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DIRETORIA DE GRADUAÇÃO

CURSO ENGENHARIA ELÉTRICA

EMILY DANYANI MACIEL DE OLIVEIRA SILVA

MODELOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO

Aracaju-SE
Maio-2017
EMILY DANYANI MACIEL DE OLIVEIRA SILVA

MODELOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO

RELATÓRIO apresentado ao curso de Engenharia


Elétrica da Universidade Tiradentes – UNIT, como
pré-requisito para obtenção de nota, da disciplina
de Geração e Transmissão de Energia Elétrica, sob
orientação do professor Felix Estevam de Jesus
Brito.

Aracaju-SE
Maio-2017
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO................................................................................................4

2. OBJETIVOS....................................................................................................5

2.1. OBJETIVO GERAL................................................................................5

2.2. OBJETIVO ESPECIFICO......................................................................5

3. LINHAS DE TRANSMISSÃO..........................................................................5

3.1. MODELOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO........................................6

4. REPRESENTAÇÃO DAS LINHAS.................................................................6

5. LINHA DE TRANSMISSÃO CURTA...............................................................7

6. LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA...............................................................10

7. LINHA DE TRANSMISSÃO

LONGA..............................................................11

8. CIRCUITO EQUIVALENTE DE UMA LINHA

LONGA....................................17

9. FLUXO DE POTÊNCIA DE UMA LINHA DE

TRANSMISSÃO.......................18

10. CONCLUSÃO.................................................................................................22

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. INTRODUÇÃO
Linha de Transmissão (LT) são condutores onde a energia elétrica é
transportada de um ponto transmissor a um terminal receptor. Podem variar em
relação ao comprimento, de centímetros a milhares de quilômetros. De modo geral,
as LT’s são os equipamentos empregados para transportar grandes blocos de
energia por grandes distâncias, entre os centros consumidores e centros geradores.
Os modelos de linhas de transmissão podem ser desenvolvidos no domínio
do tempo ou no domínio da frequência, sendo facilmente representada no domínio
da frequência.
As formas mais comuns de linhas de transmissão são:
 Linha aérea em corrente alternada ou em corrente contínua, com condutores
separados por dielétrico;
 Linha subterrânea com cabo coaxial com um fio central condutor, isolado de
um condutor externo coaxial de retorno;
 Trilha metálica, em uma placa de circuito impresso, separada por uma
camada de dielétrico de uma folha metálica de aterramento, denominado
microtrilha (microship).
A teoria básica das linhas de transmissão pode ser aplicada a qualquer
modalidade de linhas mencionadas. Todavia, cada tipo de linha possui propriedades
diferentes que dependem de:
 Frequência;
 Nível de tensão;
 Quantidade de potência a ser transmitida;
 Modo de transmissão (aéreo ou subterrâneo);
 Distância entre os terminais transmissor e receptor, etc.

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2. OBJETIVOS
2.1. OBJETIVO GERAL
Contribuir à dispersão do conhecimento sobre os variados tipos de linhas de
transmissão, fornecendo subsídios para a compreensão de modelos matemáticos.
2.2. OBJETIVO ESPECIFICO
 Entender os diversos modelos de LT’s.
 Compreender os modelos matemáticos de cada tipo de linha;
 Mostrar exemplos que visa um melhor entendimento dos modelos
matemáticos.

3. LINHAS DE TRANSMISSÃO
As Linhas de transmissão são casos especiais de guias de onda, onde os
mesmos são utilizados para transportar energia eletromagnética de um ponto até
outro ponto sem perdas por irradiação. Sua utilização se faz em amplo espectro de
frequência, desde a transmissão de potência em 60 Hz até a faixa das Microondas.
São constituídas de dois ou mais condutores paralelos que tendam a suportar
modos transversais eletromagnéticos (TEM).
O modelo de linha de transmissão é representado como uma linha de série
infinita de dois pontos, composto por componentes elementares, onde cada um está
representado por um segmento infinitesimal, está representado na figura 1.

Figura 1 Representação de uma linha de transmissão.

A capacitância distribuída por unidade de comprimento devida ao campo


elétrico entre os condutores é de C(F/m), está representada por capacitor de desvio
C. Da mesma forma que a indutância distribuída por unidade de comprimento é
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L(H/m), representada por um indutor que também está em série. A resistência
distribuída por unidade de comprimento devida às perdas no condutor é R(Ω/m) e é
representada por um resistor em serie ao sinal. A condutância distribuída por
unidade de comprimento devida às perdas no dielétrico é G (S/m), representada
entre o condutor e o retorno do sinal.
Nos cálculos de LT procura-se obter valores de tensões, correntes e
potências com erros inferiores a 0,5%. As LT’s são representadas por circuitos
equivalentes ou modelos matemáticos da forma simples e racional.
Para uma linha de transmissão, as equações ficam:

∂ ² V ( x) 2
+ω LC ×V ( x )=0
∂x²

∂ ² I (x ) 2
+ω LC × I ( x )=0
∂ x²

Estas são as equações fundamentais da teoria da linha de transmissão.

3.1. MODELOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO

O sistema elétrico, no qual as linhas de transmissão estão inseridas, possui


diversos elementos não lineares que são de difícil representação no domínio da
frequência. Deste modo dá-se preferência por modelos de linha que são
desenvolvidos no domínio do tempo.
Portanto, iremos classificar as linhas aéreas de transmissão como linhas
curtas, médias ou longas. Veremos, a seguir, que o modelo de linhas longas é o
mais preciso, e portanto, pode ser utilizado para linhas curtas e médias.

4. REPRESENTAÇÃO DAS LINHAS

Quando uma linha é classificada como curta, sua capacitância em derivação é


tão pequena que pode ser totalmente desprezada, e é suficiente considerar apenas
a resistência e a indutância em série para todo o comprimento da linha. No que se
refere à consideração da capacitância, as linhas de até 80km (50 milhas) são linhas
curtas.
Para ilustrar o que foi dito, a figura 02 mostra um gerador conectado em Y,
alimentando uma carga equilibrada, também conectada em Y, através da linha de
transmissão curta.

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Figura 2 Gerador alimentando uma carga equilibrada em Y, através de uma linha de transmissão cuja resistência e
reatância são valores totais da linha.

As linhas de 80km (50 milhas) até 240km (150milhas) são consideradas


medias. Sendo assim uma linha media é representada com precisão por parâmetros
R e L unidos e com metade da capacitância ao neutro por fase, e está apresentado
na figura 03.

Figura 3 Equivalente monofásico da figura 2 com adição da capacitância ao neutro total da linha dividida entre os dois
terminais da linha.

Em linhas de transmissão com mais de 240km (150 milhas), faz-se


necessário realizar cálculos, quando for exigido um elevado grau de precisão, porém
em alguns casos, possa ser usada uma representação em termos de parâmetros
concentrados para linhas de até 320km (200 milhas).

5. LINHA DE TRANSMISSÃO CURTA

Como já foi mencionado anteriormente, são aquelas com extensão de até 80


km ou 50 milhas. Nas linhas de transmissão curtas podemos desprezar inteiramente
os efeitos da condutibilidade e capacitância. Desse modo, a linha é representada por
seus parâmetros série e seus respectivos efeitos, ou seja, resistência e indutância.
Como mostra a figura a seguir:

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Figura 4 Modelo de linha curta.

O circuito é resolvido como um circuito CA simples. Não existindo ramos de


derivação, logo a corrente é a mesma nas duas extremidades da linha.
I S=I R
A tensão na barra transmissora é da pela equação
V S =V R + I R Z
Onde I S e I R são as correntes nas barras transmissoras e receptoras V s e
V R são as tensões no neutro na mesma barra. E Z tem por valor Zl, a impedância
total da linha.
O diagrama vetorial correspondente está indicado na figura 5.

Figura 5 Diagrama vetorial da linha curta em carga.

Exemplo 5.1: Uma linha de transmissão de 138KV radial tem um


comprimento de 50km. É alimentada por um barramento de tensão constante e igual
a 132KV. Sendo a demanda do sistema receptor igual a 50MVA sob cosφ2=0,80,
qual a tensão e a corrente na linha?
Suas características:
R=0,192 [ohm/km]
Xl=0,492 [ohm/km]
Solução:
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Ż=50 ( 0,192+ J 0,492 ) =9,6+ J 24,6 [Ω]
A partir do diagrama da figura 5, obtemos:
U ' 1 cos ∅ 1=U 2 cos ∅2 + IR
U 1 sen ∅1=U 2 sen ∅ 2+ I X L
Elevando ambas as expressões ao quadrado e somando-as, obtemos:
U 22 +2 I U 2 ( Rcos ∅ 2+ X L sen ∅ 2 ) + ( R 2+ X 2L ) I 2 −U 21=0
P Q
I= =
U 2 cos ∅ 2 U 2 sen ∅2
P2 Q2
Logo cos ∅2 = e sen ∅ 2= que ao introduzir na equação acima, obten-
IU2 I U2
se:
P2 2
4 2
U −[U −2 ( P 2 R+Q2 X L ) ]U + ( R + X )
2 1
2
2
2
cos ∅ 2
2
=0 ( )
Se chamarmos a primeira parte da equação de A e a segunda parte de B, a
equação se torna:
U 42 − A U 22 + B=0
Cuja solução será:

+ A ± √ A 2−4 B
U 2=±
√ 2
Numericamente, teremos:
132 2 2 (
A= ( )
√3
− 40× 0,9+30 ×× 24,6 )=5060
3

40 2
2 2
B=[ ( 9,6 ) + ( 24,6 ) ] ( )
0,8 ×3
=193700

5060 ± √ (5060) ²−4 ×193700


U 2=±
√ 2

U '2=70,862 KV
U '2 '=6,211 KV
A tensão entre fases será:
U ∆ 2=122737 KV
A corrente na linha será:

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N 50000 e−J 26,87 ° −J 36,87 °
İ= = =235,20 e [ A]
U2 70,862 ×3
Exemplo 5.2: A figura a seguir é o modelo por fase de uma linha de
transmissão curta com resistência desprezível. Segundo os valores apresentados
das tensões de operação, a potência que está sendo transmitida pela linha é:

Solução:
Para o cálculo da potência ativa desprezando as perdas ativas:
V 1V 2 1,1×1,0
P12= sen θ12= sen ( 45 °−15 ° )=1,00 pu
X 12 0,55

6. LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA

As linhas médias são aquelas com extensão de 80 km (ou 50 milhas) até 240
km (ou 150 milhas), neste caso considera-se o efeito capacitivo das linhas. São
representadas por parâmetros de resistência, indutância e metade da capacitância
ao neutro em cada extremidade. A admitância em derivação, que geralmente é uma
capacitância pura, é incluída no cálculo de linhas medias. Quando a admitância total
em derivação da linha é dividida por duas partes iguais, e colocadas junto às barras
transmissoras e receptora da linha, o circuito é chamado de π-nominal.

Figura 6 Modelo π -nominal de Linha Média para uma das fases.

Aplicando as Leis de Kirchhoff para a rede do modelo acima, temos:


V S −Z × I 1−V R=0  V S =V R +Z × I 1 [1]

10 | P á g i n a
Y
I 1=I R + ×V R [2]
2
Y Y Y
I S=I 1 + ×V S=I R + × V R + × V S [3]
2 2 2
Para obtermos uma expressão de VS observamos que a corrente na
capacitância da barra receptora é V R Y /2 e a corrente do ramo em série é
I R +V R Y /2

Substituindo a equação [2] na equação [1], obtemos:

Y ZY
V S =V R +Z I R +( 2 )(
×V R = 1+
2 )
× V R + Z × V R [4]

Já para determinar IS percebe-se que a corrente na capacitância em


derivação na barra transmissora é V S Y /2 que somada com a corrente no ramo em
série da a equação [3], então substituindo a equação [4] em [3], obtemos:

ZY ZY
(
I S= 1+
4 )
×Y ×V R + 1+ (2 )
× I R [5]

As linhas médias podem ainda ser representadas no modelo T-nominal onde


toda admitância em derivação da linha concentrada no ramo em derivação do T e a
impedância é igualmente dividida entre os dois ramos em série.
Exemplo 6.1: Qual o valor da tensão em vazio do receptor e a corrente de
carga da linha, quando a tensão no barramento alimentador for igual a 138KV? Qual
a corrente de curto-circuito no receptor, quando a tensão mantida no transmissor
igual a 138KV?
Solução:
Para determinar a tensão no receptor com a linha em vazio, fazemos I R =0
1
V S 0=V R
( ( ))
1+
ZY
=79,670 ( ( 0,991625+1 j 0,0017 ) )=80343 e − j 0,098 °
[V ]

Fazendo I S=0 temos:

ZY
( 4 ))=79670 e
(
I R 0 =V S Y 1+ J0
×0,3186.10−3 e J 0 × ( 0,995812+ J 0,00085 )

11 | P á g i n a
I R 0 =25,276 e J 90,05 [ A ]
Se fizermos V S =0 teremos a corrente de curto-circuito no receptor:
V R 79670 e J 0 −J 78,17
I Scc = = J 78,17
=1526,54 e [A]
Z 52,19 e

7. LINHA DE TRANSMISSÃO LONGA

Tradicionalmente, as linhas longas são aquelas com extensão acima de 240


km (ou 150 milhas). O modelo matemático mais adequado ou modelo mais preciso
para qualquer linha de transmissão deve considerar:

 Os parâmetros uniformemente distribuídos ao longo da linha e não


concentrados (como nos casos anteriores);
 Além disso, deve contemplar a teoria de ondas viajantes (progressivas e
regressivas), resultando em equações diferenciais parciais.

O modelo para linhas longas pode ser tratado como “correção” sobre os
parâmetros do modelo π-nominal, utilizando a constante de propagação da onda (e
arcos hiperbólicos). A linha de transmissão é considerada transposta. As fórmulas e
modelos deduzidos poderão ser usados mesmo para linhas não-transpostas, desde
que uma certa aproximação seja tolerada. A figura abaixo mostra a conexão de uma
fase e do neutro de uma linha trifásica.

Figura 7 Diagrama simplificado de uma linha de transmissão.

Chamaremos de x a distância medida a partir da barra receptora até o


pequeno elemento da linha, e chamaremos o comprimento do elemento de ∆x. A
tensão ao neutro na extremidade do elemento do lado da carga é V, que é a
expressão complexa do valor eficaz da tensão, cuja amplitude e fase variam com a

12 | P á g i n a
distância ao longo da linha. V+∆V é a tensão na extremidade do lado do gerador. A
elevação de tensão neste elemento da linha no sentido do crescimento de x é ∆V,
que é a tensão na extremidade do lado do gerador menos a tensão na do lado da
carga. Esta elevação de tensão é também o produto da corrente que circula em
direção oposta ao crescimento de x pela impedância do elemento, ou I Z ∆ x .
Então:
∆ V =I Z ∆ x
A corrente que flui para fora do elemento no lado da carga é I. I+∆I é a
corrente que flui para dentro do elemento, do lado do gerador. Sabendo que a
corrente que entra é maior que a que sai pelo lado da carga, esta diferença é a
corrente Vy∆x , portanto:
∆ I =Vy ∆ x
Os valores eficazes de V e I, e seus ângulos de fase em qualquer ponto sobre
a linha em termos da distância x entre a barra receptora e o ponto dado, desde que
Vr, Ir e os parâmetros da linha sejam conhecidos, demonstrando o que foi dito,
obtém-se a equação a seguir:
Vr + IrZc yx Vr−IrZc − yx
V= e + e [6]
2 2
Vr/ Zc+ Ir yx Vr /Zc−Ir − yx
I= e − e [7]
2 2
Zc=√ Z / y é chamada a impedância característica da linhas e , yl ¿ √ yz é
chamada a constante de propagação.
A parte real da constante de propagação y é denominada constante de
atenuação α e é medida em nepers por unidade de comprimento. A parte imaginaria
de y é chamada de fase β e é medida em radianos por unidade de comprimento.
Então:

y=α + jβ

Portanto, as equações anteriores se tornaram:


Vr + IrZc αx jβx Vr−IrZc −αx − jβx
V= e e + e e [8]
2 2
Vr/ Zc+ Ir αx jβx Vr / Zc−Ir −αx − jβx
I= e e − e e [9]
2 2
O primeiro termo da equação [8], chamado tensão incidente, cresce em
amplitude e avança em fase, à medida que cresce a distância a partir da barra
13 | P á g i n a
receptora. Já o segundo termo da equação [8], diminui em amplitude e se atrasa em
fase da barra receptora para a barra transmissora. Ele é chamado tensão refletida.
Em um sistema de potência, a impedância característica é frequentemente
chamada impedância de surto. Se uma linha é sem perdas, ela possui resistência e
condutância nula, e a impedância característica reduz a √ L/C , que é uma
resistência pura.
SIL=√ 3 ×|V L|× ¿V L ∨ ¿ [W ]¿
√ 3 × √ L/C
A equação acima mostra a linha de impedância de surto (SIL), que é a razão
entre a potência transmitida e o carregamento pela impedância de surto.
Uma forma de equações mais conveniente para o cálculo da corrente e
tensão de uma linha de potência é obtida pela indução de funções hiperbólicas, as
quais são definidas em forma exponencial por:
e θ−e−θ
senh θ=
2
e θ+ e−θ
cosh θ=
2
Partindo das equações [6] e [7] e substituindo os termos exponenciais por
funções hiperbólicas, obtém-se um novo conjunto de equações, ou seja, a tensão e
a corrente ao longo da linha são:
V =V R cosh yx+ I R Z C senh yx
I =I R cosh yx+V R / Z C senh yx
Agora se chamarmos x=1, obtemos a tensão e a corrente na barra
transmissora:
V S =V R cosh yl+ I R ZC senh yl
I S=I R cosh yl+V R /Z C senh yl
As equações anteriores citadas podem ser resolvidas para se obter V R e I R
em termos de V S e I S obtendo-se:
V R=V S cosh yl−I S Z C senh yl
I R =I S cosh yl−V S / ZC senh yl

Exemplo 7.1: Uma linha de transmissão da classe de 230KV tem um


comprimento de 362Km e entrega no receptor uma potência de 150 MVA sob fator

14 | P á g i n a
de potência de 90% IND com a tensão de 200KV entre fases. Frequência 60 Hz.
Pelo processo exato, determinar U1, I1, N1. Dados:
R=0,107 [ohm/km]
L=1, 355.10^-3 [H/km]
Solução:
Empregando as expressões:
V R=V S cosh yl−I S Z C senh yl
I R =I S cosh yl−V S / ZC senh yl
Temos:
Zc=√ Z /Y e yl=√ ZY

ohm ohm
Z=0,107+ jw 1,255.10−3 =0,107+ j0,51 [ ]
km
Z=0,522 e j 78,2°
km [ ]
siemens siemens
Y =0+ jw ×0,0085 ×10−6=0+ j3,186.10−6 [ km ]
Y =3,186.10−6 e j 90° [ km ]
yl=362 √ 0,522 e j 78,2° ×3,186.10−6 e j 90° =0,467 e j 34,1 °=0,0480+ j 0,465

Z 0,522 e j 78,2 °
Zc=
√ √
Y
= −6 j 90°
3,186.10 e
=404,774 e−5,9 °

200 j 0
V S= e =115,47 e j 0 [ KV ]
√3
150000 e−J 25,8 °
I S= =433 e− j 25,8 ° [ A ]
√ 3.200
Temos ainda:
coshyl=cos h ( 0,0481+ j0,465 )=0,8949+ j 0,0215=0,895 e j 1,38°
senhyl=senh ( 0,0481+ j 0,465 )=0,0429+ j 0,449=0,451 e j 84,5 °
Logo,
V 1=115470 e j 0 × 0,895 e j 1,38° + 433 e− j 25,8 ° × 404,774 e−5,9° ×0,451 e j 84,5 °
V 1=151106,50+ j 65450,98=164672 e j 22,42°

Temos também:
− j 25,8° j 1,38° 115200 e j 0 j 84,5 °
I 1=433 e × 0,899 e + − j 5,9 °
× 0,451 e
404,774 e

I 1=387,492 e− j 24,42° +128,356 e j 90,4 °


15 | P á g i n a
I 1=351,931− j31,845=353,37 e− j 5,17 °
A potência absorvida da linha será:
N 1=V 1 I 1 =164672e j 28,4 ° ×353,37 e− j 5,17 °
N 1=58190,14 e j 28,57=51104,53+ j27828,39.

Exemplo 7.2: Uma linha de transmissão de 60 Hz de circuito simples tem um


comprimento de 370 km (230milhas). Os condutores são do tipo Rook com
espaçamento horizontal plano de 7,25 m (23,8pés) entre condutores. A carga na
linha é de 125 MW, a 215 KV, com fator de potência de 100%. Determine a tensão,
a corrente e a potência na barra transmissora.
Solução:
D eq =√3 23,8× 23,8 × 47,6 ≅ 30,0 pé
Z=0,1603+ j ( 0,415+0,4127 )=0,8431 ∠ 79,04 ° Ω/mi
1
Y= j [ 0,0950+ 0,1009 ]
× 10−6=5,105 ×10−6 ∠ 90° S/mi

79,04 °+ 90 °
yl= √ ZY × l=230 × √0,8431 ×5,105 ×10−6 ∠
2
yl=0,4772∠ 84,52 °=0,0456+ j 0,4750
Z 0,8421 79,04 °−90 °
ZC =
√ √ Y
=
5,105× 10 −6

2
=406,4 ∠−5,48 ° Ω

215.000
V R= =125,130 ∠0° V para o neutro
√3
125000000
IR= =335,7 ∠ 0 ° A
√ 3 ×215000
coshyl=cosh 0,0456 cos 0,475+ jsenh0,0456 sen 0,47=0,8902+ j 0,0209
coshyl=0,8904 ∠1,34 °
senhyl=senh 0,0456 cos 0,475+ jcosh0,0456 sen 0,475=0,0405+ j 0,4578
senhyl=0,4596 ∠84,94 °
V S =124,130 ×0,8904 ∠1,34 ° +335,7 × 406,4 ∠−5,48° × 0,4596∠ 84,94 °
V S =137.851∠ 27,77 V
124.130
I S=335,7× 0,8904 ∠1,34 ° + ×0,4596 ∠84,94 °
406,4 ∠−5,48 °

16 | P á g i n a
I S=332,27∠ 27,77 ° V
Na barra transmissora
Tensão de linha= √3 ×137,85=238,8 KV Fator de potência=332,3 A
Corrente de linha=cos ( 27,78 °−26,33 ° )=0,9997 ≅ 1,0
Potência=√ 3 ×238,8 ×332,3 ×1,0=137.440 KW

8. CIRCUITO EQUIVALENTE DE UMA LINHA LONGA

É possível representar geradores e transformadores por circuitos


"equivalentes". Isso também é possível, para o caso de uma linha de transmissão.
Seja o circuito abaixo, que consiste em ramo em série Z e dois ramos em paralelo
Y1 e Y2, podemos representar uma linha longa através desse circuito de forma que
os componentes em série e paralelo provoquem o mesmo efeito.

Figura 8 Circuito equivalente de uma linha longa

Essa equivalência ocorre quando os parâmetros são:


Z=Z w senh yx
1 coshyx −1 1 yx
Y 1=Y 2 = × = × tanh
Zw senhyx Zw 2
Exemplo 8.1: Determine o circuito π-equivalente para a linha descrita no
exemplo 7.2 e compare-o com o π-nominal.
Solução:
Como senh yl e cosh yl são conhecidos do exemplo 7.2, podemos usar
equações diretas.
Z' =406,4 ∠−5,48 ° × 0,4596∠ 84,94 °=186,78 ∠79,46° Ω

Y ' 0,8902+ j 0,0208−1 0,1118 ∠169,27 °


= = =0,000599∠89,81 ° S em cada ramo em derivação
2 186,78 ∠ 79,46° 186,78∠79,46 °

17 | P á g i n a
O circuito π-nominal tem uma impedância em série de
Z=230 ×0,8431 ∠79,04 °=193,9 ∠ 79,04 °
E a admitância iguais nos ramos em derivação com valor
Y 5,105 ×10−6 ∠ 90°
= × 230=0,000587∠ 90° S
2 2
Para esta linha, a impedância em série do π-nominal excede à do π-
equivalente em 3,8%. A condutância em derivação do π-nominal é 2% menor do que
a do π-equivalente. Conclui-se que o π-nominal pode representar linhas longas com
precisão suficiente, quando não é requerido um grau elevado de precisão.

9. FLUXO DE POTÊNCIA EM UMA LINHA DE TRANSMISSÃO

Sabemos que, o fluxo de potência pode ser obtido em qualquer ponto de uma
LT quando o mesmo for conhecido ou quando puder determinar a tensão, corrente e
o fator de potência.
A operação de um sistema elétrico é considerada adequada quando os níveis
de tensão estão dentro de determinadas faixas. Para um sistema de grande porte, é
considerado normal variações de tensão entre 0,95 pu e 1,05 pu. Valores que
estiverem foram desta faixa de valores, pode significar que o sistema opera com
precariedade, porém existe alguma exceções.
O fluxo de potência ou fluxo de carga, consiste essencialmente na
determinação das tensões complexas das barras, das distribuições dos fluxos de
potência que fluem pelas linhas, de outras grandezas de interesse.
Observe o modelo π equivalente da linha de transmissão:

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São definidas quatro variáveis à barra k, correspondentes à tensão e
potência. Duas variáveis são conhecidas e as outras duas devem ser calculadas
dependendo de quais são dadas e quais são, define-se três tipos de barras.
A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff para cada barra correspondente
ao balanço de potência na barra:

São realizados os balanços das potencias ativa e reativa

P K= ∑ Pkm(Vk , Vm , θk , θm)
m∈ Ωk

Q K +QshK = ∑ Qkm(Vk , Vm ,θk , θm)


m∈ Ωk

Além das equações referentes à aplicação da LCK às barras, faz parte do


problema do fluxo de potência um conjunto de inequações que representam os
limites operacionais da rede. Vários métodos de solução do fluxo de potência foram
propostos, para cada aplicação existem os métodos mais apropriados.

Tipos de solução
Precisa Aproximada
Sem controle de limites Com controle de limites
Off-line On-line
Caso simples Caso múltiplos

 Métodos iterativos baseados na matriz Y: são baseados na resolução do


sistema de equações lineares I=Y.E. Ex: Gauss/Gauss-seidel, Glimn-stagg,
etc.
 Métodos iterativos baseados na matriz Z
 Método iterativo de newton: Ex: jacobiano completo, método desacoplados.

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O exemplo mais simples é um sistema com duas barras, com uma barra de
referência e uma barra PQ ou PV. Denomina-se barras PQ as barras onde os
valores de potência ativa (P) e potência reativa (Q) são conhecidas. As
correspondentes tensões e defasamentos angulares são incógnitas nas equações
de fluxo de potência. A barra PV é um tipo de barra com tensão controlada ou a
barra onde se conhece a tensão e mantida constante, através de injeções de
reativos. A potência ativa (P) e o modulo da tensão são conhecidos e a potência
reativa (Q) e o defasamento angular da tensão são incógnitas.
A figura abaixo mostra o diagrama de impedância de um sistema de duas
barras.

Para este sistema a potência que flui na barra 1 para a barra 2 é dado por:
S12=V 1 ¿
Supondo que seja um sistema sem perdas e desprezando as conexões à
terra obtém-se:
S12=[ V 21 −V 1 V 2 ∠ (θ 1−θ 2 ) ] /(− j X 12)

Se separarmos a parte real da imaginaria obtém-se:


P12=[ V 1 V 2 sen ( θ1−θ 2 ) ] / X 12

Q 12=[ V 21−V 1 V 2 cos ( θ 1−θ 2 ) ] / X 12


A equação da potência ativa pode ser simplificada ainda mais nos casos em
que a barra 2 é controlada por reativos. Supondo que as barras 1 e 2 tenham V = 1,0
então obtém-se:
P12=−B12 sen θ12
A figura 2.1 mostra que a máxima potência transferida ocorre quando o
deslocamento angular atinge 90°. Portanto existe um limite para a capacidade de
transferência de potência ativa em sistemas com corrente alternada.

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Figura 9 Representação gráfica da equação simplificada da potência ativa.

Exemplo 9.1: Qual é o limite da capacidade de transporte de uma LT 69KV


com 100km de extensão? Considere a reatância indutiva série da linha igual a
0,5Ω/km e tensões nas extremidades iguais a 69KV, despreze os efeitos resistivo e
capacitivo da linha. Utilize como base 69KV e potência de 100MVA.
Solução:
O valor da reatância da linha é:
X =0,5 ×100 Ω=1,05 pu
Através da equação simplificada a máxima transferência de potência é:
Pmax =sen 90 ° /1,05 pu=0,952 pu=95,2 MW
Exemplo 9.2: Determine a potência máxima que pode ser transferida através
de uma LT 138KV com 100km de extensão e reatância indutiva serie de 0,5Ω/km.
Despreze os efeitos resistivo e capacitivo e considere como base respectivamente
138KV e 100MVA.
Solução:
A reatância indutiva da linha de transmissão é:
X =0,5 ×100 Ω=2,625 pu
Portanto a máxima potência transferível é:
1,0 1,0
P= = =0,281 pu=38,1 MW
X 2,625

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10. CONCLUSÃO

O sistema encarregado de transportar a energia a ser consumida é a Linha de


Transmissão (LT). A linha aérea é o tipo de meio de transmissão mais empregado
de LT. Observamos que a impedância em série é obtida simplesmente multiplicando
a reatância por metro pelo comprimento da linha. A admitância em paralelo é obtida
da maneira análoga, e que é dividida em duas partes iguais, colocadas nos dois
extremos. Concluímos então, que para as linhas de comprimento inferiores,
podemos desprezar os efeitos da distribuição e considerar parâmetros de linha
"concentrados”.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
[1] STEVENSON, W. D. Elementos de Análise de Sistemas de Potência. 2ª ed.
Editora MacGraw-Hill do Brasil. São Paulo.1986.
[2] ZANETTA Jr., LUIZ CERA. Fundamentos de Sistemas Elétricos de Potência. 1ª.
Edição; Editora Livraria da Física, São Paulo, 2005.
[3] UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. Fluxo de Potência. Disponível em:
<http://www.eee.ufg.br/~colemar/Fluxo06.pdf>. Acesso em: 12 de maio. 2017.
[4] MARTIN MAX LUIS DE CASTRO NEGRÃO. Modelo Matemático de Linhas de
Transmissão, Contemplando Influências Ambientais. Universidade Federal do
PARÁ. Belém-Pará-Brasil, 2009.
[5] FUCHS, RUBENS DARIO. Transmissão de Energia Elétrica: linhas aéreas; teoria
das linhas em regime permanente. 2ª. Edição; Editora Livros Técnicos e Científicos,
Rio de janeiro, 1979.

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