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Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL

Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no


Sistema Elétrico Nacional - PRODIST

Módulo 3

ACESSO AOS SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO

PND1-XXX-YYY REV. XX

03 de junho de 2005
ÍNDICE

MÓDULO 3 – ACESSO AOS SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO ........................................................ 3


Seção 3.1 – CRITÉRIOS TÉCNICOS E OPERACIONAIS ............................................................
Seção 3.2 – REQUISITOS DE PROJETO......................................................................................
Seção 3.3 – PROCEDIMENTOS PARA SOLICITAÇÃO DE ACESSO...........................................
Seção 3.4 – IMPLANTAÇÃO DE NOVAS CONEXÕES..................................................................
Seção 3.5 – REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA OPERAÇÃO, MANUTENÇÃO E
SEGURANÇA DA CONEXÃO.....................................................................................
Seção 3.6 – CONTRATOS..............................................................................................................

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MÓDULO 3 – ACESSO AOS SISTEMAS DE
DISTRIBUIÇÃO

1 INTRODUÇÃO

1.1 O objetivo do Módulo 3 dos Procedimentos de Distribuição, PRODIST, é


estabelecer as condições de acesso e conexão aos sistemas elétricos de distribuição
por acessantes, compreendendo critérios técnicos e operacionais, requisitos de projeto,
informações e dados para fins de conexão e uso dos sistemas de distribuição.

1.2 O estabelecimento de tais condições visa possibilitar que as conexões sejam


planejadas, projetadas, construídas, comissionadas, operadas e mantidas, com a
preservação da segurança pessoal e dos sistemas elétricos, da qualidade do serviço
prestado e da confiabilidade operativa. Deve também assegurar o monitoramento
adequado dos valores das grandezas elétricas.

1.3 Entende-se por Acessante todo usuário que possua instalações, tanto de
consumo como de produção de energia elétrica, que se conecta ao sistema elétrico de
uma Concessionária ou Permissionária de distribuição de energia elétrica (Acessada
ou Agente de Distribuição), incluindo-se, no caso de produtores, a exportação ou não
de excedentes, ainda que sazonalmente, bem como qualquer Concessionária ou
Permissionária de distribuição no suprimento de seu mercado.

1.4 Os usuários consumidores são caracterizados como unidades consumidoras


conectadas às redes ou linhas de distribuição, primárias ou secundárias e os usuários
produtores são caracterizados como tendo geração distribuída ou embutida nos
sistemas de distribuição.

1.5 O PRODIST considera todas as classes de tensão abaixo de 230 kV, de baixa
(BT), média (MT) a alta tensão de distribuição (AT).

1.6 Este Módulo contém requisitos e procedimentos aplicáveis a:

• solicitação e implementação de conexões de novos usuários aos sistemas


de distribuição, incluindo geradores e consumidores com geração própria;
• definição de padrões técnicos para redes, linhas e subestações de
distribuição em tensões inferiores a 230 kV, incluindo a baixa tensão;
• fixação de valores admissíveis para algumas grandezas, tais como fator
de potência, cintilação, distorção harmônica;
• controle, operação e manutenção das conexões existentes;
• modelo de contratos de conexão e uso dos sistemas de distribuição.

1.7 O detalhamento das informações para o acesso de cada um dos usuários é


diferenciado em função das características técnicas e da modalidade do acesso
pretendido.

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1.8 O Agente de Distribuição tem a obrigação de adequar o sistema de distribuição
para possibilitar a conexão de qualquer usuário, considerando-se os limites de
fornecimento para cada categoria de acessante.

1.9 Este Módulo compreende seis Seções e uma Cartilha, a saber:

a) Seção 3.1 – Critérios Técnicos e Operacionais - definição de critérios e


parâmetros para o acesso aos sistemas elétrico de distribuição.

b) Seção 3.2 – Requisitos de Projeto – requisitos para o projeto eletromecânico


de instalações de conexão.

c) Seção 3.3 – Procedimentos para Solicitação de Acesso - consulta, troca de


informações, parecer de acesso e definição de prazos e responsabilidades
para conexão de novos usuários.

d) Seção 3.4 – Procedimentos para Implementação de Novas Conexões -


critérios para comissionamento e entrada em operação das conexões.

e) Seção 3.5 – Requisitos Específicos para Operação, Manutenção e


Segurança das Conexões - estabelecimento de acordo operativo e novas
conexões e procedimentos para operação, manutenção e segurança das
conexões existentes.

f) Seção 3.6 – Contratos - modelos dos contratos de conexão e de uso do


sistema elétrico de distribuição.

2 PREMISSAS GERAIS

2.1 O acesso aos sistemas elétricos, na forma da legislação vigente, é um direito


assegurado a todos os usuários ou potenciais usuários do sistema elétrico nacional. O
acesso é viabilizado mediante ressarcimento do custo do transporte envolvido,
calculado com base em critérios fixados pelo Poder Concedente, garantido o
tratamento não discriminatório entre os usuários.

2.2 O acesso deve atender a indicadores de desempenho e de qualidade do serviço


de distribuição, preservando a segurança, a eficiência e a confiabilidade do sistema e
das conexões existentes, bem com, o meio ambiente.

2.3 Para a elaboração deste Módulo, foram consideradas, além das Leis e Decretos
pertinentes, as Resoluções da ANEEL que estabelecem as condições gerais de
contratação do acesso, compreendendo o uso e a conexão aos sistemas de
distribuição e transmissão de energia elétrica.

3 ABRANGÊNCIA
3.1 As regras para o acesso ao sistema de distribuição devem ser observadas por
todos os usuários. Neste sentido, para fins de acesso ao sistema de distribuição são
consideradas as seguintes categorias de acessantes:

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a) Consumidores: livres ou não atendidos em qualquer classe de tensão (BT,
MT ou AT), inclusive consumidor ou conjunto de consumidores reunidos por
comunhão de interesses de fato ou de direito, com carga maior ou igual a
500 kW (sistema interligado) ou 50 kW (sistemas isolados);
b) Produtores de Energia, a partir de fontes hidráulica, térmica ou alternativa
(eólica, solar, biomassa), que explorem tal atividade sob regime de
autoprodução ou de produção independente, incluindo a Geração Distribuída
e Embutida 1;
c) Concessionárias e Permissionárias de distribuição de energia elétrica
(incluindo as Cooperativas de Eletrificação Rural);
d) Importadores e Exportadores de Energia Elétrica.

3.2 Na página seguinte é apresentado um diagrama simplificado do sistema


elétrico de distribuição, mostrando os agentes envolvidos e a integração com a rede
básica. As tensões apresentadas são exemplos de valores padronizados, envolvendo
altas, médias e baixa tensão, e o esquema mostra ainda a interação dos
Procedimentos de Distribuição com os Procedimentos de Transmissão, na região
fronteiriça 2.

4 RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

4.1 As responsabilidades e obrigações, para efetivação do acesso aos sistemas


elétricos de distribuição, devem ser estabelecidas com vistas à obtenção de uma
alternativa de acesso de menor custo global. No tocante às responsabilidades técnicas
e econômicas, deve ser observado que todas as instalações e equipamentos de
conexão, bem como os sistemas de distribuição devem atender aos requisitos técnicos
e de qualidade estabelecidos pelo PRODIST.

4.2 As instalações de conexão devem também observar as normas e padrões


técnicos da Acessada. Onde estas forem omissas devem ser seguidas as normas
técnicas nacionais e, na falta dessas, as internacionais.

4.3 O estabelecimento da conexão para consumidores com carga até 50 kW é de


responsabilidade da Acessada, de acordo com a Lei 10438/02 e as alterações da Lei nº
10762/03.

1
Conceitualmente diferencia-se GERAÇÃO DISTRIBUÍDA de GERAÇÃO EMBUTIDA
(GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: conforme Decr. 5163/04, art. 14, é a produção de energia
proveniente de empreendimentos de agentes concessionários, permissionários ou autorizados
conectados diretamente no sistema elétrico de distribuição do comprador, exceto as
hidrelétricas > 30 MW e termelétricas com eficiência < 75%. Os empreendimentos termelétricos
que utilizem biomassa ou resíduos de não estão limitados ao percentual de eficiência. Inclui-se
na geração distribuída às hidrelétricas < 1 MW e termelétricas < 5 MW, que estão dispensadas
de concessão, permissão ou autorização, tratadas no art. 8º da Lei 9.074/05. a geração
distribuída não é despachada centralizadamente pela ONS; e GERAÇÃO EMBUTIDA: são
todas as centrais de geração de energia elétrica - hidrelétricas, termelétricas e fontes
alternativas - conectadas diretamente no sistema elétrico de distribuição).
Estes conceitos estão definidos na “Cartilha” e “Módulo 1”.
2
Fantini: introduzi um diagrama para dar uma visão da abrangência do PRODIST e atendendo
a uma sugestão do Negrisoli, para incluir desenhos no texto para melhor ilustrar os conceitos.

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4.4 Para o atendimento aos consumidores com carga superior a 50 kW, a conexão
deve ser “rasa”.

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4.4.1 Na “conexão rasa” o Acessante é o responsável por todos os levantamentos e
estudos técnicos necessários à execução do projeto, bem como da construção das
instalações de conexão até o ponto de conexão, inclusive.

4.4.2 Do mesmo modo, na “conexão rasa”, a Acessada é responsável pelas


ampliações e reforços em seu sistema elétrico, necessários para viabilizar a conexão
do Acessante.

4.5 As instalações de conexão não podem produzir perturbações que ultrapassem


os limites globais estabelecidos no Módulo 8 - Qualidade da Energia Elétrica, do
PRODIST. Também não podem ser ultrapassados os limites individuais estabelecidos
nesta Seção ou na legislação em vigor.

4.5.1 Cabe a Acessada manter o nível de perturbação no sistema de distribuição


dentro dos limites globais.

4.5.2 Cabe ao Acessante manter o nível de perturbação no ponto de conexão dentro


dos limites individuais.

4.6 Os requisitos técnicos da conexão podem necessitar de adaptações em razão


da evolução e expansão do Sistema Elétrico, de modo que a Acessada deve, de
acordo com a regulamentação aplicável, promover a substituição ou a inclusão de
equipamentos ou dispositivos instalados.

4.7 Os valores dos Encargos de Conexão devem ser negociados entre as partes,
com base em critérios a serem estabelecidos pela ANEEL. Caso o Acessante seja uma
Concessionária ou Permissionária de distribuição, os encargos envolvidos na conexão
serão objeto de aprovação pela ANEEL, para fins de reconhecimento na revisão
tarifária seguinte.

4.8 O Acessante é responsável pelo pagamento dos encargos de uso do sistema de


distribuição, mediante aplicação de tarifas reguladas e homologadas pela ANEEL,
sobre os montantes de uso contratados.

5 REFERÊNCIAS
[1] Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995 - Dispõe sobre o regime de concessão e
permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição
Federal, e dá outras providências.

[2] Lei nº 9.074, de 07 de julho de 1995 - Estabelece normas para outorgas e


prorrogações das concessões e permissões de serviços públicos e dá outras
providências.

[3] Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996 - Institui a Agência Nacional de Energia


Elétrica - ANEEL, disciplina o regime das concessões de serviços públicos de
energia elétrica e dá outras providências.

[4] Lei nº 9.648, de 27 de maio de 1998 - Altera dispositivos das Leis No 3.890-A, de 25
de abril de 1961, No 8.666, de 21 de junho de 1993, No 8.987, de 13 fevereiro de

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1995, No 9.074, de 7 de julho de 1995, No 9.427, de 26 de dezembro de 1996,
autoriza o Poder Executivo a promover a reestruturação das Centrais Elétricas
Brasileiras - ELETROBRÁS e de suas subsidiárias e dá outras providências.

[5] Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002 - Dispõe sobre a expansão da oferta de


energia elétrica emergencial, recomposição tarifária extraordinária, cria o Programa
de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), a Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE), dispõe sobre a universalização do serviço
público de energia elétrica, dá nova redação às Leis nº 9.427, de 26 de dezembro
de 1996, nº 9.648, de 27 de maio de 1998, nº 3.890-A, de 25 de abril de 1961, nº
5.655, de 20 de maio de 1971, nº 5.899, de 5 de julho de 1973, nº 9.991, de 24 de
julho de 2000, e dá outras providências.

[6] Lei 10762, de 11 de novembro de 2003 - Dispõe sobre a criação do programa


emergencial e excepcional de apoio às concessionárias de serviços públicos de
distribuição de energia elétrica, altera as leis números 8631, de 4 de março de 1993,
9427, de 26 de dezembro de 1996 , 10438 de 26 de abril de 2002, e dá ouras
providências.

[7] Lei nº 10.848, de 15 de marco de 2004 - Dispõe sobre a comercialização de energia


elétrica, altera as Leis nº 5.655, de 20 de maio de 1971, 8.631, de 4 de março de
1993, 9.074, de 7 de julho de 1995, 9.427, de 26 de dezembro de 1996, 9.478, de 6
de agosto de 1997, 9.648, de 27 de maio de 1998, 9.991, de 24 de julho de 2000,
10.438, de 26 de abril de 2002, e dá outras providências.

[8] Decreto nº 2.003, de 10 de setembro de 1996 - Regulamenta a produção de energia


elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor e dá outras providências.

[9] Decreto nº 2.655, de 02 de julho de 1998 - Regulamenta o Mercado Atacadista de


Energia Elétrica, define as regras de organização do Operador Nacional do Sistema
Elétrico, de que trata a Lei No 9.648, de 27 de maio de 1998, e dá outras
providências.

[10] Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004 - regulamenta a comercialização de


energia elétrica, o processo de outorga de concessões e de autorizações de
geração de energia elétrica, e dá outras providências.

[11] Resolução ANEEL nº 112, de 18 de maio de 1999 - Estabelece os requisitos


necessários à obtenção de Registro ou Autorização para implantação, ampliação ou
repontenciação de centrais geradoras termelétricas, eólicas e de outras fontes
alternativas de energia.

[12] Resolução ANEEL nº 281, de 01 de outubro de 1999 - Estabelece as condições


gerais de contratação do acesso, compreendendo o uso e a conexão, aos sistemas
de transmissão e distribuição de energia elétrica.

[13] Resolução ANEEL nº 021, de 20 de janeiro de 2000 – Estabelece os requisitos


necessários à qualificação de centrais co-geradoras de energia e dá outras
providências.

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[14] Resolução ANEEL nº 407, de 19 de outubro de 2000 – Define a sistemática de
fixação da “potência instalada” para todos os fins de regulação, fiscalização e
outorga dos serviços de geração de energia elétrica.

[15] Resolução ANEEL nº 067, de 8 de junho de 2004 – Estabelece critérios para


composição da Rede Básica do Sistema Elétrico Interligado Nacional, e dá outras
providências.

[16] Resolução ANEEL nº 456, de 29 de junho de 2000 – a Estabelece, de forma


atualizada e consolidada, as Condições Gerais de Fornecimento de Energia
Elétrica.

[17] Resolução ANEEL nº 169, de 03 de maio de 2001 – Estabelece critérios para a


utilização do Mecanismo de Re-alocação de Energia – MRE por centrais
hidrelétricas não despachadas centralizadamente.

[18] Resolução ANEEL nº 208, de 07 de junho de 2001 – Alterações na Resolução


ANEEL no 281, de 1 de outubro de 1999, com prazo para republicação integral.

[19] Resolução ANEEL nº 371, de 29 de dezembro de 1999 – Regulamenta a


contratação e comercialização de reserva de capacidade por autoprodutor ou
produtor independente.

[20] Resolução ANEEL nº 715, de 28 de dezembro de 2001 – Estabelece as regras


para a contratação do acesso temporário aos sistemas de transmissão e de
distribuição de energia elétrica.

[21] Procedimentos de Rede - Módulo 3 - Acesso aos Sistemas de Transmissão -


Estabelece os requisitos mínimos e os procedimentos para a viabilização do
acesso, compreendendo o uso e a conexão, dos Agentes às instalações de
transmissão, integrantes da Rede Básica.

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Seção 3.1 - CRITÉRIOS TÉCNICOS E OPERACIONAIS

1 OBJETIVOS

1.1 O objetivo desta Seção é especificar os critérios técnicos e operacionais


mínimos que devem ser observados quando do projeto de acesso e conexão de um
Acessante aos sistemas elétricos de distribuição de energia elétrica.

1.2 Esta Seção tem também o propósito de:

a) estabelecer os requisitos técnicos mínimos para o compartilhamento de


instalações de conexão por mais de um usuário e para arranjos físicos das
subestações;
b) subsidiar as ações do Agente de Distribuição, visando a proposição das
ampliações e reforços em seu sistema;
c) fornecer aos usuários conectados, ou que requeiram conexão a um sistema
de distribuição, os requisitos técnicos necessários para o desenvolvimento
ou atualização do projeto de conexão; e
d) fornecer os subsídios aos usuários com Geração Distribuída para o projeto
de paralelismo das instalações.

2 ABRANGÊNCIA DA SEÇÃO

2.1 Geral

A presente Seção foi desenvolvida, abrangendo:

a) Conexão de Unidades Consumidoras aos sistemas elétricos de distribuição,


de média e alta tensão de distribuição 3;
b) Conexão de unidades consumidoras aos sistemas elétricos de distribuição,
de baixa tensão 4;
c) Conexão de Produtores de Energia;
d) Requisitos técnicos mínimos para arranjos físicos das subestações a serem
conectadas a um sistema de distribuição.

2.2 Classes de Tensão nos Sistemas de Distribuição

Este documento se aplica às classes de tensão nos sistemas de distribuição,


caracterizadas da seguinte forma:

a) Baixa tensão (BT): tensões iguais ou inferiores a 1 kV;


b) Média tensão (MT): tensões superiores a 1 kV e inferiores a 69 kV;
c) Alta tensão (AT): tensões iguais ou superiores a 69 kV e iguais ou inferiores
a 138kV.

2.3 Compartilhamento de Instalações de Conexão

3
Para ficar coerente com o título do capítulo 3.
4
Idem, anterior.

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2.3.1 O disposto nesta Seção se aplica ainda ao compartilhamento de instalações de
conexão entre usuários, conforme segue:
a) ao compartilhamento de instalações de conexão por mais de um Acessante,
Consumidor ou Produtor de Energia Elétrica, com vistas a minimizar os
custos globais do acesso, observando-se os requisitos requeridos de
segurança, proteção e operação do sistema elétrico;
b) à implantação de instalações de conexão, para a integração de
Consumidores e Produtores de Energia Elétrica localizados em áreas de
fronteira de concessões;
c) à definição dos requisitos mínimos a serem observados e que serão
complementados pelos "Requisitos de Projeto" tratados na Seção 3.2 deste
Módulo, os quais estabelecerão diretrizes mais detalhadas para o
desenvolvimento dos projetos das instalações de conexão.

2.3.2 Os requisitos técnicos mínimos deverão ser revistos, ampliados e modificados,


periodicamente, com base na experiência de planejamento, projeto e operação dos
sistemas. Situações especiais ou que envolvam características locais não
contempladas nesta Seção terão tratamento específico técnica e economicamente
justificado e ajustado entre o Acessante e a Acessada.

2.3.3 Os critérios técnicos e operacionais desta Seção devem ser observados nos
contratos de uso (CUSD) e de conexão (CCD) e nos acordos operativos.

2.4 Grupamentos de Tensão

2.4.1 Grupo “A”: grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento


em tensão superior a 1 kV, ou, ainda, atendidas em tensão igual ou inferior a 1 kV a
partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste grupo, caracterizado
pela estruturação tarifária binômia, e subdividido nos seguintes Subgrupos:

a) Subgrupo A1 - tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV;


b) Subgrupo A2 - tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV;
c) Subgrupo A3 - tensão de fornecimento de 69 kV;
d) Subgrupo A3a - tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV;
e) Subgrupo A4 - tensão de fornecimento de 1 kV a 25 kV;
f) Subgrupo AS - tensão de fornecimento igual ou inferior a 1 kV, atendidas a
partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo em
caráter opcional.

2.4.2 Grupo “B”: grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento


em tensão igual ou inferior a 1 kV, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2,3 kV e
faturadas neste Grupo, caracterizado pela estruturação tarifária monômia, e subdividido
nos seguintes subgrupos:

a) Subgrupo B1 - residencial;
b) Subgrupo B1 - residencial baixa renda;
c) Subgrupo B2 - rural;
d) Subgrupo B2 - cooperativa de eletrificação rural;
e) Subgrupo B2 - serviço público de irrigação;
f) Subgrupo B3 - demais classes;
g) Subgrupo B4 - iluminação pública.

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2.5 Tensão de Fornecimento

2.5.1 Compete ao Agente de Distribuição estabelecer e informar ao interessado a


tensão de fornecimento para a unidade consumidora, com observância dos seguintes
limites:

a) Baixa tensão: quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou


inferior a 75 kW;
b) Média tensão: quando a carga instalada na unidade consumidora for superior
a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o
fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 kW;
c) Alta tensão: quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado,
para o fornecimento, for superior a 2.500 kW.

Nota: Quando se tratar de unidade consumidora do Grupo “A”, a informação


referida neste item deve ser efetuada por escrito.

2.5.2 O Agente de Distribuição pode estabelecer a tensão do fornecimento sem


observar os limites do item 2.5.1, quando a unidade consumidora incluir-se em um dos
seguintes casos:

a) for atendível, em princípio, em média e alta tensão, mas situar-se em


edificação com múltiplas unidades consumidoras, predominantemente
passíveis de inclusão no critério de fornecimento em baixa tensão, conforme
item 2.5.1 – “a”, e não oferecer condições para ser atendida nesta classe de
tensão;
b) estiver localizada em área servida por sistema subterrâneo de distribuição,
ou prevista para ser atendida pelo referido sistema, de acordo com o plano
já configurado no Programa de Obras do Agente de Distribuição;
c) tiver equipamento que, pelas suas características de funcionamento ou
potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros
consumidores;
d) havendo conveniência técnica e econômica para o sistema elétrico do
Agente de Distribuição e não acarretar prejuízo ao interessado.

2.5.3 O responsável pela Unidade Consumidora pode optar por uma tensão de
fornecimento diferente daquela referenciada no item 2.5.1, desde que, havendo
viabilidade técnica, assuma os investimentos adicionais necessários ao atendimento no
nível de tensão pretendido. Em todo caso, a medição e o faturamento serão realizados
no nível de tensão de fornecimento.

2.6 Ponto de Entrega

2.6.1. O ponto de entrega é o ponto de conexão do sistema elétrico da


Concessionária ou Permissionária de distribuição (BT, MT ou AT) com as instalações
de utilização de energia elétrica do consumidor, caracterizando-se como o limite de
responsabilidade de atendimento, podendo estar separado da medição por meio do
ramal de entrada do consumidor.

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2.6.2 Nas áreas urbanas, o ponto de entrega deve situar-se no limite da via pública
com o imóvel em que se localizar a unidade consumidora, ressalvados os seguintes
casos:

a) havendo uma ou mais propriedades entre a via pública e o imóvel em que se


localizar a unidade consumidora, o ponto de entrega situar-se-á no limite da
via pública com a primeira propriedade intermediária;
b) em área servida por rede aérea, havendo interesse do consumidor em ser
atendido por ramal subterrâneo, o ponto de entrega situar-se-á na conexão
deste ramal com a rede aérea;
c) nos casos de prédios de múltiplas unidades, cuja transformação pertença ao
Agente de Distribuição e esteja localizada no interior do imóvel, o ponto de
entrega situar-se-á na entrada do barramento geral;
d) havendo conveniência técnica e observados os padrões do Agente de
Distribuição, o ponto de entrega poderá situar-se dentro do imóvel em que
se localizar a unidade consumidora;
e) tratando-se de condomínio horizontal, o ponto de entrega deverá situar-se no
limite da via interna do condomínio com cada fração integrante do
parcelamento;
f) tratando-se de fornecimento destinado a sistema de iluminação pública, o
ponto de entrega será, alternativamente:
• conexão da rede ou linha de distribuição do Agente de Distribuição com as
instalações elétricas de iluminação pública, quando estas pertencerem ao
Poder Público;
• o bulbo da lâmpada, quando as instalações destinadas à iluminação
pública pertencerem ao Agente de Distribuição.

2.6.3 Nas áreas rurais, o ponto de entrega de energia elétrica deve situar-se:

a) Unidades consumidoras com carga total instalada igual ou inferior a 75 kW:


na conexão do ramal de entrada do consumidor com a bucha secundária do
transformador de atendimento do Agente de Distribuição.

• Na existência de ramal de ligação, o ponto de entrega situar-se-á na


conexão deste com o ramal de entrada do consumidor.

2.6.4 Cubículos de Medição e Subestações em Média Tensão: O ponto de entrega,


seja em áreas urbanas ou rurais, deve situar-se na ancoragem do ramal de ligação
aéreo do Agente de Distribuição com a estrutura de montagem do cubículo de medição
ou subestação aérea do consumidor, bem como com a construção que conter a
subestação abrigada.

• Quando o atendimento se der por via subterrânea, o ponto de entrega


situar-se-á na conexão do ramal de entrada do consumidor com o sistema
elétrico do Agente de Distribuição.

2.6.5 Subestações em Alta tensão: O ponto de entrega, em áreas urbanas ou rurais,


efetivados por ramais aéreos ou subterrâneos, devem se situar no barramento de
entrada da subestação do consumidor.

2.6.6 Até o ponto de entrega, o Agente de Distribuição deverá adotar todas as


providências com vistas a viabilizar o fornecimento, observadas as condições

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estabelecidas na legislação e regulamentos aplicáveis, bem como operar e manter o
seu sistema elétrico.

3 REQUISITOS PARA CONEXÃO DE UNIDADES CONSUMIDORAS


AOS SISTEMAS ELÉTRICOS DE MÉDIA E ALTA TENSÃO

Nesta Sub-seção são estabelecidos os requisitos técnicos mínimos que unidades


consumidoras finais devem atender para acessar as redes e linhas de distribuição de
média e alta tensão.

3.1 Condições Gerais

3.1.1 Os consumidores, ao se conectarem a um sistema de distribuição, devem


assegurar que:

a) suas instalações atendam às normas da ABNT e/ou às normas internacionais


(nos casos não cobertos pela ABNT);
b) suas instalações estejam compatíveis com as normas e padrões técnicos da
Acessada;
c) os disjuntores de fronteira sejam capazes de extinguir, sem risco para o
sistema, as correntes de curto-circuito no ponto de conexão;
d) seus equipamentos sejam capazes de operar dentro de padrões técnicos,
sem danificação ou perda de vida útil, com os níveis de tensão, à freqüência
fundamental, dentro da faixa de variação definida nesta Seção e no Módulo
8 - Qualidade, dos Procedimentos de Distribuição;
e) os sistemas de proteção de suas instalações eliminem os defeitos dentro do
período de tempo especificado pela Acessada,operando com efetividade e
segurança, e em coordenação com as proteções do sistema de distribuição;
e
f) sua carga seja adequadamente distribuída entre as fases.

3.1.2 O Acessante deve fornecer na fase de análise do pedido de acesso, conforme


Seção 3.3 deste Módulo, as devidas informações sobre suas cargas especiais, tais
como retificadores, fornos a arco voltaico e laminadores, que possam introduzir
distorções harmônicas ou produzir outras perturbações no sistema elétrico.

3.1.3 Identificada a presença de cargas de natureza poluidora, devem ser feitas pelo
Acessante análises e estudos específicos para se avaliar o grau de perturbação.
Dependendo da situação, particularmente para carga com fornos a arco ou para
geração embutida, são requeridos pela Acessada estudos como: proteção, cintilação,
penetração harmônica, estabilidade eletromecânica, etc. Durante essa análise, deve-se
avaliar a necessidade de instalação de equipamento(s) de correção ou proteção,
considerando-se os seguintes aspectos:

a) comprometimento da segurança do sistema;


b) violação de limites para índices de qualidade de fornecimento de energia
definidos nesta Seção e no Módulo 8 - Qualidade, dos Procedimentos de
Distribuição.

3.1.4 Caso o Acessante requeira um desempenho diferenciado dos padrões


estabelecidos neste Módulo e a Acessada considere aceitável tal solicitação, o

15 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


Acessante deverá arcar com os custos adicionais necessários para a adequação
sistema de distribuição ao seu nível de exigência. A adequação requerida deverá estar
embasada por estudos de viabilidade técnica e os respectivos custos devem ser
previstos especificamente no CCD.

3.2 Sistema de Proteção

3.2.1 A proteção do Acessante deve ser compatível com o projeto de proteção da


Acessada, devendo esta disponibilizar ao Acessante as características de seu sistema
de proteção, incluindo tipos de equipamentos e ajustes.

3.2.2 Devem ser observados os seguintes requisitos técnicos:

a) A Acessada deve estabelecer tempos máximos de extinção da falta de


acordo com sua política de capacidades disruptivas dos equipamentos.
b) Quando da conexão, o Acessante deve estar cientes da política de
religamento e de características de manobras seqüenciais adotadas pela
Acessada, que deve fornecer detalhes destas características para que o
Acessante possa projetar adequadamente seu arranjo de proteção;
c) Os Acessantes devem estar cientes dos arranjos de proteção da Acessada,
por exemplo, em sistemas trifásicos rurais quando uma só fase pode ser
desligada.
d) As proteções de geradores, linhas de distribuição primárias e secundárias
internas à rede ou linha do Acessante, barramentos, transformadores e
equipamentos de compensação reativa devem ser concebidas de maneira a
não depender de proteção de retaguarda remota no sistema de distribuição.
e) As proteções do Acessante e da Acessada devem atender aos requisitos de
sensibilidade, seletividade, rapidez e confiabilidade operativa de tal forma a
não deteriorar o desempenho do sistema elétrico durante as condições de
regime e de distúrbios no mesmo.
f) Os ajustes de sensibilidade e tempo de atuação das proteções gradativas
(irrestritas) de equipamentos (transformadores, reatores, capacitores, etc.)
devem ser determinados a partir de características de suportabilidade
(grandeza de interesse versus tempo) fornecidas pelo fabricante
especificamente para o equipamento em questão, de modo a assegurar o
máximo benefício para o sistema elétrico sem riscos para o componente
protegido.
g) O Acessante deve atender às condições estabelecidas nestes procedimentos
ou nos padrões e instruções da acessada relativamente a capacidade de
interrupção de disjuntores e religadores; lógica de religamento; esquemas de
teleproteção (quando necessários); alimentação de circuitos de comando e
controle; medição e registro de grandezas, incluindo oscilografia.
h) A Acessada pode adequar as especificações e projeto dos sistemas de
proteção relativos às instalações de conexão do Acessante, em função de
particularidades desse sistema registrando e justificando as proposições em
Parecer de Acesso, conforme Seção 3.3.

3.3 Tensões e Variações Permissíveis

3.3.1 Os níveis de tensão nominal padronizados nos fornecimentos são:

a) 13,8 kV;

16 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


b) 34,5 kV;
c) 69 kV; e
d) 138 kV.

3.3.2 Valores diferentes dos acima especificados são admissíveis para conexão a
sistemas de distribuição existentes (p.ex.: 23 kV, 88 kV, 115 kV).

3.3.3 Os limites de variação da tensão primária de fornecimento de energia elétrica


no Ponto de Conexão são:

a) limites satisfatórios: +5% a –7,5%;


b) limites precários: +7,5% a –10%.

3.4 Fator de Potência das Instalações

3.4.1 Nos Pontos de Conexão a um sistema de distribuição de média ou alta tensão,


a Acessada e o Acessante devem assegurar que o fator de potência se situe dentro da
faixa de 0,92 indutivo a 0,92 capacitivo.

3.4.2 A operação dos bancos de capacitores instalados para correção de fator de


potência não deve provocar variações de tensão, transitórios ou ressonâncias, que
prejudiquem o desempenho do sistema de distribuição ou afetem os demais
Acessantes conectados a esse sistema. Dessa forma, devem ser realizados estudos
específicos complementares que avaliem o impacto no sistema de manobras em
bancos de capacitores.

3.5 Desequilíbrio de Tensão

3.5.1 As Acessadas e Acessantes devem manter as cargas balanceadas de forma


que o desequilíbrio da tensão, nos pontos de conexão, não exceda o limite de:

k ≤ 1,5%

Onde,

k é o fator de desequilíbrio de tensão por consumidor dado por:

V
k = 2 × 100
V
1
e
• V1 = tensão de seqüência positiva;
• V2 = tensão de seqüência negativa.
3.5.2 Caso as tensões de seqüência negativa variem de forma intermitente e
repetitiva, é permitido que os limites especificados sejam ultrapassados em 100%,
desde que a duração cumulativa das tensões de seqüência negativa acima dos limites
contínuos estabelecidos não ultrapasse 5% do período de monitoração.

17 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


3.5.3 A Acessada poderá, a qualquer tempo, realizar medições de desequilíbrio de
tensão no Ponto de Conexão e, se necessário, recomendar ao Acessante a
implantação de medidas corretivas.

3.6 Flutuação de Tensão

3.6.1 As Acessadas e Acessantes devem adotar as medidas necessárias para que a


flutuação de tensão, decorrente da operação de chaveamento de suas cargas ou
equipamentos, não cause degrau de tensão superior a 5 % da tensão nominal no
Ponto de Conexão.

3.7 Cintilação (“Flicker”)

3.7.1 O Acessante deve adotar as medidas necessárias para que a flutuação de


tensão decorrente da operação de seus equipamentos, bem como outros efeitos em
suas instalações, não provoque, no respectivo Ponto de Conexão com o sistema de
distribuição, a superação dos limites individuais para os indicadores de severidade de
cintilação PstD95% (Probability Short Term Diário) e PltS95% (Probability Long Term
Semanal) definidos no Modulo 8 - Qualidade da Energia Elétrica.

3.7.2 Se os limites individuais forem superados por Acessante, a ação corretiva deve-
se basear numa solução de mínimo custo global para os sistemas de distribuição e
demais Acessantes.

3.8 Distorção Harmônica

3.8.1 O Acessante deve assegurar que a operação de seus equipamentos, quando


existirem cargas não lineares, bem como outros efeitos em suas instalações, não
causem distorções harmônicas, no Ponto de Conexão, em níveis superiores aos limites
individuais estabelecidos para os indicadores de distorção de tensão harmônica
individual apresentados na Tabela .1 a seguir.

Tabela 1– Limites individuais expressos em porcentagem da tensão fundamental

13,8 kV ≤ V < 69 kV
PARES
ÍMPARES
ORDEM VALOR(%) ORDEM VALOR(%)
3 a 25 1,5
Todos 0,6
≥ 27 0,7
D < 3% (Distorção Harmônica Total)

69 kV ≤ V < 230 kV
PARES
ÍMPARES
ORDEM VALOR(%) ORDEM VALOR(%)
3 a 25 0,6 Todos 0,3
≥ 27 0,4
D < 1,5% (Distorção Harmônica Total)

3.8.2 Entende-se por Distorção Harmônica Total (D) o somatório quadrático das
tensões harmônicas de ordens 2 a 50. Esse conceito procura quantificar o teor de

18 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


poluição harmônica total existente em um determinado ponto do sistema e é expresso
pela fórmula:

D = ∑ V2
h
Onde:

V
V = h × 100
h V1

e
• Vh é a componente da tensão harmônica de ordem h, em Volts
• V1 é a componente de tensão à freqüência fundamental, em Volts.
3.8.3 Os limites estabelecidos não devem ser aplicados a fenômenos que resultem
em injeção de correntes harmônicas transitórias, como ocorre na energização de
transformadores.

3.8.4 Se os limites globais estabelecidos no Módulo 8 - Qualidade da Energia Elétrica


forem superados, a ação corretiva deve se basear numa solução de mínimo custo
global.

4 REQUISITOS TÉCNICOS PARA CONEXÃO DE USUÁRIOS COM


GERAÇÃO DISTRIBUÍDA 56

4.1 Condições Gerais

4.1.1 A conexão deve ser realizada em corrente alternada com freqüência de 60 Hz.

4.1.2 O Acessante deve indicar, na solicitação de acesso, o Ponto de Conexão


desejado, para avaliação pela acessada dos impactos do acesso em seu sistema. A
não aceitação do Ponto de Conexão sugerido pelo Acessante deverá ser suportada por
estudo e análises técnicas e econômicas de alternativas, com a apresentação de
custeio detalhado da alternativa recomendada tanto para o sistema de conexão,
indicando o novo Ponto de Conexão, e os reforços e ampliações necessários no
sistema da Acessada, visando o desenvolvimento das negociações e contratos entre o
Acessante e a Acessada.

4.1.3 Os Produtores de Energia a serem conectarem aos sistemas de distribuição


não devem reduzir a flexibilidade de recomposição da rede elétrica, seja em função de
limitações dos equipamentos ou por tempo de recomposição.

4.1.4 O paralelismo não pode causar problemas técnicos ou de segurança para


outros consumidores, ao próprio sistema elétrico e ao pessoal de operação e
manutenção da acessada.

5
Ver Nota 1.

19 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


4.1.5 Os Produtores de Energia devem prestar informações sobre as características
técnicas e operacionais de sua geração, durante o pedido de solicitação de acesso, tais
como, tensão, potência aparente e ativa nominais, tipo do gerador, conexões, tipo do
controle de freqüência, regime de operação, contribuições para curto circuito, método
de controle de tensão, detalhes do transformador do gerador quando aplicável, etc.

4.1.6 O Acessante e Acessada devem definir os arranjos de interface no Acordo


Operativo.

4.1.7 Outras informações podem ser requeridas pela Acessada, em função do tipo e
porte da geração ou do Ponto de Conexão ao sistema da Acessada , tais como:

• Sistema de controle de tensão do equipamento de produção de energia


automático de excitação do gerador em função do tipo, porte e ponto de
conexão do gerador no sistema de distribuição;
• Coordenação com o sistema de proteção da acessada;
• Capacidade de atendimento a partes ilhadas do sistema de distribuição, em
condição de contingência no sistema elétrico.

4.1.8 As especificações das usinas termelétricas acima de 10 MW devem o ser


precedidas de análises dos modos de oscilação sub-síncrona. Os equipamentos para o
amortecimento de tais oscilações, função das características de impedância do sistema
de distribuição, devendo ser incorporados pelos Acessantes já no início da operação da
usina. Este requisito se aplica também para as usinas termelétricas com eficiência
energética inferior a 75%, que não são consideradas como geração distribuída.

4.1.9 As unidades geradoras não podem permanecer conectadas à rede ou linha de


distribuição quando a freqüência estiver fora dos limites definidos no Módulo 8.

4.1.10 O fator de potência nominal deve ser menor ou igual a 0,90 (adiantado ou
atrasado) nos terminais do gerador, para tensão e potência nominais...

4.1.11 Devem ser considerados e desenvolvidos estudos avaliando os seguintes


reflexos tanto no ponto de conexão como na área de influência do gerador:

• nível de curto-circuito;
• capacidade de disjuntores, barramentos, TC’s e malhas de terra;
• adequação dos sistemas de proteção envolvidos com a integração do gerador e
revisão dos ajustes associados aos mesmos; e
• parâmetros dos sistemas de controle de tensão e de freqüência e, para
conexões em AT, dos sinais estabilizadores.

4.1.12 Todos os estudos necessários para avaliar o desempenho da operação do


Produtor de Energia conectado ao sistema elétrico de distribuição, devem ser
submetidos à apreciação da acessada.

4.1.13 Os requisitos aqui definidos aplicam-se integralmente à situação de acesso


temporário aos sistemas de distribuição de qualquer gerador, em conformidade ao
disposto na legislação vigente emanada da ANEEL. Os casos de acesso emergencial
de unidade geradora só serão aceitos na hipótese de as eventuais não-conformidades
que surgirem em relação aos Procedimentos de Distribuição, não implicarem em
comprometimento da segurança dos sistemas elétricos acessadas.

20 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


4.1.14 A Acessada, através de justificativas técnicas e sob anuência da ANEEL,
poderá interromper o acesso ao seu sistema quando constatar a ocorrência de
qualquer procedimento irregular ou deficiência técnica e/ou de segurança das
instalações de conexão com riscos iminentes de danos a pessoas ou bens, inclusive
quanto a qualquer aspecto que possa estar interferindo no funcionamento adequado do
seu sistema elétrico.

4.1.15 Para o bom desempenho da operação em paralelo, deve existir um sistema de


comunicação entre a acessada e as instalações de geração do Acessante.

4.1.16 O Acessante será o único responsável pela sincronização apropriada do seus


equipamentos de geração ao sistema.

4.1.17 A Acessada pode manter o religamento automático de suas linhas e


alimentadores da rede primária de distribuição conforme determinam suas normas
operativas.

4.1.18 Caso não seja permitida a operação ilhada, o Acessante deve ajustar suas
proteções de maneira a desfazer o paralelismo, caso este seja executado no instante
em que se der um desligamento, antes que ocorra a subseqüente tentativa de
religamento. O tempo de religamento será definido no Acordo Operativo.

4.1.19 No caso de paralelismo permanente, o Acessante deve instalar um sistema de


supervisão e controle em tempo real, permitindo a realização de manobras de forma
remota e automática a partir de um centro de controle (Centro de Operação) da
Acessada.

4.1.20 Outros casos não previstos serão objeto de análise específica por parte da
Acessada e Acessante.

4.2 Requisitos de Proteção Específicos

4.2.1 Os requisitos detalhados para os sistemas de proteção dos Produtores de


Energia são detalhados na Seção 3.2 Requisitos de Projeto.

4.2.2 Os ajustes das proteções das unidades geradoras deverão ser calculados pelo
Acessante e aprovados pela Acessada, de maneira a impor coordenação com as
proteções do sistema de distribuição e com os limitadores das próprias unidades
geradoras, de modo a assegurar atuações seletivas e não deteriorar o desempenho
sistêmico.

4.3 Requisitos para Serviços Auxiliares

4.3.1 Os serviços auxiliares das usinas devem ser projetados de forma a garantir a
confiabilidade da instalação de geração e conforme previsto na Seção 3.2.

5 REQUISITOS PARA CONEXÃO DE UNIDADES CONSUMIDORAS


AOS SISTEMAS ELÉTRICOS DE BAIXA TENSÃO

5.1 Condições Gerais

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O comportamento das cargas deve preservar os padrões de qualidade e desempenho
da operação de um sistema de distribuição. Condições particulares do comportamento
da carga, a critério do acessada podem ser admitidas desde que não prejudiquem, sob
qualquer hipótese, a operação dos outros Acessantes conectados à rede.

5.2 Tensão de Fornecimento

O fornecimento de energia, a partir da rede ou linha de distribuição secundária, deve


ser feito numa das seguintes tensões:

Tensão Nominal
Sistema
(Volt)
220/127
Trifásico
380/220
240/120
Monofásico 254/127
440/220

5.3 Limites de Fornecimento

A Acessada deve observar os limites e exceções estabelecidos nos itens 2.5.1 e 2.5.2
desta seção.

5.4 Fator de Potência das Instalações

5.4.1 Nos pontos de conexão a um sistema de distribuição, a Acessada e o


Acessante devem assegurar que o fator de potência se situe dentro da faixa 0.92
indutivo a 0,92 capacitivo, podendo ser cobrada a prestação de serviço ancilar.

5.4.2 A operação dos bancos de capacitores instalados para correção de fator de


potência não deve provocar transitórios, ou ressonâncias, que prejudiquem o
desempenho do sistema ou de demais acessantes a um sistema de distribuição. Desta
forma, devem ser realizados estudos específicos complementares que avaliem o
impacto destas manobras nos padrões de desempenho de um sistema de distribuição.

5.5 Desequilíbrio de Tensão

5.5.1 A Acessada e o Acessante devem manter as cargas balanceadas de forma que


o desequilíbrio da tensão, nos pontos de conexão, não exceda o limite de:

k ≤ 1,5%

Onde,

k é o fator de desequilíbrio de tensão por consumidor dado por:

V
k = 2 × 100
V
1
e

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• V1 = tensão de seqüência positiva;
• V2 = tensão de seqüência negativa.

5.5.2 Caso as tensões de seqüência negativa variem de forma intermitente e


repetitiva, será permitido que os limites especificados sejam ultrapassados em até o
dobro, desde que a duração cumulativa das tensões de seqüência negativa acima dos
limites contínuos estabelecidos não ultrapasse 5% do período de monitoração.

5.6 Flutuação de Tensão

A Acessada e o Acessante devem adotar todas as medidas necessárias para que a


flutuação de tensão, decorrente da operação de sua carga, não ultrapasse os limites de
variação da tensão de fornecimento no ponto de entrega de energia constantes nas
Tabelas 2 e 3, a seguir:

Tabela 2. Limites Adequados de Variação de Tensão


Consumidores Atendidos em Tensões Secundárias de Distribuição.

Tensão Limites de Variação


Nominal (Volt)
(Volt) Mínimo Máximo
Trifásico
220/127 201/116 229/132
380/220 348/201 396/229
Monofásico
240/120 216/108 250/125
254/127 232/116 264/132
440/220 402/201 458/229

Tabela 3. Limites Precários de Variação de Tensão


Consumidores Atendidos em Tensões Secundárias de Distribuição

Tensão Limites de Variação


Nominal (Volt)
(Volt) Mínimo Máximo
Trifásico
220/127 189/109 233/135
380/220 327/189 403/233
Monofásico
230/115 206/103 254/127
240/120 206/103 254/127
254/127 218/109 270/135
440/220 378/189 466/233

5.7 Cintilação (Flicker)

A Acessada e o Acessante devem adotar todas as medidas necessárias para que a


cintilação, decorrente da operação de suas cargas, não ultrapasse os limites
estabelecidos no Módulo 8 – Qualidade, Procedimentos de Distribuição.

5.8 Distorção Harmônica

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5.8.1 O Acessante deve assegurar que a operação de seus equipamentos, quando
existirem cargas não lineares, bem como outros efeitos dentro de suas instalações,
incluindo ressonâncias, não causem distorções harmônicas no ponto de conexão acima
dos limites individuais abaixo especificados.

5.8.2 Os limites individuais para tensões harmônicas nos pontos de conexão, são
apresentados na Tabela a seguir, onde o parâmetro D é a distorção harmônica total.

Tabela 4 – Limites individuais expressos em porcentagem da tensão fundamental

V < 1000 V
ÍMPARES PARES
VALOR(%)
ORDEM VALOR(%) ORDEM
todos 2,0 todos 1,0
D=5%

5.8.3 Entende-se por Distorção Harmônica Total (D) o somatório quadrático das
tensões harmônicas de ordens 2 a 50. Esse conceito procura quantificar o teor de
poluição harmônica total existente em um determinado ponto do sistema e é expresso
pela fórmula:

D = ∑ V2
h
Onde:

V
V = h × 100
h V1

e
• Vh é a componente da tensão harmônica de ordem h, em Volts
• V1 é a componente de tensão à freqüência fundamental, em Volts.
5.8.4 No caso em que determinadas ordens de tensão harmônica e/ou a distorção
harmônica total variem de forma intermitente e repetitiva, os limites especificados
podem ser ultrapassados momentaneamente, sendo permitido atingir até o dobro,
desde que a duração cumulativa acima dos limites contínuos estabelecidos não
ultrapasse 5% do período de monitoração.

6 REQUISITOS TÉCNICOS PARA ARRANJOS FÍSICOS DAS


SUBESTAÇÕES
6.1.1 Os requisitos técnicos mínimos necessários aos arranjos físicos das
subestações do Acessante, a serem conectadas a um sistema de distribuição, serão
definidos pela Acessada, caso a caso. Os critérios estão estabelecidos na Seção 3.2,
Requisitos de Projeto.

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6.1.2 No caso de Acessante suprido radialmente por instalações de uso exclusivo, a
Acessada pode flexibilizar os requisitos dos arranjos a serem adotados para a
subestação.

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Seção 3.2. - REQUISITOS DE PROJETO

1 OBJETIVO

1.1 Condições Gerais

1.1.1 Esta seção define os requisitos essenciais que devem ser utilizados pelos
Acessantes para elaboração de projetos de instalações de conexão, os quais devem
ser apresentados com a solicitação de acesso.

A conexão de novos Acessantes não deve reduzir a qualidade do suprimento, e as


novas instalações e equipamentos, pertinentes ao acesso, não podem comprometer o
desempenho ou limitar a operação das instalações existentes, nem impor restrições às
instalações da Acessada e demais Acessantes. Portanto, os requisitos de projeto
relevantes devem garantir:

a) Confiabilidade operativa;
b) Segurança para manobras, serviços de manutenção e pessoas;
c) Características adequadas das grandezas elétricas (tensão: forma de onda,
amplitude, freqüência); e
d) Medição e monitoramento adequados das grandezas elétricas envolvidas no
processo.

1.2 Normas Técnicas Aplicáveis

1.2.1 As instalações de conexão do Acessante devem ser projetadas de acordo com


as características técnicas, normas, padrões e procedimentos específicos do sistema
de distribuição da Acessada. Casos de exceção podem ser considerados e acertados
entre o Acessante e a Acessada.

1.2.2 As instalações de conexão do Acessante devem ser projetadas de acordo com


as Normas Técnicas da ABNT, no que for aplicável e, e na inexistência de Normas
Técnicas da ABNT, com as Normas Técnicas Internacionais (IEC, ANSI, ASTM, NESC,
NEC). A conformidade deve ser observada nos projetos básico e executivo, na
construção, manutenção e operação, e em particular nos aspectos de segurança e
ambientais, bem como no projeto, fabricação, inspeção, ensaios e montagem dos
materiais e equipamentos utilizados.

1.2.3 As instalações internas de baixa tensão do Acessante devem ser projetadas de


acordo com a NBR 5410.

1.3 Reserva de Capacidade

1.3.1 A reserva de capacidade poderá ser contratada pelo Autoprodutor ou Produtor


Independente de Energia junto à Concessionária ou Permissionária de distribuição,
para atendimento à unidade de consumo próprio, com base no montante de uso
requerido.

1.3.2 Tal contratação poderá se dar com base na Resolução ANEEL nº 715/01,
considerando-se o acesso como temporário e interruptível, conforme a capacidade

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remanescente do sistema de distribuição acessado, quando os encargos serão
calculados proporcionalmente ao uso.

1.3.3 A reserva efetiva de capacidade deverá ser contratada pelo Autoprodutor ou


Produtor Independente de Energia junto à Concessionária ou Permissionária de
distribuição com base na Resolução ANEEL nº 281/99.

1.3.4 Caso ocorra a ultrapassagem do valor da reserva de capacidade, em MW, será


imputável à parcela excedente uma tarifa de ultrapassagem, conforme o disposto no
art. 15 da Resolução ANEEL nº 281/99.

2 REDES E LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO

2.1 Geral

2.1.1 Redes e linhas de distribuição são definidas como as instalações elétricas


compostas de cabos condutores, torres ou estruturas-suporte, dutos, isoladores, cabos
pára-raios, equipamentos de proteção e de manobra inerentes às redes e linhas,
ferragens e demais acessórios das estruturas e cabos, inclusive a faixa de servidão.

2.1.2 O projeto de redes e linhas de distribuição deve observar as condições


ambientais locais e as atividades de construção, manutenção e operação.

2.1.3 O projeto das linhas de distribuição aéreas com tensão igual ou superior a 69
kV deve atender as Diretrizes da norma NBR 5422. Para linhas subterrâneas de tensão
69 kV e acima os requisitos de projeto devem ser acertados entre o Acessante e a
acessada.

2.1.4 O projeto das redes e linhas de distribuição com tensão máxima de operação
inferior a 69 kV deve atender as normas NBR 5433 e NBR 5434, para redes e linhas
aéreas com cabos nus. Para outras configurações de redes e linhas de distribuição o
projeto deve atender as normas da acessada.

2.2 Justificativas

2.2.1 O projeto de redes e linhas de distribuição deve conter um memorial descritivo


das instalações e dos propósitos da conexão aos sistemas de distribuição, as
justificativas do acesso pretendido, os dados do empreendimento, a localização
geográfica, dados ambientais, documentos legais considerados, características das
redes e linhas e do ponto de conexão.

2.3 Cargas

2.3.1 O projeto de redes e de linha de distribuição deve descrever as cargas e


demandas elétricas atendidas e conter estimativa de seu crescimento.

2.3.2 O projeto de redes e de linha de distribuição a ser elaborado pelo agente


gerador deve informar a capacidade de transporte da linha.

2.4 Escolha do Traçado

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2.4.1 A escolha do traçado deve levar em conta o menor caminhamento, a escolha
econômica da estrutura, o acesso às estruturas, as condições de aterramento e
aspectos ambientais e ecológicos, respeitado o critério de menor custo global.

2.4.2 O posicionamento do eixo da rede ou da linha de distribuição deve contemplar a


minimização do impacto ambiental e ecológico, tanto em áreas urbanas como em áreas
rurais.

2.4.3 O projeto de redes e de linhas de distribuição deve atender as exigências e


regulamentações dos órgãos ambientais, federais estaduais e municipais.

2.4.4 Quando condições técnicas ou as características da área atravessada assim o


exigirem, pode ser necessário o emprego de redes e linhas aéreas compactas ou
isoladas, redes ou linhas de baixo impacto estético ou de redes ou linhas subterrâneas.

2.5 Cálculo Elétrico

2.5.1 Cabos Condutores

A escolha dos cabos condutores deve ser feita com base em critérios técnicos e
econômicos, levando em conta a carga atendida, perdas (térmicas e queda de tensão)
e parâmetros ambientais. Deve-se também levar em conta a padronização dos cabos e
aspectos operacionais.

A concessionária deve definir se métodos estatísticos podem ser aceitos para


dimensionamento do condutor em função da distribuição temporal da curva de carga e
parâmetros ambientais.
2.5.2 Distâncias de Escoamento e Isolamento

O isolamento das redes e linhas de distribuição à tensão máxima de operação deve


considerar as características de contaminação da região, conforme IEC 60815.

A distância específica de escoamento só pode ser inferior aos valores especificados


na Tabela II da norma IEC 60815 se existir experiência operacional bem sucedida, em
condições similares de contaminação, por período superior a cinco anos, com redes e
linhas de mesma classe de tensão.
2.5.3 Desempenho a Manobras de Energização e Religamento

O risco de falha em manobras de energização e religamento das linhas de distribuição


igual ou acima de 69kV, deve ser limitado aos valores constantes da Tabela 1.

Tabela 1 – Risco máximo de falha em manobras.


Linhas de 69 kV e acima

Risco de Falha (adimensional)


Manobra
Entre fase e terra Entre fases

Energização 10-3 10-4

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Religamento 10-2 10-3

2.5.4 Desempenho a Descargas Atmosféricas

O número total de desligamentos por descargas atmosféricas, diretas ou indiretas,


deve ser igual ou inferior ao limite considerado admissível, pela acessada, para rede e
linhas de distribuição da mesma classe de tensão.

Os pára-raios de surto para redes ou linhas, para proteção contra descargas


atmosféricas, devem ser utilizados sempre que a região apresentar densidade de
descarga que prejudiquem os índices de qualidade e de segurança das instalações e
pessoal, estabelecidos na Seção 3.1 e do Módulo 8 dos Procedimentos de Distribuição.

Os cabos pára-raios devem suportar, sem dano, a circulação da corrente associada à


ocorrência de curto-circuito monofásico franco em qualquer estrutura da linha de
distribuição ou nas subestações terminais, por duração equivalente ao tempo de
atuação da proteção de retaguarda. Esta exigência também é aplicável a cabos pára-
raios com fibra ótica (OPGW).
2.5.5 Aterramento

Para linhas de distribuição de 69 kV e acima, o sistema de aterramento de cada


estrutura deve ser projetado de forma a manter os valores de tensão de toque e tensão
de passo dentro dos valores de segurança normalizados pela ABNT.

Os valores máximos das resistências de aterramentos e tratamento de solo devem


obedecer às normas da acessada.

Os cabos pára-raios e os condutores neutros das redes e linhas de distribuição não


podem ser secionados e a conexão à malha da subestação deve ser conforme normas
da acessada.

Todas as cercas localizadas dentro da faixa de servidão de passagem instituída para a


rede ou linha de distribuição devem ser secionadas e aterradas, conforme normas da
acessada.
2.5.6 Distâncias de Segurança
No projeto das redes e linhas de distribuição devem ser observados os afastamentos e
as distâncias mínimas de segurança:
a) Entre os condutores
b) Entre condutores e partes aterradas, edificações e solo

2.5.7 Faixas de servidão


No projeto das redes e linhas de distribuição deve ser prevista faixa de servidão de
acordo com a normalização vigente.

2.6 Cálculo Mecânico

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2.6.1 O projeto mecânico da rede ou linha de distribuição deve considerar as mesmas
cargas mecânicas utilizadas pela acessada em seus critérios de projeto para a mesma
classe de tensão, agindo sobre os cabos, estruturas e demais componentes. Para isso,
deve considerar os parâmetros ambientais locais tanto nos cálculos das trações e
flechas dos cabos e no dimensionamento das bases, fundações e estaimentos das
estruturas aéreas, O mesmo se aplica para as redes e linhas subterrâneas.

2.6.2 Devem ser elaborados estudos visando o desenvolvimento e a aplicação de


sistema de amortecimento para prevenção de vibrações eólicas e efeitos relacionados
com a fadiga dos cabos aéreos, de forma a garantir que os mesmos não estejam
sujeitos a danos ao longo da vida útil da linha de distribuição.

2.7 Travessias

2.7.1 As travessias efetuadas pelas redes e linhas sobre ou sob vias urbanas e
rurais, ferrovias, vias fluviais, linhas elétrica e de comunicação, proximidades de
aeroportos, etc, devem observar aos critérios utilizados pela acessada e Entidades
envolvidas responsáveis., e O Acessante fica responsável pela obtenção da
documentação e aprovações necessárias.

2.7.2 Onde necessário, as redes e linhas devem ser sinalizadas de acordo com
normas e instruções dos órgãos e Entidades responsáveis.

2.8 Especificação de Materiais e Equipamentos

2.8.1 O Acessante deve apresentar, junto com seu projeto de conexão, a lista e
especificação dos materiais e equipamentos utilizados. A padronização e especificação
dos mesmos devem estar de acordo com normas da acessada e da ABNT.

2.9 Analise da Confiabilidade em Função do Arranjo

2.9.1 Para análise de confiabilidade, devem ser realizados estudos referentes a:

a) Tipos de arranjo das redes


b) Número de desligamentos por ano causados por descarga atmosférica ou
tensão de manobra (blindagem, aterramento e coordenação de isolamento)
c) Critérios para dimensionamento das estruturas (condições de carregamento)
d) Determinação das condições climáticas (altitude, temperatura, velocidade do
vento).

3 SUBESTAÇÕES

3.1 Geral

3.1.1 A especificação da subestação do Acessante, de conexão com a rede ou linha


de distribuição da Acessada, deve atender as normas e padrões da mesma.

3.1.2 O Acessante deve fixar as características técnicas dos diversos equipamentos,


tais como, tensão, corrente e freqüência nominal, níveis de isolamento, capacidade de
interrupção, características dos equipamentos de transformação, proteção, manobra e
medição, classe de precisão para TC’s e TP’s,. Alem disso, devem ser considerados os

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equipamentos de comunicação e sinalização, as obras civis e a proteção física da
subestação.

3.1.3 O projeto de uma subestação de tensão igual ou superior a 69 kV deve incluir,


entre outros itens:

a) Diagrama unifilar simplificado;


b) Diagrama unifilar de proteção, medição e supervisão;
c) Arranjo Geral (plantas, cortes, detalhes e lista de materiais);
d) Rede de Terra (memória de cálculo, planta, detalhes e lista de materiais);
e) Eletrodutos e acessórios (plantas, cortes, detalhes e lista de materiais);
f) Bases, fundações e canaletas (planta, formas e armações, lista de materiais)
g) Terraplenagem (planta, perfis e mapa de cubação);
h) Estradas de serviço e drenagem (plantas, cortes, detalhes e lista de
materiais);
i) Casa de comando (arquitetura, estrutura e instalações);
j) Serviços auxiliares (memórias de cálculo, diagramas unifilares,
especificações);
k) Diagramas esquemáticos (trifilares, lógicos de comando, controle, proteção e
supervisão;
l) Fiação dos painéis, interligação e listas de cabos;
m)Especificação de equipamentos principais e dos painéis.

3.1.4 Compete ao Acessando definir o escopo a ser apresentado em cada caso, para
aprovação do projeto.

3.2 Estrutura ou Pórtico de Entrada

3.2.1 Caso a subestação do Acessante seja alimentada por linha de distribuição de


propriedade da Acessada, esta deve indicar a disposição dos condutores e as cargas
mecânicas e espaçamentos necessários para a realização do projeto do pórtico.

3.3 Arranjo

3.3.1 O arranjo de barras da subestação deve ser escolhido de comum acordo entre
a Acessada e o Acessante, de modo a minimizar o número de circuitos fora de serviço,
reduzir o corte de carga durante o regime de contingência no sistema e facilitar a
execução de futuras ampliações.

3.4 Distâncias de Segurança

3.4.1 Devem ser usados as normas da ABNT e os critérios da Acessada para


definição dos espaçamentos mínimos entre condutores e o estabelecimento de
distâncias de segurança, levando em conta a passagem de pedestres, veículos e a
manutenção de equipamentos e barramentos.

3.5 Unidades Transformadoras de Potência

3.5.1 Os transformadores devem atender aos requisitos da Norma NBR 5356. Sua
configuração e deslocamento angular devem ser de acordo com indicação da
Acessada.

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3.5.2 A critério do Acessante, para cargas que requeiram tensão estabilizada,
recomenda-se a utilização de transformador de potência com comutação automática de
derivações em carga.

3.5.3 Para novas unidades transformadoras de potência, os procedimentos para


aplicação de cargas devem atender a norma ABNT NBR 5416. No caso de unidades
antigas, em operação nas instalações existentes, seus fatores limitantes e restrições
operativas, devem ser levados em consideração na aplicação da metodologia adotada
na norma ABNT NBR 5416.

3.6 Equipamentos de Proteção de Sobrecorrente

3.6.1 Os equipamentos de proteção, disjuntores e religadores de tensão 13,8 kV e


superior devem atender às exigências da norma NBR 7118.

3.6.2 Os disjuntores e religadores de subestação devem ser de acionamento tripolar.

3.6.3 A Acessada deve informar a potência de curto-circuito de forma a permitir a


especificação da capacidade de interrupção necessária para os disjuntores e
religadores.

3.7 Equipamentos de Seccionamento e Manobra

3.7.1 Os seccionadores dos vãos de entrada da subestação, inclusive os que isolam


os disjuntores ou religadores, devem ser de acionamento tripolar.

3.7.2 Os seccionadores devem estar intertravados com os disjuntores do mesmo


circuito de entrada, de forma a ser impossível sua abertura quando o disjuntor estiver
fechado.

3.8 Pára-Raios

3.8.1 Devem ser instalados pára-raios, obrigatoriamente, no mínimo nas entradas de


ramais de alimentação e linhas de distribuição.

3.9 Transformadores para Instrumentos

3.9.1 As características dos transformadores para instrumentos, como: número de


secundários, relações de tensão, carga, exatidão, etc., devem satisfazer às
necessidades dos sistemas de proteção e de medição.

3.10 Proteção

3.10.1 No caso de subestação para unidade consumidora, de média tensão e


superiores, são necessárias pelo menos as seguinte proteções:

a) sobrecorrente de fase e de neutro, com unidades instantânea e temporizada


b) sobretensão e subtensão de fase, instaladas através de TP no lado de alta
tensão, com unidades instantânea e temporizada

3.10.2 Estas proteções atuarão no disjuntor de entrada da subestação particular. No


caso da conexão estabelecer-se sem disjuntor de entrada, os requisitos de proteção

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aqui estabelecidos devem aplicar-se ao disjuntor do lado da alta tensão do
transformador de potência.

3.10.3 Os relés devem possibilitar sinalização individual das atuações da proteção,


com estampa de tempo passível de aquisição, para fins de análise de ocorrências.

3.10.4 Caso haja necessidade, outras proteções podem ser incluídas, de comum
acordo entre a Acessada e o Acessante.

3.10.5 Os ajustes dos relés que atuam sobre o disjuntor de entrada, bem como as
relações dos transformadores de corrente que os suprem, devem ser definidos pelo
Acessante e aprovados pela Acessada.

3.11 Serviços Auxiliares

3.11.1 A subestação deve dispor de serviços auxiliares de corrente alternada e de


corrente contínua, dimensionados adequadamente para acionamento dos dispositivos
de comando e proteção instalados na subestação. A tensão de operação deve atender
às normas da Acessada.

3.11.2 No ambiente da subestação deve ser instalado sistema de iluminação de


emergência em corrente contínua, para utilização quando de eventual perda do serviço
auxiliar em corrente alternada.

3.12 Aterramento

3.12.1 O sistema de aterramento das estações transformadoras e dos equipamentos


de proteção deve ser dimensionado considerando a resistência de aterramento
especificada pela Acessada para a região em consideração e as correntes de curto-
circuito calculadas para o ponto de conexão. Os tempos de interrupção utilizados nos
cálculos são os adotados pela acessada.

3.12.2 Devem ser aterrados:

a) Estruturas e ferragens da subestação que não conduzem corrente em regime


normal;
b) Carcaças metálicas de todos os equipamentos e painéis instalados na
subestação, em um único ponto;
c) Componentes do sistema de proteção contra descargas atmosféricas da
subestação;
d) Os cabos de aterramento (contrapesos) da última estrutura da linha de
transmissão, através de dispositivo de transição (caixa de interligação) com
dimensões e características apropriadas;
e) A cerca periférica e a cerca da área energizada (se existente).

3.12.3 A malha de aterramento deve se estender no mínimo até 1 metro além da


cerca da divisa da subestação.Caso isso não seja possível, devem ser utilizadas
malhas de aterramento independentes, desde que sejam obedecidos os valores das
tensões máximas suportáveis de passo e toque.

4 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

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4.1 Geral

4.1.1 O termo paralelismo aqui utilizado refere-se em geral à condição permanente,


isto é, as instalações do Acessante, que possui geração própria, estão operando em
sincronismo com a rede ou linha da Acessada por tempo indeterminado. Contudo,
paralelismo designa, também, o caso dos Autoprodutores com paralelismo
momentâneo, que são consumidores cuja geração própria ficará em paralelo com o
sistema da Acessada somente pelo tempo necessário para que os seus geradores
assumam as cargas ou sejam aliviados das mesmas, algo que dura até 30 segundos.

4.1.2 O presente item aplica-se a:

a) Autoprodutores com venda de excedentes: são consumidores que têm


geração própria em paralelo com o sistema da Acessada e que vendem o
excedente de sua geração para a Acessada ou terceiros, usando o sistema
elétrico desta;
b) Autoprodutores sem venda de excedentes: são consumidores com geração
própria em paralelo com o sistema da Acessada e que não possuem
excedente para venda;
c) Produtores Independentes de Energia: são pessoas jurídicas ou empresas
reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir
energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia
produzida, por sua conta e risco, utilizando a rede da Acessada para tal.

4.1.3 O paralelismo entre o sistema da Acessada e o do Acessante não deve resultar


em problemas técnicos e de segurança para outros Acessantes, para o sistema
elétrico, como um todo, para o pessoal de operação e manutenção e para o público em
geral. Devem ser observadas as condições mínimas necessárias para a qualidade do
fornecimento (níveis de tensão e freqüência), bem como de proteção e operação de
rede.

4.2 Transformador Isolador

4.2.1 Os geradores do Autoprodutor devem estar acoplados ao sistema elétrico da


Acessada através de um transformador de potência. Este transformador deve isolar o
circuito de seqüência zero da geração do autoprodutor do circuito de seqüência zero da
Acessada. Sua configuração e deslocamento angular devem ser de acordo com
indicação da Acessada. Para geração abaixo de 100 kW o transformador de isolamento
é opcional.

4.2.1 O transformador isolador não pode ser protegido por meio de fusíveis e as
derivações de quaisquer de seus enrolamentos devem ser definidas por ocasião da
apresentação do projeto.

4.3 Proteção

4.3.1 O sistema de proteção deve ser dimensionado para proteger a geração


distribuída contra perturbações e avarias que se verificam na rede (avarias externas) e
contra avarias que se verificam no próprio sistema gerador (avarias internas). O
sistema de proteção desempenha o papel fundamental na detecção e isolamento de
faltas, visando a operação normalizada, prevenção contra falhas e limitação dos danos
resultantes. Para tanto deve remover de serviço, total ou parcialmente, equipamentos,

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dispositivos ou circuitos que estejam operando em condições anormais; retirar
componentes defeituosos, para que não interfiram desordenadamente na operação dos
demais que se encontram em boas condições de continuidade de operação; e,
supervisionar a operação do sistema, de forma a assegurar a continuidade e qualidade
do fornecimento.

4.3.2 Além das proteções intrínsecas para problemas mecânicos e das proteções
inerentes aos sistemas periféricos (como sistema de controle de tensão e serviços
auxiliares), os equipamentos de geração também devem ser dotadas de proteção para
defeitos elétricos.

4.3.3 Uma vez que a previsão de proteção de todas as faltas possíveis é


economicamente inviável, devem-se adotar filosofias de proteção que se apóiem no
equilíbrio dos recursos técnicos e econômicos. Algumas dessas filosofias são
apresentadas nas normas ANSI/IEEE 1001 e IEEE P1547, ambas destinadas à
proteção das conexões entre geração distribuída e sistema de distribuição de energia
elétrica.

4.3.4 A tabela a seguir apresenta uma lista orientativa de proteção mínima


necessária para a interconexão estratificada por faixa de potência da geração
embutida.

POTÊNCIA

CARACTERÍSTICA Monofásico Trifásico


> 10 kW a > 100kW >
≤ 50kW ≤ 10kW
100kW a 1MW 1MW
Dispositivos de interrupção D D D D D
Dispositivo de desconexão D D D D D
Relé de sobre corrente e D D
D D D
sobrecarga
Relé de sobretensão subtensão U U D D D
Relé de sobrefreqüência e D D
U U D
subfreqüência
Regulador de tensão ou de FP U U D D D
Desequilíbrio de corrente U U U D D
Desbalanço de tensão U U U D D
Sobrecorrente direcional U U U D D
Transformador de acoplamento U U U D D
Sobrecorrente com restrição de U D
U U U
tensão

4.3.5 O paralelismo deve ser realizado através de um disjuntor próprio, que deve
estar dotado de todos os dispositivos adequados para executar um perfeito sincronismo
manual-visual ou automático. Este disjuntor deve ser surpervisionado por relé de
verificação de sincronismo, o qual somente permite o fechamento no caso de haver
tensão em ambos os lados com valores fasoriais compatíveis e adequados entre si, de
forma a permitir a manobra de paralelismo correta e segura.

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4.3.6 O paralelismo pode ser estabelecido por mais disjuntores, desde que todos
possuam os dispositivos mencionados no parágrafo anterior. Qualquer disjuntor dentro
das instalações do Acessante, por meio do qual porventura poderia ser feito
inadvertidamente o paralelismo, deve ser dotado de intertravamento para que só possa
ser fechado se o disjuntor de paralelismo com a acessada estiver aberto.

4.3.7 Os relés de proteção da interligação devem operar nas seguintes condições


anormais, atuando nos disjuntores:

a) sobretensão e subtensão;
b) sobrecorrentes de fase e de neutro
c) sobrefreqüência e subfreqüência

4.3.8 Deve ser prevista proteção de retaguarda, composta de relés para detecção de
faltas entre fases e entre fases e terra, que atuarão na abertura do paralelismo.

4.3.9 Não é permitido o uso de fusíveis nem de seccionadores monopolares entre o


disjuntor de entrada e o gerador, ou geradores.

4.3.10 Nos cálculos de sobrecorrentes e de sobretensões devem ser levadas em


conta as impedâncias de aterramento e a existência de bancos de capacitores.

4.3.11 Os ajustes dos relés que atuam sobre o disjuntor que estabelece o paralelismo,
bem como as relações dos transformadores de corrente que os suprem, devem ser
definidos pelo Acessante e aprovados pela Acessada. Os relés de subfreqüência e
sobrefreqüência devem ser cuidadosamente ajustados de acordo com parametrização
sugeria pela acessada a fim de minimizar o desligamento dos geradores por
subfreqüência e sobrefreqüência.

4.4 Operação Ilhada

4.4.1 Cabe à Acessada permitir o ilhamento (operação isolada da geração) e em que


condições isto poderá ocorrer. Cabe também à Acessada a especificação da proteção
necessária para evitar o ilhamento indesejado.

4.4.2 Quando a operação ilhada não for permitida, deve ser utilizado um sistema
automático de abertura do disjuntor de paralelismo, seja pela detecção da perda de
sincronismo, seja pela utilização de algum meio de comunicação. Neste caso, as fontes
geradoras não podem reduzir a flexibilidade de recomposição da rede elétrica, seja em
função de limitações dos equipamentos ou por tempo de recomposição.

4.5 Requisitos do Sistema Elétrico Acessado

4.5.1 Caso o transformador da subestação da acessada seja protegido por fusíveis,


estes devem ser substituídos por disjuntores. Caso o paralelismo seja apenas
momentâneo, não há necessidade desta substituição.

4.5.2 Excetuado o caso de Acessante com paralelismo momentâneo, o disjuntor ou


religador na saída da subestação da Acessada que supervisiona o circuito alimentador
que constitui a rede ou linha de distribuição primária na qual se estabelece o

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paralelismo do Acessante deve ser dotado das seguintes funções de proteção
adicionais:

a) Bloqueio do religamento automático se, quando o equipamento abrir, houver


ainda tensão na rede proveniente do gerador do Acessante;
b) Comando de abertura por relés que detectem faltas entre fases e entre fase
e terra na linha de distribuição.

Nota: No caso de Acessante com paralelismo momentâneo com geração


total acima de 5 MVA, também é obrigatória a implementação do
bloqueio do religamento automático no disjuntor ou religador na
subestação da acessada se, quando ele abrir, ainda houver tensão na
rede proveniente do gerador particular.

4.5.3 Nenhum fusível ou religador deve ser instalado entre a saída do circuito da
subestação acessada e o ponto de entrega para o autoprodutor. Entretanto, estes
equipamentos podem ser instalados após o ponto de interligação com o Autoprodutor,
ou em derivações do circuito de interligação.

4.5.4 Deve ser verificada a possibilidade de funcionamento equivocado de


reguladores de tensão em caso de inversão do fluxo de potência em seus terminais e
as providências a serem tomadas caso isso ocorra.

4.6 Paralelismo Acidental

4.6.1 Todo Acessante dos sistemas elétricos de distribuição, na condição de


consumidor, que possua geração própria com o fim de suprir parcialmente sua carga,
sem previsão de paralelismo sob qualquer regime operativo, deve apresentar projeto
de suas instalações que demonstre a total independência dos circuitos atendidos por
geração própria, daqueles atendidos pela Acessada.

4.6.2 Caso haja alguma possibilidade de paralelismo acidental, o Acessante deve


incluir no projeto de suas instalações uma chave reversível, de acionamento manual ou
elétrico, automática ou não, com intertravamento mecânico, que impossibilite o
paralelismo da geração particular com o sistema de distribuição acessado.

4.6.3 Se estes requisitos não puderem ser atendidos, e ficar claro que possa haver
risco de paralelismo acidental, o Acessante deve cumprir os requisitos de proteção
definidos para o paralelismo permanente.

4.7 Serviços Auxiliares

4.7.1 Os serviços auxiliares da geração distribuída devem ser projetados de forma a


garantir a confiabilidade da instalação de geração.

4.7.2 Os serviços auxiliares, em corrente alternada e/ou contínua, devem ser


especificados de modo a garantir o suprimento às cargas essenciais, instrumentação,
comunicação, iluminação de emergência, segurança funcional e predial.

4.8 Requisitos para participação do gerador no Controle Automático de


Geração - CAG e em Esquemas de Corte de Geração – ECG

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4.8.1 O Acessante é responsável pela avaliação de qualquer efeito que o sistema
interligado possa provocar em suas instalações e tomar as ações corretivas
eventualmente necessárias.

4.8.2 O ajuste da regulação primária da freqüência, quando aplicável, deve ser feito
visando permitir a participação da usina no controle transitório da freqüência. O
estatismo e demais parâmetros de controle de sistemas que empreguem regulador de
velocidade, devem ser ajustados em acordo com critérios fornecidos pela Acessada.

4.8.3 Quando couber, deve ser feita a regulação secundária da freqüência, através
de recursos necessários para a integração com o sistema de supervisão e controle,
visando participação no Controle Automático da Geração – CAG e permitir a
participação da usina no controle automático da freqüência e intercâmbio entre áreas.

4.8.4 Nos geradores distribuídos que contemplem sistemas de excitação, os diversos


parâmetros de controle do regulador de tensão devem ser ajustados em acordo com
critérios fornecidos pela acessada.

4.8.5 Conforme necessidade identificada pelo Acessante para o atendimento aos


padrões de desempenho do sistema de distribuição acessado, definidos nestes
Procedimentos de Distribuição, devem, sempre quando couber, ser previstos:

a) requisitos especiais para a participação do gerador no Controle Automático


de Geração CAG (ONS ?), inclusive canais de comunicação com o centro de
operação designado pela acessada;
b) a participação do gerador em esquemas de corte de geração – ECG;
c) sinais estabilizadores nos sistemas de excitação dos geradores, cujos
ajustes devem ser definidos e revisados periodicamente pela acessada;
d) a participação do gerador em esquemas de recomposição de área (black
start) após a ocorrência de grandes distúrbios;
e) a operação de unidades geradoras na condição de compensadores
síncronos, com reversão manual ou automática para a condição de gerador
de potência ativa.

4.8.6 Os geradores devem ter sistemas de excitação com tempo de resposta, teto,
capacidade de corrente negativa e outras peculiaridades compatíveis com os requisitos
do sistema elétrico, a serem especificados pela acessada.

4.8.7 A ação de limitadores (sobre-excitação, sub-excitação, tensão, freqüência, etc.)


deve ser coordenada dinamicamente com a atuação das respectivas proteções, de
forma a minimizar o desligamento de geradores.

4.9 Requisitos para participação do gerador em esquema de recomposição


de área após distúrbio.

Quando a operação ilhada não for permitida, a geração distribuída só pode ser re-
conectada à rede após o restabelecimento da tensão. É de responsabilidade do
Acessante dispor de meios de detecção da perda de sincronismo que garantam a
abertura do elemento de conexão.

4.9.1 Quando a operação ilhada for admissível, fica sob responsabilidade da


acessada prover sistemas que garantam o sincronismo no ato do religamento. Nestes

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casos, a área a ser coberta pelo Acessante, quando da operação ilhada, deve ser
delimitada pela acessada em função da capacidade excedente da geração distribuída.

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Seção 3.3 - PROCEDIMENTOS PARA SOLICITAÇÃO DE
ACESSO

1 OBJETIVO

1.2.1 Esta Seção trata dos procedimentos para solicitação de acesso aos sistemas
elétricos de distribuição, a partir do Acessante a um Agente de Distribuição –
Acessada, bem como o processamento dessa solicitação. Estes procedimentos estão
em conformidade com a regulamentação do serviço público de distribuição de energia
elétrica.

1.2.2 Esta Seção apresenta o fluxo de informações dos processos de consulta e


pedido de aprovação para novas conexões e, em anexo, são detalhadas as
informações requeridas aos Acessantes e Acessadas.

1.2.3 A Acessada e o Acessante devem disponibilizar todas as informações


necessárias aos estudos e projetos relacionados com as modificações e reforços nos
sistemas de distribuição para implementar a nova conexão. O Acessante elabora os
estudos e projetos das instalações de conexão e a Acessada avalia as condições de
acesso.

1.2.4 Os requisitos técnicos de projeto e de operação estão estabelecidos na Seção


3.1 e Seção 3.2, e as responsabilidades e prazos nesta Seção. O Acessante deve estar
de acordo com todos os requisitos técnicos de projeto e de operação.

1.2.5 Todos os entendimentos entre as partes devem constar dos contratos


necessários para o estabelecimento da conexão e uso do sistema de distribuição, que
serão firmados antes da implementação da nova conexão.

2 PROCESSOS PARA SOLICITAÇÃO DE ACESSO


São quatro os processos para solicitação de acesso e aprovação da conexão:

a) Consulta de Acesso;
b) Informação de Acesso;
c) Solicitação de Acesso; e
d) Parecer de Acesso.

Cada processo é descrito de forma detalhada nos itens seguintes.

2.1 CONSULTA DE ACESSO

2.1.1 Conceituação

A Consulta de Acesso é formal, formulada pelo Acessante à Acessada com o objetivo


de obter informações técnicas que o subsidiem nos estudos de viabilidade de sua
conexão. Essa consulta é obrigatória para os Produtores de Energia que necessitam
obter outorga da ANEEL, sendo opcional para os demais Acessantes. Deve ser
acompanhada de dados e informações técnicas que permitam uma avaliação
preliminar do acesso.

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2.1.2 Informações do Processo

O Acessante que efetuar a Consulta de Acesso à Acessada deve encaminhar:


a) informações gerais do Acessante; e
b) informações técnicas do acesso.

O Acessante encaminha essas informações à Acessada, segundo modelo do Anexo A


- Informações do Acessante para a Consulta de Acesso.
Na Consulta de Acesso, o Acessante identifica o(s) ponto(s) de conexão de interesse e
solicita ao(s) Agente(s) de Distribuição envolvido(s) que informe as características do(s)
mesmo(s).

2.2 INFORMAÇÃO DE ACESSO

2.2.1 Conceituação

A Informação de Acesso é a resposta formal obrigatória à Consulta de Acesso,


formulada pela Acessada, com o objetivo de fornecer informações preliminares sobre a
classificação do Acessante, características do sistema de distribuição, requisitos
técnicos, padrões de desempenho, custos de implantação, estrutura de tarifas,
estimativas de prazo para atendimento e informando o melhor Ponto de Conexão, ou
outros pontos disponíveis com respectivas justificativas, instruindo sobre contratos a
serem assinados, tarifas de uso aplicáveis e responsabilidades do Acessante, que lhe
permitam obter o Ato Autorizativo da ANEEL, no caso dos Agentes de Geração. O
Ponto de Conexão estará garantido pelo prazo de validade do documento.

2.2.2 Informações do Processo

A Acessada deve encaminhar, no prazo máximo de 15 dias, o seguinte:


a) informações sobre as características elétricas do(s) ponto(s) de conexão
desejada(s);
b) limites e requisitos técnicos e padrões de desempenho a serem atendidos
pelo Acessante no ponto de conexão;
c) informações gerais necessárias à análise de viabilidade física e técnica do
ponto de conexão (tipo(s) de terreno, faixa(s) de passagem, características
mecânicas das instalações, sistemas de proteção, controle e
telecomunicações disponíveis);
d) informações adicionais solicitadas pelo Acessante.

A Acessada, após receber a Consulta de Acesso deve prestar ao Acessante as


informações conforme Anexo B - Informação da Acessada em Resposta a Consulta de
Acesso.

2.3 SOLICITAÇÃO DE ACESSO

2.3.1 Conceituação
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A Solicitação de Acesso é o requerimento obrigatório formulado pelo Agente
Acessante, produzindo direitos e obrigações, inclusive em relação à prioridade de
atendimento e reserva na capacidade de distribuição disponível, de acordo com a
ordem cronológica do protocolo de entrada na Acessada. Deve ser acompanhado de
dados e informações necessários à avaliação técnica do acesso e avaliação dos
estudos de integração do Acessante ao sistema de distribuição, de forma a permitir que
a Acessada faça a analise de viabilidade da conexão e apresente o Parecer de Acesso.

2.3.2 Informações do Processo

A Solicitação de Acesso deve ser formalizada pelo Acessante pelo menos 12 (doze)
meses antes da entrada em operação do seu empreendimento, para Agentes de
Geração e Carga acima de 5 MW.

O pedido de aprovação das instalações de conexão contido na Solicitação de Acesso


deve ser acompanhado de:
a) Comprovantes legais: alvará de funcionamento, aprovação governamental,
relatórios de impacto e licença ambiental, ART-CREA, etc;
b) Contrato de concessão ou ato autorizativo emitido pela ANEEL, para
Agentes de Geração;
c) Ponto de Conexão definido;
d) Projeto básico: carta de solicitação, memorial descritivo, localização e
arranjo físico;
e) Projeto executivo: devem ser apresentados os elementos solicitados nos
padrões da Acessada, bem como os critérios apresentados na Seção 3.2 -
Requisitos de Projeto.
f) Detalhamento das informações referentes à instalação, conforme
apresentado a seguir:

O Acessante, para requerer a Solicitação de Acesso à Acessada, deve encaminhar:


• Informações gerais do Acessante;
• Informações técnicas do Acesso;
• Informações específicas do Acesso (quando necessárias);
Nota: Essas informações não condicionam ou impedem o Parecer de
Acesso. Nesta fase, somente se identifica a necessidade de
equipamentos corretivos. Essas informações podem ser prestadas
após a assinatura dos contratos, para os estudos específicos que
eventualmente forem necessários.
• Documentação das exigências legais definidas pela ANEEL.
O Acessante encaminha as informações da alínea “a” à Acessada, segundo modelo do
Anexo C – Informações Necessárias aos Estudos de Acesso.

Para os Acessantes já conectados ao sistema elétrico, faz-se necessário observar as


exigências contratuais e os compromissos firmados anteriormente à formalização da
Solicitação de Acesso com a Acessada.

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Devem também ser encaminhados os relatórios referentes aos estudos porventura já
realizados pelo Acessante com o intuito de agilizar o processo de análise da Solicitação
de Acesso. Estes estudos deverão incluir, em qualquer caso:
a) Fluxo de carga em condições normais e de contingência
b) Desequilíbrios trifásicos e monofásicos de aterramento;
c) Para o caso específico de Produtores de Energia, devem ser incluídos
estudos relativos à estabilidade transitória.
Ressalta-se que, dependendo do porte do acesso solicitado, a Acessada pode requerer
ao Acessante informações adicionais necessárias para a análise da viabilidade da
conexão.

2.3.3 Descrição do Processo de Solicitação de Acesso

Ao receber a Solicitação de Acesso, a Acessada tem um prazo de 5 (cinco) dias úteis


para verificar o atendimento das informações necessárias à Solicitação de Acesso,
contidas no Anexo C, e informar ao Acessante.
• Na hipótese de falta de algum dado, informação ou documentos essenciais à
elaboração do Parecer de Acesso, a Acessada notifica o Acessante que terá 8
(oito) dias úteis, contados da data do protocolo de entrega da Solicitação de
Acesso, para solucionar as pendências.
• Se este prazo não for cumprido, a Solicitação de Acesso perde o efeito e o
Acessante deve reiniciar o processo.
• Caso os dados e informações faltantes não sejam essenciais, o processo de
Solicitação de Acesso pode dar continuidade, sendo registradas as pendências
no Parecer de Acesso.
De posse das informações da Solicitação de Acesso, a Acessada tem um prazo de até
30 (trinta) dias para apresentar o Parecer de Acesso ao solicitante.
De acordo com a Resolução ANEEL nº 281/99 e Resolução ANEEL nº 715/01 a
Solicitação de Acesso aos sistemas elétricos deve ser encaminhada pelo Acessante.

• No caso de acesso permanente, a Solicitação de Acesso deve ser formalizada


pelo menos 1 (um) ano antes da entrada em operação do empreendimento.
Cabe salientar que, caso o acesso do empreendimento exija a implantação de
ampliações ou reforços no sistema elétrico, a sua concretização dependerá da
conclusão das obras necessárias, o que pode exigir que a Solicitação de Acesso
seja feita com maior antecedência. Esta decisão faz parte da análise de risco do
Acessante.
• No caso de acesso temporário, regulamentado pela Resolução ANEEL nº
715/01, a Solicitação de Acesso deve ser formalizada com a antecedência
mínima de 90 dias, e máxima de 180 dias, em relação à data de contratação
desejada.
• A Solicitação de Acesso deve ser apresentada à Acessada em 2 (duas) vias.

2.4 PARECER DE ACESSO

2.4.1 Conceituação

43 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


O Parecer de Acesso é um documento formal obrigatório formulado pela Acessada
onde são informados as Condições de Acesso e os requisitos técnicos que permitam a
conexão definitiva das Instalações de Conexão do Acessante, indicando, quando for o
caso, as necessidades de reforços e/ou melhorias no sistema da Acessada e os
respectivos prazos de execução. Se na análise do acesso a Acessada constatar
impactos na Rede Básica, o ONS deve ser informado e participar dessa análise.Tem
caráter formal de compromisso e conterá prazo de validade, dentro do qual todas as
condições apresentadas estarão garantidas.

2.4.2 Informações do Processo

A Acessada deve apresentar todas as definições das Condições de Acesso no prazo


de:
a) até 30 dias após o recebimento da Solicitação de Acesso, quando a
integração da acessada não acarretar ampliações e/ou reforço no sistema
de distribuição; ou
b) até 120 dias após o recebimento da Solicitação de Acesso, quando a
integração acarretar somente reforços no sistema de distribuição,
caracterizando a necessidade de elaboração de estudos e projetos de
responsabilidade da Acessada; ou
c) até 180 dias após o recebimento da Solicitação de Acesso, quando a
integração acarretar ampliação nas instalações da Acessada, ou num prazo
definido por negociação direta entre os agentes envolvidos; e
d) emitir o Parecer de Acesso, disponibilizando ao requisitante as informações
técnicas e os parâmetros adotados nas avaliações, informando sobre as
condições contratuais, os prazos para conexão e os respectivos encargos.

O ANEXO D – Análise de Parecer de Acesso apresenta os aspectos que a Acessada


deve analisar para aprovação da Solicitação de Acesso.
Havendo necessidade de reforços na Rede Básica ou Demais Instalações de
Transmissão - DIT para atendimento ao acesso solicitado, o prazo de que trata este
item deve estar de acordo com os Procedimentos de Rede. Ressalva-se que os prazos
para outorga do reforço e para a execução das obras são estabelecidos pelo Poder
Concedente.
As providências para implantação das obras, conforme Seção 3.4, e o próprio acesso
aos sistemas de distribuição só podem ser efetivadas após a assinatura dos
respectivos contratos, em conformidade com o estabelecido na Resolução ANEEL nº
281/99. A Seção 3.6 apresenta modelos de contrato de conexão e uso dos sistemas de
distribuição.
A prioridade do acesso e uso dos sistemas elétricos, quando limitada à capacidade
disponível, deve ser dedicada aos solicitantes selecionados de forma transparente e
isonômica, que apresentarem menores prazos para início efetivo da operação dos seus
empreendimentos.
• Depois de definidas as Condições de Acesso ao Acessante , esse tem um
prazo de até noventa dias para a celebração dos contratos de conexão
necessários.

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• A responsabilidade de realização das instalações conexão e os custos
referentes aos estudos de integração de seu empreendimento ao sistema de
distribuição são de responsabilidade do Acessante.

2.4.3 Descrição do Processo de Parecer de Acesso

a) A partir do protocolo de entrega da Solicitação de Acesso pelo Acessante, a


Acessada deve:

• avaliar a viabilidade técnica da solicitação de acesso, fornecendo ao


interessado todas as informações pertinentes;
• identificar a necessidade de ampliações ou reforços para a viabilização
técnica do acesso;
• identificar a necessidade de realização de estudos específicos ao
acesso; e
• informar os agentes potencialmente afetados pela Solicitação de Acesso.

b) Não sendo identificada a necessidade de reforços ou ampliações no prazo


definido em 2.4.2, a Acessada emite parecer com as Condições de Acesso
do solicitante.
c) Ao contrário, constatada a necessidade de reforços ou ampliações, a análise
da viabilidade técnica do acesso é complementada no ciclo de estudos de
ampliações e reforços, detalhado no Módulo 2 de Planejamento dos
Procedimentos de Distribuição.

d) Após emitido o Parecer de Acesso, o Acessante deve iniciar as negociações


do CCD com a Acessada envolvido.
e) O Parecer de Acesso deve ter validade de 90 (noventa) dias.

f) A prioridade de atendimento, em relação a novas Solicitações de Acesso,


vigora até 90 (noventa) dias a partir da emissão do parecer com a definição
das condições de acesso. Dentro deste prazo, o Acessante deve celebrar o
CUSD com a Acessada.
• Se o Acessante não celebrar o CUSD dentro do prazo de validade do
Parecer de Acesso e se este não for mais aplicável em virtude de
Solicitações de Acesso posteriores à sua, o Acessante fica sujeito a
novas Condições de Acesso e, conseqüentemente, a novos prazos de
atendimento.
g) No caso do CCD, por se tratar de um contrato bilateral, o prazo e os
procedimentos para sua celebração devem ser objeto de prévio acerto entre
as partes, observado o disposto no Artigo 9º da Resolução ANEEL nº
281/99.
h) Cumpre ressaltar que, de acordo com o Artigo 9º da Resolução ANEEL nº
281/99, as providências para implantação dos reforços e ampliações
necessários e o próprio acesso aos sistemas de distribuição só podem ser
efetivadas após a assinatura do CUSD e do CCD.

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• Para efeito de licitação, as eventuais obras na Rede Básica ou Demais
Instalações de Transmissão – DIT indicadas no Parecer de Acesso e
respectivos estudos, devem ser encaminhados à ANEEL com
antecedência quanto a data prevista para a entrada em operação,
conforme o indicado nos Procedimentos de Rede.

i) Antes ou após a contratação do acesso, o Parecer de Acesso estará sujeito


a revisões nos seguintes casos:
• por iniciativa da Acessada, quando do comprometimento do parecer,
ocasionado pelo fornecimento de informações incorretas por parte do
Acessante ou pelo descumprimento de pré-condições estabelecidas em
seu Parecer de Acesso, podendo o Acessante ficar sujeito a novas
Condições de acesso, sem direito a solicitar ressarcimentos em função
de eventuais restrições de transporte;
• por iniciativa da Acessada ou por solicitação do Acessante, em
decorrência de alteração ou complementação dos dados fornecidos
durante o processo de acesso, podendo o Acessante ficar sujeito a
novas condições de acesso, sem direito a solicitar ressarcimentos em
função de eventuais restrições de transporte;
• por iniciativa da Acessada, sem conseqüências para o Acessante, em
caso de constatação de motivo técnico para a reavaliação do parecer;
• por solicitação do Acessante em caso de postergação da entrada em
operação do seu empreendimento, desde que o Parecer de Acesso não
identifique a necessidade de ampliações ou reforços no sistema de
distribuição e não haja mudanças nas condições de seu acesso,
podendo a revisão se dar através de correspondência emitida pela
Acessada.

j) A revisão do Parecer de Acesso não implica em ampliação do seu prazo de


validade.
k) O Parecer de Acesso com prazo de validade expirado estará sujeito a
revalidação por 90 (noventa) dias, podendo ser feita através de
correspondência emitida pela Acessada, desde que seja solicitada pelo
acessante e que as condições de acesso registradas no parecer não
tenham sido alteradas por outras solicitações de acesso posteriores.
l) O pedido de revalidação do Parecer de Acesso é entendido como uma nova
solicitação de acesso em que os dados e informações constantes do anexo
já estão disponíveis a Acessada necessitando de confirmação e
atualização, quando necessário, aplicando-se inteiramente o estabelecido
nos processos e etapas que antecedem à esta.
m) Se identificada a necessidade realização de estudos específicos (estudos
especiais que garantam a adequação das instalações conectadas ao
sistema de distribuição respeitando limites e critérios de qualidade do
sistema de distribuição):

• A Acessada dispõe de 5 (cinco) dias úteis após a emissão do Parecer


de acesso para informar ao Acessante os dados e informações
necessários à realização desses estudos;

46 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


• O Acessante dispõe de 90 (noventa) dias úteis após a emissão do
Parecer de acesso para realizar e informar a Acessada os resultados
desses estudos específicos;
• A Acessada dispõe de um prazo de 30 (trinta) dias após entrega dos
estudos específicos para emissão de parecer sobre os mesmos
• Se resultados dos estudos indicarem que a solução para correção dos
problemas de violação de limites for instalação de equipamentos de
correção local, sujeita essa solução à apreciação da Acessada, caberá
ao acessante a responsabilidade pela pré-especificação desses
equipamentos.
• Se o resultado dos estudos indicar solução para correção da violação
de limites que envolva a instalação de equipamentos de correção
sistêmica ou reforços no sistema acessado, caberá ao Acessante a
responsabilidade pela especificação dos mesmos, em um prazo de 90
(noventa) dias úteis à contar da data de emissão dos estudos para
implementação destas ações.

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Seção 3.3 - ANEXO A – INFORMAÇÕES DO ACESSANTE PARA A
CONSULTA DE ACESSO

1 Informações Gerais do Acessante

• Natureza (consumidor livre, produtor independente, autoprodutor, etc).


• Localização geográfica (coordenadas: S º ‘ ‘’; W º ‘ ‘’)
• Endereço do empreendimento.
• Ponto(s) de conexão (em caso de ampliação).
• Características da conexão.
• Estágio atual do acesso, cronograma de implantação e de expansão.
• Representante para contato (nome, endereço, telefone, fax, e-mail, etc).

2 Informações Técnicas do Acesso

a) Dados do Agente de Geração (em cada estágio previsto no cronograma)

• Energético utilizado

Hidráulica ( )

Térmica ( ) Especificar Combustível ________________

Eólica

Solar,

Química

Outro ( ) Especificar _____________________________

• Estudo de avaliação da capacidade energética

• Potência de cada unidade, número de unidades;

• Fator de potência nominal;

• Tensão nominal;

• Energia garantida

• Regime horário de funcionamento

• Cronograma do empreendimento

Observação: Em caso de ampliação, incluir o envio destas informações para


as instalações já concedidas ou autorizadas.

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b) Dados da Carga

• Carga (em cada estágio previsto no cronograma):

• Demanda máxima integralizada em 15 minutos no horário de ponta,


no horário normal e no horário incentivado;

• Característica da carga; (que tipo de informação se espera?)

• Fator de carga;

• Fator de potência médio horário;

• Sazonalidade

• Cronograma do empreendimento

Geração responsável pelo suprimento (Opcional).

Observação: Em caso de ampliação, incluir o envio destas informações para


as instalações já concedidas ou autorizadas.

Seção 3.3 - ANEXO B – INFORMAÇÕES DA ACESSADA EM


RESPOSTA A CONSULTA DE ACESSO

A resposta da Acessada a ser encaminhada ao Acessante em resposta a Consulta de


acesso, com base nas informações disponíveis sobre o sistema, deverá conter:

Possíveis pontos de conexão disponíveis na região de interesse do Acessante


Estimativas de prazo para atendimento;
Informações sobre as características do sistema e sua evolução;
Informações sobre limites, requisitos técnicos e padrões de desempenho a
serem atendidos pelo Acessante no ponto de conexão;
Informações sobre os custos de implantação dos equipamentos de conexão com
base nos custos padrões definidos em ANEEL;
Estrutura tarifária, classificação do usuário, minuta dos contratos de serviço,
operação e manutenção;
Informações gerais necessárias à análise de viabilidade física e técnica do ponto
de conexão, como:
o Tipo(s) de terreno;
o Faixa(s) de passagem;
o Características mecânicas das instalações;
o Sistemas de proteção, controle e telecomunicação, disponíveis;
Informações adicionais solicitadas pelo Acessante.

Deve ser ressaltado na resposta que a análise realizada não garante compromisso em
termos de reserva de atendimento.

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Seção 3.3 - ANEXO C – INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AOS
ESTUDOS DE ACESSO

O detalhamento de informações a serem encaminhadas a Acessada local pelos


Agentes de Geração e Consumidores Livres para a solicitação de acesso deverá ser
dividido em 4 (quatro) grupos:

Informações gerais do Acessante;


Informações técnicas do Acesso;
Informações específicas do Acesso;
Documentação das exigências legais definidas pela ANEEL.

1 INFORMAÇÕES GERAIS DO ACESSANTE

O pedido de aprovação deverá ser acompanhado de:

Comprovantes legais: alvará de funcionamento, aprovação governamental e


ART-CREA;
Projeto básico: carta de solicitação, memorial descritivo, localização e arranjo
físico.
Projeto executivo: deverão ser apresentados os elementos solicitados nos
padrões da Acessada, bem como as sugestões apresentadas no Seção 3.2 -
Critérios de Projeto.

As informações gerais da acessada devem conter:

1 Identificação do consumidor.

2 Ramo de atividade

3 Natureza (produtor independente, autoprodutor, etc.).

4 Localização geográfica (e endereço).

5 Ponto(s) de conexão.

6 Estágio atual do acesso, cronograma de implantação e de


expansão.

7 Representante para contato (nome, endereço, telefone, fax,


e-mail, etc.).

2 INFORMAÇÕES TÉCNICAS DO ACESSO

2.1 Consumidores Livres

Dados sobre a carga atual (consumidor já ligado):

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Horário
Item Grandeza Unidade
(ponta) (fora de ponta);
1 Carga máxima atual (MW)

2 Fator de potência (%)

Classificação das cargas por tipo (motores síncronos, motores


3 assíncronos, retificadores, fornos, etc.) e potência associada.

Evolução das expansões previstas:

Acréscimo Previsto (MW) Fator de Potência (FP)


Ano
ponta fora de ponta ponta fora de ponta

Características da geração própria (atual e prevista):

Item Grandeza Unidade

Capacidade nominal
1 (MVA)
instalada

2 Tensão nominal (kV)

3 Fator de potência (%)

Regime de operação: permanente ( ) emergência ( )


Operação interligada? sim ( ) não ( )
Características das principais máquinas de corrente alternada:

Código Instalação Tipo Quantidade Aplicação Potência Tensão Fator Esquema Corrente
Partida Partida
Potência
E/P kW kV (%) (A)

Observação : 1 – Tipos de Máquinas CA : MS/MA - Motor Síncrono/Assíncrono


GS/CS - Gerador/Compensador Síncrono
2 – Instalação : E (existente) , P (previsto)

51 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


Equipamentos com retificação de corrente:

Tipo de Nº de Potência Tensão Corrente Fator


Nome Aplicação Instalação
Conversor Pulsos Nominal Nominal Nominal Potência
AC DC
E/P kW kV kV (A) (%)

Observação: 1 – Tipos de Máquinas CA : MS/MA - Motor Síncrono/Assíncrono


GS/CS - Gerador/Compensador Síncrono
2 – Instalação: E (existente) , P (previsto)

Características dos equipamentos especiais (fornos, máquinas de solda,


compressores, etc.) existentes e previstos:

Nome Instalação Aplicação Alimentação Potência Tensão Fator Observações


Nominal Nominal Potência
(kW) (kV) (%)

Informações requeridas de sistema necessárias ao projeto:

1 Nível de curto-circuito;

2 Sistemas de controle e proteção;

3 Tempo máximo de interrupção;

4 Níveis de confiabilidade;

5 Variação de tensão;

6 Variação de frequência

7 Suportabilidade dos equipamentos; etc.

Informações requeridas para transformadores de subestação:

1 Potência nominal;

2 Impedância de curto-circuito de seqüência positiva e zero, em


pu (na base do transformador);

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3 Tipo de ligação dos enrolamentos;

4 Impedância dos enrolamentos;

5 Relações das tensões disponíveis;

6 Derivações de tapes sob carga;

7 Derivações de tapes a vazio;

8 Tensão nominal dos enrolamentos;

9 Sobrecargas admissíveis pelo equipamento, sem perda de


vida útil, em condições normais de operação e em situações
de emergência.

Diagrama unifilar e dados gerais das instalações internas do consumidor (enviar


anexo).Neste diagrama deverão constar as impedâncias (% , base própria) dos
transformadores, bancos de capacitores de alta e média tensão, filtros de
harmônicos, bem como as impedâncias das linhas e dos transformadores da
subestação principal.
Data de preenchimento: ____/____/____

2.2 Agentes de Geração

Dados sobre a geração atual (gerador já ligado)


Evolução das expansões previstas.
Características da geração própria (atual e prevista):

1 Energético utilizado

2 Estudo de avaliação da capacidade energética (em caso de


usina hidráulica)

3 Energia garantida

4 Potência de cada unidade, número de unidades

5 Capacidade nominal instalada (MVA) : _______

6 Tensão nominal (kV) : ______

7 Fator de potência (%) : _____

Regime de operação: permanente ( ) emergência ( )


Operação interligada? sim ( ) não ( )
Características das principais máquinas de corrente alternada:

Código Instalação Tipo Quantidade Aplicação Potência Tensão FP Esquema Corrente de


E/P (kW) (kV) (%) de Partida partida

53 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


Obs. : 1) Tipos de máquinas CA : MS/MA - Motor Síncrono/Assíncrono
GS/CS - Gerador/Compensador Síncrono
2) Instalação : E - equipamento existente
P - equipamento previsto

Informações requeridas de sistema necessárias ao projeto:

1 níveis de confiabilidade;

2 variação de tensão;

3 sistemas de controle e proteção;

4 variação de freqüência;

5 etc.

Diagrama unifilar das instalações internas do gerador (enviar anexo).


Data de preenchimento: ____/____/____.

3 INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS DO ACESSO

Estas informações são necessárias somente se forem necessários estudos especiais.

3.1 Consumidores Livres

Informações específicas sobre os motores de indução de potência superior ao


valor a ser determinado pelo distribuidor local:

Código Motor 1 Motor 2 Motor 3


1 – Designação
2 –Tipo (*) GE/RB
3 -Potencia Nominal (kW)
4 -Corrente Nominal (A)
5 -Tensão Nominal (kV)
6 - Numero de pólos
7 – Velocidade Nominal rpm
8 - Fator de Potencia em Regime (%)
9 - Rendimento Nominal (%)
Rs (Ω)
Estator
Xs (Ω)
Dados de
10 - Rr (Ω)
Impedância Rotor
Xr (Ω)
Magnetização Xm (Ω)
11 -Corrente de partida (A)
12 - Fator de potencia na partida (%)
13 – Partida (**) AV/SC
14 – Freqüência de partidas
15 – Aplicação
16 - Esquema de Direta
Partida Motor Auxiliar

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Reator série tapes (%)
Resistor série tapes (%)
Autotransformador tapes (%)
Outros Especificar
17 – Momento de Inérica motor-carga (kg.m²)
Inversores
Ciclo-conversores Preencher
Controle de
18 - Chopper formulários
Velocidade
Cascata sub-síncrona à parte
Outros
(*) : GE – Gaiola de esquilo (**) : AV – A vazio
RB – Rotor bobinado SC – Sob carga
Enviar as seguintes curvas características :
1 – (conjugado motor) x (velocidade)
2 – (conjugado da carga) x (velocidade)
3 – (corrente) x (velocidade)
4 – (fator de potência) x (velocidade)
5 – (conjugado da carga) x (tempo)

Informações específicas sobre máquinas síncronas:

Código Motor 1 Motor 2 Motor 3


1 - Designação
2 –Tipo (*) GR/MS/CS
3 -Potencia Nominal (kW)
4 -Corrente Nominal (A)
5 -Tensão Nominal (kV)
6 - Numero de pólos
7 – Pólos (**) L/S
8 - Velocidade Nominal rpm
9 - Fator de Potencia em regime (%)
10 – Conjugado “Pull In” (N.m)
11 – Conjugado “Pull Out” (N.m)
Xd (%)
Xq (%)
X´d (%)
12- Reatâncias X´q (%)
X”d (%)
X”q (%)
X1 (%)
T´d0 (s)
Constantes T´q0 (s)
13 -
de tempo T”d0 (s)
T”q0 (s)
14 – Constante de amortecimento (D) pu/pu
15 -Corrente de partida (A)
16 - Fator de potencia na partida (%)
17 – Partida (**) AV/SC
18 – Freqüência de partidas
19 – Aplicação
Direta
Motor Auxiliar
Esquema de Reator série tapes (%)
20 -
Partida Resistor série tapes (%)
Autotransformador tapes (%)
Outros Especificar
21 – Momento de Inércia motor-carga (kg.m²)
22 - Controle de Inversores Preencher
Velocidade Ciclo-conversores formulários
Chopper à parte

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Cascata sub-síncrona
Outros
(*) : GR – Gerador (**) : AV – A vazio
MS – Motor Síncrono SC – Sob carga
CS – Compensador Síncrono
Enviar as seguintes curvas características :
1 – (conjugado motor) x (velocidade)
2 – (conjugado da carga) x (velocidade)
3 – (corrente) x (velocidade)
4 – (fator de potência) x (velocidade)
5 – (conjugado da carga) x (tempo)

Informações específicas sobre fornos a arco:

o Dados físicos:

(1) Número de Fornos


(2) Capacidade dos fornos (ton)

o Dados sobre o funcionamento do(s) forno(s):

forno 1 forno 2 forno 3


Ciclo diário de operação dos
(1)
fornos
(2) Número de fornos operando
simultaneamente
(3) tempo médio de corrida (min)
(4) Número de carregamentos
durante a corrida
(5) Tempos médios para as fases (min)
de ignição, de fusão e de refino

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o Características elétricas:

Unid forno 1 forno 2 forno 3


(1) Potência nominal do forno (MVA)
(2) Fator de potência sob (%)
potência nominal
(3) Tensão nominal (V)
(4) Corrente nominal (kA)
(5) Potência de Curto-circuito (%)
do forno
(6) Potência máxima (MVA) (MVA)
(7) Fator de potência sob (%)
potência máxima
(8) Comprimento médio do (cm)
arco elétrico
(9) Tensão média de arco (V)
elétrico
ignição (MW)
Potências ativas médias
(10) fusão (MW)
para as fases de
refino (MW)
ignição (%)
Fatores de Potência ativas
(11) fusão (%)
médios para as fases de
refino (%)
ignição (cm)
Comprimentos médios de
(12) fusão (cm)
arco pata as fases de
refino (cm)
Diagrama unifilar do
sistema de alimentação do
(13) forno, com as impedâncias
dos elementos do circuito
elétrico
potência
(MVA)
nominal
Impedância
Base 100 (%)
MVA
ligações dos
enrolamentos
Dados do(s)
relação dos
(14) transformador(es)
tapes (%)
abaixador(es)
disponíveis
tape fixo
mudança de
tape sob
carga
mudança de
tape a vazio
Curvas características de
operação do forno
(15) (potência ativa, reativa e
fator de potência em
função da corrente)

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o Sistema de controle dos eletrodos:
corrente
constante ou
impedância
Tipo de controle: constante
(1)
(automático ou manual) acionamento
hidráulico ou
acionamento
elétrico
(2) Diagrama de blocos do
sistema de controle
(3) Parâmetros da função de
transferência
(4) Tempo mínimo de
resposta (segundos);
o Dados sobre equipamentos para controle da tensão e atenuação das
perturbações, caso existentes:
tipo: (RCT,
CCT,
RCT/CCT,
Núcleo
Compensadores estáticos saturável);
(1) potência
(Mvar)
mínima
potência
(Mvar)
máxima
diagrama
elétrico
(2) Filtros - Diagramas
elétricos com valores das
impedâncias (R,X,C),
tensões nominais e locais
de ligação
(3) Bancos de capacitores -
Diagrama elétrico com
capacidade, tensão
nominal e local de ligação
(4) Reator série
(5) Outros (especificar);

58 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


2.2 Agentes de Geração

a) Unidades geradoras térmicas

Unid Motor Motor Motor


TERMELÉTRICAS
(MVA). 1 2 3
1 – Identificação da Unidade
2 –Fabricante das Turbinas
3 –Tipo de turbina (g/v/o)
4 –Fabricante do gerador
5 –Potência nominal de placa
6 – Potência máxima em regime contínuo (MW)
Dados gerais

7 – Corrente nominal (A)


8 – Tensão Nominal (kV)
9 – Freqüência nominal Hz
10 – Velocidade nominal rpm
11 – Número de fases
12 – Tipo e ligação ( Δ ou Y )
13 – Número de pólos (já tem rotação)
Sobre-excitado (%)
14 - Fator de Potência
Sub-excitado (%)

15 – Curvas para tomada de carga (cold, wart, not start)


complementares
Dados

16 –Curva para parada das unidades

17 – Condições ambientais para as quais estas estão


referidas

18 – Curvas de Capabilidade para as tensões de


Capabilidade e de

Operação máxima, mínima e nominal ( curvas referidas


às condições ambientais locais, altitude e temperatura
Saturação
Curvas de

média anual ) – inserir arquivo

19 –Curvas de saturação em pu – inserir arquivo

18 – Curvas de Capabilidade para as tensões de


Capabilidade e de

Operação máxima, mínima e nominal ( curvas referidas


às condições ambientais locais, altitude e temperatura
Saturação
Curvas de

média anual ) – inserir arquivo

19 –Curvas de saturação em pu – inserir arquivo

20 – Faixa operativa contínua de tensão nos terminais da


operrativas

pu
máquina em regime permanente
Faixas

20 – Faixa operativa temporizada de tensão

59 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


21 – Ajustes propostos da proteção de sobre e sub-tensão
– inserir arquivo

22 – Faixa operativa contínua de freqüência

23 – Faixa operativa Temporizada de freqüência

24 – Ajustes propostos de proteção de sobre e sub


freqüência

25 – Faixas de operação proibidas por conjunto turbina-


gerador

26 – Limite Maximo da turbina associada MW

27 – Sinal adicional (PSS) derivado de potencia acelerante


sim ou não

28 – Tempo de resposta menor ou igual à 0,1 segundos


sim ou não

29 – Teto de tensão positivo maior ou igual à 5 pu


Sistema de excitação ( gerador )

30 – Teto de tensão negativo menor ou igual à -4 pu

Regulador de tensão (inserir arquivo)


Diagramas de

Sinal adicional (inserir arquivo)


blocos

31 -
Limitador de sobre excitação (inserir arquivo)

Limitador de sub excitação (inserir arquivo)


Ajustes propostos de regulador de tensão
adicional - (inserir arquivo)
Documentação
associada

Faixas d parâmetros para os ajustes - (inserir


32 - arquivo)

Resultados de simulações e/ou ajustes –


(inserir arquivo)
Sistemas de regulação de

Diagramas de blocos do regulador de


velocidade (turbina)

velocidade - (inserir arquivo)

33 - Ajustes propostos de regulador de velocidade


Documentaçã

(inserir arquivo)
o associada

Faixas de parâmetros para ajuste - (inserir


arquivo)
Resultados de simulações e ou ajustes
(inserir arquivo)

60 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


Xd- Reatância síncrona de eixo direto não-
saturada (%)

Reatâncias na base MVA da


Dados Específicos – Informações sobre geradores síncronos

Xq-Reatância síncrona de eixo em quadratura


(%)
não-saturada

máquina
34- X´q -Reatância transitória de eixo direto não-
(%)
saturada

X” q- Reatância subtransitória de eixo direto


(%)
não-saturada

X1-Reatância de dispersão não-saturada (%)


T´d0 - Constante de tempo transitória de eixo
direto, em circuito aberto (s)
Constantes de tempo

T”d0 - Constante de tempo subtransitória de


(s)
eixo direto, em circuito aberto
35-
T”q0 - Constante de tempo subtransitória de
(s)
eixo em quadratura, em circuito aberto

H - Momento de Inércia do conjunto Turbina-


(s)
Gerador

b) Unidades geradoras hidráulicas


Unid. Gera Gera Gera
dor 1 dor 2 dor 3
1 – Identificação da Unidade
Dados gerais

2 –Fabricante das Turbinas


3 –Fabricante do gerador
4 –Potência nominal de placa (MVA)
5 – Potência máxima em regime contínuo (MW)
6 – Corrente nominal (A)

7 – Tensão Nominal (kV)


8 – Freqüência nominal Hz
9 – Velocidade nominal rpm
10 – Número de fazes
11 – Tipo e ligação ( Δ ou Y )
12 – Número de pólos
Sobre-excitado (%)
13 - Fator de Potência
Sub-excitado (%)

14 – Rendimentos dos conjuntos Turbina-Gerador (%)


complementares
Dados

15 –Tipo de Turbina

16 – Rampeamento ( Curvas de Carga ) nas diversas


MW/s
condições operativas

17 – Faixa operativa contínua de tensão nos terminais da


oper
Faix

pu
as

máquina em regime permanente

61 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


19 – Faixa operativa temporizada de tensão

20 – Ajustes propostos da proteção de sobre e sub-tensão


– inserir arquivo

21 – Faixa operativa contínua de freqüência

22 – Faixa operativa temporizada de freqüência

23 – Ajustes propostos de proteção de sobre freqüência –


inserir arquivo

24 – Faixas de operação proibidas por conjunto turbina-


gerador

25 – Limite maximo da turbina associada MW

26 – Sinal adicional (PSS) derivado de potencia acelerante


sim ou não

27 – Tempo de resposta menor ou igual à 0,1 segundos


sim ou não

28 – Teto de tensão positivo maior ou igual à 5 pu

29 – Teto de tensão negativo menor ou igual à -4 pu


Sistema de excitação ( gerador )

Regulador de tensão (inserir arquivo)


Diagramas de blocos

Sinal adicional (inserir arquivo)


30 -
Limitador de sobre excitação (inserir arquivo)

Limitador de sub excitação (inserir arquivo)

Ajustes propostos de regulador de tensão


adicional - (inserir arquivo)
Documentação
associada

Faixas d parâmetros para os ajustes - (inserir


31 -
arquivo)

Resultados de simulações e/ou ajustes –


(inserir arquivo)

32- Xd- Reatância síncrona de saturada (%)


Informações
Específicos

Reatâncias
na base
MVA da

eixo direto
Dados

não-saturada (%)

Xq- Reatância síncrona de saturada (%)


eixo em quadratura não-saturada (%)

62 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


X´q -Reatância transitória de saturada (%)
eixo direto não-saturada (%)

X” q- Reatância subtransitória saturada (%)


de eixo direto não-saturada não-saturada (%)
saturada (%)
X1- Reatância de dispersão
não-saturada (%)
T´d0 - Constante de tempo transitória de eixo
direto, em circuito aberto (s)
Constantes de tempo

T”d0 - Constante de tempo subtransitória de


(s)
eixo direto, em circuito aberto
33 -
T”q0 - Constante de tempo subtransitória de
(s)
eixo em quadratura, em circuito aberto

H - Momento de Inércia do conjunto Turbina- (MW.s)/


Gerador MVA

Xd- Reatância síncrona de eixo direto não-


saturada (%)
Reatâncias na base MVA da

Xq-Reatância síncrona de eixo em quadratura


(%)
não-saturada
Informações sobre geradores síncronos

máquina

X´q -Reatância transitória de eixo direto não-


34- (%)
saturada

X” q- Reatância subtransitória de eixo direto


Dados Específicos

(%)
não-saturada

X1-Reatância de dispersão não-saturada (%)

T´d0 - Constante de tempo transitória de eixo


direto, em circuito aberto (s)
Constantes de tempo

T”d0 - Constante de tempo subtransitória de


(s)
eixo direto, em circuito aberto
35-
T”q0 - Constante de tempo subtransitória de
(s)
eixo em quadratura, em circuito aberto

H - Momento de Inércia do conjunto Turbina-


(s)
Gerador

c) Central geradora eólica


Número de turbina/geradores (por tipo): (%)
1-
Potência nominal instalada total (por tipo): (MW)
CENTRAL EÓLICA

Montante de uso a contratar - MUST (MW)


Gráficos de 24 hs de potência prevista
injetada na rede para cada mês, indicando
Funcionamento

valores horários máximos, médios e mínimos


Dados de

para cada hora do dia


2-
Controle integrado (controle de tensão, de
fator de potencia, etc)
Potência máxima injetável na rede pela
(MW)
central Eólica

63 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


3 - Fabricante
4 - Modelo
5 - Diametro do Rotor (m)
6 - Controle de potência (stall,pitch, etc)
7 - Velocidade de rotação nominal (rpm)
8 - Sobrevelocidade máxima (rpm)
DADOS DA TURBINA

9 - entrada em Velocidade do vento (m/s)


serviço (cut - in) potência gerada (MW)
TURBINAS EÓLICAS

10 -Velocidade do vento para atingir a


(rpm)
potência nominal
11 – saida de Velocidade do vento (m/s)
serviço (cut - out) potência gerada (MW)
12 - Momento de inércia da massa girante
(kg.m2)
(MD2/4)
13 - Coeficiente de amortecimento - PU de
conjugado/PU de velocidade
14 - Curva CP x Lambda
15 - Curva de potência ( potência x
velocidade do vento)
Documento de
CERTIFICAÇÃO DA certificação da turbina
16 -
TURBINA
Data
CAIXA DE ENGRENAGEM

1º estágio
TURBINA/ GERADOR –

E/OU EIXO (quando

17 - Razão de
ACOPLAMENTO

multiplicação de 2º estágio
aplicável):

cada estágio

3º estágio

18 - Coeficiente de rigidez do eixo ( G/T )


PU de conjugado/ rad. elétrico

19 - Fabricante xxxxx
D1. – DADOS DO GERADOR (no caso de gerador
síncrono de velocidade variável com conversor

20 - Tipo construtivo (assíncrono, etc).


preencher tabelas ......FAZER REFERÊNCIA

21 - Potência nominal (MW)


22- Potência Aparente (MVA)
23 - Tensão nominal (para estator e rotor) (V)
24 - Limites de variação da tensão terminal (%)
GERADORES

25 - Corrente nominal (para estator e rotor) (A)


26 - Freqüência nominal (Hz)
27 - No de pólos , indicar se tem 2 números de pólos.
28 - Velocidade síncrona , para cada número de pólos. (rpm)
29 - Velocidade de rotação na potência nominal (faixa) (rpm)
30 - Momento de inércia (MD2/4) (kg.m2)
31 - Coeficiente de amortecimento PU de
conjugado/PU de velocidade
32 - Corrente em vazio (A)
33- Corrente de partida (A)
34 - Corrente máxima de ligação à rede (A)

64 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


35 - Potência reativa absorvida em vazio (kVAr)

36 - Potência reativa absorvida na potência nominal


37 - Curvas de potência reativa em função da potência
ativa (diagrama P,Q de quatro quadrantes)
25
38 - sem compensação e carrregamento em 50
% da potência ativa nominal
POTÊNCIA

75
FATOR DE

100
25
39 - com compensação carrregamento em % 50
da potência ativa nominal 75
100
40 - Rs (pu)
41 – Xs (pu)
42 - Rr (pu)
43 - Xr (pu)
44 - Xm (pu)
RESISTÊNCIAS
45 – Esquema de partida
E REATÂNCIAS
DO ESQUEMA 46 - Rotor do gerador - Tipo ( de gaiola, com
EQUIVALENTE enrolamento e anéis para controle da corrente
(em p. u.) - preencher tabela do anexo (conversor de
controle, etc.)

AJUSTES
– TIPOS DE PROTEÇÕES FAIXAS DE AJUSTES ( incluindo a temporização)
Sobretensão
SISTEMA DE
PROTEÇÃO:

Subtensão
Sobrefreqüência
Subfreqüência
Sobrecorrente ( de fase e neutro)
Sobretensão residual (3V0)
Outras (df/dt, deslocamento de fase, etc. )

Sistema de controle, diagrama de bloco, parâmetros, faixa de


SISTEMA DE CONTROLE: ajustes e ajustes propostos

d) Transformadores de Subestação:

Potência nominal (MVA);


Impedância de curto-circuito de seqüência positiva e zero, em pu (na base do
transformador);
Tipo de ligação dos enrolamentos;
Impedância dos enrolamentos;
Relações das tensões disponíveis;
Derivações de tapes sob carga;
Derivações de tapes a vazio;
Tensão nominal dos enrolamentos;
Limites de carregamento admissíveis pelo equipamento, sem perda de vida útil,
em condições normais de operação em situações de emergência.

65 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


e) Diagrama unifilar e dados gerais das instalações internas da subestação
(enviar anexo).

Neste diagrama deverão constar a potência, as impedâncias (%, base própria) dos
transformadores bem como as características dos sistemas de controle e proteção
existentes.

4 DOCUMENTAÇÃO DAS EXIGÊNCIAS LEGAIS DEFINIDAS PELA ANEEL

Para os Acessantes já conectados ao sistema elétrico, faz-se necessário observar as


exigências contratuais e os compromissos firmados anteriormente à data de
formalização da Solicitação de Acesso, com os respectivos Agentes de Distribuição aos
quais se acham conectados.

Devem também ser encaminhados os relatórios referentes aos estudos porventura já


realizados pelo Acessante, com o intuito de agilizar o processo de análise da
solicitação de conexão.

Estes estudos deverão incluir, em qualquer caso:


– Fluxo de carga em condições normais e de contingência
– Desequilíbrios trifásicos e monofásicos de aterramento

Para o caso específico de instalações de geração, devem ser incluídos estudos


relativos à estabilidade transitória.

Ressalta-se que, dependendo do porte da conexão e do(s) ponto(s) solicitado(s) para a


conexão, o distribuidor local poderá requerer ao Acessante informações adicionais
necessárias para a análise da viabilidade da conexão.

Seção 3.3 - ANEXO D – ANÁLISE DE PARECER DE ACESSO

Deverão ser analisados pela Acessada prioritariamente, os seguintes aspectos


referentes ao pedido de conexão formulado pela acessada na Solicitação de Acesso:

Critérios de projeto
Critérios de operação
Critérios de proteção
Segurança
Medição

Após a aprovação da conexão pela Acessada e os entendimentos entre as partes,


devem ser firmado e assinado os contratos de conexão e uso dos sistemas de
distribuição, antes da implantação da conexão, cujos procedimentos estão
estabelecidos na Seção 3.4.

66 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


Seção 3.4 - IMPLANTAÇÃO DE NOVAS CONEXÕES

1 OBJETIVO

Esta Seção tem por objetivo estabelecer os procedimentos para implementação e


comissionamento da conexão, após as etapas de Solicitação de Acesso e Parecer de
Acesso, definidas na Seção 3.3, e da assinatura dos contratos, definidos na Seção 3.6.

2 PROCESSOS
Os procedimentos para implantação de um nova conexão se dão em três processos
conforme apresentado nos itens seguintes.

2.1 Implantação da Conexão

2.1.1 Providências por Parte do Acessante

a) Projeto executivo das instalações de conexão, incluindo o ponto de conexão,


submetendo-o à aprovação da Acessada;
b) Aquisição dos equipamentos, execução das obras civis e montagem das
instalações de conexão; e
c) Comissionamento das instalações de conexão, sendo:

• Comissionamento na construção: verificação de localização, aterramento,


especificação e da efetiva execução do projeto previamente aprovado.
• Comissionamento após a construção:
verificação de dados de placa de equipamentos e materiais.
testes e ensaios: teste de tensão aplicada, testes de verificação
(ajustes de medição, da proteção e da tensão, aterramento e
manobrabilidade).
• Estas ações podem vir a ser realizado pela Acessada, quando contratada
pelo Acessante.

2.1.2 Comissionamento das Instalações e Relatório de Comissionamento

A execução do comissionamento das instalações de conexão e a elaboração do


correspondente relatório pelo Acessante devem seguir os padrões técnicos da
Acessada.

2.2 Acompanhamento da implantação da conexão

2.2.1 Supervisão das Obras Civis, da Montagem e do Comissionamento

A supervisão das obras civis, da montagem e do ponto de conexão é de


responsabilidade da Acessada, independentemente da sua contratação pelo
Acessante.

2.2.2 Solicitação de Inspeção por parte da Acessada

67 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


A Acessada pode solicitar inspeção e realização de ensaios no ponto de conexão,
visando verificar a adequação aos seus padrões técnicos e aos padrões de medição
estabelecidos no Módulo 5 dos Procedimentos de Distribuição.

2.2.3 Intervalo entre Inspeções

Um intervalo mínimo de 6 meses entre inspeções deve ser observado, exceto em


situações de anormalidade.

2.2.4 Realização de Medições Especiais

A Acessada pode, a qualquer tempo, solicitar a realização de medições especiais nas


instalações de conexão do Acessante visando verificar a compatibilidade do
desempenho das instalações e equipamentos aos padrões de desempenho
estabelecidos no Módulo 8 - Qualidade, e aos requisitos de conexão estabelecidos na
Seção 3.1.

2.2.5 Justificativa, Detalhamento e Condução dos Ensaios

A realização de ensaios de equipamentos associados às instalações de conexão deve


ser precedida de justificativa técnica apresentada a Acessada.

O solicitante deve detalhar os ensaios desejados, informando por escrito o agente


responsável pela condução dos mesmos. A realização dos ensaios deve ser negociada
entre o Acessante, o agente responsável e a Acessada.

2.2.6 Forma de participação nos ensaios e custos associados:

a) As partes envolvidas devem atuar de forma coordenada para a realização


dos ensaios;
b) Os custos associados aos ensaios, definidos em 2.2.2 e 2.2.4, são de
responsabilidade do Acessante.

• Os custos, multas e penalidades decorrentes de interrupções ou violações


dos limites especificados nos padrões de desempenho do sistema de
distribuição acessado, resultantes de ações realizadas durante os ensaios,
serão também imputados ao Acessante.

2.2.7 Procedimentos para a Realização dos Ensaios

Os ensaios devem ser conduzidos a partir dos procedimentos internos do agente


responsável pelos mesmos, das recomendações dos fabricantes dos equipamentos e
das normas técnicas nacionais e internacionais, quando aplicáveis.

2.2.8 Prazo de Antecedência para Realização dos Ensaios.

O agente responsável pela realização dos ensaios deve solicitá-los formalmente à


Acessada com a antecedência definida na Seção 4.x – Programação de Intervenções
em Instalações da Rede de Operação, Módulo 4 dos Procedimentos Operativos do
Sistema de Distribuição, e só poderá iniciá-los com o prévio conhecimento da mesma.

Esta informação deve conter, no mínimo, os seguintes dados:

68 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


(a) a natureza dos ensaios propostos;
(b) o período proposto para os ensaios;
(c) a identificação dos equipamentos a serem ensaiados;
(d) as condições de sistema necessárias à condução dos ensaios
propostos;
(e) os detalhes de potenciais conseqüências adversas sobre os
equipamentos a serem ensaiados; e
(f) os detalhes de potenciais conseqüências adversas dos ensaios
propostos sobre o sistema elétrico acessado.

2.2.9 Desligamentos na Rede ou Linha de Distribuição para Realização de Ensaios

Em caso de necessidade de desligamento de componentes do sistema, devem ser


observadas as normas de intervenção em equipamentos constantes da Seção 2 –
Programação de Intervenções em Instalações da Rede de Operação, Módulo 4 dos
Procedimentos Operativos do Sistema de Distribuição.

2.2.10 Ajustes de Sistema para Realização dos Ensaios

Caso venha a aprovar os ensaios propostos, a Acessada deve adotar providências


para que as condições de operação do sistema sejam ajustadas para o mais próximo
possível daquelas requeridas para os ensaios.

2.2.11 Minimização de Impactos financeiros devidos à Realização dos Ensaios

A Acessada deve providenciar condições para que os ensaios sejam conduzidos de


forma a minimizar os custos relacionados.

2.2.12 Acompanhamento dos Ensaios

As partes que não estiverem conduzindo os ensaios podem indicar representantes para
acompanharem a sua realização.

2.2.13 Prazo para apresentação de Relatórios de Ensaios

O agente responsável pela condução dos ensaios deve submeter à apreciação das
demais partes os resultados e os relatórios pertinentes, dentro de 30 (trinta) dias a
partir da conclusão dos mesmos.

2.2.14 Responsabilidade das adequações decorrentes de inspeção e ensaios

O CCD firmado entre as partes deve definir a responsabilidade pela implementação


das adequações decorrentes de inspeção e ensaios nas instalações de conexão.

2.2.15 Prazos para apresentação Relatório de Comissionamento

Após a conclusão do comissionamento, o Acessante tem o prazo de 30 (trinta) dias


para encaminhar à Acessada o relatório correspondente, contendo a descrição das
características finais das instalações de conexão.

2.2.16 Alterações nos prazos previstos no Cronograma

69 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


A partes devem acertar os termos do CCD relacionados a prazos de execução de
serviços, sempre que houver qualquer alteração nos mesmos.

2.3 Aprovação do Ponto de Conexão

2.3.1 Relatório de Comissionamento

Após a conclusão do comissionamento, o Acessante deve apresentar à Acessada:

a) Formalização da conclusão do comissionamento do ponto de conexão;


b) Relatório de comissionamento do ponto de conexão, de acordo com o
padrão técnico da Acessada; e
c) Desenhos do ponto de conexão conforme construído (as built).

2.3.2 Prazo para emissão de documento com a aprovação do ponto de conexão

Após a celebração do CCD e o recebimento das informações por parte do Acessante


conforme item 2.3.1, a Acessada tem o prazo de 30 (trinta) dias para emitir documento
com a aprovação do ponto de conexão e liberação para operação.

2.3.3 Aprovação e liberação do Ponto de Conexão

Após a aprovação e liberação para operação pela Acessada, o ponto de conexão


estará disponível para operação.

3 DESCRIÇÃO GERAL DOS PROCEDIMENTOS PARA


IMPLANTAÇÃO DE NOVAS CONEXÕES

A tabela a seguir sintetiza os processos para Implantação de Novas Conexões.

70 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


ETAPA AÇÃO RESPONSÁVEL PRAZO PROCESSOS

(a) Especificação detalhada dos


equipamentos conforme os

Implantação da conexão
padrões técnicos da Acessada e
os padrões estabelecidos na Definido pelo
Seção. Acessante
acessante
(b) Elaboração do projeto
executivo do ponto de conexão e
1 Implantação da
envio a Acessada.
conexão
(c) Análise e aprovação do projeto Agente de 30 dias após a
executivo do ponto de conexão. Distribuição ação 1(b)

(d) Aquisição de equipamentos,


obras civis, montagem e Definido pelo
Acessante
comissionamento das instalações Acessante
de conexão.

Conforme Módulo 4
(a) Informar data para realizações – Procedimentos

Acompanhamento da implantação da
de ensaios e testes que interfiram Acessante Operativos do
na rede ou linha de distribuição Sistema de
Distribuição.

(b) Preparar sistema para


Agente de
minimizar impactos da realização -
Distribuição
de testes aos demais acessantes

conexão
2
Acompanhamento (c) Realizar testes e ensaios das Acessante -
da implantação da instalações de conexão
conexão
(a) Acompanhar e inspecionar as
obras civis, a montagem e o Agente de Definido pelo
comissionamento do ponto de Distribuição acessante
conexão.

(b) Encaminhar aa Acessada o


relatório de comissionamento
30 dias após a
contendo as características finais Acessante
ação 1(d)
das instalações de conexão
(conforme construído).

(a) Comunicação aa Acessada do


ponto de conexão

término das obras civis,


Aprovação do

Definido pelo
montagem e comissionamento do Acessante
acessante
ponto de conexão, com envio das
3 Aprovação do informações pertinentes.
ponto de conexão
(b) Emissão de documento com a
aprovação do ponto de conexão e Agente de 30 dias após
liberação para operação, com Distribuição celebração do CCD
encaminhamento aa Acessada.

71 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


4 CONEXÃO ANTECIPADA DE UNIDADES CONSUMIDORAS COM
CARGA ATÉ 50 kW

4.1 A antecipação de atendimento de que trata o art. 14, § 5º, da Lei nº 10.438/02 e
Lei nº 10.762/03, pode ser feita mediante execução da obra pelo interessado,
observados os termos da Resolução nº 223/03, e as seguintes condições:

a) o Agente de Distribuição deverá, sempre, entregar ao interessado o


respectivo orçamento da obra, no prazo de até 30 (trinta) dias, contados da
data da solicitação;
b) o valor a ser restituído, quando o interessado optar pela execução da obra,
será o constante do orçamento entregue pelo Agente de Distribuição,
mediante pagamento em parcela única e independente de qualquer
comprovação, acrescido de atualização e juros, conforme art. 11, § 2º da
Resolução nº 223/03;
c) a obra poderá ser executada por terceiro legalmente habilitado, contratado
pelo interessado;
d) o Agente de Distribuição deverá disponibilizar ao interessado as normas e os
padrões técnicos respectivos, além de:
• orientar quanto ao cumprimento de exigências obrigatórias;
• fornecer as especificações técnicas de equipamentos;
• informar os requisitos de segurança e proteção;
• informar que será procedida a fiscalização antes do recebimento; e
• alertar que a não-conformidade com o definido deverá ser explicitada,
implicando o não-recebimento das instalações e a recusa de ligação da
unidade consumidora até que sejam atendidos os requisitos estabelecidos
no projeto aprovado;
e) o projeto deverá ser aprovado, antes do início das obras, em até 45
(quarenta e cinco) dias após sua apresentação à concessionária;
f) todos os procedimentos vinculados ao disposto nos incisos IV e V deste
artigo, inclusive vistoria e comissionamento para fins de incorporação aos
bens e instalações da concessionária, serão sem ônus para o interessado; e
g) execução da obra pelo interessado, em nenhum caso, pode estar vinculada
à exigência de fornecimento, pelo Agente de Distribuição, de quaisquer
equipamentos ou serviços, exceto aqueles previstos nas alíneas “d”, “e” e “f”
deste item.

4.2 Após a entrega do orçamento, o interessado deverá optar, no prazo máximo de


30 dias, entre executar a obra ou financiar a execução pelo Agente de Distribuição,
neste caso com base no orçamento apresentado, nos termos do art. 11 da Resolução
nº 223/03.

4.3 O Agente de Distribuição deverá disponibilizar as informações de que trata a


alínea “d” do item 4.1 no prazo máximo de 15 (quinze) dias, contados da data do
exercício da opção a que se refere o item 4.2 sempre que o interessado optar pela
execução da obra por terceiro.

72 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


Seção 3.5 - REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA OPERAÇÃO,
MANUTENÇÃO E SEGURANÇA DA CONEXÃO

1 OBJETIVO
Esta Seção estabelece os procedimentos específicos para operação, manutenção e
segurança das instalações de conexões aos Sistemas de Distribuição.

2 OPERAÇÃO

2.1 Processo de Comunicação

2.1.1 Deve ser estabelecida entre as partes e constar do acordo operativo a


especificação de todos os meios de comunicação que estarão disponíveis para o
relacionamento operacional entre as partes. O Anexo X desta Seção apresenta modelo
de acordo operativo.

2.1.2 Os recursos de comunicação devem atender aos requisitos mínimos definidos


na Seção 4.6 do Módulo 4 dos Procedimentos de Distribuição.

2.2 Processo Operacional

2.2.1 As áreas operacionais da acessada e do Acessante devem elaborar um


documento com o título “Acordo Operativo”, que deve fazer parte do Contrato de
Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD). Este documento deve complementar as
definições, atribuições, responsabilidades e procedimentos técnicos e administrativos
necessários ao relacionamento operacional entre o Acessante e a Acessada, levando
em consideração as particularidades relativas de cada conexão. Diretrizes para a
preparação deste documento são apresentadas no Anexo desta Seção.

2.2.2 É de responsabilidade da Acessada realizar a operação das instalações de sua


propriedade até o ponto de conexão, inclusive.

2.2.3 O Acessante será responsável pela operação das instalações de sua


propriedade, bem como pela preservação do sistema de distribuição dos efeitos de
quaisquer perturbações originadas nas suas instalações.

2.2.4 A responsabilidade pelas perturbações nas instalações de conexão será


definida através de um processo de análise de perturbação, conforme procedimentos e
prazos estabelecidos na Seção 5 do Módulo 4 dos Procedimentos de Distribuição.

2.2.5 Se for permitida a operação ilhada de Produtores de Energia, as condições que


nortearão o assunto deverão ser estabelecidas no Acordo Operativo.

2.2.6 As partes devem se comprometer a, sempre que necessário, reavaliar as


condições operativas das instalações de conexão, efetivando as adequações que se
fizerem necessárias, de forma a manter os padrões e requisitos definidos nos
Procedimentos de Distribuição e na legislação pertinente.

73 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


2.2.7 Todas as modificações das instalações de conexão somente podem ser
realizadas mediante acordo entre as partes e em conformidade com os Procedimentos
de Distribuição e com a legislação pertinente.

2.2.8 O Acessante deve instalar, às suas expensas, equipamento corretivo,


destinado a reduzir para níveis aceitáveis, conforme estabelecidos nos Procedimentos
de Distribuição, os distúrbios comprovadamente provocados no sistema de distribuição
pela sua conexão. Os prazos para regularização devem estar estabelecidos no CCD.

2.2.9 O Acessante deve fazer os ajustes necessários para a proteção elétrica na sua
subestação receptora, de modo a torná-la seletiva, em função das proteções do
sistema de distribuição.

2.2.10 As equipes do Acessante e da Acessada devem ser convenientemente


treinadas na operação das instalações de conexão sob a sua responsabilidade,
devendo o programa de treinamento ser estabelecido de comum acordo entre as
partes.

2.2.11 Todos os recursos necessários à operação do ponto de conexão pelo Agente


de Distribuição, tais como supervisão, comando, controle, comunicação e medição
deverão ser disponibilizados pelo Acessante, atendendo às características técnicas
definidas pela Acessada.

2.2.12 Se for de interesse das partes, a Acessada pode executar a operação das
instalações de conexão, de propriedade do Acessante. Este serviço pode ser
contratado no CCD.

2.3 Troca de Dados

2.3.1 Deve ser detalhado no Acordo Operativo, em conformidade com os requisitos e


procedimentos estabelecidos nas Seções 1, 2 e 5 do Módulo 4 dos Procedimentos de
Distribuição, o fornecimento de informações e dados necessários aos processos
operacionais dos sistemas de distribuição e das instalações de conexão.

2.3.2 Devem ser indicadas no Acordo Operativo as pessoas autorizadas a fornecer


informações sobre a operação das instalações de conexão.

2.3.3 Qualquer mudança nas instalações da Acessada e do Acessante, bem como


na equipe encarregada da operação das instalações de conexão deve ser comunicada
formalmente aos agentes envolvidos.

3 Manutenção

3.1.1 Todas as instalações devem ser mantidas adequadamente de forma a:

a) Possibilitar que os equipamentos desempenhem as suas funções;


b) Garantir que a segurança das instalações, dos equipamentos e do pessoal
envolvido não seja comprometida; e
c) Garantir que a confiabilidade e a qualidade do fornecimento de energia
elétrica seja mantida dentro dos padrões de desempenho estabelecidos no
Módulo 8, Qualidade da Energia Elétrica.

74 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


3.1.2 A responsabilidade pela manutenção das instalações de conexão compete ao
seu respectivo proprietário.

3.1.3 Se for de interesse das partes, a Acessada pode executar a manutenção das
instalações de conexão, de propriedade do Acessante. Este serviço pode ser
contratado no CCD.

3.1.4 As partes garantem o mútuo acesso ao ponto de conexão.

3.1.5 Na execução da manutenção devem ser considerados os procedimentos de


cada agente, as recomendações dos fabricantes dos equipamentos, as normas
técnicas nacionais e as internacionais, quando aplicáveis.

3.1.6 Os procedimentos de manutenção devem incluir instruções sobre:

a) Inspeção (programada e aleatória);


b) Manutenção corretiva;
c) Manutenção preventiva; e
d) Manutenção em linha viva.

3.1.7 O acesso dos agentes aos resultados de ensaios e aos registros de


manutenção relacionados às instalações da conexão deve seguir as definições do
Contrato de Conexão e da Seção 4.4 do Módulo 4, dos Procedimentos de Distribuição.

3.1.8 As intervenções programadas nas instalações de conexão devem seguir os


procedimentos estabelecidos na Seção 4.2 do Módulo 4, dos Procedimentos de
Distribuição.

4 Segurança

4.1.1 O Acessante e a acessada (AD) devem manter acompanhamento dos


seguintes indicadores de segurança de trabalho e de suas instalações:

a) Taxa de freqüência de acidentes do trabalho;


b) Taxa de gravidade de acidentes do trabalho;
c) Número de acidentes com terceiros envolvendo as instalações do Agente;
d) Total de indenizações pagas em decorrência de acidentes; e
e) Número de pedidos de indenização por danos a equipamentos e aparelhos
de terceiros e indenizações efetivamente pagas pelo Agente.

4.1.2 O Acessante e a Acessada devem estabelecer Normas de Segurança a serem


seguidas pelas equipes envolvidas na operação e manutenção das instalações de
conexão, incluindo:

a) Todos os procedimentos relacionados às rotinas de operação;


b) A emissão e o cancelamento das Ordens de Serviço relativas aos
equipamentos associados;
c) As necessárias precauções de segurança a serem tomadas para a execução
de trabalhos nas instalações de conexão, envolvendo:
• execução de manobras elétricas
• serviços de manutenção e reparos
• cuidados diversos referentes ao recinto da instalação.

75 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


4.1.3 As normas para a execução de trabalhos nas instalações de conexão devem
incluir, entre outros:

a) Transmissão e entendimento de ordens e demais informações verbais;


b) Aterramento temporário do equipamento ou instalação em que se irá
trabalhar;
c) Chaves de manobra e conjuntos de aterramento;
d) Tensões de toque e de passo;
e) Distâncias de segurança;
f) Acesso e circulação;
g) Sinalização;
h) Procedimentos para o caso de incêndio;
i) Recursos para iluminação de emergência; e
j) Segurança para trabalho em vias públicas, seguindo orientações do Código
Nacional de Trânsito.

4.1.4 Quando for permitida a operação ilhada de Produtores de Energia, as normas


de segurança devem conter instruções específicas para esta situação.

4.1.5 As normas de segurança devem conter precauções quanto à segurança das


instalações contra vandalismo e invasões.

4.1.6 O Acessante deve prover garantias de segurança contra acidentes no acesso


às suas instalações.

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Seção 3.5 - ANEXO

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO ACORDO OPERATIVO

1. Identificação do Acordo Operativo

Identificação do Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD) ao qual o


Acordo Operativo se refere.

2. Estrutura da Operação das Empresas

Explicitar a estrutura de operação responsável pela execução da coordenação,


supervisão, controle e comando da operação do sistema, tanto da parte da acessada
quanto do Acessante, especificando o órgão de cada empresa responsável pelas
atividades.

Fornecer, nos Anexos A e B deste acordo, uma lista do pessoal credenciado de cada
empresa para exercer o relacionamento operacional. Especificar a forma de
atualização.

3. Codificação de Equipamentos e Linhas de Fronteira

Informar a codificação dos equipamentos de fronteira, visando a segurança do


relacionamento operacional entre a acessada e Acessante.

Incluir, nos Anexos C e D deste acordo, diagramas unifilares das instalações da


acessada onde se localizam os pontos de conexão e da subestação da Acessante.
Descrever os pontos de conexão codificados conforme o parágrafo anterior (Anexo E
deste acordo). Especificar a forma de atualização.

4. Meios de Comunicação

Especificar os meios de comunicação postos à disposição para o relacionamento


operacional entre Acessada e Acessante.

5. Fluxo de Informações

Detalhar os processos para a transferência das informações e dados necessários,


entre Acessada e Acessante, para o desenvolvimento das atividades operacionais,
envolvendo as etapas de planejamento operativo, programação, coordenação e
supervisão da operação e de pós-operação. Estas informações subsidiarão os
encargos de conexão.

6. Definições de Intervenções e Desligamentos

Conceituar as intervenções e desligamentos envolvendo os equipamentos e as


instalações dos sistemas de distribuição, incluídas as de conexão, objetivando o
estabelecimento de uma comunicação operacional clara e precisa entre a acessada e
a Acessante. Estas conceituações deverão ser coerentes com a terminologia e
definições adotadas nestes Procedimentos de Distribuição.

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7. Procedimentos Operacionais

Detalhar os procedimentos operacionais associados às instalações de conexão em


consonância com os princípios definidos no Módulo 4, dos Procedimentos de
Distribuição. Incluir, no mínimo, contemplará:

a) Níveis de coordenação operacional das instalações e


responsabilidades;
b) As instruções para operação em regime normal e em contingência e
as responsabilidades pela sua emissão;
c) Procedimentos para acesso às instalações pelas equipes de operação,
manutenção e de segurança;
d) Requisitos e procedimentos para notificação dos eventos em
ocorrências envolvendo as instalações de conexão e os geradores
conectados, quando for o caso;
e) Procedimentos para programação de intervenção em equipamentos
das instalações de conexão e dos geradores conectados, quando for o
caso;
f) Procedimentos para testes dos meios de comunicação, quando se
tratar de instalações de geração de energia.
g) As condições em que será admitido o ilhamento da geração com parte
do sistema de Distribuição.

8. Solicitação de Intervenção no Sistema

Especificar os procedimentos a serem seguidos para solicitação e programação de


intervenções nas instalações de conexão quanto nos meios de comunicação e
equipamentos vinculados a supervisão em tempo real, conforme os requisitos e
procedimentos estabelecidos no Módulo 4, dos Procedimentos de Distribuição

9. Aspectos de segurança do pessoal durante a execução dos serviços com


equipamento desenergizado.

Relacionar e anexar as normas e/ou instruções de segurança e outros procedimentos a


serem seguidos para garantir a segurança do pessoal e de terceiros durante a
execução dos serviços em equipamento desenergizado, em consonância com os
princípios definidos no Módulo 4 dos Procedimentos de Distribuição. Estas normas
devem ser incluídas no Anexo F deste acordo.

10. Responsabilidades sobre a manutenção do Ponto de Conexão

Especificar a empresa responsável pela manutenção dos Pontos de Conexão.

11. Demais particularidades do Ponto de Conexão

12. Data e Assinatura do Acordo ou de sua Revisão

Datar e assinar (representantes legais da acessada e da Acessante) o Acordo ou sua


Revisão.

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13. Anexos

ANEXO A - Relação de Pessoal Credenciado da acessada

ANEXO B - Relação de Pessoal Credenciado da Acessante

ANEXO C - Diagrama Unifilar das Instalações da acessada destacando o(s) com o


Ponto de Conexão

ANEXO D - Diagrama Unifilar das Instalações do Acessante até o Ponto de Conexão


com a acessada

ANEXO E - Descrição do ponto de conexão de acordo com a Tabela a seguir

DESCRIÇÃO DOS PONTOS DE CONEXÃO

CAPACIDADE
TENSÃO OPERATIVA
INSTALAÇÃO EQUIPAMENTO OBS.
(KV) (A)
Normal Emergência

ANEXO F - Normas e instruções de segurança.

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Seção 3.6 - CONTRATOS

1 OBJETIVO

1.1.1 A contratação de acesso aos sistemas elétricos de distribuição deve ser


realizada separadamente da compra de energia elétrica e contratada pelos
Consumidores, Produtores de Energia, outros Agentes de Distribuição e Agentes de
Importação e Exportação de energia elétrica.

1.1.2 O objetivo desta Seção é apresentar aspectos do Contrato de Conexão ao


Sistema de Distribuição – CCD e do Contrato de Uso do Sistema de Distribuição –
CUSD, bem como os modelos a serem observados pelos Acessantes e Acessadas,
com as cláusulas mínimas.

1.1.3 Os Contratos de Conexão e de Uso dos Sistemas de Distribuição estabelecem


as condições gerais do serviço a ser prestado, bem como as condições técnicas e
comerciais a serem observadas.

2 ASPECTOS GERAIS

2.1. Acessantes

2.1.1 Os Acessantes, usuários dos sistemas de distribuição, obrigados a celebrar os


Contratos de Conexão e de Uso são:

a) Consumidores livres (cf. arts. 15 e 16 da Lei 9074/95);


b) Consumidores do grupo “A” (Artigo 1º do Decreto 4.562, de 31 de dezembro
de 2002); ou consumidores enquadrados como potencialmente livres (cf. art.
72 do Decreto nº 5.163/04). 7
c) Consumidor ou conjunto de consumidores reunidos por comunhão de
interesses, de fato ou de direito, com demanda igual ou maior que 500 kW
(Sistema Interligado) ou 50 kW (Sistemas Isolados) que adquirirem energia
elétrica de pequenas centrais hidrelétricas, empreendimentos com potência
igual ou inferior a 1 MW, empreendimentos a partir de fonte solar, eólica,
biomassa com potência instalada menor ou igual a 30 MW; (cf. §5º do art. 26
da Lei 9.427/96);
d) Produtores de energia hidrelétrica, termelétrica e de fonte alternativa,
incluindo acessantes com geração própria (autoprodutores), produtores
independentes (PIE’s), co-geradores e aqueles com geração distribuída ou
embutida (cf. art. 15 da Lei 9074/95 e art. 10 da Lei nº 9.648/98);
e) Concessionárias ou permissionárias de distribuição, incluindo as
cooperativas de eletrificação rural (cf. art. 51 do Decreto 4.541/02);
f) Consumidores que acessam as Demais Instalações de Transmissão (DITs),
de propriedade das concessionárias de transmissoras, mas disponibilizadas
aos Agentes de Distribuição acessadas (cf. Resolução ANEEL nº 67/04)

7
Tendo em vista o recente Decreto nº 5.163/04 parece que somente os consumidores enquadrados no
conceito de potencialmente livre estão obrigados a efetuar a segmentação dos contratos – e não todos
os consumidores do Grupo A como antes previa o Decreto nº 4.562/04. Trata-se de entendimento que
deve ser esclarecido.

80 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


2.1.2 Sem prejuízo da assinatura dos Contratos de Conexão e de Uso dos Sistemas
de Distribuição, as unidades geradoras despachadas centralizadamente pelo ONS,
mesmo que estejam diretamente conectadas ao sistema de distribuição, deverão firmar
também os Contratos de Conexão e de Uso do Sistema de Transmissão.

2.2. Celebração do CUSD e do CCD

2.2.1. Os Contratos de Uso e de Conexão poderão ser celebrados após a definição do


Ponto de Conexão do Acessante e emissão do Parecer de Acesso pela
acessada, nas hipóteses em que se tratar de nova conexão.

2.2.2. As providências para implantação das obras e o próprio acesso ao sistema de


distribuição somente poderão ser efetivadas após a assinatura dos respectivos
Contratos de Uso e Conexão.

2.2.3. A celebração de Contratos de Uso e de Conexão, pelos consumidores cativos


enquadrados na definição de potencialmente livre, deve ser implementada pela
acessada, a partir de outubro de 2004, nas datas dos respectivos reajustes ou
revisões tarifárias, o que ocorrer primeiro. Tal substituição dos contratos de
fornecimento vigentes, pelos Contratos de Uso e de Conexão e Contratos de
Energia, será promovida sem prejuízo dos direitos estabelecidos nos contratos
em vigor, sendo vedado aa acessada a inclusão unilateral de novas cláusulas,
salvo aquelas decorrentes dos dispositivos legais supervenientes e as
livremente pactuadas pelas partes. 8

2.2.4. Na hipótese de acesso temporário, o CUSD e CCD celebrados devem ter prazo
de vigência não superior a 3 anos e poderão ser rescindidos a qualquer tempo
mediante troca de correspondência (cf. Res. 715/01).

2.2.5. O CUSD e CCD celebrado com gerador enquadrado no PROINFA, por sua vez,
contém cláusula de eficácia no sentido de que o Acessante obriga-se a atender
os Procedimentos de Distribuição e às normas e padrões técnicos da acessada
e assume a responsabilidade pelas eventuais adequações que se façam
necessárias (cf. Res. 56/04).

3 Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD)


3.1.1 Os Contratos de Conexão aos Sistemas de Distribuição – CCD deverão
estabelecer as condições gerais do serviço a ser prestado, bem como as condições
comerciais a serem observadas, dispondo, no mínimo, sobre:

a) a obrigatoriedade da observância aos Procedimentos de Distribuição;


b) a obrigatoriedade da observância à legislação específica e às normas e
padrões técnicos da concessionária ou permissionária proprietária das
instalações de distribuição;
c) a descrição detalhada dos pontos de conexão e das instalações de conexão,
incluindo o conjunto de equipamentos necessários para a interligação
elétrica das instalações do usuário ao sistema de distribuição, com seus
respectivos valores de encargos;
d) a capacidade de demanda da conexão;

8
Em conformidade com o disposto no art. 72 do Decreto nº 5.163/04.

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e) a definição dos locais e dos procedimentos para medição e informação de
dados;
f) os índices de qualidade relativos às instalações de conexão;
g) as penalidades pelo não atendimento dos índices de qualidade relativos às
instalações de conexão.

3.1.2 Condições técnicas de conexão específicas, aplicadas pelos Agentes de


Distribuição, não deverão conter exigências discriminatórias em relação àquelas
aplicadas aos demais usuários do sistema de distribuição.

4 Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD)


4.1.1 Os Contratos de Uso dos Sistemas de Distribuição - CUSD deverão
estabelecer as condições gerais do serviço a ser prestado, bem como as condições
técnicas e comerciais a serem observadas dispondo, no mínimo, sobre:

a) a obrigatoriedade da observância aos Procedimentos de Distribuição;


b) obrigatoriedade da observância à legislação específica e às normas e
padrões técnicos de concessionária ou permissionária proprietária das
instalações de distribuição;
c) os montantes de uso dos sistemas de distribuição contratados nos horários
de ponta e fora de ponta, bem como as condições e antecedência mínima
para a solicitação de alteração dos valores de uso contratados;
d) a definição dos locais e dos procedimentos para medição e informação de
dados;
e) os índices de qualidade relativos aos serviços de distribuição a serem
prestados;
f) as penalidades pelo não atendimento dos índices de qualidade relativos aos
serviços de distribuição a serem prestados.

4.1.2 As condições técnicas especificas pertinentes ao uso, aplicadas pelos Agentes


de Distribuição, não deverão conter exigências discriminatórias em relação àquelas
aplicadas aos demais usuários.

5 Anexos

5.1.1 Em função das especificidades de algumas modalidades de acesso, como


acesso temporário, contratação de reserva de capacidade, acesso de gerador
enquadrado no PROINFA, os modelos de CUSD e CCD apresentados em anexo
contemplam cláusulas especiais, devidamente destacadas, que deverão ser
consideradas no contrato conforme o tipo de acesso pretendido.

5.1.2 São apresentados os seguintes anexos com os respectivos modelos de


contratos:

ANEXO I – Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD) - MODELO

ANEXO II – Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD) - Modelo

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ANEXO I

CONTRATO DE CONEXÃO AO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO


(CCD)

MODELO
[Nos casos assinalados utilizar a redação pertinente]

Pelo presente instrumento particular, as PARTES:

a) [...........................................], com sede na [.........................................], na Cidade de


[...........................................], Estado de [...........................................], inscrita no
CNPJ/MF sob nº [........................], neste ato representada na forma de seu Estatuto
Social, doravante denominada CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO; e

b) [...........................................], com sede na [......................................], na Cidade de


[...................................], Estado de [................................], inscrita no CNPJ/MF sob
nº [............................], neste ato representada na forma de seu Contrato / Estatuto
Social, doravante denominada USUÁRIO,

em conjunto, CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e


USUÁRIO, doravante denominadas PARTES, CONSIDERANDO QUE:
(i) a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, cuja outorga
se deu através do contrato de concessão-permissão de número [.........], com
prazo de vigência entre [ ]e[ ], na qualidade de usuária da REDE
BÁSICA ou [...........................], opera e mantém instalações de distribuição
de energia elétrica que compõem o SISTEMA ELÉTRICO INTERLIGADO;

(ii) o USUÁRIO encontra-se conectado ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO;

(iii) a conexão ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO baseia-se nas Leis nº


9.074/1995, nº 9.648/1998, nº 10.438/2002 e nº 10.848/2004, nos Decretos
nº 2.003/1996, nº 4.562/2002 e nº 5.163/2005, na Resolução ANEEL nº
281/1999, nos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO e demais legislação
pertinente, em virtude das quais o acesso ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
deve ser garantido ao USUÁRIO e contratado separadamente da compra e
venda de energia elétrica; e

as PARTES têm, entre si, justa e contratada a celebração do presente


CONTRATO DE CONEXÃO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (“CONTRATO”),
nos seguintes termos e condições:

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CLÁUSULA 1 – DEFINIÇÕES E PREMISSAS

1.1 Neste CONTRATO, as palavras e expressões grafadas em maiúsculas terão


o significado a elas atribuído nesta Cláusula, nos considerandos ou nas
cláusulas específicas:

a) ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas;

b) ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica, criada pela Lei nº


9.427/1996;

c) APROVAÇÕES: Todas as licenças, concessões, permissões, autorizações


e/ou outros atos ou documentos necessários ao exercício de determinada
atividade;

d) AUTORIDADE COMPETENTE: Significa (a) qualquer autoridade federal,


estadual ou municipal brasileira, (b) qualquer juízo ou tribunal no Brasil ou
(c) quaisquer repartições, entidades, agências ou órgão governamentais
brasileiros, incluindo, mas não se limitando à ANEEL, que exerçam ou
detenham o poder de exercer autoridade administrativa, regulatória,
executiva, judicial ou legislativa sobre qualquer uma das PARTES ou
matérias deste CONTRATO, inclusive, mas não se limitando a matérias
relacionadas a energia, imóveis, zoneamento, tributos, meio ambiente,
economia e relações trabalhistas;

e) CAPACIDADE DE DEMANDA DE CONEXÃO: Significa o máximo


carregamento definido para regime normal de operação e de emergência, a
que os equipamentos das subestações, redes e linhas de distribuição e
transmissão de podem ser submetidos, sem sofrer danos ou perda
adicional de vida útil;

f) CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica;

g) CONTRATO DE USO: Contrato firmado pelo USUÁRIO com a


DISTRIBUIDORA o qual estabelece os termos e condições para o uso do
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO;

h) ENCARGOS DE CONEXÃO: Montantes pagos à DISTRIBUIDORA para


cobrir os custos incorridos com a operação e a manutenção do PONTO DE
CONEXÃO, de conformidade com a regulamentação específica da ANEEL;

i) EXIGÊNCIAS LEGAIS: Qualquer lei, regulamento, ato normativo ou


qualquer ordem, diretriz, decisão ou orientação de AUTORIDADE
COMPETENTE, com desdobramentos cabíveis no âmbito deste
CONTRATO;

j) FATOR DE POTÊNCIA DE REFERÊNCIA: Relação entre o consumo de


energia e demanda ativa e o consumo de energia e demanda aparente,
calculada conforme regulamentação vigente, obtida a partir de leituras dos
respectivos aparelhos de medição, limitada ao índice de 92% (noventa e
dois por cento);

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k) GERAÇÃO EMBUTIDA: ou GERAÇÃO DISTRIBUÍDA refere-se às centrais
de geração de energia elétrica (hidrelétricas, termelétricas ou fontes
alternativas) conectadas dispersamente nas redes e linhas de distribuição,
com objetivo de reduzir ou distribuir o carregamento dos sistemas de
distribuição e transmissão, ou o crescimento da carga.

l) HORÁRIO DE PONTA: é o período composto de 3 (três) horas diárias


consecutivas, diariamente, entre 17:30 e 20:30 horas, exceção feita aos
sábados, domingos e feriados nacionais e aqueles assim definidos pela
Resolução ANEEL nº 456/00, com redação dada pela Resolução ANEEL nº
90/2001 ou outra que venha a substituí-la. Fica desde já entendido entre as
PARTES que, em decorrência do horário de verão por determinação
Governamental, estabelecer-se-á automaticamente o HORÁRIO DE
PONTA acima referido como sendo o intervalo compreendido entre 18:30 e
21:30 horas;

m) HORÁRIO FORA DE PONTA: é o período composto pelo conjunto das


horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no
HORÁRIO DE PONTA;

n) INSTALAÇÕES DE CONEXÃO: Significam as instalações e equipamentos


elétricos de propriedade do USUÁRIO com a finalidade de interligar suas
instalações ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, incluído o Ponto de
Conexão, conforme estabelecido no Anexo I deste CONTRATO;

o) MONTANTES DE USO: Montante em kW da potência elétrica,


integralizados em intervalos de 15 (quinze) minutos, destinados ao uso do
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO;

p) MONTANTE DE USO CONTRATADO: Montante de uso contratado pelo


USUÁRIO junto à DISTRIBUIDORA, pelo uso do SISTEMA DE
DISTRIBUIÇÃO;

q) ONS: Operador Nacional do Sistema Elétrico, pessoa jurídica de direito


privado, sob a forma de associação civil, instituída pela Lei 9.648/1998,
responsável pela coordenação, controle e operação do SISTEMA
ELÉTRICO INTERLIGADO e pelo estabelecimento dos PROCEDIMENTOS
DE REDE, que determinam as condições de conexão e acesso ao referido
sistema, ou seu sucessor;

r) PONTO DE CONEXÃO: É o equipamento ou conjunto de equipamentos


que se destina a estabelecer a conexão elétrica na fronteira entre as
INSTALAÇÕES DE CONEXÃO e o SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO,
detalhado no Anexo I deste CONTRATO;

s) PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO: disciplina todos os aspectos


técnicos relativos às condições para conexão ao sistema de
distribuição, ao planejamento da expansão do sistema de distribuição,
aos procedimentos operativos do sistema de distribuição, à medição e
qualidade de energia elétrica, e às trocas de informações necessárias
entre os agentes envolvidos do setor;

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t) PROCEDIMENTOS DE REDE: Conjunto de normas, critérios e requisitos
técnicos para o planejamento, implantação, uso, acesso, procedimentos de
medição e operacionais da rede básica, na forma aprovada pela ANEEL;

u) PROCEDIMENTOS OPERATIVOS: Conjunto de normas, critérios e


requisitos técnicos para implantação do acesso, uso, bem como os
procedimentos de medição e operacionais do SISTEMA DE
DISTRIBUIÇÃO da DISTRIBUIDORA, que integram o CONTRATO DE
CONEXÃO, como “Anexo II - Procedimentos Operativos”;

v) ACORDO OPERATIVO”: Acordo celebrado entre as PARTES que descreve


e define as atribuições, responsabilidades e o relacionamento técnico-
operacional do PONTO DE CONEXÃO, e estabelece os procedimentos
necessários a MEDIÇÃO;

w) REDE BÁSICA: instalações pertencentes ao SISTEMA ELÉTRICO


INTERLIGADO, identificadas segundo regras e condições estabelecidas
pela ANEEL, cujo acesso é feito através de celebração de Contratos de
Conexão e Contratos de Uso dos Sistemas de Transmissão;

x) SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO: Instalações e equipamentos elétricos


pertencentes à CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO em sua área de concessão, inclusive as instalações de
transmissão não integrantes da REDE BÁSICA, cujo acesso às suas
instalações opera-se por meio da celebração de CONTRATO DE USO e do
presente CONTRATO;

y) SISTEMA ELÉTRICO INTERLIGADO: Composto pelos sistemas de


transmissão e de distribuição de propriedade das diversas empresas das
Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com uso
compartilhado por essas empresas, por onde transitam energias de
diversas fontes e destinos, sistema esse sujeito à legislação pertinente, à
regulamentação expedida pela ANEEL e, no que couber, à operação e
coordenação do ONS;

z) SOBRECARGA: operação de uma instalação ou equipamento com


carregamento elétrico acima da sua capacidade nominal.

aa) UNIDADE CONSUMIDORA: conjunto de instalações e equipamentos


elétricos de propriedade do USUÁRIO, caracterizado pelo recebimento de
energia elétrica no PONTO DE CONEXÃO, com medição individualizada.

CLÁUSULA 2 – OBJETO

2.1 O presente CONTRATO tem por objeto regular os direitos e obrigações da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e do USUÁRIO
em relação à conexão do USUÁRIO ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO,
através das INSTALAÇÕES DE CONEXÃO, no PONTO DE CONEXÃO
localizado na [...................................] e detalhado no Anexo I deste
CONTRATO.

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2.1.1 A conexão ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO subordina-se à legislação do
serviço de energia elétrica, ao CONTRATO DE USO e aos
PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, os quais prevalecerão nos
casos omissos ou eventuais divergências.

2.1.2 As condições pertinentes ao uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO pelo


USUÁRIO estão contempladas no CONTRATO DE USO.

CLÁUSULA 3 – PRAZO DE VIGÊNCIA

3.1 O presente CONTRATO entrará em vigor a partir da data de sua assinatura e


vigorará pelo prazo de [............................].

3.1.1 O prazo previsto na Cláusula 3.1 supra considerar-se-á automaticamente


prorrogado por igual período, contado do termo final da vigência prevista
na Cláusula 3.1 supra, e assim sucessivamente, desde que o USUÁRIO
não manifeste sua intenção de não renovar o presente CONTRATO com
antecedência mínima de [...................] dias em relação ao seu término.

CLÁUSULA 4 – CONEXÃO AO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

4.1 A energia elétrica será disponibilizada no PONTO DE CONEXÃO, definido no


anexo I, em corrente alternada trifásica, freqüência de [......] Hz e tensão de
fornecimento [......] kV.

4.1.1 A tensão de fornecimento contratada prevista no item 4.1 acima estará


sujeita a alterações em função de novos estudos e das condições do
sistema elétrico que supre a UNIDADE CONSUMIDORA,
comprometendo-se a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO a comunicar o USUÁRIO, por escrito, sobre os novos
valores da tensão de fornecimento contratada com antecedência mínima
de [......] dias.
Comentário: Cláusula potestativa. A cada alteração o usuário terá custos
talvez elevados de adaptação de suas instalações de conexão.

4.1.2 É de responsabilidade da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO os custos das alterações dos equipamentos do PONTO
DE CONEXÃO, cabendo ao USUÁRIO os custos das alterações nas
INSTALAÇÕES DE CONEXÃO, exceto PONTO DE CONEXÃO.

4.2 Caberá a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO o


cumprimento dos índices mínimos de qualidade no PONTO DE CONEXÃO,
observados os seguintes parâmetros:
a) Relação e valores dos índices de qualidade e confiabilidade
no PONTO DE CONEXÃO.
b) ...
c) ...

4.3 É de responsabilidade do USUÁRIO a observância aos índices de qualidade e


normas estabelecidos pelas EXIGÊNCIAS LEGAIS e pela

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CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO no PONTO DE
CONEXÃO, respeitados os seguintes parâmetros:
a) Fator de potencia;
b) Tensão: forma de onda e amplitude;
c) Freqüência.

4.4 Para fins da conexão ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, as PARTES têm ciência


e concordam que, durante a vigência do presente CONTRATO, deverão
observar e fazer cumprir as disposições constantes nos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO, nos PROCEDIMENTOS DE REDE, no CONTRATO DE USO e
na legislação específica aplicável.

4.4.1 Durante a vigência do presente CONTRATO o USUÁRIO também deverá


observar e fazer cumprir as normas e padrões técnicos da
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO.
consubstanciadas (XXX).

4.4.2 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO não


poderá fazer exigências técnicas maiores ou menores que as
estabelecidas em suas normas e padrões técnicos, e nem mais ou menos
que as exigidas de USUÁRIOS já conectados ao seu SISTEMA de
DISTRIBUIÇÃO.

CLÁUSULA 5 – EXIGÊNCIAS OPERACIONAIS

5.1 As PARTES se submeterão aos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO


para a operação e manutenção do PONTO DE CONEXÃO. O
relacionamento técnico-operacional específico referente ao PONTO DE
CONEXÃO estabelecido na Clausula 2.1 está estabelecido no ACORDO
OPERATIVO firmado entre as PARTES, e que é parte integrante deste
CONTRATO, conforme Anexo II.

5.2 É de responsabilidade da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO realizar a operação e manutenção das instalações de sua
propriedade.

5.3 O USUÁRIO será responsável pelo transporte e transformação da energia,


pelo controle das oscilações de tensão, pela manutenção do fator de
potência no limite estabelecido pelos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO, pela segurança e funcionamento adequado das
INSTALAÇÕES DE CONEXÃO, bem como pela preservação do SISTEMA
DE DISTRIBUIÇÃO dos efeitos de quaisquer perturbações originadas nas
suas instalações.

Se for do interesse das PARTES a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO poderá executar a manutenção das instalações e equipamentos de
propriedade do USUÁRIO.

5.4 As PARTES comprometem-se, quando necessário, a reavaliar as condições


operativas das INSTALAÇÕES DE CONEXÃO, incluindo o PONTO DE
CONEXÃO, estabelecidas no ACORDO OPERATIVO do Anexo II, efetivando

88 / 113 Módulo 3 – Acesso (2005-05-20)


as adequações que se fizerem necessárias de forma a manter os padrões e
requisitos definidos neste CONTRATO, nos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO e na legislação pertinente.

5.5 Todas as modificações das INSTALAÇÕES DE CONEXÃO somente poderão


ser realizadas mediante acordo entre as PARTES e em conformidade com os
PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, bem como com a legislação
pertinente.

5.6 As PARTES concordam que a responsabilidade pelas perturbações nas


INSTALAÇÕES DE CONEXÃO será estabelecida e comprovada através de
um processo de análise de perturbação, conforme procedimentos e prazos a
serem estabelecidos na oportunidade de sua instauração, o qual será
efetuado em consonância com os PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO e
regulamentação aplicável.

5.7 As PARTES garantem o mútuo acesso ao PONTO DE CONEXÃO previsto


na Cláusula 2.1 supra.

5.7.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO


poderá exigir a instalação de equipamentos corretivos destinado a
reduzir para níveis aceitáveis, conforme estabelecidos nos
PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO e na legislação vigente, os
distúrbios comprovadamente provocados no SISTEMA DE
DISTRIBUIÇÃO pela conexão do USUÁRIO. Tais instalações deverão
ser especificadas pela CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO e serão custeadas pelo USUÁRIO, cabendo à
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO
determinar o prazo em que o referido equipamento deverá estar
instalado.

5.8 O USUÁRIO deverá fazer os ajustes necessários nos equipamentos de


proteção elétrica na sua subestação receptora, de modo a torná-la seletiva
ou coordenada, em função das proteções do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO.

5.9 Na hipótese de avaria ou defeito ocorridos em equipamentos, bens ou


instalações da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO
ou de outros clientes, decorrentes de ação ou omissão do USUÁRIO, caberá
a este indenizar os prejuízos apurados, inclusive os relativos a interrupções
de fornecimento de energia elétrica a outros clientes, direta e
comprovadamente resultantes de tais avarias ou defeitos.

CLÁUSULA 6 - CAPACIDADE DE DEMANDA DA CONEXÃO

6.1 O PONTO DE CONEXÃO e o SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO ACESSADO


deverão estar dimensionados para um MONTANTE DE DEMANDA igual a
[............] kW.

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6.1.1 A ocorrência de SOBRECARGA, provocada pelo USUÁRIO, poderá
implicar encargos adicionais ao USUÁRIO na forma prevista pela
ANEEL.

6.2 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO deverá, no


prazo de até 30 (trinta) dias contados da data do recebimento da solicitação
da contratação de CAPACIDADE DE DEMANDA DE CONEXÃO adicionais
àqueles estabelecidos na Cláusula 6.1 supra, informar ao USUÁRIO as
condições necessárias para atendimento dos valores informados,
disponibilizando-lhe as informações técnicas e os parâmetros adotados nas
avaliações.

6.3 Havendo necessidade de adequação do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO e das


INSTALAÇÕES DE CONEXÃO para o atendimento do aumento da
CAPACIDADE DE DEMANDA DA CONEXÃO, o prazo previsto na Cláusula
6.1 supra será de até 120 (cento e vinte) dias.

6.3.1 Qualquer acordo firmado entre as PARTES, relativo a negociações


advindas de execução de adequações nas INSTALAÇÕES DE
CONEXÃO, conforme Cláusula 6.3, integrará o presente CONTRATO.

CLÁUSULA 7 - ENCARGOS DE CONEXÃO

7.1 O USUÁRIO pagará mensalmente à CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, a título de ENCARGOS DE
CONEXÃO, o valor de R$ [...................] (........................),sendo que R$ [
- ]( ), relativos aos ENCARGOS DE CONEXÃO do
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO e R$ [ ]( ) relativos aos
ENCARGOS DE CONEXÃO da REDE BÁSICA.

7.2 Os valores dos ENCARGOS DE CONEXÃO serão atualizados conforme a


variação acumulada anual do índice [...........], a contar da data de vigência
deste CONTRATO.

7.3 O ENCARGO DE CONEXÃO será faturado na forma prevista na Cláusula 8


do CONTRATO DE USO, sendo aplicáveis, no caso de mora no pagamento,
o disposto na Cláusula 9 do mesmo CONTRATO DE USO.

CLÁUSULA 8 - MEDIÇÃO

8.1 É de responsabilidade técnica e financeira da CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO a instalação, operação e
manutenção dos equipamentos destinados à medição do valor do
MONTANTE DE USO (kW) e do consumo de energia elétrica (kWh), os quais
estão instalados no PONTO DE CONEXÃO.

8.1.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO


efetuará periodicamente a inspeção e a aferição do sistema de
medição instalado no PONTO DE CONEXÃO, segundo os critérios
estabelecidos na legislação metrológica.

8.2 Eventuais custos decorrentes da adaptação do SISTEMA DE MEDIÇÃO


serão de responsabilidade exclusiva da CONCESSIONÁRIA/
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PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, salvo se a necessidade de
adaptação decorrer de interesse do USUÁRIO.

8.3 O sistema de medição a ser instalado no PONTO DE CONEXÃO deverá


atender aos padrões técnicos estabelecidos nos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO e/ou na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica -
CCEE, no que diz respeito ao projeto, especificações, aferição, instalação,
leitura, inspeção e manutenção da medição.

8.4 As PARTES são responsáveis pela qualidade da energia elétrica dentro dos
limites de desempenho dos respectivos sistemas elétricos, conforme disposto
na Cláusula 9 infra.

8.5 Se uma parte provocar distúrbios ou danos nas instalações elétricas da outra
PARTE, é facultado à PARTE prejudicada exigir da outra a cobrar os
prejuízos advindos e a instalação de equipamentos corretivos.

CLÁUSULA 9 - QUALIDADE E CONTINUIDADE

9.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO manterá


adequado serviço de operação, conservação e manutenção de suas
instalações, de modo a assegurar a qualidade e continuidade do
fornecimento.

9.1.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO,


conforme a legislação aplicável, obriga-se, ainda, a manter os índices
mínimos de qualidade relativos aos serviços de distribuição,
estabelecidos nos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, de forma
a não prejudicar o USUÁRIO.

9.1.2 Caso fique comprovado o não atendimento, pela CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, dos referidos índices
mínimos de qualidade, a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO ficará sujeita ao pagamento da multa prevista no
__________ deste CONTRATO.

9.1.3 Nenhuma responsabilidade poderá ser atribuída à


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, por
prejuízos que o USUÁRIO eventualmente venha a sofrer em
decorrência de interrupções ou deficiências provenientes de caso
fortuito ou força maior, nos termos da Cláusula [ ] infra.

9.2 O USUÁRIO deverá realizar a operação e manutenção em sua subestação e


INSTALAÇÕES DE CONEXÃO de forma a não interferir na qualidade de
fornecimento das demais unidades consumidoras da CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO.

9.2.1 O USUÁRIO deverá manter os ajustes da proteção de sua


subestação, conforme os padrões técnicos previamente informados
pela CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO.

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9.2.2 O USUÁRIO deverá informar previamente à CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO todas as modificações em
equipamentos de sua subestação que alterem as suas características
técnicas.

9.3 O USUÁRIO atenderá às determinações dos setores de operação da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, inclusive
reduzindo ou desligando a carga ou transferindo a alimentação para o ramal
de reserva, quando este existir.

9.4 Fica estabelecido que o USUÁRIO se obriga a solicitar prévia e


expressamente à CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO, para análise e aprovação, a instalação e utilização de
geradores de energia elétrica na sua UNIDADE CONSUMIDORA,
apresentando o projeto elétrico, as especificações técnicas e sua forma de
utilização.

CLÁUSULA 10 - SUSPENSÃO DA CONEXÃO AO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

10.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO poderá


suspender a conexão ao seu SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO e,
conseqüentemente, o fornecimento de energia elétrica por inadimplemento
do USUÁRIO e por comprovadas razões de ordem técnica ou de segurança
das INSTALAÇÕES DE CONEXÃO, observadas as disposições contidas na
legislação e regulamentação vigentes e neste CONTRATO.

10.2 O restabelecimento da conexão pela CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO solicitado pelo USUÁRIO
inadimplemente, no mesmo ou em outro local de sua área de concessão, fica
condicionada à quitação de seus débitos

CLÁUSULA 11 - RESCISÃO

11.1 O presente CONTRATO poderá ser rescindido de pleno direito, a critério da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, na hipótese do
USUÁRIO deixar de cumprir sua obrigação de pagar as Notas
Fiscais/Faturas relativas aos ENCARGOS DE USO, por um período
ininterrupto de [..............] meses, mediante prévia e expressa notificação da
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO ao USUÁRIO
com antecedência mínima de [..............] dias;

11.2 O presente CONTRATO poderá ser rescindido de pleno direito, a critério do


USUÁRIO, mediante comunicação prévia e expressa à CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO com antecedência mínima de
[..............] dias.

11.3 O presente CONTRATO poderá ser rescindido de pleno direito, a critério de


qualquer uma das PARTES, nas hipóteses abaixo previstas:

11.3.1 Descumprimento pela outra PARTE de qualquer das obrigações


previstas neste CONTRATO; ou

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11.3.2 Por comum acordo entre as PARTES.

11.4 Na hipótese prevista em 11.3.1, a PARTE adimplente notificará à PARTE


inadimplente para corrigir a falta no prazo de [..............] dias, a contar do
recebimento da notificação. Caso não sanada a falta no prazo especificado, a
PARTE adimplente rescindirá este CONTRATO.

11.5 A rescisão do presente CONTRATO não libera as PARTES das obrigações


devidas até a sua data e não afetará ou limitará qualquer direito que,
expressamente ou por sua natureza, deva permanecer em pleno vigor e
efeito após a data de rescisão ou que dela decorra.

11.6 Ocorrendo a rescisão do CONTRATO, a qualquer tempo a partir da data da


sua assinatura, por qualquer das hipóteses previstas nas Cláusulas 11.3.1 e
11.3.2, a PARTE inadimplente pagará à PARTE adimplente multa rescisória
no valor equivalente a [........] % [........] do valor anual do CONTRATO.

11.7 A rescisão do presente CONTRATO não dispensará o USUÁRIO do


ressarcimento de eventuais custos incorridos pela CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO durante a vigência deste
CONTRATO e necessários ao atendimento do USUÁRIO.

11.8 A rescisão contratual implicará a interrupção da conexão e do uso do


SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO.

CLÁUSULA 12 - CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR

12.1 Caso alguma das PARTES não possa cumprir qualquer de suas obrigações,
no todo ou em parte, em decorrência de caso fortuito ou força maior, nos
termos do parágrafo único do artigo 393 do Código Civil Brasileiro, deverá
comunicar o fato de imediato à outra PARTE no prazo de [........] horas,
informando os efeitos danosos do evento e comprovando que o mesmo
contribuiu para o descumprimento de obrigação prevista neste CONTRATO.

12.2 Constatada a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, ficarão


suspensas, enquanto perdurar o evento, as obrigações que as PARTES
ficarem impedidas de cumprir.

12.3 Não constituem hipóteses de força maior os eventos abaixo indicados: (a)
dificuldades econômicas e/ou alteração das condições de mercado; (b)
demora no cumprimento por qualquer das PARTES de obrigação contratual;
(c) eventos que resultem do descumprimento por qualquer PARTE de
obrigações contratuais ou de leis, normas, regulamentos, decretos ou demais
EXIGÊNCIAS LEGAIS; ou (d) Eventos que sejam resultantes de negligência,
dolo, erro ou omissão.

CLÁUSULA 13 - COMUNICAÇÕES E NOTIFICAÇÕES

13.1 Todas as comunicações, tais como correspondências, instruções, propostas,


certificados, registros, aceitações e notificações enviadas no âmbito deste
CONTRATO, deverão ser feitas em português, por escrito, entregues em
mãos, sob protocolo, por meio de carta com aviso de recebimento ou via fac-

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símile, para os endereços abaixo indicados e aos cuidados das seguintes
pessoas:

DISTRIBUIDORA: USUÁRIO:

Sr [............................................] Sr [............................................]
Rua [..............] Rua [..............]
Cidade [..............] – Estado [.....] Cidade [..............] – Estado [.....]
CEP: [..............] CEP: [..............]
Tel.: [..............] Tel.: [..............]
Fax: [..............] Fax: [..............]

CLÁUSULA 14 - CONFIDENCIALIDADE

14.1 Cada uma das PARTES compromete-se a não prestar, salvo se autorizada,
por escrito, pela outra, qualquer informação a terceiros que não estejam
envolvidos com o objeto do presente CONTRATO, sobre sua natureza e/ou
seu andamento.

14.2 As disposições desta Cláusula não se aplicam: (a) às informações que


estiverem no domínio público; (b) à divulgação de informações requeridas em
conformidade com a legislação, regulamentos e procedimentos em vigência;
e (c) às informações prestadas à ANEEL, à CCEE e ao ONS, se e quando
solicitadas.

CLÁUSULA 15 - DECLARAÇÕES

15.1 O USUÁRIO e a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO, individualmente, obrigam-se a obter e manter, durante a
vigência deste CONTRATO, todas as APROVAÇÕES exigidas de cada uma
delas para o desempenho de suas obrigações relativas ao presente
CONTRATO e a atender todas as EXIGÊNCIAS LEGAIS.

CLÁUSULA 16 - DISPOSIÇÕES GERAIS

16.1 Aplicam-se a este CONTRATO as normas legais relativas à prestação de


serviços públicos de energia elétrica, vigentes nesta data e as que vierem a
ser editadas pela ANEEL.

16.2 Toda e qualquer alteração deste CONTRATO somente terá validade se


formalizada em termo aditivo assinado pelas PARTES, observando-se o
disposto na legislação aplicável.

16.3 A tolerância de uma PARTE para com a outra, relativamente ao


descumprimento de obrigações aqui assumidas, não implicará novação ou
renúncia a qualquer direito, constituindo mera liberalidade, não impedindo a
PARTE tolerante de exigir da outra, a qualquer tempo, o fiel e cabal
cumprimento deste CONTRATO.

16.4 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e o


USUÁRIO comprometem-se a seguir e respeitar a legislação, os

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PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, os PROCEDIMENTOS DE REDE, o
ACORDO OPERATIVO, os padrões técnicos da CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, as limitações operativas dos
equipamentos das PARTES, e as regulamentações da ANEEL aplicáveis ao
presente CONTRATO.

16.5 O término do prazo deste CONTRATO não afetará quaisquer direitos ou


obrigações anteriores a tal evento, ainda que seu exercício ou cumprimento
se dê após a ocorrência do final da vigência deste.

16.6 O presente CONTRATO é reconhecido pelas PARTES como título executivo


extrajudicial, conforme disposto nos artigos 583 e 585,II, do Código de
Processo Civil, para efeitos de cobrança de todos os valores apurados e
considerados devidos.

16.7 Em caso de dúvida, divergência, conflito emergente da relação contratual ora


estabelecida, as PARTES se comprometem a tentar composição amigável
levando a questão para mediação da ANEEL, quando julgarem necessário.

CLÁUSULA 17 - FORO COMPETENTE

17.1 Fica eleito o foro da Comarca de [.....................], Estado de [.....................],


com renúncia expressa de qualquer outro, por mais privilegiado que seja,
para dirimir eventuais dúvidas decorrentes deste CONTRATO.

E, por assim haverem ajustado, firmam este CONTRATO, em 02 (duas) vias de


igual teor e forma, para um mesmo efeito legal, na presença das testemunhas a
seguir nomeadas e assinadas.

[Local], [data]

[CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO]

Nome: [.....................] Nome: [.....................]


Cargo: [.....................] Cargo: [.....................]

[USUÁRIO]

Nome: [.....................] Nome: [.....................]


Cargo: [.....................] Cargo: [.....................]

Testemunhas:

Nome: [.....................] Nome: [.....................]


Cargo: [.....................] Cargo: [.....................]

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ANEXO I – PONTO(S) DE CONEXÃO

[Descrição, localização, desenhos, diagramas, instalações, equipamentos e medição


do(s) Ponto(s) de Conexão, e limites de responsabilidade]

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ANEXO II – ACORDO OPERATIVO

[Acordo estabelecido entre as PARTES de acordo com as diretrizes e modelo definidos


na Seção 3.5 – Requisitos Específicos para Operação, Manutenção e Segurança da
Conexão]

97/113 Módulo 3
ANEXO II

CONTRATO DE USO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (CUSD)

MODELO

[Nos casos assinalados utilizar a redação pertinente]

Pelo presente instrumento particular, as PARTES:

b) [_________________], com sede na [__________________________], na Cidade de


[__________________], Estado de [___________], inscrita no CNPJ/MF sob nº
[_______________], neste ato representada na forma de seu Estatuto Social, doravante
denominada CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO; e

b) [_________________], com sede na [__________________________], na Cidade de


[__________________], Estado de [___________], inscrita no CNPJ/MF sob nº
[_______________], neste ato representada na forma de seu Contrato/Estatuto Social,
doravante denominada USUÁRIO,

em conjunto, CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e


USUÁRIO, doravante denominadas PARTES,

CONSIDERANDO QUE:
(i) a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, cuja outorga se
deu através do contrato de concessão-permissão de número [.........], com prazo
de vigência entre [ ]e[ ], na qualidade de usuária da REDE BÁSICA ou
[...........................], opera e mantém instalações de distribuição de energia elétrica
que compõem o SISTEMA ELÉTRICO INTERLIGADO;

(ii) o USUÁRIO encontra-se conectado ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO;

(iii) a conexão ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO baseia-se nas Leis nº 9.074/1995,


nº 9.648/1998, nº 10.438/2002 e nº 10.848/2004, nos Decretos nº 2.003/1996, nº
4.562/2002 e nº 5.163/2005, na Resolução ANEEL nº 281/1999, nos
PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO e demais legislação pertinente, em
virtude das quais o acesso ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO deve ser garantido
ao USUÁRIO e contratado separadamente da compra e venda de energia elétrica;
e

as PARTES têm, entre si, justa e contratada a celebração do presente CONTRATO


DE USO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (“CONTRATO”), nos seguintes termos e
condições:

98/113 Módulo 3
CLÁUSULA 1 – DAS DEFINIÇÕES E PREMISSAS

1.2 Neste CONTRATO, as palavras e expressões grafadas em maiúsculas terão o


significado a elas atribuído nesta Cláusula, nos considerandos ou nas cláusulas
específicas:

a) ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas;

b) ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica, criada pela Lei nº 9.427/96;

c) APROVAÇÕES: Todas as licenças, concessões, permissões, autorizações,


e/ou outros atos ou documentos necessários ao exercício de determinada
atividade;

d) AUTORIDADE COMPETENTE: Significa (a) qualquer autoridade federal,


estadual ou municipal brasileira, (b) qualquer juízo ou tribunal no Brasil ou (c)
quaisquer repartições, entidades, agências ou órgão governamentais
brasileiros, incluindo, mas não se limitando à ANEEL, que exerçam ou
detenham o poder de exercer autoridade administrativa, regulatória,
executiva, judicial ou legislativa sobre qualquer uma das PARTES ou
matérias deste CONTRATO, inclusive, mas não se limitando as matérias
relacionadas a energia, imóveis, zoneamento, tributos, meio ambiente,
economia e relações trabalhistas;

e) CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica;

f) CONTRATO DE CONEXÃO: Contrato firmado pelo USUÁRIO com a


DISTRIBUIDORA, o qual estabelece os termos e condições para a conexão
do USUÁRIO ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO;

g) ENCARGO DE USO: Valores pagos à DISTRIBUIDORA pelo uso do


SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, de conformidade com a regulamentação
específica da ANEEL;

h) EXIGÊNCIAS LEGAIS: Qualquer lei, regulamento, ato normativo ou qualquer


ordem, diretriz, decisão ou orientação de AUTORIDADE COMPETENTE,
com desdobramentos no objeto deste CONTRATO;

i) FATOR DE POTÊNCIA DE REFERÊNCIA: Relação entre o consumo de


energia e demanda ativa e o consumo de energia e demanda aparente,
calculada conforme regulamentação vigente, obtida a partir de leituras dos
respectivos aparelhos de medição;

j) GERAÇÃO EMBUTIDA: ou GERAÇÃO DISTRIBUÍDA refere-se às centrais


de geração de energia elétrica (hidrelétricas, termelétricas ou fontes
alternativas) conectadas dispersamente nas redes e linhas de distribuição,
com objetivo de reduzir ou distribuir o carregamento dos sistemas de
distribuição e transmissão, ou o crescimento da carga.

99/113 Módulo 3
k) HORÁRIO DE PONTA: é o período composto de 03 (três) horas diárias
consecutivas, diariamente, entre XXX e XXX horas, exceção feita aos
sábados, domingos e feriados nacionais. Fica desde já entendido entre as
PARTES que, em decorrência do horário de verão por determinação
Governamental, estabelecer-se-á automaticamente o HORÁRIO DE PONTA
acima referido como sendo o intervalo compreendido entre XXX e XXX
horas;

l) HORÁRIO FORA DE PONTA: é o período composto pelo conjunto das horas


diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no HORÁRIO DE
PONTA;

m)INSTALAÇÕES DE CONEXÃO: Significam as instalações elétricas de


propriedade do USUÁRIO interligadas ao SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO,
incluindo o ponto de Conexão, conforme estabelecido no Anexo I deste
CONTRATO;

n) MONTANTES DE USO: Montantes em kW da potência elétrica,


integralizados em intervalos de 15 (quinze) minutos, destinados ao uso do
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO;

o) MONTANTE DE USO CONTRATADO: Montante de uso contratado pelo


USUÁRIO junto à DISTRIBUIDORA, pelo uso do SISTEMA DE
DISTRIBUIÇÃO;

p) ONS: Operador Nacional do Sistema Elétrico, pessoa jurídica de direito


privado, sob a forma de associação civil, instituída pela Lei 9.648/98,
responsável pela coordenação, controle e operação do SISTEMA
ELÉTRICO INTERLIGADO e pelo estabelecimento dos PROCEDIMENTOS
DE REDE, que determinam as condições de conexão e acesso ao referido
sistema, ou seu sucessor;

q) PONTO DE CONEXÃO: É o ponto de ligação das INSTALAÇÕES DE


CONEXÃO com o SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, detalhado no Anexo I do
CONTRATO DE CONEXÃO, detalhado no Anexo I deste CONTRATO;

r) PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO: disciplina todos os aspectos


técnicos relativos às condições para conexão ao sistema de distribuição, ao
planejamento da expansão do sistema de distribuição, aos procedimentos
operativos do sistema de distribuição, à medição e qualidade de energia
elétrica, e às trocas de informações necessárias entre os agentes envolvidos
do setor;

s) PROCEDIMENTOS DE REDE: Conjunto de normas, critérios e requisitos


técnicos para o planejamento, implantação, uso, acesso, procedimentos de
medição e operacionais da rede básica, na forma aprovada pela ANEEL;

t) PROCEDIMENTOS OPERATIVOS: Conjunto de normas, critérios e


procedimentos técnicos que a DISTRIBUIDORA utiliza para operação e
manutenção de seu sistema elétrico.

100/113 Módulo 3
u) ACORDO OPERATIVO: Acordo celebrado entre as PARTES que descreve e
define as atribuições, responsabilidades e o relacionamento técnico-
operacional do PONTO DE CONEXÃO e das INSTALAÇÕES DE
CONEXÃO, e estabelece os procedimentos necessários a MEDIÇÃO, anexo
ao CCD;

v) REDE BÁSICA: Instalações pertencentes ao SISTEMA ELÉTRICO


INTERLIGADO identificadas segundo regras e condições estabelecidas pela
ANEEL, cujo acesso é feito através de celebração de Contratos de Conexão
e Contratos de Uso dos Sistemas de Transmissão;

w) SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO: Sistema de distribuição da área de


concessão da DISTRIBUIDORA, cujo acesso às suas instalações opera-se
por meio da celebração de CONTRATO DE CONEXÃO e do presente
CONTRATO;

x) SISTEMA ELÉTRICO INTERLIGADO: Composto pelos sistemas de


transmissão e de distribuição de propriedade das diversas empresas das
Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com uso
compartilhado por essas empresas, por onde transitam energias de diversas
fontes e destinos, sistema esse sujeito à legislação pertinente, à
regulamentação expedida pela ANEEL e, no que couber, à operação e
coordenação do ONS;

y) UNIDADE CONSUMIDORA: conjunto de instalações e equipamentos


elétricos de propriedade do USUÁRIO, caracterizado pelo recebimento de
energia elétrica no PONTO DE CONEXÃO, com medição individualizada.

CLÁUSULA 2 – DO OBJETO

2.1 O presente CONTRATO tem por objeto regular os direitos e obrigações da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e do USUÁRIO
em relação ao uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, para o atendimento das
necessidades de demanda e energia do USUÁRIO, observados os
MONTANTES DE USO CONTRATADOS e o pagamento dos ENCARGOS DE
USO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO.

2.1.1 O uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO de que trata o presente


CONTRATO está subordinado à legislação do serviço de energia elétrica,
ao CONTRATO DE CONEXÃO e aos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO, os quais prevalecerão nos casos omissos ou eventuais
divergências.

2.1.2 As condições pertinentes à conexão do USUÁRIO ao SISTEMA DE


DISTRIBUIÇÃO estão disciplinadas no CONTRATO DE CONEXÃO.

CLÁUSULA 3 – PRAZO DE VIGÊNCIA

3.1 O presente CONTRATO entrará em vigor a partir da data de sua assinatura e


vigorará pelo prazo de [............................].

101/113 Módulo 3
3.1.1 O prazo previsto na Cláusula 3.1 supra considerar-se-á automaticamente
prorrogado por igual período, contado do termo final da vigência prevista na
Cláusula 3.1 supra, e assim sucessivamente, desde que o USUÁRIO não
manifeste sua intenção de não renovar o presente CONTRATO com
antecedência mínima de [________] dias em relação ao término.

CLÁUSULA 4 - USO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

4.1 A energia elétrica será disponibilizada no PONTO DE CONEXÃO em corrente


alternada trifásica, freqüência de [__] Hz e tensão de fornecimento de [__] kV.

4.1.1. A tensão de fornecimento contratada prevista no item 4.1 acima estará


sujeita a alterações em função de novos estudos e das condições do sistema
elétrico que supre a UNIDADE CONSUMIDORA, comprometendo-se a
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO a comunicar o
USUÁRIO, por escrito, sobre os novos valores da tensão de fornecimento
contratada com antecedência mínima de [......] dias.

4.1.2. Em relação aos valores nominais enumerados, as flutuações não


deverão exceder para mais ou menos x,x% (x por cento) para a tensão e x.x%
(x por cento) para freqüência..

4.2 Para fins do uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, as PARTES têm ciência e


concordam que, durante a vigência do presente CONTRATO, deverão observar
e fazer cumprir as disposições constantes nos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO, nos PROCEDIMENTOS DE REDE, no CONTRATO DE
CONEXÃO e na legislação específica aplicável.

4.2.1 Durante a vigência do presente CONTRATO o USUÁRIO também deverá


observar e fazer cumprir as normas e padrões da DISTRIBUIDORA,
mesmo que tais padrões sejam eventualmente melhores do que os
estabelecidos como mínimo pela ANEEL. consubstanciadas (XXX).

4.2.2 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO não


poderá fazer exigências técnicas maiores ou menores que as
estabelecidas em suas normas e padrões técnicos, e nem mais ou menos
que as exigidas de USUÁRIOS já conectados ao seu SISTEMA de
DISTRIBUIÇÃO.

CLÁUSULA 5 – EXIGÊNCIAS OPERACIONAIS

5.1 As PARTES se submeterão aos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO para a


operação e manutenção do PONTO DE CONEXÃO. O relacionamento técnico-
operacional está estabelecido no ACORDO OPERATIVO, Anexo ao
CONTRATO, DE CONEXÃO.

5.2 É de responsabilidade da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO realizar a operação e manutenção das instalações de sua
propriedade.

102/113 Módulo 3
5.3 O USUÁRIO será responsável pelo transporte e transformação da energia, pelo
controle das oscilações de tensão, pela manutenção do fator de potência no
limite estabelecido pelos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, pela
segurança e funcionamento adequado das INSTALAÇÕES DE CONEXÃO, bem
como pela preservação do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO dos efeitos de
quaisquer perturbações originadas nas suas instalações.

5.3.1 À CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO poderá


exigir do USUÁRIO a instalação de equipamentos corretivos destinados a
reduzir, para níveis aceitáveis conforme estabelecido nos PROCEDIMENTOS
DE DISTRIBUIÇÃO e na legislação vigente, os distúrbios comprovadamente
provocados no SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO pela utilização, por parte do
USUÁRIO, de cargas que provoquem tais distúrbios. Tais instalações deverão
ser especificadas pela CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO e serão custeadas pelo USUÁRIO, cabendo à
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO determinar o prazo
em que o referido equipamento deverá estar instalado.

5.3.2 O USUÁRIO atenderá às determinações dos setores de operação da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, inclusive
reduzindo ou desligando a carga ou transferindo a alimentação para o ramal de
reserva, quando necessário à manutenção da confiabilidade dos sistemas
elétricos.

5.4. O USUÁRIO, na utilização dos SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO, deverá observar


o FATOR DE POTÊNCIA DE REFERÊNCIA.

5.5 O USUÁRIO deverá disponibilizar para a CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO circuitos para transmissão de voz e/ou
dados, adequados e suficientes para a operação do sistema e outras funções,
conforme estabelecido nos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO.

5.5.1 As necessidades de circuitos para transmissão de voz e/ou dados serão


analisadas caso a caso, sendo a viabilização técnica e econômica da
implantação acertada em comum acordo entre a CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e USUÁRIO.

5.6 O USUÁRIO deverá disponibilizar para a CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO as informações e dados necessários
para a operação do sistema, conforme estabelecido nos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO.

5.7 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO disponibilizará


para o USUÁRIO as informações e os dados necessários para a operação do
sistema deste, conforme estabelecido nos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO.

CLÁUSULA 6 – MONTANTES DE USO CONTRATADOS

103/113 Módulo 3
6.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, através do
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, disponibilizará ao USUÁRIO o MONTANTE DE
USO CONTRATADO abaixo previsto:

MONTANTE DE USO

CICLO MENSAL
DEMANDA
(MW)
PERÍODO
HORÁRIO HORÁRIO
PONTA FORA DE PONTA

[...............................] [....................] [....................]

6.2 Respeitadas eventuais restrições dos SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO, o


USUÁRIO poderá solicitar acréscimo ou redução do MONTANTE DE USO
CONTRATADO, devendo submeter sua solicitação à apreciação da
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, por escrito, com
antecedência mínima de [____] dias da data da pretendida implementação.

6.2.1 Na hipótese do USUÁRIO necessitar de acréscimo do MONTANTE DE


USO CONTRATADO, a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO atenderá a solicitação, desde que sejam atendidas as
seguintes condições:

a) apresentação pelo USUÁRIO das principais cargas elétricas e suas


respectivas características básicas;

b) disponibilidade no SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO da DISTRIBUIDORA


e na REDE BÁSICA, se for o caso;

c) autorização por parte de AUTORIDADE COMPETENTE, no que diz


respeito ao uso dos SISTEMAS DE TRANSMISSÃO, se for o caso;

d) inexistência de quaisquer débitos do USUÁRIO junto à


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO; e

e) a celebração do termo aditivo a este CONTRATO, estabelecendo o


novo MONTANTE DE USO CONTRATADO.

6.2.2 Se for necessária a execução de obras no SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO


e/ou REDE BÁSICA, para atendimento do pedido de acréscimo, a
DISTRIBUIDORA se reserva o direito de atender ao pedido após a
negociação com o USUÁRIO das novas condições de atendimento e da
celebração de contrato específico, respeitado, ainda, o decurso do prazo
necessário à execução das obras em seu SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
e/ou de terceiros.

6.2.3 Na hipótese do USUÁRIO necessitar de redução do MONTANTE DE USO


CONTRATADO, a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE

104/113 Módulo 3
DISTRIBUIÇÃO deverá atender a solicitação, desde que sejam atendidas
as seguintes condições:

a) autorização por parte de AUTORIDADE COMPETENTE, no que diz


respeito ao uso dos SISTEMAS DE TRANSMISSÃO, se for o caso;

b) inexistência de quaisquer débitos do USUÁRIO junto à


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO; e

c) a celebração do termo aditivo a este CONTRATO, estabelecendo o


novo MONTANTE DE USO CONTRATADO.

6.3 O USUÁRIO deverá garantir o atendimento à totalidade de sua carga, sob pena
de multa, conforme previsto no §7º do artigo 15 da Lei 9.074/95.

CLÁUSULA 7 – ENCARGOS DE USO

7.1. O USUÁRIO pagará mensalmente à CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA


DE DISTRIBUIÇÃO, a título de ENCARGOS DE USO, o valor de R$
[___________] (__________), sendo que R$ [....................]( ),
relativos aos ENCARGOS DE USO do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO e R$
[..........................] ( ) relativos aos ENCARGOS DE USO da REDE
BÁSICA, que serão calculados com base no MONTANTE DE USO
CONTRATADO ou verificado, por PONTO DE CONEXÃO, de acordo com a
seguinte fórmula:

Ed = Tp x Dp + Tfp x Dfp

Onde:

Ed = Encargo mensal pelo uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO, em


R$[_________];

Tp = Tarifa de uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO no HORÁRIO DE PONTA


em R$/kW;

Tfp = Tarifa de uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO no HORÁRIO FORA DE


PONTA em R$/kW;

Dp = O maior valor entre o MONTANTE DE USO CONTRATADO para o


horário de ponta e o MONTANTE DE USO verificado por medição no
PONTO DE CONEXÃO, no HORÁRIO DE PONTA, em kW;

Dfp = O maior valor entre o MONTANTE DE USO CONTRATADO para o horário


fora de ponta e o MONTANTE DE USO verificado por medição no PONTO
DE CONEXÃO, no HORÁRIO FORA DE PONTA, em kW.

7.1.1 As tarifas de uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO a serem aplicadas no


presente CONTRATO, são de R$ [___________] (................) por kW no
HORÁRIO DE PONTA (Tp) e de R$ [___________] por kW no HORÁRIO
FORA DE PONTA (Tfp), conforme homologadas pela ANEEL.
7.1.2 As tarifas de uso do SISTEMA DE TRANSMISSÃO a serem aplicadas no
presente CONTRATO, são de R$ [___________] (................) por kW no
105/113 Módulo 3
HORÁRIO DE PONTA (Tp) e de R$ [___________] por kW no HORÁRIO
FORA DE PONTA (Tfp), conforme homologadas pela ANEEL.
7.1.2. Sem prejuízo ao disposto no caput, será aplicada à parcela de uso do
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO verificada superior ao MONTANTE DE
USO CONTRATADO, a título de penalidade, uma tarifa de ultrapassagem
de valor igual a três vezes a tarifa de uso estabelecida para cada período,
quando se verificar ultrapassagem superior a 5% (cinco por cento) do
MONTANTE DE USO CONTRATADO.

7.2. Ocorrendo alterações das tarifas mencionadas na Cláusula 7.1.1 supra, em


decorrência de alteração da regulamentação da ANEEL, as PARTES desde já
acordam que os novos valores serão automaticamente aplicados a este
CONTRATO.

7.3. Para efeitos legais, o valor anual deste CONTRATO corresponde ao valor
anual dos ENCARGOS DE USO DO SISTEMA DA DISTRIBUIÇÃO
estabelecidos nesta Cláusula 7.1, a serem pagos pelo USUÁRIO à
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO.

CLÁUSULA 8 – FATURAMENTO E PAGAMENTO

8.1 Os ENCARGOS DE USO, acrescidos de eventual tarifa de ultrapassagem e


penalidades por consumo de energia e demanda reativa excedentes, quando for
o caso, serão objeto de Nota Fiscal/Fatura a ser apresentada pela
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO ao USUÁRIO no
[.......]º (................) dia do mês imediatamente subseqüente ao da respectiva
apuração,obrigando-se o USUÁRIO a pagá-la até o [.......]º (................) dia útil
subseqüente ao do seu recebimento.

8.1.1 A Nota Fiscal/Fatura será apresentada com antecedência mínima de


[.......] (................) dias úteis em relação à data do respectivo vencimento.
No caso de atraso na apresentação da fatura por motivo imputável à
CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, a data do
vencimento será automaticamente postergada por prazo igual ao atraso
verificado.

8.1.2 Caso a data limite de vencimento se verifique em um dia não útil, o


pagamento poderá ser efetuado no primeiro dia útil subseqüente.

8.1.3 Eventuais despesas financeiras decorrentes do pagamento correrão por


conta do USUÁRIO, exceto na hipótese prevista no item 9.1.1 acima.

8.1.4 Todos os pagamentos devidos pelo USUÁRIO deverão ser efetuados


livres de quaisquer ônus e deduções não autorizadas.

8.1.5 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO


apresentará ao USUÁRIO, juntamente com a Nota Fiscal/Fatura, os
dados utilizados no cálculo dos encargos cobrados.

8.1.6 Os pagamentos serão efetuados em conta corrente mantida em


instituição bancária a ser informada pela CONCESSIONÁRIA/

106/113 Módulo 3
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO ao USUÁRIO em [.......]
(................) dias após a assinatura deste CONTRATO.

8.4 Eventual pagamento a maior efetuado pelo USUÁRIO, em decorrência de erro


ou omissão da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO,
inclusive nos casos em que o sistema de medição se encontre fora dos limites
de erro permitidos pela ABNT, ensejará a restituição do valor cobrado
indevidamente no prazo de 01 (um) dia útil, pela CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, corrigido pelo IGPM e acrescidos das
mesmas penalidades previstas na Cláusula 9.

CLÁUSULA 9 – MORA NO PAGAMENTO E SEUS EFEITOS

9.1 Fica caracterizada a mora quando o USUÁRIO deixar de liquidar qualquer das
Notas Fiscais/Faturas na data de seu vencimento.

9.2 O não pagamento da Nota Fiscal/Fatura em seu respectivo vencimento ensejará


o pagamento pelo USUÁRIO, de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor total
da fatura, e de juros de mora de 12% (doze por cento) ao ano, calculados “pro
rata die” sobre as parcelas em atraso aplicáveis durante o período
compreendido entre a data de vencimento e a data do efetivo pagamento.

9.2.1 O valor do débito será atualizado monetariamente pela variação


acumulada “pro rata die” do IGPM publicado pela Fundação Getúlio
Vargas, do mês anterior ao do vencimento até o mês anterior ao do
pagamento, ou no caso da sua extinção, por outro índice com função
similar que venha a substituí-lo, previamente acordado entre as PARTES,
e acrescido de multa e juros previstos na Cláusula 10.2 supra.

9.2.2 Caso o atraso de pagamento seja menor ou igual a 30 (trinta) dias, será
considerada nula qualquer variação negativa do índice para os efeitos a
aplicação da atualização referida na Cláusula 10.2 supra.

9.3 Os dispositivos desta Cláusula permanecerão válidos após a rescisão ou


término deste CONTRATO, por tanto tempo quanto seja necessário para que as
obrigações de pagamento em aberto sejam cumpridas.

CLÁUSULA 10 – ENERGIA REATIVA EXCEDENTE

10.1 Quando o fator de potência verificado por medição for inferior ao FATOR DE
POTÊNCIA DE REFERÊNCIA, estabelecido, pelos PROCEDIMENTOS DE
DISTRIBUIÇÃO, será aplicada penalidade mediante faturamento de excedente
de potência e energia reativa que será calculado de acordo com a legislação
específica.

10.2 Será de responsabilidade do USUÁRIO, instalar, por sua conta, os


equipamentos corretivos necessários para correção do fator de potência.

CLÁUSULA 11 – MEDIÇÃO

11.1 A medição dos valores relativos aos MONTANTES DE USO será de


responsabilidade da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
107/113 Módulo 3
DISTRIBUIÇÃO e será efetuada em base mensal, integralizada em intervalos de
15 (quinze) minutos.

11.1.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO


procederá mensalmente a leitura dos medidores de demanda, kWh e
kVAr, o que será feito sempre à zero hora do dia 15 de cada mês, tendo
a DISTRIBUIDORA acesso às medições através de sistema estabelecido
nos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO.

11.2 O USUÁRIO consentirá, em qualquer tempo, que representantes da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, devidamente
credenciados, tenham acesso às instalações elétricas de sua propriedade, e
fornecerá os dados e informações que forem solicitadas sobre assuntos
pertinentes ao funcionamento dos aparelhos e instalações que estejam ligados à
rede ou linha elétrica. A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO se compromete, porém, a respeitar o regulamento do
USUÁRIO, em vigor, quanto à entrada de estranhos em seu recinto.

11.3 O relacionamento das PARTES para operacionalização da medição encontra-se


estabelecido na Cláusula 8 do CONTRATO DE CONEXÃO e detalhado no
ACORDO OPERATIVO e nos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO (Módulo
5 – Sistemas de Medição), nos quais constam informações e procedimentos
relativos a: (i) padrão da medição; (ii) disponibilização da memória de massa e
dos pulsos de medição; (iii) acesso da CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA
DE DISTRIBUIÇÃO às instalações de medição; (iv) comunicação para
transferência de dados; e (v) desligamentos programados e emergenciais.

CLÁUSULA 12 – QUALIDADE E CONTINUIDADE

12.1. A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO manterá


adequado serviço de operação, conservação e manutenção de suas
instalações, de modo a assegurar a qualidade e continuidade do fornecimento.
12.1.1. A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO,
conforme a legislação aplicável, obriga-se, ainda, a manter os índices
mínimos de qualidade relativos aos serviços de distribuição,
estabelecidos nos PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, de forma a
não prejudicar o USUÁRIO.
12.1.2 Caso fique comprovado o não atendimento, pela CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, dos referidos índices mínimos
de qualidade, a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO ficará sujeita ao pagamento da multa prevista no
__________ deste CONTRATO, sem prejuízo da indenização por
eventual dano causado em decorrência da violação dos índices de
qualidades exigidos pelo presente CONTRATO e pelos
PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO.

12.1.3 Nenhuma responsabilidade poderá ser atribuída à


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, por
prejuízos que o USUÁRIO eventualmente venha a sofrer em
decorrência de interrupções ou deficiências provenientes de caso
fortuito ou força maior, nos termos da Cláusula [ ] infra.

108/113 Módulo 3
12.1 O USUÁRIO deverá realizar a operação e manutenção em sua subestação e
INSTALAÇÕES DE CONEXÃO de forma a não interferir na qualidade de
fornecimento das demais unidades consumidoras da CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO.

12.2.1. O USUÁRIO deverá manter os ajustes da proteção de sua


subestação, conforme os padrões técnicos previamente informados
pela CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO.

12.2.2. O USUÁRIO deverá informar previamente à CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO todas as modificações em
equipamentos de sua subestação que alterem as suas características
técnicas.

12.3. O USUÁRIO atenderá às determinações dos setores de operação da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, inclusive
reduzindo ou desligando a carga ou transferindo a alimentação para o
ramal de reserva, quando este existir.

12.4. Fica estabelecido que o USUÁRIO se obriga a solicitar prévia e


expressamente à CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO, para análise e aprovação, a instalação e utilização de
geradores de energia elétrica na sua UNIDADE CONSUMIDORA,
apresentando o projeto elétrico, as especificações técnicas e sua forma de
utilização.

CLÁUSULA 13 – DA SUSPENSÃO DO DIREITO DE USO DO SISTEMA DE


DISTRIBUIÇÃO

13.1 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO poderá


suspender o uso do SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO e, conseqüentemente, a
disponibilização de energia elétrica ao USUÁRIO, por razões comprovadas
de ordem técnica ou de segurança das instalações, observadas as
disposições contidas neste CONTRATO, na legislação e regulamentação
vigentes e aplicáveis.

13.2 O restabelecimento da conexão pela CONCESSIONÁRIA/


PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, assim como, alterações contratuais,
aumento de carga ou contratação de fornecimentos especiais, solicitados
pelo USUÁRIO inadimplente, no mesmo ou em outro local de sua área de
concessão, fica condicionada à quitação de seus débitos.

CLÁUSULA 14 – DA RESCISÃO

14.1.O presente CONTRATO poderá ser rescindido de pleno direito, a critério da


CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, na hipótese do
USUÁRIO deixar de cumprir sua obrigação de pagar as Notas
Fiscais/Faturas relativas aos ENCARGOS DE USO, por um período
ininterrupto de [___________] meses, mediante prévia e expressa notificação
da DISTRIBUIDORA ao USUÁRIO com antecedência mínima de
[___________] dias;

109/113 Módulo 3
14.2.O presente CONTRATO poderá ser rescindido de pleno direito, a critério do
USUÁRIO, mediante comunicação prévia e expressa à DISTRIBUIDORA
com antecedência mínima de [____] dias.

14.3.O presente CONTRATO poderá ser rescindido de pleno direito, a critério de


qualquer uma das PARTES, nas hipóteses abaixo previstas:

14.3.1 Descumprimento pela outra PARTE de qualquer das obrigações


previstas neste CONTRATO; ou

14.3.3 Por comum acordo entre as PARTES.

14.4.Na hipótese prevista em 14.3.1, a PARTE adimplente notificará à PARTE


inadimplente para corrigir a falta no prazo de [__] dias, a contar do
recebimento da notificação. Caso não sanada a falta no prazo especificado, a
PARTE adimplente rescindirá este CONTRATO.

14.5.A rescisão do presente CONTRATO não libera as PARTES das obrigações


devidas até a sua data e não afetará ou limitará qualquer direito que,
expressamente ou por sua natureza, deva permanecer em pleno vigor e
efeito após a data de rescisão ou que dela decorra.

14.6.Ocorrendo a rescisão do CONTRATO, a qualquer tempo a partir da data da


sua assinatura, por qualquer das hipóteses previstas nas Cláusulas 14.3.1 e
14.3.2, a PARTE inadimplente pagará à PARTE adimplente multa rescisória
no valor equivalente a [__]%[__] do valor anual do CONTRATO.

14.7.A rescisão do presente CONTRATO não dispensará o USUÁRIO do


ressarcimento de eventuais custos incorridos pela CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO durante a vigência deste
CONTRATO e necessários ao atendimento do USUÁRIO.

14.8.A rescisão contratual implicará a interrupção da conexão e uso do SISTEMA


DE DISTRIBUIÇÃO.

CLÁUSULA 15 - CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR

15.1 Caso alguma das PARTES não possa cumprir qualquer de suas obrigações,
no todo ou em parte, em decorrência de caso fortuito ou força maior, nos
termos do parágrafo único do artigo 393 do Código Civil Brasileiro, deverá
comunicar o fato de imediato à outra PARTE no prazo de [__] horas,
informando os efeitos danosos do evento e comprovando que o evento
contribuiu para o descumprimento de obrigação prevista neste CONTRATO.

15.2 Constatada a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, ficarão


suspensas, enquanto perdurar o evento, as obrigações que as PARTES
ficarem impedidas de cumprir.

15.3 Não constituem hipóteses de força maior os eventos abaixo indicados: (a)
dificuldades econômicas e/ou alteração das condições de mercado; (b)
demora no cumprimento por qualquer das PARTES de obrigação contratual;
(c) eventos que resultem do descumprimento por qualquer Parte de

110/113 Módulo 3
obrigações contratuais ou de leis, normas, regulamentos, decretos ou demais
EXIGÊNCIAS LEGAIS; ou (d) Eventos que sejam resultantes de negligência,
dolo, erro ou omissão.

CLÁUSULA 16 - DAS COMUNICAÇÕES E NOTIFICAÇÕES

16.1 Todas as comunicações, tais como correspondências, instruções,


propostas, certificados, registros, aceitações e notificações enviadas no
âmbito deste CONTRATO, deverão ser feitas em português, por escrito,
entregues em mãos, sob protocolo, por meio de carta com aviso de
recebimento ou via fac-símile, para os endereços abaixo indicados e aos
cuidados das seguintes pessoas:

DISTRIBUIDORA: USUÁRIO:

Sr [............................................] Sr [............................................]
Rua [..............] Rua [..............]
Cidade [..............] – Estado [.....] Cidade [..............] – Estado [.....]
CEP: [..............] CEP: [..............]
Tel.: [..............] Tel.: [..............]
Fax: [..............] Fax: [..............]

CLÁUSULA 17 – CONFIDENCIALIDADE

17.1. Cada uma das PARTES compromete-se a não prestar, salvo se autorizada,
por escrito, pela outra, qualquer informação a terceiros que não estejam
envolvidos com o objeto do presente CONTRATO, sobre sua natureza e/ou
seu andamento.

17.2. As disposições desta Cláusula não se aplicam: (a) às informações que


estiverem no domínio público; (b) à divulgação de informações requeridas
em conformidade com a legislação, regulamentos e procedimentos em
vigência; e (c) às informações prestadas à ANEEL, à CCEE e ao ONS, se e
quando solicitadas.

CLÁUSULA 18 – DECLARAÇÕES

18.1. O USUÁRIO e a CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO, individualmente, obrigam-se a obter e manter, durante a
vigência deste CONTRATO, todas as APROVAÇÕES exigidas de cada
uma delas para o desempenho de suas obrigações relativas ao presente
CONTRATO e a atender todas as EXIGÊNCIAS LEGAIS.

CLÁUSULA 19 – DISPOSIÇÕES GERAIS

19.1. Aplicam-se a este CONTRATO as normas legais relativas à prestação de


serviços públicos de energia elétrica, vigentes nesta data e as que vierem a
ser editadas pela ANEEL.

111/113 Módulo 3
19.2. Toda e qualquer alteração deste CONTRATO somente terá validade se
formalizada em termo aditivo assinado pelas PARTES, observando-se o
disposto na legislação aplicável.

19.3. A tolerância de uma Parte para com a outra, relativamente ao


descumprimento de obrigações aqui assumidas, não implicará novação ou
renúncia a qualquer direito, constituindo mera liberalidade, não impedindo a
Parte tolerante de exigir da outra, a qualquer tempo, o fiel e cabal
cumprimento deste CONTRATO.

19.4 A CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO e o


USUÁRIO comprometem-se a seguir e respeitar a legislação, os
PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO, os PROCEDIMENTOS DE REDE, o
ACORDO OPERATIVO, os padrões técnicos da CONCESSIONÁRIA/
PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO, as limitações operativas dos
equipamentos das PARTES, e as regulamentações da ANEEL aplicáveis ao
presente CONTRATO.

19.5 O término do prazo deste CONTRATO não afetará quaisquer direitos ou


obrigações anteriores a tal evento, ainda que seu exercício ou cumprimento
se dê após a ocorrência do final da vigência deste.

19.6 O presente CONTRATO é reconhecido pelas PARTES como título executivo


extrajudicial, conforme disposto nos artigos 583 e 585,II, do Código de
Processo Civil, para efeitos de cobrança de todos os valores apurados e
considerados devidos.

19.7 Em caso de dúvida, divergência, conflito emergente da relação contratual ora


estabelecida, as PARTES se comprometem a tentar composição amigável
levando a questão para mediação da ANEEL, quando julgarem
necessário.

CLÁUSULA 20 – FORO COMPETENTE

20.1 Fica eleito o foro da Comarca de [_____________], Estado de


[_____________], com renúncia expressa de qualquer outro, por mais
privilegiado que seja, para dirimir eventuais dúvidas decorrentes deste
CONTRATO.

E, por assim haverem ajustado, firmam este CONTRATO, em 02 (duas) vias de


igual teor e forma, para um mesmo efeito legal, na presença das testemunhas a
seguir nomeadas e assinadas.

[Local], [data]

[CONCESSIONÁRIA/ PERMISSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO]

Nome: [.....................] Nome: [.....................]


Cargo: [.....................] Cargo: [.....................]

112/113 Módulo 3
[USUÁRIO]

Nome: [.....................] Nome: [.....................]


Cargo: [.....................] Cargo: [.....................]

Testemunhas:

Nome: [.....................] Nome: [.....................]


Cargo: [.....................] Cargo: [.....................]

113/113 Módulo 3

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