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OBSTETRÍCIA

• ANATOMIA OBSTÉTRICA E PELVIMETRIA:


A medição da pelvimetria está relacionada a reprodução.

➔ Conduto pélvico:
É o canal óstio-ligamentoso por onde o feto passa durante o parto. É dividido em 2 partes:

1) Dura ou óssea →é formada pelo teto composto de 5 vertebras sacrais e as 3 primeiras vertebras
coccígeas, pelas partes laterais, ou seja, ílio e ísquio e por fim pelo assoalho que é o púbis.
2) Mole → formada por cartilagem, vasos, nervos (como o ciático, pudendo, obturador e todo o plexo
pélvico) e pelo diafragma pélvico composto pela fáscia pélvica, perineal (profunda e superficial) e
pelos músculos profundos e superficiais do períneo.

Lesões nervosas e ligamentosas irão causar dificuldades de locomoção e consequentemente de


cruzamento e gestações de uma fêmea.

O que pode acometer uma vaca, que teve parto distócico, caiu e não se levantou mais?
R: pode ser uma hipocalcemia ou síndrome da vaca caída.

O que provoca essa hipocalcemia?


R: a vaca durante a gestação tira Ca+ dos seus ossos para enviar para o feto promovendo a sua formação
óssea, esse Ca+ também está envolvido na produção do leite e contração muscular. Quanto mais genética
para a produção de leite a vaca tiver, maior será a demanda de cálcio para tal e com isso mais chances de
desenvolver uma hipocalcemia ela terá. A vaca primeiro destina o Ca+ para o feto fazer a formação óssea,
depois para o leite onde ela faz o mojo para amamentar e por fim para a contação muscular.

Se o feto for muito grande pela utilização de um touro incompatível, ele não conseguirá passar pelo
canal do parto mesmo com as contrações, fazendo-se necessário a realização de uma cesariana o mais rápido
possível pois, o longo período de trabalho de parto faz com que a vaca perca muito Ca+ em razão das
contrações, o que pode ocasionar o óbito desse animal pelo fato de ela não conseguir manter as contrações
da musculatura cardíaca. Ela também não conseguirá neste caso contrair os músculos para se manter em
estação e dessa forma a vaca cai.
Para solucionar e diagnosticar essa questão o veterinário deve realizar o diagnóstico medicamentoso,
que consiste em ofertar lentamente a esse animal Ca+ intravenoso, na proporção de 1 tudo de cálcio diluído
em 1 litro de ringer lactato. Se a vaca apresentar melhora, realmente ela tinha uma hipocalcemia (e essa
melhora ocorre de forma rápida). Caso contrário, o diagnostico diferencial para o caso é uma ruptura de
ligamento do plexo nervoso, onde a reversão do quadro vai depender do local e da extensão do problema.
A lesão de ligamento gera prolapso uterino por exemplo. Já a lesão de nervo, faz com que o animal
pare de andar.

Posso oferecer Ca+ como forma de prevenção da hipocalcemia durante a gestação?


R: Não, isto faria com que houvesse o crescimento exagerado do feto e consequentemente dificuldades na
hora do parto.

O que favorece a hipocalcemia?


R: partos distócicos, alta aptidão leiteira e falhas de manejo gestacional.

O conduto pélvico tem forma cônica, sendo a parte maior voltada cranialmente e a parte menor
voltada caudalmente. Ele forma um ângulo obtuso em relação ao eixo das vértebras, que varia de acordo
com a espécie.
A taxa de crescimento e dimensões da pelve são determinados pelo tipo de manejo nutricional e
regime alimentar que é oferecido ao animal durante a fase de crescimento desta região, ou seja, doa 9 aos
24 meses.
A pelve para de crescer a partir do momento em que a gestação se estabelece, ou seja, quando o
corpo lúteo produziu progesterona por mais de 15 dias. Esse excesso de progesterona calcifica a sínfise
púbica. Animais muito precoces tem problemas sérios por esse motivo. Nas vacas por ex. quanto maior for
o grau de sangue europeu, mais cedo ela apresenta cio e se ela cruzar por volta dos seus 15 a 20 meses de
vida, vai apresentar parto distócico independentemente se o cruzamento foi feito na forma ideal ou não. A
solução neste caso é fazer o manejo nutricional adequado e separa machos de fêmeas até o alcance da idade
zootécnica. No momento do parto a sínfise púbica para a saída do feto. Se ela for calcificada pequena, antes
de completada a idade zootécnica do animal, ela não se abre o quanto deveria e gera dificuldades no parto.
Na parte externa a pelve deve ser medida pela altura da cernelha, comprimento, circunferência
torácica e bi-iliaca externa. A pelve vai aumentar o seu diâmetro interno através da ocorrência do parto e
por ação hormonal que por sua vez, ocasionam, o afrouxamento dos ligamentos pélvicos, deslocamento
dorsal do sacro e lateral do ílio, assim como a abertura da sínfise pubiana.

➔ Pelvimetria:
Determina a dimensão da pelve para que o obstetra preveja as dificuldades durante o parto e dessa
forma possa solucioná-las. O formato da pelve varia de acordo com a espécie e a sua medida pode ser direta
ou indireta.

✓ Medida direta → medida interna da pelve feita trans retal.


✓ Medida indireta → feita externamente com a mão do obstetra ou aparelho específico para medir a
distância bi-iliaca superior e inferior.

➔ Classificação das pelves:


a) Mesatipélvica – pelve circular com menos chances de distocia. Éguas, gata e cadelas pequenas. Sacro
pubiano e bi-iliaco são semelhantes.
b) Dolicopélvicas – a pelve é um retângulo em pé, tem mais chances de distocia. Ruminantes, suínos e
cadelas grandes e o diâmetro sacro pubiano é maior do que o bi-iliaco.
c) Platipélvicas – pelve é um retângulo deitado. Comum em bassetóides, a chance de distocia é
intermediária e o diâmetro bi-iiliaco é maior do que o sacro pubiano.

Para o diâmetro sacro pubiano devemos medir a altura da cernelha e multiplicar pelo coeficiente.
Para o diâmetro bi-iliaco superior, devemos medir a largura da garupa e multiplicar pelo coeficiente e para
saber o diâmetro bi-iliaco inferior devemos somar o diâmetro do bi-iliaco superior com o coeficiente.

➔ Largura da garupa:
É medida pela distância bi-iliaca, sendo o ideal de 16 a 20 cm. Ela sempre é associada ao ângulo da
garupa que é considerado ideal de 4 a 6 cm abaixo da lombar.
Garupas muito caídas são consideradas ruins porque a inserção do úbere fica prejudicada gerando
baixa capacidade leiteira e problemas de mastite.
Garupas na forma de trapézio invertido tem mais chances de os partos serem distócicos.

➔ Fatores que determinam a facilidade de parto:


a) Eixo pélvico mais plano e curto possível;
b) Eixo pélvico de inclinação caudal;
c) Grande distância entre o sacro e a tuberosidade isquiática.

➔ Causas que levam a luxação coxo femoral na hora do parto:


a) Acetábulo raso;
b) Falta de musculatura nos membros posteriores;
c) Ligamento redondo frágil e de tamanho pequeno;
d) Andar jogando as pernas;
e) Falta de ligamento acessório redondo.

→ Diferenças entre as pélvis masculinas e femininas:


a) Diâmetro de entrada → menor nos machos;
b) Arco isquiático → mais estreito nos machos;
c) Cavidade pélvica → menor nos machos;
d) Sínfise Pélvica →sinestosada nos machos;
e) Porção cranial do assoalho pélvico → convexo no macho e côncavo na fêmea.

• ULTRASSOM (AULA PRÁTICA):

• GESTAÇÃO E FISIOLOGIA PRÉ-NATAL:

A gestação é um período marcado por várias alterações na fêmea e elas podem ser hormonais ou
fisiológicas. Essas alterações são progressivas, ou seja, a casa fase da gestação e são importantes para mantê-
las.
Existe uma gama de variações hormonais que preparam o útero para receber o embrião para o
processo de implantação e hormônios no corpo da mãe que além de também terem a função de preparar o
útero, vão desenvolver a placenta e suprir a demanda energética do embrião.
O útero aumenta de volume e altera a sua demanda circulatória