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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA

Relatório
Experimental de Física II

Amanda Coelho de Assunção


Jefferson da Silva Cândido
Lucas Manuel Resende Rodrigues
Lucas Albino Martins
Matheus Democh Chadud Menezes

Julho, 2014
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA

“Medida do Campo Magnético da Terra”

Relatório da prática “Medida do


Campo Magnético da Terra”,
apresentado à disciplina de Experimental
de Física II no dia 25 de julho de 2014 da
Faculdade de Engenharia Elétrica da
Universidade Federal de Uberlândia.
Professor: Paulo César Peres de
Andrade.

Julho, 2014
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1. Introdução
O estudo do campo magnético da Terra foi inspirado pelo seu interesse prático na
navegação, na comunicação entre outros. Ainda não se tem uma explicação correta para a
origem do campo magnético terrestre, mas a hipótese mais aceita diz que o campo magnético
terrestre se origina das intensas correntes elétricas que circulam seu interior e não da
existência de grande quantidade de ferro magnetizado também em seu interior.
Este campo tem uma configuração parecida com a de um imã em forma de barra, cujo
polo-sul está próximo do polo-norte geográfico da Terra. É importante lembrar que o eixo
magnético não coincide com o eixo de rotação da Terra, sendo estes separados por
aproximadamente 11º, como mostrado na figura a seguir.

Figura 1- Campo Magnético da Terra.

O módulo do campo magnético da Terra varia de 20 μ Τ a 60μ Τ, entretanto ele pode


diferir bastante do valor esperado, pois ele depende das condições geológicas presentes em
determinados locais. Como mostrado na figura acima, na maior parte dos pontos na superfície
da Terra, o campo magnético não é paralelo à superfície. Por isso, geralmente, ele é
especificado por meio de suas componentes horizontal, na direção Norte-Sul e vertical. Neste
experimento, teremos interesse apenas em determinar sua componente horizontal.
Uma forma de se medir a componente horizontal do campo da Terra é utilizando uma
bússola e um campo magnético conhecido. No experimento em questão, o campo conhecido
será aquele produzido no centro de uma bobina de Helmholtz, percorrida por uma corrente I,
conforme a figura a seguir.

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Figura 2 - Esquema montado para o experimento.

A corrente I que passa pelas bobinas cria um campo magnético no ponto P, paralelo ao
eixo das bobinas e de intensidade dada por:

I
B=( μ 0 N R2 ) 2 2 3 /2
( R +a )

−6
Sendo μ0 =1 ,26 x 10 Tm/ A a permeabilidade magnética do vácuo.
Assim, o campo magnético resultante no ponto P será a soma vetorial do campo da
bobina com o campo da Terra que ali existente.
Se conhecermos o campo produzido pelas bobinas e o ângulo θ entre o campo da
Terra e o campo resultante, podemos calcular o campo da Terra através da relação:
B
tgθ=
BH

Onde, B é o campo magnético criado pela bobina e BH a componente horizontal desse


campo magnético.
Sabendo que B=VI e substituindo na primeira equação temos:
BH
I= ( )
C
tgθ

2. Objetivos
O experimento teve como objetivo medir a intensidade da componente horizontal do
campo magnético (indução magnética B) da Terra no laboratório, e determinando assim o
valor do campo magnético terrestre.

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3. Materiais Utilizados
Para realizar o experimento foi utilizada uma bússola, uma bobina dupla (Helmholtz),
um amperímetro, um resistor R=47 Ω de proteção, uma fonte de tensão, um suporte para
bússola e fios de ligação.

Figura 2: Materiais Utilizados.

4. Procedimento Experimental
Para a realização da prática experimental, inicialmente, medimos o valor médio do
diâmetro da bobina com o auxilio de uma régua e assim determinamos o raio R da mesma, e
também a distância das duas bobinas e calculamos o valor da constante C.
Passamos a bússola lentamente em toda a mesa e posicionamos a bobina em uma
região da mesa onde houvesse a menor influência possível de materiais magnéticos locais. Em
seguida posicionamos a bússola no ponto central P das bobinas.
As bobinas foram orientadas de maneira que a direção normal ao seu plano apontasse
para a direção Leste-Oeste. Em seguida montamos o circuito como mostra a figura a seguir.
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Figura 3: Montagem do circuito para a realização do experimento.

Após a montagem do circuito, ajustamos a fonte no mínimo possível e variamos a


tensão obtendo alguns valores de corrente I e o respectivo desvio θ da agulha da bússola,
tomando o cuidado para não ultrapassar a corrente 120 mA.

5. Resultados obtidos
Inicialmente medimos o raio da bobina e a distância entre as mesmas, os resultados
obtidos foram:
Raio R=20,5 cm
Distância entre as a=10 cm
bobinas
Ponto central P=20,5 cm

Após realizar todos os procedimentos necessários para a realização do experimento


efetuamos as medidas de corrente e do ângulo de deslocamento da agulha da bússola.

I (200 mA ) θm ∆θ tanθ
0,3 0° 0° 0
5,4 344 ° 16 ° 0,2867
10,4 336 ° 24 ° 0,1445
15,5 328 ° 32 ° 0,6249
20,4 328 ° 32 ° 0,6249
7
40,4 312 ° 48 ° 1,1106
60,4 306 ° 54 ° 1,3764
80,4 302 ° 58 ° 1,6003
100,4 300 ° 60 ° 1,7321
114,3 298 ° 62 ° 1,8807

6. Cálculo e Análise dos Resultados


A partir das medidas de raio e distância foi possível calcular o valor da constante C
dada por?
μ 0 N R2
C= 3
2 2 2
( R +a )
−6 Tm
Onde, μ0 é a permeabilidade magnética do vácuo μ0=1,26.10 e N é o número de
A
espiras da bobina N=200.
Assim,

7. Conclusão
8. Referências
 Halliday, David, 1916 – Fundamentos de Física, v.3: eletromagnetismo, 7ºed. / David
Halliday, Robert Resnick, Jearl Walker, tradução Ronaldo Sérgio de Biasi. – Rio de
Janeiro: LTC, 2007 4 v.: il.
 H. M. Nussenzveig, Curso de Física Básica, Eletromagnetismo, Vol. 3, Editora Edgard
Blucher, 2003.