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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ DE SERGIPE


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA BIOMÉDICA ÊNFASE
EM ENGENHARIA CLÍNICA

FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE BÁSICA E DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


HOSPITALARES

ARACAJU
2017

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FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE BÁSICA E DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


HOSPITALARES

Este trabalho consiste na realização de


um resumo de cada aula, com analogias
as instalações elétricas hospitalares,
fundamentadas com os conteúdos
aprendidos.

PROFESSOR: COORDENAÇÃO

ARACAJU
2017

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1 INTRODUÇÃO

A tarefa de projetar um sistema elétrico para qualquer tipo de edificação


pode ser definida como o projeto para dispor condutores e equipamentos
elétricos de modo a proporcionar com segurança, confiabilidade e qualidade a
transferência de energia elétrica desde uma fonte até os dispositivos que
deverão ser alimentados, propiciando que a instalação atinja os objetivos ao
qual se propõe.
Como resultado, um projeto elétrico toma-se uma estrutura complexa e
que deve ser muito bem detalhada sob forma de esquemas elétricos, plantas
de instalação, diagramas unifilares, esquemas de prumadas, detalhes de
instalação, memoriais descritivos, listas de materiais, enfim, tudo que seja
necessário ao correto entendimento e execução do projeto.

2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE BÁSICA E DE INSTALAÇÕES


ELÉTRICAS HOSPITALARES

2.1 DEFINIÇÕES E UNIDADES, GRANDEZAS ELÉTRICAS E TIPOS DE


SINAIS ELÉTRICOS

Circuito elétrico é um conjunto formado por um gerador elétrico, um


condutor em circuito fechado e um elemento capaz de utilizar a energia
produzida pelo gerador.
O Sistema Internacional define um grupo de sete grandezas
independentes denominadas de grandezas de base. A partir delas, as demais
grandezas são definidas e têm suas unidades de medida estabelecidas. Essas
grandezas definidas a partir das básicas são denominadas de grandezas
derivadas.
Sem o conhecimento dessas bases técnicas, o trabalho pode se tonar
muito difícil no ambiente hospitalar e qualquer outro que seja necessário
interpretar valores ou ler esquemas, como a troca de peças com a mesma
referência, sendo que é necessário também se atentar a questão da notação
cientifica e o sistema internacional de medidas que padroniza as unidades de

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medidas utilizadas para definir grandezas físicas, o qual e seguido por todos
os fabricantes de equipamentos médicos.
As principais grandezas elétricas como tensão, corrente, resistência e
potência, desta forma, todo ou quase todos os equipamentos biomédicos
precisam de tensão continua ou alternada para o seu funcionamento,
dissipando uma potencia de trabalho natural devido dissipação de calor dos
componentes resistivos presentes nesses equipamentos.
.
2.2 COMPONENTES ELETRÔNICOS

Os componentes eletrônicos são essenciais para o funcionamento


correto do circuito, são responsáveis por definir os níveis de corrente e tensão
elétricas para que o circuito possa atingir um determinado objetivo. Nesse
artigo vamos conhecer alguns dos principais componentes usado na eletrônica.
Estes componentes podem ser classificados como ativos ou passivos,
elementos que fornecem energia, potência, são classificados como elementos
ativos, nesse caso fontes de tensão ou corrente, já os passivos são os
elementos que recebem energia do circuito, que consomem, tais como
resistores, capacitores e indutores.
Tais componentes com suas funções distintas que podem ser
associados em um circuito de forma série, paralela ou mista, dependendo da
sua finalidade.
Estes componentes estão presentes em quase todos os equipamentos
biomédicos, tais como:
Boninas de MR
Amplificador de RF
Módulo de Gradiente
Motor
Drive Diverso
Monitor
Placa de Computador
Transformador
Inversor de Frequência

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Fonte de Alimentação
Mamógrafos
Gama Câmara
PET/CT
Tomografia Computadorizada
Ressonância Magnética
Angiógrafo
Arco Cirúrgico
Ultrassom

2.3 LEIS DA ELETRICIDADE

A 1ª lei de Ohm foi descoberta no inicio do século 19 pelo físico alemão


Georg Simon Ohm, a primeira Lei de Ohm afirma que a corrente elétrica que
atravessa um dispositivo qualquer é sempre diretamente proporcional à
diferença de potencial aplicada a esse dispositivo.
Já as Leis de Kirchhoff, delineiam o comportamento dos circuitos
elétricos, estabelecendo relações entre as tensões e correntes nos diversos
elementos dos circuitos.
Os sensores biomédicos atuam como interface entre um sistema
biológico e um sistema eletrônico. Por isso, as suas características de
funcionamento devem ser adequadas para esses dois tipos de sistemas.

2.4 CONCEITOS DE IMPEDÂNCIA E REATÂNCIA – CIRCUITOS R, L E C

Reatância é a resistência oferecida à passagem de corrente alternada


por um indutor ou capacitor num circuito.
Capacitores e Indutores em corrente contínua armazenam energia,
enquanto em corrente alternada seu comportamento se assemelha com o dos
resistores, opondo-se ao fluxo de corrente. A resistência às variações do fluxo
de corrente alternada oferecida por indutância ou capacitância num circuito
elétrico é chamada Reatância.

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Impedância elétrica ou simplesmente impedância é a medida da


capacidade de um circuito de resistir ao fluxo de uma determinada corrente
elétrica quando se aplica uma determinada tensão elétrica em seus terminais.
È composta por uma parte real denomina da resistência R e por uma
componente imaginária denominada reatância, X.

2.5 TÉCNICAS DE MEDIDAS ELÉTRICAS: INSTRUMENTOS DE


MEDIÇÃO

A medição é um conjunto de operações, manuais ou automatizadas, que


visa comparar uma grandeza com outra da mesma espécie, a qual é tomada
como unidade padrão, e determinando o seu valor momentâneo.
Para medição de temperatura, basicamente, são utilizados dois tipos de
transdutores elétricos de temperatura, que são os transdutores termoresistivos
e os termoelétricos. Nos sistemas biológicos também se costuma usar a
termometria química.
De uma forma geral os instrumentos de medição elétrica podem ser:
a) analógicos, nos quais o sinal de saída ou a indicação apresenta uma
variação contínua no tempo da grandeza que está sendo medida ou do sinal de
entrada;
b) digitais, nos quais o sinal de saída ou a indicação apresenta uma
variação com valores fixos em períodos de tempo da grandeza que está sendo
medida ou do sinal de entrada.

Os instrumentos variam de acordo com a grandeza a ser medida ou


monitorada, e cada um com sua técnica de medição, tais como:
 Ohmímetro, instrumento utilizado para medir resistência e deve ser
utilizado em paralelo com o dispositivo analisado.
 Voltímetro, instrumento elétrico utilizado para medir tensão.
 Amperímetro, instrumento elétrico utilizado para medir corrente.
 Multímetro, instrumento elétrico capaz de medir corrente, tensão e
resistência.

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2.6 CHOQUE ELÉTRICO: EFEITOS FISIOLÓGICOS DA CORRENTE


ELÉTRICA

O choque elétrico é um acidente muito comum que pode ocorrer seja


trocando uma lâmpada ou através do contato com um fio desencapado, o que
provoca a estimulação repentina dos nervos ou uma contração convulsiva dos
músculos.
O corpo humano é mais sensível a corrente alternada na frequência
comumente utilizada de 60Hz, do que a corrente contínua e equipamentos
eletromédicos introduzem o risco do choque elétrico em ambiente hospitalar.
O choque pode ocorrer por contato direto, ou indireto, com alguma
superfície que ficou energizada devido a uma falha de isolamento.
A energia dissipada no corpo é diretamente proporcional ao tempo de
exposição à corrente e as altas frequências são menos perigosas para o corpo
humano, pois circulam pela pele.

2.7 FUNDAMENTOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM UMA UNIDADE


HOSPITALAR

O ambiente hospitalar expõe os seus ocupantes a várias situações de


risco, devido à existência de substâncias ou formas de energia, potencialmente
perigosas, destacando-se o raio laser, as radiações ionizantes, as substâncias
químicas, os micro-organismo, etc. Dentre tais riscos, um que merece atenção
especial por parte dos profissionais da área de saúde é o risco de choque
elétrico envolvendo equipamentos eletromédicos, já que este tipo de
equipamento é largamente utilizado na monitorização de pacientes e para o
diagnóstico e tratamento de doenças.
A NBR-13534 classifica os espaços de um EAS em três grupos:
 GRUPO 0: Local médico não destinado à utilização de equipamento
eletromédico.
 GRUPO 1: Local médico no qual se prevê o uso de equipamentos
eletromédicos em partes externas do corpo ou em partes internas não
previstas no grupo 2.
 GRUPO 2: Local médico destinado à utilização de equipamentos
eletromédicos em procedimentos intracardíacos, cirúrgicos, de

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sustentação de vida de pacientes e outras aplicações em que a


descontinuidade de alimentação elétrica pode resultar em morte.

Os locais médicos, a distribuição elétrica deve ser concebida e


executada de forma a facilitar a transferência automática entre a alimentação
principal e a alimentação de segurança.
Em uma instalação elétrica para estabelecimentos assistenciais de
saúde, são permitidos os seguintes esquemas de ligação:
 Sistema TT
 Sistema IT
 Sistema TN-S
 Ligação TN-C e suas derivações não são permitidas.

2.8 RISCOS DE CHOQUE EM EQUIPAMENTOS BIOMÉDICOS

Equipamentos eletromédicos introduzem o risco do choque elétrico em


ambiente hospitalar e são classificados em dois grupos:
Macrochoque - é o choque elétrico devido aos contatos estabelecidos
externamente no corpo, estando a pele intacta; pode atingir tanto o paciente
quanto o pessoal médico.
Microchoque - é o choque elétrico provocado dentro do organismo,
proveniente de procedimento invasivo, aplicado no coração ou próximo a ele,
através de catéteres ou eletrodos.
Em macrochoques a epiderme, na entrada e saída do caminho da
corrente, contribui para aumentar a resistência equivalente do corpo. Em
microchoques, não existe essa resistência adicional.
Alguns tipos de microchoques que podem acontecer no ambiente
hospitalar, os quais não representam a totalidade dos problemas relativos a
segurança elétrica dos equipamentos eletromédicos:
 Ruptura do Condutor de Proteção
 Equipamentos não Aterrados
 Equipamentos não Aterrados

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2.9 MÉTODOS DE PREVENÇÃO

A norma ABNT NBR-5410 estabelece que partes energizadas


perigosas não devem ser acessíveis e partes condutivas acessíveis não devem
oferecer riscos seja em condição normal ou em caso de alguma falha que as
energize.
Os métodos de proteção podem ser básicas, que garantem proteção
contra contatos diretos ou proteções supletivas, que protegem contra contatos
indiretos, quando partes condutivas acessíveis tornam-se energizadas por falha
da proteção básica.
Para que o equipamento tenha capacidade de operar com segurança
para o paciente e usuário é preciso que se estabeleçam ações preventivas e
corretivas.
Os testes básicos de segurança elétrica incluem:
• Inspeção visual dos cabos, plugues e conectores
• Medição da resistência do fio de aterramento
• Medição do isolamento do chassis e do fio/contato do paciente

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