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HISTÓRIA

ATIVIDADE – PRIMEIRA REPÚBLICA

PROF. MAURO

1. No Brasil, na denominada República Velha, as oligarquias se eternizavam no poder graças ao


controle:

a) Das filiações partidárias através do voto secreto.


b) Das eleições indiretas para os cargos majoritários.
c) Da política dos governadores e da máquina do coronelismo.
d) Do poder moderador que privilegiava o poder regional.
e) Do voto universal que permitia a participação popular.
2.
“As fábricas devoram a vida humana desde os sete anos de idade. Sobre as mulheres pesam, de
ordinário, trabalhos tão árduos quanto os dos homens; não percebem senão salários reduzidos.
Equiparam-se aos adultos, para o trabalho, os menores de quatorze e doze anos... O horário,
geralmente, nivela sexos e idades, entre os extremos habituais de nove a dez horas cotidianas de
canseira.”
Rui Barbosa, A questão social e política no Brasil, 1919.
a) Indique os principais problemas sociais apontados pelo texto;
b) Relacione-os com as ideias, reivindicações e formas de luta dos operários, na década de 1910, em São
Paulo.
3. No início do século XX, durante a Primeira República, formou-se, no Brasil, uma classe operária que
protagonizou alguns movimentos grevistas, como o de 1917.
A maioria das lideranças operárias, em São Paulo, era influenciada pelo ideário:
a) Comunista revolucionário.
b) Liberal democrático.
c) Anarco-sindicalista.
d) Socialista utópico.
e) Socialista revolucionário.

4.
A Semana de Arte Moderna é, apesar de suas limitações, um marco histórico para a cultura
brasileira porque define o início da organização do grupo de intelectuais que almejava
introduzir no Brasil concepções vanguardistas. (…)
(…) em 1924, o grupo de modernistas tomara mais gosto pelas coisas nacionais. (…) realizaram
uma marcante viagem a Minas Gerais. Seu intuito? ‘Redescobrir o Brasil’. (…) Os modernistas
definiam o que era, para eles, a legítima cultura brasileira, remanescente nas antigas cidades
dos tempos coloniais.
(Trechos de ANDRIOLO, Arley. Modernidade e Modernismo.
São Paulo, Saraiva, 2001.)
De acordo com o texto, os intelectuais e artistas que participaram da semana de Arte
Moderna:

a) tinham, em sua maioria, uma origem social humilde, mas puderam estudar e introduziram
inovações culturais.
b) limitaram sua atuação à convivência com os fugidos da Primeira Guerra, sem alterar os
modelos culturais vigentes.
c) inspiraram-se nas vanguardas europeias e preocuparam-se com a cultura nacional,
pesquisando sobre sua origem.
d) menosprezaram o período colonial, marcado pelo domínio luso, buscando as raízes
históricas do país nas cidades mineiras.
e) não sofreram influências dos movimentos de vanguarda da Europa, pois criticavam a cultura
estrangeira.

O Cangaço
O Cangaço representou um movimento social ocorrido no nordeste do país nos séculos XIX e XX, donde os
cangaceiros, grupos de nômades armados que viviam em bandos, demostravam a insatisfação pelas
condições precárias em que a maior parte da população nordestina se encontrava, posto que o poder estava
concentrado nas mãos dos fazendeiros.
O termo atribuído a esse fenômeno social “cangaço” deriva de canga, peça de madeira utilizada na cabeça
do gado para fins de transporte. Nesse sentido, se eles eram nômades, carregaram durante suas caminhadas
muitos pertences e por isso, o termo foi escolhido.
Os cangaceiros eram exímios conhecedores da caatinga, das plantas, dos alimentos, e durante muito tempo
(1870 a 1940) dominaram o sertão nordestino, donde muitos eram protegidos pelos coronéis, em troca de
favores.

Cavalos do Cão – Música de Zé Ramalho

Corriam os anos trinta


No nordeste brasileiro
Algumas sociedades lutavam pelo dinheiro
Que vendiam pelas terras
Coronéis em pés-de-guerra
Beatos e cangaceiros

E correr da volante
No meio da noite/no meio da caatinga
Que quer me pegar

Na memória da vingança
Um desejo de menino
Um cavaleiro do diabo
Corre atrás do seu destino
Condenado em sua terra
Coronéis em pés-de-guerra
Beatos e cangaceiros

E correr da volante
No meio da noite/no meio da caatinga
Que quer me pegar

História do Cangaço: Resumo


Com a Proclamação da República, em 1889, diversos problemas sociais, econômicos assolavam o país,
sobretudo no Nordeste com o crescimento da violência, fome e pobreza. Assim, no final do século XIX já se
notava o surgimento de focos de cangaceiros pelo norte e nordeste do país, no entanto, o movimento do
cangaço adquiriu maior coerência e organização no início do século XX, o qual representou um importante
fenômeno social da história brasileira, constituído por indivíduos empenhados em trazer uma nova realidade
mais inclusiva e igualitária para a população do sertão nordestino.
Sem espanto, utilizando a violência, armados com espingardas, facas e punhais, os cangaceiros saíam em
bandos por diversos locais do nordeste do país, saqueando fazendas, sequestrando e matando fazendeiros,
impondo respeito por onde passavam.
Foi nesse contexto que a população começou a se sentir protegida, ficando ao lado dos cangaceiros, símbolos
de força e honradez. Por outro lado, haviam os cangaceiros que atemorizavam populações, os quais invadiam
aldeias roubavam, matavam e estupravam as mulheres.
Os cangaceiros possuíam um estilo próprio: utilizavam roupas de couro, inclusive chapéus, a fim de se
protegerem, tanto da vegetação grosseira da caatinga quanto dos ataques da polícia, visto que eram
perseguidos constantemente. E foi assim, que o movimento cangaceiro ultrapassou uma década,
demostrando sua força, garra e dedicação.
Lampião e Maria Bonita
Figura revolucionária, considerado o “Rei do Cangaço” ou “Senhor do Sertão”, Virgulino Ferreira da Silva
(1897-1938), vulgo Lampião, nasceu em Serra Talhada, Pernambuco. Foi ex-coronel da Guarda Nacional e
passou por quase todos os estados do nordeste lutando contra a injustiça.
Sua mulher, Maria Gomes de Oliveira, vulgo Maria Bonita (1911-1938) foi um dos ícones do movimento
cangaceiro, sendo a primeira mulher a participar do grupo, a qual lutou bravamente e ficou portanto
conhecida como a “Rainha do Cangaço”.
Ambos foram brutalmente assassinados enquanto acampavam na Grota de Angicos, em Poço Redondo
(Sergipe), numa emboscada dia 27 de julho de 1938 preparada pelas autoridades, na época governados por
Getúlio Vargas. Chegava o fim do casal ícone do cangaço, considerados pelas autoridades pessoas perigosas:
Lampião e Maria Bonita.

ATIVIDADE

1. De acordo com o texto, qual o período em que ocorreu o cangaço?

a) Inicio dos anos 1930, no Sudeste Brasileiro.


b) No inicio do século XIX, com movimentos de resistência no semiárido nordestino
c) O Cangaço representou um movimento social ocorrido no nordeste do país nos séculos XIX e XX
d) Representou um movimento social ocorrido no Nordeste apenas no século XX
e) Foi um movimento de não violência promovido por cangaceiros amigos de coronéis

2. Descreva a situação dos cangaceiros.


a) Eram e militares pobres que resolveram lutar contra os problemas sociais de sua época
b) Eram bandoleiros armados que resolveram desafiar a policia a mando dos coronéis e portavam
apenas facões.
c) Eram grupos de mercenários pobres unidos a grupos de nômades armados que viviam em bandos,
demostravam a insatisfação pelas condições precárias em que a maior parte da população
nordestina se encontrava, posto que o poder estava concentrado nas mãos dos fazendeiros.
d) os cangaceiros eram grupos de nômades armados que viviam em bandos, demostravam a
insatisfação pelas condições precárias em que a maior parte da população nordestina se encontrava,
posto que o poder estava concentrado nas mãos dos fazendeiros.
e) Eram justiceiros e trabalhadores amigos de coronéis e inimigos dos pobres.

3. De acordo com a letra da música de Zé Ramalho, os três elementos desse cenário que envolve o
cangaço são representados pelos homens de poder, religiosos e bandoleiros. É correto afirmar então
que:

a) Que eram agricultores, cônegos e mercenários


b) Bandoleiros, padres e seminaristas
c) Coronéis, beatos e cangaceiros
d) Coronéis, padres e delegados
e) Coronéis, camponeses e bandoleiros

4. De acordo com o texto, o cenário e as condições sociais onde surge o cangaço estão de acordo com a
seguinte alternativa:

a) Com a Proclamação da República, em 1889, diversos problemas sociais, econômicos assolavam o


país, sobretudo no Nordeste com o crescimento da violência, fome e pobreza.
b) Com a Proclamação da República, os problemas sociais levaram os coronéis a contratar bandoleiros
para exterminar seus inimigos por disputas de terras.
c) Os problemas sociais e econômicos do Nordeste não afetaram e nem foram a causa de surgimento
do cangaço
d) Com a Proclamação da República, em 1889, diversos problemas sociais, econômicos assolavam o
país, sobretudo no Sudeste com o crescimento da fome e pobreza.
e) Não houve causas sociais por trás do surgimento do cangaço.
A SEMANA DE ARTE MODERNA – 1922

A Semana de Arte Moderna, realizada entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, foi o evento que deu
visibilidade para uma das escolas literárias mais inovadoras e importantes da história da literatura brasileira
– o modernismo. Apesar das primeiras manifestações modernistas terem surgido em São Paulo na década
de 1910, foi apenas a partir de 1922 que o movimento ganhou visibilidade fora da capital paulista, alcançando
outras partes do país. A ampla divulgação dos ideais modernistas deveu-se, principalmente, à Semana de
Arte Moderna.
Como ocorreu o evento?
O evento foi aberto ao público, que durante toda a semana pôde visitar o saguão do teatro e conferir uma
exposição de artes plásticas com obras de Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Di Cavalcanti,
Harberg, Brecheret, Ferrignac e Antonio Moya. Além da exposição, foram realizados saraus com
apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música, participação dos escritores Graça Aranha,
Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida e Ronald de Carvalho, com execução de músicas de Ernâni Braga
e Villa-Lobos.
ATIVIDADE

1. A Semana de Arte Moderna de 1922, que reuniu em São Paulo escritores e artistas, foi um
movimento:a)

a)de renovação das formas de expressão com a introdução de modelos norte-americanos.


b) influenciado pelo cinema internacional e pelas ideias propagadas nas universidades de São
Paulo e do Rio de Janeiro.
c) de contestação aos velhos padrões estéticos, às estruturas mentais tradicionais e um
esforço de repensar a realidade brasileira.
d) desencadeado pelos regionalismos nordestino e gaúcho, que defendiam os valores
tradicionais.
e) de defesa do realismo e do naturalismo contra as velhas tendências românticas.

2. A Semana de Arte Moderna (1922), expressão de um movimento cultural que atingiu todas
as nossas manifestações artísticas, surgiu de uma rejeição ao chamado colonialismo mental,
pregava uma maior fidelidade à realidade brasileira e valorizava sobretudo o regionalismo.
Com isso, pode-se dizer que:

a) romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos


da vida sertaneja.

b) a escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos.

c) movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa


realidade.

d) os modelos arquitetônicos do período buscaram sua inspiração na tradição do barroco


português.

e) a preocupação dominante dos autores foi com o retratar os males da colonização.

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