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19/08/2020 Unidade 5

Aula 1

Planejamento e a Prática Docente II


Plano de Ensino e Plano de Aula

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TÓPICOS ABORDADOS
Plano de Ensino.
Plano de Aula.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
Discutir a importância da elaboração do planejamento e do plano de aula no trabalho docente.

Planejamento e a Prática Docente II: Plano de Ensino e Plano de Aula

Os pressupostos que envolvem o planejamento de ensino e o plano de aula não são novidade na área educacional. Esse
instrumento serve para atender a propósitos diferentes no âmbito da educação, delineamentos esses que têm
determinados objetivos a serem cumpridos na formação do indivíduo.

Figura 1 - Planejamento de ensino


Fonte: Andrew Grossman / 123RF

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Assim, para compreendermos a ideia que permeia o planejamento de ensino e o plano de aula, precisamos esboçar nem
que seja brevemente algumas considerações sobre o sentido do planejamento, delimitando algumas ideias sobre ensino
para que finalmente possamos debater sobre o planejamento de ensino e o plano de aula.

Quando falamos de planejamento, precisamos considerar algumas tendências contemporâneas, pois tanto o
planejamento de ensino quanto o plano de aula estão ligados a essa configuração do planejar, que precisa considerar
informações que sejam passíveis de serem organizadas e categorizadas em três grandes fatores associados ao processo
de ensino: mudança no papel do homem no mundo, mudança no estilo de aprender e mudança no estilo de ensinar.

VOCÊ SABIA?
Leia o texto de José Moran sobre Mudar a forma de Ensinar e Aprender.

Disponível em: <https://bit.ly/2bUglQO>. Acesso em: 17 maio 2019.

Quando tratamos da perspectiva de mudanças, sabemos que o papel do homem na sociedade em que ele está inserido é
transformar. O homem torna-se criador e colecionador de informações que permitem que esse mesmo indivíduo
interprete dados e seja responsável pelas tomadas de decisões.

Os indivíduos, a partir do momento que passam a manipular informações, têm de lidar com inúmeras informações que são
consideradas flutuantes, ou seja, que se modificam ao longo do tempo e de maneira cada vez mais rápida. Por isso, as
decisões que competem ao homem devem projetar ações a serem desenvolvidas para um futuro melhor.

As mudanças no estilo de vida das pessoas também afetam a forma de aprendizagem dos indivíduos, e passamos a ter um
processo de aprendizagem baseado na leitura de textos, de interação com meios digitais e a autoaprendizagem. Quando
se trata desse processo, percebemos que a aprendizagem audiovisual torna-se a que mais contempla a necessidades dos
alunos e alunas em sala de aula, levando à total necessidade de transformar a maneira de planejar e até mesmo a
autonomia que precisa ser concedida aos estudantes.

VOCÊ SABIA?

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O espaço da sala de aula é um lugar privilegiado, pois nela se encontram professores e alunos
que participam de ambientes sociais diversificados que necessitam estabelecer uma
convivência. O professor necessita colaborar com a formação do educando na sua totalidade -
consciência, caráter, cidadania -, tendo como mediação fundamental o conhecimento, visando
à emancipação humana (CERQUEIRA, 2006. p. 21).

Por isso, quando falamos em mudanças, estamos nos referindo a modificações no estilo de ensinar, o que também implica
na mudança do professor enquanto facilitador do processo de ensino e de aprendizagem. Para Garcia (1984, p. 10),  deve
“o professor deixar de ser mero transmissor de informações para se tornar um criador de estruturas para a organização de
informações”.

Nesse processo, saímos de um modelo de professor que é apenas transmissor de conhecimento para um professor-
pesquisador, que busca explorar novas ações e metodologias para o processo de ensino-aprendizagem.

Outro aspecto a destacar é o da consideração do professor isolado incompatível com todas as


mudanças apresentadas, para a consideração de professor participante de redes de trabalho com
diversificação de papéis, trabalho interdisciplinar para gerar novos campos de estudo e mesmo
professor capaz de compartilhar suas competências com os demais membros de grupos de
trabalho, visando decisões mais ricas e efetivas. (GARCIA, 1984. p. 10)

Quando citamos essas transformações, entendemos que elas não se esgotam apenas com o processo de inovação e que
não acontecem de maneira compulsória. Acreditamos que essas mudanças ocorrem em meio a dificuldades, que são
sentidas por professores e alunos no processo de aprendizagem.

IMPORTANTE!
O maior desafio da educação nos dias atuais é fazer com que alunos e alunas consigam
aprender o que realmente está delimitado no planejamento do professor.

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O conhecimento do professor e seu processo de formação contínua é importante para que as condições básicas consigam
orientar o projeto de mudanças que são pretendidos ao longo a ação de formação de cada estudante.

Figura 2 - Formação continuada de professores  


Fonte: Rawpixel / 123RF

A seguir veremos o planejamento de ensino.

Planejamento de Ensino

Assim, estudante, adentramos na questão do planejamento de ensino. Quando falamos a respeito do planejamento de
ensino, estamos falando de um processo de tomada de decisões, que partem de informações que são constantemente
coletadas. O professor, ao reuni-las, permite iniciar o processo de racionalização dos recursos para que ele consiga atingir
os objetivos estipulados previamente dentro do processo de ensino-aprendizagem. No entanto, é bom lembrar que nesse
processo não se deve especificar apenas um agente para a tomada de decisões, isto porque a responsabilidade para que
o planejamento de ensino se efetive é de todos os atores da escola.

Por isso, a instituição de ensino deve impulsionar a qualidade da educação que ali é ofertada, alunos e professores
precisam ser vistos dentro da coletividade, e o planejamento de ensino precisa se associar às mais diversas áreas do
conhecimento – até mesmo o corpo administrativo da instituição deve fazer parte desse processo de construção do
conhecimento.

WEB

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Veja o vídeo de Selma Cravo, sobre o


planejamento do professor com a BNCC.
<https://bit.ly/2w6Tga6>. Acesso em: 17
maio 2019.

Dessa maneira, o planejamento de ensino deve ser um documento qualitativo, que tende a contribuir de maneira decisiva
para o desempenho integrado de papéis específicos que detém uma meta comum, “a efetividade dos resultados
atingidos, em relação ao proposto” (GARCIA, 1984. p. 12).

Assim, o planejamento de ensino não pode ser visto apenas como uma tarefa única e exclusivamente do professor da
disciplina, já que compete a todo o corpo escolar e/ou universitário, e precisa estar de acordo com as políticas curriculares
destinadas a cada área do conhecimento. O estilo de planejamento de ensino é resultante das práticas interdisciplinares
da prática docente e deve estar envolvido com princípios, procedimentos e técnicas de melhoria da qualidade da
educação.

REFLITA
Como o planejamento de ensino se torna um instrumento de garantia para a aprendizagem dos alunos?

E o que vem a ser o ensino nesse processo? Entendemos por ensino toda a ação deliberada e objetivada que atende a um
processo planejado pelo professor, e tem por função alinhar os procedimentos de comunicação para que se possa prover
interação com o aluno, visando sempre facilitar a aprendizagem dos estudantes.

Ao pensarmos sobre o processo de ensino, precisamos pensar como está a interação entre professor e aluno, isso porque
a natureza que envolve o ensino passa a se estabelecer dentro da sala de aula. E nesse movimento podemos destacar três
fatores: professor como autoridade, professor como coordenador, professor como facilitador.

No entanto, diante de qualquer estilo que o professor adote para poder ensinar, ele precisa ter em mente a meta que
pretende atingir no processo de aprendizagem de seus alunos.

Apoiar o ensino em algumas acepções de aprendizagem é útil, pois facilita a compatibilização dos
eventos de processo de aprendizagem do aluno (condições internas) com as situações propostas
pelo professor (condições externas) para efetivação da aprendizagem. (GARCIA, 1984, p. 14)

Assim, mencionamos no quadro a seguir algumas possibilidades sobre o processo de ensino:

1 Aprender é um processo contínuo, individual, único e intransferível.

2 Aprendizagem ocorre como resposta do indivíduo à estimulação decorrente de sua interação com o ambiente.

3 A ideia de permanência do aprendizado implica em algum processo de organização de experiências ou de estímulos.

4 O ato de aprender envolve uma série de fases, ocorrentes internamente no indivíduo.

O conhecimento dessas fases ajuda o professor a implementar eventos externos, capazes de influenciar ato de aprendizagem mais
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efetivo.

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6 Modelos de ensino são modos de prover e criar ambientes adequados à efetivação da aprendizagem.

7 Instrução/ensino consiste no conjunto de eventos planejados para iniciar, ativar e manter a aprendizagem do aluno.

Qualquer que seja o modelo de ensino implementado por estilo de ensinar, ele envolve três fases de desenvolvimento: preparação,
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entrega e avaliação.

Quadro 1 - Possibilidades no processo de ensino


Fonte: Garcia (1984, p. 13-14)

As fases mencionadas acima delineiam os direcionamentos que os professores precisam tomar em relação ao processo de
ensino. Mas é importante destacar uma questão que o professor precisa realizar ao longo de sua carreira:

Como está o meu estilo de ensinar? 

A pergunta estruturada  traz reflexões e uma proposta de ação conscientizado da importância do planejamento de ensino
no processo de aprendizagem. Mesmo diante das dificuldades dessa ação por parte dos docentes, o planejamento de
ensino é o melhor instrumento para efetivar a aprendizagem dos alunos, a partir do momento que os professores
demonstram fragilidades em seus planejamentos, pouco eles conseguiram intervir na realidade dos alunos. A seguir
apresentamos um modelo de plano de ensino, para que você, estudante, saiba como construir esse material tão
importante na organização do trabalho docente.

PLANEJAMENTO DE ENSINO

CURSO:

DOCENTE:

CÓDIGO DA DISCIPLINA: ANO DE IMPLANTAÇÃO:

CARGA-HORÁRIA:

EMENTA:

A ementa é uma forma de descrever discursivamente o conteúdo conceitual e procedimental de uma disciplina.

OBJETIVO GERAL: corresponde ao objetivo mais amplo da disciplina, sempre buscando pensar: “o que meu aluno deve saber ao final desta
disciplina?”.

OBJETIVO ESPECÍFICOS: referem-se às unidades de ensino, é o momento que explicita-se as ações que irão contribuir para o objetivo geral.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: explicita-se os conteúdos a serem trabalhados ao longo da disciplina, distribuídos em tópicos.

ESTRATÉGIAS DE ENSINO: são as ações previamente planejadas para facilitar a relação de ensino e aprendizagem. Essas ações podem apoiar-
se em recursos como: aula expositiva, dialogada, seminário, resenha, debates, entre outros.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: aqui deve se especificar o sistema de avaliação programada pelo departamento ou pelo colegiado do curso,
especificando valores para as avaliações.

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA: apresentar os principais livros que irão orientar a disciplina.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: livros e/ou artigos que auxiliam nos estudos.

Quadro 2 - Planejamento de ensino


Fonte: Elaborado pela autora

Para Souza e Figueiredo (s/d), o planejamento de ensino é um organizador metodológico do conteúdo e visa atender às
necessidades dos alunos.

TROCANDO IDEIAS
O planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma
situação real para transformá-la. É uma mediação teórico-metodológica para a ação consciente
e intencional que tem por finalidade fazer algo vir à tona, fazer acontecer. Para isto, é
necessário estabelecer as condições materiais, bem como a disposição interior, prevendo o
desenvolvimento da ação no tempo e no espaço; caso contrário, vai se improvisando, agindo
sob pressão, administrando por crise (SCHEWTSCHIK, 2017, p. 10664).

Para compreender melhor a questão apresentada, organizamos um quadro que demonstra a série de técnicas e
procedimentos disponíveis para o professor utilizar no planejamento de ensino da disciplina.

Fases de Desenvolvimento da
Estilos de Ensinar Professor Aluno
Instrução

Apresenta passividade em
Impõe programação que
Preparação Professor Autoridade relação à programação
considera responsável único
proposta

Aciona meios escolhidos para


Coordena a ação para que cada
atingir metas selecionadas
Entrega Professor Coordenador aluno opere dentro de sua
dentre as propostas pelo
própria escolha
professor

Diagnostica as dificuldades
Vê na avaliação o momento de
Avaliação Professor Avaliador para ampliação do programa
se autoavaliar, uma experiência.
individual do aluno

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Quadro 3 - Técnicas e procedimentos para o professor em sua reflexão pessoal
Fonte: Garcia (1982, p. 6)

A partir do momento que o professor compreende esses passos ele está apto a planificar. E o planejamento irá envolver:
ideias, dinâmicas, projeções, programações, corporificações, plano de ação, entre outros.

LEITURA
Acesse o Blog Horário e veja a
importância sobre o planejamento na
escola.Disponível em:
<https://bit.ly/30uhRDy>. Acesso em: 17
maio 2019.

Assim, podemos dizer que o planejamento de ensino envolve diversas etapas, como: análise lógica de conteúdo,
mapeamento do conteúdo, relação de objetivos e elaboração do plano de avaliação. Lembrando que essas etapas devem
ser feitas de maneira concomitante.

Apresentamos os princípios que envolvem o planejamento, e não obstante se faz necessário mostrar como o plano de
aula está envolto a esse processo.

Plano de Aula

De acordo com Veiga (2008, p. 267), “a aula, é um lugar privilegiado da vida pedagógica, refere-se às dimensões do
processo didático - ensinar, aprender, pesquisar e avaliar - preparado e organizado pelo professor e seus alunos”.
Segundo a autora, aula nada mais é do que o momento em que se efetiva o fazer pedagógico, em que acontece de fato a
aprendizagem, a pesquisa e o processo avaliativo – processos esses que precisam ser bem planejados.

O ato de planejar e organizar a ação docente é um processo que exige domínio de conhecimento sobre os diversos níveis
que compõem o planejamento. Por isso, a didática é tão importante, pois, além de fazer parte da pedagogia, trata dos
preceitos científicos que tendem a orientar a atividade educativa.

E a didática em geral nos ensina que o planejamento de uma aula inicia-se com o plano de aula, e é nesse instrumento
que iremos delimitar o que o aluno irá aprender. A isso se deve a necessidade de pensar em objetivos, nos conteúdos que
se pretende ensinar, na metodologia e na avaliação, tudo isso apresentado de maneira detalhada.

Para Zanon e Althus (2010), a atividade docente ainda apresenta fragilidades, isso porque, para alguns professores,
planejar e dispor na construção de atividades é fácil, já para outros a dificuldade é maior. Assim, o processo de reflexão a
respeito das finalidades e objetivos do plano de aula precisa ser feito por meio de grandes estudos. Caso o professor não
realize o planejamento, a ação docente deixa de atingir seu principal objetivo que é a aprendizagem.

Os objetivos do plano de aula são caracterizados por verbos no infinitivo e visam designar um produto final da aula do
professor; no caso, aquilo que queremos que o aluno aprenda.

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De acordo com Libâneo (2013), o professor precisa ter conhecimento dos objetivos educacionais, para que o seu
planejamento esteja de acordo com todo o processo pedagógico. O norte da prática docente ocorre por meio do
planejamento e do plano de aula, por isso os objetivos são considerados o ponto de partida para o desenvolvimento da
prática educativa, já que será por meio delas que o professor irá encaminhar o processo de ensino visando atingir a
aprendizagem dos alunos.

Destacamos ainda que os conteúdos são um conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos e modos valorativos de
atuação histórico-social, que estão organizados pedagogicamente e didaticamente para o processo de construção do
conhecimento dos alunos. Libâneo (2013) coloca que os conteúdos são saberes que emergem da prática social e histórica
que foram construídas pela humanidade, e traduzidos em matérias de ensino – por isso se transformam em conhecimento,
o que resulta em capacidade cognoscitivas, e colaboram com o desenvolvimento das competências e habilidades.

Ela [a aula] é feita de prévias e planejadas escolhas de caminhos, que são diversos do ponto de
vista dos métodos e técnicas de ensino; [...] também se constrói, em sua operacionalização, por
percalços, que implicam correções de rota na ordem didática, bem como mudanças de rumo; [...]
está sujeita a improvisos, porque não foram previstos, mas não pode constituir-se por
improvisações. (ARAUJO, 2008, p.60-62)

Assim, para que a aprendizagem ocorra, é necessário que o professor encontre caminhos ou métodos de ensino. O
método de ensino permite que o plano de aula tenha uma característica ativa, pois visa direcionar o processo de
construção da aprendizagem, além de atender às necessidades dos alunos. Dessa forma, o professor precisa ter
conhecimento de um “maior número de meios e estratégias para atender as diferentes demandas que aparecerão no
transcurso do processo de ensino/aprendizagem” (ZABALA, 1998, p. 93).

Ainda, o “processo de planejamento inclui o processo de avaliação, sem exagero pode-se afirmar que o planejamento é
um processo de avaliação que se junta a ação para mudar o que não esteja de acordo com o ideal” (GANDIN, 1994, p.
115). Pela ótica do autor, conseguimos compreender que a avaliação é responsável pela reorganização da prática
pedagógica, sendo ela quem vai demonstrar se os objetivos foram alcançados.

O plano de aula precisa atender a todas as especificidades dos itens que o compõem. Trazer o
objetivo da aula bem especificado, uma avaliação que revele se a intencionalidade foi atingida e as
atividades relacionadas aos conteúdos que desenvolverão as habilidades necessárias para que
ocorra a aprendizagem. Para tanto, ele precisa apontar uma avaliação que esteja alinhada aos
objetivos de aprendizagem e que retrate se estes foram ou não alcançados. (SCHEWTSCHIK, 2017,
p. 10668)

Por isso é tão importante alinhar a avaliação aos objetivos propostos no plano de aula. A seguir apresentamos um modelo
de plano de aula, para que você, estudante, possa utilizá-lo no momento de elaboração de suas aulas semanais ou
mensais.

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Figura 3 - Plano de Aula

Vejam que o plano de aula contém praticamente os mesmos quesitos do plano de ensino, no entanto, o que os diferencia
é que o plano de aula é elaborado para a semana que irá se trabalhar determinados conteúdos. Outro fator que se alinha
a esse processo construtivo da prática docente é que, no plano de aula, o professor precisa direcionar a avaliação da
aprendizagem, ou seja, ele precisa dizer como irá desenvolver o avaliação. O plano de aula e a prática de ensino se
concentra em resultados da aprendizagem:

Um exemplo de prática de ensino que se concentra nos resultados de aprendizagem que se


pretende que os estudantes alcancem [...] fornece orientações práticas aos professores sobre como
planejar suas aulas, levando em consideração a perspectiva dos estudantes, de tal modo a mantê-
los engajados de forma produtiva. (MENDONÇA, 2014, p. 2)

Nesse sentido, as atividades que serão realizadas pelos alunos devem demonstrar o que eles aprenderam. O plano de
aula mais completo utilizado é do Professor Gasparin, organizado da seguinte maneira:

PLANO DE AULA

DISCIPLINA:

OBJETIVO GERAL: corresponde ao objetivo mais amplo do conteúdo a ser ministrado, sempre buscando pensar: “o que meu aluno deve saber
ao final deste conteúdo?”.

OBJETIVO ESPECÍFICOS: referem-se às unidades de ensino, é o momento que se explicitam as ações que irão contribuir para o objetivo geral.

I.                    PRÁTICA SOCIAL INICIAL DO CONTEÚDO

1.1   CONTEÚDO:

Vivência do Conteúdo:

a)       O que os alunos já sabem sobre o conteúdo ministrado?

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b)      O que os alunos gostariam de saber mais sobre o conteúdo?

II.                  PROBLEMATIZAÇÃO

2.1   DISCUSSÃO:

a)       O que é necessário para a produção de XXXXXXXXXXXX???

2.2   DIMENSÕES DO CONTEÚDO:

a)      Conceitual

b)      Social

c)      Histórica

d)      Cultural

III.                INSTRUMENTALIZAÇÃO

Aqui o professor deve explicar como será a aula e prever como irá desenvolver os conteúdos, a problematização e os recursos que utilizará para
desenvolver as atividades.

IV.                RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS

V.                  CATARSE

5.1   SÍNTESE MENTAL DO ALUNO

Aqui o professor irá explicitar tudo aquilo que o aluno apreendeu ao longo dessa etapa e qual o resultado dela.

VI.                PRÁTICA SOCIAL FINAL DO CONTEÚDO

6.1   Intenções do Aluno

6.2   Ações do Aluno

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas: Autores Associados, 2003

Quadro 4 - Plano de aula

Isso demonstra que o plano de aula deve conter objetivos de aprendizagem que estejam bem definidos e atividades
avaliativas alinhadas ao objetivo proposto.

O que eu pretendo que meus alunos sejam capazes de fazer depois do que eu ensinei e que não
podiam fazer antes? Em que nível eles são capazes de fazer? Como faço para promover atividades
que irão ajudá-los a alcançar os resultados pretendidos da aprendizagem? Como posso avaliá-los
para ver se eles alcançaram tais resultados? (BIGGS; TANG, 2010, apud MENDONÇA, 2014. p.2)

Por isso focar no alinhamento entre objetivos e avaliação é tão importante, pois possibilita que o professor alcance bons
resultados no processo de ensino. É justamente nesse processo que as atividades que irá desenvolver no processo de
avaliação precisam estar no mesmo nível dos objetivos de aprendizagem, ou seja, a avaliação deve corresponder ao
objetivo.

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Figura 4 - Esquema de Alinhamento Construtivismo


Fonte: Dalcorso e Tamassia (2017)

O esquema apresentado ilustra o detalhamento do alinhamento construtivo. Essa prática descrita nele visa definir os
resultados pretendidos na aprendizagem.  

Tanto o planejamento de ensino quanto o plano de aula são instrumentos essenciais na prática docente, pois eles visam
garantir a aprendizagem e avaliar o que realmente se efetivou ao final de cada aula, sem se desvincular do processo de
aprendizagem.

Até aqui tratamos sobre as questões que envolvem o plano de ensino e o plano de aula, no entanto há conceitos
importantes para que essa prática do trabalho docente se efetive. Assim, o infográfico estruturado exclusivamente para
seus estudos demonstra quais são os importantes conceitos que fazem parte dos instrumentos da prática pedagógica
docente.

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Assim, o infográfico apresentado permite compreendermos os principais quesitos que envolvem o plano de aula e o plano
de ensino, além de como eles são importantes para a prática docente. Ao longo da nossa aula, buscamos discutir a
respeito da necessidade da construção do plano de ensino e do plano de aula, evidenciando os elementos necessários
para a sua construção, e como esses documentos fazem parte da prática docente e são fundamentais para o processo de
aprendizagem com qualidade do aluno.

Organização do Trabalho Docente - Un05


mediação teórico metodológica,

  1:48 / 9:51  1x  

Aula Concluída

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