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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE GAZA

FACULDADE DE AGRICULTURA

CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL

PROJECTO FINAL

Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas


comunidades de Nwamandzele (Mabalane) e Mahanche (Chigubo).

Relatório de Monografia apresentado e defendido como requisito para a obtenção do


grau de Licenciatura em Engenharia Florestal

Autor: Johane Rui Luís

Tutor: Engo. Severino Macoo

Co-Tutor: Engo. Emídio Mathusse (MSc)

Lionde, Março de 2020


INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE GAZA

Projecto de Licenciatura sob tema “Avaliaçãodo Potencial Florestal para


Aproveitamento Madeireiro” apresentado ao Curso de Engenharia Florestal na
Faculdade de Agricultura do Instituto Superior Politécnico de Gaza, como requisito para
obtenção do grau de Licenciatura em Engenharia Florestal.

Autor: Johane Rui Luís

Tutor: Engo. Severino Macoo

Co-Tutor: Engo. Emídio Matusse (MSc)

Lionde, Março de 2020


Índice
LISTA DE FIGURAS .................................................................................................................. iv

LISTA DE TABELAS .................................................................................................................. v

LISTA DE ANEXOS .................................................................................................................... v

LISTA DE ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS ........................................................................ vi

DECLARAÇÃO ........................................................................................................................ viii

DEDICATÓRIA .......................................................................................................................... ix

AGRADECIMENTOS .................................................................................................................. x

RESUMO ..................................................................................................................................... xi

ABSTRACT ................................................................................................................................ xii

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 1

1.1. PROBLEMA DE ESTUDO E JUSTIFICATIVA ............................................. 2


1.2. OBJECTIVOS ....................................................................................................... 3
1.2.1. Geral ............................................................................................................................ 3
1.2.2. ESPECÍFICOS ............................................................................................................ 3
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................................. 4

2.1. Tipos de floresta em Moçambique ......................................................................... 4


2.2. Quadro legal do sector de florestal em Moçambique ............................................ 5
2.3. Recursos florestais Madeireiros e sua importância ................................................ 5
2.4. Desmatamento e suas causas e consequências ...................................................... 5
2.5. Maneio florestal ..................................................................................................... 6
2.5.1. Princípios de maneio sustentável ................................................................................ 7
2.5.2. Objectivo da silvicultura ............................................................................................. 7
2.6. O sistema de maneio florestal sustentável ............................................................. 7
2.6.1. Organização social (Gestão comunitária do Maneio) ................................................. 8
2.7. Corte anual admissível ........................................................................................... 8
2.7.1. Método de cálculo do corte anual admissível.............................................................. 8
2.8. Caracterização silvicultural da floresta .................................................................. 9
2.8.1. Estrutura vertical ......................................................................................................... 9
2.8.2. Estrutura horizontal ................................................................................................... 10
3. METODOLOGIA ................................................................................................................... 11

3.1. Descrição das áreas de estudo .............................................................................. 11


3.1.1. Localização geográfica das comunidades de estudos e seus limites ......................... 11
..................................................................................................................................................... 12

3.1.2. Clima ......................................................................................................................... 12


3.1.3. Geologia, Topografia e Hidrografia .......................................................................... 12
3.1.4. Flora e Fauna ............................................................................................................. 13
3.1.5. População .................................................................................................................. 13
3.2. Materiais .............................................................................................................. 14
3.3. Métodos ............................................................................................................... 14
3.3.1. Método de amostragem ............................................................................................. 14
3.3.2. Alocação das unidades amostra ................................................................................. 15
3.3.3. Recolha de dados ....................................................................................................... 16
3.4 Análise dos dados ................................................................................................. 17
3.4.1. Determinação da densidade da floresta ..................................................................... 17
3.4.2. Análise da estrutura horizontal da floresta ................................................................ 18
3.4.3. Determinação da área basal e do volume de madeira existente na floresta ............... 19
3.4.4. Determinação da área basal e do volume em cada tipo florestal ............................... 19
3.4.5. Determinação da área basal e do volume para toda floresta ..................................... 20
3.4.6. Estimativa da média estratificada: ............................................................................. 20
3.4.7. Determinação das medidas de precisão do inventário ............................................... 21
3.4.8. Variância estratificada: .............................................................................................. 21
3.4.9. Estimativa do erro de amostragem ............................................................................ 21
3.4.10. Intervalo de confiança por estrato ........................................................................... 22
3.4.11. O corte anual admissível ......................................................................................... 22
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................................ 23

4.1. Caracterização da floresta nativa da comunidade de Mahanche e Nwamandzele.


.................................................................................................................................... 23
4.2. Estrutura horizontal da floresta nativa da comunidade de Mahanche ................. 23
4.2.1. Estrato de Mopane/Chanatse ..................................................................................... 23
4.2.2. Estrato de Ntsotso e Chivondzoane ........................................................................... 23
4.3. Estrutura horizontal da floresta nativa da comunidade de Nwamandzele. .......... 23
4.3.1. Estrato de Acacia....................................................................................................... 23
4.3.2. Estrato de Mecrusse .................................................................................................. 23
4.3.3. Estrato de Mopane..................................................................................................... 24
4.3.4. Estrato de Ntsotso e Chivondzoane ........................................................................... 24
4.4. Espécies ............................................................................................................... 24
4.5. Estrutura diamétrica ............................................................................................. 25
4.6. Número de árvores, área basal e volume Total e Comercial por cada estrato
florestal da comunidade de Mahanche ........................................................................ 28
4.7. Número de árvores, área basal e volume comercial por unidade de área da
comunidade de Nwamandzele .................................................................................... 28
4.8. MEDIDAS DE PRECISÃO ................................................................................. 29
4.9. Volume Comercial por hectare das espécies Madeireiras ................................... 29
4.10. Corte Anual Admissivel por cada classe comercial dentro dos estratos………30
4.11. Corte Anual Admissível total por cada comunidade ......................................... 30
5. CONLUSÃO .......................................................................................................................... 33

6. RECOMENDAÇÕES ............................................................................................................. 34

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................... 35

8. ANEXOS................................................................................................................................. 41
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Mapa de localização das comunidades de Mahanche e Nwamandzele. ......... 12
Figura 2: Mapa de uso e cobertura de terra da comunidade de Mahanche. ................... 14
Figura 3: Mapa de uso e cobertura da terra da comunidade de Nwamandzele .............. 15
Figura 4: Layout do cluster. ............................................................................................ 17
Figura 5: Distribuição diamétrica da abundância para comunidade de Mahanche. ....... 27
Figura 6: Distribuição diamétrica da abundância para a comunidade de Nwamandzele.
........................................................................................................................................ 27

iv
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Área total por cada província bem como a sua área florestada. ....................... 4
Tabela 2: Materiais usados. ............................................................................................ 14
Tabela 3: Números de parcelas estabelecidas em cada comunidade .............................. 16
Tabela 4: Espécies em cada estrato florestal em cada comunidade com com o maior
valor de índice de valor de importância.......................................................................... 24
Tabela 5: Espécies comerciais em função da classe comercial e o respectivo DMC. .... 25
Tabela 6: Número de árvores, área basal e volume Total e Comercial por cada estrato
florestal. .......................................................................................................................... 28
Tabela 7: Número de árvores, área basal e volume comercial por unidade de área da
comunidade de Nwamandzele. ....................................................................................... 29
Tabela 8: Medidas de precisão. ...................................................................................... 29
Tabela 9: volume comercial por hectare de cada classe comercial. ............................... 30
Tabela 10: Corte anual admissivel das classes comerciais. ............................................ 32
Tabela 11: Volume Comercial Total e Corte Anual Admissível……………………….32

LISTA DE ANEXOS
Anexo 1: Figuras de casos especiais para a determinação de DAPs. ............................. 41
Anexo 2: Ficha de registo dos dados. ............................................................................. 42
Anexo 3: Estrutura horizontal da comunidade de Mahanche. ........................................ 43
Anexo 4: Estrutura horizontal da comunidade de Nwamandzele................................... 45
Anexo 5: Volumes comercial total e Cortes anuais admissíveis das espécies a
Madereiras de Mahanche……………………………………………………………….50
Anexo 6: Cortes anuais admissíveis da floresta de Nwamandzele…………………….50

v
LISTA DE ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS
Aj – área de cada estrato
Aamst – área amostral

%: Percentagem

DAP-Diâmetro a Altura do Peito

CAA-Corte Anual Admissível

cm- Centímetro

GPS - Sistema do Posicionamento Global

f –Fracção amostral;

ha: Hectares

gi-Área basal

IVI: Índice de Valor de Importância

I (%) - intensidade de amostragem.


Nj – número total de parcelas do estrato h
n – número de parcelas estabelecidas
m: Metro
Wh – proporção de cada estrato

m3: Metro (s) cúbico (s)

VT-Volume total

VC-Volume comercial

N/ha – Número de Árvores por hectare


VT/ha – Volume Total por hectare
VC/ha – Volume Comercial por hectare
G/ha – Área Basal por hectare
QGIS – Quatum GIS
MICOA-Ministério para a coordenação da Acção Ambiental
UNFCCC- Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas
Med – Média
Min – Mínimo
Max – Máximo

vi
MAE – Ministério de Administração Estatal
FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
SIG – Sistemas de Informação Geográfica
DEF-Departamento do curso de Engenharia Florestal
ISPG-Instituto Superior Politécnico de Gaza
DNTF-Direcção Nacional de Terras e Florestas
IC-Intervalo de confiança.

vii
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE GAZA

DECLARAÇÃO

Declaro por minha honra que este trabalho de Culminação do Curso é resultado da
minha investigação pessoal e das orientações dos meus tutores, o seu conteúdo é
original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas
notas e na bibliografia final, de acordo com a ética, conduta e regras académicas.
Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para
propósito semelhante ou obtenção de qualquer grau académico.

Lionde, ____de ______________de 2020

Assinatura

__________________________________

(Johane Rui Luís)

viii
DEDICATÓRIA

Aos meus pais:


Rui Luís Nota e a Zelinha Zeca (que representam o Deus que vi nessa face da terra).

Aos meus irmãos e minhas cunhadas:


Marcos Rui e Micaela Rui e Samuel Rui e Helena Rui. Que sempre cuidaram da família
(os heróis da família).

Aos meus irmãos:


Manuel Rui (in memoriam); Tiago Rui (in memoriam); Ana Rui (in memoriam); David
Rui (in memoriam); Pedro Rui (in memoriam) e José Rui (in memoriam)
(Pelo amor, confiança, longanimidade, força e apoio).

Os meus queridos sobrinhos:


Maria; João; Elias; Rui; Carlota; Marta; Ramundo; Raquel; Ana; Albino; Joana; Johane;
Florência; Juliana; Samusso; Estondoe Sara.
(Que venha o futuro)

Os meus amados primos

Nito; Fátima; Ema; Fernando; Beatriz; Abílio e Luís pelo animo que fizeram por mim

Aos meus tios

Alexandre; Fernando; Mário; Juvêncio e António pela ajuda na parte sentimental

Dedico

ix
AGRADECIMENTOS
A Deus, que me ajudou a ultrapassar os obstáculos e me deu forças suficientes para que
o meu sonho se tornasse numa realidade.

A minha família, pelo apoio moral e financeiro prestado, tornando possível a minha
formação.

Ao meu tutor Severino Macôo, que soube conduzir-me e que acreditou em mim, na
realização do trabalho, também pela paciência e pelo apoio, agradeço imenso pela
atenção e disponibilidade imediata na interacção Estudante-Docente.

Ao meu co-tutor, Eng. Emídio Matusse, pela sugestão do tema, apoio em trabalhos de
campo e contribuição para a realização deste trabalho e Eng. Severino José Macôo, pelo
apoio, atenção e dicas profissionais.

Os meus Profundos agradecimentos ao corpo docente do DEF, que directamente ou


indirectamente contribuíram na minha formação, com especial destaque aos docentes:
dr Arão Feniasse. Engo. Severino Macôo, dr Sérgio Bila, Engo Emídio Matusse, Engo.
Pedro Wate, Enga Juvência Yolanda, Engo Edson Massingue e dr Eleutério
Mapsanganhe.

A minha gratidão aos docentes, dr Arão Feniasse. Engo. Severino Macôo, dr Sérgio
Bila, Engo Emídio Matusse, Engo. Pedro Wate e Engo Edson Massingue e aos meus
colegas em destaque: Tembe, Manjhate, Vilanculos, Salvador, Khossa, Master e
Massuque, por terem mim apoiado na actividade de recolha de dados no campo.

Aos amigos e colegas do DEF e do ISPG, Borge, Tembe, Manjate, Vilanculos,


Salvador, Khossa, Master e Massuque, Belson, Tenente, Sureia, Felix, Gerson,
Nhamadzão, Kaylon, Célia, Justino, Adelina,Saide, Valdemiro, Felício, Valter, Lídia,
Zénio e a todos cujos nomes não foram mencionados, mas que sempre estiverem ao
meu lado e directo ou indirectamente influenciam na realização do meu trabalho.

O meu muito obrigado

x
RESUMO
O objectivo do presente estudo é avaliar o potencial florestal para o aproveitamento Madeireiro
nas comunidades de Mahanche e Nwamandzele, nos distritos de Chigubo e Mabalane, na zona
norte da província de Gaza. A amostragem usada foi estratificada tipológica. Foram
estabelecidas 336 parcelas rectangulares de 0.2 ha cada, para as duas comunidades. Distribuídas
em: 148 parcelas para a comunidade de Mahanche e 188 parcelas para a comunidade de
Nwamandzele. Em cada parcela foram colectados e identificados todos os indivíduos com
DAPs ≥ 10 cm, usou-se suta para medição dos DAPs e Altura (Total e comercial) para sua
estimativa usou-se uma varra graduada de 2 m. Foi usado o Excel 2007 para o processamento
dos dados. Os resultados mostraram que a densidade em número de árvores por hectare foi de,
177,453743 ha-1 e em área basal foi de, 4,462 m2/há para a comunidade de Mahanche. 152,912
ha-1 e em área basal foi de, 4,086m2/há para a comunidade Nwamadzele. Foram encontrados
quatros estratos florestais na comunidade de Nwamandzele nomeadamente: Estrato de Acácia:
As espécies do género Acácia mostraram o maior valor de IVI (Acacia nigrescensis), com cerca
de 49.07% de IVI, Estrato de Mecrusse com cerca de, 81.304% de valor de IVI, a espécie com
maior destaque foi Androstachys johnsonii, Estrato de Mopane com cerca de, 196,94% do valor
de IVI, a espécie de Colosphospermum mopane é que se destacou mais com o valor de IVI e
Estrato de Ntsotso e Chivondzuane com cerca de, 69% do valor de IVI para a espécie
Guibourtia Conjugata. Na comunidade de Mahanche foram encontrados dois Estratos florestais:
Estrato de Mopane, a espécie dominante nesse estrato florestal é Colosphospermum mopane
com cerca de 186,46% de IVI e o estrato de Ntsotso e Chivondzoane as espécies mais
dominantes são: Guibourtia conjugata (Ntsotso) com 88,54% de IVI. O volume médio
comercial por hectare e o corte anual admissível das espécies madeireiras para a comunidade de
Mahanche foi de cerca de 16,614 m3/ha e 911,719m3/anos. E a comunidade Nwamandzele com
cerca de 15,155 m3/há do volume médio comercial por hactare e com cerca de 2121,664 m3/ano
do valor do corte anual admissível. Os resultados mostram que a floresta de Mahanche é que
mostrou com maior valor de densidade e consequentemente maior volume das espécies
comerciais sendo assim apresentando o maior valor de índice de valor de importância.

Palavras-chave: Corte Anual Admissível, índidice de valor de importância, volume


total e comercial das espécies madeireiras.

xi
ABSTRACT
The aim of this study is to assess the forest potential for the use of timber in the communities of
Mahanche and Nwamandzele, in the districts of Chigubo and Mabalane, in the northern of Gaza
province. The sampling used was stratified typological. 336 rectangular plots of 0.2 ha each
were established for the two communities. Distributed in: 148 plots for the community of
Mahanche and 188 plots for the community of Nwamandzele. In each plot, all individuals with
DBHs ≥ 10 cm were collected and identified, a suture was used to measure DBHs and Height
(Total and commercial) for their estimation, a 2 m graduated stick was used. Excel 2007 was
used for data processing. The results showed that the density in number of trees per hectare was
177.453743 ha-1 and in basal area it was 4.462 m2 / ha for the community of Mahanche.
152,912 ha-1 and in a basal area it was 4,086 m2 / ha for the Nwamadzele community. Four
forest strata were found in the community of Nwamandzele namely: Acacia Stratum: The
species of the genus Acácia showed the highest IVI value (Acacia nigrescensis), with about
49.07% of IVI, Mecrusse stratum with around, 81.304% of value of IVI, the most prominent
species was Androstachys johnsonii, Stratum of Mopane with about, 196.94% of the value of
IVI, the species of Colosphospermum mopane is that stood out more with the value of IVI and
Stratum of Ntsotso and Chivondzuane with about 69% of the IVI value for the species
Guibourtia Conjugata. In the community of Mahanche two forest strata were found: Mopane
stratum, the dominant species in this forest stratum is Colosphospermum mopane with about
186.46% of IVI and the stratum of Ntsotso and Chivondzoane the most dominant species are:
Guibourtia conjugata (Ntsotso) with 88.54% of IVI. The average commercial volume per
hectare and the permissible annual cut of timber species for the Mahanche community was
about 16.614 m3 / ha and 911.719m3 / years. And the Nwamandzele community with about
15,155 m3 / ha of the average commercial volume per hactare and with about 2121,664 m3 /
year of the allowable annual cut value. The results show that the Mahanche forest showed the
highest density value and, consequently, the highest volume of commercial species, thus
presenting the highest importance index value.

Keywords: Annual Admissible Cut, importance value index, total and commercial
volume of timber species.
xii
xiii
Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

1. INTRODUÇÃO
O uso de produtos florestais madeireiros e não madeireiros em florestas tropicais
constitui uma base de sustentabilidade para milhares de famílias. Esse uso necessita de
modelos e princípios que garantem a gestão dos mesmos e de ecossistemas no geral,
para aspectos aliados a prevenir ou mitigar a sobre-exploração (Silvas at al., 2000).

Moçambique é um país com uma grande diversidade de florestas naturais tropicais,


cobrindo cerca de 40,1 milhões de hectares (51%) do país. Essa cobertura está
distribuída em: 19,649 milhões de hectares (49%) constituem as florestas produtivas e
20.451 milhões de hectares (51%) estão integrados em áreas protegidas, com o volume
médio estimado de cerca de 72.01 m3/ha para os três tipos florestais Miombo, Mecrusse
e Mopane (MITADER, 2018; MINAG, 2015; DNTF, 2007).

A província de Gaza possui uma área florestal de cerca de 3096817ha, com o volume
total médio estimado de cerca de 35.79 [m3/ha] e o corte anual admissível é de cerca de
30535 m3 ano. E 50% desta área é coberta pela vegetação de Mopane (Maposse, 2003 &
MITADER, 2018).

A discussão em torno da utilização dos recursos naturais com um acompanhamento


técnico apropriado, aliado à conservação da floresta, vem ganhando destaque nos
últimos anos. Isto deve-se ao crescimento do desmatamento e à alteração na
biodiversidade dos ecossistemas naturais, exigindo conhecimento aprofundado acerca
dos produtos da floresta e a luta contra a degradação ambiental (Castro, 2007).

A observância dos princípios, critérios e indicadores do maneio sustentável dos recursos


florestais no âmbito da exploração são as bases para manter as diversas funções
ecológicas das florestas e aumento de renda para a comunidade rural e a nível do país,
um dos indicadores a se observar é o corte anual admissível (Alves, 2010& Silva, 2016).

O corte anual admissível (CAA) é um dos indicadores muito cruciais na exploração dos
recursos florestais, porque indica o volume máximo que pode ser explorado num dado
ano, numa determinada área florestal, de modo a garantir o uso sustentável dos recursos
florestais (Souza, 2003).

O corte anual admissível é determinado a partir do conhecimento de três factores que


são: a estrutura diamétrica do povoamento, o volume médio de árvore de cada classe
diamétrica e o crescimento diamétrico anual médio (Tànago & Brower, 2010).

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 1


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

1.1. PROBLEMA DE ESTUDO E JUSTIFICATIVA


As florestas tropicais têm importância na redução das mudanças climáticas, lugar de
abrigo e fornece forragem para a fauna, sequestro de carbono, controle à erosão no solo,
libertação do oxigénio para sobrevivência do homem e para os animais, promove bens e
serviços que geram renda e bem-estar para a comunidade (Bastique, 2017; Zolho, 2010).

Moçambique é predominado por florestas de Miombo e Mopane, são exploradas em


dois tipos de regimes: licença simples e concessão florestal. No entanto, tem-se
observado a negligência no uso dos recursos florestais madeireiros, em resultado da
sobre exploração e degradação excessiva das florestas nativas, proporcionando a
diminuição quantitativa das espécies produtoras de madeiras, perda de habitats e
extinção das espécies de floras e de fauna (IIED, 2017; Guarinare, 2014; RFFB, 2012).

Contudo na zona sul verifica-se mais pressão devido a procura e ao elevado número de
produtores licenciados que possuem pequenas empresas, com capacidade de produção e
de escoamento de volumes elevados de carvão vegetal para o abastecimento das zonas
urbanas da região (Malate, 2017; Fernandes, 2014)

Segundo Marzoli (2007), o índice de desmatamento por ano em Moçambique é de cerca


de 219,000 ha, correspondente à 0.58% da taxa anual de mudança. A distribuição do
desflorestamento varia entre as províncias e as causas apontadas desse índice são: o
corte ilegal de madeira, extração da lenha e produção de carvão, queimadas
descontroladas, prática da agricultura itinerante, o corte anual admissível acima do que é
recomendado pelo regulamento de floresta e fauna bravia (UNIQUE, 2016).

Para que os recursos florestais sejam sustentáveis, é necessário que o corte anual
admissível (CAA) não seja superior que a taxa de regeneração dos recursos, porque
quanto maior for o corte anual admissível (CAA) do que a taxa de regeneraҫão
rapidamente haverá o esgotamento dos recursos (Brower & Tánago, 2010).

Geralmente a informação sobre os produtos florestais em Moçambique vem a um nível


nacional, regional e ou provincial. Havendo falta de estudos que fornecem informação
sobre os produtos florestais existentes a nível distrital e ou comunitário, como o caso
das comunidades de Mahanche e Nwamandzele, nos distritos de Chigubo e Mabalane
na província de Gaza, tornando-se necessário avaliar o Potencial Florestal para
Aproveitamento Madeireiro nestas comunidades.

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 2


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

1.2. OBJECTIVOS
1.2.1. Geral
Avaliar o Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas comunidades de
Mahance e Nwamandzele nos distritos de Chigubo e Mabalane, província de Gaza.

1.2.2. ESPECÍFICOS
 Caracterizar a composição florística da vegetação arbórea;
 Determinar o número de árvores, área basal, o volume total e comercial por
hectare de madeira existente;
 Estimar o corte anual admissível das espécies Madeireiras existentes;

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Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. Tipos de floresta em Moçambique
Moçambique é um dos países da África Austral que contém uma considerável área de
florestas nativas, constituída principalmente pelos quatros tipos florestais
nomeadamente: Miombo, Mopane, Mangal e Mecrusse (Magalhães, 2017).

A vegetação de Miombo ocupa dois terços da superfície do território, com maior


predominância na região Norte e Centro de país. As espécies mais dominantes são do
tipo Brachystegia spiciformis misturada com Julbernardia globiflora. O segundo tipo
de vegetação mais dominante é a vegetação de Mopane, que ocorrem nas regiões
semiáridas do interior no Limpopo-Save e no Vale do Alto Zambeze, sendo dominado
pelas espécies, Colophospermum mopane (Sitoe et al., 2012).

A província de Gaza em termos de classificação do tipo florestal apresenta as seguintes


tipologias florestais: Floresta de Mecrusse, Floresta de Mangais, Floresta semi-decídua
e Floresta de Mopane com cerca de 50% de cobertura para toda a província de Gaza
(MITADER, 2018).
Existem uma grande diferença, nas áreas das florestas em cada província que compõe
no que diz respeito, ao potencial de produção de madeira (Marzoli, 2007).

A tabela 1 abaixo ilustra a área total por cada província bem como a sua área florestada

Tabela 1: Área total por cada província e a sua área florestada.

Província Área total (1000 ha) Área de florestas (1000ha)


Niassa 12.240,00 9.429,10
Zambezia 10.307,00 5.063,60
C. Delgado 7.787,20 4.803,10
Tete 10.064,60 4.221,40
Gaza 7.532,40 3.778,80
Manica 6.232,40 3.456,00
Sofala 6.770,40 3.304,90
Nampula 7.817,10 2.771,40
Inhambane 6.877,20 2.419,40
Maputo 2.362,20 820,400
Total 77.991,00 40068
Fonte: Marzoli, (2007).

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 4


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

2.2. Quadro legal do sector de florestal em Moçambique


A Lei de Florestas e Fauna Bravia – Lei no 10/99 de 7 de Julho e o seu respectivo
“Regulamento – aprovado pelo Decreto no 12/2002 de 6 de Junho, este quadro legal
incorpora os objectivos e as prioridades consagrados na agenda 21, nomeadamente:
 A geração de benefícios económicos e sociais para a presente e futuras gerações;

 O envolvimento das comunidades locais na planificação e uso sustentável das


florestais;

 Conservação das florestas e da biodiversidade no geral.

Segundo Regulamento da Lei de Florestas e Fauna Bravia RFFB (2012), os produtos


florestais madeireiros são classificados de acordo com o seu valor comercial, científico,
raridade, utilidade, resistência e qualidade. As espécies produtoras de madeira
classificam-se em preciosas, de primeira classe, de segunda classe, de terceira classe e
de quarta classe.

2.3. Recursos florestais Madeireiros e sua importância


Os recursos florestais madeireiros são todos materiais lenhosos possíveis de
aproveitamento para serraria, estacas, lenha, poste, morrão, carvão e entre outros
despojos que tenham processados ou não processados (DNFFB, 1999).

Os recursos florestais madeireiros proporcionam uma dimensão económica directa,


fornece receita proveniente da exploração e exportação madeireira, constituindo um dos
sectores que gera emprego e aumento de renda familiar nas comunidades rurais
(Brancalion et al., 2010).

De acordo com autores Zulu et al., (2013); Robledo et al., (2012) as florestas
desempenham um papel muito preponderante nas zonas rurais, porque é através delas
que as populações locais conseguem se beneficiarem dos seguintes produtos: alimentos,
combustível, forragem, medicamentos tradicionais e rendimentos da venda de alguns
produtos madeireiros para satisfazer as necessidades básicas.

2.4. Desmatamento e suas causas e consequências


O desmatamento é um processo de destruição das florestas através da acção
antropogénica ou natural (MICOA, 2009). A cobertura florestal recente em resultado da
acção antropogénica, corresponde a aproximadamente metade da que existia nas

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décadas passadas. Essa redução das áreas de floresta tem sido verificada por vários
factores que incluem mudanças de padrões de subsistência, tais como: a sucessão da
caça para a agricultura sedentária, as procuras socioeconómicas de madeiras, o
crescimento populacional, a expansão urbana e combustíveis lenhosos (lenha e carvão).
O desmatamento afeta o globo terrestre na ordem de 13 milhões de ha/ano, sendo
predominante no continente Africano e na América do Sul (FAO, 2005).

Em Moçambique o desmatamento e a degradação dos recursos florestais são uma


realidade bem múltipla e complexa, onde os agentes de desmatamento e de degradação
reagem de uma forma cíclica. Numa única floresta faz se a exploração de 4 a 5 espécies
de aproveitamento madeireira com valor comercial muito valioso usando picadas para a
sua exploração, após a exploração os produtores de carvão e lenha usam as mesmas
picadas para escoar esse combustível lenhoso para fornecer as aldeias e as zonas
urbanas depois a população local converte a área em campo agrícola para a sua
subsistência (CEAGRE, 2016).

O desmatamento da vegetação de Mopane é ocasionada pela pratica da agricultura de


subsistência que esta na ordem de (62%) e (12%) corresponde a expansão urbana e a
exploração de lenha e carvão está na ordem 10% (Malate, 2017).

E sabe se que uma das grandes consequências do desmatamento das florestas é a perda
de muitas espécies florestais e faunísticos, aumento de erosão no solo, aumento da
temperatura global e consequentes provoca incêndios naturais (FAEF, 2013).

2.5. Maneio florestal


De acordo com Hosokawa (2002), Maneio florestal é um processo ou conjunto de
técnicas aplicadas para manejar florestas de modo a obter um ou mais objectivos
claramente especificados, no que diz respeito a produção de um fluxo contínuo de
produtos e serviços florestais desejados, sem a redução dos seus valores inerentes e
futura produtividade e sem efeitos indesejáveis excessivos sobre o meio ambiente físico
e social.

O maneio florestal tem como objectivo geral de utilizar a área florestal duma maneira
planificada e sustentável para gerar rendimentos constantes no tempo para a
comunidade, garantindo ao mesmo tempo a conservação das florestas comunitárias e
mantendo sempre a mesma capacidade de geração de rendimentos tanto para geração

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actuais como para vindouras. De modo a atingir este objectivo geral é necessário
implementar uma série de princípios clássicos do maneio florestal e uma série de
elementos de organização social comunitária: regulamentos e organização social
(Tànago & Brower, 2010).

2.5.1. Princípios de maneio sustentável


 Estabelecer a intensidade máxima de aproveitamento para uma zona
(percentagem dos indivíduos ou do volume que será retirado num corte numa
determinada área);
 Organizar sequencialmente os aproveitamentos no espaço e no tempo (plano de
zoneamento);
 Estabelecer uma estrutura organizativa de gestão e controle do uso da floresta
(comité de gestão, e de fiscalização e de finanças);
 Corte Anual Sustentável (limite máximo de exploração florestal por cada
espécie);
 Estabelecer um plano de Maneio que é o instrumento principal para a
implementação do maneio sustentável, que engloba três partes distintas: Plano
de corte, o plano de zoneamento e o plano de actuação silvícola.
2.5.2. Objectivo da silvicultura
O tratamento silvicultural tem como objectivo geral, o melhoramento do povoamento
no tempo, de modo a conseguir um aumento das taxas de crescimento e uma
concentração do crescimento da floresta, nas espécies com maior interesse comercial.
Os indivíduos pelas suas características morfológicas fornecessem produtos de maior
qualidade e maior valor no mercado. O objectivo será alcançado através da eliminação
parcial da vegetação sem aproveitamento comercial sobre tudo na remoção de
indivíduos não desejáveis, competidores (Azevedo et al., 2008).
2.6. O sistema de maneio florestal sustentável
Maneio florestal racional, baseia-se no conceito de sustentabilidade e de rendimento
constante e mantendo no tempo de maneira que após a conclusão de um ciclo inteiro de
corte do estado da floresta ha de ser igual ou ter melhorado por acção dos tratamentos
silviculturais (Zunk, 2009).

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2.6.1. Organização social (Gestão comunitária do Maneio)


A organização social desempenha um papel preponderante e garantir o uso sustentável
do recurso florestal para o bem de todos os membros da associação. Associação
comunitária para o uso da floresta tem quatro órgãos: assembleia-geral, o comité de
gestão, a comissão de fiscalização das contas e a comissão de fiscalização dos recursos
florestais (Tànago & Brower, 2010).
2.7. Corte anual admissível
O corte anual admissível é quantidade de volume de madeira em m3/ano, que pode ser
explorada anualmente dentro de um ecossistema florestal, de modo a garantir a
sustentabilidade do recurso (Marzoli, 2007).

2.7.1. Método de cálculo do corte anual admissível


De acordo com Tànago & Brower (2010), afirmam que o método de corte anual
admissível mais recomendado em Moçambique, é o método com base na projecção do
crescimento do povoamento. Porque a estrutura da floresta é de origem natural. Este
método, calcula-se o Corte Anual Admissível a partir de três factores, que são:

 A estrutura diamétrica do povoamento olha se para a distribuição dos indivíduos


entre as classes diamétricas;
 O volume médio de árvore de cada classe diamétrica observa médias dos
volumes de todas árvores encontradas de cada classe diamétrica;
 O crescimento diamétrico anual médio da espécie na região (média dos
crescimentos em diâmetros das arvores segundo a qualidade do sítio.

Os mesmos autores, afirmam que o mesmo método de estimativas do corte anual


admissível (CAA), foi usado por Saket (1994) em Moçambique no inventário nacional,
onde a estimativa do corte anual admissível (CAA), foi de cerca de 500.000 m3/ano para
todo o país.

Segundo MITADER (2018), o corte anual admissível (CAA) para as espécies


comerciais estimado em de Moçambique, sem distinção da classe comercial é de cerca
de 1 902 599 m3/ano, com o intervalo de confiança (IC) situando-se entre o limite
inferior de 1 684 181 m3/ano e o limite superior de 2 121 017 m3/ano. Esses resultados
obtidos, usou-se apenas um método para determinar o corte anual admissível (CAA),
baseada na projecção do volume comercial para o futuro em função do volume

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comercial em pé existente, ciclo de corte e das perdas anuais (exploração, mortalidade


natural, queimadas) em volume para cada espécie. O ciclo de corte é definido como
sendo o intervalo planeado entre duas explorações parciais numa floresta nativa como
ilustra a fórmula abaixo.

CAAV1SP1 fp1 (1)


n
Onde: CAA= Corte Anual Admissível (m3/ano); SP1= Área florestal do tipo florestal
(há); V1 = Volume comercial em pé (m3/ha), das espécies com diâmetro mínimo de
corte; n= Ciclo de corte - 25 anos (Marzoli, 2007); f1= Factor de segurança para garantir
regeneração florestal de espécies comerciais (0,8).

2.8. Caracterização silvicultural da floresta


Na caracterização silvicultural faz se a avaliação dos seguintes parâmetros: a
composição, estrutura e análise funcional, mas, devido à complexidade da medição a
análise funcional requer longo período de tempo, geralmente se avalia a estrutura e
composição da floresta (Crawley, 1997).

De acordo com Scolforo (1998), o estudo da composição florística, principalmente a


análise da estrutura da vegetação, é de fundamental importância na elaboração de planos
de maneio e também para a adopção de tratamentos silviculturais voltados para a
conservação da diversidade de espécies.

A análise da estrutura da vegetação fornece informações quantitativas sobre sua


estrutura horizontal e vertical, sendo uma das alternativas para se conhecer as variações
florísticas, fisionómicas e estruturais a que as comunidades estão sujeitas ao longo do
tempo e espaço (Oliveira et al., 2006).

2.8.1. Estrutura vertical


A estrutura vertical avalia a forma como a biomassa se encontra distribuída ao longo do
perfil vertical num determinado ecossistema ou da posição dos estratos das árvores de
cada espécie em termos da sua altura. Na estrutura vertical faz se a avaliação dos
seguintes parâmetros: regeneração, altura média, altura dominante e diâmetro de copa
dos indivíduos (Rego, 2008). Segundo Lamprecht (1990), afirma que a posição
sociológica de uma árvore é determinada pela expansão vertical em relação à de árvores

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vizinhas, e não é função directa de sua altura total, isso podem existir diversos pisos da
copa, ou seja, a estratificação vertical da vegetação.

2.8.2. Estrutura horizontal


A estrutura horizontal avalia os seguintes parâmetros: frequência, abundância,
dominância e índice de valor de importância.

A frequência – expressa a presença ou ausência da espécie nas parcelas de amostragem


e pode ser expressa em termos de valores absolutos ou relativos (Sitoe, 2007).

A abundância – mede a participação das espécies de uma comunidade numa


determinada área geográfica, e pode ser expressa em termos absolutos ou relativos.
Abundância absoluta é expressa em termos de números totais de indivíduos
pertencentes a uma dada espécie por hectare e a relativa é a percentagem de cada
espécie em relação ao número total de indivíduos considerando o número de indivíduo
total igual a 100% (Guedes, 2004).

A dominância – expressa a proporção de tamanho, biomassa, volume ou de cobertura


de cada espécie, em relação ao espaço ou volume ocupado pela comunidade (Schneider
& Finger, 2000).

Índice de valor de importância – expressa a classificação em percentagem das


espécies de uma comunidade. Esse índice é resultante da soma dos valores de densidade,
dominância e frequência relativa, obtidas para cada uma das espécies da comunidade
(Ribeiro et al., 2002).

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3. METODOLOGIA
3.1. Descrição das áreas de estudo
3.1.1. Localização geográfica das comunidades de estudos e seus limites
O trabalho foi realizado nas comunidades de Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele
(Mabalane) na zona norte da província de Gaza.

O distrito de Chigubo apresenta os paralelos entre 33° 30’ de longitude Este e 23° 30’
de latitude Sul. Faz limites: a Norte com os distritos de Massangena e Chicualacuala; a
Sul com Chibuto e Guijá; a Este com a província de Inhambane (distritos de Funhalouro
e Panda), e a Oeste com Chicualacuala e Mabalane, com uma superfície de área de
cerca de 15.077 km2 (MAE, 2014).

Concretamente a comunidade de Mahanche está delimitado a Norte pelo povoado de


Chipimbe, a Sul pela comunidade de Machate, a Este pela comunidade de Zinhane, a
Oeste com o povoado de Machaila e é atravessado pelo rio Changane. E o distrito de
Mabalane faz fronteira a Norte com o distrito de Mapai, a Sul com os distritos de Guijá
e Chókwé, a Este com os distritos de Chigubo e Guijá e a Oeste com Massingir.

O distrito de Mabalane possui uma extensão de área de cerca de 9107 km2 (MAE,
2005). A comunidade de Mwamadzele está delimitado a Norte pelos povoados de
Mabuapasse e Matenga, a Sul pelas comunidades de Djodjo e Mungige, a Este pela
comunidade de Mavale, a Oeste com o povoado de Tindzawene, e é atravessado pelo rio
Chichacuare na região mais sudoeste.

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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Figura 1: Mapa de localização das comunidades de Mahanche e Nwamandzele.


Fonte: Autor.
3.1.2. Clima
O tipo de clima que predomina os distritos de Chigubo e Mabalane é do tipo árido,
possuindo duas estações, quente e chuvosa, de Novembro a Março, e outra seca e fresca
de Abril a Outubro. A precipitação média anual é inferior a 500 mm, as temperaturas
médias anuais são superiores a 24º C e a humidade relativa média anual varia entre os
60 a 65% (MAE, 2017; MAE, 2014).
3.1.3. Geologia, Topografia e Hidrografia
A maior parte da região do distrito de Chigubo e Mabalane possuem altitudes inferiores
a 200 m. Os tipos do solo para o distrito de Chigubo em geral são delgados, com zonas
arenosas característicos da cobertura dos depósitos de Mananga. São ainda de realçaros
solos aluvionares que ocorrem ao longo da planície do rio Changane, embora com
limitações decorrentes da presença de sais em excesso (sodicidade) é tropical seco e
semiárido com precipitações anuais baixas que variam entre (200-400) mm. O principal
rio da região é o Changane, que banha a faixa leste do distrito, estabelecendo a fronteira
com a província de Inhambane (MAE, 2014).

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Os solos do distrito de Mabalane são delgados e arenosos, em algumas zonas surgem


solos vermelhos e pardos, derivados de calcário, no leste do distrito predominam solos
cinzentos arenosos, argilosos e hidromórficos e na planície do rio Limpopo ocorrem
solos aluvionares. Na faixa ocidental o distrito é atravessado pelo rio Limpopo, de
Norte a Sul. O relevo é ligeiramente acidentado, favorecendo o percurso de vários
cursos de água não permanentes. A Norte entra o rio Chigombe, no Centro o rio
Sungutane, a Sul os rios Chichakware e ramificações do Mbalavala e a Oeste os rios
Japé e Nhimbaingue (MAE, 2017).

3.1.4. Flora e Fauna


O tipo de vegetação predominante nos distritos de Mabalane e Chigubo é de tipo
florestal Mopane. As espécies de faunas existentes no distrito são: Changos, Cabritos do
mato, Javalins e Impala (MAE, 2017; MAE, 2005).
3.1.5. População
A superfície do distrito de Chigubo é de cerca de 15.077 km2 e a sua população está
estimada em 23,247 mil habitantes dividida em 11084 Homens e 12163 são Mulheres.
Com uma densidade populacional aproximada de 1,542 hab/km2.
A superfície do distrito de Mabalane é de cerca de 9580 km2 e a sua população está
estimada é de cerca de43,883 mil habitantes divididas em: 20.209 Homens e 23.674 são
Mulheres. Com uma densidade populacional aproximada de 4,581 hab/km2 (INE,
2017).

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3.2. Materiais
Para a realização do trabalho foram usados os seguintes materiais ilustrados na tabela 2.
Tabela 2: Materiais usados para coleta dos dados

Material Função
1 Fitamétrica Para medir CAP e a dimensão das parcelas
2 Ficha de registo Para o registo dos dados de todos os indivíduos
3 Suta Para medir DAP
4 Corda Para delimitar as parcelas
5 Guide Para a identificação das espécies no campo
6 Prensas Para prensar as amostras
7 Vara graduada Para medir altura total
8 GPS Marcação das coordenadas dentro das parcelas
9 GIS Para a elaboração dos mapas
3.3. Métodos
3.3.1. Método de amostragem
A colheita de dados foi feita mediante a amostragem estratificada tipológica. Fez se a
classificação das imagens satélites capitadas na data mais próxima da realização do
trabalho,16 de Fevereiro, usando o Environment for Visualizing Images (ENVI5.3), de
modo a saber os tipos de vegetação (estratos) existente por cada comunidade e as suas
áreas. Foram encontrados dois estratos para a comunidade Mahanche: estrato de
Mopane e Ntsotso e Chiovondzoane. Foram enconctrados quatros estratos para
comunidade de Nwamandzele, nomeadamente: estrato de Acacia, estrato de Mopane,
estrato de Mecrusse e Ntsotso e Chiovondzoane, como ilustram os mapas 2 e 3 abaixo.

Figura 2: Mapa de uso e cobertura de terra da comunidade de Mahanche

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Figura 3: Mapa de uso e cobertura da terra da comunidade de Nwamandzele

3.3.2. Alocação das unidades amostra


As unidades amostrais foram alocadas em forma de cluster, onde, o ponto inicial de
cada conglomerado foi aleatoriamente definido, através do QGIS e as parcelas dentro de
cada conglomerado foram alocadas sistematicamente, obedecendo um intervalo de 300
metros, de forma quadrangular.

Quanto ao número de parcelas por estrato, estas foram alocadas de forma proporcional
ao tamanho dos estratos, sendo que, tipos florestais com maior extensão de área tiveram
um maior número de parcelas alocadas, como mostra a formula abaixo.

n  Wh* ph*(1 ph) / e2


L
(2)
h1

n- número total de parcela alocado em cada estrato; L-número de camada que dividimos
a amostra; Wh- é o peso que o estrato tem na amostra; ph- é a proporção dentro de cada
estrato; h- é estrato; - é a margem do erro aceite.

Após o levantamento de dados, foi feita a verificação da suficiência amostral, para um


limite de erro de 20%, a um nível de probabilidade de 95%, seguindo as fórmulas de
determinação do tamanho de amostra ideal para amostragem estratificada com alocação
proporcional, propostas por Husch et al., (2004) e Van Laar e Akça, (2007).

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No total foram estabelecidos 84 clusters divididos em: 37 clusters equivalentes á


parcelas 148 parcelas para a comunidade de Mahanche e 47 clusters correspondente á
188 parcelas para a comunidade de Nwamandzele, como ilustra a tabela 3.

Tabela 3: Números de parcelas estabelecidas em cada comunidade

Comunidade de Mahanche
Estratos Aj (ha) Wh Nj N. P A. amost
Tsontso/Chivondzuane 2981 0.386 7722,798 15 3
Floresta de Mopane 4730 0.614 7703,583 131 26,2
Total 7711 1 15426,38 146 29,2
Comunidade de Nwamandzele
Floresta de Acácia 5.674,502 0,189 28372,51 10 2
Floresta de Mecrusse 490,619 0,016 2453,095 8 1,6
Floresta de Mopane 10.834.044 0,361 54170,22 80 16
Tsontso/Chivondzuane 13.002,225 0,433 65011,13 130 26
Total 30001.39 1 150007 228 46

Aj (ha)- Área total em hectares de cada estrato j; Wh-Proporção de cada estrato em ha;
Nj-Número total de unidade que cada estrato ocupa; N.P-Número total de unidades
amostradas em cada estrato; A.amost-Área amostrada em cada estrato.
3.3.3. Recolha de dados
As parcelas foram dimensionadas usando a fitamétrica, em formato rectangular e cada
cabia uma área de 0,2 há (100 x 20) m. Em cada parcela estabelecida foram colhidos
dados referentes aos principais parâmetros dendrométricos, nomeadamente, Diâmetro a
altura do peito DAP≥ 10 cm, altura total (HT), altura comercial (HC) e a qualidade do
fuste. Além disso foram registados os nomes científicos e locais de todas as árvores
medidas. Os indivíduos que não foram possíveis as suas identificações no campo, foram
colectados os espécimes e colocadas numa prensa para posteriormente a sua
identificação com guia de identificação das espécies.

O DAP foi medido com auxílio da suta, a uma altura de 1.3m da parte mais alta da
superfície do solo. No caso de uma bifurcação abaixo desta altura, considerou-se cada
bifurcação uma árvore individual. As regras de medição de diâmetro consideradas no
presente estudo estão ilustradas na Anexo 1. A altura total foi considerada a partir da
base do tronco até a parte mais alta da copa e a altura comercial foi considerada a partir
da base do tronco até a primeira bifurcação do fuste.

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Figura 4: Layout do cluster.

3.4 Análise dos dados


Os dados foram analisados na planilha electrónica Microsoft Office Excel 2013, onde
foram calculados os valores dos seguintes parâmetros: número de árvores por hectare
(N/ha); a área basal (G/ha); volume (V/ha) e para toda floresta, assim como o índice de
valor de importância (IVI) e o corte anual admissível. Todos os parâmetros, excepto os
referentes a estrutura horizontal da floresta, foram calculados para cada tipo florestal
(estrato) e, posteriormente calculados para toda a floresta.

3.4.1. Determinação da densidade da floresta


A densidade do povoamento foi dada em termos de número de árvores por hectare,
calculado a partir da relação do número de árvores observadas em cada parcela e a área
da parcela, usando a fórmula 3 abaixo:

N/ ha i
n
na (3)

Onde: N/ha – número de árvores por hectare


ni – número de árvores encontradas na parcela i
n – número de parcelas
a – área da parcela (a=0,2ha)

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3.4.2. Análise da estrutura horizontal da floresta


A distribuição espacial de todas as espécies que compõem a população designa se
estrutura horizontal (Cariola, 1997). Os principais parâmetros quantitativos que
constituem a estrutura horizontal são os seguintes: Frequência, Dominância e
Abundância, expressos em valores absolutos e relativos. A soma dos valores relativos
destes parâmetros dá o índice de valor de Importância (IVI) de cada espécie.
A frequência foi dada pela relação do número de parcelas em que uma determinada
espécie foi observada e o número total de parcelas estabelecidos no inventário, segundo
a expressão abaixo.1 e 2.

 ni F.Rel  Fabs 100%


Fabs
Freqabs (4)
Ni

Onde: Fi – frequência de espécie i na floresta;


ni – numero de parcelas em que a espécie i foi observada;
Ni – número total de parcelas estabelecidas no inventário;

A abundância foi dada pelo número total de indivíduos de uma determinada espécie
encontrados em cada parcela e a área da mesma, isto é, em número de árvores por
hectare dessa espécie, conforme mostra a formula abaixo.

Abu  i A.Rel   100%


n ni
na na
(5)

Onde: Abu – Abundância


ni – número de total de árvores da espécie i observadas
n – número total de parcelas estabelecidas
a – área da parcela (a=0,2ha)

A dominância foi dada pela área basal, ou seja, pela área em m2/ha ocupada pelos
troncos das árvores da espécie i, dada pelo somatório das secções transversais de todos
os indivíduos da espécie i dividida pela área da parcela e pelo número total de parcelas.

 D.rel 
gi gi ha
Dom 100% (6)
na G ha
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Onde: G/ha – Área basal por hectare em m2/ha;


a – área da parcela (a = 0.2 ha);
gi – secção transversal de cada árvore na parcela em m2, calculada a partir de da
relação:

gi DAP2 , Sendo: e DAP em metros.


4
Índice de valor de importância
O índice de valor de importância de cada espécie foi dado pela relação entre a
abundância relativa mais dominância relativa e mais a frequência relativa de cada
espécie, como a fórmula abaixo 7 ilustra.

IVI Ab.relD.relFr.rel (7)

Onde: IVI–Índice de Valor de importância; Ab.rel-Abundância relativa; Do.rel-


Dominância relativa; Fr.Rel-Frequência relativa.

3.4.3. Determinação da área basal e do volume de madeira existente na floresta

O volume foi calculado total e comercial de cada árvore individual foi calculado pela
relação entre o DAP e altura (total e comercial, respetivamente), aplicando um factor de
forma de 0.7 e 0.8 para o volume total e comercial, respectivamente.

V DAP2 *h* ff (8)


4
Onde: V – volume total ou comercial de cada árvore individual;
DAP – diâmetro a altura do peito medido a 1.3 m da superfície do solo;
h – altura total ou comercial;
ff – factor de forma;
3.4.4. Determinação da área basal e do volume em cada tipo florestal
A área basal do povoamento de cada tipo florestal foi dado pela área basal média por
hectare, dada pela expressão abaixo.

G/ ha  gi
na (9)

Onde: G/ha – área basal média por hectare

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gi – área basal observada em cada parcela, dado pelo somatório dos das secções
transversais de todas árvores encontradas na parcela;
n – número de parcelas alocadas no estrato;
a – área da parcela;

A quantidade de madeira existente em cada estrato, foi dada pelo volume médio por
unidade de área, calculado a partir do somatório dos volumes observados em cada
parcela dividido pelo número total de parcelas do estrato e pela área da parcela.

V/ ha  Vi
na (10)

Onde: V/ha – volume médio por hectare


Vi – volume observado em cada parcela, dado pelo somatório dos volumes de
todas árvores encontradas na parcela;
n – número de parcelas alocadas no estrato;
a – área da parcela;
Os valores totais dos parâmetros em cada estrato foram obtidos pela multiplicação dos
valores médios dos parâmetros com a área de cada estrato.
3.4.5. Determinação da área basal e do volume para toda floresta

Considerando as áreas ocupadas por cada tipo florestal são diferentes, e as


características da floresta também diferem de um tipo florestal para outro, foi necessário
considerar estes aspectos na estimativa da média (estratificada) para toda floresta, de
modo a considerar a contribuição de cada estrato na média da população. A estimativa
dos valores médios dos parâmetros para toda floresta, foi obtida considerando o peso de
cada estrato na amostra, isto é, multiplicou-se os valores médios de cada estrato pela sua
proporção no total da população.
3.4.6. Estimativa da média estratificada:

Yst  Wi*Yi
K
(11)
i1

Onde: Yst – Média estratificada da variável em causa (Volume; Área basal);


W – proporção do estrato i na população dada pela razão entre a área de cada
estrato e a área total da floresta;
Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 20
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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Yi – média da variável em causa no estrato i;


K – número total de estratos;
3.4.7. Determinação das medidas de precisão do inventário

A semelhança dos valores médios dos parâmetros, as medidas de precisão também


foram determinadas de forma separada para cada estrato e depois estimou-se os valores
estratificados para toda floresta.
3.4.8. Variância estratificada:

Sst2 Wi2 *Si2 (12)

Onde: Sst2 – variância estratificada


Wi– proporção do estrato (i)
Si2 – variância simples no estrato (i)

A estimativa da variância da média foi obtida pelo somatório dos produtos da variância
da média de cada estrato com as respectivas proporções, como ilustra a expressão
seguinte.

(13)
3.4.9. Estimativa do erro de amostragem

O erro de amostragem é a principal medida de precisão do inventário e dita a


acuracidade e confiança dos resultados do inventário. O valor foi obtido pela seguinte
expressão.


Eaabst (n1;)S(Yst) (14)
Onde: Ea abs – erro de amostragem absoluto; t – valor de t de Student consultado na
tabela de t a graus de liberdade n-1, onde n é o número total de parcelas estabelecidas no

inventário; S(Yst) -Eerro padrão, dado pela raiz quadrada da variância da média;

O erro de amostragem relativa foi obtido pela razão entre o erro absoluto e a média
estratificada, multiplicado por 100.

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 21


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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

3.4.10. Intervalo de confiança por estrato


O intervalo de confiança por estrato foi calculado pela relação entre a média do estrato
subtraído pela multiplicação do desvio padrão e seu grau de liberdade de cada estrato
como ilustra a fórmula.


IC V(h) t SV(h) V(h) t SV(h)  (15)

Onde; IC – Intervalo de confiança; Vh-Média do estrato h; SV - desvio padrão de cada


estrato; t-grau de liberdade dos estratos.

3.4.11. O corte anual admissível


O corte anual admissível foi determinado pela relação entre o volume comercial das
espécies comerciais, área da floresta e o ciclo de corte como ilustra a fórmula

CAAV1SP1 fp1 (16)


n
Onde: CAA= Corte admissível anual (m3/ano); SP1= Área florestal do tipo florestal (há);
V1 = Volume comercial total em pé (m3/há) das epécies corciais com o diâmetro
mínimo de corte; n= Ciclo de corte - 25 anos (Marzoli, 2007); f1= Factor de segurança
para garantir regeneração florestal de espécies comerciais (0,8).

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 22


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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1. Caracterização da floresta nativa da comunidade de Mahanche e
Nwamandzele.
Os resultados do estudo indicam que faram identificados dois (2) estratos na
comunidade de Mahanche (Chigubo) a destacar: estratos de Mopane e estrato de
Chivondzuane/Tsontso. Foram encontrados quatros (4) estratos na comunidade de
Nwamandzele, a saber: estrato de Mecrusse, estrato de Acácia, estrato de Mopane e
estrato de Chivondzuane/Tsontso.
4.2. Estrutura horizontal da floresta nativa da comunidade de Mahanche
4.2.1. Estrato de Mopane/Chanatse
Foram identificados cerca de 49 espécies, as mais predominantes são:
Colosphospermum mopane (Mopane) com cerca de 186,45% de IVI, Sclerocarya birrea
(Canhu) com 25,1% de IVI e Guibourtia conjugata (Ntsotso) com 9,44 % de valor de
índice de importância.
4.2.2. Estrato de Ntsotso e Chivondzoane
Nesse tipo de estrato ocorrem cerca de 33 espécies, dessa forma as com maior
predominância são: Guibourtia conjugata (Ntsotso) com cerca de 88,53%, Combretum
apiculatum (Chivondzoane) com 31,40% e Colophospermum mopane (Mopane) com
cerca de 18,86% de valor de índice de importância.
4.3. Estrutura horizontal da floresta nativa da comunidade de Nwamandzele.
4.3.1. Estrato de Acacia
Nesse estrato ocorrem cerca de 22 espécies, dessa forma as com maior predominância
são: Acacia nigrescensis com cerca de 67.643407%, Acacia nilotica com cerca de
39,8722% e Guibourtia Conjugata com cerca de 32.21% de valor de índice de
importância.
4.3.2. Estrato de Mecrusse
Neste tipo de estrato foram encontradas cerca de 20 espécies arbóreas, as mais
dominantes foram: Androstachys johnsonii (Mecrusse) com cerca de 219.6%,
Guibourtia Conjugata (Tsontso) com cerca de 13.28% e Adansonia digitata
(Imbondeiro) 11.86% de valor de índice de importância.

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 23


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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

4.3.3. Estrato de Mopane


Foram encontradas 26 espécies arbóreas as que destacaram com maiores predominacia
foram: Colophospermum mopane (Mopane) com cerca de 204.47%, Spirostachys
africanas (Mubandua) com 22.55% e Drypetes mossambicensis (Chakwari) com cerca
de 14,39% de índice de valor de importância.
4.3.4. Estrato de Ntsotso e Chivondzoane
Foram encontradas cerca de 69 espécies, as mais predominantes foram: Guibourtia
conjugata (Ntsotso) com cerca de 121,72%, Combretum apiculatum (Chivondzoane)
com cerca de 41.52% e Tsandzadlophu com cera 14.62% de valor de índice de
importância.
A tabela 4 abaixo mostra as espécies em cada estrato florestal com o maior valor de
índice de importância por cada comunidade.
Tabela 4: Espécies encontradas em cada estrato florestal com o maior valor de índice de
valor de importância por cada comunidade.

Comunidade E. Florestal Nome local Nome científico IVI %


Mopane C. mopane 186,45
Mopane Canhu Sclerocarya birrea 25,1
Ntsotso Guibourtia conjugata 9,44
Mahanche Ntsotso Guibourtia conjugata 88,53
TV/CH Chivondzoane Combretum apiculatum 31,40
Mopane Colophospermum mopane 18,86
Ncai Acacia nigrescensis 67.64
Acacia Sessane Acacia nilotica 39,87
Tsontso Guibourtia Conjugata 32.21
Mecrusse Androstachys johnsonii 219.6
Mecrusse Tsontso Guibourtia Conjugata 13.28
Nwamandzele Imbondeiro Adansonia digitata 11.86
Mopane Colophospermum mopane 204.47
Mopane Mubandua Spirostachys africanas 22.54
Chakwari Drypetes mossambicensis 14.39
Ntsotso Guibourtia conjugata 121.72
TV/CH Chivondzoane Combretum apiculatum 41.52
Tsandzadlophu Pterocarpus lucenes 14.62
IVI-Índice de valor de importância; TV/CH-Floresta de Ntsotso/ Chivondzoane.

4.4. Espécies
Na floresta de Mahanche foram identificadas cerca de 57 espécies arbóreas, 17 são
classificadas como de valor comercial, sendo 5 espécies são preciosas, 4 da primeira

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 24


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classe, 1 da segunda, 4 da terceira e 3 da quarta classe. Na comunidade de


Nwamandzele foram encontradas cerca de 61 espécies arbóreas onde: 16 espécies estão
classificadas como de valor comercial, das quais: 4 espécies são da classe preciosa, 4 da
primeira classe, 1 da segunda classe, 4 da terceira classe e 3 são da quarta classe, de
acordo com o Regulamento da Lei de Florestas e Fauna Bravia (Decreto No 12/2002),
incluindo suas alterações por Diplomas Ministeriais como ilustra a tabela 5.
Tabela 5: Espécies comerciais em função da classe comercial e o respectivo DMC.

Nome Classe DMC Mahanche Nwamandzele


Nome científico vernacular Comercial (cm)
Combretum imberbe Mondzo Preciosa 40 x -
Dalbergia melanoxylon Pau-preto Preciosa 20 x -
Diospyros mespiliformis Ntoma Preciosa 50 - x
Diospyrosme spiliformis Ntoma Preciosa 50 x x
Guibourtia conjugata Ntsotso Preciosa 40 x x
Spirostachys africana Sandalo Preciosa 30 x x
Androstachys johnsonii Mecrusse 1 a Classe 30 x x
Balanites maughamii Nulo 1 a Classe 30 x -
Afzelia quanzensis Chanfuta 1 a Classe 50 x x
Colophospermum mopane Chanatse 1 a Classe 30 x x
Pteleopis myrtifolia Xiri 2a classe 50 - x
Sterculia sp Xilutso 2a classe - x
Sclerocarya birrea Canhueiro 2 a Classe 50 x -
Acacia nigrescensis Ncai 3 a Classe 40 x x
Terminalia sericea Conola 3 a Classe 30 x x
Xeroderis stuhlmannii Zungo 3 a Classe 40 x x
Albizia petersiana Nala 3a classe - x
Sideroxylon inerme Nhuma 3 a Classe 40 x -
Acacia nilotica Sessane 4a classe 30 x x
Acacia xanthophloea Lhophunga 4a classe 40 - x
Acacia sp Changua 4a classe 30 - x
Kirkia acuminata Chivumaila 4a classe 40 x -
Manilkara mochisia Nwambo 4a classe 40 x -
DMC (cm) -Diâmetro Mínimo de Corte em Centímetro

4.5. Estrutura diamétrica


Nas duas comunidades, em todos os estratos identificados os gráficos de distribuição
dimétrica as (figuras 4 e 5), como pode-se observar, elas são constituídas por grande
parte de indivíduos da classe diamétrica de 10 a 15 cm de DAP. Também pode-se notar
que pelo aumento do diâmetro o número de árvores por hectare decresce em todos
estratos, apresentando dessa forma a curva típica de florestas nativa designada“J
invertido”.

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Em termos comportamentais das curvas diamétricas, a floresta de Mahanche, nota se


que o estratro de CV-TS quanto ao número de árvores por hectar apresenta maoir
números de indivíduos no inervalo de (10-20) cm de DAP, a partir do intervalo de (20-
50) cm de DAP o estrato de Mopane passa a apresentar um número elevado de
individuos comparativamente a floresta de CV-TS e de (50-60) cm de DAP os dois
tipos florestais apresentam o mesmo comportamentos em termos de números de árvores
po hectar como ilustra a figura 5.
Na floresta de Nwamandzele, verifica se que a floresta de Mopane quanto ao número de
árvores por hectar, apresenta maoir números de indivíduos, a seguir o estrato de CV-TS,
MC e por ultimo o estrato de AC no inervlo de (10-15) cm de DAP, a partir do
intervalo de (15-40), o estrato de Mecrusse apresenta o número mais reduzido de
indivíduos comparativamente com os outros estratos e de (40-60) cm de DAP,
praticamente é inexistentes números de individuos para os estratos de MC e de MP e
nota se apenas poucos individuos nos etratos de AC e CV-TS, como ilustra a figura 6.
Segundo Marzoli (2007), no seu levantamento, constatou que, tanto para as florestas
abertas, arbustos e mangais como de estratos das florestas com agricultura itinerante
apresentam relativamente menos árvores nas classes de diâmetro maiores (DAP ≥40),
mas mantem um número relativamente alto de árvores nas classes diamétrica menores
(especialmente 10-20 e 20-30).
De a cordo com Miller et al. (1982), em uma floresta natural equilibrada cada classe
diamétrica subsequente apresenta menos árvores que a precedente, pelo facto de haver a
mortalidade à medida em que as árvores vão crescendo. Porém, em todos estratos
verifica-se que existem poucas árvores com diâmetro ente 50 e 60 cm, o que revela a
utilização de árvores com maiores DAP, para vários fins.
As figuras 5 e 6 ilustram a distribuição diamétrica dos estratos florestais por cada
comunidade (Mahanche e Nwamandzele).

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140.00
Número de árvores por hectares
120.00

100.00

80.00
(N/ha)

CV / TS
60.00 MP

40.00 N/ha geral

20.00

0.00
10 - 15 15 - 20 20 - 25 25 - 30 30 - 35 35 - 40 40 - 45 45 - 50 50 - 55 55-60 ≥60

Classes diamétrica
(cm)
Figura 5: Distribuição diamétrica da abundância para comunidade de Mahanche.
CV/TS-Estrato de Tsontso-Chiondzoane; MP- Estrato de Mopane. N/ha-Números de árvores por hectare
geral dos dois estratos florestais de Tsontso-Chiondzoane e Mopane
12000
Números de árvores por hectares

10000

8000 AC
N/ha

MP
6000 MC
CV/TS
N/ha geral
4000

2000

0
10_15 15_20 20_25 25_30 30_35 35_40 40_45 45_50 50_55 55_60 › 60

Classes diamétrica (cm)

Figura 6: Distribuição diamétrica da abundância para a comunidade de Nwamandzele.


AC-Estrato de floresta de Acácia; MP-Estrato de Mopane; MC- Estrato de Mecrusse; CV/TS-Estrato de
Tsontso-Chiondzoane; N/ha-Números de árvores por hectare geral dos quatros estratos florestais.

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4.6. Número de árvores, área basal e volume Total e Comercial por cada estrato
florestal da comunidade de Mahanche
A tabela 6 apresenta o número de árvores, área basal e volume comercial por unidade de
área de todos indivíduos com DAP superior ou igual a 10 cm da comunidade de
Mahanche, sem discriminação de espécie. Os resultados mostram que o estrato de
Ntsotso e Chivondzoane apresenta valores maiores em termos de número de árvores,
área basal e o volume comercial por hectare em relação a floresta de Mopane.
O facto explica-se por apresentar maiores números de indivíduos com o diâmentro
mínimo de corte das espécies de aproveitamento madereiro, em relação ao estrato de
Mopane.
A tabela 6 representa número de árvores, área basal, volume Total e Comercial por cada
tipo florestal da comunidade de Mahanche.

Tabela 6: Número de árvores, área basal e volume Total e Comercial.

N/ha (ha-1) G/ha (m2/ha) VC/ha (m3/ha)


Estrato florestal
Ntsotso/Chionzdoane 212 4.5000 17.2323
Mopane 155.2 4.4386 16.2193
4.7. Número de árvores, área basal e volume comercial por unidade de área da
comunidade de Nwamandzele

A tabela 7 apresenta o número de árvores, área basal e volume comercial por unidade de
área de todos indivíduos com DAP superior ou igual a 10 cm, sem discriminação de
espécie.
Os resultados revelam que a floresta de Mecrusse apresenta valores maiores em termos
de número de árvores, seguida de Acacia e Ntsotso e Chivondzoane. O facto do estrato
de Mecrusse apresentar maior número de árvores é devido os DAPs dos indivíduos
serem menores em relação aos DAPs dos indivíduos dos outros estratos, razão pela qual
em cada unidade de amostragem no estrato de Mecrusse cabia muitos indivíduos em
relação a outros estratos. Em termos do volume comercial, o estrato de Acacia é que
apresentou maior valor, em seguida o estrato de Ntsotso e Chivondzoane e o etrsto de
Mecrusse. O estrato de Mopane apresentou menores valores do volume em relação a
todos tipos florestais, como ilustra a tabela 7. Isso é devido as espécies comerciais
encontradas apreasentarem um DAPs menor e altura comercial menor em relação a
outras espécies encontradas nos outros estratos.

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A tabela 7 representa número de árvores, área basal, volume Total e Comercial por cada
tipo florestal da comunidade de Mahanche.

Tabela 7: Número de árvores, área basal e volume comercial.

Tipos Florestais N/ha (ha-1) G/ha (m2/ha) VC/ha (m3/ha)


F. Acacia
162.5 4.9284 24.1385
F. Mecrusse
287.5 5.5012 15.6394
F. Mopane
95.4 2.5540 7.1125
F.Ntsotso/CH 191.5 5. 6202 17.9285
N/ha-Número de árvores por hectar; G/ha-área basal por hectar e VC/ha-Volume
comercial por hectar.

4.8. MEDIDAS DE PRECISÃO


Portanto, a nível de confiança de 95% de significância, todos os valores de erro de
amostragem dos parâmetros observados neste trabalho, se encontram abaixo do limite
do erro pré-estabecidos no trabalho, o que significa que a precisão dos parâmetros é
óptima neste trabalho.
A tabela 8 representa as medidas de precisão dos parâmetros dendrometricos dentro do
limite do erro pre-estabelecido por cada comunidade.
Tabela 8: Medidas de precisão.

C. de Nwamandzele C. de Mahanche
Parâmetros N/ha G/ha VT/ha VC/ha N/ha G/ha VT/ha VC/ha
(ha-1) (m2/ha) (m3/ha) (m3/ha) (ha-1) (m2/ha) (m3/ha) (m3/ha)
Média 152.912 4.086 29.073 15.155 177.453 4.462 31.864 16.614
Variância 3218.129 2.749 222.623 75.15 4739.175 3.798 217.532 89.548
V. Média 33.954 0.036 3.791 1.317 191.059 0.082 5.401 2.294
E. Padrão 5.827 0.19 1.947 1.148 13.822 0.286 2.324 1.515
E. absoluto 11.482 0.374 3.837 2.261 27.319 0.564 4.593 2.994
E. re (%) 7.509 9.147 13.196 14.922 15.395 12.65 14.415 18.018
L. inferior 141.43 3.712 25.237 12.894 150.134 3.898 27.271 13.621
L. superior 164.393 4.459 32.91 17.416 204.773 5.027 36.457 19.608
N/ha – Número de árvores por hectare, G/ha – Área basal por hectare, VT/ha – volume
total por hectare e VC/ha - Volume comercial por hectare.
4.9. Volume comercial por hectare de cada classe comercial
A tabela 6 indica a distribuição volumétrica das classes comerciais por cada estrato
florestal em cada comunidade. Na comunidade de Nwamandzele os resultados mostram
que o estrato florestal de Acacia é que apresentou maior volume por hectare de cerca de,

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15.902 m3/ha, asseguir o estrato de Mecrusse com cerca de, 10.112 m3/ha e os restantes
com 5.959 m3/ha para o estrato de Mopane e 5.946 m3/ha para de Tsontso e
Chiondzuane. Na comunidade de Mahanche o estrato de Mopane é que apresentou
maior volume por hectare de cerca de, 15.497 m3/ha e de Tsontso e chiondzoane com
cerca de, 11.649 m3/ha. De salientar que essas quantidades de volumes apresentam uma
tendência decrescente tanto para a comudade Nwamandzele e Mahance, comparativo às
do MITADER (2018), onde constatou que o volume comercial por hectare para os
estratos de Mopane, Mecrusse, Floresta Semi-decídua incluindo o Miombo e Floresta
Semi-sempre-verde incluindo a Floresta de Galeria foi de 15.71, 33.18, 24.23 e 31.69
m3/ha, o facto explica-se devido a redução de números de árvores de espécies
comercias.
A tabela 9 representa o volume comercial por hectare de cada classe comercial, de cada
comudade.
Tabela 9: volume comercial por hectare de cada classe comercial.

Comunidade de Nwamandzele
E. Florestal Preciosa 1a classe 2a Classe 3a Classe 4a classe VC/ha (m3/há)
Mopane 0.118 4.929 0.064 0.386 0.465 5.959
CV/TS 0.013 0.476 2.328 3.089 0.048 5.946
Mecrusse 0.709 7.933 0.348 0.956 0.174 10.112
Acacia 2.230 0.140 0.459 11.707 1.367 15.902
Comunidade de Mahanche
Mopane 0.515 12.729 1.887 0.101 0.267 15.498
CV/TS 5.983 4.236 0.899 0.532 0.011 11.649

4.10. Corte Anual Admissivel por cada classe comercial dentro dos estratos
Na comunidade de Mahanche nos estratos de Mopane e Ntsotso e Chivondzoane,
verificaram-se os maiores valores do CAA, nas espécies da 1a classe com cerca de
616,719 m3/anos, a seguir foram as espécies da 2a com 37,095 m3/anos e por ultimo
verificou o valor de 13,733 m3/anos nas especies da preciosas e com cerca de 198,761
m3/anos, 28,095 m3/anos e com 17,316 m3/anos. De salientar que não se verificou
nenhum valor do corte anual admissivel para as espécies da 3a e da 4a em ambos os
estratos.

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Na comunidade de Nwamandzele no estrato de Mopane foi verificado o maior valor do


corte anual admissivel nas espécies da 1a classe, com cerca de 515,326 m3/anos, em
seguida segue o o estrato de Acacia com cerca de 611,756 m3/anos e o estrato Ntsotso e
Chivondzoane nas espécies da 2a classe com cerca de 454,533 m3/anos e 325,997
m3/anos das espécies da 3a e o estrato de Mecrusse apresentou o número muito reduzido
do corte anual admissivel como mostra a tabela 10. De salientar que não foram
encontrados os valores do CAA, nas espécies das preciosas e da 2a classe no estrato de
Mopane. No estrato de Ntsotso e Chivondzoane não foi encontrado os valores do CAA
nas espécies da 4a classe, não foram deteminados os valores do CAA nas espécies da 1a,
2a e 4a classes, tanto para o estrato de Mecrusse e de Acacia. Isso é devido em alguns
estratos os individuos de valores comerciais não apresentava o diâmetro minimo de
corte recomendo por regulamento e por outro lado dentro de um estrato as espécies que
lá ocorrem não permite, a ocorrência das outras epécies de valor comercial, é o caso do
estrato de Mecrusse raramente permite a ocorrência das outras espécies no mesmo
estrato.

A tabela 10 apresenta o corte anual admissivel (CAA) das classes comerciais em cada
estrato florestal

Tabela 10: Corte anual admissivel das classes comerciais.

Comunidade de Mahanche Comunidade de Nwamandzele


Classe CAA por estrato (m3/anos) CAA po estrato (m3/anos)
Mopane VC-TS Mopane VC-TS Mecrusse Acacia
Preciosa 13,733 17,316 - 26,702 6,527 62,614
1a classe 616,719 198,761 515,326 82,194 - -
2a classe 37,095 28,095 - 454,533 - -
3 aclasse - - 1,297 325,997 8,500 611,756
4a classe - - 18,656 - - -
CAA-Corte Anual Admissivel; VC-TS-Estrato de Ntsotso e Chivondzoane.

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4.11. Corte Anual Admissível total por cada comunidade


O valor total do corte anual admissível estimado para espécies comerciais para a
comunidade de de Nwamandzele é de cerca 1544.528 m3/anos. Nesta comunidade o
estrato de Tsonto e chiondzoane mostrou um valor muito elevado do corte anual
admissivel com cerca de, 836,666 m3/ha, asseguir segue o estrato de Acácia com cerca
de, 674.37 m3/ha, estrato de Mopane com cerca de, 18,465 e o estrato de Mecrusse com
cerca de 15.027. Na comunidade de Mahanche foi estimado o CAA de cerca de 847,444
m3/anos. O estrato de Mopane apresentou com maior valor do CAA, com cerca de,
704,642 e o estrato de Tsontso/Chivondzoane contribuiu com cerca de, 142,802 m3/anos.

A tabela 10 mostra volume comercial total e o seu corte anual admissível (CAA) por cada
estrato
Tabela 11: Volume Comercial Total e Corte Anual Admissível

Nwamandzele Mahanche
Tipo Florestal VCT (m3) CAA (m3/anos) VCT (m3) CAA (m3/anos)
Mopane 659.463 18.465 23488,06 704,642
Tsontso/Chivondzoane 29,880.936 836.666 5,312,26 142,802
Mecrusse 536.671 15.027 – –
Acácia 24,084.654 674.37 – –

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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

5. CONLUSÃO

 Faram identificados dois (2) tipos florestais na comunidade de Mahanche


(Chigubo) a destacar: estrato de Mopane e estrato de Chivondzuane/Tsontso.
 Na floresta de Nwamandzele foram encontrados (4) estratos forestais: estrato de
Mecrusse, estrato de Acácia, estrato de Mopane e estrato de
Chivondzuane/Tsontso.
 Na floresta de Mahanche foram identificadas cerca de 57 espécies arbóreas, 17
são classificadas como de valor comercial, sendo: 5 espécies pertencem a classe
das preciosas, 4 da primeira classe, 1 da segunda, 4 da terceira e 3 da quarta
classe.
 Na floresta de Nwamandzele foram encontradas cerca de 61 espécies arbóreas
onde: 16 espécies estão classificadas como de valor comercial distribuída em: 4
espécies pertencem a classe das preciosas, 4 da primeira classe, 1 da segunda
classe, 4 da terceira classe e 3 da quarta classe.
 A floresta nativa da comunidade de Mahanche apresentou os seguintes valores
de abundância e dominância (177,453743 Arv/ha e 4,462 m2/ha), os valores dos
volumes comerciais totais foram de (23488.06 e 5,312.265) m3 e com os
seguintes valores do corte anual admissivel (CAA), (704.642 e 142.802) para os
estratos florestais de Mopane e de Tsontso/Chivondzoane.
 Na floresta nativa da comunidade de Nwamandzele, foram encontrados cerca de
(152,912 Arv/há e 4,086 m2/ha), os valores de abundância e dominância, os
valores dos volumes comerciais totais foram de (659.463, 29880.936, 536.671 e
24,084.654) m3 e com (18.465, 836.66, 15.027 e 674.37) m3/anos dos valores do
corte anual admissivel (CAA), para as espécies comercias de aproveitamento
florestal madeireiro, para os estratos florestais de (Mopane,
Tsontso/Chivondzoane, Mecrusse e Acácia).

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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

6. RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se
 Arealização de um estudo similar mais detalhado, com um maior número de
amostras e que se possa incluir a ocorrência da fauna no local factor
determinante e indispensável para a dessiminação da semente;
 Que se faҫa estudos relacionado a regeneraҫão natural de mapeamento de mode
a saber com a máxima confiabilidade do estado da floresta;
 Controlar os níveis de exploração dos recursos florestais nas zonas de alta e
média perturbação através de regulamentos florestais e leis tradicionais
garantindo a sustentabilidade dos recursos florestais em particular para o
Mopane a única espécie preferida para a produção de carvão e lenha;
 Recomenda-se que se faҫa estudo relacionado a avaliaҫão do potencial florestal
não madeireiro de modo a se conhecer as outras fontes alternativas para a
subsistência familiar;
 Intensificar as actividades de fiscalização florestal, de modo a minimizar
actividades de exploração de carvão e queimadas, entre outras que reduzem a
diversidade de PFAM que é fonte subsistência e de dieta em comunidades
dependente da vegetação de Mopane;
 Encontrar fontes alternativas que substitua esta espécie para o fim acima referido
(produção de carvão) como forma de controlar o desmatamento reduzir o efeito
das mudanças climáticas e aquecimento global;
 Avaliar ciclicamente de modo a conhecer a saúde da floresta de Mopane.

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 34


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Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

8. ANEXOS
Anexo 1: Figuras de casos especiais para a determinação de DAPs.

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Anexo 2: Ficha de registo dos dados.

Distrito Data: _______ / ______ /_________ Informação da Parcela


Localidade Longitude (X) N0 de cluster
Equipe Latitude (Y) N0 da Parcela

DAP HT HC
Nr N. Local/Vernacular Nome Cientifico QF ES Observações
(cm) (m) (m)

DAP – diâmetro a altura do peito; HT – altura total; HC – altura comercial; QF – qualidade de fuste; ES – estado sanitário

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Anexo 3: Estrutura horizontal da comunidade de Mahanche.

Floresta de Ntsotso/Chiondzoane
Nome Local ni Ab bs Ab Freq Freq Dom Dom IVI
Rel abs rel abs rel
Canhueiro 10 3.333 1.57 0.47 7.14 0.249 4.27 12.98
Chanatse / Mopane 30 10.000 4.71 0.27 4.08 0.466 7.97 16.76
Chicucutsi 14 4.667 2.20 0.33 5.10 0.108 1.85 9.15
Chiri 4 1.333 0.63 0.07 1.02 0.018 0.31 1.96
Chivondzoane 82 27.333 12.87 0.73 11.22 0.421 7.20 31.30
Chucutso 2 0.667 0.31 0.13 2.04 0.006 0.10 2.46
Conola 6 2.000 0.94 0.07 1.02 0.041 0.71 2.67
Embondeiro 1 0.333 0.16 0.07 1.02 1.349 23.06 24.24
Lhambanzaca 4 1.333 0.63 0.27 4.08 0.017 0.28 4.99
Linhane 24 8.000 3.77 0.33 5.10 0.292 4.99 13.86
Lumanhama / 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.003 0.04 1.22
Mboma
Mecrusse 75 25.000 11.77 0.07 1.02 0.355 6.07 18.86
Mfucani 13 4.333 2.04 0.20 3.06 0.098 1.67 6.77
Mpfilua 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.003 0.06 1.24
Ncai 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.034 0.58 1.76
Nconono 4 1.333 0.63 0.07 1.02 0.020 0.34 1.99
Ncuacua 5 1.667 0.78 0.13 2.04 0.018 0.31 3.14
Ndzivata / Gonicomo 4 1.333 0.63 0.20 3.06 0.023 0.39 4.08
Ngona 3 1.000 0.47 0.07 1.02 0.019 0.32 1.81
Nhiyi 2 0.667 0.31 0.13 2.04 0.019 0.32 2.68
Nkhoro 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.003 0.04 1.22
Ntite 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.003 0.04 1.22
Nulo 7 2.333 1.10 0.33 5.10 0.160 2.74 8.94
Nwambo 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.004 0.08 1.25
Sandalo / M'bandua 4 1.333 0.63 0.07 1.02 0.028 0.47 2.12
Semane 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.004 0.06 1.24
Tlapusane 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.003 0.05 1.23
Tlatlangate 1 0.333 0.16 0.07 1.02 0.006 0.10 1.28
Tsandzandhlophu 20 6.667 3.14 0.13 2.04 0.123 2.10 7.28
Tsontso 287 95.667 45.05 0.93 14.29 1.708 29.19 88.54
Xifata 16 5.333 2.51 0.53 8.16 0.156 2.67 13.34
Zungo 11 3.667 1.73 0.33 5.10 0.092 1.58 8.41

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Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Floresta de Mopane
Nome Local ni Ab bs Ab Rel Freq Freq rel Dom abs Dom rel IVI
abs
BP 3 0.115 0.074 0.01 0.22 0.001 0.03 0.33
Canhueiro 174 6.641 4.281 0.39 11.43 0.416 9.38 25.09
Chakwari 30 1.145 0.738 0.14 4.04 0.031 0.69 5.46
Chanatse / Mopane 3257 124.313 80.143 0.98 28.70 3.444 77.61 186.45
Chanfuta 2 0.076 0.049 0.02 0.45 0.002 0.05 0.55
Chicucutsi 4 0.153 0.098 0.02 0.67 0.002 0.05 0.83
Chidane 2 0.076 0.049 0.02 0.45 0.001 0.03 0.53
Chinda 2 0.076 0.049 0.01 0.22 0.001 0.03 0.30
Chivondzoane 85 3.244 2.092 0.20 5.83 0.062 1.41 9.33
Chivumaila 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.002 0.04 0.28
Conola 8 0.305 0.197 0.02 0.45 0.006 0.13 0.77
Cuacuarimba 6 0.229 0.148 0.03 0.90 0.002 0.05 1.10
Diyane 2 0.076 0.049 0.01 0.22 0.004 0.10 0.37
Embondeiro 5 0.191 0.123 0.02 0.67 0.003 0.07 0.86
Guwazwilo 4 0.153 0.098 0.02 0.45 0.002 0.05 0.60
Lharu 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26
Linhane 7 0.267 0.172 0.03 0.90 0.012 0.26 1.33
Lumanhama / Mboma 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26
Massala 3 0.115 0.074 0.02 0.67 0.005 0.12 0.87
Mecrusse 8 0.305 0.197 0.01 0.22 0.008 0.19 0.61
Mfucani 4 0.153 0.098 0.02 0.45 0.002 0.04 0.59
Mobwane 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26
Mondzo 17 0.649 0.418 0.02 0.67 0.021 0.46 1.55
Nconono 7 0.267 0.172 0.02 0.67 0.008 0.19 1.03
Ncuacua 14 0.534 0.344 0.08 2.47 0.009 0.20 3.01
Ndzangalanguva 52 1.985 1.280 0.18 5.38 0.036 0.81 7.47
Ndzivata / Gonicomo 20 0.763 0.492 0.04 1.12 0.015 0.34 1.96
Ngona 12 0.458 0.295 0.01 0.22 0.007 0.16 0.68
Nhiyi 6 0.229 0.148 0.03 0.90 0.005 0.11 1.15
Nhuma 22 0.840 0.541 0.08 2.47 0.013 0.29 3.29
Nkatlhu 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26
Ntoma / Ebano 4 0.153 0.098 0.01 0.22 0.003 0.07 0.40
Ntungontungo 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.002 0.05 0.29
Nulo 2 0.076 0.049 0.02 0.45 0.007 0.15 0.65
Nwambo 30 1.145 0.738 0.12 3.59 0.040 0.89 5.22
Padza 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.001 0.02 0.27
Pau-preto 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 44


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

RPL 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26


Sandalo / M'bandua 50 1.908 1.230 0.16 4.71 0.059 1.33 7.27
Semane 25 0.954 0.615 0.12 3.59 0.026 0.59 4.79
Sessane 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.001 0.01 0.26
Sipane 3 0.115 0.074 0.01 0.22 0.001 0.02 0.32
Tlatlangate 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.000 0.01 0.26
Tsandzandhlophu 2 0.076 0.049 0.02 0.45 0.003 0.07 0.57
Tsontso 111 4.237 2.731 0.15 4.48 0.099 2.23 9.44
Tsupa 6 0.229 0.148 0.03 0.90 0.004 0.08 1.13
Xicuacuacuane 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.001 0.01 0.26
Xicutsovalombo 1 0.038 0.025 0.01 0.22 0.001 0.01 0.26
Xifata 49 1.870 1.206 0.21 6.28 0.056 1.26 8.74
Zungo 13 0.496 0.320 0.05 1.35 0.012 0.27 1.94

Anexo 4: Estrutura horizontal da comunidade de Nwamandzele


Floresta de Acacia
Nome Local Nome Cientifico ni Ab. Ab. Freq. Freq. Area Dom. Dom. IVI
Abs Rel. Abs. Rel. basal Abs Rel
Balatangate Maerua 10 5 3.077 1 3.077 0.133 0.067 2.950 9.103
angolensis
Boboncanhi Lannea 4 2 1.231 0.4 1.231 0.041 0.020 0.899 3.360
scheinfurthii
Canhueiro Sclerocarya 6 3 1.846 0.6 1.846 0.062 0.031 1.382 5.074
birrea
Chakwari Drypetes 14 7 4.308 1.4 4.308 0.161 0.080 3.553 12.168
mossambicensis
Chanatse/Mopane Colophospermum 10 5 3.077 1 3.077 0.096 0.048 2.127 8.280
mopane
Changua Acacia sp 15 7.5 4.615 1.5 4.615 0.130 0.065 2.880 12.111
Chivondzuane Combretum 5 2.5 1.538 0.5 1.538 0.008 0.004 0.174 3.251
apiculatum
Lharu Xanthoceris 2 1 0.615 0.2 0.615 0.027 0.013 0.588 1.819
zambesiaca
Linhane Albizia forbesii 2 1 0.615 0.2 0.615 0.031 0.015 0.681 1.912
Muambo Manilkara 5 2.5 1.538 0.5 1.538 0.066 0.033 1.470 4.547
mochisia
Mubandua/Ndzophore Spirostachys 6 3 1.846 0.6 1.846 0.049 0.024 1.079 4.772
africaus
Nala Albizia 42 21 12.923 4.2 12.923 0.521 0.260 11.524 37.370
petersiana
Ncaia Acacia 108 54 33.231 10.8 33.231 0.053 0.027 1.182 67.643

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 45


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

nigrescens
Ndzangalanguva Faidherbia 6 3 1.846 0.6 1.846 0.147 0.074 3.257 6.950
albida
Nphoko Salvadora 1 0.5 0.308 0.1 0.308 0.025 0.013 0.563 1.179
persica
Phafa Dovyalis sp 1 0.5 0.308 0.1 0.308 0.025 0.013 0.563 1.179
Sessane Acacia nilotica 28 14 8.615 2.8 8.615 1.023 0.512 22.641 39.872
Tsontso Guibourtia 52 26 16.000 5.2 16.000 0.010 0.005 0.210 32.210
Conjugata
Xifata Commiphora 2 1 0.615 0.2 0.615 0.291 0.145 6.431 7.662
mollis
Xigugutso Boscia 2 1 0.615 0.2 0.615 0.475 0.238 10.516 11.746
mossambicensis
Xilutso Sterculia sp 1 0.5 0.308 0.1 0.308 0.273 0.137 6.050 6.666
Xukutsu Boscia 3 1.5 0.923 0.3 0.923 0.871 0.436 19.279 21.125
albitrunca

Floresta de Mecrusse
Nome Local Nome Cientifico ni Ab. Ab. Freq. Freq. Area Dom. Dom. IVI
Abs Rel. Abs. Rel. basal Abs Rel
Sessane Acacia nilotica 1 0.625 0.217 0.125 0.217 0.011 0.006 0.128 0.563
Ximuho/Imbondeiro Adansonia 3 1.875 0.652 0.375 0.652 0.929 0.465 10.557 11.861
digitata
Linhane Albizia forbesii 1 0.625 0.217 0.125 0.217 0.053 0.027 0.603 1.038
Cimbirre Androstachys 374 233.750 81.304 46.750 81.304 5.015 2.507 56.975 219.583
johnsonii
Xukutsu Boscia albitrunca 7 4.375 1.522 0.875 1.522 0.182 0.091 2.070 5.114
Lumanhama/Mboma Cassia 2 1.250 0.435 0.250 0.435 0.057 0.028 0.646 1.516
abbreviata
Chivondzuane Combretum 16 10.000 3.478 2.000 3.478 0.336 0.168 3.817 10.773
apiculatum
Xinsalassalane Cordia ovalis 2 1.250 0.435 0.250 0.435 0.025 0.012 0.279 1.149
Nhacimbissane Croton 2 1.250 0.435 0.250 0.435 0.019 0.010 0.218 1.087
pseudopuchellus
Tsontso Guibourtia 17 10.625 3.696 2.125 3.696 0.519 0.259 5.893 13.284
Conjugata
Boboncanhi Lannea 1 0.625 0.217 0.125 0.217 0.503 0.251 5.711 6.146
scheinfurthii
Tsandzadlophu Pterocarpus 2 1.250 0.435 0.250 0.435 0.040 0.020 0.451 1.320
lucenes
Canhueiro Sclerocarya 1 0.625 0.217 0.125 0.217 0.173 0.087 1.971 2.406

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 46


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

birrea
Semane Sterculia rogersii 4 2.500 0.870 0.500 0.870 0.092 0.046 1.043 2.782
Wembwane Strophanthus 4 2.500 0.870 0.500 0.870 0.064 0.032 0.727 2.466
kombe
Xicuacuane Strychnos 2 1.250 0.435 0.250 0.435 0.043 0.021 0.485 1.355
decussata
Ncuacua Strychnos 13 8.125 2.826 1.625 2.826 0.133 0.067 1.514 7.167
madagascariensis
Xanangombe Wrightia 2 1.250 0.435 0.250 0.435 0.038 0.019 0.430 1.300
natalensis
Xungu Xeroderris 5 3.125 1.087 0.625 1.087 0.550 0.275 6.252 8.426
stuhlmannii
Ndzungua Xeroderris 1 0.625 0.217 0.125 0.217 0.020 0.010 0.228 0.663
stuhlmannii

Floresta de Mopane
Nome Local N. Cientifico ni Ab. Ab. Freq. Freq. Area Dom. Dom. IVI
Abs Rel. Abs. Rel. basal Abs Rel
Boboncanhi Lannea 1 0.063 0.06 0.01 0.06 0.01131 1.414E 0.032 0.163
scheinfurthii 5 3 5 -05
Canhueiro Sclerocarya 8 0.500 0.52 0.1 0.52 0.30371 3.796E 0.847 1.895
birrea 4 4 4 -04
Chachandau Terminalia 1 0.063 0.06 0.01 0.06 0.01327 1.659E 0.037 0.168
prunioides 5 3 5 3 -05
Chakwari Drypetes 76 4.750 4.97 0.95 4.97 1.58985 1.987E 4.436 14.390
mossambicensis 7 7 1 -03
Chanatse/Mopane Colophospermu 101 63.56 66.6 12.7 66.6 25.5439 3.193E 71.27 204.47
m mopane 7 3 1 -02 5 8
Changua Acacia sp 22 1.375 1.44 0.27 1.44 0.49160 6.145E 1.372 4.253
1 5 1 1 -04
Chivondzuane Combretum 16 1.000 1.04 0.2 1.04 0.18205 2.276E 0.508 2.604
apiculatum 8 8 6 -04
Lharu Xanthoceris 1 0.063 0.06 0.01 0.06 0.02269 2.837E 0.063 0.194
zambesiaca 5 3 5 8 -05
Lhophunga/Quelenga 17 1.063 1.11 0.21 1.11 0.64823 8.103E 1.809 4.035
3 3 3 3 -04
Muambo Manilkara 13 0.813 0.85 0.16 0.85 0.38264 4.783E 1.068 2.770
mochisia 1 3 1 7 -04
Mubandua/Ndzophor Spirostachys 127 7.938 8.31 1.58 8.31 2.11988 2.650E 5.915 22.549
e africaus 7 8 7 8 -03
Nala 50 3.125 3.27 0.62 3.27 0.73120 9.140E 2.040 8.589
4 5 4 7 -04

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 47


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Ncaia Acacia 49 3.063 3.20 0.61 3.20 1.61912 2.024E 4.518 10.936
nigrescens 9 3 9 2 -03
Nconola Terminalia 4 0.250 0.26 0.05 0.26 0.18087 2.261E 0.505 1.029
sericea 2 2 8 -04
Ncuacua Strychnos 6 0.375 0.39 0.07 0.39 0.10335 1.292E 0.288 1.074
madagascariensi 3 5 3 9 -04
s
Ndzangalanguva 28 1.750 1.83 0.35 1.83 0.44471 5.559E 1.241 4.908
4 4 3 -04
Ndzivata / Gonicomo Commiphora 2 0.125 0.13 0.02 0.13 0.03306 4.133E 0.092 0.354
africana 1 5 1 5 -05
Ntoma Cassia 5 0.313 0.32 0.06 0.32 0.07039 8.799E 0.196 0.851
abbreviata 7 3 7 5 -05
Sessane Acacia nilotica 17 1.063 1.11 0.21 1.11 0.36625 4.578E 1.022 3.249
3 3 3 2 -04
Tsandzadlophu Pterocarpus 2 0.125 0.13 0.02 0.13 0.03418 4.273E 0.095 0.357
lucenes 1 5 1 5 -05
Tsontso Guibourtia 43 2.688 2.81 0.53 2.81 0.69785 8.723E 1.947 7.579
Conjugata 6 8 6 8 -04
Xigugutso Boscia 6 0.375 0.39 0.07 0.39 0.07524 9.405E 0.210 0.996
mossambicensis 3 5 3 1 -05
Xilutso 5 0.313 0.32 0.06 0.32 0.04337 5.422E 0.121 0.776
7 3 7 4 -05
Ximapamapane 7 0.438 0.45 0.08 0.45 0.07909 9.886E 0.221 1.138
8 8 8 -05
Xitsalala Gardenia 1 0.063 0.06 0.01 0.06 0.00865 1.082E 0.024 0.155
volkensii 5 3 5 9 -05
Xukutsu 3 0.188 0.19 0.03 0.19 0.04186 5.233E 0.117 0.510
6 8 6 2 -05

Floresta de Ntsontso/Chiondzoane
Nome Local ni Ab. Ab. Freq. Freq. Area basal Dom. Dom. IVI
Abs Rel. Abs. Rel. Abs Rel
Balatangate 20 0.769 0.402 0.154 0.402 0.418 0.000 0.309 1.112
Boboncanhi 46 1.769 0.924 0.354 0.924 2.591 0.002 1.916 3.763
Canhueiro 81 3.115 1.627 0.623 1.626 9.251 0.007 6.840 10.093
Chachandau 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.011 0.000 0.008 0.049
Chakwari 58 2.231 1.165 0.446 1.164 1.828 0.001 1.352 3.681
Chanatse/Mopane 69 2.654 1.386 0.531 1.385 1.828 0.001 1.352 4.123
Chanfuta/Xene 7 0.269 0.141 0.054 0.141 1.459 0.001 1.079 1.360

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 48


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Changua 9 0.346 0.181 0.069 0.181 0.239 0.000 0.177 0.538


chibomboncanhu 4 0.154 0.080 0.031 0.080 0.155 0.000 0.114 0.275
chiondzoane 24 0.923 0.482 0.185 0.482 0.338 0.000 0.250 1.213
Chirri 63 2.423 1.265 0.485 1.265 1.973 0.002 1.459 3.989
Chivondzuane 787 30.269 15.803 6.062 15.820 13.378 0.010 9.891 41.514
chiwondwane 4 0.154 0.080 0.031 0.080 0.038 0.000 0.028 0.189
Cimbirre 30 1.154 0.602 0.231 0.602 0.349 0.000 0.258 1.463
Desc 2-1 5 0.192 0.100 0.038 0.100 0.072 0.000 0.053 0.254
Fomotso 20 0.769 0.402 0.154 0.402 2.231 0.002 1.649 2.452
Lhambandzaca 7 0.269 0.141 0.054 0.141 0.141 0.000 0.104 0.385
Lharu 5 0.192 0.100 0.038 0.100 0.181 0.000 0.134 0.334
Lhophunga/Quelenga 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.108 0.000 0.079 0.120
Linhane 5 0.192 0.100 0.038 0.100 0.156 0.000 0.115 0.316
lumanhama 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.040 0.000 0.030 0.110
Lumanhama/Mboma 22 0.846 0.442 0.169 0.442 0.775 0.001 0.573 1.456
Matumba 6 0.231 0.120 0.046 0.120 0.094 0.000 0.069 0.310
Muambo 23 0.885 0.462 0.177 0.462 0.902 0.001 0.667 1.590
Mubandua/Ndzophore 111 4.269 2.229 0.854 2.228 4.842 0.004 3.580 8.037
Mwedjuane 4 0.154 0.080 0.031 0.080 0.063 0.000 0.046 0.207
Nala 194 7.462 3.896 1.492 3.895 4.799 0.004 3.548 11.339
Ncaia 174 6.692 3.494 1.338 3.493 9.216 0.007 6.814 13.801
Nconola 48 1.846 0.964 0.369 0.964 0.944 0.001 0.698 2.625
Ncuacua 112 4.308 2.249 0.862 2.249 1.680 0.001 1.242 5.739
Ndzangalanguva 17 0.654 0.341 0.131 0.341 0.471 0.000 0.348 1.031
Ndzivata / Gonicomo 7 0.269 0.141 0.054 0.141 0.483 0.000 0.357 0.639
Ndzungua 103 3.962 2.068 0.792 2.068 5.624 0.004 4.158 8.294
Nhacimbissane 8 0.308 0.161 0.062 0.161 0.102 0.000 0.075 0.396
Nhambwane 4 0.154 0.080 0.031 0.080 0.070 0.000 0.052 0.213
Nhiyi 14 0.538 0.281 0.108 0.281 0.606 0.000 0.448 1.010
Nhuma 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.035 0.000 0.026 0.066
Nombo 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.011 0.000 0.008 0.049
Ntita 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.008 0.000 0.006 0.046
Ntoma 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.049 0.000 0.036 0.117

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 49


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de Mahanche (Chigubo) e
Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Nulo 23 0.885 0.462 0.177 0.462 2.165 0.002 1.601 2.525


Nwambwane 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.016 0.000 0.012 0.092
Nzari 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.017 0.000 0.013 0.093
Nzenga 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.015 0.000 0.011 0.052
Nzungo 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.027 0.000 0.020 0.100
Phaphatsane 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.171 0.000 0.126 0.206
sandalo 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.098 0.000 0.073 0.153
Semane 130 5.000 2.610 1.000 2.610 2.617 0.002 1.934 7.155
Sessane 7 0.269 0.141 0.054 0.141 0.181 0.000 0.134 0.415
Timba 7 0.269 0.141 0.054 0.141 0.515 0.000 0.381 0.662
Tsandzadlophu 262 10.077 5.261 2.015 5.260 5.542 0.004 4.097 14.618
Tsantsanjhovo 8 0.308 0.161 0.062 0.161 0.081 0.000 0.060 0.381
Tsontso 2133 82.038 42.831 16.408 42.823 48.765 0.038 36.053 121.708
Tsontso/Chivondzuane 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.018 0.000 0.013 0.053
tsotso 98 3.769 1.968 0.754 1.967 1.356 0.001 1.003 4.938
wembwane 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.040 0.000 0.029 0.110
xacuari 32 1.231 0.643 0.246 0.642 2.152 0.002 1.591 2.876
Xangangambe 5 0.192 0.100 0.038 0.100 0.283 0.000 0.209 0.410
Xicuacuane 10 0.385 0.201 0.077 0.201 0.125 0.000 0.092 0.494
xifata 7 0.269 0.141 0.054 0.141 0.109 0.000 0.081 0.362
xikukutse 12 0.462 0.241 0.092 0.241 0.429 0.000 0.317 0.799
Xikwavutlhulu 1 0.038 0.020 0.008 0.020 0.049 0.000 0.036 0.076
Xilutso 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.017 0.000 0.013 0.093
Ximapamapane 9 0.346 0.181 0.069 0.181 0.208 0.000 0.154 0.515
Xinungumafe 7 0.269 0.141 0.054 0.141 0.082 0.000 0.061 0.342
xiri 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.098 0.000 0.073 0.153
Xitsalala 5 0.192 0.100 0.038 0.100 0.050 0.000 0.037 0.238
xukutso 2 0.077 0.040 0.015 0.040 0.066 0.000 0.049 0.129
Xukutsu 75 2.885 1.506 0.577 1.506 1.539 0.001 1.138 4.150
Xungu 29 1.115 0.582 0.223 0.582 0.868 0.001 0.642 1.806

Volumes comercial total e Cortes anuais admissíveis das espécies a Madereiras de Mahanche
Estrato de Chiondzoane/Tsontso

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página 50


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Nome Local C. Comercial co DM 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 ≥ 60 Volume VCT CAA
dig C
Sandalo / Preciosa 0 30 0,024 0,048 0 0 0 0 0 0 0
M'bandua
Tsontso Preciosa 0 40 3,878 1,629 0,211 0,194 0 0 0,194 577,203 17,316
Mecrusse 1a Classe 1 30 0,905 0,308 0 0 0 0 0 0 0
Nulo 1a Classe 1 30 0,038 0 0 0,739 0 0 0,739 2202,736 66,082
Canhueiro 2a Classe 2 50 0,043 0,028 0,502 0,314 0 0 0 0 0
Conola 3a Classe 3 30 0,066 0,060 0 0 0 0 0 0 0
Zungo 3a Classe 3 40 0,100 0,059 0,085 0 0 0 0 0 0
Ncai 3a Classe 3 40 0 0 0,163 0 0 0 0 0 0
Chanatse / 1a Classe 1 30 0,125 0,858 0,634 0,849 0 0 0,849 2532,326 75,970
Mopane
Nwambo 4a Classe 4 40 0,011 0 0 0 0 0 0 0 0
5,188 2,990 1,594 2,096 0 0 1,7820 5312,27 159,7

Tabela do estrato de Mopane.


Nome Local C. cod DMC 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 ≥ 60 Volume VCT CAA
Comercial
Pau-preto Preciosa 0 20 0,000 0 0 0 0 0 0 0 0
Sandalo / Preciosa 0 30 0,044 0,049 0,0155 0,036 0,02695 0 0,078 369,917 11,098
M'bandua
Tsontso Preciosa 0 40 0,161 0,128 0,0291 0,019 0 0 0,019 87,843 2,635
Ntoma / Preciosa 0 50 0,004 0,004 0 0 0 0 0 0 0
Ebano
Mecrusse 1a Classe 1 30 0,016 0,016 0 0 0 0 0 0 0
Nulo 1a Classe 1 30 0,001 0 0 0,041 0 0 0,041 192,020 5,761
Chanatse / 1a Classe 1 30 4,081 4,115 2,520 1,118 0,374 0,293 4,306 20365,270 610,958
Mopane
Mondzo 1a Classe 1 40 0,037 0,057 0,046 0 0 0 0 0 0
Chanfuta 1a Classe 1 50 0,006 0,006 0 0 0 0 0,261 1236,503 37,095
Canhueiro 2a Classe 2 50 0,190 0,321 0,554 0,559 0,097 0,164 0,261 1236,503 37,095
Conola 3a Classe 3 30 0,014 0,009 0 0 0 0 0 0 0
Zungo 3a Classe 3 40 0,009 0,044 0 0 0 0 0 0 0
Nhuma 3a Classe 3 40 0,020 0,006 0 0 0 0 0 0 0
Sessane 4a Classe 4 30 0,002 0 0 0 0 0 0 0 0
Chivumaila 4a Classe 4 40 0 0,003172 0 0 0 0 0 0 0
4,585 4,759 3,165 1,772 0,498 0,457 4,966 23488,056 704,642

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página I


Avaliação do Potencial Florestal para Aproveitamento Madeireiro nas Comunidades de
Mahanche (Chigubo) e Nwamandzele (Mabalane) (Gaza).

Cortes anuais admissíveis da floresta de Nwamandzele.


Floresta de Acacia.
N. científico N. local Classe DMC (Cm) E. Acacia E.Mecrusse E. Mopane E. VC-TS CAAT
Diospyros Ntoma Preciosa 50 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
mespiliformi
s
Guibourtia Ntsotso Preciosa 40 62,614 0,000 0,000 26,702 89,316
conjugata
Spirostachys Sandalo Preciosa 30 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
africana
Afzelia Chanfuta 1a classe 50 0,000 0,000 0,000 35,942 35,942
quanzensis / Xene
Androstachy Cimbirre 1a classe 30 0,000 6,527 0,000 0,000 6,527
s johnsonii
Colophosper Chanatse 1a classe 30 0,000 0,000 515,326 46,252 561,578
mum /
mopane Mopane
Pteleopis xiri 2a classe 40 0,000 0,000 0,000 52,760 52,760
myrtifolia
Sclerocarya Canhueir 2a classe 50 0,000 0,000 0,000 401,773 401,773
birrea o
Acacia Ncaia 3a classe 40 611,756 0,000 7,562 118,025 737,343
nigrescens
Albizia Nala 3a classe 40 0,000 0,000 0,000 19,590 19,590
petersiana
Faidherbia Ndzungu 3a classe 40 0,000 0,000 0,000 160,645 160,645
albida a
Terminalia Nconola 3a classe 30 0,000 0,000 1,297 3,167 4,464
sericea
Xeroderris Zungu 3a classe 40 0,000 8,500 0,000 24,570 33,070
stuhlmannii
Acacia Sessane 4a classe 30 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
nilotica
Acacia sp Changua 4a classe 40 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Acacia Lhophun 4a classe 40 0,000 0,000 18,656 0,000 18,656
xanthophloe ga
a /Queleng
a

Luís, Johane Rui-Trabalho Final Página II

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