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FACULDADE DO VALE DO JAGUARIBE


CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA

MARIZA DA COSTA SILVA

OS JOGOS EDUCATIVOS COMO MEIOS PARA MELHORIA DA


APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I

ARACATI-CE
2019
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MARIZA DA COSTA SILVA

OS JOGOS EDUCATIVOS COMO MEIOS PARA MELHORIA DA


APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I

Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de


Graduação em Pedagogia, da Faculdade do
Vale do Jaguaribe (FVJ).

Orientadora: Prof.ª Maria Adriana Valentim


Wandermurem

ARACATI-CE
2019
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................03
2 INFORMAÇÕES PRELIMINARES DO PROJETO
2.1Tema....................................................................................................................04
2.2 Problema.............................................................................................................04
2.3 Hipóteses............................................................................................................04
2.4 Objetivos
2.4.1 Objetivo Geral...................................................................................................04
2.4.2 Objetivos Específicos........................................................................................05
1.5 Justificativa.........................................................................................................05
3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 Conceitos e finalidades dos jogos e brincadeiras................................................07
3.2 JOGOS E BRINCADEIRAS: possibilidades motivadoras de aprendizagem........09
3.3 Jogos e brincadeiras adaptados às fases do desenvolvimento infantil................10
3 METODOLOGIA.....................................................................................................13
5 CRONOGRAMA......................................................................................................14
REFERÊNCIAS..........................................................................................................15
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1 INTRODUÇÃO

Os jogos e brincadeiras são instrumentos indispensáveis para o


desenvolvimento das atividades e aprendizagens na Educação Infantil, contribuindo
para o ensino e a apreensão de conhecimentos diversos que vão desde a
compreensão de mundo à aquisição de informações e habilidades por parte das
crianças.
Aprender com o lúdico é despertar a curiosidade e a sensibilidade da criança.
Em cada brincadeira, experiência, descoberta, história, quebra-cabeça, surpresa,
exercício, há sempre uma finalidade específica ou uma significação, além do fator de
interesse e motivação. É brincando que a criança apreende com mais facilidade as
primeiras lições de vida.
Compreendendo a necessidade de se trabalhar com jogos e brincadeiras na
Educação Infantil, o presente Projeto discorre sobre o tema “Os jogos educativos
como meios para melhoria da aprendizagem dos alunos do 2º ano do Ensino
Fundamental I”, com a pretensão de estimular a criatividade e propiciar momentos
divertidos de aprendizagem, interação e envolvimento entre alunos e professores,
tornando as aulas mais interessantes e motivadoras.
A discussão acerca da importância das atividades lúdicas na Educação
Infantil busca compreender como se processa a aprendizagem na criança, pautada
em elementos reais, concretos, mesmo que partindo de sua fantasia. Essas
atividades auxiliam na descoberta da criatividade, ajudando a criança a se
expressar, analisar, criticar e transformar a realidade à sua volta.
Ao brincar e ao jogar a criança está representando o mundo ao seu modo, o
que implica dizer que ao realizar essa ação, a criança está apreendendo os modos
de agir no meio social. Por mais que a criança aja de maneira inconsciente, ela está
aprendendo, seja por estímulos do meio, seja por estímulos dos adultos.
Este trabalho buscou levantar questões relevantes à prática dos jogos e
brincadeiras, propiciando o conhecimento e a compreensão sobre as atividades que
devem ser trabalhadas com crianças da Educação Básica, sobretudo do 2° ano do
Ensino Fundamental I. Espera-se que as informações contidas neste trabalho
possam ajudar ao educador infantil, na organização e planejamento de suas
atividades.
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2 INFORMAÇÕES PRELIMINARES DO PROJETO

2.1Tema
Os jogos educativos como meios para melhoria da aprendizagem dos alunos
do 2º ano do Ensino Fundamental I

2.2 Problema
A relevância deste estudo consiste em evidenciar a necessidade da prática
dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento social e aprendizagem da
criança, pois é através destas atividades lúdicas que ela construirá as bases para
a compreensão do mundo que a cerca. Nesse contexto, reflete-se sobre o
processo de ensino das crianças e de que modo pode ser bem elaborado e
desenvolvido.
Diante dessa proposição, evidenciam-se como questões
problematizadoras deste estudo: “Como os jogos e as brincadeiras contribuem
para a aprendizagem das crianças”? “Qual a importância dessas ferramentas no
cotidiano escolar das crianças”? “Qual a postura das escolas e dos educadores
mediante a necessidade da criança se desenvolver através de atividades lúdicas
como jogos e brincadeiras?”.

2.3 Hipótese
O lúdico deve ser considerado como parte integrante do currículo na
Educação Infantil, enquanto ferramenta pedagógica imprescindível para facilitar a
aprendizagem das crianças.

2.4 Objetivos

2.4.1 Objetivo Geral


 Compreender a importância dos jogos e das brincadeiras para o
desenvolvimento e aprendizagem das crianças.
2.4.2 Objetivos Específicos

 Analisar as fases de desenvolvimento da criança segundo a teoria de Piaget;


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 Identificar os jogos e brincadeira apropriados para cada fase de


desenvolvimento da criança;
 Propiciar o conhecimento e a compreensão sobre as atividades que devem
ser trabalhadas com crianças do Ensino Fundamental I;
 Contribuir para a prática pedagógica dos educadores infantis na aplicabilidade
de jogos e brincadeiras.

2.5 Justificativa
A criança, em todas as épocas e culturas, utiliza grande parte de seu tempo
com brincadeiras. É dessa forma, brincando, que a criança constrói o significado de
si mesma, dos outros, das situações e do mundo onde vive, pois a brincadeira é o
meio que ela usa para explorar o mundo. Brincar é construir significados.
Os jogos e brincadeiras permeiam os ambientes de ensino para crianças, que
aprendem sem se dar conta, progredindo gradualmente na aquisição de habilidades
como comunicação, compreensão de espaço, lateralidade, relações interpessoais,
conhecimento do próprio corpo e outros.
Segundo Alessandra Arce (2002), o filósofo alemão, Friedrich Fröebel (1782-
1852), criador dos Jardins de Infância, iniciou no século XIX estudos sobre o lúdico
como recurso em sala de aula, colocando o jogo como parte essencial do trabalho
pedagógico. Ele acreditava que brincar era a fase mais importante da infância,
refletindo posteriormente na vida adulta do indivíduo. Desse modo, defendia um
ensino sem obrigações, porque o aprendizado depende dos interesses de cada um
e se faz por meio da prática.
No século XX (1901-2000), a Pedagogia tradicional, contrapondo-se às ideias
de Fröebel, priorizou o conteúdo em detrimento dos jogos e brincadeiras, relegando
a ludicidade a segundo plano. Por muito tempo, confundiu-se ‘ensinar’ com
‘transmitir’, tornando o aluno um agente passivo do processo de aprendizagem.
Na década de 90, com a promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB, 1996), voltou-se a pensar pedagogicamente no uso das
atividades lúdicas, levando o aluno a ser agente ativo da construção do seu próprio
conhecimento.
Entretanto, no cotidiano de algumas escolas nota-se ainda a ausência dos
jogos e das brincadeiras, inclusive no Ensino Fundamental I, sendo estes
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substituídos, em alguns casos, por atividades que não condizem com a realidade
das crianças, realizados apenas para passar o tempo, sem que haja um
direcionamento destes para que se possa planejar e pensar o desenvolvimento
corporal e social das crianças através de sua concretização.
As instituições de ensino, em geral, ignoram o rico e vasto mundo de cultura
infantil, repleto de movimentos, de jogos, de fantasia. Até o 4º ano do Ensino
Fundamental, a escola conta com alunos cuja maior especialidade é brincar. É
lamentável que esse enorme conhecimento não seja aproveitado como conteúdo
escolar (FREIRE, 2006).
O Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI) sinaliza a
importância de se destinar um tempo para as brincadeiras e jogos, afirmando que:
As brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aqueles que
possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos
de tabuleiro), jogos tradicionais, didáticos, corporais etc., propiciam a
ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica
(BRASIL, 1998, p. 28)
.
Nesta perspectiva, através da observação de que a prática de atividades
lúdicas no Ensino Fundamental ainda é muito escassa nas escolas, justifica-se a
realização desta pesquisa que visa compreender a utilização dos jogos e das
brincadeiras como possibilidade de aprendizagem para as crianças.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

O Referencial Teórico desta pesquisa está estruturado em três tópicos, a


saber: Conceitos e finalidades dos jogos e brincadeiras; JOGOS E BRINCADEIRAS:
possibilidades motivadoras de aprendizagem; Jogos e brincadeiras adaptados às
fases do desenvolvimento infantil.

3.1 Conceitos e finalidades dos jogos e brincadeiras


Os jogos e as brincadeiras estão presentes em todas as fases da vida dos
seres humanos, tornando sua existência especial. Trazem alegria, entretenimento,
sociabilidade, criatividade. São elementos que desenvolvem a coordenação motora,
o raciocínio, as relações sociais, o envolvimento, bem como fortalecem laços
coletivos.
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Na infância, as brincadeiras são muito importantes, pois é brincando que a


criança aprende, desenvolve sua imaginação, o seu poder de criação, além de
aptidões físicas. Ao brincar, as crianças criam e repensam os acontecimentos e
assumem papéis.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
(RCNEI):
Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da
identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo, poder se
comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde representar determinado
papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação (BRASIL,
1998, p. 22).

Analisando o que preconiza o RCNEI (BRASIL, 1998), entende-se que ao


jogar ou brincar, as crianças atribuem às suas brincadeiras sentidos interligados à
realidade. Sendo assim, o jogo representa um fator relevante no desenvolvimento do
ser humano.
Kishimoto (2011, p. 20-21), refere-se ao brinquedo como uma ferramenta que
a criança usa para representar a realidade:
Admite-se que o brinquedo represente certas realidades. Uma
representação é algo presente no lugar de algo. Representar é
corresponder a alguma coisa e permitir sua evocação, mesmo em sua
ausência. O brinquedo coloca a criança na presença de reproduções: tudo o
que existe no cotidiano, a natureza e as construções humanas. Pode-se
dizer que um dos objetivos do brinquedo é dar à criança um substituto dos
objetos reais, para que possa manipulá-los.

Interpretando a fala desse autor, infere-se que a brincadeira faz parte da


natureza das crianças e é o jeito mais simples de compreenderem a realidade e a si
mesmas. Por intermédio da brincadeira a criança desenvolve os sentidos, aprende a
falar e expor suas ideias e também a compartilhá-las, a liberar a criatividade, soltar a
imaginação, expressar sentimentos e conhecer o mundo.
Para Piaget (1973), a criança faz da brincadeira uma atitude séria. Desse
modo, é preciso que seja criado um espaço alegre e principalmente educativo, onde
ela possa viver momentos de recriação e prazer. Assim, selecionam-se jogos e
brincadeiras que contribuam para seu crescimento e desenvolvimento, observando
aspectos, como: conhecimento do seu próprio corpo e do outro; exploração do
espaço e do tempo; respeito a si e ao outro; cooperação e participação afetiva;
aprendizagem com regras e limites; autoconfiança e afetividade; liberação das
tensões; prazer e alegria.
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O RCNEI sinaliza a importância de se destinar um tempo para as brincadeiras


e jogos, afirmando que:
As brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aqueles que
possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos
de tabuleiro), jogos tradicionais, didáticos, corporais etc., propiciam a
ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica
(BRASIL, 1998, p. 28).

Estas atividades lúdicas são importantes para a educação das crianças, uma
vez que sua prática pode promover intervenções quanto à cooperação, convivência,
participação, inclusão, dentre outros. Através dos jogos os alunos aprendem a
acatar regras, esperar por sua vez de jogar e aceitar o resultado, o que permite que
aprendam a lidar com as frustrações. Eles podem experimentar, descobrir, inventar
e, consequentemente, aprender.
Um fator de fundamental importância no desenvolvimento das crianças é a
socialização. Através dos jogos e brincadeiras em grupos, as crianças mantêm um
contato direto e mais próximo com os seus colegas. Dessa forma, aprendem a
respeitar o outro, assim como determinadas regras que serão cobradas delas pela
sociedade. Esperar a sua vez, ter paciência, interagir com o outro, ser responsável,
não trapacear, raciocinar, ter agilidade e confiança em si próprio.
O trabalho em grupo é essencial nesse momento, pois a interação com o
outro traz para a criança o auge da socialização ao partilhar, dividir e realizar um
trabalho em equipe, com um objetivo comum a todos.
Nessa perspectiva, a escola, que dispõe de espaço livre e cria momentos
para as crianças ficarem reunidas, é o lugar ideal para a prática de atividades
lúdicas. Os jogos promovem a integração social, entretanto, é preciso entender que
para fazer parte das atividades pedagógicas da escola, o jogo precisa ter objetivo
didático. Quando devidamente planejados, os jogos constituem um riquíssimo
recurso pedagógico, muito eficaz para a construção do saber.

3.2 JOGOS E BRINCADEIRAS: possibilidades motivadoras de aprendizagem


No contexto da Educação Infantil é primordial reconhecer a importância das
atividades lúdicas para o desenvolvimento das crianças, incentivando a utilização de
jogos e brincadeiras como possibilidades motivadoras de aprendizagem. Segundo
Santos (2011, p. 23):
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A escola ludicamente inspirada não é aquela que realiza todas as atividades


com jogos, mas aquela em que as características lúdicas influenciam o
modo de ser do educador e interferem na organização do ambiente, na
seleção das atividades e na visão que se tem de criança, jovem, adulto e
idoso, enfim, do ser humano.

Com base na fala da autora acima referenciada, compreende-se que os jogos


estão presentes na vida de todas as pessoas, ocupando lugar de destaque na
educação escolar pelo fato de estimular o desenvolvimento físico e mental das
crianças e jovens.
Em se tratando das atividades lúdicas como recursos pedagógicos
necessários à aprendizagem das crianças, Malaquias e Ribeiro (2013, p. 2), assim
acrescentam:
O lúdico como método pedagógico prioriza a liberdade de expressão e
criação. Por meio dessa ferramenta, a criança aprende de uma forma
menos rígida, mais tranquila e prazerosa, possibilitando o alcance dos mais
diversos níveis do desenvolvimento.

Uma observação importante acerca da aplicabilidade dos jogos e


brincadeiras, enquanto ferramenta pedagógica, é a interação e a participação no
desenvolvimento das atividades previstas por cada jogo. Estas atividades lúdicas
ajudam as crianças a desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento
independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Para isso, é
necessário que a criança possa manusear, sentir, usar todos os órgãos dos sentidos
a fim de apropriar-se de conhecimentos já obtidos no seu cotidiano.
Segundo Piaget, “a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades
intelectuais da criança sendo por isso, indispensável à prática educativa” (1998, p.
23). Ao brincar e ao jogar a criança está representando o mundo ao seu modo, o
que implica dizer que ao realizar essa ação, a criança está apreendendo os modos
de agir no meio social. Por mais que a criança aja de maneira inconsciente, ela está
aprendendo, seja por estímulos do meio, seja por estímulos dos adultos.

3.3 Jogos e brincadeiras adaptados às fases do desenvolvimento infantil


Jean Piaget (1896-1980), renomado educador natural da Suíça, considerado
um dos mais importantes pensadores do século XX, explica que o desenvolvimento
da inteligência humana é determinado pelas ações mútuas entre o individuo e o
meio.
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Com base na obra de Piaget ‘A formação do símbolo na criança’ (1973),


verifica-se que o desenvolvimento humano realiza-se através de estágio, de fases,
para todos os indivíduos que possuem o mesmo desenvolvimento normal. São elas:
1. Fase sensório motora (do nascimento até os 2 anos) ; 2. Fase pré-motora (dos 2
aos 7 anos); 3. Fase das operações concretas (dos 7 aos 11/12 anos). Para cada
fase do desenvolvimento da criança há brinquedos mais adequados, conforme o
exposto abaixo:
 Fase sensório-motora (do nascimento até os 2 anos)
No estágio sensório-motor a criança brinca sozinha e sem auxilio de regra.
Ela toma consciência de suas novas capacidades, pois cada nova aprendizagem
que faz, ela volta a utilizar estes jogos que acabam por formar novos esquemas de
ação ou de conduta. O jogo de exercício caracteriza-se pelo puro prazer que, por
sua vez, traz um significado à ação. Apesar de estes jogos aparecerem nos
primeiros anos de vida, eles reaparecem durante toda a infância e, muitas vezes, até
na idade adulta.
 Fase pré-motora (dos 2 aos 7 anos)

Na fase pré-motora a fantasia perde um pouco o espaço, e a criança começa


a construir sua identidade. Agora, tem mais autonomia – adora escolher a roupa que
quer usar, por exemplo. As bonecas, bolsas e bijuterias começam a fazer sucesso
com as meninas. Também costuma ser o momento em que os garotos têm vontade
de brincar com postos de gasolina, trenzinhos e caminhões. Nessa idade, em que já
existe o convívio e a interação com outras crianças, jogos e atividades em grupo são
importantes para que pais e educadores comecem a passar valores éticos, como
dividir os brinquedos e não tomar o do outro. A criança começa adquirir a noção de
regras e começa a jogar com outras crianças. Ela ainda encontra o mesmo prazer
dos jogos anteriores, porém neste momento ela passa a usar os símbolos. Há então
a presença do faz-de-conta onde a criança utiliza outros objetos para simbolizar que
está comendo, ou dormindo, ou fazendo qualquer outra atividade.
 Fase das operações concretas (dos 7 aos 11/12 anos),
É a fase da construção da aprendizagem. Neste sentido, é fundamental
estimular a leitura de livros, revistas e histórias em quadrinhos. É também a fase da
competição, dos jogos com regras. A criança já pode participar de atividades que
exijam mais raciocínio lógico, como jogos de cartas e tabuleiro, revistas de
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passatempo e quebra-cabeças mais elaborados. São essenciais atividades lúdicas,


como fazer uma pipa e aprender a colocá-la para voar. A criança precisa de
atividades que a introduzam no mundo social. Ela já é capaz de entender que
existem regras universais, e essas atividades ficam ainda melhores quando
possibilitam a interação com outras crianças. Por isso, esse é um bom momento
para estimular a prática de atividades esportivas. Os jogos fazem com que a criança
tenha consciência do outro, e de que o mundo se apresenta socializado, regido por
regras. Nessa idade, a criança já é capaz de aprender a lidar com a frustração de
perder.
 Como explicita Piaget (1973), as brincadeiras e os jogos em situações
escolares devem ser planejados de acordo com as fases de desenvolvimento
da criança, ou seja, para cada fase do desenvolvimento há brinquedos mais
adequados que propiciam à criança extravasar sua energia e imaginação, e a
desenvolver habilidades como coordenação motora e raciocínio. Os alunos do
2° ano do Ensino
 Fundamental, público alvo desta pesquisa, enquadram-se na fase das
operações concretas.
 Considerando a intrínseca relação das crianças com as atividades lúdicas, a
escola deve oferecer oportunidades para a construção do conhecimento
através das descobertas e invenções que as crianças acabam adquirindo
estando em contato com jogos e brincadeiras. Aos professores cabe
aperfeiçoar o processo de descoberta das crianças.
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) esclarecem que o professor
deve ter propostas claras sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim
de possibilitar o planejamento de atividades de ensino para a aprendizagem
de maneira adequada e coerente com seus objetivos. É a partir dessas
determinações que o professor elabora a programação diária de sala de aula
e organiza sua intervenção de maneira a propor situações de aprendizagem
ajustadas às capacidades cognitivas dos alunos (BRASIL, 1997).
Embora muitos professores reconheçam o lúdico como um componente
importante para o processo ensino e aprendizagem, segundo as observações
pontuadas nesta pesquisa, a maioria ainda não consegue inserir as atividades

 lúdicas nas suas aulas de modo efetivo, ou seja, como parte integrante das
atividades cotidianas dos alunos.
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 É imprescindível que o educador propicie momentos que induzam a criança a


se sentir estimulada a brincar, pois, durante essas atividades ela está
desenvolvendo e criando uma relação de troca de informações com o meio e
com as outras crianças, assim como também adquire informações advindas
das atitudes dos adultos.
 No contexto educacional, é possível apontar as atividades lúdicas como um
importante instrumento que pode ser utilizado para proporcionar a
aprendizagem dos alunos, pois as crianças sentem-se felizes com o que
proporciona prazer, mesmo que seja algo simples. Nesse aspecto, Redin
(2007, p. 91) assim afirma: “A criança, muito mais do que o adulto, ainda é
capaz de extasiar-se com as coisas simples da vida”.
 Ante o exposto, entende-se o quão é importante aplicar atividades e jogos
para que as crianças sejam capazes de construir seus conceitos, reconhecer
os seus limites, exercitar a sociabilidade, a participação, a cooperação, enfim,
que comecem a aprender a conviver em harmonia com as outras crianças.
 Molda-se o caráter do ser humano nos primeiros anos de vida, o que implica
na necessidade da criança ser bem orientada nessa fase inicial da Educação
Básica, a fim de que possa adquirir autonomia, e, assim, exercer com
dignidade sua cidadania.

4 METODOLOGIA

A metodologia utilizada nesta pesquisa é bibliográfica e documental, tendo


como objetivo esclarecer a importância do uso de jogos e brincadeiras para facilitar
a aprendizagem das crianças do 2° ano do Ensino Fundamental I.
No caso da pesquisa bibliográfica a principal fonte de informação são os
livros, artigos, periódicos, acesso à internet, e similares. A pesquisa bibliográfica
está presente em todos os trabalhos acadêmicos, uma vez que é nesta etapa do
trabalho que se fundamenta teoricamente o tema ou fenômeno em discussão.
Segundo Lakatos (1992, p. 44), “a pesquisa bibliográfica pode, portanto, ser
considerada também como o primeiro passo de toda pesquisa científica”. Uma de
suas características principais é dar ao pesquisador uma bagagem teórica variada,
contribuindo para ampliar o conhecimento e fazer da pesquisa um material rico
sobre o assunto, fundamentando teoricamente o material a ser analisado.
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Assim, além de ampliar seus conhecimentos, o pesquisador torna-se um leitor


na busca e levantamento dos dados e informações, o que contribui para o seu
próprio enriquecimento profissional.
Com a finalidade de se alcançar os objetivos propostos nesta pesquisa, o
levantamento bibliográfico, apoiou-se, sobretudo, no Referencial Curricular Nacional
para a Educação Infantil (RCNEI, 1998) e nos pressupostos teóricos de Jean Piaget
e Bärbel Inhelder em relação à obra Psicologia da Criança (1968).
A pesquisa documental é muito semelhante à pesquisa bibliográfica. As
fontes de pesquisa documental são as mais diversas, como: materiais escritos
(jornais, revistas, diários, obras literárias, científicas e técnicas, cartas, memorandos
e relatórios) e outros.
Para Godoy (1995, p. 22), os documentos podem também ser classificados
como primários, que são aqueles produzidos por pessoas que vivenciaram
diretamente o evento que está sendo estudado; ou secundário, quando coletados
por pessoas que não estavam presentes por ocasião de sua ocorrência.
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5 CRONOGRAMA

ATIVIDADE AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Pesquisa do X X
tema
Pesquisa X X X
bibliográfica
Coleta de X X X
dados
Discussão X X
dos dados
Elaboração X
do trabalho
Entrega do X
trabalho
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REFERÊNCIAS

ARCE, Alessandra. Friedrich Fröebel: O pedagogo dos jardins de infância.


Petrópolis: Vozes, 2002.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares


Nacionais: apresentação dos temas transversais, ética / Secretaria de Educação
Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação


Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília:
MEC/SEF, 1998.

FREIRE, Joao Batista. Educação de corpo inteiro: Teoria e prática da Educação


Física. São Paulo: Editora Scipione, 2006.

GODOY, Ângela. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. RAE – Revista de


Administração de Empresas, v. 35, n. 3, 20-29, 1995.

KISHIMOTO, Tizuko M. et al. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14° ed.


São Paulo: Cortez, 2011.

LAKATOS, Maria Eva. MARCONI, Maria de Andrade. Metodologia do trabalho


cientifico. 4 ed. São Paulo. Revista e Ampliada. Atlas, 1992.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3ªed. Rio de Janeiro: ed.


Zahar, 1973.

PIAGET, Jean; INHELDER, Bärbel. A Psicologia da Criança. Trad. Octavio M.


Cajado. São Paulo: Difel, 1968. 146 p.

REDIN, M. M. Planejando na educação infantil com um fio de linha e um pouco


de vento. In. REDIN, E.; MÜLLER, F.; REDIN, M. (Orgs.). Infâncias: cidades e
escolas amigas das crianças. Porto Alegre: Mediação, 2007. p. 83-99.

SANTOS, Santa Marli Pires dos. O brincar na escola: Metodologia Lúdico-vivencial,


coletâneas de jogos, brinquedos e dinâmicas. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

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