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FACULDADE CAPIVARI - FUCAP

GESTÃO FINANCEIRA
(Processos Gerenciais)

2020

Prof. Msc. Fabiano Pires de Oliveira


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CAPITULO 1 – A FUNÇÃO FINANCEIRA: O AMBIENTE DA
GESTÃO FINANCEIRA E O VALOR DO DINHEIRO COM SUA
UTILIDADE

Iremos iniciar nosso estudo com a seguinte citação: “Podemos definir finanças como a arte e
a ciência da gestão do dinheiro” (GITMAN, 2004, P. 4). Ela é uma atividade muito dinâmica e envolve
todo tipo de empresa. Desta forma pode-se afirmar que o estudo das Finanças Corporativas proporciona
ao administrador o ferramental necessário para a tomada de decisões ótimas no desempenho de sua
atividade profissional. A decisão otimizada é a arte, ou a ciência, de tomar decisões que maximizam o valor
para o investidor, partindo da identificação e análise do ativo, considerando o comportamento e
expectativas dos investidores (credores e acionistas) que financiam este ativo e considerando as
características do ambiente (político e econômico; macro/micro) onde o ativo está inserido.

1.1 CONCEITOS E PAPEL DA GESTÃO FINANCEIRA

Veremos a seguir algumas definições dadas pelos autores dos livros considerados como
clássicos de Corporate Finance.

Richard Brealey e Stewart Myers – Principles of Corporate Finance – McGraw Hill (N.T. O livro
de Brealey e Myers é considerado a “bíblia” para os estudiosos de Corporate Finance. É utilizado em
escolas de pós-graduação no nível de mestrado e inicio de doutorado em vários países entre eles US e
Brasil)

“Para administrar um negócio, uma empresa moderna necessita de uma variedade quase
infinita de Ativos Reais. Muitos destes são Ativos Tangíveis: maquinas, fabricas e escritórios. Outros
são Ativos Intangíveis: experiência técnica, marcas registradas e patentes. Entretanto, para estarem
disponíveis, desafortunadamente, todos estes ativos precisam ser pagos. Para obter o dinheiro
necessário a empresa vende pedaços de papel chamados Ativos Financeiros. Estes pedaços de papel
tem valor posto que representam direitos sobre os Ativos Reais da empresa. Os Ativos Financeiros
incluem não apenas o capital dos sócios, as ações da empresa, mas também o capital de terceiros,
debêntures, empréstimos bancários, obrigações de leasing e assim por diante.

O administrador Financeiro tem dois problemas básicos. Primeiro: Quanto deve a firma
investir, e em quais ativos deve investir? Segundo: Como deve, o caixa necessário, ser levantado? A
resposta ao primeiro problema é a decisão de investimento da firma. A resposta ao segundo problema é
a sua decisão de financiamento. O administrador financeiro deve encontrar as respostas especificas
que coloquem os acionistas da firma na melhor situação possível.

O sucesso é julgado pelo valor. Os acionistas estão em melhor situação através de qualquer
decisão que aumente o valor de sua posição na firma (valor das ações). Então alguém poderia dizer
que uma boa decisão de investimento é aquela que resulta na compra de um ativo que vale mais do que
custa, ou seja um ativo que traga uma contribuição liquida positiva para o valor. O segredo do sucesso
em administração financeira é aumentar valor. É uma afirmação simples, porem muito útil. É similar a
advertir um investidor no mercado acionário que deve vender na alta e comprar na baixa. O problema
é como fazer.

Existem muitas atividades onde podemos encontrar um livro texto que ensine “como fazer”.
Porém, a administração financeira não é uma destas atividades. Este é o porque vale a pena
1
estudarmos finanças. Quem gostaria de trabalhar em uma atividade onde não existisse espaço para
experiência, criatividade, julgamento, e até um pouco de sorte? Apesar deste livro (Principles of
Corporate Finance) não ensinar estes itens, ele apresenta os conceitos e informações sobre as quais as
boas decisões financeiras são baseadas.”

Gitman L. Princípios de Administração Financeira – Ed Harbra – 8 edição 2009 (No Brasil é a


“bíblia” para o nível de graduação em Administração de Empresas)

“O que é Finanças? Podemos definir finanças como a arte e a ciência de administrar


fundos. Praticamente todos os indivíduos e organizações obtém receitas ou levantam fundos, gastam ou
investem. Finanças ocupa-se do processo, instituições, mercados e instrumentos envolvidos na
transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos.
A Administração Financeira diz respeito às responsabilidades do administrador financeiro
numa empresa. Os administradores financeiros administram ativamente as finanças de todos os tipos de
empresas, financeiras ou não financeiras, privadas ou publicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins
lucrativos. Eles desempenham uma variedade de tarefas, tais como orçamento, previsões financeiras,
administração do caixa, administração do credito, análise de investimentos e captação de fundos.”

O campo de atuação da Gestão Financeira é muito amplo e se estende para as empresas públicas e
privadas. Juridicamente, as empresas podem ser organizadas em (resumidamente):

Firmas individuais – a própria modalidade já destaca que a empresa pertence ao indivíduo, todo o seu
patrimônio pode ser utilizado para saldar as dívidas e a sua responsabilidade é ilimitada. Esta é uma
modalidade comum para pessoas com pequenos estabelecimento. Toda a sua tributação ocorre na
declaração de rendimentos de pessoa física do proprietário.

Sociedade por cotas – nessa modalidade temos dois ou mais sócios e cada um tem a sua
responsabilidade limitada às suas cotas de participação na sociedade. A tributação é diferente da firma
individual e se distingue entre as diferentes atividades industriais, comerciais e de serviços.

Sociedade por ações – é formada pelos seus acionistas, que compram e datem quantidades de ações
ordinárias ou preferenciais, limitados a sua responsabilidade. Os acionistas podem comprar mais ações,
ser acionistas de outras empresas, negociar suas ações a fim de maximizar seus resultados. As ações são
negociadas nas bolsas de valores, através de seus corretores.

Podemos afirmar ainda que independentemente do regime jurídico das organizações, as


pessoas das mais diferentes áreas e departamentos precisam atuar de forma integrada, onde, de uma
maneira ou outra, acabam interagindo com as finanças.
Vamos supor que o comprador de uma empresa precise realizar uma compra junta a um
fornecedor. No pagamento a vista ele pode obter um desconto, mas se a empresa não possui dinheiro em
caixa precisará buscar um empréstimo e, a partir desse momento, é necessário avaliar o que custa mais e
o que custa menos.
A Gestão Financeira tem uma relação direta com a teoria econômica e com a contabilidade.
Com relação a teoria econômica, temos a necessidade de estar atentos aos diferentes níveis
de atividades econômicas, às mudanças políticas, ao estudo da oferta e da demanda, etc...
Com relação à contabilidade, a relação é direta, pois é desta movimentação financeira que
ocorrem os registros contábeis. Isto irá auxiliar no conhecimento do fluxo de caixa e na tomada de
decisão.

2
Quando se pretende administrar financeiramente uma empresa, tem-se que ter em mente todo um
conjunto de decisões que norteará seu rumo. Estas decisões são calcadas no estudo da movimentação de
fundos, e pressupõem duas rotas básicas: as decisões de financiamento e as de investimento. A primeira
está correlacionada com as atividades de captação de recursos e a segunda com as atividades de
aplicação de recursos. Ambas podem ser estudadas no curto ou no longo prazo, dependendo de suas
características. Os recursos captados, por sua vez, podem ser próprios ou de terceiros, o que implica
num estudo mais aprofundado para determinar qual o mais viável.
Assim sendo, podemos definir FINANÇAS, como a arte e a ciência de administrar o dinheiro, ou
a ciência que estuda a movimentação financeira entre os agentes econômicos. Estes agentes podem ser
instituições, mercados ou instrumentos envolvidos na transferência de dinheiro entre pessoas, empresas
e órgãos governamentais.
A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA, por sua vez, é a ciência cuja finalidade é maximizar a
riqueza dos proprietários, gerindo com competência seus recursos. A empresa deverá proporcionar aos
seus donos o maior retorno possível sobre seus investimentos. 1
A administração financeira, juntamente com a administração de pessoal, de compras ou
materiais, de vendas ou marketing e da produção, forma as cinco grandes áreas funcionais da
administração. A cada uma dessas áreas cabem as funções básicas de planejar, organizar, coordenar,
dirigir e controlar. À administração financeira compete a gestão operacional dos recursos financeiros da
empresa. Uma vez que os recursos são escassos, cabe ao departamento financeiro tomar as decisões a
fim de obter deles os melhores benefícios no futuro. Decisões sempre implicam numa escolha entre duas
ou mais alternativas ou cursos de ação, e mesmo se há uma única alternativa, deve-se decidir entre
colocá-la em prática ou não.
A administração financeira, assim como a maioria das ciências, é fruto do aprofundamento
natural dos estudos no processo de desenvolvimento da humanidade. Nasceu com as teorias econômicas
para após, com os estudos de Taylor, Fayol e Ford, caminhar para sua independência, com forte
ascensão após a grande depressão americana dos anos 1929/30, destacando-se na época estudos sobre
solvência, liquidez e recuperação financeira das empresas. Estudos de fluxos de caixa, investimentos e
retornos, foram transformando a teoria da administração financeira em uma ciência independente.
Somente após a década de 50 é que se procurou compreender as várias conseqüências das políticas de
investimento, financiamento e dividendos sobre o comportamento do fluxo de caixa da empresa. A
caracterização definitiva está ligada aos estudos de Modigliani e Miller (1958) aos quais se
convencionou chamar de Moderna Teoria de Finanças ou Finanças Corporativas, e aos estudos de
risco que se desenvolveram a partir da Teoria do Portfólio, patrocinada principalmente por Markowitz e
Sharpe (1952), que permitiram fechar o esboço no qual trafega a moderna administração financeira.
Como toda ciência moderna, a administração financeira contou e conta com a estreita
colaboração de outras ciências, tais como2:
 Contabilidade – Ciência que subsidia as decisões financeiras com os dados de seus
demonstrativos e relatórios.
 Matemática Financeira – Ciência que situa os números das finanças no tempo e facilita seu
entendimento.
 Estatística – Ciência que colabora com seus dados e previsões às decisões de cunho
administrativo/financeiro.

1
Ver mais em Assaf Neto, 2002 pp 46 -47.
2
Ver mais em Silva, 2001 pp 30-31.
3
 Economia – Ciência que ensina como a empresa deve se colocar dentro das variáveis
econômicas e das leis que as regem.
 Direito – Ciência que orienta o disciplinamento legal dos procedimentos
administrativo/financeiros.
 Informática – Ciência recente, mas de grande utilidade para o administrador financeiro pela
rapidez e confiança no ordenamento de dados e elaboração de relatórios.

1.2 O ADMINISTRADOR FINANCEIRO

A administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva, essencialmente,


assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos de
capital. Portanto ela envolve-se tanto com a problemática da escassez de recursos, quanto a realidade
operacional e prática da gestão financeira das empresas, assumindo uma definição de maior amplitude.
Para tanto, necessita de pessoas qualificadas que administrem as decisões necessárias ao seu
funcionamento. Estas decisões, via de regra, estão ligadas a atividades que envolvem recursos
financeiros direta ou indiretamente. Podemos catalogá-las em três atividades principais:
 Planejamento, análise e controle.
 Decisões de investimento.
 Decisões de financiamento.
A atividade de PLANEJAMENTO, ANÁLISE E CONTROLE consiste em visualizar no futuro as
conseqüências financeiras dos atos presentes, analisar os resultados apresentados e fazer com que o
planejamento seja aplicado de maneira adequada, monitorando sua aplicação. A consulta aos
demonstrativos contábeis permite estudar os dados registrados e suas projeções através do orçamento
empresarial, uma ferramenta de grande importância, que ajuda também ao administrador financeiro a
orientar financeiramente a empresa. A análise dos relatórios contábeis e gerenciais denuncia possíveis
desvios de roteiro do planejamento, que devem ser corrigidos nas proporções e tempo requeridos.
A atividade de selecionar INVESTIMENTO existe em decorrência das decisões político-
administrativas da empresa, e delimitam o montante de recursos a serem aplicados em decorrência
daquelas decisões. Esta atribuição atinge os ativos tangíveis e intangíveis que são uma constante
preocupação na administração financeira. A aquisição, a depreciação, o risco, o retorno, todos estes
itens devem ser questionados, como forma de manter a melhor produtividade e os menores custos. Todo
investimento torna-se atraente quando seu retorno esperado excede a taxa exigida pelos acionistas.
A atividade de buscar FINANCIAMENTO executa a seleção do menor custo para viabilização da
função anterior. Os financiamentos de longo e curto prazo devem ser pesquisados para se evitar custos
desnecessários em épocas desnecessárias. O equilíbrio do Balanço Patrimonial deve ser sempre
perseguido como forma de se ter uma interação entre fontes e aplicação de recursos. O objetivo central
da seleção de financiamentos é determinar a melhor estrutura de financiamento da empresa, de maneira
a preservar sua capacidade de pagamento e dispor de fundos com custos reduzidos em relação ao retorno
que se espera apurar de suas aplicações.
O administrador financeiro é responsável pela execução das atribuições financeiras da empresa.
Ele utiliza basicamente duas atribuições financeiras: As de tesouraria e as de controladoria. Dentre as
principais tarefas de TESOURARIA destacam-se:
 Orçamento de caixa
 Cadastro
 Câmbio
 Financiamento
 Investimento
4
 Crédito e Cobrança
 Relacionamento com instituições financeiras

Dentre as principais tarefas de CONTROLADORIA (O termo vem do inglês controller),


destacam-se:
 Administração de custos e preços
 Auditoria interna
 Contabilidade
 Orçamento Geral
 Controle patrimonial
 Planejamento tributário
 Relatórios gerenciais

Estas tarefas variam em função do porte da empresa. Em empresas pequenas, os sócios se incumbem
de muitas destas atividades, e a contabilidade geralmente é terceirizada. Nas grandes empresas, as
atividades se subdividem, na maioria das vezes, conforme organograma a seguir:

Conselho de Administração

Diretor Diretor de
Produção

Administrat
Diretor de
ivo-
Vendas
Tesoureiro Financeiro Controller

Em consonância com a administração estão os stakeholders, que são partes interessadas na


administração da empresa. Compõem-se de funcionários, clientes, fornecedores, credores e outros que
tenham ligação direta com o negócio.
Os administradores podem ser considerados representantes dos proprietários e em seus nomes
gerir os negócios empresariais. O conflito entre os interesses dos acionistas e os interesses dos gestores
pode gerar problemas que se denominam problemas de agency. Enquanto os proprietários focam o
lucro, os administradores também focam os interesses em suas carreiras profissionais. Portanto um bom
plano de carreira, bonificações em dinheiro pelo bom desempenho e opções pela compra de ações
podem minimizar estes problemas.

1.3 MERCADOS3

As empresas estão inclusas em complexos mecanismos de funcionamento que se denominam


mercados e, dentre eles, os mercados financeiros. Estes mercados podem ser distribuídos em quatro
grandes grupos:

3
Ver mais em Gitman, 1997 pp 4 – 24; Cherubim et al, 2002 pp 4 – 26; Fortuna, 2002 pp 45-60.

5
 MERCADO MONETÁRIO – É o mercado de curto e curtíssimo prazo. Caracteriza-se pelas
políticas de controle da oferta da moeda e das taxas de juros que garantem sua liquidez. Nesse
mercado, os papéis mais negociados são aqueles emitidos pelo Banco Central do Brasil, que
servem para a execução da política monetária do Governo Federal, e pelo Tesouro Nacional,
cujo propósito é o financiamento do déficit público. Além desses papéis, também são negociados
os CDI’s (Certificados de Depósitos Interfinanceiros), exclusivamente entre instituições
financeiras, os títulos de emissão privada, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e as
debêntures. Quem executa e controla este mercado é o Banco Central através dos seguintes
instrumentos:
o Depósito compulsório
o Redesconto ou empréstimo de liquidez
o Mercado Aberto (Open Market)
o Controle e seleção de crédito
O depósito compulsório regula o multiplicador bancário através de reserva obrigatória de
recolhimento de depósitos e recursos de terceiros determinado pelo CMN através de percentuais.
O redesconto ou empréstimo de liquidez é o socorro que o Banco Central fornece à rede
bancária para atender às necessidades de caixa.
As operações de mercado aberto é um ágil instrumento de política monetária pelo qual o BC
pode regular o fluxo de recursos de mercado através de operações de mercado aberto (open
market).
O controle e a seleção de crédito se dão através do controle de volume e destino do crédito,
controle das taxas de juros, fixação de limites e condições de crédito.

 MERCADO DE CRÉDITO – É o mercado que tem como objetivo suprir as necessidades de


recursos da economia através dos agentes econômicos que interligam poupadores e tomadores.
Neste mercado se destacam os bancos comerciais e múltiplos.

 MERCADO DE CAPITAIS – É um mercado predominantemente de longo prazo. Seu principal


ambiente é a Bolsa de Valores. Dividem-se em primário, quando as operações são realizadas ali
pela primeira vez e secundário, quando são realizadas nas demais oportunidades. As operações
também podem ser realizadas por instituições financeiras e seus recursos podem ser destinados
para giro ou para o permanente das empresas.

 MERCADO CAMBIAL – É o mercado que envolve a contrapartida do mercado internacional.


Inclui agentes econômicos variados como importadores e exportadores, investidores e
instituições financeiras.

1.4 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL4

Até 1964 o Sistema Financeiro Nacional carecia de uma estruturação racional para administrar suas
necessidades. A partir de então foi montado um organograma funcional para disciplinar e entender as
entidades participantes. Segundo o organograma (elaborado na página seguinte), conceitua-se:

O Conselho Monetário Nacional– CMN é o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional.


Sua missão é definir as diretrizes de funcionamento do Sistema Financeiro Nacional e formular toda a
política da moeda e crédito da economia, visando atender a seus interesses econômicos e sociais.

4
Ler mais em Hoji, 2001, pp 34-41 e Fortuna, 2002, pp 11-43.

6
O Conselho de Gestão e Previdência Complementar - CGPC é um órgão colegiado que integra a
estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular, normatizar e coordenar as
atividades das entidades fechadas de previdência complementar. Também cabe ao CGPC julgar, em
última instância, os recursos interpostos contra as decisões da Secretaria de Previdência Complementar.
O Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP é o órgão responsável por fixar as diretrizes e
normas da política de seguros privados no Brasil. É composto pelo Ministro da Fazenda (presidente),
representante do Ministério da Justiça, representante do Ministério da Previdência Social, do Banco
Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários, além do superintendente da Superintendência
de Seguros Privados.

ÓRGÃOS LIGADOS AO SUBSISTEMA NORMATIVO


O Banco Central é o principal órgão executivo do CMN funcionando como sua secretaria
executiva. É órgão fiscalizador do mercado financeiro e executor da política monetária do governo.
7
A Comissão de Valores Mobiliários – CVM controla e fomenta o mercado de valores
mobiliários, atingindo as instituições financeiras, as companhias de capital aberto e os investidores.
A Secretaria de Previdência Complementar funciona como secretaria executiva do Conselho
de Gestão e Previdência Complementar.
A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP é o órgão responsável, pelo controle e
fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização.
O IRB – Brasil Resseguros regulamenta as atividades de seguros no Brasil.

ÓRGÃOS LIGADOS AO SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO


INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS
O Banco do Brasil até janeiro de 1986 assemelhava-se a uma autoridade monetária mediante
ajustamentos da conta movimento do BACEN e do Tesouro Nacional. Hoje, é um banco comercial
comum, embora responsável pela Câmara de Compensação.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES é responsável pela
política de investimentos de longo prazo do Governo e também pela gestão do processo de privatização.
É a principal instituição financeira de fomento do Brasil por impulsionar o desenvolvimento econômico,
atenuar desequilíbrios regionais, promover o crescimento das exportações, dentre outras funções.
A Caixa Econômica Federal - CEF caracteriza-se por estar voltada ao financiamento
habitacional e ao saneamento básico, além de controlar as loterias. É um instrumento governamental de
financiamento social.
Os bancos comerciais e múltiplos são intermediários financeiros que transferem recursos dos
agentes superavitários para os deficitários, mecanismo esse que acaba por criar moeda através do efeito
multiplicador. Eles podem descontar títulos, realizar operações de abertura de crédito simples ou em
conta corrente, realizar operações especiais de crédito rural, de câmbio e comércio internacional, captar
depósitos à vista e a prazo fixo, obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes, etc.
As Caixas Econômicas Estaduais têm, em círculo mais restrito, as atribuições da Caixa
Econômica Federal. São agentes econômicos que estão desaparecendo do mercado.
Os Bancos de Desenvolvimento, cujo principal agente é o já citado BNDES, são os principais
agentes de financiamento do governo federal. Destacam-se os bancos regionais de desenvolvimento
como, por exemplo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco da Amazônia (BASA), e o Banco
Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDES).
Os Bancos de Investimento captam recursos através de emissão de CDB e RDB. Esses recursos
são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de bens de capital pelas
empresas ou subscrição de ações e debêntures. Os Bancos de Investimento não podem destinar recursos
a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal.

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO BANCÁRIAS


As Sociedades de Crédito Financeiro e Investimentos, as “financeiras” captam recursos
através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores finais
(crediário). Tratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é limitado a 12 vezes seu capital
mais reservas.

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As Sociedades de Arrendamento Mercantil trabalham com operações de “leasing”, que se
trata de locação de bens de forma que, no final do contrato, o locatário pode renová-lo, adquirir o bem
por um valor residencial ou devolver o bem locado à sociedade. Atualmente, tem sido comum operação
de leasing em que o valor residual é pago de forma diluída ao longo do período contratual ou de forma
antecipada, no início do período. As Sociedades de Arrendamento Mercantil captam recursos através da
emissão de debêntures, com características de longo prazo.
As Cooperativas de Crédito equiparam-se às instituições financeiras. As cooperativas
normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre os funcionários das
empresas. No setor primário, permitem uma melhor comercialização dos produtos rurais e criam
facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os consumidores. No interior das empresas em
geral, as cooperativas oferecem possibilidades de crédito aos funcionários, os quais contribuem
mensalmente para a sobrevivência e crescimento da mesma. Todas as operações facultadas às
cooperativas são exclusivas aos cooperados.

SISTEMA BRASILEIRO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO


As Sociedades de Crédito Imobiliário, ao contrário das Caixas Econômicas, essas sociedades
são voltadas ao público de maior renda. A captação ocorre através de Letras Imobiliárias, depósitos de
poupança e repasses de CEF. Esses recursos são destinados, principalmente, ao financiamento
imobiliário direto ou indireto.
As Associações de Poupança e Empréstimo são sociedades civis onde os associados têm
direito à participação nos resultados. A captação de recursos ocorre através de caderneta de poupança e
seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário.

INSTITUIÇÕES AUXILIARES
As Bolsas de Valores são entidades físicas, constituídas sob a forma de associações civis sem
fins lucrativos, com responsabilidades e funções de interesse público. As bolsas operam em três tipos
preferenciais de mercado:

 Mercado à vista – Onde a entrega dos títulos do vendedor ao comprador é efetuada no


segundo dia útil após o fechamento do negócio na Bolsa. O pagamento da ação pelo
comprador deve ocorrer no 3º dia útil após a negociação.

 Mercado a termo – Onde a liquidação das operações ocorre em prazos diferidos, em


geral 30, 60 ou 90 dias. Para operar neste mercado é exigido, tanto do comprador quanto
do vendedor, um depósito de valores como margem de garantia da operação.

 Mercado de opções – Onde se negocia os direitos de compra ou venda futura de ações a


um preço pré-estabelecido. O comprador de uma opção de compra de ações, por
exemplo, adquire até a data limite de vencimento da operação o direito de comprar o lote
objeto de ações. O comprador de uma opção de venda, por outro lado, poderá exercer o
seu direito de vender os papéis objetos na data de vencimento da opção. A principal
contribuição deste mercado é a proteção contra o risco (hedge).
A Bolsa de Mercadorias e de Futuros é a bolsa cujo objetivo é organizar operacionalizar e
desenvolver um mercado de futuros (commodities, taxas de juros, taxas de câmbio, metais, índice de
ações e de conjuntura) livre e transparente. Mantém as seguintes modalidades de operação: Futuro,
opções sobre o disponível, opções sobre futuro, termo e disponível ou à vista (spot).

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As Sociedades Corretoras são instituições membros das Bolsas de Valores habilitadas para
operar em seus pregões por conta própria e determinadas por seus clientes, por meio de negociações
com títulos e valores mobiliários.
As Sociedades Distribuidoras têm uma faixa operacional mais restrita do que as corretoras e
não têm acesso às Bolsas de Valores e de Mercadorias.
Os Agentes Autônomos de Investimento são pessoas físicas, credenciadas por Bancos de
Investimentos, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, Sociedades de Crédito
Imobiliário, Sociedades Corretoras e Distribuidoras que exercem atividades por conta e ordem de quem
os credenciou.

INSTITUIÇÕES NÃO FINANCEIRAS


As Sociedades de Fomento Comercial são conhecidas como “factoring”, e operam na venda de
um direito de crédito, feita diretamente pelo detentor deste crédito (o sacador) a uma instituição
compradora (o factor). Esta fornece os recursos ao sacador, mediante um deságio sobre o valor de face
deste direito de crédito, que pode ser, por exemplo, uma duplicata ou cheque.
As Seguradoras operam o sistema de seguros do país e são regidas pelo Decreto-Lei nº. 73 de
21/11/66 e suas alterações posteriores. Não estão sujeitas à falência nem podem impetrar concordata
além de não poderem explorar qualquer outro ramo de comércio ou indústria.
As Sociedades de Capitalização são sociedades mercantis cujo objetivo é fornecer ao público,
de acordo com planos aprovados pelo Governo Federal, a constituição de um capital mínimo
perfeitamente determinado em cada plano. Este capital é pago em moeda corrente num prazo máximo
indicado no mesmo plano, à pessoa que possuir um título, segundo cláusulas e regras aprovadas e
mencionadas nos próprios títulos. DL 261, de 28.2.1967.
As Agências de Fomento ou Desenvolvimento são constituídas e funcionam sob as regras da
Resolução nº. 2.828 de 30/03/2001. Realizam operações de financiamento de capital fixo e de giro
associados a projetos na unidade da federação onde tenha sede. Prestam garantias e serviço de
consultoria e ainda administram fundos de desenvolvimento, observando o disposto no Art. 35 da LC
101 de 04/05/2000.
As Administradoras de Cartão não são empresas financeiras, e sim empresas prestadoras de
serviços, que fazem a intermediação entre os portadores de cartões, os estabelecimentos afiliados, as
bandeiras (Visa, Mastercard, etc.) e as instituições financeiras.
Os Consórcios. A atividade de consórcio é uma invenção brasileira, hoje difundida no mundo
inteiro. Diversos são os instrumentos legais de regulamentação da atividade. A Circular nº. 3.070 e seus
regulamentos estabelecem as regras e condições para a concessão de autorização para administrar
grupos de consórcios e outros aspectos societários relacionados ao assunto.
Os Fundos Mútuos de Investimentos são constituídos sob a forma de condomínio aberto ou
fechado e representam a reunião de recursos de poupança, destinados à aplicação em carteira
diversificada de títulos e/ou valores mobiliários, com o objetivo de propiciar aos seus condôminos a
valorização de cotas, a um custo global mais baixo, ao mesmo tempo em que tais recursos se constituem
em fonte de recursos para investimento em capital permanente das empresas.
As Empresas Abertas ou Fechadas de Previdência Complementar são instituições restritas a
determinado grupo contribuintes ou não, com o objetivo de valorização de seu patrimônio, para garantir

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a complementação da aposentadoria e, por esta razão, orientadas a aplicar parte de suas reservas técnicas
no mercado financeiro e de capitais.
1.5 ORDENAMENTO JURÍDICO DAS EMPRESAS

De acordo com o Código Civil, as empresas, denominadas pessoas jurídicas, estão divididas em
Pessoas Jurídicas de Direito Privado e de Direito Público Interno ou Externo. Pertence ao Direito
Público Interno: a União, Estados, Distrito Federal, Territórios, Municípios, Autarquias e demais
entidades públicas criadas por lei. São pessoas de direito público externo os estados estrangeiros e todas
as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. As Pessoas Jurídicas de Direito Privado
dividem-se em associações, sociedades e fundações. As sociedades, por sua vez, subdividem-se em
personificadas e não personificadas. Ao segundo grupo pertence a Sociedade em Conta de Participação.
Ao primeiro grupo pertencem as Sociedades Simples, Em Nome Coletivo, Comandita Simples,
Limitada, Anônima, Comandita por Ações e Cooperativas.
Segundo o Novo Código Civil (Lei nº. 10.406/02) Sociedade Simples é a sociedade constituída
por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens e serviços, para o exercício de
atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados, não tendo por objeto o exercício de atividade
própria de empresário (Art. 981 e 982).
Sociedade Empresária (Art.983) tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário
sujeita a registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu objeto, devendo inscrever-
se na Junta Comercial do respectivo Estado. Isto é, Sociedade Empresária é aquela que exerce
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de
serviços, constituindo elemento de empresa. Divide-se em: Comandita Simples, Em Comandita por
Ações, De Capital e Indústria, em Nome Coletivo, Limitada, Anônima e Cooperativa. O presente estudo
será desenvolvido no ambiente das Sociedades Anônimas. 5
União
De Direito Interno Estados
Público Municípios
(regido pelos Autarquias e demais entidades criadas por lei
princípios da Externo – Estados estrangeiros e pessoas regidas pelo dir. pub. internacional
Pessoas supremacia do Associações
Jurídicas interesse públi- Fundações
co e da estrita Organizações religiosas Simples
legalidade) Partidos políticos Em Nome Coletivo
Em Comandita Simples
De Direito Personificadas Limitada
Privado Anônima
(regido pelos Sociedades Em Comandita por Ações
Princípios da Cooperativas
Autonomia da de Capital e Indústria
Vontade e da
Licitude ampla) Não
Personificadas Sociedades em Conta de Participação

1.6 TIPOS DE SOCIEDADES MAIS CONSTITUÍDAS NO BRASIL

1.6.1 Sociedades Anônimas (Atualizado pela Lei nº 11.638 de 28/12/07)

5
Ver mais no Novo Código Civil, Lei nº 10.406/02, Art 996 a 1.195.

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Constituição

A constituição da companhia depende do cumprimento dos seguintes requisitos preliminares:


 Subscrição, pelo menos por duas pessoas, de todas as ações em que se divide o capital social
fixado no estatuto;
 Realização, como entrada, de 10%, no mínimo, do preço de emissão das ações subscritas em
dinheiro, excetuado nas companhias nas quais a lei exige realização inicial de parte maior do
capital social;
 Depósito no Banco do Brasil S.A., ou em qualquer estabelecimento bancário autorizado pela
CVM, da parte do capital realizado em dinheiro.
A companhia ou Sociedade Anônima têm seu capital dividido em ações, e a responsabilidade dos
sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.
A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas
ou adquiridas.
O objeto social da companhia pode ser qualquer empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à
ordem pública e aos bons costumes.
A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões “companhia” ou
“sociedade anônima” expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao
final.
A Sociedade Anônima poderá ser aberta ou fechada, conforme os valores mobiliários de sua
emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários, que para isso exige
o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O estatuto da companhia fixará o valor do capital social, expresso em moeda nacional, que
poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de
avaliação em dinheiro.
A sociedade anônima, qualquer que seja seu objeto, será sempre empresária e se regerá pelas leis
e usos do comércio. Isto significa dizer que seus atos constitutivos e estatutos serão arquivados no
Registro do Comércio, o que não ocorrerá com uma sociedade simples, cujos atos constitutivos e
contrato social devem ser arquivados em Cartório.
Ações
Ações são títulos negociáveis e corresponde à menor fração em que se divide o capital da
companhia. Tem natureza jurídica de título de crédito, ou seja, é o título que dá direito de propriedade
sobre parte de uma companhia.
As ações rendem dividendos, que é a parcela de lucro líquido distribuída aos acionistas, na
proporção da quantidade de ações detidas, ao fim de cada exercício social. A companhia deve distribuir,
no mínimo, 25% do seu lucro líquido ajustado.
O estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital social e estabelecerá se as ações
terão, ou não, valor nominal, que será o mesmo para todas as ações da companhia. O valor nominal das
ações de uma companhia aberta não poderá ser inferior ao mínimo fixado pela Comissão de Valores
Mobiliários.
Quanto à espécie, as ações poderão ser preferenciais, ordinárias ou de fruição. Ações
preferenciais têm preferência na distribuição de resultados. Ações ordinárias são as que dão direito a
voto nas Assembléias Gerais. Ações de fruição são as que podem ser distribuídas aos acionistas em
substituição à ação que foi amortizada pela companhia. Este tipo de ação, mesmo não sendo negociável
12
assegurará aos seus detentores o direito de receber a parte do patrimônio da sociedade que ainda lhe
couber em caso de liquidação.
O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas à restrição no exercício deste
direito, não poderá ultrapassar 50% do total de ações emitidas. As ações preferenciais poderão ter direito
a voto se a companhia, pelo prazo previsto no estatuto, não superior a três exercícios consecutivos,
deixar de pagar dividendos fixos ou mínimos a que fizerem jus, direito que conservarão até o
pagamento, se tais dividendos não foram cumulativos, ou até que sejam pagos os cumulativos em atraso.
Quanto à forma, todas as ações devem ser nominativas. A emissão de certificado de ação
somente será permitida depois de cumpridas as formalidades necessárias ao funcionamento legal da
companhia. Estes certificados serão escritos em vernáculo e conterão as declarações previstas em Lei.
A propriedade das ações nominativas presume-se pela inscrição do nome do acionista no livro de
Registro das Ações Nominativas ou pelo extrato que seja fornecido pela instituição custodiante, na
qualidade de proprietária fiduciária das ações.
O estatuto da companhia pode autorizar ou estabelecer que todas as ações da companhia, ou uma
ou mais classes delas, sejam mantidas em contas de depósito, em nome de seus titulares, na instituição
que designar, sem emissão de certificado. São as ações escriturais.
O resgate de ações consiste no pagamento do valor das ações para retirá-las definitivamente de
circulação, com redução ou não do capital social, mantido o mesmo capital, será atribuído, quando for o
caso, novo valor nominal às ações remanescentes.
A amortização de ações consiste na distribuição aos acionistas, a título de antecipação e sem
redução do capital social, de quantias que lhes poderiam tocar em caso de liquidação da companhia.
O reembolso é a operação pela qual, nos casos previstos em lei, a companhia paga aos acionistas
dissidentes de deliberação da assembléia-geral o valor de suas ações.
Partes Beneficiárias
A companhia pode criar a qualquer tempo títulos negociáveis sem valor nominal e estranhos ao
capital social, denominados Partes Beneficiárias. Elas conferirão aos seus titulares direito de crédito
eventual contra a companhia, consistente na participação nos lucros anuais. Essa participação não
poderá ultrapassar 10% dos lucros.
O estatuto fixará o prazo de duração das partes beneficiárias e, sempre que estipular resgate, que
poderá ser conversível em ações, deverá criar reserva especial para esse fim. O prazo de duração delas,
atribuídas gratuitamente, salvo as destinadas a sociedades ou fundações beneficentes dos empregados da
companhia, não poderá ultrapassar 10 anos.
Debêntures
A companhia poderá emitir debêntures que conferirão aos seus titulares direito de crédito contra
ela, nas condições constantes da escritura de emissão e, se houver, do certificado. A debênture terá valor
nominal expresso em moeda nacional, salvo nos casos de obrigação que, nos termos da legislação em
vigor, possa ter o pagamento estipulado em moeda estrangeira. A debênture poderá assegurar ao seu
titular juros, fixos ou variáveis, participação no lucro da companhia e prêmio de reembolso, além de
poder ser conversível em ações.
Bônus de subscrição
A companhia poderá emitir, por decisão da Assembléia-geral (se o estatuto não atribuir ao
Conselho de Administração), dentro do limite de aumento de capital autorizado no estatuto, títulos
negociáveis denominados Bônus de Subscrição. Estes bônus conferirão aos seus titulares, nas condições

13
constantes do certificado, direito de subscrever ações do capital social, que será exercido mediante
apresentação do título à companhia e pagamento do preço de emissão das ações.
Livros sociais
A companhia deve ter, além dos livros obrigatórios para qualquer comerciante, os seguintes,
revestidos das mesmas formalidades legais:
 Livro Registro de Ações Nominativas
 Livro de Transferência de Ações Nominativas
 Livro Registro de Partes Beneficiárias Nominativas
 Livro de Atas das Assembléias Gerais
 Livro de Presença dos Acionistas
 Livro de Atas das Reuniões do Conselho de Administração
 Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal
Assembléias-Gerais
A Assembléia-Geral, convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto, tem poderes para
decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as resoluções que julgar
convenientes à sua defesa e desenvolvimento. Compete ao Conselho de Administração, se houver, ou
aos diretores, observado o disposto no estatuto, convocar a assembléia-geral.
A assembléia-geral pode também ser convocada:
 Pelo Conselho Fiscal, nos casos previstos em lei;
 Por qualquer acionista, quando os administradores retardarem, por mais de sessenta dias,
a convocação nos casos previstos em lei ou no estatuto;
 Por acionistas que representem 5%, no mínimo, do capital social, quando os
administradores não atenderem, no prazo de oito dias, o pedido de convocação que
apresentarem, devidamente fundamentado, com indicação das matérias a serem tratadas;
 Por acionistas que representem 5%, no mínimo do capital votante, ou cinco por cento, no
mínimo, dos acionistas sem direito a voto, quando os administradores não atenderem, no
prazo de oito dias, o pedido de convocação de assembléia para instalação do conselho
fiscal.
A assembléia-geral é dita ordinária, quando tem por objeto tomar as contas dos administradores,
examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; deliberar sobre a destinação do lucro líquido
do exercício e a distribuição dos dividendos; eleger os administradores e os membros do conselho
fiscal, quando for o caso; aprovar a correção da expressão monetária do capital social. Nos demais
casos é dita extraordinária.
Conselho de Administração
A administração da companhia competirá, conforme dispuser o estatuto, ao conselho de
administração e à diretoria, ou somente à diretoria. As companhias de capital aberto e as de capital
autorizado terão, obrigatoriamente, o conselho de administração, que será formado por, no mínimo
três membros, eleitos em assembléia-geral e por ela destituíveis a qualquer tempo, devendo o estatuto
estabelecer:
 O número máximo e mínimo de conselheiros;

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 O modo de substituição dos conselheiros;
 O prazo de gestão, não superior a três anos, permitida a reeleição;
Diretoria
A diretoria será composta por dois ou mais diretores, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo
conselho de administração ou, se inexistente, pela assembléia-geral devendo o estatuto estabelecer o
número de diretores, o modo de sua substituição, o prazo de sua gestão, que não será superior a três
anos, permitida a reeleição e as atribuições e poderes de cada diretor. Um terço dos membros do
conselho de administração pode assumir os cargos de diretoria.
Conselho Fiscal
A companhia terá um conselho fiscal e o estatuto disporá sobre seu funcionamento, de modo
permanente ou nos exercícios sociais em que for instalado, a pedido de acionistas. Ele será composto de,
no mínimo três membros e no máximo cinco membros, e suplentes em igual número, acionistas ou não,
eleitos pela assembléia-geral.
Quando o funcionamento do conselho fiscal não for permanente, será instalado pela assembléia-
geral a pedido de acionistas que representem no mínimo 10% das ações com direito a voto ou 5% das
ações sem direto a voto, e seu período de funcionamento irá até a próxima assembléia-geral ordinária.

Demonstrações financeiras
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da
companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do
patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
 Balanço patrimonial;
 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados;
 Demonstração de resultados do exercício;
 Demonstração dos fluxos de caixa;
 Nas companhias abertas, demonstração do valor adicionado.
Subsidiária integral
É a chamada de subsidiária integral, a companhia constituída mediante escritura pública, tendo
como único acionista uma sociedade brasileira.
Extinção
A companhia se extingue pelo encerramento da liquidação ou pela incorporação ou fusão, e pela
cisão com versão de todo o patrimônio em outras sociedades.

Vantagens das Sociedades Anônimas

 Responsabilidade limitada: cada acionista é um sócio com responsabilidade limitada, não


podendo perder além do que investiu no negócio.
 Dimensão do negócio: o capital pode ser obtido a partir de muitos investidores, pela facilidade
com que as ações podem ser negociadas. A sociedade pode ser pulverizada entre uma infinidade
de acionistas, pequenos, médios ou grandes.

15
 Transferência de propriedade: a propriedade é comprovada pelos certificados de ações, que
podem ser facilmente transferidos a outras pessoas. As bolsas de valores facilitam enormemente
a venda e compra de ações.
 Vida ilimitada: a S/A não se dissolve com a morte ou retirada de um proprietário e pode perdurar
indefinidamente no tempo.
 Crescimento: A S/A pode expandir-se através de aumento de capital devido ao rápido acesso aos
mercados de capitais.
 Administração profissional: a direção da empresa passa para administradores profissionais
contratados e que podem ser promovidos ou substituídos.

Desvantagens:

 Regulamentação governamental: como a S/A é uma entidade legalmente estabelecida, ela está
submetida a regulamentações federais, estaduais e municipais, tornando necessários alguns
órgãos para prestar serviços burocráticos e atender a todas essas regulamentações.
 Falta de sigilo: como os acionistas devem conhecer o desempenho e a situação financeira da S/A
através das demonstrações financeiras, a empresa torna-se muito transparente. O Novo Código
Civil (2002) estabelece algumas normas visando uma maior transparência das sociedades
anônimas.

1.6.2 Sociedade por Cota de Responsabilidade Limitada (ltda.)

São sociedades de pessoas, constituídas de dois ou mais proprietários que se associam no mesmo
negócio, com o objetivo de obter lucro. Embora quase sempre maiores do que as firmas individuais,
geralmente não chegam a assumir grandes proporções. A sociedade limitada é constituída através de um
contrato social firmado entre os sócios e registrado na Junta Comercial. A responsabilidade de cada
sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do
capital social. Nas sociedades limitadas, os bens pessoais dos sócios respondem pelas dívidas assumidas
no negócio.

Principais vantagens:

 Economias fiscais: é semelhante à firma individual quanto aos custos organizacionais e certos
tributos.
 Capital social: Geralmente maior que as firmas individuais, pois são sociedades com
participação de mais de uma pessoa.
 Facilidade de crédito: Os bens pessoais dos sócios garantem os valores emprestados.
 Administração: cooperação e habilidades administrativas de vários sócios envolvidos no negócio
são somadas.

Principais desvantagens:

 Responsabilidade solidária dos sócios: os sócios respondem conjunta e solidariamente pelo


negócio. No caso de liquidação do negócio os bens pessoais de um dos sócios podem ser levados
a garantir o prejuízo, caso os demais sócios não o possa fazê-lo.
 Vida limitada: do ponto de vista técnico, quando um dos sócios se afasta ou morre, a sociedade é
dissolvida.

1.6.3 Firma Individual

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A firma individual é constituída por um único empresário ou proprietário que responde pelos
seus negócios. É a empresa cujo proprietário é uma pessoa que opera em seu próprio benefício. A firma
individual é geralmente uma pequena empresa, registrada em Junta Comercial, onde o proprietário toma
todas as decisões e opera a propriedade juntamente com alguns poucos empregados. O capital da firma
individual advém de recursos próprios ou de empréstimos de curto prazo. É grande a quantidade de
firmas individuais, porém sua participação é pequena no volume de faturamento de todas as empresas.

Principais vantagens:

 O proprietário é o seu próprio patrão.


 O proprietário assume todo o lucro e todo o resto do negócio.
 Baixos custos operacionais.
 Economias fiscais.

Principais desvantagens:

 Responsabilidade ilimitada em relação aos credores. A riqueza total do proprietário – e não o


capital investido – responde pelas dívidas do negócio.
 Limitação de capital: a capacidade financeira do proprietário é limitada e pode restringir
operações maiores.
 O proprietário deve jogar em todas as posições do negócio, isto é, deve conhecer e dominar
todos os aspectos técnicos, comerciais e financeiros da sua empresa.

- Obs: Ver material complementar (Unimestre) sobre os tipos mais comuns de sociedades
constituídas no Brasil.

OS OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A administração financeira gerencia os recursos financeiros da empresa. Como os recursos


são escassos e caros, cabe ao departamento financeiro tomar as decisões sobre onde consegui-los e
aplicá-los, de modo que tragam o melhor benefício no futuro.
Imagine que sua empresa precise comprar duas máquinas para o departamento de produção,
mas o dinheiro disponível permite comprar apenas uma. O que você faria? Provavelmente escolheria a
máquina que atendesse melhor os objetivos da sua empresa, não é verdade? Mas será que a gente
sempre sabe quais são esses objetivos?
Definir objetivos de uma empresa parece uma tarefa simples e óbvia, mas na prática não é
bem assim. Veja alguns dos objetivos que uma empresa pode conseguir: maximização dos lucros, da
riqueza dos proprietários, das vendas, maior participação de mercado etc. Vamos ver alguns deles:

Maximização dos lucros: freqüentemente é considerado o objetivo mais importante e,


portanto, as decisões da área financeira procuram conseguir lucros maiores no curto prazo. Para
conseguir isto, o administrador pode decidir diminuir despesas, adiar investimentos ou até apostar em
projetos de risco mais elevado, que geralmente conseguem ganhos maiores. Mas o que parece ser uma
maravilha na realidade pode não ser bem assim. Você saberia dizer por quê? Porque, em muitos casos,
por exemplo, diminuir os gastos com manutenção de máquinas, marketing, treinamento etc., apesar de
levar ao crescimento do lucro de curto prazo, pode comprometer o desempenho de longo prazo da
empresa.
17
Maximização da riqueza dos proprietários: decisões tomadas com esse objetivo procuram
aumentar o preço de mercado da empresa ou de suas ações. E como se consegue isto? Levando em conta
uma boa gestão das seguintes variáveis: os lucros que a empresa consegue no presente, o potencial de
lucros futuros, a política de distribuição de dividendos, a estrutura de capital, a capacidade de
crescimento e de segurança etc. assim, podemos concluir que o principal objetivo que o administrador
financeiro deve perseguir é a maximização da riqueza dos proprietários.
Seja qual for a prioridade da empresa, devemos dizer que geralmente ganhos maiores são
associados a investimentos com riscos maiores, que podem ter reflexos negativos no preço da ação ou
da empresa.
.
PARA REFLETIR: Texto 01
ECONOMIA

Pela 5ª semana seguida, mercado baixa estimativa de inflação


para 2020
Previsão de inflação deste ano passou de 3,47% para 3,40%. Economistas reduziram de 2,31% para 2,30% ao ano previsão de alta
do PIB em 2020.
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
03/02/2020 08h31 Atualizado há 4 horas

Os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano e


também passaram a prever um crescimento menor da economia brasileira.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus",


divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC). Os dados constam de um
levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o boletim, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de


inflação para 2020 de 3,47% para 3,40%. Foi a quinta queda consecutiva do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O
intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o
Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a


inflação oficial do Brasil, fechou em 4,31%, acima do centro da meta para o ano, que era de
4,25%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que
vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar
de 2,25% a 5,25%.

Produto Interno Bruto


O mercado financeiro também baixou a previsão de crescimento para a economia brasileira
em 2020 de 2,31% para 2,30%. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.

18
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da
nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia
brasileira.

Outras estimativas

Taxa de juros: o mercado manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao
ano. Atualmente, a taxa de juros está em 4,5% ao ano. Para o fechamento de 2021, a
expectativa do mercado para a taxa Selic recuou de 6,25% para 6% ao ano.

Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu em R$ 4,10 por dólar.
Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4 para R$ 4,05 por dólar.

Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações


menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 37,22 bilhões para US$ 37,31
bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado
continuou em US$ 35,60 bilhões.

Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos


estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2021, a
estimativa dos analistas continuou em US$ 84,50 bilhões.
- Texto fornecido pelo professor Msc. Fabiano Pires de Oliveira para debate na primeira aula disciplina de Gestão Financeira e retirado do endereço
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/03/pela-5a-semana-seguida-mercado-baixa-estimativa-de-inflacao-em-2020.ghtml em 03/02/2020.

Texto 02
ECONOMIA
Bolsas da China têm maior recuo desde 2015
Com a reabertura do mercado financeiro na China após 10 dias fechado, já era esperado um derretimento nas ações; momento é de
pânico nos mercados pela epidemia do novo coronavírus no gigante asiático.
Por G1 03/02/2020 07h24

Mercado financeiro da China volta a funcionar depois do feriado do Ano Novo lunar

19
As bolsas da China continental registraram nesta segunda-feira (3) baixas expressivas de
mais 7%, o maior recuo diário desde 2015, em um momento de pânico nos mercados pela
epidemia do novo coronavírus no gigante asiático.

O índice composto da Bolsa de Xangai fechou em queda de 7,72%, a 2.746,61 pontos,


enquanto a Bolsa de Shenzhen, a segunda maior da China, terminou em contração de 8,41%,
a 1.609,00 pontos.

Esta foi a primeira sessão das Bolsas chinesas após o longo recesso das férias do Ano Novo
lunar. As Bolsas de Xangai e Shenzhen estavam fechadas desde 24 de janeiro, um dia após o
início da quarentena em Wuhan, epicentro da epidemia do novo coronavírus.

Números do coronavírus: 361 mortes na China e 1 nas Filipinas

As vendas generalizadas reduziram em cerca de US$ 400 bilhões o valor total das ações no
mercado chinês.

Bolsas asiáticas

Os índices das bolsas ao redor do mundo registraram baixas consideráveis nos últimos 10
dias em consequência da epidemia na China. Nesta segunda-feira, a Bolsa de Hong Kong
encerrou a sessão com alta de 0,17%.
"O pânico dos investidores se propagou rapidamente a todos os
níveis e dominará o mercado a curto prazo", declarou à France
Presse Yang Delong, economista do First Seafront Fund.

Mais de 2.600 ações caíram até o limite diário de 10%, de acordo com a agência Bloomberg.
O yuan registrou desvalorização de 1,5%, superando o limite chave de US$ 7. Já a Bolsa de
Tóquio encerrou a sessão de segunda-feira em baixa de 1,01%. O índice Nikkei perdeu
233,24 pontos, a 22.971,94 unidades.

Operador da bola de Xangai trabalha com máscara na abertura do mercado chinês, nesta segunda-feira (3) —
Foto: AP Photo

20
Injeção bilionária

Com a reabertura do mercado financeiro na China, já era esperado um derretimento nas


ações. Para evitar maiores danos, o Banco Central chinês anunciou uma injeção de US$ 175
bilhões para estimular economia.

Em comunicado, o BC chinês informou que a operação servirá para manter "uma liquidez
razoável e abundante" no sistema bancário, assim como para estabilizar o mercado de
câmbio.

- Texto fornecido pelo professor Msc. Fabiano Pires de Oliveira para debate na primeira aula disciplina de Gestão Financeira e retirado do endereço
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/03/bolsas-da-china-tem-maior-recuo-desde-2015.ghtml em 03/02/2020.

ATIVIDADES DE FIXAÇÃO

1. Defina (em trios), com base nos livros da bibliografia básica e complementar da disciplina, o que é
gestão/administração financeira. (Vá até a biblioteca e pegue um dos livros para utilizar como base)

2. Qual a importância do administrador financeiro? (Podem usar os livros também)

3. Sobre o ordenamento jurídico das empresas, comente resumidamente os tipos de sociedades mais
constituídas no Brasil.

VALOR DO DINHEIRO E UTILIDADE


Modelos econômicos sempre empregam alguma unidade monetária como medida de valor.
Qualquer um, em particular nós que temos um passado de altas taxas de inflação, sabemos que padrões
monetários como medida de valor têm que ser vistos com cuidado.

 Um primeiro problema é obviamente a inflação, que faz com que o padrão monetário represente
valores econômicos cada vez menores. Quando a inflação afeta proporcionalmente todos os preços,
isto é, quando as relações entre os preços não muda, podemos trabalhar com um padrão monetário
estável (normalmente, uma moeda com baixa inflação, como o dólar, ou deflacionando com um
índice de variação de preço de uma cesta de bens e serviços, como os muitos calculados pelo IBGE,
Fundação Getúlio Vargas e DIEESE) e, dessa forma comparar valores econômicos em datas
diferentes;

 Outro problema é que, mesmo em moeda estável, valores monetários em datas diferentes têm
diferentes valores econômicos. Geralmente, os agentes econômicos (ex: pessoas e empresas)
preferem receber o mesmo valor monetário (mesmo com inflação nula) mais cedo a recebê-lo mais
tarde. Isso é decorrente do fato que se recebermos um dinheiro agora (e não houver inflação e fora o
problema de segurança) temos todas as oportunidades que teríamos se o recebêssemos depois e,
provavelmente, outras que não teríamos se só o recebêssemos mais tarde.

Portanto, deixar de receber uma quantia numa data para recebê-la mais tarde implica algum
custo de oportunidade (mais propriamente “custo de perda de oportunidade”). Esse fato é tão universal

21
que, em quase todas as economias de hoje, existe um mercado financeiro de risco muito baixo cuja
essência é o “aluguel” de dinheiro.

Dizemos, portanto, que o valor de uma quantia monetária recebida, ou paga, varia no tempo
e quando fazemos uma análise econômica, esse é um aspecto importante. Esse valor variado no tempo é
o que chamaremos adiante de valor do dinheiro no tempo.

Mais isso ainda não é tudo que tínhamos a comentar sobre o valor do dinheiro. Excetuando-
se os casos onde as pessoas buscam emoção forte, as pessoas não gostam de situações arriscadas.
Certamente, um gerente irá preferir um projeto que traga, com certeza, um retorno de R$X do que outro
que, sendo equivalente em outros aspectos, produza o mesmo retorno com considerável incerteza.
Como nosso mundo econômico é povoado de incertezas, essa atitude face ao risco é um outro aspecto
que pode ser decisivo em decisões e, por isso, devemos levá-la em conta quando usamos de quantias
monetárias para representar valores econômicos

O QUE É O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Como vimos acima, o valor econômico associado a desembolsos (ou receitas) ocorridos em
épocas diferentes, geralmente têm valor econômico diferentes, ainda que correspondam à mesma
quantia monetária e não haja inflação. A razão disso, conforme argumentou-se, é que o conjunto de
oportunidades de uso do dinheiro recebido mais cedo, geralmente, é maior. Conseqüentemente, se
dispusermos de uma quantia de dinheiro numa data A anterior à uma outra data B, podemos tirar partido
de alguma oportunidade de aplicação do dinheiro entre A e B para chegarmos a B com uma quantia
maior do que o que teríamos se só recebêssemos a quantia em B. Deixando de lado a questão do risco,
também mencionada acima, vejamos como tratar a questão do valor do dinheiro no tempo em condições
de certeza.

Receitas e desembolsos constituem fluxos de caixa. Alternativas de decisão podem (sob


certeza), freqüentemente, ser representadas, no seu aspecto econômico por conjunto de fluxos de caixa,
utilizando-se para isso uma convenção onde, por exemplo, receitas são fluxos positivos e desembolsos,
fluxos negativos.

Análise Do Valor Do Dinheiro No Tempo


Normalmente, como já vimos, uma empresa trata seus problemas de decisão em diversos
níveis. Num nível (estratégico, ou de longo prazo) considera projetos de longo prazo, financiados por
capital próprio ou por empréstimos de longo prazo. Em outros níveis (tático e operacional) trata de
projetos financiados por empréstimos de curto prazo. Assim, fica fácil estabelecer o “custo-
oportunidade” do capital empatado nesses projetos de nível tático e operacional.

Esse custo são os juros que se paga por esses empréstimos de curto prazo. Ou seja, quando
se considera qual o uso que a empresa faria de uma quantia que a empresa dispõe para aplicação de
curto prazo, como no exemplo, geralmente a taxa de juro que se paga pelo dinheiro tomado emprestado
para financiar o capital de curto prazo (capital de giro) é uma boa aproximação. Isso porque se essa

22
quantia deixar de ser necessária, ela evitará a tomada de empréstimo de curto prazo (que, normalmente
são os empréstimos com juros mais elevado dentre os que a companhia paga).

- Métodos Analíticos

Os métodos analíticos são precisos porque se baseiam no valor do dinheiro no tempo. A


precisão mencionada se refere à metodologia utilizada para analisar os dados do projeto.

O valor do dinheiro no tempo para cada empresa é expresso por um parâmetro denominado
“Taxa Mínima de Atratividade” (“TMA”). Essa taxa é específica para cada empresa e representa a
taxa de retorno que ela está disposta a aceitar em um investimento de risco (projeto empresarial), para
abrir mão de um retorno certo num investimento sem risco no mercado financeiro.

Os métodos analíticos empregados em análise de investimentos são o Valor Presente


Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Estes serão trabalhados posteriormente.

VISÃO PANORÂMICA

IDENTIFICANDO OS ASPECTOS RELEVANTES PARA NOSSAS ANÁLISES


FUNDAMENTALISTAS:

I) IDENTIFICAÇÃO DO AMBIENTE:

Para efeitos de estudo e métodos de análise estaremos fazendo considerações sobre hipóteses
que criem um ambiente, que replique o ambiente real, aonde estudaremos assuntos relativos a determinação
do Valor de ativos (avaliação). Exemplos de ambientes:
23
i) Livre Competição: Todos os participantes deste mercado procuram o melhor preço. Não existe
reserva nem proteção de mercado. O preço é ditado pelo mercado.

ii) Monopólio: O mercado é fechado e apenas uma empresa, geralmente estatal, tem o direito de operar
neste mercado. Os consumidores não tem outra opção.

iii) Mercado Perfeito: Não existem custos de transação (comissões)


Não existem taxas nem impostos.

iv) Mercado Completo: Existem inúmeras diferentes formas de aplicação (papéis), as quais permitem aos
investidores construir qualquer seqüência (fluxo de caixa) de receita (entrada, recebimentos) que eles
desejem. Não existem restrições a venda ou compra de bens financeiros. Podemos comprá-los inteiros ou
em frações.

v) Mercado Eficiente: Eficiência da informação: Os preços dos direitos financeiros (fluxos de caixa,
dividendos,...) refletem TODA a informação disponível atual.

RESUMINDO – Precisamos saber

• Existe o mercado? O que o mercado quer?


• Qual é o tamanho do mercado?
• Quem são ou serão nossos clientes?
• Quais são os concorrentes? Mercado saturado?
• Produtos substitutos?
• Taxa de Juros básica da Economia local
• Mercado Livre? Monopólio? Eficiente?
• Sistema Judiciário eficaz? Cultura local?

II) IDENTIFICAÇÃO DO INVESTIDOR


COMPORTAMENTO TÍPICO DO INVESTIDOR PERANTE O RISCO:

O investidor típico (dono do capital) é avesso ao risco. Portanto o investidor cobra retornos
adicionais por assumir riscos adicionais (isto é, espera maior retorno)

Retorno

Risco

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Exemplos:

Para investir na poupança, os investidores demandam uma taxa de retorno de aproximadamente


6% ao ano no Brasil. Para investir em ações os investidores demandam um retorno superior. O mercado de
ações desde 1920 tem oferecido retornos consistentemente superiores as aplicações de renda fixa. Para o
Brasil números proporcionalmente semelhantes são observados.

Bancos financiam imóveis com taxas de juros mais baixas do que as taxas de juros com as
quais financiam automóveis. Por quê? Porque o risco de financiar um automóvel é maior do que o risco de
financiar um imóvel.

COMPORTAMENTO TÍPICO DO INVESTIDOR PERANTE O RETORNO:

Agentes (investidores donos do capital próprio ou do capital de terceiros) são insaciáveis com
relação a retornos.
TIPOS DE INVESTIDORES: Credores e Sócios

Ativo Capital de Terceiros (Credores)


Capital Próprio (Sócios)

III) IDENTIFICAÇÃO DO ATIVO


Os ativos podem ser:

Tangíveis: Um prédio, uma maquina, uma fabrica. Você pode tocar.


Intangíveis: Nome, Percepção de Qualidade, Expertise. Você não pode tocar.

Reais: São os ativos que tem valor por si próprio.


Derivativos: São ativos cujo valor depende do valor de um outro ativo base.

A identificação de um ativo qualquer sob análise implica na identificação dos fluxos de


caixa que este ativo pode gerar para seus investidores.

O Fluxo de Caixa que interessa para a tomada de decisão administrativa é o fluxo de caixa
operacional, incremental, livre após o pagamento de taxas e impostos.

REPRESENTAÇÃO DE ATIVO:

Representamos ativos através dos seus fluxos de caixa futuros projetados.

Convide um arquiteto para a sua casa e solicite que ele represente como ele vê a sua casa.
Certamente o arquiteto desenhará da melhor forma possível sua casa em uma folha de papel. Por quê?
Porque o desenho é uma linguagem que os arquitetos usam no exercício de sua profissão.

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Nome da figura: Desenho de uma casa.
Convide agora um corretor de imóveis e solicite que ele represente o seu imóvel (o mesmo
imóvel apresentado ao arquiteto). Certamente o corretor escrevera coisas do tipo: Excelente imóvel, com
ampla sala e vista maravilhosa para o verde, indevassável,....etc. O corretor estará usando uma
linguagem que lhe é usual em seu trabalho.

A GAZETA BRASILEIRA
CLASSIFICADOS

Linda casa. Condomínio fechado. Vista


indevassável para o verde. 3 amplos quartos.
2 banheiros. Sala copa e cozinha. Tratar pelo
telefone 222-22-22.

Peça a um Administrador Financeiro que faça a representação financeira de seu imóvel,


obviamente um administrador olhará a sua casa como um investimento e desta forma, o administrador,
lhe perguntara quanto custou a casa, quanto você gasta em sua manutenção, quanto obtém de aluguel,
quanto paga de IR sobre o aluguel, ....etc. Para que? Para obter o fluxo de caixa deste ativo em cada
período de tempo. Esta é a linguagem dos administradores.

Podemos então afirmar que representamos ativos como a seqüência de fluxos de caixa
incrementais livres após taxas e impostos que este ativo gera para seus investidores:

+FC1 +FC2 +FC3 ... +FCT

t=0 t=1 t=2 t=3 ... t=T

-Io

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Onde: Io é o investimento (fluxo de caixa inicial) para adquirir o ativo, T representa a período total do
investimento, FC representa o fluxo de caixa, livre para o investidor, após taxas, juros e impostos de
cada período. Veremos a seguir as representações do fluxo de caixa.

Texto 3
Dólar opera em queda após bater novo recorde na semana
passada
Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,65%, vendida a R$ 4,2850.
Por G1 03/02/2020

O dólar opera em queda acentuada nesta segunda-feira (3), após bater novo recorde nominal
(sem considerar a inflação) da história, de olho nos desdobramentos dos riscos relacionados
ao coronavírus e seu possível impacto econômico na China.

Às 13h25, o dólar tinha queda de 1,09%, a R$ 4,2386. Veja mais cotações.


Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,65%, vendida a R$ 4,2850.

Na semana, o dólar acumulou alta de 2,42%. Em janeiro, subiu 6,86%. Foi a maior alta para
qualquer mês desde agosto de 2019 (8,51%) e a mais intensa para meses de janeiro desde
2010 (8,86%), segundo a Reuters.

No radar dos investidores estava o surto de coronavírus na China, com a falta de manchetes
muito pessimistas durante o fim de semana ajudando na recuperação do sentimento do
mercado, apesar da permanência de certa cautela.

"A realidade imposta pelo surto do novo coronavírus –originado na China– tem apresentado
motivos de sobra para o mercado se preocupar, tanto no curto quanto no médio prazo, sendo
consensuais as apostas de sérios impactos negativos no desempenho da segunda maior
economia global", disse em nota a corretora Commcor.
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No entanto, a operadora citou que uma recuperação nos mercados europeus e futuros norte-
americanos mostram "algum sinal de resiliência" diante do surto de coronavírus. No exterior,
outro indício de melhora do sentimento era a queda de divisas consideradas refúgios seguros,
como iene japonês e franco suíço.

Ante moedas arriscadas, o dólar apresentava tendência de queda, perdendo contra peso
mexicano, rand sul-africano e dólar australiano.

No cenário doméstico, a XP Investimentos citou em nota a abertura do ano legislativo no


Brasil --que marca a volta do funcionamento do Congresso em 2020-- como foco dos
investidores neste início de mês, com as PECs do pacote Mais Brasil, a reforma
administrativa e a reforma tributária no centro das atenções.

Esta semana, a reunião do Copom também se destaca, com possibilidade de corte da Selic a
nova mínima histórica.

Mercados asiáticos

Bolsa de Xangai cai quase 8% em reabertura após feriado prolongado


Em todo o mundo, investidores se preocuparam com as consequências do surto de
coronavírus para o crescimento da segunda maior economia do mundo.

O receio do mercado é que o surto afete a demanda dos consumidores e tenha impactos mais
diretos e abrangentes sobre a atividade econômica, uma vez que o mercado tem na memória
a epidemia de SARS de 2002 a 2003, também na China

Nesta segunda, as bolsas da China reabriram após o feriado do ano novo lunar, estendido por
preocupações com o coronavírus – os mercados do país estavam fechados desde 24 de
janeiro. A reabertura foi caótica: os principais índices caíram mais de 7%, no maior recuo
diário desde 2015.

O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus

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O índice composto da Bolsa de Xangai fechou em queda de 7,72%, a 2.746,61 pontos,
enquanto a Bolsa de Shenzhen, a segunda maior da China, terminou em contração de 8,41%,
a 1.609,00 pontos.

Variação do dólar em 2020 — Foto: Arte/G1

- Texto fornecido pelo professor Msc. Fabiano Pires de Oliveira para debate na primeira aula disciplina de Gestão Financeira e retirado do endereço
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/03/dolar.ghtml em 03/02/2020.

29
Texto 4

Carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões em atividades


ligadas ao turismo, diz CNC
Valor representa um aumento real de 1% em relação aos gastos em igual período do ano passado e a maior cifra
desde 2015 na data.
Por Valor Online 03/02/2020

Comércio e turismo vão movimentar quase R$ 8 bilhões no carnaval deste ano


As atividades turísticas relacionadas ao carnaval este ano vão movimentar cerca de R$ 8
bilhões – aumento real de 1% em relação a 2019 e maior volume de receitas desde 2015,
segundo estimativa da Confederação Nacional do Turismo (CNC).

Para a entidade, a recuperação gradual da atividade econômica, combinada à inflação baixa,


sugere um cenário positivo, com recuperação moderada dos serviços turísticos. O economista
responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, explica que a desvalorização do real também deve
ser um fator a estimular o maior fluxo interno de turistas este ano.

Segundo o estudo, os segmentos especializados em alimentação fora do domicílio, como


bares e restaurantes (R$ 4,8 bilhões), as empresas de transporte de passageiros rodoviário,
aéreo e de locação de veículos rodoviários (R$ 1,3 bilhão) e os serviços de hospedagem em
hotéis e pousadas (R$ 861,3 milhões) responderão por mais de 88% de toda a receita gerada
devido ao carnaval.

Rio de Janeiro deve liderar geração de recursos

A pesquisa mostra também que o Rio de Janeiro continuará como o estado com maior
geração de recursos advindos do carnaval, com R$ 2,32 bilhões, seguido por São Paulo, com
R$ 1,95 bilhão, e Bahia, com R$ 1,13 bilhão. Em termos relativos, a maior taxa de
crescimento real de receitas deverá ocorrer em São Paulo (+5,4%) e Pernambuco (+3,2%).
Em contrapartida, o Ceará deverá ser o único a registrar queda (-2,9%).

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O levantamento estima ainda que serão contratados 25,4 mil trabalhadores temporários
entre janeiro e fevereiro deste ano – 2,8% a mais do que os 24,7 mil do carnaval de 2019.
Deste total, 18,2 mil vagas virão do segmento de serviços de alimentação.

Confirmada a previsão, a oferta de vagas por parte das atividades que compõem a pesquisa
alcançaria, em 2020, o maior contingente de temporários desde 2014 (55,6 mil postos de
trabalho). Segundo a CNC, naquele ano, a proximidade entre o carnaval (em março) e o
Mundial de Futebol (em junho) estimulou a contratação de um contingente elevado de
trabalhadores temporários.

As dez profissões mais demandadas nos serviços turísticos devem responder por 63% das
vagas oferecidas, com destaque para as profissões tradicionalmente ligadas aos segmentos
de alimentação fora do domicílio, transportes e hospedagem. O salário médio pago a esses
profissionais (R$ 1.909,73) deverá ser 4,2% superior ao do ano passado.
- Texto fornecido pelo professor Msc. Fabiano Pires de Oliveira para debate na primeira aula disciplina de Gestão Financeira e retirado do endereço
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/03/carnaval-deve-movimentar-r-8-bilhoes-em-atividades-ligadas-ao-turismo-diz-cnc.ghtml em 03/02/2020.

Lembre-se:
Caro é aquilo que vale menos do que custa.
Seja brando com as pessoas e duro com as idéias.

Bibliografia

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª Ed. São Paulo: Pearson Education,
2012.

ROSS, Westerfiled, Jordan B.D. Administração Financeira. 8ª Ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2010.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

HOJI, Masakazu. Administração Financeira - Uma Abordagem Prática. Atlas, 2004.

FORTUNA, Eduardo – Mercado Financeiro – Editora Campos - 2011

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