas estão em constante
luta, que nos mostra o caráter antagônico da sociedade capitalista, pois,
normalmente, o patrão é rico e dá ordens ao seu proletariado, que em uma reação
normal não gosta de recebe-las, principalmente quando as condições de trabalho e
os salários são precários.

Prova disso, são as greves e reivindicações que exigem melhorias para as


condições de trabalho, mostrando a impossibilidade de se conciliar os interesses
de classes.

A predominância de uma classe sobre as demais, se funda também no quadro das


práticas sociais pois as relações sociais capitalistas alicerçam a dominação
econômica, cultural, ideológica, política, etc.

A luta de classes perpassa, não só na esfera econômica com greves, etc, ma em


todos os momentos da vida social. A greve é apenas um dos aspectos que
evidenciam a luta. A luta social também está presente em movimentos artísticos
como telenovelas, literatura, cinema, etc.
Tomemos a telenovela como exemplo. Ela pode ser considerada uma forma de
expressar a luta de classes, uma vez que possa mostrar o que acontece no
mundo, como um patrão, rico e feliz, e um trabalhador, sofrido e amargurado com
a vida, sempre tentando ser independente e se livrar dos mandos e desmandos do
patrão. Isso também é uma forma de expressar a luta das classes, mostrando essa
contradição entre os indivíduos.

Outro bom exemplo da luta das classes é a propaganda. As propagandas se


dirigem ao público em geral, mesmo aos que não tem condição de comprar o
produto anunciado. Mas por que isso?

A propaganda é capaz de criar uma concepção do mundo, mostrando elementos


que evidenciam uma situação de riqueza, iludindo os elementos de baixo poder
econômico de sua real condição.

A dominação ideológica é fundamental para encobrir o caráter contraditório do


capitalismo.

A desigualdade social no Brasil


O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração
de renda, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de
brasileiros, a desnutrição, amortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc,
são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil.
A desigualdade social não é acidental, e sim produzida por um conjunto de
relações que abrangem as esferas da vida social. Na economia existem relações
que levam a exploração do trabalho e a concentração da riqueza nas mão de
poucos. Na política, a população é excluída das decisões governamentais.
Até 1930, a produção brasileira era predominantemente agrária, que coexistia com
o esquema agrário-exportado, sendo o Brasil exportador de matéria prima, as
indústrias eram pouquíssimas, mesmo tendo ocorrido, neste período, um
verdadeiro “surto industrial”.

A industrialização  no Brasil, a partir da década de 30, criou condições para a


acumulação capitalista, evidenciado não só pela redefinição do papel estatal
quanto a interferência na economia (onde ele passou a criar as condições para a
industrialização) mas também pela implantação de indústrias voltadas para a
produção de máquinas, equipamentos, etc.
A política econômica, estando em prática, não se voltava para a criação, e sim
para o desenvolvimento dos setores de produção, que economizam mão-de-obra.
Resultado: desemprego.

Desenvolvimento e pobreza
O subdesenvolvimento latino-americano tornou-se pauta de discussões na década
de 50. As proposta que surgiram naquele momento tinham como pano de fundo o
quadro de miséria e desigualdade social que precisava ser alterado.

A Cepal (Comissão econômica para a América Latina, criada nessa decada)


acreditava que o aprofundamento industrial e algumas reformas sociais criariam
condições econômicas para acabar com o subdesenvolvimento.
Acreditava também que o aprofundamento da industrialização inverteria o quadro
de pobreza da população. Uma de suas metas era criar meios de inserir esse
contingente populacional no mercado consumidor. Contrapunha o
desenvolvimento ao subdesenvolvimento e imaginava romper com este último por
maio de industrialização e reformas sociais. Mas não foi isso o que realmente
aconteceu, pois houve um predomínio de grandes grupos econômicos, um tipo de
produção voltado para o atendimento de uma estrita faixa da população e o uso de
máquinas que economizavam mão-de-obra.

De fato, o Brasil conseguiu um maior grau de industrialização, mas o


subdesenvolvimento não acabou, pois esse processo gerou uma acumulação das
riquezas nas mãos da minoria, o que não resolveu os problemas sociais, e muito
menos acabou com a pobreza.

As desigualdades sociais são enormes, e os custos que a maioria da população


tem de pagar são muito altos. Com isso a concentração da renda tornou-se
extremamente perceptível, bastando apenas conversar com as pessoas nas ruas
para nota-la.

Do ponto de vista político esse processo só favoreceu alguns setores, e não levou
em conta os reais problemas da população brasileira: moradia, educação, saúde,
etc. A pobreza do povo brasileiro aumentou assustadoramente, e a população
pobre tornou-se mais miserável ainda.

A pobreza absoluta
Quando se fala em desigualdade social e pobreza no Brasil, não se trata de
centenas de pessoas, mas em milhões que vivem na pobreza absoluta. Essas
pessoas sobrevivem apenas com 1/4 de salário mínimo no máximo!

A pobreza absoluta apresenta-se maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-


Oeste. Para se ter uma idéia, o Nordeste, em 1988, apresentava o maior índice
(58,8%) ou seja, 23776300 pessoas viviam na pobreza absoluta.

Em 1988, o IBGE detectou, através da Pesquisa Nacional por Amostra em


Domicílios, que 29,1% da população ativa do Brasil ganhava até l salário mínimo, e
23,7% recebia mensalmente de l a 2 salários mínimos. Pode-se concluir que
52,8% da população ativa recebe até 2 salários mínimos mensais.

Com esses dados, fica evidente que a mais da metade da população brasileira não
tem recursos para a sobrevivência básica. Além dessas pessoas, tem-se que
recordar que o contingente de desempregados também é muito elevado no Brasil,
que vivem em piores condições piores que as desses assalariados.

As condições de miserabilidade da população estão ligadas aos péssimos salários


pagos.

A extrema desigualdade social


Observou-se anteriormente que mais de 50% da população ativa brasileira ganha
até 2 salários mínimos. Os índices apontados visam chamar a atenção sobre os
indivíduos miseráveis no Brasil.

Mas não existem somente pobres no Brasil, pois cerca de 4% da população é


muito rica. O que prova a concentração maciça da renda nas mãos de poucas
pessoas.

Além dos elementos já apontados, é importante destacar que a reprodução do


capital, o desenvolvimento de alguns setores e a pouca organização dos sindicatos
para tentar reivindicar melhores salários, são pontos esclarecedores da geração de
desigualdade social.

Quanto aos bens de consumo duráveis (carros, geladeiras, televisores, etc), são
destinados a uma pequena parcela da população. A sofisticação desses produtos,
prova o quanto o processo de industrialização beneficiou apenas uma pequena
parcela da poppulação.

Geraldo Muller, no livro Introdução à economia mundial contemporânea, mostra


como a concentração de capital, combinado com a mmiserabilidade, é responsável
pelo surgimento de um novo bloco econômico, onde estão Brasil, México, Coréia
do Sul, Äfrica do Sul, são os chamados “países subdesenvolvidos
industrializados”, em que ocorre uma boa industrialização e um quadro do
enormes problemas sociais.

O setor informal é outro fator indicador de condições de reprodução capitalista no


Brasil. Os camelôs, vendedores ambulantes, marreteiros, etc, são trabalhadores
que não estão juridicamente regulamentados, mas que revelam a especificidade e
desigualdade da economia brasileira e de seu desenvolvimento industrial.