Você está na página 1de 28

QUESTÕES FREQUENTES

DO PACOTE TRIBUTÁRIO
2019 - 2020
I. QUESTÕES FREQUENTES
DO PACOTE TRIBUTÁRIO 2019 - 2020
QUAL O RACIONAL DAS ALTERAÇÕES DO PACOTE
TRIBUTÁRIO 2019 – 2020?

Os dados que têm sido considerados revelam que a evolução do


peso da receita fiscal não petrolífera sobre o PIB é de 6,2%, sendo um
registo inferior à média dos países da região da SADC, que tem sido de
aproximadamente 15% sobre o PIB. Esse registo revela a necessidade
de se induzir o crescimento da receita fiscal não petrolífera, ainda nos
anos de 2020 e 2021, tal como previsto no PDN 2018 - 2022.

Por outro lado, o abrandamento do crescimento económico tem


revelado a necessidade de concretizar políticas públicas no domínio
da melhoria do ambiente de negócios, atracção de investimentos,
maior racionalidade na distribuição da carga fiscal sobre as empresas
e sobre as famílias, visando assegurar a melhoria das condições
sociais das populações, o progresso social e a justa repartição dos
rendimentos e da riqueza nacional.

Assim sendo, do ponto de vista do seu racional, as alterações


legislativas compreendidas no Pacote Tributário 2019 – 2020, têm
como objectivos, por um lado, potenciar a receita fiscal não petrolífera,
relevante para o processo de consolidação fiscal, alargamento da
base tributária, e, por outro, assegurar o nivelamento da carga fiscal
das empresas e das famílias face a situação económica e social do
País.

Integram o pacote tributário, nessa primeira vaga, a Proposta de Lei


de alteração ao Código Geral Tributário, a Proposta de Lei de alteração
ao Código do Imposto sobre os Rendimentos do Trabalho e a Proposta
de Lei de alteração ao Código do Imposto Industrial.
II. CÓDIGO GERAL TRIBUTÁRIO
1. QUAL O RACIONAL DA ALTERAÇÃO AO CÓDIGO
GERAL TRIBUTÁRIO?

A experiência da sua implementação desde a sua aprovação em 2014


até a presente data tem revelado a necessidade de introduzirmos
alguns ajustamentos às normas do Código Geral Tributário, no sentido
de flexibilizar o procedimento tributário. Por outro lado, a evolução
recente da legislação fiscal, nomeadamente, com a aprovação do
IVA e do IEC, bem como das regras de submissão electrónica das
declarações desses impostos, justificam a necessidade de introduzir
a importante figura do domicílio fiscal electrónico.

Outro factor, não menos importante, tem a ver com o facto de as novas
formas de actuação dos contribuintes, nomeadamente, a adopção de
novas formas de fuga ao fisco, exigirem da Administração Tributária
a introdução de normas tendentes à desvalorização de condutas
fraudulentas e do planeamento fiscal ilegítimo e tornar o sistema
tributário mais consistente.

2. O QUE É QUE SE PRENTENDE COM


A INTRODUÇÃO DAS REGRAS ANTI – ABUSO?

Com a introdução das regras anti – abuso, pretende-se tornar


ineficazes, isto é, considerar sem efeito, para efeitos fiscais, os
negócios jurídicos celebrados com meios artificiosos ou fraudulentos,
resultantes de planeamento fiscal ilegítimo com vista à obtenção de
vantagens fiscais pelos contribuintes;
3. QUAL A NECESSIDADE QUE VISA
CONCRETIZAR A INTRODUÇÃO DO DOMICÍLIO
FISCAL ELECTRÓNICO?

Com a introdução da figura do domicílio fiscal electrónico visa-se


garantirmaior suporte legal às disposições regulamentares sobre
submissão electrónica das declarações, bem como o procedimento
tributário electrónico, em linha com os regimes do IVA, do IEC e
com as regras previstas nos Acordos para evitar a Dupla Tributação,
(ADT´s) celebrados nos últimos anos;

4. O QUE SE PODE ESPERAR, RELATIVAMENTE


AOS JUROS COMPENSATÓRIOS?

Com essa alteração pretende-se limitar o regime de contagem dos


juros compensatórios para o prazo máximo de 24 (vinte e quatro)
meses, nos casos de erro do sujeito passivo na declaração, apurado
em acção inspectiva, bem como a redução para 30% (trinta por cento)
do montante dos juros compensatórios devido, no caso de pagamento
espontâneo da dívida dentro do prazo de 15 (quinze) dias;

5. EM QUE CONDIÇÕES PODE OCORRER


A CADUCIDADE DOS BENEFICIOS FISCAIS?

Pode ocorrer a caducidade dos beneficios fiscais quando este respeite


à aquisição de qualquer bem que deve ser afecto directamente aos
fins da entidade adquirente mas que no entanto estes bens sejam
alienados dentros dos cinco anos posteriores a sua aquisição. Neste
caso, o contribiunte deverá proceder a liquidação e pagamento do
tributo do qual beneficiou da isenção, no prazo de 15 dias.
6. QUANDO É QUE O CONTRUINTE PODE
BENEFICIAR DE REDUÇÃO DOS JUROS?

Sempre que o contribuinte, espontaneamente, e dentro do prazo de 15


(quize) dias efectuar o pagameto da sua dívida irá beneficiar de uma
redução de 30% (trinta por cento) do montante de seria devido a título
de juros compensatórios.

7. QUAIS SÃO AS FORMAS DE PAGAMENTO


DAS DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS?

As dívidas tributárias podem ser pagas em numerário ou por cheque


visado, débito em conta, transferencias conta a conta, vale postal e
outros meios previstos por lei. O pagamento por numerário ou cheque
visado apenas podem ser efectuados em dívidas com valor até Kz.
350 000 (trezentos e cinquenta mil Kwanzas).
Salvo quando a obrigação tributária decorre de operações em
moeda estrangeira, o pagamento das prestações tributárias deve ser
efectuado em moeda nacional.

8. ALEM DO PAGAMENTO EXISTE ALGUMA


OUTRA FORMA DE EXTINÇÃO DE UMA DÍVIDA
TRIBUTÁRIA?

As dividas tributárias podem ser extintas por via da dação em


cumprimento. A dação em cumprimento é quando o devedor entrega
ao Estado um bem em espécie. Este procedimento só é adminitdo
por requerimento do interessado apresentado dentro do prazo para
pagamento voluntário ou em processo de execução fiscal.

9. QUAL O PRAZO PARA A AGT PROCEDER


A LIQUIDAÇÃO DE UM TRIBUTO?

A AGT só pode liquidar um tributo nos 5 (cinco) anos seguintes àquele


a que a materia colectavel diga respeitos. No entanto, este prazo é
ampliado para 10 (dez) anos quando o retardamento da liquidação
resultar de um crime tributário.
10. EM QUE PRAZO DEVEM O CONTRIBUINTE
SOLICITAR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO?

O prazo para solicitação de um crédito tributário é de 5 (cinco) anos.

11. A QUEM COMPETE A INSTRUÇÃO E DECISÃO


DO PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO NO CASO
DOS IMPOSTOS SOBRE A PROPRIEDADE OU
TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS?

Compete a Repartição Fiscal da localização dos bens ioóveis instruir


e decidir sobre o procedimento tributário. No entanto, os Grandes
Contribuintes podem cumprir todas as suas obrigações tributárias no
Serviço dos Grandes Contribuntes.

12. EM QUE MOMENTO DEVE SER EXERCIDO


O DIREITO DE AUDIÇÃO PRÉVIA (DAP)?

O direito de audição prévia deve ser exercido no prazo de 30 (trinta) dias,


a contar da notificação da conclusão da instrução do procedimento
ou do projecto de relatório com a justificação das correcções, antes de
ser proferida a decisão final cujo sentido lhe seja desfavorável, ainda
que parcialmente mediante e deve incidir sobre os factos objecto da
instrução cuja prova interesse à decisão.

A audição prévia é dispensada nos casos de meras correcções


aritméticas, quando a Administração não tem o dever legal de
decidir, no procedimento de produção de informação vinculativa,
no procedimento de transgressão tributária, nas situações de
indeferimento por extemporaneidade, no caso de a determinação
da matéria colectável e consequente liquidação se efectuarem
oficiosamente, com base em critérios objectivos previstos na Lei ou
sempre que o contribuinte já tiver pronunciado-se sobre as questões
que importam a decisão.
13. QUE OUTRAS ALTERAÇÕES IMPORTANTES
FORAM INCORPORADAS NO CGT?

Importa destacar ainda importantes alterações ao CGT, nomeadamente:

a) Revogação de algumas disposições de natureza penal,


nomeadamente, o crime de contrabando de mercadorias não
manifestadas ou declaradas, pelo facto de o seu conteúdo estar
abrangido pelo crime de contrabando de importação;

b) A obrigatoriedade de todas as intituições, públicas ou privadas,


prestarem todo tipo de informação à Administração Tributária,
sempre que lhes forem solicitadas, ainda que sejam informações
sujeitas ao dever de sigilo.

14. QUAL A RAZÃO DA ELIMINAÇÃO DO LIMITE


MÍNIMO E O ALARGAMENTO DO LIMITE MÁXIMO
NO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS
EM PRESTAÇÕES PRAZO DE CADUCIDADE DO
BENEFÍCIO FISCAL RESPEITANTE À AQUISIÇÃO
DE QUAISQUER BENS COM A CONDIÇÃO DA SUA
AFECTAÇÃO À DIRECTA REALIZAÇÃO DOS FINS
DA ENTIDADE ADQUIRENTE?

Por um lado, eliminou-se o limite mínimo de prestações pois,


entendemos que, quanto menor o número de prestações em muito
menos tempo a Administração poderá arrecadar as receitas para os
cofres do Estado, logo não faz sentido limitar o número mínimo de
prestações. Por outro lado, com o alargamento do limite máximo para
24 meses pretende-se conferir aos contribuintes maior conforto no
cumprimento das suas obrigações tributárias, permitindo assim que
os mesmos, em situações de dificuldades financeiras possam efectuar
o pagamento por um largo período de tempo.
15. PORQUÊ DISPENSAR A EXIGÊNCIA DE
PRESTAÇÃO DE GARANTIA NOS PAGAMENTOS
EM PRESTAÇÕES EM FASE DE PAGAMENTO
VOLUNTÁRIO?

Com esta medida pretende-se não onerar de forma excessiva o


contribuinte e conferir as vantagens que se pretende com a criação da
figura do pagamento em prestações, que é a de facilitar o contribuinte
que, em situações de dificuldades financeiras, não possa pagar a
dívida de uma única vez.

16. QUAL A RAZÃO DA ELEMINAÇÃO DO LIMITE


MÍNIMO E O ALARGAMENTO DO LIMITE MÁXIMO
NO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS EM
PRESTAÇÕES?

Por um lado, eliminou-se o limite mínimo de prestações pois,


entendemos que, quanto menor o número de prestações em muito
menos tempo a Administração poderá arrecadar as receitas para os
cofres do Estado, logo não faz sentido limitar o número mínimo de
prestações. Por outro lado, com o alargamento do limite máximo para
24 meses pretende-se conferir aos contribuintes maior conforto no
cumprimento das suas obrigações tributárias, permitindo assim que
os mesmos, em situações de dificuldades financeiras possam efectuar
o pagamento por um largo período de tempo.

17. PORQUÊ DISPENSAR A EXIGÊNCIA DE


PRESTAÇÃO DE GARANTIA NOS PAGAMENTOS
EM PRESTAÇÕES EM FASE DE PAGAMENTO
VOLUNTÁRIO?

Com esta medida pretende-se não onerar de forma excessiva o


contribuinte e conferir as vantagens que se pretende com a criação da
figura do pagamento em prestações, que é a de facilitar o contribuinte
que, em situações de dificuldades financeiras, não possa pagar a
dívida de uma única vez.
18. QUAL O MONTANTE MÁXIMO PODE
O CHEFE DE REPARTIÇÃO FISCAL DESONERAR
O CONTRIBUINTE EM SEDE DE RECLAMAÇÃO
ADMINISTRATIVA?

Sempre que a reclamação do contribuinte for atendida na totalidade


ou parte o chefe de Repartição Fiscal pode exonerar o sujeito passivo
da obrigação tributária do pagamento de importância até Kz. 10 000
000,00 (dez milhões de Kwanzas), devendo, no caso de valor superior
ao referido, a decisão do chefe de Repartição Fiscal ser confirmada
pelo Presidente do Conselho de Administração da AGT.

19. O QUE SE PRETENDE COM A REDUÇÃO


DO VALOR MÍNIMO DE LIQUIDAÇÃO PARA
KZ. 1 000,00 (MIL KWANZAS)?

Com esta medida pretende-se alargar a base tributária, arrecadando-


se o máximo de tributo possivel.

20. PARA ALÉM DA FORMA DOCUMENTAL


QUAIS OS OUTROS MEIOS PROBATÓRIOS
SÃO ADMISSIVEIS NO PROCEDIMENTO DE
RECLAMAÇÃO ADMINISTRATIVA?

Para além da forma documental são admitidos realizações de testes


informáticos ao sistema do contribuinte, exames periciais, bem como
outros elementos oficiais de que os serviços disponham.
21. QUAIS SÃO OS PRAZOS DOS PROCEDIMENTOS
TRIBUTÁRIOS (RECLAMAÇÃO E RECURSO
HIERÁRQUICO) PARA A ADMINISTRAÇÃO
TRIBUTÁRIA E PARA OS CONTRIBUINTES?

O prazo para os contribuintes apresentarem reclamação administrativa


ou recurso hierárquico é de 30 (trinta) dias contados a partir da
notificação e a Administração Tributária deve decidir os referidos
procedimentos no prazo de 60 (sessenta) dias. O prazo para os
contribuintes exercerem o direito de audição prévia é também de 30
dias.

22. EM QUE CIRCUNSTÂNCIA SE VERIFICA A


AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE CADUCIDADE DO
DIREITO DE LIQUIDAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
TRIBUTÁRIA?

O prazo de caducidade é ampliado para 10 (dez) anos quando o


retardamento da liquidação tiver resultado de crime.

23. EM QUE MOMENTO PODEM, OS


CONTRIBUINTES, EFECTUAR A DAÇÃO
EM CUMPRIMENTO?

A dação em cumprimento pode ser efectuada no processo ou


procediemtno tributário, mediante requerimento do interessado, no
prazo de pagamento voluntário ou em processo de execução fiscal.

24. POR QUANTO TEMPO DEVEM OS


CONTRIBUINTES CONSERVAR A SUA
INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICA E FISCAL?

Os contribuintes devem organizar e conservar a sua informação


contabilística e fiscal por um período de 5 (cinco) anos, pois é o prazo
que a Administração Tributária dispõe para controlar o cumprimento
das obrigações fiscais correspondente a determinado exercício.
25. QUAL O RACIONAL DA NORMA QUE
OBRIGA OS CONTRIBUINTES A INFORMAREM
À ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA AS CONTAS
BANCÁRIAS UTILIZADAS, NO EXERCÍCIO DAS
SUAS ACTIVIDADES?

Trata-se de uma norma imposta pelas melhores práticas


internacionais em matéria de combate à fraude e evasão fiscal bem
como ao branqueamente de capitais. Visa também ajustar o CGT às
necessidades do IVA, em particular, do IVA de Caixa.

26. QUAL O LIMITE PARA A APRESENTAÇÃO


DA DECLARAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO?

A declaração não pode ser substituida se o contribuinte tiver sido


anteriormente notificado do início de acção inspectiva.

27. COMO SÃO CALCULADOS OS JUROS


DE MORA SEM SEDE DE PAGAMENTO
EM PRESTAÇÕES?

Os juros de mora em sede de pagamento em prestações são calculados


sobre o valor da dívida tributária e rateado pelo tempo definido para
o seu pagamento.

28. QUE ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS PODERÃO


FLEXIBILIZAR O PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO?

Para flexibilização da relação entre a Administração Tributária e


o contribuinte, são alteradas algumas normas do procedimento
tributário, nomeadamente:

a) Revisão dos prazos do procedimento tributário, tanto para os


contribuintes como para a Administração Tributária, no sentido da
sua dilatação e adequação às reais capacidades organizativas;
b) A cobrança das multas resultantes do não pagamento do
tributo no próprio procedimento de liquidação e cobrança;

c) Aprimorar o regime de audição prévia, retirando-o dos


procedimentos de Reclamação Administrativa e Recurso
Hierarquico, bem como o estabelecimento de situaçãoes em
que o mesmo é dispensado;

d) Alterar o benefício da redução da multa aplicada em processo


de transgressão fiscal, reduzindo-a para 5% do montante mínimo
aplicável, no caso das multas pagas em fase da defesa;

e) Aprimorar o regime de compensação de dívidas tributárias por


créditos não tributários;

f) Alargar o leque das excepções ao dever de decisão que incumbe


à Administração, mediante inclusão de situações de petições
extemporâneas efectuadas pelos contribuintes, as quais deverão
também representar uma excepção ao dever de decisão.

29. QUE OUTRAS ALTERAÇÕES IMPORTANTES


FORAM INCORPORADAS NO CGT?

Importa destacar ainda importantes alterações ao CGT,


nomeadamente:

a) Revogação de algumas disposições de natureza penal,


nomeadamente, o crime de contrabando de mercadorias não
manifestadas ou declaradas, pelo facto de o seu conteúdo estar
abrangido pelo crime de contrabando de importação;

b) A obrigatoriedade de todas as intituições, públicas ou privadas,


prestarem todo tipo de informação à Administração Tributária,
sempre que lhes forem solicitadas, ainda que sejam informações
sujeitas ao dever de sigilo;
c) A fixação do limite de AOA 350 000,00 (trezentos e cinquenta
mil kwanzas) para os pagamentos de tributos mediante cheque
visados ou numerário, deixando de ser permitido o pagamento de
tributos por cheques normais;

d) A possibilidade de pagamento das prestações tributárias em


moeda estrangeira, nos casos em que as operações sujeitas a
impostos forem pagas em moeda estrangeira;

e) Redução do valor da multa para 25% (vinte e cinco por


cento), para os casos de não pagamento de qualquer prestação
ou da totalidade do tributo, dentro do prazo legal previsto para o
seu vencimento;

f) Redução de 8 (oito) para 5 (cinco) anos, do prazo de caducidade


do benefício fiscal que respeite à aquisição de bens com a
condição da sua afectação à directa realização dos fins da entidade
aquirente, devendo a liquidação ser feita no prazo de 15 (quinze) dias;

g) Obrigar os contribuintes a apresentarem as declarações e


quaisquer documentos sempre datados e assinados de modo
legível, pelo contribuinte ou seu representante

III. IMPOSTO SOBRE


O RENDIMENTO DO TRABALHO
1. QUAL O RACIONAL DA ALTERAÇÃO
AO CÓDIGO DO IRT?

De acordo com o que tem sido observado, a carga fiscal do IRT sobre
o PIB representa 1,2%, uma das mais baixas dos países da região da
SADC e dos países emergentes e produtores de petróleo, sendo certo
que o seu maior peso situa-se entre os rendimentos que variam de Kz.
34.450,00 (trinta e quatro mil e quatrocentos e cinquenta Kwanzas) e
230.000.00 (duzentos e trinta mil Kwanzas).
Assim, verifica-se ao nível do actual IRT uma falta de competitividade
fiscal resultante da dispersão, associada a reduzida progressividade
das suas taxas e o desfasamento dos níveis de rendimento sujeitos a
este imposto.

Actualmente constata-se uma grande concentração da carga fiscal


sobre os rendimentos mais baixos, uma vez que a progressividade
actual atinge rendimentos entre os Kz. 34.450,00 e Kz. 230.000,00,
fazendo com que os rendimentos acima desse último montante,
tenham, em teoria, um tratamento fiscal perverso e, consequentemente,
mais favorável.

Uma das mais importantes alterações do seu regime consiste na


reformulação da tabela de taxas aplicáveis aos rendimentos dos
contribuintes por conta de outrem, visando permitir desonerar os
rendimentos mais baixos, conservar a carga fiscal dos rendimentos
dos escalões intermédios e incluir alguma progressividade sobre os
rendimentos mais elevados.

2. EM QUE CONSISTIU O ALARGAMENTO


DA BASE DO IRT?

No âmbito das alterações introduzidas, as regalias ou benefícios


patrimoniais ou financeiros não incluídos na remuneração principal
passam a ser qualificadas como remuneração acessória que
concorrerem para a determinação da matéria colectável.

3. EM QUE TERMOS OS RENDIMENTOS


NÃO SUJEITOS FORAM AFECTADOS?

Quanto aos rendimentos não sujeitos, as novas regras os restringem


aos salários e outras remunerações devidas aos trabalhadores
eventuais agrícolas nacionais e os trabalhadores domésticos
angolanos. Ficam excluídos os rendimentos desta natureza auferidos
por trabalhadores estrangeiros.

4. QUAIS AS ALTERAÇÕES ASSINALÁVEIS


RELATIVAS AOS RENDIMENTOS ISENTOS?

Diferente das regras actualmente em vigor, quanto ao pessoal dos


serviços de organizações internacionais, a isenção passa apenas a
beneficiar os rendimentos auferidos pelo pessoal estrangeiro, nos
termos estabelecidos em acordos ratificados pelo órgão competente
do Estado.

5. QUAIS AS NOVAS REGRAS DE DETERMINAÇÃO


DA MATÉRIA COLETÁVEL DOS RENDIMENTOS DO
GRUPO B?

Quanto aos rendimentos pagos por pessoas singulares, colectivas ou


equiparadas que possuam contabilidade ou modelo de contabilidade
simplificada, a matéria colectável corresponde ao valor do serviço.

Quando os rendimentos são pagos por entidades sem contabilidade,


a matéria colectável é apurada pelo próprio sujeito passivo, com base
na sua contabilidade, modelo de contabilidade simplificada, registos
disponíveis sobre compras e vendas ou serviços prestados.

Os contribuintes do Grupo B que possuam modelo de contabilidade


simplificada ou livro de registo de compra e venda e serviços prestados
têm direito a deduzir 30% (trinta por cento) dos custos incorridos.
6. QUAL O TRATAMENTO DADO AOS
TRABALHADORES POR CONTA PRÓPRIO, QUE
DISPÕEM DE CONTABILIDADE ORGANIZADA,
E CONTRATAM SERVIÇOS ACIDENTAIS NOS
TERMSO DO CÓDIGO DO IMPOSTO INDUSTRIAL?

Relativame aos profissionais por conta própria, quando contratam


serviços acidentais, passam a estar obrigados a proceder à retenção
na fonte, nos termos das regras previstas no Código do Imposto
Industrial.

7. QUANTO AO PAGAMENTO, HÁ ALGUMA


ALTERAÇÃO RELATIVAMENTE AOS PRAZOS?

Relativamente ao pagamento, introduziu-se um prazo diferente em


relação ao Grupo C, que deixa de ser até ao final do mês de Fevereiro,
passando a ser até ao final do mês de Março.

8. QUAL O RENDIMENTO A SER CONSIDERADO


PARA EFEITOS DE ISENÇÃO DOS
TRABALHADORES POR CONTA DE OUTREM
(TABELA DO GRUPO A)?

Para efeitos de limiar de isenção, deixamos de considerar os 34.450,00


(trinta e quatro mil e quatrocentos e cinquenta Kwanzas) e passamos
a considerar 70.000.00 (setenta mil Kwanzas).

A par da isenção dos rendimentos acima citados, vale dar nota que
os rendimentos acima dos 70.000,00 Kwanzas até 200.000,00, onde se
encontram parte significativa dos trabalhadores/contribuintes, foram
protegidos, na medida em que dispõem de uma carga fiscal inferior,
passando a pagar menos imposto que actualmente.
9. QUAIS OS LIMITES DAS TAXAS QUE FORAM
CONSIDERADAS PARA A TABELA DO GRUPO A?

Para os contribuintes do grupo A passamos a ter o mínimo de 9% para


rendimentos a partir do excesso de 70 000,00 (Setenta mil Kwanzas)
e um máximo de 25% para rendimentos a partir de 10.000.000.00 (dez
milhões de kwanzas).

10. COMO SE JUSTIFICA A PROPOSTA DE


ELIMINAÇÃO DA ISENÇÃO DOS RENDIMENTOS
AUFERIDOS POR PESSOAS SINGULARES QUE
PRESTEM SERVIÇOS MILITAR?

A eliminação do regime de isenção dos rendimentos obtidos pelos


militares, enquanto contribuintes do grupo A tem como finalidade
garantir que todos os cidadãos que exercem alguma actividade
remunerada possam contribuir para o esforço de arrecadação de
receitas, garantindo, desse modo maior justiça fiscal.

Trata-se de uma medida que acompanha outra já em vigor, introduzida


pela Lei n.º 9/19 de 24 de Abril, que permitiu o alargamento da
tributação aos paramilitares.

11. QUAL A ARTICULAÇÕES QUE SE PROPÕEM


INTRODUZIR QUANTO AOS GRUPOS B E C DO
IRT COM O IMPOSTO INDUSTRIAL E OUTROS
REGIMES FISCAIS?

Para garantir maior coerência e harmonia de sistema, propõe-se que


os contribuintes dos grupos B e C estejam sujeitas à mesma carga
fiscal de 6,5% de retenção na fonte, quando vierem a prestar serviços
a sujeitos passivos que possuam contabilidade organizada.

Por outro lado, esses contribuintes passam a poder proceder ao


apuramento da sua matéria colectável, bem como submeter as suas
obrigações declarativas com base nas regras do Imposto Industrial,
nas circunstâncias em que possuam contabilidade organizada, isto é,
o lucro tributável consistirá na diferença entre todos os proveitos ou
ganhos realizados e os custos ou gastos incorridos no exercício.

Quando não possuírem contabilidade organizada, poderão submeter


por via do livro de registo de compra e venda de bens e serviços ou,
no limite pela tabela dos lucros mínimos.

12. QUAL É A TAXA APLICÁVEL À MATÉRIA


COLECTÁVEL DOS GRUPOS A E B NÃO SUJEITA
À RETENÇÃO NA FONTE, E QUAL O TRTAMENTO
DOS SERVIÇOS ACIDENTAIS CONTRADOS NOS
TERMOS DO ARTIGO 71. DO CÓDIGO
DO IMPOSTO INDUSTRIAL?

À matéria colectável dos Grupos A e B não sujeita à retenção na fonte


é aplicada a taxa de 25%.

Aos serviços acidentais contractados nos termos do artigo


71.º do Código do Imposto Industrial aplica-se a taxa nele previsto.

13. EM QUE CONSISTIU A ALTERAÇÃO


DA LISTA DE PROFISSÕES DE IRT?

A Lista de Profissões de IRT aplica-se ao Grupo B e enumera as


actividades desempenhadas por trabalhadores por conta própria.
A alteração a que foi sujeita vai permitir a sua extensão para
mais actividades que pela sua natureza devem ser chamadas à
tributação, garantindo uma melhor distribuição da carga fiscal
entre os contribuintes. Tratam-se essencialmente das actividade de
corrector, mediador, árbitro e treinador desportivo, preparadores
físicos, comentaristas, colunistas e articulistas, árbitros, mediadores,
conciliadores e outros intervenientes nos processos de resolução
extra-judicial de conflitos.
IV. IMPOSTO INDUSTRIAL
1. QUAL O RACIONAL DA ALTERAÇÃO AO CÓDIGO
DO IMPOSTO INDUSTRIAL?

A alteração ao Código do Imposto Industrial, visa, no geral, estimular


a sua produtividade sobre o PIB, adequar carga fiscal sobre o
rendimento das empresas, mediante a redução da taxa geral de 30%
para 25%, como forma de incrementar a sua competitividade no
plano da fiscalidade internacional, propiciando, com isso, uma maior
contribuição na atracção do investimento directo estrangeiro e para a
melhoria do ambiente de negócios.

Por outro lado, como forma de assegurar maior coerência, articulação


e harmonia no sistema tributário, a revisão do Imposto Industrial
elimina a lógica dos grupos de tributação A e B, e assegura maior
alinhamento com os regimes do IVA, nomeadamente o regime geral e
o regime transitório.

2. O QUE JUSTIFICA A ELIMINAÇÃO


DOS GRUPOS DE TRIBUTAÇÃO?

Em 2014, quando da entrada em vigor da actual legislação, a


fragmentação do imposto industrial em dois grupos de tributação,
designadamente, o grupo A e B justificava-se pelo facto de se ter
constatado algumas fragilidades por parte de algumas empresas,
designadamente a ausência de contabilidade organizada e, por
isso, foram enquadradas no Grupo B que contemplava um regime
transitório até 2017. Findo o regime transitório, inexistem razões que
justifiquem a permanência do grupo B.
3. QUAIS OS REGIMES QUE COMPREENDEM
O IMPOSTO INDUSTRIAL?

O imposto industrial compreende dois regimes: o regime geral


e o regime simplificado.

4. QUAIS AS OBRIGAÇÕES DOS CONTRIBUINTES


DO REGIME GERAL?

Os contribuintes enquadrados no Regime Geral devem obrigatoriamente


possuir contabilidade organizada. O Regime Geral engloba todos
os direitos e obrigações anteriormente exigíveis aos contribuintes
enquadrados no grupo A ou no Grupo B com contabilidade organizada,
designadamente, a determinação da matéria colectável com base na
declaração fiscal e demonstrações financeiras, nos termos do Código
de Imposto Industrial, do Plano Geral de Contabilidade, Planos de
Contas das Instituições Financeiras e Seguradoras, do Plano de
Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, das Sociedades
Gestoras e outros estabelecidos por legislação própria.

5. DE QUE FORMA SE ESTABELECE


A CORRESPONDÊNCIA DOS REGIMES DO
IVA COM O NOVO DESENHO DO IMPOSTO
INDUSTRIAL?

A alteração do Imposto Industrial compreende um regime geral que


visa cobrir e alinhar-se ao regime geral do IVA, quanto às obrigações
declarativas e um regime simplificado que deve abranger o regime de
não sujeição.

6. O QUE É O REGIME SIMPLIFICADO DO


IMPOSTO INDUSTRIAL?

Do ponto de vista da simplificação desse imposto, ao lado do regime


geral, baseado no apuramento dos rendimentos efectivos, consagra-
se, alternativamente, um regime simplificado de tributação, aplicável
às empresas com um volume de facturação inferior ou igual ao
equivalente em Kwanzas a USD 250 000 (empresas do regime
de não sujeição de IVA), que remete para fórmulas simplificadas
de apuramento da matéria colectável, inclusivamente tornando
dispensável a apresentação de alguns justificativos de custos por
parte do contribuinte.

7. O REGIME SIMPLIFICADO APLICA-SE


A GENERALIDADE DE EMPRESAS COM UM
VOLUME DE FACTURAÇÃO INFERIOR OU IGUAL
AO EQUIVALENTE EM KWANZAS A USD 250.000?

Excluem-se do regime simplificado: as empresas públicas, as


Instituições Financeiras as empresas sujeitas a regimes especiais
de tributação, as operadoras de telecomunicação e as empresas que
sejam filiais ou sucursais de empresa com sede no exterior.

8. COMO SE DETERMINA A MATÉRIA COLECTÁVEL


EM SEDE DO REGIME SIMPLIFICADO?

No Regime Simplificado a matéria colectável corresponde a todos


os proveitos ou ganhos, obtidos pelo sujeito passivo e é determinada
com base na contabilidade, no modelo de contabilidade simplificada
ou livro de registo de compra e venda e serviços prestados, nos termos
do presente Código.

Caso não seja possível determinar a matéria colectável nos termos


referidos no número anterior, a mesma deve corresponder ao volume
total de vendas e serviços prestados.

Na impossibilidade de identificação do volume total de vendas e


serviços prestados, a matéria colectável corresponde ao volume total
de compras e serviços adquiridos.
9. QUAIS AS DEDUÇÕES ACEITES NO REGIME
SIMPLIFICADO?

Os contribuintes do regime simplificado que possuam contabilidade


sujeitam-se, com as devidas adaptações, às regras aplicáveis ao
apuramento da matéria colectável dos contribuintes do regime geral
deste Imposto.

Os contribuintes deste regime que possuam modelo de contabilidade


simplificada ou livro de registo de compra e venda e serviços prestados
têm direito a deduzir 30% (trinta por cento) dos custos incorridos.

Os contribuintes deste regime que não possuam contabilidade,


modelo de contabilidade simplificada ou livro de registo de compra
e venda e serviços prestados não têm direito a dedução de custos
incorridos.

Os contribuintes do regime simplificado de tributação que submetam


electronicamente as suas declarações fiscais passam a deduzir 10%
das suas despesas administrativas relacionadas com a aquisição
de aplicativo informático, respectivas licenças e contratação de
contabilista.

10. QUAL O PRAZO DE SUBMISSÃO DA


DECLARAÇÃO E PAGAMENTO NO REGIME
SIMPLIFICADO?

Os contribuintes sujeitos ao regime simplificado de tributação


apresentam anualmente até ao último dia útil do mês de Abril, a
Modelo de Declaração Simplificada ou o Livro de registo de compra e
venda e serviços prestados, coincidindo com o prazo de pagamento.
11. QUAIS AS ALTERAÇÕES RELATIVAS
A DOCUMENTAÇÃO DE CUSTOS?

O agravamento da taxa para 50% aplicável aos custos incorridos


com despesas confidenciais passa a ser aplicável apenas nas
circunstâncias em que estas despesas originem um proveito na esfera
de um sujeito passivo isento ou não sujeito a tributação em sede do
Imposto Industrial.

12. QUAL O NOVO LIMITE DE AMORTIZAÇÕES


PARA VIATURAS LIGEIRAS DE PASSAGEIROS
OU MISTAS?

Às viaturas ligeiras de passageiros ou mistas o limite de amortização


fiscalmente aceite cresceu de Kz. 7 000 000 para Kz. 20.000.000.

13. QUAL O RACIONAL DA EXCLUSÃO DA


CONSTITUIÇÃO DE PROVISÕES RELATIVAS
A CRÉDITOS GARANTIDOS?

Trata-se de uma medida anti-abuso que pretende inibir a prática de


planeamento fiscal abusivo por parte dos contribuintes, porquanto
constitui um duplo beneficio injustificável a possibilidade de os
créditos com garantias poderem deduzir, mediante a constituição de
provisões. Este beneficio deve aproveitar apenas aos créditos sem
garantia, ou nos casos em que a garantia não cubra a totalidade do
crédito.
14. O QUE AS NOVAS REGRAS DETERMINAM AOS
CONTRIBUINTES CUJA MATÉRIA COLECTÁVEL
É DETERMINADA COM BASE NO MÉTODO
INDIRECTO?

Aos contribuintes cuja matéria colectável é determinada com base


no método indirecto não se lhes aproveita quaisquer benefícios de
dedução.

15. RELATIVAMENTE AO REPORTE DE PREJUÍZOS


FISCAIS E INVESTIMENTOS DE RESERVAS
VOLUNTÁRIAS, QUE ALTERAÇÕES SE DESTACAM?

Com a entrada em vigora das novas regras, os prejuízos verificados em


determinado exercício são deduzidos à matéria colectável, havendo-
os, de um ou mais, dos 5 (cinco) anos posteriores.

Sobe de 3 (três) para 5 (cinco) os exercícios dentro do qual é dedutível


à matéria colectavel os lucros levados a reservas de investimento
e reinvestidos em instalações ou equipamentos novos, afectos à
actividade produtiva.

Quando o reinvestimento for feito em Luanda, Lobito ou nas capitais


de províncias pode-se deduzir até 40% e quando feito fora das capitais
da província, pode-se deduzir até 80% do valor reinvestido.

16. A OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO


DE RELATÓRIO E O PARECER DE PERITO
CONTABILISTA PREVALECE?

Está revogada a norma constante no n.º 5 do artigo 51.º do Código de


Imposto Industrial que obriga a apresentação do relatório e o parecer
de perito contabilista sobre as demostrações financeiras.
17. QUAL O PRAZO EM QUE PODE SER ABATIDO
O CRÉDITO RESULTANTE DO PAGAMENTO
PROVISÓRIO SOBRE A PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS?

No apuramento final do Imposto Industrial, que ocorre com a entrega


da Declaração Modelo 1 ou a Modelo de Declaração Simplificada, se
for apurado e confirmado pela Administração Tributária, montante
de imposto inferior ao imposto pago provisoriamente no decurso
do exercício, este crédito pode ser abatido à colecta dos exercícios
seguintes. As regras anteriores limitavam este direito ao prazo de
caducidade.

18. A PROPOSTA DE REDUÇÃO DA TAXA GERAL DE


30% PARA 25% NÃO CONTRARIA A NECESSIDADE
DE AUMENTO DA RECEITA NÃO PETROLÍFERA?

A observação que tem sido feita à trajectória do sistema tributário


desde 2014 revela que a redução da taxa nominal desse imposto
contribui para maior expansão e adesão de contribuintes ao sistema,
propiciando, desse modo o alargamento da base tributária.

Refira-se que a prática internacional tem demostrado que é possível


desenhar alterações fiscais, orientadas para a simplificação do
sistema e para a descida de taxas de imposto relativamente neutras
em termos orçamentais e com significativos resultados positivos na
dinamização da economia e na criação de emprego a médio e longo
prazo.
19. QUAIS SÃO AS OUTRAS TAXAS PROPOSTAS?

Além da redução da taxa geral de 30% para 25%, é introduzida uma


taxa especial de 35% para os rendimentos provenientes de actividades
do sector bancário e seguros, operadoras de telecomunicações
e empresas petrolíferas angolanas, por se tratarem de sectores
considerados de alto rendimento, se compararmos com os demais
sectores da economia nacional que enfrentam graves problemas
financeiros, carecendo, por isso, de uma lufada de ar fresta traduzida
na redução da taxa geral de 30% para 25%, como acima referido.

20. QUAL A PRETENSÃO QUE PRETENDE ATINGIR


COM O AUMENTO DA TAXA DOS SERVIÇOS
ACIDENTAIS?

O incremento da taxa dos serviços acidentais de 6,5% para 15%,


tem como finalidade reduzir o nível fuga e evasão fiscal, bem como
promover a atracção de investimento directo estrangeiro, fazendo
com que os investidores se estabilizem no país.

21. DE QUE FORMA AS ALTERAÇÕES AO CÓDIGO


DO IMPOSTO INDUSTRIAL SALVAGUARDAM
O QUADRO FISCAL DAS MICRO, PEQUENAS
E MÉDIAS EMPRESAS?

Com as alterações ao Código do Imposto Industrial, as Micro,


Pequenas e Médias Empresas passam a poder seguir as regras de
apuramento da matéria colectável do seu imposto, com base em
elementos contabilísticos, quando destes estejam dotados, bem como
a submeter de forma electrónica as suas obrigações declarativas,
mantendo, contudo, as suas vantagens fiscais de redução das taxas,
mediante certificação com base na respectiva Lei das MPME´s.
22. QUAL A TAXA PROPOSTA PARA AS
ACTIVIDADES AGRÍCOLAS E SIMILARES, COM
VISTA A SUA GALVANIZAÇÃO E INCENTIVO?

Para os sectores agrícola, pecuário, piscatório e similares, propõe-se


a redução da taxa de 15% para 10%. A montante de outros incentivos
actualmente existe no âmbito de outros programas existente,
pretende-se com esta medida potenciar o sector agrícola e similares,
garantido as condições a manutenção da actividade dos agentes
investidores no sector.

23. QUAL A MULTA APLICÁVEL AO PAGAMENTO


FORA DO PRAZO?

As novas regras reduzem o montante da multa a ser paga pelo não


pagamento do imposto dentro do prazo legal previsto para o seu
vencimento para 25% (vinte e cinco por cento) do imposto em falta.