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O AMBIENTE DOMICILIAR COMO LUGAR DE APRENDIZAGEM ORIENTADA

NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Todos os esforços que se realizam para educar na educação infantil, estão voltados ao
desenvolvimento integral das crianças. Isso significa que, os direitos da criança, a escuta, a
mediação da imaginação, aprendizagem social e organização da vida, são funções essenciais
da educação na fase infantil. Nesse sentido, o ambiente é determinante para a aprendizagem.
É nesse lugar que se concretizam os princípios éticos, políticos e estéticos da educação
infantil.
Hoje, o ambiente é o domiciliar. Não se trata de escolarizá-lo. Se trata sim, de reconhecer as
possibilidades que o mesmo pode oferecer em um contexto de aprendizagem. Assim, a
capacidade de compreensão e o diálogo entre famílias e escolas, representam uma assertiva
quando o interesse principal é a aprendizagem das crianças. Pais e professores, sensíveis a
esta necessidade, buscam explorar o ambiente, disponibilizando afetividade, acolhimento e
escuta à criança, além de transmitir confiança na mediação dos processos de ensino e
aprendizagem.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI/2010), os
seguintes princípios devem orientar todas as práticas educativas das crianças nessa fase:
a) Princípios Éticos: Esse princípio orienta o olhar da família e educador sobre o
desenvolvimento da autonomia da criança em que, aumentando seu senso de
responsabilidade, também sente-se solidaria com os outros. No ambiente domiciliar propor
pequenas responsabilidades, como colaborar com o bem comum, com o meio ambiente, com
as diferentes pessoas e singularidades, ajuda a desenvolver a autonomia e a responsabilidade
da criança.
b) Princípio Político: O grupo familiar, no contexto do espaço como lugar político, é lócus
de direitos de cidadania, do exercício e do respeito às pessoas, estabelecendo posicionamentos
que defendam a vida em todas as suas dimensões. Percebem também, na riqueza do espaço
domiciliar, indícios de organização que possibilitam as diferentes trocas, entre a criança e o
mundo.
c) Princípios Estéticos: trata-se da valorização e das diferentes aprendizagens artísticas e
culturais, mediada por um diálogo livre, de expressão como manifestação da cultura familiar e
social.
Por último, reconhecer que o ambiente domiciliar, lugar por excelência em aprendizagem,
favorece o desenvolvimento de práticas cooperativas de aprendizagem. A cooperação nesse
lugar, começa com o reconhecimento do conjunto de experiências cotidianas vivenciadas alí,
identificando-as como direito de aprendizagem. É igualmente importante, que se possibilite a
interação e a comunicação na tônica do desenvolvimento das atividades.
Nesse empreendimento, não pode faltar a comunicação entre família e escola, que suscita e
organiza a rotina de aprendizagem da criança. É importante considerar que, o planejamento
escolar é apenas uma orientação e, não pode ser visto como fator limitante. O objetivo está em
promover vivências/experiências, segundo as quais se possam valorizar o empenho da criança
no processo de formação social e pessoal, incentivando sua autonomia e desenvolvimento
para o resto da vida.

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