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UFCD-7223

Princípios de ergonomia e prevenção de


acidentes e doenças profissionais

Manual de Apoio à Formação

FORMADORA
Carla Gomes

Março de 2018

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ÍNDICE

OBJETIVO(S) 3

CONTEÚDOS 3

1. ERGONOMIA 4

2. APLICAÇÃO DA ERGONOMIA NA ÁREA DOS POSICIONAMENTOS 13

3. ACIDENTES E DOENÇAS PROFISSIONAIS DECORRENTES DA ATIVIDADE DO


TÉCNICO FAMILIAR E DE APOIO À COMUNIDADE 18

4. PREVENÇÃO DE LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS 19

5. MEIOS AUXILIARES NO POSICIONAMENTO, MOBILIZAÇÃO E TRANSFERÊNCIA 21

6. AJUDAS TÉCNICAS DE APOIO À MOBILIZAÇÃO E À MARCHA 24

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Objetivo(s)
 Identificar os conceitos e princípios fundamentais sobre ergonomia e prevenção
de acidentes e doenças profissionais.
 Identificar os principais acidentes e doenças profissionais decorrentes da
atividade do técnico familiar e de apoio à comunidade.
 Identificar técnicas de prevenção de lesões músculo-esqueléticas.
 Caracterizar os meios técnicos auxiliares de apoio à mobilização e marcha.
 Reconhecer o papel dos meios técnicos auxiliares e das ajudas técnicas na
prevenção de acidentes e doenças profissionais.

Conteúdos
 Conceitos básicos de ergonomia
 Ergonomia e a sua aplicação nas tarefas do técnico familiar e de apoio à
comunidade
 Principais acidentes e doenças profissionais decorrentes da atividade do
técnico familiar e de apoio à comunidade
 Técnicas de prevenção de lesões músculo-esqueléticas
 Papel dos meios auxiliares no posicionamento, mobilização e transferência
 Utilização de ajudas técnicas de apoio à mobilização e marcha e suas funções

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1. Ergonomia

A Ergonomia é um termo que deriva do grego “ergon”, que significa “trabalho” e


“nomos”, que significa “leis ou normas”. Esta designa a ciência que estuda a adaptação
do individuo ao seu local de trabalho.
A ergonomia aborda as regras que devem ser adotadas no local de trabalho de forma
a minimizar os impactos prejudiciais de posturas menos corretas.
O principal objetivo da ergonomia é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do
Homem ao seu trabalho e formas eficientes e seguras de o desempenhar visando a
otimização do bem-estar e, consequentemente, o aumento da produtividade.

Objetivos da Ergonomia:
 Aumentar a eficiência organizacional (ex: produtividade e lucro);
 Aumentar a segurança, a saúde e o conforto do trabalhador.
A ergonomia envolve fatores anatómicos, fisiológicos e psicológicos. Esta considera o
comportamento humano, as suas capacidades e limitações.
A ergonomia, como trabalho preventivo, faz uma grande diferença em termos de
qualidade de vida dos colaboradores. Quando se encaram os desafios existentes na
forma de realizar o trabalho, procurando e corrigindo as situações causadoras de
afastamento, de dor, de desconforto, de dificuldade e de fadiga excessiva,
melhoramos enormemente a qualidade de vida dos trabalhadores, evitamos
doenças e consequentemente aumentamos a produtividade.
Dois dos temas cruciais no âmbito da ergonomia são a segurança no trabalho e a
prevenção dos acidentes laborais, e por isso, sugere-se a criação de locais adequados
e de apoios ao trabalho, de métodos laborais e sistemas de retribuição de acordo
com o rendimento (valorização, estudo do trabalho).
O conceito de ergonomia aplica-se à qualidade de adaptação de uma máquina ao
seu operador, proporcionando um eficaz manuseamento e evitando um esforço
extremo do trabalhador na execução do trabalho.

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Conceito de Postura de Trabalho
A Postura de Trabalho pode ser considerada como a posição relativa dos vários
elementos do corpo de um indivíduo em relação ao tipo de atividades que
desenvolve.
As posturas adotadas no desenrolar das tarefas (especialmente aquelas que
envolvem grandes pesos) constituem a principal causa de problemas de coluna. Isto
acontece porque na maioria dos casos, aquando do levantamento e transporte de
cargas, os trabalhadores mantêm as pernas retas e dobram a coluna vertebral.
Pode ainda ocorrer outra situação ou movimento perigoso. A rotação excessiva do
tronco, aquando da movimentação, levantamento ou abaixamento da carga.
O corpo humano nunca adota posturas perfeitamente estáticas – como corpo vivo
que é, realiza reajustamentos constantes que lhe permitem a manutenção de uma
determinada postura corporal.
A postura corporal envolve duas variáveis distintas:
 As características anatómicas e fisiológicas do indivíduo;
 Tipo de atividade.
As posturas incorretas resultam de diversos tipos de tarefas mais ou menos
frequentes em muitos sectores de atividade, desde a indústria pesada, passando
pelo setor da saúde, hotelaria, restauração, comércio e serviços.
Quando os trabalhadores executam permanentemente tarefas num posto de
trabalho mal dimensionado ou que os obrigue a adotar posturas incorretas, em
muitos casos, começam a surgir precocemente sintomas de fadiga física, lesões, ou
outros traumatismos.
São exemplo de lesões dorso lombares: contusões, feridas, fraturas, cortes e
sobretudo lesões diversas de ordem músculo-esqueléticas.
As lesões dorso lombares podem originar hérnias discais, assim como fraturas
vertebrais devidas a esforços muito grandes associados a posturas incorretas.

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As posturas são normalmente adotadas em função de alguns parâmetros ou
exigências, tais como:
 Visuais;
 Precisão de movimentos;
 Força necessária para desenvolver a tarefa;
 Espaço onde atua o trabalhador;
 Ritmo de execução da tarefa.

É necessário termos sempre presente que quando se adota uma postura ou se


realiza um simples movimento, entram em ação um grande número de músculos,
ligamentos e articulações em simultâneo.

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Para além das tensões musculares, alguns movimentos ou posturas incorretas
obrigam a um dispêndio energético muscular excessivo e a uma sobrecarga
pulmonar e cardíaca.

Riscos Relacionados com a Postura de Trabalho


Uma má postura ou postura incorreta pode ser definida como sendo aquela que
possibilita o aparecimento de uma incapacidade, determinada dor ou patologia.
É necessário ter em consideração que os diferentes indivíduos possuem também
diferentes suscetibilidades de contrair as diferentes patologias.
A postura é determinada pelo sistema locomotor. Este é responsável pelo
deslocamento e pelos diferentes movimentos do corpo no espaço. Todo e qualquer
movimento, por menor que seja, requer a participação do sistema locomotor,
mesmo em repouso ou numa posição estática.

Localização das Patologias no Organismo Humano de Acordo com as Diferentes


Posturas Inadequadas Adotadas
Postura Localização da
Patologia
Em pé Pés e pernas (varizes)
Sentado sem apoio da coluna Músculos extensores das costas
Assento alto Parte inferior das pernas
(gémeos),joelhos e pés

Assento baixo Coluna vertebral e pescoço


Braços muito esticados Ombros e braços
Pegas inadequadas nas ferramentas Antebraços e mãos
e objetos

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Problemas Derivados da Falta de Ergonomia
A adoção de medidas menos corretas na utilização dos equipamentos, tais como
computadores e os seus aplicativos, podem originar, entre outros, os seguintes
problemas:
 Dores nas Costas
A coluna tem a capacidade de armazenar traumas ao longo do tempo,
sem apresentar nenhum sintoma. O facto de não se apoiar as costas
no encosto da cadeira, pode originar dores lombares, que resulta da
posição incorreta da coluna vertebral, podendo causar lesões na
estrutura da coluna.

 Lesões Musculares
As lesões musculares são um dos problemas que decorrem da falta de ergonomia na
utilização dos computadores no local de trabalho. Algumas lesões musculares que
podem decorrer do uso inadequado do computador são: as tendinites (inflamações
nos tendões), cãibras (contração involuntária e dolorosa do músculo), ou contraturas
musculares (bloqueio constante das fibras musculares numa zona específica).

 Fadiga
O facto de se adotar posturas inadequadas na utilização do computador pode originar
fadiga/cansaço, podendo também se manifestar com dores de cabeça.
Como pudemos observar, existem algumas atividades que exigem movimentos
repetitivos, força excessiva, posturas estáticas ou inadequadas, que podem originar
problemas de saúde.

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Isto pode refletir-se em:

 Má concentração: Erros, perda de produtividade;


 Má produtividade: Mau desempenho; atritos com chefia;
 Alterações da saúde física: Dores musculares;
 Alterações da saúde mental: Stress, irritabilidade, etc.

Comportamentos a Adotar que Permitem Minimizar os Impactos de um Trabalho


Repetitivo:
 Olho: Para garantir o conforto visual, mantenha o
seu monitor entre 45 e 70 cm de distância e regule a
sua altura no máximo, até à sua linha de visão. Isto
pode ser feito através de um suporte de monitor, ou
pela utilização de mesas dinâmicas. Sempre que
possível deve-se procurar descansar a vista, olhando
para objetos e paisagens a mais de 6 metros.

 Punho: A altura do monitor e teclado devem ser


ajustadas até que fiquem ao nível dos seus cotovelos. É
muito importante que o punho fique reto ao digitar. O
teclado deve ser mantido na posição mais baixa e deve-
se digitar com os braços suspensos ou com um apoio de
punho.

 Pés Apoiados: As pessoas devem trabalhar com os pés no chão. As cadeiras


devem possuir rodas. Se a cadeira não permite apoiar os pés no chão, então a
solução é adotar um apoio para os pés, que serve para relaxar a musculatura e
para melhorar a circulação sanguínea nos membros inferiores.

 Costas: Com exceção de algumas


atividades, as cadeiras devem
possuir um encosto de tamanho
médio. Uma maior superfície de
apoio garante uma melhor
distribuição do peso corporal, e um
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melhor relaxamento da musculatura. É recomendável ainda, que as cadeiras
tenham braços.

Ergonomia e a sua Aplicação nas Tarefas do Técnico Familiar e de Apoio à


Comunidade

 Trabalhos Realizados de Pé

A posição de pé é bastante fatigante porque exige muito trabalho estático por parte
dos músculos envolvidos para manter essa posição. O coração está sujeito a maiores
dificuldades para bombear o sangue para as diferentes extremidades do organismo.
Os indivíduos que executam trabalhos dinâmicos em pé, geralmente apresentam
menores níveis de fadiga relativamente aos que permanecem numa posição estática
ou sujeitos a pouca movimentação.

A permanência em pé durante períodos de tempo muito longos pode provocar


diversas patologias, como por exemplo, dores nas costas, inflamações e inchaço das
pernas, diversos problemas de circulação sanguínea e cansaço muscular.

Recomendações para Evitar ou Minorar os Riscos Associados às Tarefas:

 O piso do local de trabalho deverá estar sempre limpo, desimpedido de obstáculos e


nivelado;
 Quando as características do trabalho ou tarefa especificamente obrigam o
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trabalhador à permanência em pé, deve dotar-se o posto de trabalho de um
tapete anti-fadiga;
 O corpo do trabalhador deve permanecer direito permitindo liberdade de
movimentos;
 No horário de trabalho devem estar calendarizados pequenos intervalos ou
pausas durante as quais os trabalhadores possam descansar na posição de
sentados;
 Colocação nos postos de trabalho de amparos verticais. Este tipo de apoio
permitirá ao trabalhador encostar-se ligeiramente ao longo da realização das
suas tarefas e, em simultâneo, reduzir a pressão exercida sobre as pernas e
coluna vertebral (ainda que por curtos períodos de tempo);
 O raio de ação dos movimentos executados pelos braços dos trabalhadores deve
estar próximo do seu tronco de modo a evitar que haja necessidade dos
trabalhadores se debruçarem e curvarem a coluna;
 O raio de ação das mãos deverá estar compreendido a sensivelmente entre 20 a
30 cm do tronco;
 O calçado de trabalho reveste-se de grande importância. Este deverá ser
extremamente confortável e não possuir saltos;
 Será importante que a bancada de trabalho se possa ajustar às diferentes alturas
dos trabalhadores. Caso esta condição não se verifique (e caso haja necessidade),
deve facultar aos trabalhadores um estrado ou pedestal – para elevar o
trabalhador ou a bancada de trabalho (consoante a necessidade);
 A altura dos objetos e ferramentas deve também ser adaptada à tarefa que o
trabalhador realiza.

 Trabalhos Realizados na Posição Sentado

Esta posição exige uma atividade muscular bastante intensa por parte da coluna
vertebral e do abdómen. O consumo energético nesta posição é inferior
relativamente à posição de pé.

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A maior parte do peso do corpo é suportado pelas nádegas e coxas. Os assentos e
cadeiras devem por isso possibilitar pequenas mudanças na postura adotada de
modo a retardar o aparecimento da fadiga.
Regra geral, a posição de sentado é mais confortável e bastante menos cansativa
para os trabalhadores. No entanto, a permanência nesta posição por longos
períodos de tempo também não é benéfica para os trabalhadores, sobretudo para a
coluna que sofre normalmente uma ligeira curvatura e para as pernas que se
encontram fletidas e isentas de movimento. Desta forma, facilmente se conclui
que, se possível os trabalhadores que habitualmente trabalham sentados devem
alterar de posição.
A conceção do posto de trabalho no que concerne aos trabalhos na posição de
sentado deve por isso, obedecer a uma série de requisitos, nomeadamente:
 O trabalhador deve poder conseguir alcançar todos os objetos e ferramentas de
que necessita para executar as suas tarefas (do inicio até ao fim do ciclo de
produção) sem ter que efetuar movimentos bruscos ou efetuar grandes
extensões dos braços ou mãos;
 Os trabalhadores deverão adotar uma posição que permita que a coluna
vertebral se mantenha numa posição reta relativamente às coxas;
 A mesa (bancada ou superfície de trabalho) deve ser concebida de modo a estar
mais ou menos nivelada pelos cotovelos e antebraços, de modo a evitar pressões
desnecessárias;
 Caso haja necessidade de utilização de eletricidade, a mesa ou bancada de
trabalho devem possuir tomadas de modo a evitar a passagem de fios através do
chão;
 A posição da cabeça deve ser neutra: ereta (a flexão ou extensão podem
provocar diversas lesões no pescoço, cabeça e coluna) enquanto o trabalhador
está a olhar para a tarefa que realiza;
 Os ombros não devem estar sujeitos a pressões;
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 A cadeira deverá ser bastante confortável. Deverá permitir a regulação dos apoios
dos braços, costas e assento;
 Deve evitar-se uma postura incorreta muito comum, ou seja, o deslizamento
anterior da bacia, que provoca uma curvatura na coluna, e consequentemente,
aumento da tensão nos ligamentos espinais posteriores;
 Evitar a concentração de pressões excessivas causadoras de desconforto nas zonas
apoiadas nas cadeiras (coluna vertebral, nádegas e coxas) – estas podem provocar
dificuldades.

2. Aplicação da Ergonomia na Área dos Posicionamentos

Risco Ocupacional na Manipulação de Cargas


Considera-se manipulação de cargas as atividades de transportar, agarrar, suster,
empurrar, puxar ou deslocar uma carga, por um ou mais trabalhadores.
Esta operação faz com que o instrumento de trabalho do trabalhador seja o seu
próprio corpo, estando por isso sujeito a vários perigos e riscos inerentes a esta
atividade (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, 2007).

Por um lado, constitui um risco o esforço físico que é exercido pelo trabalhador no
ato de movimentar a carga e as posturas incorretas adotadas que comprometem a
sua resistência física, força muscular e até a oxigenação sanguínea, que com a
frequência que são executadas ao longo do tempo sofrem uma declinação natural
própria do organismo, o que conduz ao surgimento de doenças.

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A movimentação manual de cargas é uma tarefa que acomete o trabalhador a uma
diversidade de riscos, adjacentes ao esforço físico despendido pelo trabalhador
para movimentar as cargas, entre outros, sendo os principais fatores de risco a
considerar, os seguintes:

Características da carga:
 Tamanho e forma da carga;
 Peso da carga;
 Distribuição do peso;
 Tipo de preensão.

Características da tarefa:
 Distância de preensão relativamente ao corpo;
 Alturas iniciais e finais de preensão;
 Tempo de sustentação;
 Frequência de levantamento.

Práticas de trabalho:
 Método de levantamento;
 Posturas corporais;
 Adequação das pausas;
 Ajudas mecânicas utilizadas.

Características individuais:
 Idade, forma física (altura e peso);
 Condições de saúde.

Características do ambiente de trabalho:


 Natureza do pavimento irregular ou escorregadio;
 Espaço livre insuficiente;
 Nível de iluminação;
 Distância de transporte;
 Condições climáticas desfavoráveis (temperatura, humidade).

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Os principais perigos que a manipulação de cargas comporta para o
trabalhador são principalmente:
 Sobre-esforço do trabalhador;
 Posturas inadequadas;
 Lesões músculo-esqueléticas;
 Queda do trabalhador;
 Esmagamento de membros (pés e mãos);
 Entalamento.

Transporte de Cargas
Sempre que possível deverá:
 Manter as costas direitas;
 Manter a carga o mais próximo possível do corpo, à altura da cintura;
 Distribuir as cargas equilibradamente, mantendo os braços esticados junto ao
corpo;
 Rodar os pés e não o tronco.

Regras para o Levantamento de Pesos


 A carga deve ser segura e levantada com as costas direitas, os joelhos dobrados e
com a ajuda da força das pernas;
 A carga deve ser levantada a mais próximo possível do corpo, segurando, sempre
que possível, a carga entre os joelhos, com os pés em posição apropriada (os pés
separados e com um ligeiramente adiantado em relação ao outro);
 O início do levantamento deve ser, sempre que possível, na altura dos joelhos, já
que a força máxima de levantamento ocorre na altura entre 50 e 75 cm do chão;
 Quando o levantamento começa na altura dos joelhos, a carga pode ser facilmente
levantada até uma altura de 110 cm. Se o levantamento começa na altura do
cotovelo, a carga pode ser facilmente levantada até aos ombros;
 Enquanto o levantamento ocorrer, deve evitar-se a rotação simultânea do tronco;
 Para o manuseamento de cargas usar sempre que possível carrinhos, rodízios ou
dispositivos de levantamento mecânico.

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Princípios Ergonómicos a Respeitar

Regras de Boas Práticas para Melhorar a Atitude Postural:

 Fortalecimento da musculatura abdominal e dorsal através do exercício físico;


 Exercícios posturais;
 Adequação do peso atendendo ao índice de massa corporal recomendado para os
diferentes indivíduos;
 Formação e informação dos trabalhadores relativamente à movimentação manual
de cargas e tipos de movimentos adequados ao seu trabalho;
 Se necessário utilizar acessórios, como por exemplo, uma cinta de proteção lombar.

Regras de Boas Práticas para Melhorar e Corrigir Determinadas Posturas:

 Pés: São os principais responsáveis pela locomoção e equilíbrio do nosso


organismo. Deve procurar-se uma boa base de forma a obter-se o equilíbrio e
consequentemente maior segurança e firmeza na postura do corpo. Os
trabalhadores (se possível) devem procurar alternar entre as posições de
sentados e de pé. Quando o tipo de trabalho obrigar à permanência da posição
de pé durante muito tempo, o ideal é variar a sustentação do peso entre os dois
pés, mas não de forma prolongada, para evitar fadiga e tensão. Não se deve
colocar o peso apenas sobre os calcanhares ou sobre os dedos;
 Pernas: São muito importantes para ajudar a fixar e a sustentar o corpo. As
pernas nunca sofrem um relaxamento completo. No entanto, elas devem ficar

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flexíveis, nunca completamente rígidas, de modo a estarem constantemente
prontas para o movimento. Não se deve apoiar todo o peso do corpo somente
numa perna, pois haverá uma forte tendência para o desequilíbrio. Para ajudar a
resolver a tensão nas pernas e pés, podem-se fazer alguns exercícios, como por
exemplo, pequenos alongamentos nesta região;
 Quadris: Devem estar equilibrados, evitando que um lado esteja mais elevado
do que o outro. Porém, uma leve alternância ou movimentação ajuda a relaxar
esta região, pois não é desejável que esteja completamente rígida e estática;
 Abdómen: O abdómen deverá encontrar-se numa posição neutra. Devem-se
evitar tensões excessivas neste local, pois a musculatura desta região é de
extrema importância para controlar a respiração, imprescindível para o bom
desempenho das tarefas;
 Costas: Os trabalhadores deverão manter a coluna direita de forma não muito
rígida favorecendo a sua saúde e o bom desempenho da estrutura óssea,
tendões e articulações. A manutenção de coluna numa posição vertical melhora
ainda as condições da expansão do tórax, e consequentemente, auxilia todo o
processo de respiração. Independentemente do tipo de atividades que são
desenvolvidas, as costas devem permanecer equilibradas, sem inclinações
exageradas;
 Tórax: Deve procurar-se manter o tórax numa posição relaxada, evitando-se
assim, qualquer contração muscular excessiva de modo a facilitar a respiração e
os movimentos cardíacos;
 Ombros: Os ombros devem estar descontraídos, isentos de fontes de tensão.
Qualquer rigidez nesta região pode comprometer a ação dos músculos do tórax
e pescoço, interferindo diretamente na coluna e consequentemente na
capacidade de movimentos do trabalhador. Os ombros deverão encontrar-se
numa posição neutra (nem voltados para frente, nem para trás, nem para baixo
e muito menos para cima). A rigidez local pode comprometer toda a postura e
provocar alguns distúrbios. Para se evitarem algumas lesões (especialmente
quando o trabalho envolve posturas estáticas) devem ser feitos alguns exercícios
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de relaxamento para os ombros e coluna;
 Braços e Mãos: Devem estar caídos livremente ao longo do corpo ou sobre a
bancada de trabalho (consoante o tipo de atividade) de forma natural e
relaxada; deverão estar tão livres quanto possível. Devem ser evitados
movimentos desnecessários, como por exemplo: colocar os braços atrás das
costas, ou ainda movimentar as mãos torcendo-as. Este tipo de movimentos
causa uma grande tensão nos braços e no tórax acabando por interferir na ação
dos restantes músculos do corpo. Deve-se ter sempre o cuidado, de manter os
ombros e braços relaxados, para evitar tensões no pescoço e cabeça.

 Cabeça: Deve estar centrada e em posição de equilíbrio (relativamente aos


ombros e coluna). O olhar do trabalhador deve fixar-se na direção da tarefa que
está a executar, e o queixo deve estar em ângulo reto com a cabeça. Quando as
pessoas cravam a cabeça no tórax ou alongam o pescoço para cima, dificultam
os movimentos da nuca e pescoço, causando naturalmente tensões que se
podem transmitir à coluna.

3. Acidentes e Doenças Profissionais Decorrentes da Atividade


do Técnico Familiar e de Apoio à Comunidade

Existem vários fatores que tornam as atividades de mobilização de doentes perigosas e


aumentam o risco de lesão.
Esses fatores de risco estão relacionados com diversos aspetos da mobilização de
doentes:
Riscos Associados à Tarefa:
 Força: O esforço físico necessário para executar a tarefa (como levantar corpos
pesados, puxar e empurrar) ou para assegurar o controlo de equipamentos e
ferramentas;
 Repetição: Executar o mesmo movimento ou série de movimentos de forma
contínua ou frequente ao longo do dia de trabalho;
 Posições incorretas: Assumir posições que exercem tensão sobre o corpo, tais
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como inclinar- se sobre uma cama, ajoelhar ou rodar o tronco ao mesmo tempo
que se efetuam movimentos de elevação.
Riscos Associados ao Doente:
 Os doentes não podem ser levantados como cargas, pelo que as regras de
elevação segura nem sempre são aplicáveis:
 Os doentes não podem ser seguros junto ao corpo;
 Os doentes não possuem pegas;
 Não é possível prever o que acontecerá ao mobilizar um doente;
 Os doentes são volumosos.

Riscos Associados ao Ambiente:


 Riscos de escorregar, tropeçar e cair;
 Superfícies de trabalho desniveladas;
 Limitações de espaço (salas pequenas, presença de muitos equipamentos).

Outros Riscos:
 Nenhuma ajuda disponível;
 Equipamento inadequado;
 Calçado e vestuário inadequados;
 Falta de conhecimentos ou formação.

4. Prevenção de Lesões Músculo-Esqueléticas

A execução de trabalhos com movimentos repetitivos ou que exigem um elevado


esforço físico são fatores de risco que podem levar à ocorrência de lesões
incapacitantes e de grande desconforto para o trabalhador (lesões músculo-
esqueléticas relacionadas com o trabalho, ou lesões por esforços repetitivos).
De acordo com dados da União Europeia, mais de 45% do total de doenças
profissionais está relacionado com Lesões Músculo-Esqueléticas (LME) a nível das
cervicais e dos membros superiores. Estar consciente dos riscos existentes e das lesões
que podem ocorrer é fundamental para que o trabalhador se possa proteger e
prevenir potenciais doenças.
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A repetição de movimentos, a postura incorreta e o excesso de força podem obstruir a
circulação sanguínea, impossibilitando a irrigação de estruturas importantes como as
artérias e os nervos e desencadeando processos inflamatórios nos músculos.
Outros fatores que originam o aparecimento das LME são os psicossociais, que passam
por uma falta de organização do trabalho, má divisão das tarefas, e/ou pressão no
ambiente de trabalho (stress), entre outros.

Técnicas de Prevenção de Lesões Músculo-esqueléticas

Mobilização
 Aumentar o grau de liberdade para a realização das tarefas, reduzindo a
fragmentação e a repetição;
 Ter em consideração que a capacidade produtiva de uma pessoa pode variar
intra e inter individualmente;
 Estabelecer pausas durante a jornada de trabalho e permitir a livre
movimentação sem aumento do ritmo de trabalho ou da carga de trabalho.

Posicionamento
 Os móveis devem permitir posturas confortáveis, devem ser
adequados às características físicas do trabalhador e à
natureza das tarefas, e devem permitir a liberdade de
movimentos;
 Ferramentas e instrumentos de trabalho devem ser
adequados ao seu operador;
 Conhecer e utilizar corretamente as máquinas, aparelhos, substâncias e
equipamentos postos à disposição;
 Deixar no sítio adequado os dispositivos de segurança próprios das máquinas e
das instalações e utilizá-los corretamente;
 Adotar posturas corretas;
 Comunicar imediatamente à entidade patronal ou aos responsáveis, toda e
qualquer situação de trabalho que represente um perigo grave ou imediato para
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a segurança e saúde, bem como qualquer defeito nos sistemas de proteção.

Transferência e Transporte

• Avaliar o peso das cargas antes do transporte manual.

Condições de trabalho adequadas contribuem para a segurança e a saúde do


trabalhador, bem como para um aumento na produtividade das empresas, sendo um
fator importante a organização do trabalho em função da relação entre o homem e a
máquina (adaptar o trabalho ao Homem).

5. Meios Auxiliares no Posicionamento, Mobilização e


Transferência

As lesões relacionadas com o trabalho constituem um grave problema entre os


funcionários hospitalares, em especial, os técnicos auxiliares de saúde. As lesões
dorso-lombares e as lesões nos ombros constituem as principais preocupações,
podendo ser ambas extremamente debilitantes. A causa principal está relacionada
com as tarefas de mobilização de doentes, como o levante, a transferência e o
posicionamento de doentes.

Posicionamento, Mobilização e Transferência de Doentes

Entende-se por mobilização de doentes as ações de levantar, baixar, sustentar,


empurrar ou puxar doentes.
Os métodos aplicáveis à mobilização, posicionamento e transferência de doentes
podem ser divididos em três categorias, de acordo com as diferentes formas de
execução:

1. Métodos de Transferência Manual

São executados por um ou mais prestadores de cuidados que


utilizam a sua força muscular e, sempre que possível, a eventual
capacidade residual de mobilização do doente envolvido.

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2. Métodos de Transferência, Utilizando Pequenos Meios
Auxiliares de Mobilização de Doentes
São técnicas de mobilização de doentes executadas através de meios
auxiliares específicos, tais como lençóis deslizantes em tecido de
baixa fricção, cintos ergonómicos, estribos rotativos, uma barra de
trapézio fixada por cima da cama, etc.

3. Métodos de Transferência, Utilizando Grandes Meios Auxiliares de


Mobilização de Doentes
Estas técnicas de mobilização são executadas através de equipamentos de elevação
eletromecânicos.

A determinação da técnica adequada de mobilização de doentes envolve uma


avaliação das necessidades e capacidades do doente envolvido.
Deve ter-se em consideração que a mobilização manual de doentes aumenta o risco de
lesões para os técnicos auxiliares de saúde:
• Os corpos dos doentes possuem uma distribuição assimétrica do peso e não
possuem áreas estáveis para agarrar. Por conseguinte, torna-se difícil para o
técnico de saúde sustentar o peso do doente junto do seu próprio corpo;
• Em algumas situações, os doentes podem estar num estado de agitação, rebeldia,
não reação ou podem oferecer graus de cooperação limitados,
aumentando o risco de lesão;
• O ambiente físico e/ou estrutural dos cuidados pode exigir
posições e posturas incorretas que aumentam a suscetibilidade
de desenvolver uma lesão músculo- esquelética.

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O levante manual de doentes deve ser minimizado em todos os casos e evitado
quando possível. A utilização de grandes meios auxiliares de mobilização de doentes
deve ser sempre incentivada.

Características da movimentação manual de cargas que podem comportar risco de


lesão dorso-lombar (Anexos I e II da Diretiva Europeia 90/269/CEE) e elementos de boas
práticas em matéria de mobilização manual de doentes.
AnexosI eII – Diretiva90/269/CEE do Boas práticas
Conselho
A carga é posicionada de tal modo que deve ser mantida Posicionar-se o mais perto possível do doente.
ou manipulada à distância do tronco ou com flexão ou
torção do tronco.

A carga é muito volumosa ou difícil de Segurar firmemente.


agarrar.

O esforço físico é efetuado com o corpo Manter uma postura correta.


em posição instável.

O local ou as condições de trabalho não permitem ao Ajustar a altura da cama.


trabalhador movimentar as cargas a uma altura segura
ou numa
postura correta.

O trabalhador possui conhecimentos ou Implementar programas de formação e


formação insuficientes ou inadequados. educação.
Otrabalhador usavestuário, calçado ou Usar calçado adequado.
outros objetos pessoais inadequados.

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Transferência Manual
Um prestador de cuidados

 Ajuste adequadamente a altura da cama em função da sua própria altura;


 Divida o processo de transferência em três partes: pernas – cintura – ombros;
 Arraste o peso do doente utilizando o seu próprio peso. Utilize
preferencialmente os músculos das pernas e das ancas em vez dos músculos
da parte superior do corpo;
 Peça ao doente que olhe para os pés. Desta forma, aumenta a tensão
muscular abdominal do doente, permitindo maior cooperação.

Dois prestadores de cuidados

 Ajustem adequadamente a altura da cama em função da vossa própria altura;


 Contrabalancem o peso do doente com o vosso próprio peso;
 Os movimentos dos prestadores de cuidados devem estar sincronizados ao
executar a transferência do doente. A comunicação entre ambos os
prestadores de cuidados é muito importante.

6. Ajudas Técnicas de Apoio à Mobilização e à Marcha

As Ajudas Técnicas são equipamentos auxiliares de reabilitação que visam reduzir as


consequências do aparecimento de incapacidades motoras ou melhorar a qualidade
do apoio prestado à pessoa.
São exemplos disso: o andarilho, as canadianas, as bengalas, as muletas e a cadeira de
rodas.
As ajudas técnicas podem não compensar todas as incapacidades mas associadas ao
apoio humano, são um bom promotor da independência física das
pessoas.
O tipo de equipamento de reabilitação selecionado para cada utente
depende das suas limitações físicas.
As muletas e as canadianas são apropriadas para indivíduos com uso
total e força suficiente nos membros superiores e que tenham funcionamento nos
membros inferiores limitado.

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As bengalas, tripés ou pirâmides de base alargadas são apropriadas para utentes
com fraqueza ou paralisia de um dos lados do corpo, incluindo os que sofreram AVC.

Os andarilhos são a opção para pessoas com fraqueza generalizada dos membros
superiores e inferiores e são utilizados por pessoas de idade mais avançada com
artrite generalizada, fratura da anca ou doenças neuromusculares.

Por norma, é o fisioterapeuta que tira as medidas ao utente em relação a cada peça
do equipamento auxiliar, selecionando-o de acordo com o peso, altura e
necessidades específicas de cada indivíduo.

Andarilhos

Os andarilhos são um bom sistema de apoio da marcha, para


pessoas com fraqueza generalizada dos membros superiores e
inferiores. Os andarilhos variam conforme a estrutura e o objetivo.
O utente capaz de manter o equilíbrio e levantar o andarilho pode
usar um que seja leve e ajustável. Os andarilhos mais pesados e não
ajustáveis são recomendados para os utentes que se podem
desequilibrar e cair para trás ao levantar um andarilho normal.

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Os andarilhos com rodas possibilitam uma marcha natural contínua e conferem ao
utente um maior grau de mobilidade independente.
O andarilho sem rodas necessita de ser levantado durante a marcha, criando um
momento de instabilidade ao utente, pois fica sem qualquer ponto de apoio.
O comprimento do andarilho de uma pessoa é igual à distância do seu grande
trocânter ao chão.
Um andarilho com a medida adequada possibilita ao utente ficar de pé com os
cotovelos ligeiramente fletidos quando o andarilho está apoiado no chão.

Canadianas

As canadianas são objetos utilizados como apoio para o corpo humano.


Foram desenhadas com o propósito de auxiliar uma pessoa a caminhar
quando uma das extremidades inferiores requer suporte adicional durante o
deslocamento, geralmente quando o utente sofre algum tipo de
incapacidade para deambular.
Algumas canadianas podem ser ajustadas em tamanho e flexibilidade
segundo as necessidades do utente.

Bengalas e Pirâmides

A bengala é um instrumento muito utilizado para pessoas com problemas de


locomoção ou com uma deficiência visual.
Ela serve para ajudar a pessoa a se locomover em ambientes desconhecidos, ou
em ruas e calçadas.
As bengalas podem ajudar a redistribuir o peso de um membro inferior fraco ou
doloroso. Além disso, aumentam a base de suporte e fornecem informação tátil
ao usuário a respeito do piso para que este aumente o equilíbrio.
Existem vários tipos de bengalas disponíveis, variando desde a parte onde se pega
até onde ocorre o apoio no chão.

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Muletas
As muletas são úteis para os pacientes que necessitam de usar os braços para apoio
e propulsão, e não somente para equilíbrio. Dependendo da maneira usada, as
muletas podem retirar a carga de ambos os membros inferiores ou de um, em
variadas quantidades.
Entretanto, as muletas requerem um substancial gasto de energia e força no braço e
no ombro, sendo geralmente difíceis de serem usadas por idosos mais fracos.
As muletas são classificadas em axilares e de antebraço (ou muletas canadenses).

Cadeira de Rodas
As cadeiras de rodas são uma ajuda técnica importante para a mobilização de
utentes incapacitados ou aqueles que permanecem muito tempo sentados por outra
qualquer incapacidade.
Quando usadas 9 horas por dia, a duração média de uma cadeira de rodas é de cerca
de dois anos, a maioria é utilizada muito para além desse período de tempo.
Em muitos países as cadeiras de rodas são um bem escasso e pouca atenção é dada
às suas condições
As barreiras arquitetónicas, o terreno citadino ou rural, a
construção social para os incapacitados e o custo são
alguns dos fatores que, em muitos países, limitam as
pessoas que utilizam a cadeiras de rodas.
As cadeiras de rodas são tão diversas como as pessoas
que as utilizam. A prescrição da cadeira de rodas, muitas
vezes, enumera recomendações de modificações de
acordo com as necessidades do utente. A altura e a
largura da cadeira de rodas baseiam-se nas dimensões
físicas do utente, sendo o objetivo conseguir uma boa
postura quando o utente está sentado.
As costas e o assento da cadeira de rodas podem ser
modificados de modo a acomodar dispositivos anti-pressão

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e acrescentar suportes de posicionamento. Existem cadeiras de rodas com costas
altas, costas reclináveis entre outras, para pessoas que necessitam de um suporte de
cabeça e pescoço ou que toleram dificilmente a posição de sentado direito.

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