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Mércio Bartolomeu Banze

Educação Familiar e a sua influência na melhoria do PEA – Caso da Escola Primária do 1º


e 2º Graus do 5º Bairro da Macia (2014-2018)

Licenciatura em Ensino Básico (EaD)

Universidade Pedagógica

Maputo

2019
i

Mércio Bartolomeu Banze

Educação Familiar e a sua influência na melhoria do PEA – Caso da Escola Primária do


1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia (2014-2018)

Monografia apresentada ao Departamento de Ciências da


Educação, Faculdade de Ciências da Educação e Psicologia,
Delegação de Maputo, para a obtenção do grau académico de
Licenciatura em Ensino Básico.

Supervisor: Dani Duvane

Universidade pedagógica

Maputo

2019
ii

Índice

LISTA DE GRAFICOS..................................................................................................................iv
LISTA DE ABREVIATURAS.......................................................................................................vi
DECLARAÇÃO DE HONRA......................................................................................................vii
DEDICATÓRIA...........................................................................................................................viii
AGRADECIMENTOS...................................................................................................................ix
RESUMO.........................................................................................................................................x
ABSTRACT...................................................................................................................................xi
0. Introdução...............................................................................................................................13
0.1. Problematização..................................................................................................................14
0.2. Justificativa.........................................................................................................................16
0.3. Objectivos...........................................................................................................................17
0.3.1. Objectivo Geral...............................................................................................................17
0.3.2. Objectivos Específicos....................................................................................................17
Educação........................................................................................................................................18
Família...........................................................................................................................................18
Educação Familiar.........................................................................................................................19
Processo de Ensino-Aprendizagem...............................................................................................20
1.2. Relação Escola-Comunidade..............................................................................................22
1.3. A Importância da relação família/escola............................................................................22
1.4. Participação dos Pais e Encarregados da Educação...........................................................24
1.5. Estratégias da Participação da Família no PEA..................................................................25
1.6. Influência da Família no desempenho Escolar...................................................................27
1.7. Modalidades de Envolvimento da Família no PEA............................................................28
CAPITULO II -METODOLOGIA................................................................................................30
2.1. Tipos de estudo ou métodos de estudo...................................................................................30
2.2. Instrumentos e técnicas de recolha de dados..........................................................................30
2.3. Natureza da pesquisa..............................................................................................................31
2.4. Localização geográfica e caracterização da área de pesquisa.................................................31
iii

2.5. População e Amostra..............................................................................................................32


2.5.1. População.............................................................................................................................32
2.5.2. Amostra................................................................................................................................33
Tabela 2: Caracterização da Amostra............................................................................................33
2.6. Procedimentos de análise e interpretação de dados................................................................33
2.7. Procedimentos Éticos da Pesquisa..........................................................................................34
2.8. Limitações da Pesquisa...........................................................................................................34
CAPITULO III - APRESENTAÇÃO DE DADOS, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS
RESULTADOS.............................................................................................................................36
Considerações Finais e Sugestões.................................................................................................49
Sugestões.......................................................................................................................................50
Bibliografia....................................................................................................................................51
Apendice1......................................................................................................................................54
Apêndice 2.....................................................................................................................................59
Apendice 3.....................................................................................................................................63
iv

LISTA DE GRÁFICOS
v

LISTA DE TABELAS
vi

LISTA DE ABREVIATURAS
PEA – Processo de Ensino-Aprendizaem

EUA – Estados Unidos da América

MINED – Ministério da Educação

EPC – Escola Primária Completa

ZIP – Zona de Influência Pedagógica


vii

DECLARAÇÃO DE HONRA
Declaro que esta monografia é inequivocamente da minha autoria, e que a sua conclusão deveu-
se a orientação dada pelo meu Supervisor, Dani Bruno José Duvane. Declaro também a
originalidade dos conteúdos apresentados e que todas as fontes consultadas estão devidamente
citadas no texto, nas notas e na bibliografia final.

Declaro ainda, que este trabalho nunca foi apresentado em nenhuma outra instituição para
obtenção de qualquer grau académico.

Maputo, Março de 2019

_______________________________________________

(Mércio Bartolomeu Banze)


viii

DEDICATÓRIA

Quero ao que incipientemente, dedicar o presente trabalho em primeiro lugar a todos docentes,
que de forma abnegada deram orientaҫões sobre diferentes actividades que marcaram a longa e
prazerosa caminhada acadêmico.

Dedico também o presente trabalho a minha mãe, minha esposa e as minhas duas filhas que
sempre deram-me forҫa e coragem para trilhar a longa caminhada da academia, em fim dedico a
toda turma do esino Básico, turma esta que ao longo do curso estabelecemos acesos debates
sobre conteúdos temáticos do ensino Básico que constituem problemas para sua lecionaҫão e
outros ligados a Educação Familiar e a sua influência na melhoria do PEA.
ix

AGRADECIMENTOS

Endereço os meus agradecimentos a todos docentes que durante os cinco anos de formação
envidaram esforços para conseguisse fazer o curso com optimismo garantindo assim o
aprimoramento de habilidades de natureza prático-pedagógicas. Vão também os meus
agradecimento aos colegas do grupo e da turma, que com muito afinco colaboramos nos
trabalhos em grupo.

Vão também os meus agradecimentos ao meu supervisor que, soube orientar –me de forma
didáctica durante a elaboração do presente trabalho.
x

RESUMO
O presente trabalho traz uma reflexão sobre a Educação Familiar e a sua influência na melhoria do PEA –
Caso da Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia. Sendo que apresenta-se articulado a
seguintes objectivos específicos: - Destacar aspectos técnico-profissionais do professor para a promoção
da participação da família no PEA na Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia; Identificar
o papel da família para a melhoria do PEA na Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia;
Mencionar as causas que levam ao distanciamento entre a família e a escola na EPC Escola Primária do 1º
e 2º Graus do 5º Bairro da Macia; Reflectir sobre as estratégias desenvolvidas como forma de aproximar a
família ao PEA dos alunos/filhos na Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia; Propor
estratégias que permitam cada vez maior participação da Família no PEA. Como metodologias, baseou-se
no estudo qualitativo e quantitativo, recorrendo ao questionário e entrevista como instrumentos para a
recolha de dados, sendo que estes foram apresentados em forma de gráficos (tabulações) e interpretação
descritiva. Como resultado da pesquisa verificou-se que a família tem maior participação nas reuniões das
turmas, seguindo a participação em reuniões gerais, mas também, através das suas acções tem contribuído
para a melhoria do desempenho do desempenho dos alunos, concentram-se mais no comportamento dos
alunos e na ajuda aos professores no processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-Chave: Educação, Educação Familiar, Ensino-Apriendizagem, Escola.


xi

ABSTRACT
The present work brings a reflection on Family Education and its influence in the improvement of
the PEA - EPC Samora Machel case study. The following specific objectives are articulated: -
Highlighting technical and professional aspects of the teacher to promote family participation in the
PEA at EPC Samora Machel; Identify the role of the family for the improvement of the PEA in
EPC Samora Machel Headquarters; Mention the causes that lead to the separation between the
family and the school in EPC Samora Machel; Reflect on the strategies developed as a way to bring
the family closer to the PEA of the students / children in the EPC Samora Machel Headquarters;
Propose strategies that allow an increasing participation of the Family in the EAP. As
methodologies, it was based on the qualitative and quantitative study, using the questionnaire and
interview as instruments for data collection, and these were presented in the form of graphs
(tabulations) and descriptive interpretation. As a result of the research it was found that the family
has greater participation in class meetings, following participation in general meetings, but also,
through their actions has contributed to the improvement of performance of students, focus more
on behavior of students and in helping teachers in the teaching-learning process.

Keywords: Education, Family Education, Teaching-Apprentice, School


13

Introdução
A escola e a família, assim como outras instituições, vêm passando por profundas
transformações ao longo da história. Estas mudanças acabam por interferir na estrutura familiar e
na dinâmica escolar de forma que a família, em vista das circunstâncias, entre elas o fato de as
mães e/ou responsáveis terem de trabalhar para ajudar no sustento da casa, tem transferido para a
escola algumas tarefas educativas que deveriam ser suas.

De acordo com a teoria de ARANHA (2005:42) a tarefa de ensinar, em nossa sociedade, não está
concentrada apenas nas mãos dos professores. O aluno não aprende apenas na escola, mas
também através da família, dos amigos, de pessoas que ele considera significativas, dos meios de
comunicação de massa, das experiências do quotidiano, dos movimentos sociais. Entretanto, a
escola é a instituição social que se apresenta como responsável pela educação sistemática das
crianças, jovens e até mesmo de adultos.
No ambiente escolar a criança sofre uma transformação radical em sua forma de pensar. Antes de
se entrar nela, os conhecimentos são assimilados de modo espontâneo, a partir da experiência
directa da criança. Em sala de aula, ao contrário, existe uma intenção prévia de organizar
situações que propiciem o aprimoramento dos processos de pensamento e da própria capacidade
de aprender.
Desse modo, o sucesso da educação formal no mundo actual está associado à participação da
família nesse processo. Escolas e instituições educacionais de todos os níveis, no mundo inteiro,
têm procurado estabelecer parcerias com as famílias objectivando aperfeiçoar o processo
educacional. Segundo Carvalho: “Espera-se da família uma maior parceria. Participando com a
escola do projecto educacional destinado a seus filhos. Fala-se igualmente em comunidade
presente na escola” (CARVALHO, 2002: 18).
Como forma de Analisar esta participação da Família na vida Escolar dos alunos será realizada a
presente pesquisa, subordinando-se ao tema Educação Familiar e a sua influência na melhoria
do PEA – Caso da Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia. Esta Pesquisa,
surge no âmbito da Licenciatura em Ensino Básico.
Como suporte teórico para sustentar a pesquisa sobre a importância da relação família/escola
para o desempenho das crianças no PEA, fez-se necessário versar sobre alguns aspectos
directamente ligados a essas questões.
14

A Pesquisa poderá sustentar-se a seguinte estrutura: INTRODUÇÃO – é a primeira parte do


trabalho onde Encontra-se o enquadramento da problematização com a questão de pesquisa,
Justificativa; Objectivos, e Definição de perguntas de pesquisa. CAPÍTULO I: Conceptualização
– apresenta-se neste capítulo toda revisão bibliográfica disponível e relevante ao tema em estudo,
bem como a sua discussão. CAPÍTULO II: Metodologia – faz-se neste capítulo a discrição dos
procedimentos metodológicos para a pesquisa, a definição da população, selecção de amostra e
das técnicas e instrumentos de recolha de dados. CAPÍTULO III: Apresentação, Análise e
Discussão dos Resultados – faz-se neste capítulo a análise dos dados recolhidos no campo e
posterior discussão dos resultados.
CONCLUSÕES E SUGESTÕES: é neste capítulo onde faz-se a abordagem conclusiva de todo
trabalho do campo e a apresentação de algumas sugestões em relação ao estudo realizado.

Problematização
O conceito de família mudou muito nos últimos tempos, não há mais um padrão  de família, e 
sim  uma  variedade de  padrão familiar, com identidade  própria  em constante desenvolvimento.
Mas  independente dessa mudança a família  continua  sendo o  primeiro  local  de aprendizado
das crianças, é  através  dela  que acontece os primeiros   contactos  sociais  e  as  primeiras 
experiências   educacionais.

De acordo com LEITE e GOMES (2008:5) a família é essencial para o desenvolvimento do


indivíduo, independentemente de sua formação. É no meio familiar que o indivíduo tem seus
primeiros contactos com o mundo externo, com a linguagem, com a aprendizagem e aprender os
primeiros valores e hábitos.

TAVARES (2013: 17), refere que a família é a primeira grande referência das crianças. O
exposto demonstra que é muito importante a presença dos pais para auto-estima de forma que
seu filho sinta-se encorajado em aprender, pois é deste modo que ele irá adquirir segurança e
sendo assim serão confirmados os seus pontos de vista.

Sabe-se que muitas famílias não participam efectivamente do quotidiano escolar dos filhos e,
consequentemente, influenciam negativamente no desenvolvimento do aluno em sala de aula. Os
educadores buscam estratégias para que os pais se envolvam mais no processo de aprendizagem
15

através de reuniões, que são utilizadas para relatar o que acontece na escola e com o aluno e/ ou
promovem actividades de integração entre pais e filhos. Apesar dos esforços, nem sempre os pais
comparecem nestes eventos, frustrando as expectativas da escola (FRAGA, 2012:1).

Estando a família, directamente  ligada  as  atitudes comportamentais  da criança. Na maioria 


das  vezes   a  influência   que  os  pais  exercem  sobre  seus  filhos  é  inconsciente, pois  não
tem consciência  de  que seus  comportamentos, sua maneira de    ser  e   de   falar,  de  tratar   as
pessoas,   de   enxergar  o   mundo,    tem   enorme  influência sobre o  desenvolvimento do seu
filho.  
Fica evidente que a  influência  que  a   vida   familiar   exerce   sobre   as   crianças   não   se
restringe   apenas   a lhe  oferecer  modelos  de  comportamento,   mas  também  no
desenvolvimento moral da criança. O estilo  familiar, os padrões de punição, o sistema de 
crença,   os valores, a  forma como estão   estruturadas  e o modo como as crianças são tratadas
são  elementos  que  tem  impactos importantes  no desenvolvimento das habilidades  sociais.
Famílias  agressivas  e  restritivas  formam   crianças   que   tendem  a  manifestar um
comportamento  de isolamento  social, de dependência  e  habilidade  reduzida  para solucionar
problemas.
ROCHA   &  MACHADO  (2002:18)  sustentam que o  envolvimento  familiar traz também 
benefícios  aos  professores  que,   regra  geral,   sente  que  o  seu  trabalho é apreciado pelos
pais e se esforçam para que o grau de satisfação dos pais seja grande.

Numa vertente mais específica do local da pesquisa percebe-se que aparece um paradoxo em
relação a valorização dos conhecimentos que a criança desenvolve no seio familiar. Parece que
os professores da Escola Primária Completa Samora Machel, tem tido dificuldades para
desenvolver conhecimentos tomando em consideração os conhecimentos desenvolvidos pela
criança no seio Familiar. Mas por sua vez os professores afirmam que as famílias não têm
aproximado para participar da Educação Escolar dos seus filhos. Estes pressupostos levantam a
seguinte questão de pesquisa: De que forma a Educação familiar influencia na melhoria do
Processo de Ensino-Aprendizagem?
16

Justificativa
A experiência escolar tem mostrado que a participação dos pais é de fundamental importância
para o bom desempenho escolar e social das crianças. A educação abrange os processos
formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas
instituições de ensino e pesquisas, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e
nas manifestações culturais. A escola nunca educará sozinha, de modo que a responsabilidade
educacional da família jamais cessará.

O interesse pelo presente estudo surge a quando das minhas Práticas Pedagógicas realizadas na
Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia. Porém, na vertente pessoal, é de destacar
que será preponderante, na medida em que poderá desenvolver conhecimentos muito importantes
sobre esta temática, onde poderá abrir horizontes sobre a concepção que varias literaturas têm
sobre a influência que a família tem proporcionado à Educação Escolar.

No Contexto profissional poderá mudar a forma como os professores tem concebido a acção
docente, visto que vai proporcionar um repertório científico que poderá demonstrar o quanto é
tão importante a valorização da Educação Familiar para o PEA das crianças, pois, a família é o
primeiro agente de socialização. A Família é responsável em desenvolver os primeiros valores,
crenças, formas de ver o mundo, isto é, tem sido o responsável pela formação da personalidade
do indivíduo.

É de destacar que na vertente social, poderá promover maior participação da família, como
interveniente activo no PEA das crianças, sendo que poderá também demonstrar que a interacção
entre a Família e a Escola tem sido um dos mais importantes meios de promoção da qualidade da
Educação.

Na vertente Institucional, poderá melhorar a forma como as instituições escolares encaram o


envolvimento dos pais e encarregados de educação no PEA, assim como poderá ajudar no
desenvolvimento de estratégias para a melhoria do envolvimento destes no ambiente de
aprendizagem.

Com o trabalho pretende-se também criar condições para o envolvimento dos pais e
encarregados de educação na tomada de decisão a nível da escola, no apoio aos filhos na
realização das actividades sugeridas pelos professores contribuindo assim para o
17

desenvolvimento das competências nos alunos e consecutivamente para melhorar a qualidade da


Educação.

Objectivos
Objectivo Geral
Analisar a influência da Educação familiar na melhoria do Processo de Ensino-
Aprendizagem

Objectivos Específicos
Destacar aspectos técnico-profissionais do professor para a promoção da participação da
família no PEA na Escola primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia;
Identificar o papel da família para a melhoria do PEA na Escola primária do 1º e 2º Graus
do 5º Bairro da Macia;
Mencionar as causas que levam ao distanciamento entre a família e a escola na Escola
primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia;
Reflectir sobre as estratégias desenvolvidas como forma de aproximar a família ao PEA
dos alunos/filhos na Escola primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia;
Propor estratégias que permitam cada vez maior participação da Família no PEA.

Perguntas de Pesquisa

I. Será que os professores estão preparados para promover a participação da família na


Educação Escolar?
II. Que papel a família tem desempenhado para a melhoria do PEA
III. Qual é a causa do actual distanciamento da Família no PEA dos alunos?
IV. Que estratégias podem ser desenvolvidas como forma de aproximar a família ao PEA dos
alunos/filhos?
18

CAPITULO I - CONCEPTUALIZAÇÃO

Neste item iremos operacionalizar alguns conceitos básicos pertinentes nesta pesquisa,
abordaremos igualmente o conceito de Educação, Família Educação Familiar, Processo de
Ensino-Aprendizagem e Escola. Será com base nestes aspectos que será fundamentada a presente
pesquisa e serão igualmente interpretados os resultados do estudo do campo.

1.1. Definição de Conceitos-Chave

Educação
Em outra abordagem JAEGER, (1979:3) refere que a Educação prepara as novas gerações para
darem continuidade à busca de soluções para os diversos problemas de ordem prática e teórica
com os quais os Homens se defrontam. Através da educação, acrescenta ainda o autor citado, o
homem propaga a sua forma de existência física e espiritual, através da qual os adultos buscam
passar o seu sentir à nova geração. Consubstanciando esta ideia, GADOTTI, (2013) define a
Educação como a acto que desenvolvemos sobre as pessoas que formam a sociedade, com o fim
de capacitá-las de maneira integral, consciente, eficiente e eficaz, que lhes permita formar um
valor dos conteúdos adquiridos, significando-os em vínculo directo com seu quotidiano, para
actuar consequentemente á partir do processo educativo assimilado.

O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um


indivíduo e a sua capacidade de socialização. Ela se restringe às diferentes etapas de
escolarização que se apresentam de modo sistemático por meio do sistema escolar.

Família
A família é um complexo sistema de organização, com crenças, valores e práticas desenvolvidas
ligadas directamente às transformações da sociedade, em busca da melhor adaptação possível
para a sobrevivência de seus membros e da instituição como um todo (BRYM, 2006).
Especificamente no que tange às ligações estabelecidas pelas relações de afinidade, cumpre
destacar o conceito de LÉVI-STRAUSS (2003). Segundo o autor, a palavra família serve para
designar um grupo social que possui, pelo menos, essas três características:
19

1. Tem a sua origem no casamento;


2. É formado pelo marido, pela esposa e pelos filhos (as) nascidos do casamento, ainda que
seja concebível que outros parentes encontrem o seu lugar junto do grupo nuclear,
3. Os membros da família estão unidos por laços legais. Além disso, na definição de família
encontra-se a caracterização como produto da articulação das relações de género e
gerações no âmbito de um sistema de parentesco e aliança (THERBORN, 2007).

Segundo BURCH (1976) a família não inclui todas as pessoas ligadas apenas pelo sangue ou
pelo casamento, e às vezes inclui pessoas as quais se consideram ligadas assim, como ocorre nos
casos de adopção ou parentesco fictício. Burch explica que mesmo quando não compartilham a
mesma moradia e vivam em realidade em considerável distância umas das outras, as relações
entre parentes podem ser profundas e altamente significativas. O autor denomina famílias de
interacção as pessoas assim vinculadas, independentemente de sua separação espacial ou
residencial.

BILAC (2001), se destacou ao acrescentar um factor importante à definição de família: é


justamente esse sistema que as organiza e legítima, através de valores, normas e expectativas de
comportamento. THERBORN (2006) também aponta outra característica importante da família:
enquanto forças biológica e social, ela está suspensa entre o sexo e o poder. Todavia, segundo o
autor, ela não é um porto seguro ou uma fuga do poder e do sexo, mas é sempre um resultado das
relações sexuais passadas ou correntes: sem sexo não há família. Mas, segundo THERBORN
(2006), a família é um regulador das relações sexuais, determinando quem pode e quem deve ou
não ter relações sexuais com quem. As relações de poder estão inscritas nos direitos e obrigações
dos membros da família.

Educação Familiar
De acordo com ARENDT (1991) a educação familiar hoje é um projecto de formação e
construção de cidadãos éticos. Os seres humanos desenvolveram a civilização. Na mesma
perspectiva, COSTA, (1983) refere que o maior ensinamento familiar é o da convivência social.
O principal item desta convivência é a formação do padrão comportamental social tendo como
base a ética.
20

Sendo assim, embora a Educação seja um dever do Estado e da família, é na família que se
inicia a base educacional a qual, o indivíduo, aplicará futuramente em suas relações individuais
e colectivas, pois é o suporte fáctico para a existência do Direito de Família e para a própria
sobrevivência do ser humano.

De acordo com CUNHA (1996) o dever da família para com a educação implica uma posição de
educadora especialmente na faixa de 0 a 3 anos. Isso não significa a desconsideração do papel de
uma orientação que os adultos possuem em relação às gerações mais jovens.

Porem, as famílias tem o “dever jurídico” de matricular seus filhos nas instituições escolares de
modo a superarem, desde cedo, um egocentrismo próprio da infância, um convite à anomia; e a
estabelecerem com as outras relações maduras de reciprocidade. Nesse sentido cabe o
pensamento kantiano de que a pessoa é sempre um fim e cuja autonomia tem a reciprocidade do
outro, repudiando a regressão do outro à condição de meio. Mas, ao mesmo tempo, a
Constituição reconhece o eminente papel do Estado na busca da cidadania e na garantia de
direitos que não decorrem nem da vida privada e nem do mercado (ROMANO, 1994).

Processo de Ensino-Aprendizagem
GAGNÉ, (1974:3) define a aprendizagem como sendo suma modificação na disposição ou na
capacidade do homem, modificação essa que pode ser retida e que não pode ser simplesmente
atribuída ao processo de crescimento.

Na mesma perspectiva, aprendizagem é um processo de mudança de comportamento adquirida


através da experiência construída por factores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais
(CORRÊA, 2001).

Falar do Processo de Ensino e Aprendizagem implica abordar o Ensino e Aprendizagem numa


conjuntura na qual os dois actos ocorrem num contexto bem definido no âmbito da Educação do
Homem.
O ensino segundo Herbart citado por MWAMWENDA, (2008) deve ser entendido como repasse
de ideias do professor para a cabeça do aluno que passa por uma preparação e apresentação da
matéria nova de forma clara e completa.
21

Há uma relação intrínseca entre o ensino e aprendizagem, é necessário conhecer, na perspectiva


de PILETTI (2002:33), o fenómeno sobre o qual o ensino actua, que é a aprendizagem. Portanto,
para haver ensino e aprendizagem é preciso:
Uma combinação de propósitos e identificação de objectivos entre o professor e o aluno;
Um constante equilíbrio entre o aluno, a matéria, os objectivos do ensino a serem
atingidos e as técnicas de ensino.
Neste caso, só existe o ensino para motivar a aprendizagem, orientá-la e dirigi-la e existe sempre
para a eficiência da aprendizagem, o ensino seria então, factor de estimulação.
A organização do Processo de Ensino e Aprendizagem assenta basicamente na organização dos
aspectos do trabalho do professor e dos alunos na sala de aula. Supõe a elaboração do projecto
pedagógico - curricular, dos planos de ensino e sua estrutura didáctico - pedagógica orientada
por uma concepção de ensino como direcção da actividade cognitiva dos alunos sob orientação
do professor.
O sucesso do Processo de Ensino e Aprendizagem na consciência TACHIZAWA & ANDRADE
(2006) pressupõe a existência de condições materiais, financeiras e humanas para a sua
operacionalização, disponibilização de equipamentos para as salas de aula, material didáctico
tanto para o professor como para o aluno, entre outros factores.

Escola

De acordo com WITTMANN et al, (2004:33), a escola é o espaço privilegiado de produção e


socialização do saber e se encontra organizada por meio de acções educativas que visam à
formação de sujeitos éticos, críticos e participativos.
Por outro lado, BORDENAVE (1994), refere que a escola é uma instituição de formação
humana, constitui importante centro de convivência e interacção colectiva, possibilitando
encontros, descobertas e interacções cognitivas, culturais, sociais, afectivas. Porém, é um lugar
privilegiado de socialização de diferentes saberes das pessoas, oportunizando momentos de
intercâmbio de todos os membros da comunidade escolar e representantes da comunidade local.
Como afirma SZIMANSKI (2003: 90), “a escola tem um papel preponderante na constituição do
sujeito, tanto do ponto de vista de seu desenvolvimento pessoal e emocional, quanto da
constituição da identidade, além de sua inserção futura na sociedade”.
22

1.2. Relação Escola-Comunidade


Parafraseando VILLAS-BOAS (2000:10), as razões que justificam o envolvimento colectivo e
individual dos encarregados de educação na educação dos seus educandos estão relacionadas
com o empenho na prática democrática, aumentando a participação dos encarregados de
educação na tomada das decisões que afectam os seus direitos, entre os quais a educação dos
educandos; com a procura de aproveitamento escolar para todos os alunos, independentemente
do nível socioeconómico e cultural, diminuindo as diferenças entre os (des) favorecidos; com a
responsabilização das escolas perante os seus clientes, elevando o seu nível do desempenho; e
com a conjugação de esforços na resolução de problemas graves.

Relativamente às reuniões de encarregados de educação com o director de turma, estas


constituem uma importante forma de envolver os encarregados de educação, pois ajudam a
desenvolver uma relação de confiança com o director de turma, podendo também estimular,
consequentemente, um maior envolvimento dos encarregados de educação na escola. Uma das
formas de tirar o melhor partido das reuniões é levar os participantes a darem o seu contributo e a
participarem activamente no cumprimento dos objectivos do encontro. A aproximação entre a
família e a escola, fomentada pelas reuniões de pais, pode ajudar a diminuir a descontinuidade
cultural e conseguir aumentar o espaço de sobreposição de esferas de influência.

1.3. A Importância da relação família/escola


A família é o primeiro e principal contexto de socialização dos seres humanos, é um entorno
constante na vida das pessoas; mesmo que ao longo do ciclo vital se cruze com outros contextos
como a escola e o trabalho (EVANGELISTA e GOMES, 2003:203).

É como nos diz PRADO (1981) a família não é um simples fenómeno natural, mas pelo
contrário, é uma instituição social que varia no tempo e apresenta formas e finalidades diferentes
dependendo do grupo social em que esteja.

De acordo com KALOUSTIAN (1998: 12), É a família que propicia os aportes afectivos e,
sobretudo materiais necessários ao desenvolvimento e bem-estar dos seus componentes. Ela
desempenha um papel decisivo na educação formal e informal. É em seu espaço que são
absorvidos os valores éticos e humanitários, e onde se aprofundam os laços de solidariedade.
Desta maneira, o grupo no qual a criança está inserida exerce um papel importante no seu
desenvolvimento e este processo inicia-se muito antes do ingresso da criança na instituição
23

escolar. São pelas vivências adquiridas no convívio familiar dentre outras relações que essa
aprendizagem vai crescendo, gradativamente, e sistematiza-se no ambiente escolar, que vem para
reforçar esses valores primeiros, acrescentando, mas não assumindo para si o papel inicial da
família.
LACASA (2010:405-406) escreve em seu artigo que pode se pensar então que a escola e a
família podem ser entendidas como contextos educacionais do desenvolvimento. Dessa
perspectiva, tanto o contexto familiar como o da escola são constituídos por pessoas que
desempenham um determinado papel e que, além disso, utilizam instrumentos que cumprem
determinadas funções.
Neste sentido, a participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e
consciente. A vida familiar e a vida escolar devem ser simultâneas e complementares. É preciso
que a escola esteja em perfeita sintonia com a família, pois a escola é uma instituição que deve
complementar a formação educacional da criança. Essas duas instituições devem se organizar na
tentativa de alcançar o objectivo maior, que é a formação integral da criança.
A parceria entre família e escola gera benefício em relação, não só ao processo
ensino/aprendizagem, mas também na troca de informações acerca do sujeito, no
desenvolvimento da criança na escola e em casa.
Essa inter-relação possibilita compreender a actuação da criança, tanto em casa como na escola,
suas condutas e as relações que estabelece com os adultos no seio familiar.
Porém, a vida familiar e vida escolar perpassam por caminhos concomitantes. É quase
impossível separar aluno/filho, por isto, quanto maior o fortalecimento dessa relação
família/escola, tanto melhor será o desempenho escolar desses filhos/alunos. Nesse sentido, é
importante que família e escola saibam aproveitar os benefícios desse estreitamento de relações,
pois isto irá resultar em princípios facilitadores da aprendizagem e formação social da criança.
Em vista disso, é que destaca-se a necessidade de uma parceria entre Família e Escola, visto que,
apesar de cada uma apresentar valores e objectivos próprios no que se refere à educação de uma
criança, necessita uma da outra e, quanto maior for à diferença maior será a necessidade de
relacionar-se (TORRES, 2008: 29).

1.4. Participação dos Pais e Encarregados da Educação


Por participação dos pais e encarregados da Educação entende-se em simultâneo a implicação
colectiva das famílias nas instâncias de decisão dos estabelecimentos de ensino, a relação
24

individual das famílias com os professores, mas também a sua contribuição indirecta para o
funcionamento dos estabelecimentos. Como assinala MIGEOT-ALVARADO (2003:36), esta
contribuição indirecta manifesta-se não somente através das ideias que as famílias transmitem,
mas também através de estratégias para escolher ou evitar determinado estabelecimento.

No estudo realizado por SANTOS (2000:14) a participação é entendida como a capacidade de


colaboração entre os actores da instituição, na planificação, administração, gestão, controlo e
avaliação dos processos sociais que acontecem no estabelecimento de ensino, baseada numa
redistribuição e partilha de relações de poder e no envolvimento de todos os intervenientes no
processo de tomada de decisão – professores, alunos, auxiliares da acção educativa, encarregados
de educação, responsáveis pela administração e gestão, representantes das instituições
económicas, culturais e das autarquias.

A expressão participação refere-se, no entanto, às actividades dos encarregados de educação que


supõem alguma influência em campos como os do planeamento, gestão e tomada de decisões nas
escolas, pressupondo sempre essa tomada de decisões.

DIOGO (1996) sistematiza a participação dos encarregados de educação, organizando-a segundo


um grau crescente de implicações na escolarização dos educandos. Segundo a autora, o
envolvimento na educação escolar é uma prática de participação indirecta, que se actualiza
através do acompanhamento, por parte dos encarregados de educação, das aprendizagens
escolares dos educandos e da realização dos trabalhos de casa. Relativamente aos contactos dos
encarregados de educação com a escola, como prática de participação, menciona que esta assume
a forma de pseudo-participação, já que os encarregados de educação vão à escola, como meros
receptores, sobretudo para receber informações, aceitando as decisões tomadas numa atitude de
passividade.

1.5. Estratégias da Participação da Família no PEA


Por participação da Família no PEA entende-se em simultâneo a implicação colectiva das
famílias nas instâncias de decisão dos estabelecimentos de ensino, a relação individual das
famílias com os professores, mas também a sua contribuição indirecta para o funcionamento dos
estabelecimentos. Como assinala MARQUES (1994:36), esta contribuição indirecta manifesta-se
25

não somente através das ideias que as famílias transmitem, mas também através de estratégias
para escolher ou evitar determinado estabelecimento.

Para SANTOS (1994:14) a participação é entendida como a capacidade de colaboração entre os


actores da instituição, na planificação, administração, gestão, controlo e avaliação dos processos
sociais que acontecem no estabelecimento de ensino, baseada numa redistribuição e partilha de
relações de poder e no envolvimento de todos os intervenientes no processo de tomada de
decisão – professores, alunos, auxiliares da acção educativa, encarregados de educação,
responsáveis pela administração e gestão, representantes das instituições económicas, culturais e
das autarquias.

DIOGO (1996) por sua vez sistematiza a participação da família, organizando-a segundo um
grau crescente de implicações na escolarização dos educandos. Segundo a autora, o
envolvimento na educação escolar é uma prática de participação indirecta, que se actualiza
através do acompanhamento, por parte dos encarregados de educação, das aprendizagens
escolares dos educandos e da realização dos trabalhos de casa. Relativamente aos contactos dos
encarregados de educação com a escola, como prática de participação, menciona que esta assume
a forma de pseudo-participação, já que os encarregados de educação vão à escola, como meros
receptores, sobretudo para receber informações, aceitando as decisões tomadas numa atitude de
passividade.

A expressão participação no campo educacional refere-se, no entanto, às actividades dos


encarregados de educação que supõem alguma influência em campos como os do planeamento,
gestão e tomada de decisões nas escolas, pressupondo sempre essa tomada de decisões.

Parafraseando VILLAS-BOAS (2000:10), as razões que justificam o envolvimento colectivo e


individual da família nos estudos dos seus educandos estão relacionadas com o empenho na
prática democrática, aumentando a participação dos encarregados de educação na tomada das
decisões que afectam os seus direitos, entre os quais a educação dos educandos; com a procura
de aproveitamento escolar para todos os alunos, independentemente do nível sócio-económico e
cultural, diminuindo as diferenças entre os (des) favorecidos; com a responsabilização das
escolas perante os seus clientes, elevando o seu nível do desempenho; e com a conjugação de
esforços na resolução de problemas graves.
26

LUCK, (1996) considera três níveis de participação:


A apresentação de propostas de trabalho ou acção sob forma de sugestão mais ou menos
estruturadas a incluir no projecto de escola;
A discussão dessas propostas nos diferentes órgãos componentes.
A tomada de decisão propriamente dita.
Segundo AFONSO, (1993) em função da capacidade dos actores para interferirem nos processos
decisórios, existem três níveis de participação:
1) “A pseudo-participação – constitui o nível em que os participantes não possuem qualquer
capacidade de intervenção nos processos de tomada de decisões e em que “ a encenação
participatória se deduz a um conjunto de técnicas usadas para os convencer a aceitar decisões
que já foram tomadas pelos que tem o real poder de decidir”;
2) A participação parcial – os actores tem alguma capacidade de influenciar as decisões, mas
em que o efectivo poder de decidir se mantém nas mãos do topo hierárquico (directores e
gestores);
3) A participação total - corresponde ao nível mais elevado de participação ideal em que todos
os actores são colocados numa situação parietária, com a mesma capacidade de intervenção
directa sobre o processo decisório”.
A pseudo-participação é o nível de participação que está mais relacionado com a escola em
estudo, porque ainda não há uma intervenção dos pais nas tomadas decisões da escola.
Segundo LIMA (1992) para que haja uma participação mais activa é necessário:
O desenvolvimento de um espaço na escola para os pais;
A concertação entre pais e a escola no que refere aos horários para que a participação
destes seja em maior número;
É pertinente uma presença dos pais como parceiros, na elaboração dos projectos
educativos da escola.

1.6. Influência da Família no desempenho Escolar


Segundo LIMA (1992) as pesquisas mais recentes que investigam a relação escola/família e a
questão do desempenho escolar podem ser classificadas em cinco perspectivas:
A primeira enfatiza a influência dos factores sociais da família no desempenho escolar
dos filhos, refere-se à classe social dos pais e sua relação com o desempenho escolar dos
27

filhos, indicando que a existência de um grande número de pais analfabetos, o que


dificulta em ajudar os seus educandos nas tarefas de casa;
A segunda perspectiva aborda a influência do contexto pedagógico da família na sua
relação com a escola;
A terceira perspectiva se refere à participação dos pais na escola, indicando que a
presença dos pais na vida escolar dos filhos constitui um factor indispensável para
desempenho escolar e enfatizando a importância da presença dos pais principalmente nas
reuniões realizadas nas escolas;
A quarta perspectiva discute a importância dos pais para o desempenho escolar dos filhos
num sentido mais direccionado aos aspectos do desenvolvimento da aprendizagem. As
aproximações entre a escola e a família, revelando que a mãe, com maior frequência, é
quem acompanha as actividades escolares dos filhos;
A quinta perspectiva enfatiza a importância dos pais sobre o sucesso ou insucesso escolar
dos filhos. Chama atenção para que os pais estejam melhor informados sobre as
actividades e obrigações escolares dos filhos, permitindo um compromisso maior com o
sucesso escolar.
Portanto, a relação entre a Família e Escola são pontos que apoiam ao educando, quanto melhor
for a parceria entre ambas, mais positivos e significativos serão os resultados da sua formação. A
participação dos pais na educação dos filhos deve ser permanente. É importante que os pais,
professores compartilhem experiências, entendam e trabalhem as questões que os envolvem sem
cair no julgamento “culpado e inocente”, mas buscando compreender as nuances de cada
situação.

1.7. Modalidades de Envolvimento da Família no PEA


Diante desta explanação, cabe ressaltar que os próprios professores podem desenvolver e propor
estratégias para o envolvimento da família na escola, buscando-se um discurso único entre pais e
professores.
A primeira proposta pode ser o grupo de pais. De acordo com OUTEIRAL (2003), os grupos
com pais podem ser de diversos tipos:
28

Pequenos grupos para reflexão e discussão sobre temas e/ou situações especificas que podem
ser sugeridas pelos pais e/ou pela escola em períodos determinados consensualmente como
reuniões quinzenais com uma hora e meia de duração por alguns meses.
Grupos de pais, professores e alunos reunidos para discutir questões comuns na escola.
Grandes grupos - reunidos para discussão de um tema geral escolhido pelos pais e com a ajuda
de outros profissionais. Inicia-se com uma exposição e, posteriormente, a formação de pequenos
grupos para reflexão e discussão sobre a temática em pauta. Ao final, retorna-se ao grande grupo
com uma sinopse realizada pelo secretário de cada pequeno grupo e o coordenador realizando
uma síntese.

Outra proposta é o Centro familiar. De acordo com Marques (1997:36), essa experiência foi
realizada pela Escola Rumo ao Futuro em Portugal. Trata-se de um espaço próprio, situado
dentro ou perto da escola, cuja utilização é reservada aos familiares dos alunos, com o fim de
conceberem e concretizarem actividades de envolvimento e participação no processo educativo e
na vida da escola.
O centro deve ter a coordenação de um pai ou uma mãe que se encarregará dos arranjos físicos,
distribuição de informações e marcação de reuniões. Sendo um espaço para múltiplas
actividades, como sala de reuniões para os pais, sala de reuniões para os pais e professores, local
de encontro, local de convívio, deve estar equipado com uma mesa redonda, cadeiras, sofá,
armários, geladeira, telefone, computador e impressora. Equipado desta forma e gerido pelas
famílias dos alunos, o centro é um espaço criativo, onde as famílias ganham um sentimento de
posse e de pertencimento.
Com isso, podemos observar que é possível concretizar um bom relacionamento entre pais e
professores, entre escola e pais basta que ambas as partes tenham coragem de dar um passo a
frente. De dar ideias, de envolver-se no projecto educativo de seus filhos.
Partindo destas análises teóricas percebe-se como é importante a participação da família na
escola. Portando apresenta-se no próximo capítulo a análise dos dados relacionados a pesquisa
que demonstrarão a relação da teoria e da prática.
29

CAPITULO II -METODOLOGIA
A aplicação de métodos é imprescindível na investigação, de acordo com (RICHARDSON,
1999) a metodologia da pesquisa é “o conjunto de passos, caminhos, métodos e técnicas
científicos que se usam numa pesquisa para chegar-se ao objectivo pré - definido.”

2.1. Tipos de estudo ou métodos de estudo


A Pesquisa baseia-se no método de Estudo exploratório (qualitativo), onde foi realizada a
Pesquisa Bibliográfica, centrando-se no enquadramento teórico através de conteúdos
relacionados com a influencia da participação da Família para a melhoria do PEA, realizou-se
também a entrevista que teve como principal objectivo aferir na direcção da escola e professores
que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado particularmente nos
procedimentos de envolvimento da Família no PEA, mas também recorreu-se ao método
Descritivo (quantitativo) que se caracteriza pela descrição realística da participação da Família
no PEA na Escola primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia. Nesta vertente foi aplicado o
inquérito por questionário, à direcção da escola e aos professores com a finalidade de colher
dados quantitativos sobre a sua percepção em entorno dos procedimentos envolvimento da
Família no PEA a nível da escola em Estudo.
O Método Descritivo utiliza habitualmente o inquérito por questionário para colectar dados
quantitativos, podendo acontecer que numa determinada fase do estudo (inicio ou términos) se
tenha que usar outras técnicas associadas ao método cujo enfoque é qualitativo, em que pode se
recorrer a entrevista para clarificar algumas questões a incorporar no inquérito por questionário,
versos o Método Exploratório que tem um enfoque qualitativo, onde no decorrer do estudo seja
necessário esclarecimento de alguns resultados de estudo pode recorre-se ao enfoque quantitativo
(CANASTRA, HAANSTRA & VILANCULOS, 2015).
2.2. Instrumentos e técnicas de recolha de dados

MORESI (2003:54) define a técnica de recolha de dados como “um conjunto de processos e
instrumentos elaborados para garantir o registo de informações, a colecta e análise de dados”.
No enfoque misto, as principais técnicas de recolha de dados são: entrevista e entrevista
estruturada com categorias de inquérito por questionário. Dependendo do tipo de estudo que se
queira levar a cabo, poder-se-á escolher estes instrumentos ou técnicas. A presente pesquisa do
30

ponto de vista dos procedimentos técnicos, classifica-se em inquérito por questionário e


entrevista por questionário por se basear no questionário como instrumento de recolha de dados.

Para a recolha de dados foi formulado um questionário (perguntas escritas), para gestores e
professores de modo a obter informações. Foram perguntas fechadas (com opções reduzidas de
respostas) e abertas (com conteúdos e forma livre de responder) e pré-formadas (associa-se
questões abertas e fechadas) em todas as sessões do questionário.
Fez-se análise documental sendo uma fonte estável e rica em informações, é um instrumento
bastante importante, pois, busca informações relevantes acerca dos factos nos documentos que
são usados no campo. Através destes documentos, foi possível retirar evidências que
fundamentem as declarações.

2.3. Natureza da pesquisa


Em relação a este ponto, a pesquisa tem como natureza eminentemente Mista, pois o seu enfoque
em última instância possibilita a combinação de técnicas e instrumentos, como afirma
CANASTRA, et. al.; (2015:14) que ao aplicar um inquérito por questionário e no fim do estudo,
constatando que há resultados duvidosos ou pouco claros, pode-se utilizar outras técnicas que
possam clarificar alguns dos resultados em dúvida. No entanto, optou-se nesta pesquisa por
enfoque misto com objectivo de tornar os dados cada vez mais credíveis, durante a sua colecta e
que possa facilitar na interpretação dos mesmos, com vista a dar luz aos resultados da pesquisa.

2.5. População e Amostra

2.5.1. População
A população refere-se a todos os casos ou situações as quais o pesquisador quer fazer inferências
ou estimativas” e que cuja inferência consiste em tirar conclusões acerca da população usando a
informação concedida por uma amostra (Rodrigues, 2005) citando (Lakatos, 1992: 137).

Tabela 1: Características da População


N˚ de Número de Membros da Conselho de Funcionários não-
Alunos Professores Direcção Escola docentes
3.568 48 4 21 4

Total 3.645
31

2.5.2. Amostra
Amostra é um subconjunto da população que é usado para obter informações acerca de um todo,
e que cuja informação recolhida por uma amostra é generalizada a toda população
(RODRIGUES, 2005) citando Lakatos (1992: 137).
A escolha da amostra será aleatória visto que, cada elemento da população terá a probabilidade
de ser escolhida. Outra questão importante é de que a mesma será feita de tal forma que assegure
fielmente a sua representatividade, de modo a garantir que as conclusões a inferir sejam
generalizáveis. Nesta perspectiva, a amostra foi constituída por seguintes elementos: dez (10)
professores; oito (8) pais/encarregados de Educação e dois (2) membros da direcção. Para mais
detalhes vide a tabela a baixo.
2.6. Procedimentos de análise e interpretação de dados

No que diz respeito ao Procedimentos de análise e interpretação de dados, de acordo com os


instrumentos de recolha de dados patentes no presente trabalho, foi usada a observação
participante com base num plano sistemático e padronizado, por onde foram destacados os
elementos relevantes da observação.

Com a técnica de entrevista padronizada foi feita com base num guião com a finalidade de nos
trazer a real situação do envolvimento da Família no contexto do Processo de Ensino
-Aprendizagem. Com o questionário que será aplicado aos professores, pais e encarregados de
educação e Direcção da Escola podemos obter dados que nos permitiram fazer uma análise em
torno da vivência da Família e Escola no que diz respeito ao seu desempenho no contexto do
Processo de Ensino - Aprendizagem.

Os dados serão apresentados em forma de tabulações, seguida de uma descrição explicativa com
base nos dados estatísticos.

2.7. Procedimentos Éticos da Pesquisa

De acordo com LIMA (2003: 196), as questões éticas colocam-se em todas as fases de uma
investigação, desde a escolha do tema e a definição das questões de pesquisa, passando pela
selecção dos participantes, até ao modo de acesso ao terreno, à forma de recolha dos dados, aos
procedimentos de análise adoptados, à redacção do texto e à própria publicação dos resultados.
32

Para garantir os aspectos éticos observou-se os seguintes procedimentos: (a) Solicitação de


permissão, por escrito, aos gestores ao nível da instituição a estudar para a realização da
pesquisa, (b) o nome da instituição será ocultada (c) nos respondentes, foram atribuídos
pseudónimos para não expôr os seus nomes perante a pesquisa; (d) os respondentes, tanto das
entrevistas como dos inquéritos por questionário, participaram no estudo de forma livre, após um
convite feito pelo investigador para o efeito; (e) foi garantido o sigilo profissional (o anonimato),
(f) os dados recolhidos não trarão prejuízos nos professores entrevistados, sendo apenas para a
pesquisa.

2.8. Limitações da Pesquisa

A pesquisa científica é uma construção de conhecimento original que deve respeitar a várias
exigências científicas. Para que seu estudo seja considerado científico deve-se obedecer aos
critérios de coerência, consistência, originalidade e objectivação. Ao longo da sua elaboração são
verificadas vários factores, envolvendo os financeiros, materiais, humanos até ao factor tempo. A
presente pesquisa, também foi afectada por esses factores, que de forma detalhada são citadas a
seguir:

i. Recursos Financeiros

Dada a exigência da pesquisa, o pesquisador teve a necessidade de comprar Manuais que


sofreram um acréscimo devido a inflação devido ao contexto económico do país. Por outro lado,
houve a necessidade de deslocar-se mais vezes para o local da pesquisa do que o previsto,
acarretando mais custos para garantir alimentação.

ii. Recursos Humanos

Apesar de terem sido acauteladas as questões éticas da pesquisa, houve dificuldade em obter
informação ao longo da pesquisa devido ao carácter de confidencialidade verificada nas
instituições públicas.

iii. Recursos Materiais

Ao longo da pesquisa houve a necessidade de dispor de Manuais, computado, folhas A4,


impressões de questionários, Modem para Internet que ao longo da pesquisa, o pesquisador teve
33

com muita dificuldade devido a vários factores, dentre elas avaria, perda e limitações financeira
para a compra e produção.

iv. Tempo

O factor “tempo” gerou muitos problemas para o pesquisador, que viu-se muitas vezes limitado a
realizar a pesquisa devido a sua vida profissional e a Académica. Mas devido a forte pressão o
pesquisador conseguiu ultrapassa-las.
34

CAPITULO III - APRESENTAÇÃO DE DADOS, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS


RESULTADOS
Este capítulo constitui-se principal da pesquisa, na medida em que divulga as verdades do
objecto em estudo, através da descrição, análise, interpretação e explicação dos dados recolhidos.
Segue-se abaixo a apresentação e análise de dados que obedecerá a lógica dos objectivos e em
função das perguntas da pesquisa.

3.1. Localização geográfica e caracterização da área de pesquisa

O Distrito de Bilene situa-se na zona Sul da Província de Gaza, faz limite a Norte com Distrito
de Chókwè, a Sul com Distrito da Manhiça, Província de Maputo e é banhado pelo oceano
Índico, a Este faz limite com Distrito de Limpopo e a Oeste com o Distrito de Magude Província
de Maputo. Tem uma superfície de 2.435 km², Portanto é neste Distrito onde se localiza a
Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia..

A Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia, localiza se no Distrito de Bilene, ,


Posto Administrativo da Macia Sede, concretamente no 5º Bairro da Vila Municipal da Macia.
A EPC Samora Machel começou a funcionar entre 1975 e 1976 como uma Escola Primária do 1º
Garau monitorada pelo Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia.
A escola conta actualmente com 20 salas de aula, um bloco administrativo, balneários para
alunos e professores, cerca de 17 árvores de Mafureira, Canhueiro, Cajueiro, Acácias entre
outras.

3.2. Analise das questões do questionário

Primeiro Objectivo: Destacar aspectos técnico-profissionais do professor para a promoção da


participação da família no PEA na Escola primária do 1º e 2º Graus da Macia.

Em relação à questão (i): Os pais pais/mães e encarregados da educação participam na vida


escolar através de:
Em resposta a esta questão foram inqueridos cerca (10) professores e (8) pais e encarregados de
educação, tendo sido colhidos dados empíricos ilustrados no gráfico 1, abaixo referenciado.
35

Gráfico 1: Sobre os pais pais/mães e encarregados da educação que participam na vida


escolar
Professsores Pais/mães e encarregados de educação
0.8
0.75

0.25
0.2

Reuniões Palestras Concursos Elaboração do Trabalhos Festas Avaliação dos


Desportivos plano de Voluntários Alunos
actividade

Fonte: dados da pesquisa

Portanto, cerca de 80% dos professores e 75% de pais e encarregados de educação afirmam que
os pais e encarregados de educação participam na vida escolar através de reuniões. Por outro
lado, 20% dos professores e 25% dos pais e encarregados de Educação afirma que tem
participado de forma voluntária.

Assim sendo, com os dados colhidos, é possível constatar que nesta escola o envolvimento dos
pais e encarregados de educação no processo educacional dos alunos é realizado
fundamentalmente através de reuniões periódicas, mas também realiza-se através da participação
em trabalhos voluntários.

Para Kaloustian (1998:12), a participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser
constante e consciente. A vida familiar e a vida escolar devem ser simultâneas e
complementares. É preciso que a escola esteja em perfeita sintonia com a família, pois a escola é
uma instituição que deve complementar a formação educacional da criança. Essas duas
instituições devem se organizar na tentativa de alcançar o objectivo maior, que é a formação
integral da criança.
Nesse sentido, NÉRICI (1972:189), refere que as reuniões descontraídas, informais
possibilitaram um diálogo mais aberto entre os professores, alunos e os pais que muitas vezes
36

não conseguem participar da vida escolar dos filhos, em consequência da vida extremamente
atribulada pelas quais passam.
A escola precisa usar todos os métodos possíveis para a aproximação directa com a família
possibilitando compartilhar informações significativas em relação aos seus objectivos, recursos,
problemas e até questões pedagógicas, (PARO, 1992).
De acordo com VILLAS-BOAS (2000:12), os pais desempenham o seus papeis participando nas
actividades da escola, tais como reuniões, apresentações de teatro, eventos desportivos ou
participar como voluntário quando a escola solícita, responder aos apelos da escola participando
activamente na gestão escolar, por iniciativa própria compartilhando experiências, trocas de
conhecimentos e diálogo permanente, uma maior intervenção nos projectos que a escola
desenvolve e colaborando com os professores no âmbito do ensino aprendizagem do seu
educando.
Em relação à questão (ii): Como tem sido o seu relacionamento entre os pais e encarregados de
educação com os professores e a direcção da Escola.

Diante do exposto na pergunta (ii), foram inqueridos (8) pais e encarregados de educação e (10)
professores, tendo sido colhidos dados que revelam a situação da relação entre a família e a
escola, vide o gráfico 2.

Gráfico 2: Sobre o relacionamento entre os pais e encarregados de educação com os


professores e a direcção da Escola.
Professsores Pais/mães e encarregados de educação
75%

50%

30%
25%
20%

Muito Bom Bom Satisfatorio Fraco

Fonte: dados da pesquisa


37

Os dados empíricos colhidos, resultantes do inquérito por questionário revelam que 50% dos
professores e 75% dos pais e encarregados de educação referem que a relação entre os pais e
encarregados de educação com os professores e a direcção da escola tem sido satisfatória, 30%
dos professores afirmam que tem sido fraca. Na mesma perspectiva, 20% dos professores e 25%
dos pais e encarregados de educação afirmam que mantém uma boa relação.

Neste caso, fica perceptível que há uma divisão nas opiniões, sendo que ainda há muito por se
fazer de modo a promover boa relação entre os pais e encarregados de educação com os
professores e a direcção da escola. Sendo que, O diálogo é um factor importante na relação
família/escola (PARO, 2007).

A parceria entre família e escola gera benefício em relação, não só ao processo


ensino/aprendizagem, mas também na troca de informações acerca do sujeito, no
desenvolvimento da criança na escola e em casa. Essa inter - relação possibilita compreender a
actuação da criança, tanto em casa como na escola, suas condutas e as relações que estabelece
com os adultos no seio familiar.
Para PAROLIM, (2003:99) tanto a família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as
crianças para o mundo; no entanto, a família tem suas particularidades que a diferenciam da
escola, e suas necessidades que a aproximam dessa mesma instituição. A escola tem sua
metodologia e filosofia para educar uma criança, no entanto ela necessita da família para
concretizar o seu projecto educativo.

Em consonância com a questão (ii), foi aplicada uma entrevista a Direcção da escola, sendo que
deve como questão: Como tem sido a relação entre a Família e os professores?

Esta, revela que: A relação entre a família e os professores não tem sido as melhores, havendo
sempre reclamações constantes por parte dos professores sobre a dinâmica dos encarregados
de educação na vida escolar dos filhos.

Porém, a Vida familiar e vida escolar perpassam por caminhos concomitantes. É quase
impossível separar aluno/filho, por isto, quanto maior o fortalecimento dessa relação
família/escola, tanto melhor será o desempenho escolar desses filhos/alunos. Nesse sentido, é
importante que família e escola saibam aproveitar os benefícios desse estreitamento de relações,
pois isto irá resultar em princípios facilitadores da aprendizagem e formação social da criança.
38

Em relação à questão (iii): Os órgãos de gestão mais promovidos pela escola para o
envolvimento dos pais e encarregados da educação são:

Gráfico 3: Sobre os órgãos de gestão mais promovidos pela escola para o envolvimento dos
pais e encarregados da educação

Professores
100%
50%

O C on selh o d e Tu rm a
A ssem bleia da Escola

Co n selh o P ed agogico

C on selh o D irectivo
0%

Fonte: dados da pesquisa

Sobre os órgãos de gestão mais promovidos pela escola para o envolvimento dos pais e
encarregados de educação, foram inqueridos (10) professores, sendo que destes, 75% afirmaram
que o órgão de gestão onde é mais promovida a participação dos pais e encarregados de
educação é a Assembleia da Escola e 25% afirma que é o Conselho Directivo.

Em entrevista, a Direcção da Escola afirma que tem promovido a participação dos Pais e
encarregados de Educação através do Conselho da Escola, sendo este o elo de ligação entre a
escola e a comunidade.

PEREIRA, (2008:71) “define envolvimento como um leque de interacções entre a Escola e a


Família desde a simples participação dos encarregados de educação em reuniões mais ou menos
formais, até à execução de tarefas específicas na escola, em colaboração com os professores.

Continuando ainda na mesma linha de pensamento, MARQUES (2001:15), refere que este
considera que ainda que existam práticas de envolvimento parental que tragam benefícios
directos à aprendizagem dos alunos e que outras práticas que são irrelevantes em termos da
melhoria do rendimento escolar. Por exemplo, a participação dos pais nos órgãos da escola,
podendo ser importantes, não traduzem benefícios concretos na aprendizagem dos alunos,
embora possam ter efeitos positivos no aumento da segurança, na melhoria dos transportes
escolares, na ocupação dos tempos livres dos alunos. Muitas vezes e em muitos casos, as práticas
39

de comunicação, o envolvimento dos pais no apoio educativo aos filhos e a sua participação em
grupos de consulta trazem, regra geral, mais benefícios para a aprendizagem dos alunos do que a
própria tomada de decisão.

Segundo Objectivo: Identificar o papel da família para a melhoria do PEA na Escola Primária do
1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia.

Em relação a questão (iv): Na sua opinião a participação dos pais/mães e encarregados de


educação ajuda o aluno a aprender com mais facilidade?

Sobre a questão (iv) foram questionados (10) professores e (8) pais e encarregados de educação,
sendo que 40% dos professores e 80% dos pais e encarregados de educação afirma que “SIM”
participam e 60% dos professores e 20% dos pais e encarregados de educação afirma que
“NÃO” com ilustra o gráfico a baixo. Os professores referem que os pais e encarregados de
educação pouco participam na vida escolar dos filhos.

Gráfico 4: Sobre a participação dos pais/mães e encarregados de educação na ajuda dos


alunos para aprender com mais facilidade

NAO SIM
40% 33%

NAO SIM
67% 60%

Fonte: Adaptado pelo pesquisador


40

De acordo com VILLAS-BOAS (2000:18), é fundamental que os pais se integrem na vida


escolar activa dos seus educandos, de forma a conseguirem dar todo o apoio que eles necessitam
no seu crescimento escolar. Portanto, para PEREIRA, (2008:45) a Família é, o primeiro e o mais
marcante espaço de realização, desenvolvimento e consolidação da personalidade humana, onde
o indivíduo se afirma como pessoa, o habitat natural de convivência solidária e desinteressada
entre diferentes gerações, o veículo mais estável de transmissão e aprofundamento de princípios
éticos, sociais, espirituais, cívicos e educacionais, o elo de ligação entre a consistência da
tradição e as exigências da modernidade.
Por conseguinte, a função que a família desempenha, não só não é nada fácil como deve ser
exigida a responsabilidade a todos os que convivem com a(s) criança(s), desde os pais, irmãos,
outros familiares, aos adultos que a rodeiam, papel esse que a maior parte das vezes, as famílias
não estão preparadas para o exercer. PEREIRA, (2008:39), reforça a necessidade e a premência
de que as famílias deviam receber ajuda de instituições adequadas, através de programas de
informação e de formação, para as ajudar na formação de hábitos, no desenvolvimento de
atitudes que preparem favoravelmente a criança para a aprendizagem escolar e a apoiem ao
longo da sua escolaridade.

Em relação a questão (IV): Os contactos entre a escola e os pais/mães, encarregados da


educação são:
Para a questão número (IV) foram inqueridos (10) professores e (8) pais e encarregados de
educação, tendo sido constatado que o correspondente a 70% dos professores e 80% dos pais e
encarregados de educação afirmam que os contactos entre a escola e pais/encarregados de
educação têm sido periódicos, apresentando respostas diversificadas como ilustra o gráfico 4.
41

Gráfico 5: Sobre os contactos entre a escola e os pais/mães, encarregados da educação


0.9
0.8
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3 Professores
0.2 Pais e encarregados de educação
0.1
0

Fonte: Adaptado pelo pesquisador

Portanto, não existe uma única forma correcta de envolver os pais. As escolas devem procurar
oferecer um «menu» variado que se adapte às características e necessidades de uma comunidade
educativa cada vez mais heterogénea. A intensidade do contacto é importante e deve incluir
reuniões gerais e o recurso à comunidade escrita, mas sobretudo os encontros a dois. Intensidade
e diversidade parecem ser as características mais marcantes dos programas eficazes (Marques,
2001:20).

Em relação a questão (v): Como a escola recolhe as opiniões dos pais e encarregados da
educação?

Sobre os procedimentos de recolha de opiniões dos pais e encarregados de educação, foram


questionados (10) professores e (8) pais e encarregados de educação, sendo que estes, 90% dos
professores e 100% dos pais e encarregados de educação afirmaram que a escola recolhe as
ideias através de reuniões e 10% dos professores refere que recolhe através de Serviço de
Sugestões e Reclamações.

A Direcção da Escola, afirma que (….) pesa embora a reuniões tem sido insuficientes para
promover a participação dos pais e encarregados de educação, estas tem sido estratégia usada
para colher as suas opiniões, devido a insuficiência de tempo e meios para manter contacto com
todos os pais de forma particular.
42

Gráfico 6: Sobre como a escola recolhe as opiniões dos pais e encarregados da educação
1.2

0.8

0.6

0.4

0.2
Professores
0 Pais e encarregados de educação
s es on
e as õe
s
rta iõ iv st aç
a n le ef
C
Re
u T tre m
En ecla
eR
es
stõ
ge
e Su
d
iço
rv
Se

Fonte: dados da pesquisa

Portanto, consubstanciando estes dados, SZYMANSKI (2001) refere que uma estratégia
eficiente para envolver os pais no processo de ensino-aprendizagem e torná-lo mais produtivo é
procurar envolvê-los no dever de casa com sessões para os pais responderem como parte do
processo de avaliação dos filhos. Isto obrigaria a família a participar trazendo grandes benefícios
ao processo de ensino aprendizagem por meio da possível elevação do rendimento escolar,
aumento da participação em actividades extracurriculares, diminuição da indisciplina, evasão e
repetência etc.
Segundo profissionais da escola as reuniões têm como objectivo consultar a família sobre
assuntos importantes que dizem respeito a família. Na realidade, as reuniões pelas pautas das
mesmas parecem ser burocráticas e pouco participativas.
Terceiro Objectivo: Reflectir sobre as estratégias desenvolvidas como forma de aproximar a
família ao PEA dos alunos/filhos na Escola Primária do 1º e 2º Graus do 5º Bairro da Macia.

Em relação a questão (vi): Os pais/mãe e encarregados da educação são engajados nas tomadas
decisões da escola através:
43

Gráfico 7: Sobre o engajamento dos pais e encarregados de educação na tomada de decisão

Professores Pais e encarregados de educação

60%

40%
30% 30%
20%
10% 10%

Aplicação dos recursos financeiros


Elaboracao de Projectos

Da melhoria da escola a avaliação

Avaliação da Escola
Elaboração do plano de actividades

Fonte: dados da pesqusa

Em consonância, evidencia-se que cerca de 40% dos professores e 60% dos pais e encarregados
de educação afirma que são envolvidos através da elaboração de projectos, 20% dos professores
e 10% dos pais e encarregados de educação defende que são envolvidos através da elaboração do
plano de actividades. Portanto, 10% dos professores afirma que são envolvidos através da
melhoria da escola e a avaliação, por último, 30% dos professores e pais respectivamente afirma
que são envolvidos através da aplicação dos recursos financeiros.
Os dados colhidos evidencia que a escola recorre a diversas estratégias com vista a aprimorar a
participação dos pais e encarregados de educação na tomada de decisões sobre a vida da escola.
De acordo com REIS, (2007: 6) a escola não funciona isoladamente, faz-se necessário que cada
um dentro da sua função, trabalhe buscando atingir uma construção colectiva, contribuindo
assim, para a melhoria do desempenho escolar das crianças.
Portanto, uma boa relação entre a família e a escola deve estar presente em qualquer trabalho
educativo que tenha como principal alvo, o aluno. A escola deve também exercer sua função
educativa junto aos pais, discutindo, informando, orientando sobre os mais variados assuntos,
44

para que em reciprocidade, escola e família possam proporcionar um bom desempenho escolar e
social às crianças. Pois, (...) se toda pessoa tem direito à educação, é evidente que os pais
também possuem o direito de serem, senão educados, ao menos, informados no tocante à melhor
educação a ser proporcionada a seus filhos (PIAGET, 2007: 50).
Terceiro objectivo: Reflectir sobre as estratégias desenvolvidas como forma de aproximar a
família ao PEA dos alunos/filhos na EPC Samora Machel
Em relação a questão (ix): Na sua opinião acha que os pais/mães e encarregados de educação
conseguem perceber quando seu filho tem dificuldades na escola? Se sua resposta for positiva, o
que você faz para ajudá-lo?
Sobre a orientação aos pais, forma inqueridos (10) professores, sendo que cerca de 80% afirmou
que “SIM” e (20%) afirmou que “NÃO”. Estes dados revelam que maior parte dos encarregados
de educação conseguem perceber quando o seu filho tem dificuldade na escola.
Para os professores que responderam negativamente, os professores referem que (…) optam por
controlar cada vez mais o seu desempenho e orienta-lo sobre como realizar a actividade de casa.

Gráfico 8: Sobre a percepção dos pais ou encarregados de educação em relação as


dificuldades dos filhos

Professores

SIM
NÃO

Fonte: Adaptado pelo pesquisador

Em relação a questão (x): Que tipo de acompanhamento/aconselhamento, acha os pais e


encarregados de educação tem oferecido aos alunos?
45

Professores Pais e encarregados de educação


100%
90%

10%

Pedir para contar o que fizeram no dia-a-dia


Construir e vigiar os horários semanais

Apoio nos trabalhos de casa (T.P.C.)

Outra
Fonte: dados pesquisa

Sobre o acompanhamento oferecido aos alunos pelos encarregados de educação, como resultados
dos dados empíricos, foram questionados 90% dos professores e 100% dos pais e encarregados
de educação afirmam que tem apoiado nas tarefas de casa (TPC) e 10% dos professores revela
que os pais pedem para contar o que dizem no dia-a-dia.

Neste sentido, os resultados evidenciam que maioritariamente os pais e encarregados de


educação participam na realização das tarefas de casa (TPC). ESTEVES (1999) assegura que a
família renunciou às suas responsabilidades no âmbito educativo, passando a exigir que a escola
ocupe o vazio que eles não podem preencher. Sendo assim, o que se vê hoje são crianças
chegando à escola e desenvolvendo suas actividades escolares sem qualquer apoio familiar. Essa
erosão do apoio familiar não se expressa só na falta de tempo para ajudar as crianças nos
trabalhos escolares ou para acompanhar sua trajectória escolar.
Em relação a questão (xi): Que tipo de aconselhamento extra-pedagógico os pais e
encarregados de educação tem feito para o educando?
46

Gráfico 10: Sobre o tipo de aconselhamento extra-pedagógico que os pais e encarregados


de educação tem feito para o educando.
60%

50%

40%

30%

20% Professores
Pais e encarregados de educação

10%

0%
ão e ão to s
caç aúd taç en utro
u S en m O
Ed lim rta
A po
m
Co

Fonte: dados da pesquisa

Sobre o tipo de aconselhamento extra-pedaogicos que os pais e encarregados de educação tem


prestado aos educandos, cerca de 50% dos professores e 40% dos pais e encarregados de
educação responderam que presta maior apoio na Educação, 20% dos pais e encarregados de
educação e 10% dos professores referem que prestam maior apoio no que envolve a saúde, 10%
dos pais afirmam que prestam apoio no que se refere a alimentação, 40% dos professores e 30%
dos pais e encarregados refere que prestam aconselhamento no que tange a alimentação.
Portanto, evidencia-se que os pais e encarregados de educação tem se importado com o
desenvolvimento da criança em várias dimensões, desde a educação ate a saúde.
47

Considerações Finais e Sugestões

As considerações finais que a seguir se apresentam foram alistadas de acordo com os objectivos
inicialmente traçados, sendo chega-se a conclusão de que os pais/encarregados de educação tem
maior participação nas reuniões das turmas, seguindo a participação em reuniões gerais. Na
mesma perspectiva, a escola tem de reinventar estratégias de motivação e cooperação activa dos
pais/encarregados de educação na vida escolar, criando laços de parceria na educação dos seus
filhos. Esta participação, pode ser através de reuniões solicitadas, no âmbito do atendimento dos
educadores/professores e directores de turma; pedido endereçado aos dirigentes/órgãos de gestão
dos estabelecimentos de educação e ensino, quando as problemáticas do quotidiano escolar.

Por outro lado, as evidências mostram que as actividades que os pais/encarregados de educação
tem realizado vêm ajudando os professores na melhoria e controlo do comportamento que os
alunos apresentam. Para tal efeito, os pais/encarregados de educação tem realizado orientado as
crianças na realização de actividades recreativas, com intuito de colocar o aluno em constante
interesse com o Processo de Ensino-aprendizagem.

Portanto, a participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente.
A vida familiar e a vida escolar devem ser simultâneas e complementares. É preciso que a escola
esteja em perfeita sintonia com a família, pois a escola é uma instituição que deve complementar
a formação educacional da criança. Essas duas instituições devem se organizar na tentativa de
alcançar o objectivo maior, que é a formação integral da criança.
A escola precisa usar todos os métodos possíveis para a aproximação directa com a família
possibilitando compartilhar informações significativas em relação aos seus objectivos, recursos,
problemas e até questões pedagógicas

A parceria entre família e escola gera benefício em relação, não só ao processo


ensino/aprendizagem, mas também na troca de informações acerca do sujeito, no
desenvolvimento da criança na escola e em casa. Essa inter - relação possibilita compreender a
actuação da criança, tanto em casa como na escola, suas condutas e as relações que estabelece
com os adultos no seio familiar.
48

Em suma, não existe uma única forma correcta de envolver os pais. As escolas devem procurar
oferecer estratégias variadas que se adaptem às características e necessidades de uma
comunidade educativa cada vez mais heterogénea.

Uma boa relação entre a família e a escola deve estar presente em qualquer trabalho educativo
que tenha como principal alvo, o aluno. A escola deve também exercer sua função educativa
junto aos pais, discutindo, informando, orientando sobre os mais variados assuntos, para que em
reciprocidade, escola e família possam proporcionar um bom desempenho escolar e social às
crianças.

Por conseguinte, a eestratégia eficiente para envolver os pais no processo de ensino-


aprendizagem e torná-lo mais produtivo é procurar envolvê-los no dever de casa com sessões
para os pais responderem como parte do processo de avaliação dos filhos. Isto obrigaria a família
a participar trazendo grandes benefícios ao processo de ensino aprendizagem por meio da
possível elevação do rendimento escolar, aumento da participação em actividades
extracurriculares, diminuição da indisciplina, evasão e repetência.

Sugestões

Para a concretização da participação dos pais e encarregados de Educação que contribua para a
melhoria do desempenho dos alunos no ensino primário sugere-se o seguinte:

Desenvolvimento de actividades de reflexão sobre os problemas dos alunos, que exigiam


maior aplicação dos pais e encarregados de Educação;
Implementação de formas de sensibilização, face ao conhecimento real das funções e
suas implicações, da participação dos encarregados de educação nos órgãos de decisão da
escola
Melhoria da comunicação entre os pais e encarregados de educação, como forma de criar
ambiente adequado para a reflexão em torno dos problemas que afectam os alunos.
49

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Inovação, 1993.
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novos olhares, novas abordagens. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.
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Brasil. Ciências Sociais Hoje, São Paulo, 1991.
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estudio demografico. San Jose da Costa Rica: Centro Latino Americano de Demografia,
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possibilidades. Em O. H. Yamamoto & A. Cabral Neto (Orgs.), O psicólogo e a escola,
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10. COSTA A. J. Gestão escolar: participação, autonomia e projecto educativo da escola,
textos editora, 4ª edição, Lisboa, 1996.
11. DIOGO, J, O Envolvimento das Famílias na Escola. Será o diálogo possível? Lisboa,
1994.
12. FRAGA, Fernanda Rocha. A participação dos pais no processo de escolarização dos
filhos. 2012.
50

13. GADOTTI, Moacir, Educar para um outro mundo possível: o Fórum Social Mundial
como espaço de aprendizagem de uma nova cultura política e como processo
transformador da sociedade civil planetária. São Paulo, Publisher Brasil, 2007.
14. GIL, Antonio Carlos. Delineamento da pesquisa In: Métodos e técnicas de pesquisa
social. 6 ed. São Paulo, SP, Brasil, Atlas, 2008.
15. GUTIERREZ, Gustavo Luiz, Por que é tão difícil participar? o exercício da
participação no campo educacional, São Paulo: Paulus, 2004.
16. JAEGER, Werner Wilhelm, Paideia: a formação do homem grego, Tradução de Arthur
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17. KALOUSTIAN, S. M. (org.) Família Brasileira, a Base de Tudo, São Paulo: Cortez;
Brasília-DF: UNICEF, 1988
18. LAKATOS M. E. & MARCONI DE A. M. Fundamentos de metodologia científica, atlas
editora, 4ª edição revista e ampliada, São Paulo, 2001.
19. LEITE, Eliane Gonçalves. GOMES, Haydê Morgana Gonçalves. O papel da família e da
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Azevedo no Município de Limoeiro-PE. Pernambuco, 2008.
20. LEVI-STRAUSS, Claude. As estruturas elementares do parentesco. 3. ed. Petrópolis:
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21. LIMA, L, A escola como organização e a participação na organização escolar, Braga,
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24. MARQUES, Ramiro, A escola e os Pais. Como Colaborar? Lisboa: Texto Editora, 1999.
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Gestão de Conhecimento e da Tecnologia da Informação da Universidade Católica,
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27. MWAMWENDA, T.S. Psicologia educacional, uma perspectiva africana, 1ͣ edição,
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51

28. OUTEIRAL, José. CEREZER, Cleon, Importância da Função Paterna no


Desenvolvimento da Criança e do Adolescente, In: OUTEIRAL, José CEREZER, Cleon.
O mal-estar na Escola. Rio de Janeiro: Revinte, 2003.
29. PARO, Vitor Henrique, Gestão democrática da escola pública, São Paulo: Ática, 1997.
30. PEREIRA, M. A relação entre pais e professores: uma construção de proximidade para
uma escola de sucesso, Universidade de Málaga, 2008.
31. PILETTI, Claudino. Didáctica geral. São Paulo: Atica, 2002
32. PRADO, Danda, O que é família.  São Paulo, Brasiliense 1981.
33. SANTOS, Boaventura Sousa, Pela Mão de Alice: o social e o político na
pósmodernidade, Porto: Edições Afrontamento, 1994.
34. SERGIOVANNI, T. J., O mundo da liderança – Desenvolver culturas, práticas e
responsabilidade pessoal nas escolas, Porto: ASA Editores, 2004.
35. SZYMANZKI, Heloisa, A relacao família/escola: desafios e perspectivas, Brasília: Plano
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36. TAVARES, Adriana. A construção da autoestima, Educar para crescer, São Paulo, 2013.
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38. VILLAS-BOAS, M. Escola e família: Uma relação produtiva de aprendizagem em
sociedades multiculturais. Lisboa: Escola Superior João de Deus, 2001.
39. WITTMANN, Lauro Carlos, Participação da Comunidade na Gestão Escolar. Fórum
Nacional de Educação, 1 e Encontro Regional dos Egressos dos Cursos de Formação de
Professores da ULBRA, 1. Anais. Congresso Nacional de Educação,1. Torres: Editor
ULBRA, 2004.
52

Apendice1

UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA

Licenciatura em Licenciatura em Ensino Básico

Questionário dirigido aos Professores

Este questionário enquadra-se no âmbito de um estudo que pretendemos realizar para a conclusão da
Licenciatura em Licenciatura em Ensino Básico na Universidade Pedagógica. A temática é a
influência da Educação familiar na melhoria do Processo de Ensino-Aprendizagem.

Agradecíamos que colaborasse, respondendo as perguntas. As suas respostas são extremamente


importantes. Porém garantimos o anonimato e a confidencialidade das suas opiniões e respostas.

Dados Pessoais

Sexo_____ Idade_______
Situação Profissional actual: Quadro _______ Contratado _________
Nível de Ensino/Formação Profissional (actual) ___________
Anos de Serviço __________ Carreira _____________

1. Os pais pais/mães e encarregados da educação participam na vida escolar através de:


a) ____ Reuniões b) ______ Palestras c) _______ Concursos Desportivos
d) ______ Elaboração do plano de actividade e) _______ Trabalhos Voluntários
f) ______ Festas g)______ Avaliação dos Alunos

2. Como tem sido o seu relacionamento com os pais/mães, encarregados da educação:


a) ______ Muito bom b) ______ Satisfatório
53

c) ______ Bom c) _______ Fraco

3. Que estratégias têm sido usadas como forma de promover a participacao dos pais ou
encarregados de educação no Processo de Ensino-Aprendizagem dos filhos?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

4. Os órgãos de gestão mais importante para o envolvimento dos pais e encarregados, da


educação são:
a) _______ A Assembleia da Escola b) ______ O Conselho Pedagógico
c) _______O Conselho Directivo d) ______ O Conselho de Turma

5. Os contactos entre a escola e os pais/mães, encarregados da educação são:


a) ____ Sistemáticos b) ____ planificados c) ____ Frequentes
d)____ Periódicos e)____ Esporádicos f) ____ Raros e)______ Nulos

6. Como a escola recolhe as opiniões dos pais/mães e encarregados da educação?


a) _____ Cartas b) _____ Reuniões c) _____ Telefone d)____ Entrevistas
e) _____ Serviço de Sugestões e Reclamações

7. Os pais/mãe e encarregados da educação são engajados nas tomadas decisões da escola


através:
a) ____ Das decisões sobre a avaliação d) ____ Da melhoria da escola a avaliação
b) ____ Dos projectos elaborado e)_____ Da aplicação dos recursos financeiros
c) ____ Elaboração do plano de actividades f) ____ Avaliação da Escola

8. Qual é o papel dos pais ou encarregados de educação tem tido no desempenho do aluno?
54

______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
9. Que tipo de acompanhamento/aconselhamento, acha os pais/mães e encarregados de educacao
tem oferecido aos alunos?
a) ______ Construir e vigiar os horários semanais
b) ______ Apoio nos trabalhos de casa (T.P.C.)
c)______ Pedir para contar o que fizeram no dia-a-dia
d) Outra (Qual?)___________________________

10. Que tipo de aconselhamento extra-pedagógico os pais/mães e encarregados de educação tem


feito para o educando. Enumere por ordem de preferência:

a) ______ Educação b) _____ Saúde c) _____ Alimentação c) _____ Comportamento


Outros (as) Quais? ____________________________

11. Já alguma vez os pais/mães e encarregados de educação passaram por uma situação
inconveniente ligada à escola sobre os seus se educandos?
a) _____ SIM
b) _____ NÃO

Se Sim, Justifica: _______________________________________________________________


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
12. Na sua opinião a participação dos pais ajuda o aluno a aprender com mais facilidade?
a) _____ SIM
b) ______NÃO
Se sim, em que aspecto? _________________________________________________________
55

______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
13. Na sua opinião acha que os pais/mães e encarregados de educação conseguem perceber
quando seu filho tem dificuldades na escola? Se sua resposta for positiva, o que você faz para
ajudá-lo?
a) _____ SIM
b) ______NÃO
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

14. Os pais/mães e encarregados de educação têm participado das actividades desenvolvidas na


escola?
a) _____ SIM
b) ______NÃO
Se não. Comente.
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
15. Qual a sua opinião sobre a participação dos pais para o desenvolvimento do educando? É
importante? Por quê?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
16. Há algum projecto de integração dos pais ou responsáveis nas actividades da escola?
a) ____ SIM
b)____ Nao
56

Quais?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

17. Que problemas geram o distanciamento entre a família e a escola?


_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
________________________________________________________________

Muito obrigada!
57

Apêndice 2

UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA
FACULDADE DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA

Licenciatura em Licenciatura em Ensino Básico

Questionário dirigido aos Pais/mães e encarregados de educação

Este questionário enquadra-se no âmbito de um estudo que pretendemos realizar para a conclusão da
Licenciatura em Ensino Básico, na Universidade Pedagógica. A temática é a influência da Educação
familiar na melhoria do Processo de Ensino-Aprendizagem.

Agradecíamos que colaborasse, respondendo as perguntas. As suas respostas são extremamente


importantes. Porém garantimos o anonimato e a confidencialidade das suas opiniões e respostas.

Dados Pessoais

Sexo_____ Idade_______
Situação Profissional actual:_____________________________________
Nível de Ensino/Formação Profissional (actual) ___________
Número de Filhos ______

1. Os pais pais/mães e encarregados da educação participam na vida escolar através de:


a) ____ Reuniões b) ______ Palestras c) _______ Concursos Desportivos
d) ______ Elaboração do plano de actividade e) _______ Trabalhos Voluntários
f) ______ Festas g)______ Avaliação dos Alunos

2. Como tem sido o seu relacionamento com os professores e a direcção da Escola:


58

a) ______ Muito bom b) ______ Satisfatório


c) ______ Bom c) _______ Fraco

3. Os órgãos de gestão mais promovidos pela escola para o envolvimento dos pais e
encarregados, da educação são:
a) _______ A Assembleia da Escola b) ______ O Conselho Pedagógico
c) _______O Conselho Directivo d) ______ O Conselho de Turma

4. Os contactos entre a escola e os pais/mães, encarregados da educação são:


a) ____ Sistemáticos b) ____ planificados c) ____ Frequentes
d)____ Periódicos e)____ Esporádicos f) ____ Raros e)______ Nulos

5. Como a escola recolhe as opiniões dos pais/mães e encarregados da educação?


a) _____ Cartas b) _____ Reuniões c) _____ Telefone d)____ Entrevistas
e) _____ Serviço de Sugestões e Reclamações

6. Os pais/mãe e encarregados da educação são engajados nas tomadas decisões da escola


através:
a) ____ Das decisões sobre a avaliação d) ____ Da melhoria da escola a avaliação
b) ____ Dos projectos elaborado e)_____ Da aplicação dos recursos financeiros
c) ____ Elaboração do plano de actividades f) ____ Avaliação da Escola

7. Que tipo de acompanhamento/aconselhamento, acha os pais/mães e encarregados de educação


tem oferecido aos alunos?
a) ______ Construir e vigiar os horários semanais
b) ______ Apoio nos trabalhos de casa (T.P.C.)
c)______ Pedir para contar o que fizeram no dia-a-dia
d) Outra (Qual?)___________________________

8. Que tipo de aconselhamento extra-pedagógico os pais/mães e encarregados de educação tem


feito para o educando. Enumere por ordem de preferência:
59

a) ______ Educação b) _____ Saúde c) _____ Alimentação c) _____ Comportamento


Outros (as) Quais? ____________________________

9. Já alguma vez os pais/mães e encarregados de educação passaram por uma situação


inconveniente ligada à escola sobre os seus educandos?
a) _____ SIM
b) _____ NÃO

Se Sim, Justifica: _______________________________________________________________


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

10. Na sua opinião a participação dos pais/mães e encarregados de educação ajuda o aluno a
aprender com mais facilidade?
a) _____ SIM
b) ______NÃO
Se sim, em que aspecto? _________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
11. Tem conseguido perceber quando seu filho tem dificuldades na escola?
a) _____ SIM
b) ______NÃO

12. Os pais/mães e encarregados de educação têm participado das actividades desenvolvidas na


escola?
a) _____ SIM
b) ______NÃO
Se não. Comente.
60

______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

13. Qual a sua opinião sobre a participação dos pais para o desenvolvimento do educando? É
importante? Por quê?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

14. Há algum projecto de integração dos pais ou responsáveis nas actividades da escola?
a) ____ SIM
b)____ Não
Quais?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

15. Que problemas geram o distanciamento entre a família e a escola?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

Muito obrigado!
61

Apendice 3

Perguntas para Entrevista aos Membros da Direcção


1. Como tem sido a relação entre a Família e os professores?

2. De que forma os professores e a Direcção da escola tem promovido a participação da Família


no PEA?

3. Em que Área se tem promovido a participação da Família com maior frequência?

4. Como a escola recolhe as opiniões dos pais/mães, encarregados e encarregadas da educação


sobre as vivências do aluno?

5. Como procede a actuação da escola no sentido de trazer a família para uma participação
efectiva?

6. Os pais dos seus alunos acompanham filhos nas actividades para casa?

7. Que tipo de acompanhamento/aconselhamento, acha que a família deve oferecer ao seu


educando?