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8988 – Sistemas Informáticos na

gestão de loja

UNIDADE:

[Sistemas Informáticos
na gestão de loja
Konkrets, Lda Rua Inês de Castro nº 9-B 3200-150 Lousã
(8988)
T: 239 993 478 | @: info@konkrets.pt

TIPOLOGIA:

1/1.08 Formação Modular para

Empregados e Desempregados

DURAÇÃO

25 Horas

Manual de Apoio
8988 – Sistemas Informáticos na
gestão de loja

Ficha Técnica:

Manual de formação “ 8988 – Sistemas Informáticos na gestão


de loja”

Janeiro / 2018

Copyright© Konkrets, Lda.


Konkrets, Lda Rua Inês de Castro nº 9-B 3200-150 Lousã
Visite-nos em www.konkrets.pt

Formadora:
[Sandra Rodrigues]
8988 – Sistemas Informáticos na
gestão de loja

É expressamente proibida a reprodução, no todo ou em parte do presente manual sem


autorização expressa por escrito pela Konkrets, Lda.
8988 – Sistemas Informáticos na
gestão de loja

Índice

Enquadramento ................................................................................................ 6

Benefícios e condições de utilização ...................................................................... 6

Destinatários ................................................................................................. 6

Objectivos Específicos....................................................................................... 7
Objectivos Gerais ............................................................................................ 7

Conteúdos Programáticos .................................................................................. 7

1. Software.................................................................................................... 8

1.1 Software de gestão .................................................................................. 8

1.2 Software de gestão da cadeia de abastecimento ............................................... 13

1.3 Software de gestão de distribuição............................................................... 15

1.4 Software de gestão da produção ................................................................. 18

1.5 Software de gestão de frotas e localização de veículos ........................................ 20

1.6 Sistemas integrados de gestão ................................................................... 25

2. Custos de funcionamento ............................................................................... 28

Conclusão …………………………………………………………………………………………………………………………………….… 34
Referências Bibliográficas .................................................................................... 35
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Enquadramento

Benefícios e condições de utilização

O manual da unidade de formação “8988 – Sistemas Informáticos na gestão de loja” está organizado por
secções:

• Secção I: Enquadramento da unidade de formação.


• Secção II: Está organizada por capítulos e contém todos os documentos e materiais de apoio sobre
os conteúdos temáticos abordados ao longo da unidade. No final de cada capítulo estão reunidas um
conjunto de informações dirigidas aqueles que pretendam complementar o estudo, aprofundando
conhecimentos.
• Secção III: É constituída pela bibliografia e documentos electrónicos

Esta forma de apresentação permite uma consulta rápida e direccionada. Para que possa consolidar os
conhecimentos adquiridos com a leitura deste manual propomos que realize os exercícios práticos fornecidos
pelo formador durante a sessão de formação.

Destinatários

São destinatários deste manual os/as formandos/as que frequentem a unidade 8988 – Sistemas Informáticos
na gestão de loja bem como outras pessoas que pretendam adquirir competências ou actualizar/reciclar
conhecimentos na área de formação.
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Objetivos Específicos

No final do módulo, os formandos deverão ser capazes de:

• Identificar e caracterizar os diferentes sistemas informáticos na gestão da loja.

Objetivos Gerais

A unidade de formação 8988 – Sistemas Informáticos na gestão de loja tem por objectivo dotar o/a
formando/a com as competências necessárias para:

• Identificar e caracterizar os diferentes sistemas informáticos na gestão da loja.

Conteúdos Programáticos

• Software Back Office


Software de gestão de loja
Software de gestão de aprovisionamento
Sistemas integrados de gestão

• Software Front Office


Software de vendas
Software de gestão de serviços

• Segurança de informação

• Custos de funcionamento
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1. Software

1.1 Software de gestão

Software de gestão

O software de Gestão de Stocks permite um controlo rigoroso do fluxo de entradas e saídas nos

stocks de uma Empresa, através de múltiplas funcionalidades otimizadas e integradas.

Relevância do software de gestão:

• Possibilidade de utilização dos diferentes critérios valorimétricos de saídas;

• Facilidade de gerir inventários totais ou parciais;

• Possibilidade de consultar rapidamente os preços praticados;

• Controlo efetivo de stock por lotes, por localizações, cores e tamanhos.

Quais os benefícios:

• Controlo rigoroso do stock;

• Facilidade de implementar a rastreabilidade de produtos;

• Possibilidade de obtenção de análises globais ou detalhadas da posição de stocks.

CRM são as iniciais de "Customer Relationship Management".

O seu conceito baseia-se no entendimento que a relação com cada cliente é especial e necessita

ser registada. Esta informação é património da Empresa e não dos colaboradores da empresa.

O Software CRM está totalmente integrado no restante ERP e possibilita extrair informação

relevante aumentando a capacidade de gestão das relações com os clientes.

A solução de CRM é baseada em três conceitos:

✓ O Cliente
✓ O Cliente Potencial
✓ O Lembrete
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O Cliente:

As relações não são feitas entre empresas, mas sim entre pessoas que as representam. Estas

relações normalmente envolvem vários departamentos e vários assuntos. O Software CRM

permite o registo e a classificação das pessoas intervenientes, assim como dos assuntos tratados.

Mas para alem disto, permite que se associe os documentos que deram origem ao registo.

"Imagine o seu vendedor a falar com o cliente que está a solicitar um desconto, e ter disponível a

informação que o departamento de tesouraria falou com o cliente dois dias atrás, porque o

cliente já tem faturas vencidas, e este pediu para esperar mais um mês." "Ou então imagine que o

seu departamento de cobrança antes de ligar para um cliente por causa de uma fatura pequena

que está em atraso, pode ver que existem registos do departamento comercial onde é evidente

que está a decorrer uma negociação extremamente relevante."

Associar um registo ao anterior de forma a ter um histórico dos dados que são associados

Possibilidade de registar incidentes. Estes incidentes poderão atuar no controlo de crédito

A integração no ERP verifica-se para cada registo, podendo associar o documento de referência

(uma proposta, encomenda, aviso de cobrança, lançamento na contabilidade, entre outros.) e

com um clique ter disponível esta informação.

Tudo que foi referido para o cliente é também aplicável aos fornecedores, bancos ou qualquer

outra entidade.

Tudo que dissemos sobre o cliente pode ser aplicado aos Clientes Potenciais. Estes são as

entidades que ainda não são clientes ou que apesar de nunca virem a ser seus clientes são

importantes para o seu negócio.

O Software CRM permite o registo de Clientes Potenciais com as mesmas funcionalidades dos

clientes e ainda acrescenta a capacidade de gestão de informação definida pelo próprio

departamento de marketing. Tão importante quanto registar é lembrar dos compromissos

assumidos nestes contactos.


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Para isto o Software CRM tem a solução pois permite que cada utilizador registe lembretes com

data e hora de aviso, associando ao mesmo os documentos relevantes, de forma que estes

fiquem disponíveis com um clique. Esta ferramenta permite também que o gestor registe

lembretes para os seus colaboradores e entre empresas.

Principais funcionalidades

• Entrada e saída de bens por dispositivos de leitura ótica;

• Facilidade de identificação e impressão da codificação dos produtos;

• Gestão do armazém simplificada

• Gestão de stocks e encomendas

• Visualização do troco

• Listagens, relatórios e gráficos

• Gestão de cartões de fidelização

• Personalização de perfis dos menus por utilizador ou por zona

• Controlo dos diferentes meios de pagamentos

• Gestão de promoções

• Gestão de contas correntes

• Comunicação e comentários com a cozinha e outras zonas do estabelecimento

• Controlo de acesso, rápido e por funcionário

• Controlo de movimentos de caixa

• Controlo dos meios de pagamento utilizados

• Gestão integrada de funcionários

• Auditoria às tarefas realizadas

• Criação do ficheiro SAF-T PT

• Emissão de documentos comerciais de acordo com o regime de IVA de caixa

• Possibilidade de ligação com inúmeros dispositivos periféricos, desde balanças e

impressoras, até às soluções avançadas de mobilidade em Android ou Windows

• Consulta de movimentos de venda, empregados, compras, produtos, famílias, etc.


• Facilidade de anulação de documentos e criação de um novo documento por cópia
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Benefícios relevantes

• Interface otimizado para o máximo de eficiência

• Gestão comercial completa

• Simples, agradável e intuitivo

• Solução única com FrontOffice e BackOffice

• Cumprimento de todas as exigências legais e fiscais

• Solução multiutilizador e multiempresa

• Utilização simultânea touchPOS, teclado e rato

• Auditoria às tarefas realizadas

• Acesso externo ao estabelecimento

• Consulta e impressão de listagens e gráficos com informação histórica

• Personalização de perfis por utilizadores e estabelecimentos

• Software de faturação certificado pela AT

WMS –Warehouse Management System

O conceito: WMS (Sistema de Gestão de Armazéns)

O WMS é um sistema de gestão (software), que melhora a operacionalidade da armazenagem,

através da eficiente gestão de informações e dos recursos do mesmo.

As informações utilizadas podem ser provenientes de empresas transportadoras, da produção,

do sistema corporativo (ERP), dos clientes e fornecedores, entre outros. O WMS utiliza estas

informações para receber, inspecionar, estocar, separar, embalar e expedir mercadorias da

melhor forma possível.

• Surgiu da necessidade de se melhorar as informações e processos dentro de


um armazém ou centro de distribuição;

• Através do surgimento de novas tecnologias de informação tanto em


hardware quanto em software.
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Objetivos do WMS:

➢ Nível de serviço ao cliente⇒ alta performance de informações, minimizando os erros;


➢ Otimização operacional⇒ aumento da produtividade operacional, otimização dos
espaços e melhoria da utilização dos recursos operacionais;

➢ Redução de custos.
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1.2 Software de gestão da cadeia de abastecimento

Gestão da cadeia de abastecimento

É a gestão de uma rede interligada de negócios envolvidos na provisão final de pacotes de

produtos e serviços requeridos por clientes finais. Abrange todo o movimento e armazenamento

de matéria-prima, trabalho em processo de inventário, e produtos acabados do ponto de origem

até o ponto de consumo (cadeia de abastecimentos).

Um sistema do tipo chamado Warehouse Management System (WMS), ou Sistema de Gestão de

Armazém, é uma parte importante da cadeia de suprimentos (ou supply cha in) e fornece a

rotação dirigida de stocks, diretivas inteligentes de picking, consolidação automática e cross-

docking para maximizar o uso do valioso espaço do armazém.

O sistema também dirige e otimiza a disposição de "put-away" ou colocação no armazém,

baseada em informações de tempo real sobre o status do uso de prateleiras.

Um WMS operacional significa que a empresa depende menos da experiência das pessoas, uma

vez que o sistema tem inteligência para operar o sistema.

Os sistemas WMS utilizam tecnologias de Auto ID Data Capture, como código de barras,

dispositivos móveis, redes locais sem fio e possivelmente RFID para monitorar eficientemente o

fluxo de produtos (Tompkins et al., 1998, p. 7). Uma vez que os dados tenham sido coletados, é

feita uma sincronização com uma base de dados centralizada tanto por processamento total de

todo um lote, como por transmissão em tempo real através de redes sem fio (Tompkins et al.,

1998, p. 17).

O banco de dados pode então ser usado para fornecer relatórios úteis sobre o status das

mercadorias no armazém. Muitos sistemas WMS tem interface com sistemas do tipo Enterprise

Resource Plann ing (ERP), Planeamento de Recursos da Empresa (MRP) ou com outros tipos de

softwares de gestão. Isto permite uma forma de se receber automaticamente o inventário,

processar pedidos e lidar com devoluções.


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Na implementação de um WMS devem ser considerados todos os custos, para além dos custos

do equipamento e programas informáticos (Donath, 2002, p. 272)

O picking, também conhecido por order picking (separação e preparação de pedidos), consiste

na recolha em armazém de certos produtos (podendo ser diferentes em categoria e

quantidades), face a pedido de um cliente, de forma a satisfazer o mesmo (Rodrigues, 2007).

O cross docking é um processo de distribuição onde a mercadoria recebida é redirecionada sem

uma armazenagem prévia.

Tudo isto faz diminuir o tempo. Existem três formas de cross docking:

• Feito à palete completa,


• Feito à palete mista
• Feito à palete pré-sortida;

Esta primeira forma não sobrecarrega nem produtores ou fornecedores nem distribuidores ou

cliente. A segunda forma onera principalmente distribuidores ou clientes, visto que ao serviço de

picking por parte da loja (se esta possuir centro de distribuição é lá que deve ser feito). A terceira

forma de cross docking sobrecarrega os produtores ou fornecedores pelo facto de estes

necessitarem enviarem as paletes (caso seja palatização, mas também podem ser caixas ou

outros) para o centro de distribuição do distribuidor ou cliente já pré- sortidas, segundo a

necessidade de cada ponto de venda.

Das três formas de cross docking a mais eficiente é sem dúvida à palete completa, uma vez que

permite a redução do stock em ambos os parceiros. As outras duas formas tornam mais

desembaraçada a corrente de produtos, mas por outro lado pode dar origem a um aumento de

sobrecarga de um dos parceiros, podendo ser posta em causa, por falta de benefícios para

ambos (Carvalho, 2004).

Código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A leitura

dos dados é realizada por um tipo de scanner - o leitor de código de barras, que emite um raio

vermelho que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra

for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor. Os dados capturados nessa leitura
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ótica são compreendidos pelo computador, que por sua vez converte-os em letras ou números

humano-legíveis.

Dispositivos de Interface: possuem a função de oferecer a qualquer participante, em tempo

real, informações sobre produtos e status de pedidos.

✓ PC’s;
✓ Correio de Voz;
✓ Leitores de Códigos de Barras;
✓ PDA (Personal Digitant Assistants) –Dispositivos Portáteis conectados full
time com o sistema da empresa;

✓ Aparelhos de Rádio Frequência.

Benefícios do WMS:

➢ Erros reduzidos;
➢ Melhor veracidade dos inventários;
➢ Maior produtividade;
➢ Papelada de trabalho reduzida;
➢ Melhor utilização do espaço;
➢ Eliminação de inventários físicos;
➢ Melhor controle de carga de trabalho;
➢ Melhor gerenciamento de mão-de-obra.

Principais características:

▪ Integração com EDI (Intercambio Eletrónico de dados);

▪ Inspeção e controle de qualidade;

▪ Integração com AUTO-ID (Código de barras e Radiofrequência);

▪ Atualização online do stock;

▪ Capacidade de previsão;

▪ Separação do tipo de produto, cliente, pedido, etc.


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Principais funções:

Movimentação;

Armazenamento;

Transferência de informações.

Movimentação:
o Recebimento;
o Transferência;
o Seleção;
o Cross-docking;
o Triagem e
acondicionamento.
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Armazenamento:

o Armazenamento temporário;
o Armazenamento semipermanente.

Transferência de informações:

o Transmissão de informação em tempo real;


o Intercâmbio eletrônico de dados (EDI);
o Redes locais sem fio;
o Computação móvel;
o Código de barras;
o RFID.
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1.3 Software de gestão de distribuição

Distribuição

Um dos processos da logística responsável pela administração dos materiais a partir da saída do

produto da linha de produção até a entrega do produto no destino final.

Após o produto pronto ele tipicamente é encaminhado ao distribuidor. O distribuidor por sua vez

vende o produto para um retalhista e em seguida aos consumidores finais.

O marketing vê que a Distribuição é um dos processos mais críticos, pois problemas como o atraso

na entrega são refletidos diretamente no cliente. A partir do momento que o produto é vendido a

Distribuição torna-se uma atividade de front office e ela é capaz de trazer benefícios e problemas
resultantes de sua atuação.

Sistemas de Informações para Logística

“O sistema de informações logístico é aquele que processa a informação (demanda) do cliente,

analisa a situação interna (integra ao erp) e conecta a sua cadeia de fornecimento de forma que a

informação seja confiável e esteja no momento certo, de modo a manter toda a cadeia integrada e

sincronizada”.

Vantagens:

• Reduzir Lead Time do Ciclo do Pedido;

• Reduzir custo de stock e armazenamento;

• Criar sistema logística robusto para que as informações sejam confiáveis;

• Dados para tomadas de decisões e realização de planeamento estratégico.


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Sistema de Processamento de Pedidos

Características:

• Receber o pedido do cliente: quantidade, forma de pagamento, preferências, endereço de


entrega, etc.

• Analisar Sistema: nível de estoque, promoção, preço, tempo de entrega.

• Alimentar o sistema: Programação da Produção, Demanda, Necessidades de Matéria-Prima


etc.

Sistemas de Processamento por meio eletrónico


EDI (Electronic Data Interchange – Intercâmbio de Dados Eletrónicos);

Transferência, entre computadores, de documentos eletrónicos: pedidos de compras, contratos,

necessidades de materiais, transferências de fundos para pagamentos, faturas etc;

Padrão de Linguagem EDI: Protocolo ANSI X12.

Tipos de Sistemas de EDI:

✓ Sistema Proprietário (Um para Muitos): A companhia detém do sistema e esta distribui os
documentos aos fornecedores.

o Vantagens: Controle do Sistema e da Informação;


o Desvantagens: Necessidade de o Fornecedor manter um terminal exclusivo.

✓ Sistema VAN (Value-Added Networks – Redes de Valor Adicionado – Muitos para Muitos):
Empresa Terceira que recebe e distribui os documentos entre cliente-fornecedor, mesmo com
linguagem incompatível;
o Vantagens: Não há necessidade de padronizar os protocolos EDI; baixo custo e lead time
baixo de implementação;

o Desvantagens: Envio não automático – apenas algumas vezes por dia.


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Vantagens Sistema EDI:

• Redução de papel;

• Aumento na precisão da informação;


• Alta velocidade na transmissão dos pedidos e outros dados;

• Oportunidades de melhoria de relacionamento com o cliente;

• Redução de Custo de Processamento e Manuseio dos Dados;

• Possibilidade de avisar o cliente do embarque (Notificação do Embarque Avançado);

• Aumento da velocidade e precisão das informações para outros

• departamentos da empresa;

• Redução do stock de segurança e redução no tempo de ciclo do processamento de pedido.

1.4 Software de gestão da produção

Logística produtiva

A logística de produção de uma indústria, também conhecida como PPCP (Planeamento,

Programação e Controle da Produção) é um segmento da indústria automatizada, que trata da

gestão e controle de mão-de-obra, material e informação no processo produtivo.

Devido à grande complexidade que as grandes plataformas industriais apresentam, dada à enorme

quantidade de materiais, operários e máquinas, a gestão destes recursos é feita maioritariamente por

computador. São estes processos logísticos contínuos de controlo da produção e também das

encomendas, que se dá o nome de logística de produção.

Uma logística de produção eficiente resulta em tempo e dinheiro ganho na produção. Esta área é,

assim, essencial para o sucesso de empresas na economia de mercado global, que hoje existe, uma

vez que se preocupa com o aperfeiçoamento de tarefas fabris, quer pela adição de processos mais

eficazes, quer pela eliminação de outros desnecessários.


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Integração dos processamentos de pedidos com a gestão do sistema de


informação logístico
• Determinar o meio de transporte, veículo e a sequência carga;

• Análise do Stock e Planeamento da Produção;


• Atualização automática dos níveis de estoques de MP e produtos acabados;

• Realização automática das listas de necessidades (BOM);

• Criação de Documentos de Embarque;

• Sistema de embarque dos pedidos ao cliente.

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Decisões criadas pelo Sistema de Informação Logístico

1.5 Software de gestão de frotas e localização de veículos

TMS (Transportation Management System)

Sistema de Gestão de Transporte, é um software para melhoria da qualidade e produtividade de

todo o processo de distribuição. Este sistema permite controlar toda a operação e gestão de

transportes de forma integrada. O sistema é desenvolvido em módulos que podem ser

adquiridos pelo cliente, consoante as suas necessidades.

Este sistema controla os processos de um transportador, abrangendo as áreas comerciais,

operacionais, seguros, faturação, financeira e logística.

Um TMS visa ser integrado com um sistema de ERP, desta forma ao emitir um CT-e ou NFS-e,

por exemplo, a integração financeira, fiscal e contábil ocorrerá automaticamente.


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Finalidades (TMS)

Identificar e controlar os custos inerentes a cada operação, sendo importante identificar e medir

os custos de cada elemento existente na cadeia de transporte, a qual envolve não só o veículo

em si, mas também a gestão dos recursos humanos e materiais, o controle das cargas, os custos

de manutenção da frota e índices de discrepâncias nas entregas, bem como as diversas tabelas

de transporte existentes (peso, valor, volume) apresentando o modelo que melhor se ajusta.

Funcionalidades (TMS)

▪ Manutenção

▪ Abastecimento

▪ Controle de fretes de terceiros

▪ Operação

▪ Faturação do transporte

▪ Custos

▪ Controle de Manutenção de Frota

▪ Controle de Stock

▪ Planeamento
▪ Rastreamento

▪ Expedição

SCM – Supply Chain Management System


“Supply Chain Management é a integração dos principais processos de negócios de uma rede

de empresas, desde o cliente final até os fornecedores originais; estes oferecem produtos,

serviços e informações que agregam valor para os clientes e outras partes interessadas.”
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• A competição, atualmente, não ocorre mais somente entre marcas ou entre empresas

isoladamente, mas sim entre CADEIAS FORNECEDORAS, que hoje possuem DIMENSÕES

GLOBAIS;

• Sendo assim, a vantagem competitiva se mede pelo NÍVEL DE INTEGRAÇÃO entre os

participantes da rede, da capacidade do conjunto de PROJETAR, LANÇAR,

COMERCIALIZAR, PRODUZIR e ENTREGAR, Produtos e Serviços e de FORNECER o

mercado, com eficácia e custos e níveis de capacidade ótimos;

• Para alcançar tamanho nível de coordenação e cooperação entre empresas faz-se necessário
a implementação eficiente de FERRAMENTAS DE TI adequadas, que irão CONSOLIDAR,

PROCESSAR e DIFUNDIR dados e informações relevantes para a estratégia das empresas e

para a organização das operações.


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MODELO CONCEITUAL⇒⇒ESTRUTURA DA REDE

IDENTIFICAR OS MEMBROS DA REDE

• Definir a configuração e forma da rede: Localização dos mercados, Fábricas e CDs;

• Determinar quais são os membros primários (envolvidos diretamente com clientes e

fornecedores) e os membros de apoio (abastecem os membros primários com recursos,

conhecimento, ativos e outros);

• Determinar os Membros-Chave, aqueles cujos relacionamentos deverão ser gerenciados;

• Classificar os Tipos de Relacionamentos ou Gestão de processos que se irão desenvolver

com cada um dos elos:

• Processos Geridos e Não Geridos;

• Processos Monitorados e Não Monitorados;

• Membros e Não-membros.

DIMENSÕES ESTRUTURAIS DA REDE


Há três tipos de Classificações:

• Estrutura Horizontal: Número de Camadas ou processos sequenciais para se atingir o


produto ou serviço que chegará ao mercado;

• Estrutura Vertical: Número de empresas ao longo da cadeia das atividades;

• Posição Horizontal da empresa-foco: Posição da empresa analisada na cadeia:


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o Mais próxima dos clientes (Downstream) ou mais próximas dos Fornecedores (Upstream) bem
como a abrangência de atuação da mesma ao longo da estrutura Horizontal do Produto
(INTEGRAÇÃO VERTICAL)

TI APLICADA À SCM

MEIOS:

Comunicações: transferência e partilha de informações e conhecimento entre os elos da Cadeia.

✓ Correio Eletrônico;
✓ EDI;
✓ Groupware;
✓ Rastreamento GPS.

EXEMPLO: SOFTWARE DE SCM DA CAPS LOGISTICS

• Atualmente, há uma diversidade alta de softwares de SCM no mercado, inclusive

sistemas de ERP possuem módulos específicos que tratam das questões de SCM.
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1.6 Sistemas integrados de gestão

MODELO CONCEITUAL⇒⇒ PROCESSOS DE NEGÓCIOS

Conjunto de atividades que produzem uma potência de valor específica para o cliente:

✓ Customer Relationship management: gestão, fidelização e ajuste de demanda de clientes


chave;

✓ Customer Service management: gestão do atendimento on-line dos clientes;


✓ Demand management: coordenação do plano de marketing com os planos de
produção/compras – planeamento que visa estabilizar a demanda e equilibrar a capacidade da

organização;

✓ Customer Order Fullfilment Process: gestão do fluxo de materiais até o cliente, otimizando
serviço e custo;

✓ Manufacturing Flow management: gestão da produção de acordo com as necessidades dos


clientes;

✓ Procurement: Gestão de parcerias estratégicas com fornecedores, visando agregar valor à


cadeia via cooperação;

✓ Product development and comercialization: gestão da atividade de captar as necessidades


dos clientes para projetar ou melhorar produtos e serviços, planeando também as

capacidades e fluxos internos e dos fornecedores;

✓ Returns: Gestão dos fluxos reversos (resíduos, reparos, retornáveis, descartes) de modo a
gerar valor.
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MODELO CONCEITUAL⇒⇒ COMPONENTES DE GESTÃO


São Componentes Necessários à Integração efetiva da Gestão de SCM
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Computação Móvel

REDES SEM FIO (WIRELESS)

Conceito: as tecnologias de redes sem fio incluem desde redes de dados e de voz globais, que

permitem que os usuários estabeleçam conexões sem fio por longas distâncias, até tecnologias de

frequência de rádio e luz infravermelha em conexão de curta distância.

Tipos de Rede: WAN (longa distância); MAN (metropolitana), LAN (local) e PAN (pessoal

– conectar dispositivos domésticos).

Dispositivos de uso: computadores portáteis, computadores de mesa, computadores de bolso,

assistentes digitais pessoais (PDAs), telefones celulares, computadores com canetas e pagers.

Aplicações: acesso remoto, visualizar e-mails a distância, conexão em locais públicos, reunião por

videoconferência, conexão com o sistema da empresa a distância etc.


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2. Custos de funcionamento

Sistemas informáticos na gestão e Sistema de informação logístico.

Uma das grandes chaves para aumentar a competitividade no atual mundo dos negócios é acima

de tudo a satisfação do cliente e o seu sucesso. A logística integrada procura atingir essa satisfação

através da implementação das funções, tanto as funções internas à organização como à

distribuição física. Ela é responsável pelo destino que o produto tem, desde a saída da linha de

produção até a entrega ao cliente, onde também a atividade de armazenamento ganha muita

importância frente às atuais mudanças no mercado empresarial.

As empresas através de uma eficiente administração de armazenagem e de um bom sistema de

informação, consegue a redução de stocks, a otimização da movimentação e da utilização do

armazém, um atendimento rápido ao cliente e à linha produtiva, pode também alcançar uma

redução do material obsoleto, e obter uma maior precisão nas informações, etc. … Com um bom

sistema e com tudo o que referi em cima é possível que as empresas possam diminuir custos,

melhorar a integração do processo de armazenagem e melhorar o atendimento ao cliente.

Para que as empresas possam alcançar estes objetivos foram criados os sistemas de gestão de

armazéns e de informações logísticas. A logística pode ser considerada a última fronteira na

redução de custos numa empresa, pode também ser considerada uma plataforma para a

modernização das empresas, sendo uma grande importância para o desenvolvimento de um

negócio.

Daí a importância do conceito de logística integrada a qual visa controlar e otimizar os fluxos de

informação e o fluxo físico entre os elos da cadeia de suprimento, dentro de objetivos estratégicos

definidos, criando vantagens competitivas e diminuindo desperdícios ao longo de toda a cadeia.


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Pode-se dizer que a armazenagem é uma das áreas mais tradicionais da logística e tem passado

por profundas transformações nos últimos anos. Essas mudanças refletem-se na implementação

de novos sistemas de informação aplicadas à gestão da armazenagem, em sistemas automáticos

de movimentação e separação de produtos e até na revisão do conceito do armazém, com a

principal função de stocks de produtos.

As tecnologias de informação ou sistemas de informação, são ferramentas que servem para facilitar

as integrações entre as empresas de uma cadeia produtiva diminuindo o tempo de transações,

pedidos, compras, facilitando o fluxo de informações, diminuindo os custos provenientes dos erros

humanos, otimizando processos etc., a fim de atingir os objetivos estratégicos de um negócio. Este

processo integrado é constituído por quatro níveis de funcionalidade, Transações, Controlo de

gestão, Análise de decisão e Planeamento estratégico.

As empresas que tiverem um sistema de informação logística, à partida distinguem-se logo das

outras, pois conseguem manter toda a gestão da empresa organizada. O MRP é um sistema de

informações que planeia, programa e controla as operações do armazém, abrangendo todas as

funções, desde a chegada do veículo ao cais, desde o recebimento dos materiais, passando também

pelo stock, pela separação do pedido, pela reposição e o controlo dos stocks, pelo inventário, pela

programação e o controlo do embarque e pela libertação dos veículos.

O sistema MRP2 é um sistema que interage com outros parceiros de negócio por exemplo clientes,

fornecedores, parcerias, etc. … o que faz deste sistema um sistema adequado a vários tipos de

empresa.

Através dos “sistemas informáticos na gestão de armazém e sistema de informação logístico”,

podemos ver a importância e as vantagens que um software pode trazer para as empresas, seja ele

qual for, e seja a empresa de que ramo for.


Também podemos concluir que os softwares, de um modo geral, atendem às necessidades das

empresas, mostrando eficiência nos processos de customizações e implementação.

Com as soluções de software para retalho, obtém uma elevada eficiência na organização dos

artigos na loja e no armazém, bem como identifica facilmente os produtos de substituição em

stock. Desta forma, permite ganhos na redução de tempos e de custos de organização, e ainda

obtém, um excelente nível de profissionalização no serviço de atendimento.

As vendas a retalho enfrentam novos desafios, nomeadamente com margens de lucro

reduzidas e novas exigências legais e fiscais, pelo que a necessidade de maior controlo de

custos e a otimização dos processos internos de compras, constituem pontos cruciais na

sustentabilidade financeira e crescimento do negócio.

Todo o funcionamento deste tipo de gestão tem subjacente alguns custos, contudo, podemos

ter duas perspetivas, por um lado analisar esta estratégia como um custo, (despesa) ou então

perceber que através da aplicação de sistemas de software não são uma despesa, mas sim um

investimento.
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Ferramentas e Sistemas Logísticos de TI cada vez mais presentes para:

❖ Integrar Departamentos, Empresas e Países;


❖ Automatizar funções repetitivas;
❖ Melhorar os Canais de Comunicação ao longo da Cadeia;
❖ Consolidar, processar e Trabalhar dados em informações, para a
devidaGestão das atividades;

❖ Fornecer subsídios para formulações de estratégias;


❖ facilitar a coordenação e o sincronismo das operações.

Para ter um sistema logístico eficiente a empresa deve:

❖ Conhecer e Mapear “na ponta do lápis” o seu core business, a sua cadeia de
suprimentos e seus processos internos;

❖ Possuir uma Gestão de TI eficaz e integrada, que consiga interagir com os outros
departamentos para entender suas necessidades e então propor soluções que

agreguem valor à produtividade das pessoas, considerando o custo e a dificuldade

destas inovações;

❖ Ser capaz de desenvolver uma cultura de Gestão da Mudança eficaz, incorporando as


ferramentas de TI ao dia-a-dia das pessoas, de modo a evitar erros de projeto e/ou de

implementação dos sistemas;

❖ Saber selecionar e implementar tecnologia/sistema adequada a sua necessidade,


maximizando assim, suas operações e retornos financeiros.
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Assim, o software de Gestão de Cadeia de armazéns auxilia a integração e automatização de todos

os estágios da cadeia de suprimentos da empresa ao aperfeiçoar os fluxos dos processos operacionais

(gestão de demandas, monitorização dos níveis de stocks e até a própria administração dos processos

produtivos no chão-de-fábrica) resultando em redução de perda, seja por conta de diminuição de

atividades dispensáveis ou identificação de falhas em processos, o que por sua vez proporciona preços mais

competitivos, clientes mais bem atendidos e o aumento de receita.


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Conclusão

Este manual tem como propósito facilitar a aprendizagem dos formandos, bem como a interação com as
temáticas apresentadas. Após a finalização deste manual podemos concluir, que o mesmo é uma
ferramenta importante para um conhecimento mais factual. Abordando temas teóricos, mas também
práticos.

Neste sentido, para tornar o manual um veículo facilitador de aprendizagem, foi utilizada uma linguagem
técnica, contudo simples, para isso foi, crucial abordar os temas com informação recolhida da bibliografia
relativa ao tema Logística.

Por último referir que informação exata e em abundância é determinante para uma boa Gestão de loja, ou
seja, dependendo da estratégia que cada empresa adota, a aplicação das melhores normas de gestão
(procura de melhores formas de negócio) depende de cada área de negócio.

De salientar ainda que cada organização decide, que estratégias adotam em relação ao software, Contudo,
de referir, que as empresas (organizações) que melhor aperfeiçoarem os seus sistemas de gestão de
armazém, serão as que melhor performance atingem, quer em termos comerciais como financeiros.
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