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TERMO DE REFERÊNCIA DE ARQUITETURA E ENGENHARIA

Sumário do Termo de Referência


1. Objetivos
2. Situação atual do Armazém III do extinto IBC
3. Produtos a serem entregues
4. Prazos para entrega dos produtos
5. Formato dos produtos a serem entregues
6. Direitos autorais e propriedade do projeto
7. Encaminhamento das propostas aos serviços objeto deste Termo de Referência
8. Requisitos para participação no certame e critérios de seleção
9. Diretrizes (Programa de Necessidades, explicitado pelo Cliente)

1. Objetivos

O objetivo do Termo de Referência para Arquitetura e Engenharia do Armazém Digital,


que corresponde ao Capítulo IX do Termo de Referência Geral do Projeto Armazém
Digital de Maringá, é o de instruir a contratação de empresa de arquitetura e engenharia
para elaborar o Estudo Preliminar e o Anteprojeto da reforma do Complexo Armazém
Digital.

O Complexo Armazém Digital é definido como o conjunto formado pelo Armazém III e
prédios e áreas adjacentes, situados em lote de cerca de 8,6 hectares, do extinto IBC –
Instituto Brasileiro do Café, cedido pela União à Prefeitura Municipal de Maringá.

A reforma do Complexo Armazém Digital visa transformar esse espaço na base física do
Parque Tecnológico per se, a ser denominado “Armazém Digital”.

Os termos Estudo Preliminar e Anteprojeto são definidos no documento Roteiro para


Desenvolvimento do Projeto de Arquitetura da Edificação, aprovado na 77ª Reunião do
Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB, em Salvador, Bahia.1

Os conceitos de Parque Tecnológico e as diretrizes que expressam a expectativa


(programa de necessidades) quanto ao trabalho a ser contratado encontram-se
descritos no presente Termo de Referência.

Em síntese, este Termo de Referência (TOR) instrui a realização das etapas descritas no
fluxo a seguir:

1
Disponível em: www.iab.org.br/sites/default/files/documentos/roteiro-arquitetonico.pdf

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2. Situação atual

O Complexo do Armazém Digital conta com um armazém do extinto IBC – Instituto


Brasileiro do Café, construído nas décadas de 1940/1950, cedido pela União à
Prefeitura Municipal de Maringá. Esse armazém, a seguir denominado Armazém IBC
III, tem uma área total construída de 31.859,15 m 2 e está situado numa área de
86.460 m2, na qual há também pequenos prédios de apoio, vias de acesso e áreas
verdes.

Não foram encontrados levantamentos recentes quanto a aspectos qualitativos ou


quantitativos das condições físicas do Armazém IBC III.

3. Produtos a serem entregues

3.1. Estudo Preliminar para o Complexo Armazém Digital.

O Estudo Preliminar, conforme documento do IAB acima mencionado, constitui a


configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a obra (partido),
considerando as principais exigências contidas no programa de necessidades do
Contratante, apresentado no Item 9 deste TOR.

O Estudo Preliminar deverá receber a aprovação do Contratante como condição para a


continuação dos trabalhos.

O Estudo Preliminar deverá descrever o partido arquitetônico proposto para o Complexo


Armazém Digital.

Admite-se que partido arquitetônico envolva o conjunto de diretrizes


gerais que serão determinantes para o projeto arquitetônico, tais como
programa do edifício, conformação topográfica do terreno, a orientação e
o clima, o sistema estrutural adotado, as condições locais, a verba
disponível, as codificações das posturas que regulamentam as
construções, o entorno da obra, as intenções plásticas do arquiteto e a
proposição de soluções para atender as diretrizes explicitadas pelo
cliente. O partido arquitetônico diz respeito, assim, à distribuição das
massas construídas no terreno, aos volumes das edificações, à proporção
entre cheios e vazios, às superfícies iluminadas e sombras, e aos
principais materiais e técnicas construtivas a serem empregados e como
o conjunto atende expectativas e diretrizes do cliente.2
Deverá compor ainda o Estudo Preliminar a perspectiva da obra, tanto
para o espaço interno como para o espaço externo.

2
Definição inspirada em:
 www.arkitekturbo.arq.br/dicionario_por/busca_por.php?letra=partido%20arquitet%F4nico
 Mario Biselli. Teoria e prática do partido arquitetônico. Arquitextos 134.00 - ano 12, jul. 2011, ISSN 1809-6298:
www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.134/3974

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3.2. Anteprojeto para o Armazém III do Complexo Armazém Digital (AD)

O Anteprojeto para o Armazém III, do Complexo Armazém Digital, deverá apresentar o


resultado da análise das condições físicas do Armazém III e descrever as intervenções
necessárias, de arquitetura e engenharia, visando à implementação do Parque
Tecnológico Armazém Digital, contemplando, no mínimo, os seguintes aspectos:

3.2.1. Fundações (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.2. Estrutura metálica (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.3. Cobertura (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.4. Piso (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.5. Paredes laterais e portões laterais (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.6. Infraestrutura elétrica (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.7. Infraestrutura de telecomunicações (Armazém III)


 Situação atual

5
 Intervenções necessárias, principalmente visando atender às empresas
individualmente e com o nível de qualidade que a especialização da área de TIC
requer
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.8. Infraestrutura de água potável (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias, principalmente visando atender às empresas
individualmente
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.9. Infraestrutura de esgoto (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.10. Infraestrutura de águas pluviais (Armazém III)


 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.11. Infraestrutura de condicionamento de ar (apenas resfriamento (Armazém III))


 Situação atual
 Intervenções de infraestrutura necessárias para dotar todos os ambientes
(conforme partido arquitetônico proposto) com ar condicionado tipo spliter
 Estimativa de custos das intervenções de infraestrutura
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.12. Infraestrutura de segurança para atendimento a normas quanto a acessibilidade


por portadores de deficiências, prevenção e planos de fuga no caso de incêndios,
desastres e situações de emergência pública, conforme partido arquitetônico proposto
(Armazém III)
 Situação atual
 Intervenções de infraestrutura necessárias
 Estimativa de custos das intervenções de infraestrutura
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.13. Síntese de intervenções sugeridas quanto a implementar o Armazém III,


respeitando o partido arquitetônico proposto e buscando o maior respeito possível ao
meio ambiente associada a redução do custo de operação mediante abordagens como,
por exemplo:

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 Aproveitamento da água pluvial para descargas em banheiros e irrigação de
jardins;
 Uso racional da água potável;
 Aproveitamento de energia de fontes renováveis e uso racional de energia
elétrica, como uso de placas de células fotovoltaicas e lâmpadas de LEDs para
iluminação de locais públicos, uso de iluminação zenital mediante captação de
luz solar e transmissão para ambientes internos por condutores ópticos,
aquecimento de água por placas expostas ao sol;
 Uso de materiais e técnicas construtivas que reduzam ou absorvam o ruído do
meio ambiente, inclusive o produzido pela chuva na cobertura do Armazém;
 Uso de materiais e técnicas construtivas que propiciem maior conforto
ambiental e reduzam o consumo de energia, como os que propiciarem maior
isolamento do ambiente interno em relação ao aquecimento na cobertura do
Armazém;
 Sistemática de recolhimento seletivo de resíduos e sua entrega aos serviços de
recolhimento de lixo em Maringá;
 Não utilização de espelhos d’água decorativos ou fontes e jardins suntuosos, cuja
manutenção é, em geral, dispendiosa;
 Não utilização de janelas para o exterior que requeiram manutenção
especializada e dispendiosa, como janelas com grandes áreas de vidro contíguo
e de difícil acesso para limpeza:

 Situação atual
 Intervenções de infraestrutura necessárias
 Estimativa de custos das intervenções de infraestrutura
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.2.14. Síntese de intervenções sugeridas quanto a implementar o Armazém III


respeitando o partido arquitetônico proposto e buscando assegurar maior segurança
possível mediante abordagens como, por exemplo:

(a) Sistema na Portaria Geral do Complexo do AD que permita efetuar seleção aleatória
de pessoas que entram no Armazém III para que se identifiquem e passem por detector
de metais;
(b) Sistema nas entradas do Armazém III que permita efetuar seleção aleatória de
pessoas que entram para que se identifiquem e passem por detector de metais;
(c) Sistema que permita o controle de entrada de pessoas nas áreas destinadas a
empresas de TIC e empresas e profissionais de suporte técnico e administrativo;
(d) Sistema de rede de dados e geradores de energia.

 Situação atual
 Intervenções de infraestrutura necessárias
 Estimativa de custos das intervenções de infraestrutura
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

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3.3. Anteprojeto para o restante das áreas do Complexo Armazém Digital

O Anteprojeto para o restante das áreas do Complexo Armazém Digital (isto é, a parte
externa do Armazém Digital) deverá apresentar o resultado da análise das condições
físicas dessas áreas e descrever as intervenções necessárias, de arquitetura e
engenharia, visando à implementação do Parque Tecnológico Armazém Digital,
contemplando, no mínimo, os seguintes aspectos:

3.3.1. Prédios auxiliares no lote de 8,6 hectares do Complexo Armazém Digital, além do
Armazém III, incluindo, em especial, o prédio da Portaria Principal, para o qual deverá
ser considerada a preservação da memória histórica do Armazém e as funções que
deverá desempenhar como controle de entrada e fornecimento de informações.
 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.3.2. Plano Diretor Urbanístico no lote de 8,6 hectares do Complexo Armazém Digital,
incluindo portaria geral de acesso, vias de acesso e rolamento, estacionamentos (para
automóveis, caminhões, ônibus, motocicletas e bicicletas), heliporto, ciclovia interna e
conexão com sistema de ciclovias de Maringá, pistas para corridas e caminhadas,
quiosques para trabalho ao ar livre e para descontração e ginástica, conexão com o
sistema de transporte público de Maringá, conexões com vias públicas externas
existentes e previstas – inclusive as do projeto Eurogarden (com base em informações a
serem obtidas pela contratada), medidas para acessibilidade de portadores de
deficiências ou de necessidades especiais, e iluminação da área externa do Complexo do
Armazém Digital (área ainda pouco ocupada, e que deverá levar consideração o trânsito
de pessoas em toda a sua extensão, incluindo estacionamentos, vias e calçadas até as
áreas destinadas à conexão com a rede de transporte público de massa e taxis).

 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.3.3. Jardins e áreas verdes no lote de 8,6 hectares do Complexo Armazém Digital
 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.3.4. Infraestrutura de saneamento e energia elétrica no lote de 8,6 hectares do


Complexo Armazém Digital
 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

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3.3.5. Cercas, portões de acesso e outros itens de segurança e atendimento a normas
quanto a incêndios, desastres e situações de emergência pública no lote de 8,6 hectares
do Complexo Armazém Digital, considerando que todo perímetro do Complexo deverá
ser cercado e as questões de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais.
 Situação atual
 Intervenções necessárias
 Estimativa de custos das intervenções
 Sugestões de opções, se julgadas relevantes, como contribuição ao Comitê Gestor.

3.4. Programa de necessidades


 Documento de programa de necessidades
 Planilha de quantitativos para informação de base financeira (orçamento
preliminar).
 Compatibilização dos projetos elaborados – trata-se de uma etapa importante tanto
para o bom andamento da obra como para a adequação dos custos ao orçamento
geral do projeto. Nesse caso, a empresa proponente deverá se comprometer em
tratar todos os projetos gerados consolidando-os e providenciando o alinhamento
necessário entre os mesmos.

4. Prazos para entrega dos produtos


Os produtos indicados no item 3 acima deverão ser entregues nos seguintes prazos:

Produto 3.1. Estudo Preliminar: até o dia 16 de junho de 2014;

Produto 3.2. Anteprojeto do Armazém Digital: até 15 de agosto de 2014.

Produto 3.3. Anteprojeto das áreas restantes (externas) do Complexo Armazém Digital:
até 15 de agosto de 2014.

Produto 3.4. Programa de necessidades do Complexo Armazém Digital: até 15 de agosto


de 2014.

Durante o processo de execução das atividades previstas para a geração de cada um dos
produtos acima a Empresa deverá apresentar relatório intermediários e as prévias das
propostas em estudo.

5. Formato dos produtos

 Os produtos deverão ser entregues no formato de Cadernos de Encargos, em


formato impresso e digital, descrevendo todos os aspectos demandados neste
Termo de Referência.

 Adicionalmente, deverão ser apresentadas plantas digitais que permitam


visualização espacial, com simulação de terceira dimensão, de modo a permitir

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melhor compreensão das soluções propostas e facilitar a divulgação da
transformação do Complexo Armazém Digital num Parque Tecnológico.

6. Direitos autorais e propriedade do projeto

 A Contratada será detentora dos direitos autorais do partido arquitetônico


proposto para o Armazém Digital e para o Complexo do Armazém Digital.
 A Contratante será a proprietária do projeto elaborado pela Contratada e poderá
utilizá-lo conforme lhe aprouver, no todo ou em parte, e poderá inclusive
modificar o projeto e divulgá-lo publicamente.
 Na divulgação do projeto, a Contratante fará menção à Contratada como autora
do projeto original.

7. Encaminhamento das propostas aos serviços objeto deste Termo de Referência

As empresas interessadas em prestar os serviços descritos neste Termo de Referência


deverão apresentar sua proposta em conformidade como o modelo descrito a seguir:

Proposta para prestação de serviços descritos no Termo de Referência (TOR) de


Arquitetura e Engenharia do Armazém Digital

A. Razão Social do proponente, CNPJ, endereço, telefones, portal na Internet, e-


mails;
B. Nome do Coordenador Geral dos serviços, telefone e e-mails;
C. Descrição sucinta da empresa proponente, destacando serviços que tenham
semelhança com os demandados no TOR;
D. Equipe técnica: descrição da equipe técnica que será responsável pela prestação
dos serviços objeto do TOR, indicando a formação técnica, experiência e as
funções junto ao projeto, sendo que a equipe poderá incluir profissionais de
outras empresas, que atuarão sob a responsabilidade da empresas proponente.
E. Proposta de custo e prazos: indicação da proposta de custo conforme planilha a
seguir. O valor total máximo dos serviços será definido pelo Comitê Gestor do
projeto.

Produto Custo do serviço (R$) Prazos previstos para a


entrega dos produtos*
Produto 3.1. Estudo Preliminar
16 de junho de 2014

Produto 3.2. Anteprojeto do Armazém Digital


15 de agosto de 2014

Produto 3.3. Anteprojeto das áreas restantes


(externas) do Complexo Armazém Digital 15 de agosto de 2014

Produto 3.4. Programa de necessidades do


Complexo Armazém Digital (com orçamento 15 de agosto de 2014
preliminar)
Total

10
Cada um dos Produtos constantes da tabela acima que a empresa entregar deverá vir
acompanhado de um termo que garanta a qualidade técnica bem como possibilidade de
acolhimento de eventuais ajustes por um prazo de até 90 dias, contados após a entrega do
respectivo produto.

F. Cópia do Contrato Social;


G. Cópia de Certidões de Regularidade da empresa;
H. Declaração de que não emprega menores de idade;
I. Declaração do Responsável Técnico indicando que aceita a função e dispõe de
tempo para executar os serviços propostos;
J. Declaração com indicação do prazo de garantia dos trabalhos;
K. Apresentação das perspectivas referentes às soluções externas e internas
propostas;
L. Declaração de que a empresa aceita as condições do Termo de Referência (TOR),
com local, data e assinatura do responsável legal pela empresa.

8. Requisitos para participação no certame e critérios de seleção

Requisitos:

Para a Manifestação de Interesse:


 A empresa deve ter objetivos, no seu contrato social, compatíveis com a
prestação de serviços objeto do TOR;
 A empresa deve estar em operação contínua há pelo menos 3 (três) anos;

Critérios de classificação: Será escolhida a empresa considerando-se a aplicação dos


critérios descritos na Tabela IX.1.

Tabela IX.1 Critérios de classificação


Item Critérios que serão observados na seleção das Empresas de Arquitetura e
Engenharia
1 Experiência comprovada da empresa em projetos com propósitos
semelhantes aos dos serviços descritos no TOR, aceitos pela Comissão
Julgadora.
2 Responsável técnico com experiência comprovada em projetos com
propósitos semelhantes aos dos serviços descritos no TOR, aceitos pela
Comissão Julgadora.
3 Adequação da Equipe Técnica proposta, a critério da Comissão Julgadora.

4 Menor preço global

5 Adequação entre conteúdo da proposta, orçamento e cronograma de


execução
6 Mérito, originalidade e relevância da proposta quanto ao atendimento às
exigências e diretrizes contidas neste Termo de Referência.
7 Adequação das perspectivas internas e externas às exigências e diretrizes
contidas neste Termo de Referência.

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9. Diretrizes quanto aos serviços a serem elaborados

Diretriz 1: A reforma do Complexo Armazém Digital (formado pelo Armazém IBC III e
prédios e áreas adjacentes, em terreno de cerca de 8 hectares) deve considerar que
esse complexo constituirá o Espaço de Inovação III de Maringá.

a) Um Espaço de Inovação (ESPIN) de Maringá é definido como uma área física com as
seguintes características:
 Conta com uma concentração significativa de empresas intensivas em
conhecimento e inovadoras e outros atores da inovação,3 bem como com
empresas e profissionais especializados que prestam serviços técnico-
administrativos ao primeiro grupo, todos denominados genericamente de
“empresas residentes” e que devem atuar em forte sinergia entre si e com
homólogos instalados em outros locais;
 Conta com uma governança formal que promove essa sinergia entre as empresas
residentes e oferece ou disponibiliza, aos residentes no ESPIN, serviços de valor
agregado, tais como acesso a áreas físicas e infraestrutura de qualidade, acesso
a projetos cooperativos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico
em domínios avançados do conhecimento;
 Conta com serviços ancilares de apoio, tais como restaurantes, lanchonetes,
comércio de conveniência, e serviços de segurança.

b) O Espaço de Inovação III de Maringá é constituído inicialmente pelo Complexo


Armazém Digital e deverá contar com os seguintes elementos:

 Empresas intensivas em conhecimento e inovadoras no setor de TIC, com


compromisso de atuar em sinergia entre si e com outros atores da inovação no
ESPIN e em outros locais;
 Centros corporativos de P&D;
 Laboratórios de suporte a projetos cooperativos de P&D, que idealmente
reúnam empresas, academia e governo;
 Empresas e profissionais prestadores de serviços técnicos e administrativos
(incluindo temas como assistência jurídica, apoio a marketing e contabilidade)
às empresas intensivas em conhecimento e projetos de P&D situados no ESPIN
III Maringá e em outros locais;
 Praça de Convivência com restaurantes, cafés e comércio de conveniência, capaz
de atender aos profissionais, clientes, usuários do complexo do AD, bem como a
visitantes em geral;
 Espaço para reuniões, eventos e exposições, incluindo um ou mais auditórios,
salas compartilhadas para reuniões e cursos e área para pequenas mostras;
 Serviços ancilares, tais como posto médico de emergência; creche; academia de
ginástica; bancos e caixas eletrônicos; postos de correios, seguros e viagens;
cursos de idiomas; e áreas de descontração e apoio à criatividade;
 Museu sobre a evolução do setor de TIC;
 Salas para cursos de inclusão digital para atender a população dos bairros e
cidades adjacentes;

3 Tais como empresas intensivas em conhecimento, instituições de ensino superior e técnico, instituições de P&D.

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 Salas de videoconferência;
 Em área externa: portaria, jardins, ruas internas, estacionamentos, ciclovias,
aleias para caminhadas, posto de serviços e oficina para veículos e bicicletas, e
pequenos bosques.

c) O Espaço de Inovação III Maringá constitui um Parque Tecnológico per se, e poderá
futuramente ser parte de um Parque Tecnológico disseminado na Região
Metropolitana de Maringá. Nesse sentido, o ESPIN III Maringá poderá transcender
o Complexo Armazém Digital modo a dispor de uma Base Física mais ampla.

Diretriz 2: A reforma do Complexo Armazém Digital deve torná-lo funcional e atraente


para todo o seu público-alvo e para potenciais investidores, considerando:

a) O público-alvo do Complexo Armazém Digital é constituído por:

 Entidades e profissionais técnicos, em especial:


 Empresas intensivas em conhecimento e inovadoras no setor de TIC
(Tecnologia da Informação e Comunicações);
 Unidades de instituições de ensino superior e técnico no Setor de TIC;
 Instituições públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação;
 Centros empresariais de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico
(P&D) no setor de TIC;
 Empresas e profissionais liberais que atuem no apoio às empresas residentes
no Armazém Digital;
 Unidades de decisão e de P&D de empresas que são clientes relevantes das
empresas intensivas em conhecimento, no Setor de TIC, residentes no
complexo do AD.

 Empresas de serviços ancilares às entidades e profissionais técnicos acima, tais


como restaurantes, lanchonetes, comércio de conveniência, agências bancárias
e caixas eletrônicos, agências de correios, agências de seguros, posto de serviços
médicos de urgência, creche, academia de ginástica, salão de beleza e barbearia,
e outros serviços de apoio;
 Museu sobre a evolução do Setor de TIC;
 Clientes e usuários das entidades relacionadas nos itens acima.

Diretriz 3. A reforma do Complexo Armazém Digital deve considerar os seguintes


principais aspectos qualitativos, estimados:

a) Áreas: Estudos preliminares indicam que, dos 30.000 m² do Armazém III, deve
ser prevista a seguinte divisão de áreas funcionais:

 20.000 (vinte mil) m² de área, na superfície do Armazém III, para:


 Empresas intensivas em conhecimento e inovadoras no setor de TIC;

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 Centros empresariais de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico
(P&D) no setor de TIC;
 Empresas e profissionais liberais que atuem no apoio às entidades residentes
no Armazém Digital;
 Unidades de decisão e de P&D de empresas que são clientes relevantes das
empresas intensivas em conhecimento, no Setor de TIC, residentes no
complexo do AD.

Observar que as empresas no setor de TIC apresentam elevadas taxas de


crescimento. Assim, deverá ser considerada a possibilidade de construção de
mezaninos que permitam ampliar a área para essas empresas e, simultânea e
idealmente, permitir algum contacto visual entre os profissionais de cada
empresa que estejam no térreo e aqueles que trabalharem no mezanino, como
indicado abaixo.

Figura IX.1. Indicação de mezanino.

Mezanino empresa A Mezanino empresa B


Empresa A Empresa B

 10.000 (dez mil) m² de área, na superfície do Armazém III, para o Espaço de


Convivência, incluindo elementos como:

 Serviços ancilares, incluindo restaurantes, cafés, comércio de conveniência,


posto médico de emergência, creche, academia de ginástica, bancos e caixas
eletrônicos, correios, agências de seguros e viagens, cursos de idiomas, capaz
de atender aos profissionais, clientes, usuários e visitantes do Complexo
Armazém Digital;
 Auditórios, salas compartilhadas para reuniões e cursos, e áreas para
exposições, eventos e pequenas mostras;
 Áreas de descontração e apoio à criatividade, como as sugeridas em centros
de desenvolvimento da empresa Google;
 Museu sobre a evolução da economia regional, do café para o setor de TIC;
 Salas para cursos de inclusão digital para atender a população dos bairros e
cidades adjacentes;
 Unidades de instituições de ensino superior e técnico no Setor de TIC;
 Instituições públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação;
 Área de 400 m2 de área destinada à Secretaria de Desenvolvimento
Econômico da Prefeitura Municipal de Maringá;
 Banheiros coletivos e individuais.

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Deverá ser considerada a possibilidade de construção de mezaninos que
permitam ampliar a área para os elementos acima relacionados mediante
mezaninos, incluindo um ou mais elevadores de modo a assegurar o acesso de
portadores de necessidades especiais.

b) Número de postos de trabalho diretos no Complexo Armazém Digital

 Empresas intensivas em conhecimento e assemelhadas

A área funcional prevista para empresas intensivas em conhecimento e


assemelhadas, na superfície do Armazém Digital, é de 20.000 m², o que, somado
a possível acréscimo de 30 a 40% mediante mezaninos, perfaz cerca de 28.000
m².
Admitindo que, em média, uma empresa intensiva em conhecimento aloque 10
m² por posto de trabalho (incluindo funções como empresário, sócio,
empregado, colaborador e estagiário), estima-se que o número desses em
28.000/10 = 2.800 pessoas.

 Empresas ancilares, Museu de Tecnologia e outras entidades no Espaço de


Convivência: 10.000 m², o que, somado a possível acréscimo de 30 a 40% de
mezaninos, perfaz cerca de 14.000 m². Estima-se em cerca de 400 postos de
trabalho nesse espaço.

Assim, estima-se em cerca de 3.200 empregos diretos no Complexo Armazém


Digital, e um número de visitantes, por dia, que pode variar de 300 a 800.

c) Vagas de estacionamento na área externa do Complexo Armazém Digital

Considerando que as empresas de TIC empregam pessoas com elevada


qualificação profissional, com salários relativamente elevados, pode-se admitir
que cerca de 70% desses profissionais desloque-se em automóvel próprio para o
trabalho, o que indica a necessidade de pelo menos 2.000 vagas de
estacionamento nas áreas externas do Complexo do Armazém Digital. Cumpre
adicionar vagas para visitantes e profissionais das empresas de serviços, o que
sugere a necessidade de cerca de 2.500 a 3.000 vagas nos estacionamentos.

d) Consumo de energia elétrica

 Conforme exposto acima, o total de área construída que poderá demandar


condicionamento de ar situa-se entre 30.000 m² a 42.000 m², com cerca de
4.000 pessoas.
 O consumo médio por posto de trabalho deverá ser verificado junto às
empresas de TIC e empresas de serviços (restaurantes, lanchonetes).
 Questões relativas à rede de fornecimento deverão ser verificadas junto à
concessionária de energia, principalmente em virtude da necessidade de
volume expressivo e de alta qualidade.

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e) Necessidade de nobreak/geradores em caso de queda do fornecimento

A potência mínima e outras características do grupo ou dos grupos geradores de


energia elétrica de emergência deverão ser estudadas junto às empresas de TIC,
que são as entidades que mais podem ser afetadas por queda do fornecimento.

f) Consumo de água e necessidade de esgotos

O consumo médio de água e necessidade de esgoto por posto de trabalho e por


visitante poderá ser dimensionado com base nos números apresentados
anteriormente, além de considerar as empresas de serviços (restaurantes,
lanchonetes).

g) Necessidade de para-raios e aterramento

Deverá ser calculada em função das características de intensidades médias de


raios em Maringá e região e das características dos prédios e do local do
Complexo Armazém Digital.

h) Necessidade de escadas e de saídas de emergência

Deverão ser planejadas com base no número de pessoas nos momentos de


maior movimento no Armazém Digital, nas características desse Complexo, nas
disposições de segurança ditadas pelo Corpo de Bombeiros, e de Normas
Internacionais de Segurança contra incêndios, catástrofes.

i) Necessidade de água para contenção de incêndios

Deverá ser calculada em função das normativas vigentes, a serem levantadas


pela contratada.

j) Necessidade de estrutura para telecomunicações e tráfego de dados.

Deverá ser verificado junto às empresas de TIC e empresas de serviços.

Diretriz 4. A reforma do complexo do Armazém IBC III deve atender às legislações e


filosofias referentes à:

 Busca de inclusão social de portadores de necessidades especiais e demais


merecedores de prioridades por lei, para o que é importante, por exemplo,
assegurar a possibilidade de acesso de todos às diversas partes do Complexo do
AD e banheiros adequados;
 Busca de apoio ao desenvolvimento social dos bairros de Maringá e municípios
próximos, para o que é importante prever, por exemplo, auditórios

16
compartilhados entre as entidades residentes e o público, com possibilidade de
conferências e reuniões técnicas durante o horário comercial e teatro, música e
cinema à noite;
 Busca de sustentabilidade ambiental, para o que é importante prever, por
exemplo:

(a) aproveitamento da água das chuvas para descargas em banheiros e


irrigação;
(b) pisos, em estacionamentos, que permitam a absorção das águas
pluviais pelo solo;
(c) aproveitamento da luz solar mediante captadores de fótons na
cobertura e sua transmissão por condutores ópticos para o interior do
prédio, como ilustrado a seguir:4
Em ambientes internos, o destaque é para a
utilização da luz natural. Conheça o Solatube, a
luminária usada nos Jogos de Pequim que não
consome eletricidade, captando a luz solar e
amplificando para dentro de residências,
ginásios e estabelecimentos comerciais e
industriais.

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-
solucoes/platb/2010/08/18/hoje-iluminacao-
eficiente/#sthash.xFlJGYZs.dpuf

http://arquiteturaconceitual.blogspot.com.br/2009_05_01_archive.html

Diretriz 5. A reforma do Complexo do Armazém Digital deve buscar transformar esse


Complexo num ÍCONE para Maringá uma vez que ele representa um bem público
relacionado fortemente à história de Maringá e da região.

Nesse sentido, a reforma deve considerar, por exemplo, a manutenção do estilo da


fachada e portões de acesso do Armazém, bem como deve aproveitar e valorizar o leito
de via férrea no interior do Armazém III, aspectos ilustrados a seguir:
Leito de via férrea no Armazém III Vista externa do Armazém III Fotos: Logos Consultoria

4 http://arquiteturaconceitual.blogspot.com.br/2009_05_01_archive.html

17
Diretriz 6. A reforma do complexo do Armazém IBC III deve promover condições para
a existência de forte sinergia entre as empresas de TIC e outros atores da inovação
residentes, e dessas entidades com homólogos em outros locais.

Assim, a reforma do complexo do AD deve levar em consideração partidos


arquitetônicos como o do antigo Bell Labs, em Nova Jersey, EUA, complexo de P&D de
renome mundial e que foi plataforma de vários Prêmios Nobel de Física. 5 O complexo
foi concebido como um prédio único, de 310 m por 110 m, com um átrio que acompanha
a estrutura do prédio. Esse partido permite concentrar e aproximar diferentes
especialidades, opondo-se ao isolamento das distintas especialidades e prédios
menores e específicos, disseminados no campus. O formato do prédio do Bell Labs
mostrou-se muito eficaz para favorecer a sinergia dos pesquisadores de diferentes
especialidades e projetos.6

O Complexo do Armazém Digital deve ainda possuir boa conexão com o sistema de
transporte coletivo e farto estacionamento, para estimular que profissionais de TIC e de
outras especialidades e clientes e visitantes possam frequentar assiduamente o
Complexo.

Complexo Bell Labs em Holmdel Átrio interno do Bell Labs em Holmdel7


Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Bell_Labs_Holmdel.jpg

5 www.alcatel-lucent.com/wps/portal/BellLabs/AwardsandRecognition#tabAnchor2
6 http://en.wikipedia.org/wiki/File:Bell_Labs_Holmdel.jpg
7 www.nytimes.com/2009/10/11/realestate/11njzo.html

18
Diretriz 7. O Complexo Armazém Digital deve constituir um novo ícone e um
mostruário vivo da capacidade existente em TIC em Maringá e sua Região
Metropolitana.8

Os clientes de TIC de Maringá e sua Região Metropolitana devem ser estimulados a


visitar o Complexo Armazém Digital para ter uma visão de conjunto das possibilidades
de soluções que as empresas de TIC dessa região pode oferecer, tanto individualmente
como atundo em sinergia. Nesse sentido, as empresas de soluções em TIC da região
devem estar situadas num ambiente que permita traduzir e enfatizar tanto essa
capacidade individual quanto a capacidade de sinergia das empresas na construção de
soluções.

Por isso, o ambiente interno do Armazém Digital deve permitir que os clientes possam
perceber essas capacidades, para o que podem contribuir configurações como as de um
“Shopping Center de Soluções de TIC”.

Assim, o Armazém Digital deve ser imaginado com um grande Shopping Center em que
as lojas seriam empresas de TIC situadas em corredores internos. Embora muitas
empresas pudessem dispor de entradas laterais independentes, abertas para o exterior
do Armazém III, isso não é desejável pois dificultaria a interação e a sinergia entre os
profissionais, empresas e demais atores da inovação no ambiente no Complexo
Armazém Digital.

Deseja-se, assim, que todos os profissionais que atuam e visitam o Armazém Digital
entrem idealmente por um hall único, e que o acesso às empresas seja por corredores,
cuja sinalização deve constar nos projetos, no interior do Armazém III, de modo análogo
ao acesso a lojas num Shopping Center.

Ilustração de possíveis ambientes do conjunto de empresas de TIC no Armazém Digital. 9 e 10

8 Inspirado em SPOLIDORO, R.; FISCHER, H. Diretrizes Funcionais para o Parque Capital Digital. Sindicato das Indústrias da
Informação do Distrito Federal, SINFOR-DF, Brasília (DF), 1ª Edição: 2003; 2ª Edição: 2006
9 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8e/Australian_technology_park_main_walkway.jpg
10 www.howardmodels.com/architectural-illustrations-07/Torc-Shopping-Mall/

19
Embora a manutenção do Armazém Digital deva ser minimizada, deve ser planejada a
possibilidade de haver locais ajardinados (com ilustrado na figura IX.2) tanto para descontração
quanto para valorizar o ambiente do Complexo, buscando transformá-lo num endereço nobre.

Figura IX.2. O ambiente de “Shopping Center de Soluções de TIC” do Armazém Digital deve
ser valorizado mediante elementos como jardins internos de baixo custo de manutenção.11

Diretriz 8. O projeto da reforma do complexo do Armazém IBC III deve considerar


experiências, em âmbito mundial, de aproveitamento de prédios desativados para a
estruturação de Habitats de Inovação.
Entre os casos que podem ser citados, destacam-se:

a) O Parque Industrial la Cantábrica, Província de Buenos Aires, 12 começou como uma


indústria metalúrgica em 1902. Foi fechada em 1992. Desde 1994, as instalações
foram remodeladas e começaram a sediar pequenas e médias empresas, muitas
setores intensivos em conhecimento. Os responsáveis pelo Parque informaram que
a demolição do conjunto de prédios foi considerada, mas essa opção foi descartada
por várias razões – preservação da memória, custo de demolição versus custo de
construções novas. Foi verificado que a estrutura dos prédios desativados era muito
sólida, o que permitiu o seu aproveitamento integral, inclusive com a construção de
mezaninos.13
Fig. IX.4. Parque Industrial la Cantábrica
Figura IX.3: Indústria metalúrgica Cantábrica, primeira atualmente.15
metade do século XX.14

11 www.fotografodigital.com.br/fotografia/jardins-internos-63548.html
12 www.moron.gov.ar/pde/proyectos/cantabrica
13 Comunicação pessoal a R. Spolidoro em 2013
14 www.goodfood.com.ar/plantaindustrial_br.html
15 Vide: www.moron.gov.ar/pde/proyectos/cantabrica e STUPENENGO, S. La Cantabrica: De Industria Testigo a Parque Pyme,

Buenos Aires: Epica, 2009

20
Fig. IX.5 Aproveitamento de prédios industriais Fig. IX.6: Na entrada do Parque Tecnológico
desativados no atual Parque Industrial la (Parque Industrial la Cantábrica), junto à
Cantábrica. Foto: STUPENENGO, S. La Cantabrica: De recepção geral, há totens com a indicação das
Industria Testigo a Parque Pyme, Buenos Aires: Epica, 2009 empresas presentes. Foto: R Spolidoro, 2013

Fig. IX.7 Aproveitamento de um prédio industrial desativado, antiga fábrica de implementos


agrícolas de metal, com cerca de 30.000 m² de área, que foi reformado e que agora abriga diversas
empresas. Foto R. Spolidoro 2013

Fig. IX.8. Vista de uma empresa de indústria Fig. IX.9. Aproveitamento do espaço dentro do
criativa no prédio reformado com 30.000 m², prédio reformado com 30.000 m², no Parque
mencionado acima, no Parque Industrial la Industrial la Cantábrica, observando-se a
Cantábrica. Foto: R. Spolidoro 2013. construção de mezaninos. Foto: R. Spolidoro
2013.

21
b) O Innovation District de Boston criou um restaurante – café com ambiente com
amplas janelas para jardins exteriores, de modo a aproveitar melhor a luz natural e
constituir espaço de maior contacto com a natureza, importante para pessoas que
passam muito tempo dentro de um ambiente fechado semelhante a um Shopping
Center (como poderá ser o caso do Armazém Digital).

Figura IX.10. Restaurante e café no


Innovation District, adjacente a local de
exposições, auditório, salas compartilhadas
para reunião e cursos, e que possui amplas
janelas para os jardins externos.

c) O Parque Tecnológico Urbano 22@Barcelona utiliza uma conjugação de recuperação


de prédios de fábricas desativadas com novos elementos, como ilustrado na Figura
IX.11. Essa conjugação pode ser prevista no complexo do AD, embora possivelmente
não haja recursos para implementá-la no primeiro momento.

Figura IX.11: Caso de Barcelona: conjugação de recuperação de prédio de fábrica desativada com
novos elementos, no Parque Tecnológico Urbano 22@Barcelona.16

d) Australian Technology Park

O Australian Technology Park (ATP) está localizado num bairro de Sydney, estado de
New South Wales, Australia, a cerca de 3 km do centro de Sydeny. Ocupa um lote com
cerca de 14 hectares da extinta fábrica de locomotivas e vagões “Eveleigh Railway

16 www.pagina22.com.br/index.php/2011/06/a-cidade-ciclica

22
Workshops”. Essa fábrica, construída no final do século 19, era a mais avançada
tecnologicamente do hemisfério sul no setor.

O conjunto de prédios, que se encontrava desativado, foi reformado, com restauração


e valorização do patrimônio histórico, e transformado, em 1995, no atual Australian
Technology Park (Figura IX.12).

O Australian Technology Park é destinado prioritariamente a acolher e apoiar o


desenvolvimento de empresas emergentes intensivas em conhecimento e inovadoras,
especialmente no Setor de Biotecnologia, e empresas criadas com base nos resultados
de pesquisas de universidades, em especial a University of Sydney, University of
Technology Sydney e a University of New South Wales. O Parque Tecnológico acolhe
crescentemente empresas do setor de TIC e Indústrias Criativas.17

Figura IX.12a: O Australian Technology Park Disposição de salas de empresas, com


é um aproveiamento de fábrica de mazaninos, e áreas de convivência no térreo,
locomotivas, do final do seculo 19, que se no atual Australian Technology Park.
encontrava desativada. 18

Figura IX.12b.A disposição de salas, com mazaninos e corredores centrais, do prédio do


Australian Technology Park, 19 apresenta semelhança com o partido arquitetônico do antigo
Centro de Pequisa e Desenvolvimento do Bell Labs em Holmdel (Foto à direita).20

17 http://en.wikipedia.org/wiki/Australian_Technology_Park
18 http://en.wikipedia.org/wiki/Australian_Technology_Park
19 http://farm3.staticflickr.com/2483/3770949021_10f6d69148_z.jpg

http://2.bp.blogspot.com/--
dvAItNBLDw/TfXOofgdHaI/AAAAAAAAAN0/uhDLhbkQDHU/s1600/200610_118459018229932_110260752383092_134120_34603
86_n.jpg
20
Foto: www.nytimes.com/2009/10/11/realestate/11njzo.html

23
Figura IX.12c. A configuração do prédio central do Australian Technology Park, aproveitamento
de antiga fábrica de locomotivas, com aproveitamento do térreo e mezaninos para empresas
e espaços de convivência – com lanchonetes – criou um ambiente que lembra o de um
moderno Shopping Center.21

Figura IX.12d. No Australian Technology Park, criado com base no aproveitamento de prédio
da antiga fábrica de locomotivas, houve respeito pela preservação do patrimônio histórico e
valorização de ícones relacionados ao passado da cidade e da região, como ilustrado pela
locomotiva que ornamenta uma das entradas do prédio. 22

21 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8e/Australian_technology_park_main_walkway.jpg
22
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Australian_Technology_Park_National_Innovation_Centre.jpg

24
Diretriz 9. A reforma do Complexo Armazém Digital deve buscar reduzir o custo de
operação e manutenção desse Complexo.

Isso significa, por exemplo:

 Não utilizar espelhos d’água decorativos cuja manutenção requer mão de obra
específica e produtos químicos, itens em geral dispendiosos;
 Não utilizar janelas para o exterior que demandam manutenção especializada e
dispendiosa, como janelas inclinadas com grandes áreas de vidro contíguo, de
difícil acesso para limpeza.
 Ver também comentários da Diretriz nº 4.

Diretriz 10. A reforma do Complexo Armazém Digital deve assegurar a maior


segurança possível às pessoas e ao patrimônio nesse espaço.

Isso significa, por exemplo:

 Sistema na Portaria Geral do Complexo Armazém Digital que permita efetuar


seleção aleatória de pessoas que entram nesse espaço para convidá-las a se
identificar;
 Sistema nas entradas do Armazém III que permita efetuar seleção aleatória de
pessoas que entram para que se identifiquem e passem por detector de metais;
 Sistema que permita o controle de entrada de pessoas nas áreas destinadas a
empresas de TIC e empresas e profissionais de suporte técnico e administrativo:

Diretriz 11. A reforma do Complexo Armazém Digital deve considerar as características


dos profissionais que trabalham em empresas de TIC, o que requer consulta às
empresas de TIC interessadas em instalar-se nesse Complexo.

Sugere-se, entretanto, também considerar aspectos com os comentados abaixo.23

O Complexo Armazém Digital é um ambiente para conectar pessoas(mentes), mais que


empresas. Portanto, deve oferecer condições especiais de estímulo à criatividade, como
a efervescência do ambiente da cidade clássica24 (incluindo o convívio social e a cultura)
associada à moderna tecnologia e à introspecção propiciada pelo acesso a jardins, trilhas
para caminhar e correr, pistas para ciclismo, quadras de esporte, churrasqueiras,
banheiros com chuveiros e vestiários.

Assim, a área externa do Complexo deverá contar com jardins e bosques que permitam
às pessoas caminhar e conversar, bem como trabalhar ao ar livre se desejarem. Os
jardins deverão dispor de bancos e quiosques para essa atividade, devendo-se prever a

23 Inspirado em SPOLIDORO, R.; FISCHER, H.Diretrizes Funcionais para o Parque Capital Digital. Sindicato das Indústrias da
Informação do Distrito Federal, SINFOR-DF, Brasília (DF), 1ª Edição: 2003; 2ª Edição: 2006.
24 Ambiente da Cidade Clássica

25
possibilidade de conexão à Internet mediante acessos a pontos fixos conjugados às
possibilidades da tecnologia wireless.

Deve ser prevista a possibilidade de mudança de cenários para estimular a criatividade,


porquanto há cegueira cognitiva se o indivíduo permanece constantemente no mesmo
ambiente. Para tanto, é preciso, por exemplo, evitar uma arquitetura demasiadamente
simétrica a ponto de tornar-se monótona.

26
Considerações Finais

Cumpre destacar que os pontos elencados no presente documento têm como função
subsidiar o encaminhamento de propostas que atendam às necessidades e aspirações
dos contratantes, havendo possibilidade de indicação da inclusão de novos elementos
ao projeto. Ainda, que se considera que os produtos (3.1 a 3.4) aqui listados serão ponto
de partida para projetos executivos posteriores. Adianta-se, portanto, que espera-se
que, em linhas gerais, os projetos executivos venham a contemplar, entre outros
aspectos usuais:

a) Indicação dos encaminhamentos administrativos e repasses (elétrico,


estrutural, hidráulico etc.);
b) Encaminhamentos administrativos do Projeto, compatibilizações e
adequações
 Encaminhamentos para aprovação nos órgãos competentes.
 Compatibilizações do estrutural.
 Compatibilizações do elétrico.
 Compatibilizações do hidráulico.
 Compatibilizações de outros projetos que se considerem necessários.
 Gestão de projetos complementares.
 Adequação de complementares ao projeto arquitetônico.
 Atualização e compatibilização do projeto executivo.
 Atualização e compatibilização do memorial descritivo
c) Orçamento global da obra
d) Cronograma até a entrega dos projetos complementares;
e) Cronograma da execução da obra.

27

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