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O sistema muscular

O motor do corpo

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O SISTEMA MUSCULAR:
OS MOTORES DO CORPO
 Objectivos:
 Descrever os três tipos de tecido muscular: liso, esquelético
e cardíaco.
 Discutir as funções do músculo esquelético.
 Descrever a macroestrutura do músculo esquelético.
 Discutir os três tipos de acções musculares: concêntrica,
excêntrica e isométrica.
 Descrever os papéis que os músculos podem assumir.
 Discutir os factores que influenciam a força desenvolvida
durante a actividade muscular.
 Entender o relacionamento entre a produção de força e a
velocidade de CONTRACÇÃO do músculo.

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O SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO

Propriedades dos músculos:


Elasticidade ------------------ Distensão
Contractilidade -------------- Contracção (Isotónica, Isométrica e Isocinética)
Tonicidade -------------------- Tónus

“Os músculos são os motores que permitem aos ossos (alavancas do


esqueleto) moverem-se ou mudar de posição”.
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Contracções isotónicas e
isométricas

 Sempre que um músculo recebe um estímulo


nervoso gera uma contracção que pode ser
de dois tipos: isotónica ou isométrica.

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Contracções isotónicas e
isométricas

 Contracção isotónica:
 a força gerada pelo músculo é superior à
proporcionada pela força de gravidade e à
resistência dos segmentos esqueléticos nos
músculos aos quais está unido;
 provoca a contracção do músculo e a sua
consequente aproximação ao segmento
esquelético que movimenta.

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Contracções isotónicas e
isométricas

 Contracção isotónica:
 Os exercícios isotónicos são os que produzem
contracções que proporcionam os movimentos
corporais
 são os realizados para movimentar o corpo.

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Contracções isotónicas e
isométricas
 Contracção isométrica:
 A força criada pelo músculo é inferior à proporcionada pela
gravidade e resistência dos segmentos esqueléticos aos
quais se encontra unido.
 Nestes casos, como o músculo aumenta a sua tensão
interna em vez de a reduzir, não origina qualquer
movimento.
 Os exercícios isométricos são os que provocam
contracções que, embora aumentem a tensão muscular
interna, não proporcionam os movimentos do corpo.

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Exercícios isotónicos e
isométricos
 Os dois tipos de exercícios são benéficos
para a musculatura esquelética, mas…
 os isotónicos contribuem para o desenvolvimento
do volume, força, potência e resistência do
músculo;
 os isométricos contribuem para o aumento do
tónus e da força muscular.

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Exercícios isotónicos e
isométricos

 Exercícios isométricos:
 muito fáceis de realizar
 não necessitam de qualquer material ou acessório
especial,
 apenas consistem na contracção de dois músculos de
acção oposta ou antagónica em simultâneo
 P.ex. ao juntar as duas mãos e tentar estender um
antebraço, enquanto se tenta contrair o outro.

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Exercícios isotónicos e
isométricos

 Os exercícios isométricos costumam ser indicados


para:
 prevenir a atrofia muscular
 em caso de imobilização de um segmento corporal
 em caso de indicação de repouso absoluto.
 úteis como complemento de praticamente qualquer tipo de
treino.
 É preciso ter em conta que:
 como podem provocar uma subida transitória significativa
da pressão arterial, são contra-indicados para as pessoas
hipertensas.

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Contracção isocinética
 A contracção isocinética
 É um tipo de contracção menos comum
 Geralmente é necessário um equipamento
especial.
 Diferente da contracção isotónica porque:
 combina as características tanto da isometria
quanto do treino com pesos
 proporcionar uma sobrecarga muscular com uma
velocidade.

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Contracção isocinética
 Exercícios isocinéticos
 são aqueles nos quais se impõe uma resistência ao
movimento, sem permitir que este ocorra.
 são iniciados com um mínimo de resistência, que é
aumentada gradativamente.
 são indicados para relaxamento e oxigenação muscular, e
para a sua coordenação.
 O exercício isocinético favorece a resistência
muscular;
 pode ser efectuado através de equipamentos que possam
oferecer diversos graus de resistência.

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Contracção isocinética
 Exercícios isocinéticos
 Para acrescer a sua própria força muscular o praticante
pode:
 ajustar a velocidade exacta do exercício,
 aumentar ou diminuir a tensão do exercício, com a
finalidade, de acrescer a sua própria força muscular.
 Exemplos de exercícios isocinéticos
 bicicleta estática, máquinas de remo, natação,
passadeiras, elípticas, etc.
 Vantagens dos exercícios isocinéticos:
 nunca se alcança o esgotamento total do músculo
trabalhado, como frequentemente acontece através do
exercício isotónico.

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Tónus muscular

 (fr. tonus musculaire; ing. muscular tonus).


Estado de tensão, ligeira mas permanente,
que existe normalmente ao nível dos
músculos. Desaparece quando o músculo é
privado da sua inervação. Sinónimo de
tonicidade.

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Tónus muscular
 Músculos:
 mantêm-se normalmente num estado de contracção
parcial, o tónus muscular
 causado pela estimulação nervosa,
 é um processo inconsciente que mantém os músculos
preparados para entrar em acção.
 Quando o nervo que estimula um músculo é cortado, este
perde tónus e torna-se flácido.
 Estados de tensão emocional podem aumentar o tónus
muscular, causando a sensação física de tensão muscular.
 Nesta condição, gasta mais energia do que o normal e
isso causa a fadiga.

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Tónus muscular
 Há dois tipos de tónus muscular:
 O Miogénico
 (passivo) pode ser resultado de uma sessão de treino
(Tónus muscular agudo) ou resultado de adaptações
normais ao treino (Tónus muscular crónico).

 O Neurogénico
 (activo) resulta da actividade reflexa do sistema
nervoso.

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Tónus muscular
 Tónus muscular:
 corresponde à tensão interna a que os músculos são
submetidos, de modo a permitir que o corpo e vários segmentos
esqueléticos se mantenham em equilíbrio quando estão em
movimento ou quando permanecem imóveis.
 Dado que o tónus muscular é controlado pelo sistema nervoso
autónomo, costuma intervir no equilíbrio corporal e noutras
funções importantes.
 De facto, a tensão dos músculos das pernas favorece a
impulsão do sangue dos membros inferiores para o coração,
enquanto que a tensão dos músculos da parede abdominal
contribui para a protecção e fixação dos órgãos internos.

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 A prolongada inactividade física propicia o
desenvolvimento de uma hipotonia ou défice
de tónus muscular.
 Por outro lado, a prática regular de exercício
físico contribui para a manutenção de um
tónus muscular adequado e para prevenir os
problemas provocados pela hipotonia.

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Elasticidade
 A elasticidade muscular é a capacidade dos músculos em
distenderem-se e recuperarem o seu comprimento inicial, depois
de efectuarem uma contracção. Este processo depende,
sobretudo, do comprimento inicial das fibras musculares, já que
quanto maior for a longitude, mais amplo será o movimento de
contracção e distensão e, consequentemente, maior será a
elasticidade muscular.
 Embora esta propriedade não melhore com os exercícios de
esforço muscular, pode ser aperfeiçoada através do
alongamento das fibras musculares, já que os exercícios de
alongamento, essenciais em todas as actividades de
aquecimento, aumentam o comprimento das fibras musculares,
o que indirectamente aumenta a força e a potência musculares.

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 A resistência muscular é a capacidade dos músculos para
realizarem um esforço moderado durante um determinado
período de tempo. Esta qualidade depende em grande parte da
quantidade de oxigénio que o sistema cardiorrespiratório
consegue transportar para os músculos. Os exercícios físicos
que propiciem o desenvolvimento de um esforço muscular
moderado e prolongado, igualmente conhecidos como exercícios
de resistência (por exemplo as corridas de média ou longa
distância), melhoram significativamente a capacidade
cardiorrespiratória e o índice de extracção de oxigénio por parte
dos músculos, aumentando a resistência muscular.

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TIPOS DE MÚSCULOS

Tecido Muscular Estriado ou Esquelético

- Responsáveis pelos movimentos voluntários;

Tecido Muscular Liso ou Visceral

- Pertence à nutrição (digestão, excreção, etc); involuntários;

Músculo Cardíaco ou Miocárdio

- Vermelho e estriado, porém, involuntário.

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ESTRUTURA DO SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO

I - FUNÇÕES DO MÚSCULO ESTRIADO OU ESQUELÉTICO

- Movimento e a manutenção da postura;


- Produção de calor;
- Protecção e alteração da pressão para auxiliar a circulação;
- Absorventes de choques para proteger o corpo.

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II – MICROESTRUTURA DOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS

O tecido muscular não é constituído apenas por FIBRAS MUSCULARES. Há também o


TECIDO CONJUNTIVO que as envolve e se prolonga, formando os TENDÕES que
fixam o músculo a um osso.

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“O SARCÓMERO É A UNIDADE CONTRÁTIL BÁSICA DO MÚSCULO”.

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CONSTITUIÇÃO HISTOLÓGICA DA FIBRA MUSCULAR

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COMPONENTES DO MÚSCULO

COMPONENTES ELÁSTICOS:

São aqueles que retornam a sua forma original após o relaxamento. Ex:

Miofilamentos e o tecido conjuntivo.

• COMPONENTES PLÁSTICOS:

• São aqueles que não retornam à forma original quando a contracção


termina, se não houver influência externa. Ex:

Mitocondrias (30-35% volume muscular),

Retículo Sarcoplasmático

Sistema Tubular (5% do volume muscular)

“PELA MANHÃ, QUANDO NOS ESPREGUIÇAMOS, HÁ UMA DEFORMAÇÃO DOS


COMPONENTES PLÁSTICOS DOS MÚSCULOS”.
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FORMA DOS MÚSCULOS

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O ARRANJO DAS FIBRAS NUM MÚSCULO

FUSIFORME= bíceps, recto abdominal

UNIPENADOS = semimembranoso

BIPENADOS = recto femoral

MULTIPENADOS = deltóide
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IV - AÇÃO MUSCULAR

TIPO DE ACÇÃO FUNÇÃO FORÇA EXTERNA TRABALHO


OPOSTA EXTERNO

CONCÊNTRICA Aceleração Menor Positivo


ocorrem quando há o encurtamento de um músculo envolvido em determinado movimento (quando erguemos um peso)

EXCÊNTRICA Desaceleração Maior Negativo


ocorrem quando os músculos envolvidos no movimento alongam-se de forma controlada (quando baixamos um peso).

ISOMÉTRICA Fixação Igual Nulo


quando um músculo é activado e desenvolve força sem causar movimento numa articulação. Este modo de acção é à base da manutenção
postural.

RASC & BURKE, 1977

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V – CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS

a) AGONISTA = É o músculo responsável pela ação ação muscular desejada.

Ex. Flexão do do cotovelo = bíceps braquial, Braquial e Braquiorradial

b) ANTAGONISTA = Tem efeito contrário do agonista, pára o movimento no retorno à posição


inicial.

Ex: Flexão do tronco: Agonista = mm do abdómen Antagonista = mm eretores da espinha

c) SINERGISTA = Músculos que exercem a mesma função; Auxiliam na produção da ação desejada
de um músculo agonista.

d) ESTABILIZADOR, FIXADOR OU SUSTENTADOR = Estabiliza uma articulação para outro


músculo (agonista) realizar o movimento. Referem-se a músculos isometricamente ativos
para manter o membro movendo-se, quando o músculo de referência se contrai.

e) NEUTRALIZADOR = Cria um torque para opor uma acção indesejada de um outro músculo;
Impedem que outros músculos, senão os desejados, executem a acção.

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VI – MECÂNICA DE CONTRACÇÃO

“A ação responsável pela CONTRACÇÃO do músculo ocorre dentro do sarcómero, com


as pontes cruzadas dos filamentos de miosina, puxam, soltam e voltam a ligar-se aos
locais específicos no filamento de actina”.

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SISTEMA NERVOSO E CONTROLO DA ACTIVIDADE MUSCULAR

UNIDADE MOTORA = UNIDADE BÁSICA NEUROMUSCULAR


250 milhões de fibras musculares para 420 mil nervos motores.

OLHO = 1 neurónio motor enerva 10 fibras musculares


QUADRÍCEPS = 1 neurónio motor enerva 150 fibras musculares

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O CONTROLO MOTOR

“Um estímulo simples do neurónio motor


resulta numa resposta brusca da fibra”.

“ Séries repetidas de um estímulo recebido


do neurónio motor resultam em séries
repetidas de bruscas respostas da fibra
muscular, se o tempo entre cada estímulo
sucessivo for longo o suficiente”.

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TÉTANO

“Resulta de uma frequência rápida (um tempo menor entre cada estímulo), existindo
ainda tensão na fibra quando ocorre o próximo estímulo. Um estímulo continuado
manterá a tensão no músculo alta até que ocorra a fadiga”.

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VII – A FORÇA DE CONTRACÇÃO MUSCULAR
A força máxima que um músculo é capaz de desenvolver depende de
vários factores relacionados com o seu estado.”

WEINECK, 1991.
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ÁREA DA SECÇÃO TRANSVERSAL FISIOLÓGICA

“O aumento do número de sarcómeros em paralelo à fibra muscular,


leva ao aumento do número de miofibrilhas e, consequentemente da
força muscular”.

COMPRIMENTO MUSCULAR

“A área de secção transversal fisiológica do músculo activo dará uma


indicação da força de tracção máxima que um músculo é capaz de produzir,
mas é dependente do comprimento do músculo durante a contracção”.
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O pré-estiramento muscular, em até 15-25% de seu comprimento, cria condições ideais para
a realização de uma CONTRACÇÃO eficaz, alcançando altos índices de força.

O alongamento excessivo do músculo (mais de 30-35%) provoca uma redução na força em


função do afastamento entre os miofilamentos de actina e miosina, dificultando a formação da ligação
actomiosínica.

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VELOCIDADE DO ENCURTAMENTO

“ A capacidade do músculo de gerar tensão é inversamente proporcional à sua velocidade de


contracção.

““Um músculo que se contrai excêntrica ou isometricamente é capaz de


produzir mais força do que um músculo que se contrai
concentricamente”.
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PRÉ-ALONGAMENTO

“ Quanto menor o tempo entre o alongamento do músculo e a contracção


concêntrica subsequente, maior a força de contracção”.

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HETEROGENEIDADE DAS FIBRAS MUSCULARES

A - Fibras Vermelhas Tipo 1


O alto teor de mioglobina possibilita uma acção muscular regular, contraem-se
lentamente com elevada resistência à fadiga.
B - Fibras Brancas Tipo 2
De CONTRACÇÃO rápida, têm tempos de CONTRACÇÃO mais reduzidos
chegando mais rapidamente ao ponto de fadiga.

FREQUÊNCIA DE ESTIMULAÇÃO
Músculos lentos = 10 Hz
Músculos rápidos 50 Hz

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TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES

TIPO DE FISIOLÓGICA NEURÓNIO TONALIDADE


UNIDADE (FUNCIONAL) MOTOR
MOTORA

A Contracção muito Branca IIB


rápida FÁSICO
Muita força
Alta fatigabilidade
Glicólise rápida

B CONTRACÇÃO Branca IIA


rápida
Força moderada FÁSICO
Resistente à fadiga
Glicólise lenta

C CONTRACÇÃO Vermelha I
lenta TÓNICO
Baixa tensão
Resistente à fadiga
Oxidativa

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“É possível aplicar-se ao músculo quatro modos de trabalho, os quais correspondem
a diferentes resultados, relacionados com o desenvolvimento em comprimento do
ventre e dos tendões do músculo interessado” (LAPIERRE, 1982).

1. CONTRACÇÃO COMPLETA E ESTIRAMENTO COMPLETO


2. CONTRACÇÃO INCOMPLETA E ESTIRAMENTO COMPLETO
3. CONTRACÇÃO COMPLETA, ESTIRAMENTO INCOMPLETO
4. CONTRACÇÃO INCOMPLETA, ESTIRAMENTO INCOMPLETO

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CLASIFICAÇÃO E TIPOS DE FORÇA

1. Conceitos de força
A capacidade de vencer, suportar ou atenuar uma resistência mediante a actividade
muscular (PLATONOV & BULATOVA, 2003).

2. Tipos de força muscular

1.Força máxima ou pura = capacidade máxima do indivíduo numa CONTRACÇÃO


voluntária máxima.

2. Força-velocidade ou explosiva = capacidade do sistema neuro-muscular em mobilizar o


potencial funcional para manifestar elevados níveis de força no menor período de tempo
possível.

3. Força-resistência ou resistência muscular = capacidade de manter índices de força


relativamente altos durante o maior período de tempo possível.

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EFEITOS DO TREINO (FORÇA)
A adaptação do organismo ao treino está relacionada com as transformações ocorridas:

Músculos = hipertrofia e aumento da densidade dos elementos contráteis dentro da célula


muscular;

Sistema Nervoso = ramificação dos neurónios motores e aumento das células nos gânglios;
Frequência dos impulsos, melhor capacidade funcional ou coordenação inter e intramuscular.

Tecido ósseo = aumento da densidade óssea, maior elasticidade e hipertrofia das saliências
ósseas de inserção nos tendões.

Reservas energéticas =Reservas de ATP e CP, de glicogénio muscular e hepático, eficácia da


circulação sanguínea periférica,

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REFLEXOS DE PROTECÇÃO MUSCULAR

O músculo é protegido de lesões por dois tipos de células nervosas : o FUSO


NEUROMUSCULAR e o FUSO NEURO-TENDINOSO. Se as células musculares
forem alongadas, os fusos neuromusculares também são alongados. Se o
músculo for alongado demais, essas células enviam para o sistema nervoso
central um sinal de que o músculo está a ultrapassar os seus limites.
Rapidamente, o SNC desencadeia um sinal que faz com que o músculo contraia
precavendo assim uma distensão muscular. Este fenómeno é denominado de
REFLEXO MIOTÁTICO. Já os fusos neurotendinosos funcionam ao contrário
dos neuromusculares. Eles informam ao SNC sobre a tensão exercida pelos
músculos. Se a tensão for excessiva, é enviado um impulso do fuso neuro
tendinoso ao SNC e outro de volta ao músculo. Esse impulso tem a função
inibitória e faz com que o músculo se relaxe, diminuindo a tensão.
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LEI DO TUDO OU NADA = A intensidade da CONTRACÇÃO muscular não é
dependente da força do estímulo da mesma.

A intensidade da CONTRACÇÃO pode ser controlada de duas


maneiras:
1. Variando o número de unidades motoras de um músculo;
2. Variando a frequência da descarga excitatória nervosa.

1. Neurónios Motores FÁSICOS


- Permitem uma alta velocidade de condução
2. Neurónios Motores TÓNICOS
- São mais finos e com menor velocidade de contracção.

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MECANISMOS ENERGÉTICOS

1) REPOUSO:

- A demanda de energia é de 1 MET (Multiples of the Resting Energy Requeriments)


que equivale a 1 Kcal/kg/h

- 2/3 do ATP provém das gorduras


- 1/3 da glicose
- Via metabólica dominante = AERÓBIA
- Consumo de O2 = ±3,5 ml/kg/min
- Nível de lactato sanguíneo = 10 mg/100ml

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2) ACÇÃO MUSCULAR DE CURTA DURAÇÃO (até 3 minutos)

- A glicose é o combustível predominante


- Via predominante ATP-CP e GLICÓLISE ANAERÓBIA
- As gorduras são usadas em menor proporção.

3) ACÇÃO MUSCULAR PROLONGADA (> 5 minutos)

- No início do exercício o principal nutriente é o hidrato de carbono,


enquanto que, no final do exercício as gorduras passam a assumir o papel principal.

- Esta mudança no combustível ocorre gradualmente, à medida que os


depósitos de glicogénio muscular e hepático são reduzidos.

- A principal fonte de ATP provém da via AERÓBIA, quando cessa a glicólise


anaeróbia e o steady state é atingido.

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CONCENTRAÇÃO DE ENERGIA NO MÚSCULO

Concentração Energia Total


mmol/gr (peso corporal 75kg
músculo húmido peso muscular 20 kg)

ATP 5 4 kJ ou 1 kcal
CP 17 15 kJ ou 3,6 Kcal
GLICOGÉNIO 80 4.600 kJ ou 1.100 Kcal
GORDURA - 300.000 kJ ou 75.000 Kcal

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FLUXO SANGUÍNEO

O sangue chega aos músculos através das ARTÉRIAS que se dividem em


REDES CAPILARES no tecido conjuntivo que cerca as fibras musculares; Durante o
esforço, os capilares abrem-se, permitindo uma maior irrigação sanguínea e durante
o repouso permanecem fechados.

A quantidade de sangue requerida pelos músculos esqueléticos dependerá


do nível de actividade. Durante um esforço máximo haverá uma exigência 100 vezes
maior de sangue local em relação à situação de repouso.

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OS MÚSCULOS E OS EFEITOS DO TREINO

1. Aumento do número de miofibrilhas por fibra muscular.


2. Acréscimo na quantidade total de proteínas, especialmente nos
filamentos de miosina.
3. Maior densidade capilar por fibra muscular.
4. Melhoria nos tecidos conjuntivo, tendões e ligamentos.
5. Reações bioquímicas que conduzem ao aumento do ATP, CP,
glicogénio, mitocôndrias e várias enzimas.

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VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM

1. Caracterize os diferentes tipos de musculatura do corpo humano.


2. Identifique os componentes estruturais da musculatura esquelética.
3. Explique as propriedades funcionais dos músculos esqueléticos.
4. O que é uma unidade motora?
5. Classifique a CONTRACÇÃO muscular com base nas suas características
funcionais?
6. Cite e diferencie os tipos de fibras musculares.
7. Qual a via energética e o tipo de nutriente metabolizado durante:
7.1 – O Repouso
7.2 – O Exercício de curta duração
7.3 – Os Exercícios prolongados
8. Cite os efeitos do treino ao nível neuro-muscular.

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Legende:

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